quarta-feira, 18 de março de 2026

EUA insistem que Anthropic representa 'risco inaceitável' para exército dos EUA


Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT O governo dos Estados Unidos insistiu nesta terça-feira (17) que a empresa de inteligência artificial Anthropic representa um "risco inaceitável" para o abastecimento militar, ao justificar a decisão de classificá-la como perigosa para o país. O país já havia classificado a Anthropic como um risco no início deste mês, após a empresa não aceitar o uso irrestrito de sua IA por militares. Em seguida, a empresa reagiu entrando com um processo contra o governo dos EUA. Nas últimas semanas, o modelo de IA Claude, da Anthropic, tem chamado atenção tanto por seu suposto uso na identificação dos alvos para bombardeios americanos no Irã quanto por não aceitar seu uso ilimitado para fins militares dos EUA. O Pentágono — renomeado de Departamento de Guerra (DoW) pelo governo do presidente Donald Trump — justificou a decisão de cortar os laços com a Anthropic após ela entrar com a ação judicial. Segundo um documento obtido pela AFP, o órgão avalia que manter o acesso da companhia à sua infraestrutura de combate representa um "risco inaceitável" para as cadeias de suprimentos. "Os sistemas de IA são especialmente vulneráveis à manipulação", acrescentou o governo em suas alegações perante um tribunal federal da Califórnia. "A Anthropic poderia tentar desativar sua tecnologia ou alterar preventivamente o comportamento de seu modelo antes ou durante operações bélicas em curso, se a Anthropic - a seu critério - considerar que suas 'linhas vermelhas' corporativas estão sendo ultrapassadas", ressaltou. Segundo o documento, o fato de a Anthropic não aceitar que sua tecnologia seja usada por militares em "qualquer uso legal" é visto como um "risco inaceitável para a segurança nacional". "O comportamento da Anthropic levou o Departamento a questionar se a Anthropic representava um parceiro confiável", disse o governo. Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard A classificação da Anthropic como "risco para a cadeia de suprimentos", contestada pela empresa na Justiça, pode impedir que fornecedores do governo façam negócios com ela. Esta designação costuma ser reservada para organizações de países adversários estrangeiros, como a gigante da tecnologia chinesa Huawei. Outras grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como a Microsoft, se posicionaram a favor da Anthropic. A empresa usa o modelo Claude e também presta serviços ao exército americano. "Não é o momento de pôr em risco o ecossistema de IA que a administração contribuiu para impulsionar", afirmou a Microsoft em um texto jurídico em separado apresentado ao tribunal na semana passada.

Nvidia retoma produção de chips para clientes da China


Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Nvidia retomou a produção de chips destinados especificamente ao mercado chinês, informou nesta terça-feira (17) seu diretor-executivo Jensen Huang, após a empresa americana receber pedidos autorizados pela China. "Estamos retomando a fabricação", anunciou Huang, em entrevista coletiva realizada paralelamente à conferência anual da Nvidia. No mês passado, uma autoridade do Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que ainda não havia sido realizada nenhuma venda de chips da Nvidia para empresas chinesas, uma situação que mudou, segundo Huang. Como um ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa da história a atingir US$ 5 trilhões em valor Além da autorização do governo americano, essas operações exigem a aprovação de autoridades chinesas. Segundo vários veículos, Pequim pretende aprová-las gradualmente, para limitar a dependência da tecnologia chinesa em relação aos produtos americanos. Em abril de 2025, o governo americano proibiu inicialmente a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Em agosto, um acordo foi firmado com a empresa californiana que prevê o pagamento de uma comissão ao Estado, que aumentou para 25% em dezembro. Desde então, no entanto, as entregas estavam paralisadas. No fim do mês passado, a Nvidia anunciou que não esperava nenhuma receita do mercado chinês no trimestre atual. Para cumprir as restrições impostas pelo governo americano, que se recusa a permitir que a Nvidia venda seus produtos mais avançados para empresas chinesas, o grupo desenvolveu uma nova versão do processador H200. O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

terça-feira, 17 de março de 2026

Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes


Montagem mostra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF Reprodução/Rosinei Coutinho/STF Programas usados em investigações da Polícia Federal podem desbloquear celulares e recuperar o conteúdo de conversas no WhatsApp. Em alguns casos, conseguem até acessar imagens apagadas pelo dono do aparelho. Na investigação do caso Master, a PF realizou uma análise técnica para obter mensagens trocadas em 17 de novembro entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou o jornal "O Globo" em 6 de março. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A conversa incluía prints com mensagens escritas pelo banqueiro no aplicativo de bloco de notas e enviadas pelo WhatsApp como imagens de visualização única. O jornal afirmou que teve acesso ao conteúdo obtido por um software da PF que exibe, de forma conjunta, mensagens e arquivos, o que permitiu reverter a visualização única. Em nota enviada anteriormente, Moraes afirmou que os prints de mensagens de Vorcaro não aparecem como enviados a ele e que uma análise técnica indicou que as imagens de visualização única não correspondem aos contatos do ministro. Vorcaro falou a Alexandre de Moraes sobre salvar Master O perito em segurança digital Wanderson Castilho explicou ao g1 que a estratégia de Vorcaro de criar capturas de tela do bloco de notas para ocultar o conteúdo das conversas pode, na prática, ter contribuído para criar mais evidências. "É até mais fácil recuperar imagens do que a conversa propriamente dita. Quando ele transformou a conversa em imagem, deixou um rastro maior", afirmou. Segundo o especialista, as imagens enviadas por Vorcaro podem ter sido recuperadas de locais como: O aplicativo bloco de notas; A galeria de fotos que armazena a captura de tela; Pastas ocultas que podem manter arquivos temporariamente no dispositivo. Tanto o bloco de notas quanto a galeria de fotos possuem lixeiras que guardam arquivos excluídos por alguns dias. Mesmo depois de removidos da lixeira, esses arquivos podem deixar rastros na memória do aparelho. "Conseguimos analisar todas essas correlações e chegar à mensagem de visualização única que, em tese, ninguém mais conseguiria ver", disse Castilho. A estrutura do WhatsApp, que armazena as conversas no próprio aparelho e não em um servidor externo, permite que autoridades recuperem mensagens quando estão com o dispositivo em mãos, explicou o perito. O WhatsApp usa criptografia de ponta a ponta, que impede o acesso às mensagens por terceiros, incluindo a própria plataforma. As conversas são protegidas por uma espécie de cadeado, aberto apenas com as chaves armazenadas no celular de cada usuário. "A segurança está no caminho que as mensagens percorrem. Quando chegam aos aparelhos, elas são descriptografadas e ficam legíveis para qualquer pessoa", resumiu o perito. Como funcionam os programas usados pela PF Programas como o israelense Cellebrite e o americano GrayKey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e celulares Android mesmo quando estão bloqueados. Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele faz varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos. Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia conforme a condição do dispositivo: Se estiver com a tela bloqueada, podem ser usados programas como GrayKey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha e baixar informações ao se conectar ao aparelho por cabo USB; Se estiver desligado ou danificado, pode-se usar a técnica chamada chip-off, na qual o chip de memória é removido do aparelho e as informações contidas nele são transferidos para outro dispositivo. Apesar de arquivos e mensagens não desapareçam imediatamente da memória, o ideal é que a extração com esses programas seja feita o quanto antes. Foto de visualização única no WhatsApp Divulgação/WhatsApp Peritos têm pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, explicou Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, por exemplo. Alguns celulares são reiniciados automaticamente para dificultar a extração da senha. A empresa que criou o GrayKey informou em 2024 que uma atualização do iPhone faz o aparelho reiniciar automaticamente se permanecer bloqueado por mais de três dias. Busca por mensagens O IPED, criado pela Polícia Federal, facilita a busca por informações em um celular e consegue até extrair texto de imagens. O sistema usa um princípio semelhante ao de radares de trânsito que fotografam placas e transformam os números em texto para identificação no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro. "Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. (veja no vídeo abaixo) O programa permite fazer buscas por padrões, como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. Ele também consegue analisar mensagens apagadas, mas não as que têm visualização única. O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que desenvolvedores contribuam com melhorias na ferramenta. Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF

ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária


ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites Alguns sites pornográficos como RedTube e Pornhub seguem aceitando apenas a autodeclaração de maioridade nesta terça-feira (17), um dia após entrar em vigor o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que proíbe esse tipo de prática. Esses casos foram verificados pelo g1, que entrou em contato com as plataformas e espera retorno. A nova lei determina que plataformas com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes, como as de conteúdo pornográfico, adotem mecanismos mais robustos de verificação de idade — e não apenas o botão “Sim, tenho mais de 18 anos”. Além disso, o ECA Digital também estabelece que plataformas com acesso por crianças e adolescentes, como redes sociais, devem adotar medidas para evitar a exposição a conteúdos inadequados. Na prática, porém, pouca coisa mudou. O g1 verificou que plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, X e Discord (plataforma que permite jogar ao vivo com outros usuários) ainda não passaram a exigir, de forma ampla, métodos mais rigorosos, como envio de documentos ou reconhecimento facial. Ao acessar esses serviços, não há mudanças visíveis em relação aos dias anteriores. Em fevereiro, o Discord informou que passaria a exigir reconhecimento facial ou o envio de um documento de identificação quando um perfil tentasse acessar conteúdos com restrição etária, além de usar um sistema para estipular a idade do usuário. Mas, em um teste realizado nesta terça-feira (12), o g1 conseguiu acessar conteúdos impróprios sem que nenhuma verificação etária fosse realizada. Já o YouTube e o Tiktok também disseram usar um sistema para estimar a idade do usuário, a partir do comportamento dele na rede social e restringir conteúdos inadequados para menores. Sites pornográficos pedem autodeclaração de idade Reprodução 🔎O fato de muitas dessas plataformas serem originalmente estrangeiras não muda a obrigação, segundo advogado especialista em regulação digital e professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) Francisco Brito Cruz. “Se o serviço tem público no Brasil, monetiza aqui ou oferece conteúdo em português, ele precisa cumprir a lei brasileira”, afirma. ECA Digital: Google e Meta explicam como é a verificação de idade em suas plataformas Plataformas devem verificar idade de usuários a partir desta terça com o ECA Digital; veja como vai funcionar Por que as mudanças do ECA digital ainda não apareceram? Segundo Cruz, na prática, ainda não é possível ver grandes mudanças com a nova lei porque ela ainda está em "um momento intermediário" de aplicação. “Tem coisa que vai mudar a partir de hoje? Tem. Mas provavelmente não é tudo”, afirma. Ele explica que o ECA Digital funciona como uma base geral, que depende de outras etapas para sair do papel. O próximo passo é a publicação de um decreto que deve detalhar parte das regras. A expectativa é que ele seja assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias. Depois disso, segundo o especialista, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) — responsável por fiscalizar e aplicar punições — ainda deve definir regras específicas sobre como isso será feito na prática. “A gente só vai saber exatamente quem pode ser multado ou não depois dessas regras mais detalhadas”, afirma. A expectativa, segundo Cruz, é que as mudanças aconteçam de forma gradual, à medida que a regulamentação avance. Verificação de idade é algo complexo Criança no celular Canva Um dos pontos centrais da nova lei é justamente a verificação de idade — e também um dos mais complexos. No caso de sites pornográficos, onde o conteúdo é claramente voltado para adultos, a necessidade de adaptação é mais imediata, segundo o especialista. “Nesses casos, é o mínimo a ser feito”, afirma Brito Cruz. Já nas redes sociais, a implementação tende a ser mais complexa, porque as exigências devem variar de acordo com o nível de risco para crianças e adolescentes. Na prática, caberá à ANPD definir quando será necessário exigir medidas mais ou menos rigorosas. A lei prevê que a verificação pode ser feita por diferentes métodos, como: 👨‍💻 análise de comportamento, que faz estimativa de faixa etária com base na navegação do usuário; 🤳 envio de selfie, que estima a idade aproximada a partir de técnicas de reconhecimento facial; 🪪 envio de documentação, que permite confirmar a idade exata. “Esse tipo de regra não é imediata. A lei traz uma diretriz geral, mas a aplicação depende da regulamentação”, afirma Cruz. Veja mais: ECA Digital: menores de 16 anos terão que vincular suas redes sociais com as de seus pais O que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais ECA Digital começa a valer e impõe novas regras para crianças e jovens

ECA Digital: Google e Meta explicam como é a verificação de idade em suas plataformas


ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites O Google e a Meta detalharam nesta terça-feira (17) os mecanismos que usam para verificar a idade de seus usuários. As plataformas se manifestaram no mesmo em que o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) entrou em vigor. A lei determina que plataformas direcionadas a crianças e adolescentes ou com acesso provável por esse público devem "adotar mecanismos para proporcionar experiências adequadas à idade". Em comunicado, o Google disse que está implementando no Brasil um modelo de estimativa de idade, que analisa a atividade dos usuários, como as informações que ele buscou ou as categorias de vídeos que ele assistiu. "Esses sinais nos ajudam a determinar se aquela pessoa provavelmente tem mais ou menos de 18 anos e a aplicar proteções automáticas em nossos produtos, incluindo o bloquear conteúdo com classificação 18+ no YouTube e Google Play, além da ativação do SafeSearch e o bloqueio de resultados inapropriados na Busca", disse a empresa. Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O Google, que controla a loja de aplicativos Play Store, também afirmou que está expandindo o acesso de desenvolvedores a uma ferramenta que fornece sinais de faixa etária para aplicativos oferecerem experiências adequadas à idade de seus usuários. O ECA Digital determina que lojas de aplicativos e sistemas operacionais devem tomar medidas para aferir a idade ou a faixa etária dos usuários. Essa informação precisa ser repassada para plataformas como redes sociais, que precisarão oferecer experiência adequada para aquela pessoa. A Meta, por sua vez, disse que usuários precisam informar a data de nascimento ao se cadastrarem. Segundo a empresa, quando existem suspeitas de declaração incorreta ou tentativa de aumentar a idade na plataforma, usuários precisam fazer uma verificação com o envio de um documento ou de uma selfie em vídeo. A empresa informou ainda que vai usar novos sinais de idade de usuários que serão obtidos por meio das lojas de aplicativos e que usuários podem denunciar contas suspeitas de serem de menores da crianças. "Entender com precisão a idade de um usuário é essencial para oferecer aos adolescentes a experiência mais adequada, mas é um desafio complexo para toda a indústria", disse a empresa. Proteção extra A Meta afirmou que, a partir desta semana, pais poderão ativar a supervisão da conta dos filhos sem uma aprovação no perfil do adolescente. Adultos que já fazem o monitoramento não precisam adotar nenhuma medida adicional. Pais também terão a opção de limitar transações financeiras de seus filhos e bloquear assinaturas, contribuições para arrecadações e compras de selos virtuais. A supervisão é habilitada na seção Contas de Adolescentes, disponível para Instagram, Facebook, Messenger e Threads. A Meta também destacou o novo recurso do WhatsApp para pais limitarem quem pode falar com seus filhos. Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial AP/Reuters

Adolescentes processam empresa de Musk nos EUA por imagens sexualizadas geradas por chatbot


Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas Três adolescentes entraram nesta segunda-feira (17) com uma ação coletiva nos Estados Unidos contra a xAI, empresa de inteligência artificial (IA) de Elon Musk, após acusarem seu chatbot de gerar imagens pornográficas delas a partir de fotos reais, anunciaram suas advogadas. A ação está relacionada à proliferação, no fim do ano passado, de deepfakes de mulheres e crianças nuas. A publicação dessas imagens em redes sociais provocou uma onda de indignação mundial e levou a investigações em vários países e no estado americano da Califórnia. O processo cita o caso de uma pessoa, já detida, que usou o chatbot Grok para transformar fotos comuns das jovens, retiradas de redes sociais ou outras fontes, em imagens hiper-realistas sexualizadas. 'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk As montagens circularam no X, Discord e Telegram, e depois migraram para a dark web como moeda de troca para outros conteúdos de pornografia infantil, diz a ação, movida em um tribunal federal de San José. "Ver a minha filha ter um ataque de pânico ao perceber que essas imagens haviam sido criadas e espalhadas sem nenhuma esperança de apagá-las foi horrível", descreveu em comunicado a mãe de uma das adolescentes, do estado do Tennessee. Uma das autoras da ação tem pesadelos recorrentes, e outra precisa de remédios para dormir e tem medo de comparecer à própria cerimônia de formatura. A xAI "projetou deliberadamente o Grok para produzir conteúdo sexualmente explícito com fins lucrativos", sem implementar as proteções usadas por outros grandes atores da IA contra a pornografia infantil, denunciaram as advogadas. Segundo um estudo do Center for Countering Digital Hate, o Grok gerou cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas em 11 dias no fim de 2025, das quais 23.000 representavam menores de idade. Em resposta ao escândalo, a xAI restringiu em janeiro exclusivamente aos assinantes a geração de imagens pelo Grok. Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Lula deve assinar decreto que regulamenta ECA Digital nesta terça; veja principais pontos


ECA Digital: nova lei vai mudar regras para crianças e adolescentes na internet O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve assinar nesta terça-feira (17) decretos para regulamentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. 🔎 O ECA Digital, sancionado por Lula em setembro do ano passado, obriga redes sociais a adotarem medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo prejudicial, incluindo exploração sexual, violência, danos à saúde mental, pornografia e a promoção de bebidas alcoólicas, tabaco e jogos de azar. Devem ser assinados três decretos: a regulamentação do ECA, com mais detalhamento das regras e das responsabilidades; a criação de um centro na Polícia Federal para receber denúncias de potenciais crimes contra crianças e adolescentes provenientes das plataformas; a nova estrutura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O decreto que detalha a regulamentação deve proibir as chamadas "práticas manipulativas" em contas de crianças e adolescentes nas redes sociais. Com isso, ficam vedados rolagem infinita de feed, reprodução automática de vídeos, sistemas de recompensa e notificações de jogos, por exemplo. O documento deve ser assinado nesta terça, quando a lei passa a valer. O g1 teve acesso ao material, que pode sofrer algumas alterações. Veja abaixo os principais pontos: Práticas manipulativas O decreto prevê que plataformas terão que adotar medidas concretas para evitar que crianças e adolescentes desenvolvam dependência digital. Serão proibidos recursos que "prendem" o usuário sem ele perceber, como a rolagem infinita de feed sem pausas naturais e a reprodução automática de vídeos, por exemplo. Também devem ser vedadas práticas manipulativas e que exploram fragilidades emocionais ou cognitivas dos jovens — criação senso de urgência falso ou usar pressão emocional para manter o usuário na plataforma, por exemplo. Além disso, jogos com caixas de recompensa, conhecidas como "loot boxes", precisarão verificar a idade e confirmar que o usuário não é menor de idade. Para que os jogos continuem disponibilizados para crianças e adolescentes, as empresas devem: oferecer uma versão do jogo sem a recompensa, realizar restrição geográfica no território brasileiro ou restringir totalmente a funcionalidade para usuários crianças e adolescentes. Caso adotem essas medidas, será dispensada a verificação de idade. Criança no celular Canva Verificação de idade com método confiável O decreto também deve exigir um método confiável de verificação de idade, a ser organizado pela ANPD. Com isso, não será mais possível que a criança informe uma data de nascimento falsa para acessar conteúdos proibidos, como conteúdo de exploração sexual, serviços de acompanhantes, entre outros. Os dados usados na verificação de idade deverão ser protegidos e não poderão ser compartilhados com terceiros. Além disso, serão removidos aplicativos que não possuam mecanismo de verificação de idade funcional. Canal único para denúncias de conteúdo ilegal Também deve ser criado o Centro Nacional de Triagem de Notificações dentro da Polícia Federal para receber, filtrar e encaminhar às autoridades competentes denúncias de conteúdos como abuso sexual infantil, sequestro e aliciamento de menores. Será a primeira unidade policial que irá concentrar e agilizar denúncias de crimes nas plataformas. Plataformas serão obrigadas a remover esse tipo de conteúdo imediatamente, sem precisar de ordem judicial, quando a denúncia vier: da própria vítima ou sua família, do Ministério Público ou de organizações da sociedade civil reconhecidas na área de defesa de criança. Fim da publicidade personalizada para crianças Plataformas não poderão mais usar o perfil comportamental de crianças, como gostos, histórico e tempo de tela, para direcionar anúncios publicitários a elas. O decreto deve proibir ainda técnicas como análise emocional, realidade aumentada e realidade virtual com fins publicitários voltados ao público infantojuvenil. Além disso, a ANPD deverá regulamentar formas de previnir e mitigar o acesso, a exposição, a recomendação ou a facilitação de contato de crianças com jogos de azar, apostas de quota fixa, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos e demais produtos e serviços de comercialização proibida a crianças e adolescentes. Contas em redes sociais Redes sociais com conteúdo impróprio para menores terão que escolher entre dois caminhos: criar uma versão do serviço sem esse conteúdo. Dessa forma, não será necessário mecanismos para verificar a idade; ou implementar meios de verificação de idade obrigatória, sendo proibida a autodeclaração. Quem navega sem cadastro também ficará sujeito à versão sem conteúdos impróprios. Bloqueio de apostas ilegais nas lojas de apps Lojas como App Store e Google Play deverão impedir a disponibilização de aplicativos que promovam, ofertem ou viabilizem o acesso a apostas que não tenham autorização dos órgãos reguladores brasileiro.

EUA insistem que Anthropic representa 'risco inaceitável' para exército dos EUA

Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT O governo dos Estados Unidos insistiu nesta terça-feira (17) que a e...