quarta-feira, 20 de maio de 2026

Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA


Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY Reuters A Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-feira (20) como parte de uma reestruturação para priorizar investimentos em inteligência artificial, segundo a agência Bloomberg. A informação também foi confirmada ao g1 por um funcionário da Meta que pediu para não ser identificado. Segundo ele, desta vez, seu cargo não foi afetado pelos cortes. O g1 entrou em contato com a Meta e aguarda retorno. De acordo com a Bloomberg, as notificações de demissão começaram a ser enviadas a funcionários da Ásia a partir das 4h no horário de Singapura. Segundo um memorando interno, trabalhadores dos Estados Unidos também seriam informados em seguida. Vídeos em alta no g1 Na segunda-feira (18), a Meta já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para iniciativas ligadas à inteligência artificial. A informação também foi confirmada anteriormente ao g1 pelo mesmo funcionário da empresa, que afirmou que a mudança não era opcional. Segundo ele, o clima na empresa já era ruim, já que a Meta havia avisado internamente que faria desligamentos nas próximas semanas, o que acabou se concretizando agora. Em nota interna, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, afirmou que a decisão faz parte dos esforços da Meta para “gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos” do grupo na corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial. Esta reportagem está em atualização.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo


Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo Uma pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros que procura emprego já usa inteligência artificial para melhorar o currículo. A tecnologia pode ajudar a adaptar o documento aos processos seletivos, mas especialistas alertam para os perigosos da padronização dos currículos. Leia as notícias e assista aos vídeos do Bom Dia Brasil Depois de passar 17 anos na mesma empresa, a gerente de contas Camila Vogel voltou ao mercado de trabalho e percebeu que precisava atualizar o currículo para se adequar às novas etapas de seleção, muitas delas feitas com auxílio de inteligência artificial. Para isso, ela também decidiu usar a ferramenta. “Eu precisei entender quais padrões estavam sendo usados hoje no mercado. Usei a inteligência artificial para identificar palavras-chave, nomenclaturas de vagas que tinham relação com o meu perfil”, conta. Um estudo realizado por uma consultoria de recursos humanos com 60 mil profissionais em 36 países, incluindo o Brasil, aponta que mais da metade dos candidatos brasileiros utiliza inteligência artificial para adaptar currículos e aumentar as chances de passar pelos filtros automáticos das empresas. Mas a pesquisa também mostra um efeito colateral: a padronização dos perfis. Segundo recrutadores, muitos currículos acabam ficando semelhantes, o que pode prejudicar justamente quem tenta se destacar. “Cada vez mais os currículos ficam parecidos. Isso cria uma dificuldade para o candidato se diferenciar e também para os recrutadores identificarem quem realmente tem um perfil mais aderente à vaga”, explica Lucas Toledo, diretor executivo do Michael Page Brasil. Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo Reprodução/TV Globo A organização sem fins lucrativos liderada por Alessandro atua na inserção de jovens no mercado de trabalho. Segundo ele, a inteligência artificial deve ser usada como apoio, mas não pode substituir as experiências pessoais e características individuais do candidato. “É buscar um equilíbrio, então ela pode com certeza usar a inteligência artificial, mas depois de pronto o currículo, ela tem que complementar com as coisas dela e talvez deixar as palavras-chave, mas colocar pontos importantes da sua jornada que a inteligência suprimiu. Eu entendo que tudo que você faz com a inteligência artificial, principalmente o seu currículo, depois você tem que completar com o humano para ficar diferente dos outros”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro. Especialistas recomendam que os candidatos revisem os textos gerados pelas ferramentas antes de enviar o currículo e evitem copiar modelos prontos sem adaptações. A pesquisa também aponta que o uso de inteligência artificial no ambiente profissional é mais comum entre brasileiros do que na média global. No Brasil, 71% dos profissionais afirmam usar a tecnologia no trabalho. No restante do mundo, o índice é de 64%. Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo Reprodução/TV Globo

'É uma completa traição': Amazon encerra suporte a Kindles antigos e revolta usuários fiéis


Amazon Kindle Paperwhite (1ª geração) Flickr/Creative Commons/Zero2Cool Para Claudia Buonocore, é difícil aceitar a ideia de se desfazer de seu Amazon Kindle Touch, comprado há 15 anos. "Nunca tive vontade de trocar de dispositivo", disse a moradora da região de Pittsburgh, de 39 anos. "Ele faz parte de mim, é um salva-vidas. Eu durmo com ele quase todas as noites." 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Claudia está entre os usuários afetados pela decisão da Amazon de encerrar o suporte aos leitores eletrônicos lançados em 2012 ou antes. A partir desta quinta-feira (20), esses aparelhos deixarão de baixar novos livros e receber atualizações de software. "É uma traição completa aos usuários", afirmou. A empresa continuará oferecendo suporte aos modelos mais recentes e passou a dar desconto de 20% na compra de novos aparelhos, vendidos entre US$ 110 e US$ 680, além de US$ 20 em créditos para e-books. Mesmo assim, muitos consumidores relutam em substituir dispositivos usados há mais de uma década. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Botões físicos e maior durabilidade Brian Oelberg, de 64 anos, disse que começou a carregar seu Kindle Keyboard, lançado por volta de 2010, com centenas de livros digitais depois que soube da mudança. Ele pretende desligar o Wi-Fi do aparelho para evitar atualizações que possam comprometer os arquivos armazenados. Morador de Chicago, ele conta que testou modelos mais novos em uma loja da Best Buy, mas não se convenceu a trocar de aparelho. Segundo ele, os novos leitores não têm botões físicos para virar páginas, recurso que considera mais prático, principalmente para ler ao ar livre em dias frios sem precisar tirar as luvas. Usuários de modelos antigos afirmam que esses dispositivos se destacam pela durabilidade e pelos botões físicos. Segundo eles, versões mais recentes, como o Amazon Kindle Paperwhite, consomem mais bateria por causa da tela iluminada. Kindle Giphy Por que a Amazon está encerrando o suporte? A substituição gradual de aparelhos antigos é comum entre empresas de tecnologia, que costumam citar custos e questões de segurança para encerrar o suporte a produtos antigos. Não foi possível determinar quantos dispositivos serão afetados pela decisão. A Amazon afirmou que manteve suporte a esses aparelhos por 14 anos ou mais e que não poderia fazer isso indefinidamente. "A tecnologia evoluiu muito nesse período", disse um porta-voz da empresa. Embora não tenha sido a primeira empresa a lançar leitores digitais, a Amazon popularizou o segmento com o primeiro Kindle, lançado em 2007. Atualmente, a companhia detém 72% do mercado de leitores eletrônicos, segundo a consultoria Business Research Insights. Prolongar a vida útil dos aparelhos Nas redes sociais, especialistas e entusiastas compartilham alternativas para prolongar a vida útil desses aparelhos. Entre elas estão o "jailbreaking", que remove restrições do sistema e permite instalar outros programas, e o "sideload", que consiste em transferir livros do computador para o dispositivo por cabo USB. Cathy Ryan, de 59 anos, conserta Kindles antigos para revenda no eBay como hobby e acredita que a decisão da Amazon vai prejudicar a atividade. Moradora de Vermont, ela tem cinco aparelhos e ainda usa um modelo de segunda geração comprado em 2009. "Suponho que nada dure para sempre, mas estou muito irritada", afirmou. Já Cathy DeMail, de 69 anos, moradora de The Villages, acredita que a medida tem objetivo comercial e está correndo para carregar o dispositivo com novos livros antes do prazo final. "É uma pena que eu esteja sendo obrigada a fazer isso", afirmou. "Eu odeio isso. O que me incomoda é o princípio da coisa."

'Pouco confiável': como processo judicial de Musk pode prejudicar CEO da OpenAI


Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, venceu Elon Musk em um tribunal federal nesta segunda-feira (19), mas a vitória teve um custo: ouvir ex-colegas o chamarem repetidamente de "mentiroso" — sob juramento. Um júri federal rejeitou o processo movido por Musk, ex-cofundador da OpenAI, dona do ChatGPT, que acusava a organização de ter sido transformada indevidamente de uma entidade sem fins lucrativos em uma empresa com fins lucrativos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os jurados entenderam que o bilionário demorou demais para entrar com a ação. O veredito é de difícil reversão e abre caminho para uma oferta pública inicial (IPO) da OpenAI — processo em que uma empresa faz sua estreia na bolsa. O processo colocava a empresa em risco de ser obrigada a pagar cerca de US$ 150 bilhões e de perder sua liderança. Ainda assim, a imagem de Altman pode abalar a confiança de investidores que poderão ser chamados a participar de um potencial IPO de US$ 1 trilhão. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Altman, principal rosto por trás do ChatGPT, ouviu durante dias depoimentos de ex-colegas e outras testemunhas que o descreveram como um líder "pouco confiável". Durante o interrogatório, o advogado de Musk citou declarações de oito testemunhas, incluindo o próprio Musk, que afirmaram que Altman enganou ou mentiu para outras pessoas. Altman se defendeu em resposta, testemunhando: "Acredito ser um empresário honesto e confiável." "Este veredito elimina a maior ameaça legal a uma oferta pública inicial", disse James Rubinowitz, advogado de litígios e especialista em IA. "Dito isso, mesmo com a vitória, a OpenAI sai com as piores evidências documentais sobre sua governança agora permanentemente registradas em cartório. Todo investidor institucional que ler a transcrição deste julgamento fará sua própria análise de credibilidade de Altman antes de investir." Honestidade é ponto central Durante o julgamento, o principal advogado da OpenAI disse a repórteres que a equipe de Musk havia recorrido a uma "tentativa de difamação" contra Altman, em vez de apresentar provas das acusações. Um funcionário da OpenAI, Joshua Achiam, testemunhou sobre Altman: "Em todas as minhas experiências diretas com ele, sinto que ele foi honesto comigo." Musk alegou que os líderes da OpenAI quebraram o acordo de manter a empresa como uma organização sem fins lucrativos voltada ao benefício da humanidade. O julgamento se transformou em um confronto entre bilionários. Musk foi um dos vários ex-colegas e associados que chamaram Altman de mentiroso, e a honestidade do executivo se tornou um dos pontos centrais da argumentação. A OpenAI, por sua vez, retratou Musk como alguém interessado em controlar a empresa. "A credibilidade de Sam Altman está diretamente em questão neste caso", disse o advogado de Musk, Steven Molo, em sua alegação final. "Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer." Os jurados precisaram de menos de duas horas para chegar a um veredito, concentrando-se no momento em que Musk entrou com o processo. Dúvidas sobre liderança Embora o julgamento tenha representado o período de maior exposição de Altman, algumas das acusações não eram novas. O conselho da OpenAI destituiu Altman em 2023, ao questionar sua capacidade de liderança, mas o trouxe de volta menos de uma semana depois, após grande parte da empresa ameaçar deixar a companhia. Durante o julgamento, os advogados da OpenAI destacaram que a ampla maioria dos funcionários assinou uma carta apoiando sua reintegração. Grande parte das provas apresentadas no julgamento, no entanto, não foi favorável a Altman. Entre as provas, havia uma grande quantidade de documentos mostrando que Altman tinha bilhões de dólares investidos em empresas que mantinham relações comerciais com a OpenAI, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. O executivo afirmou que normalmente se declarava impedido em situações de potencial conflito e que não acreditava ter enganado pessoas no mundo dos negócios. Bret Taylor, presidente do conselho da OpenAI e integrante do grupo desde o fim de 2023, após a reintegração de Altman, testemunhou que o executivo havia sido transparente sobre seus conflitos de interesse. Taylor afirmou que Altman enviou uma nota detalhando essas situações antes de o conselho atualizar sua política sobre o tema. Memorandos internos Em setembro de 2022, a ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, detalhou diversos problemas com o estilo de liderança de Altman, de acordo com um memorando divulgado como parte do julgamento. “O pânico constante em torno de nossos projetos, pessoas, metas etc. gera caos e desorganização”, escreveu Murati em um memorando intitulado “Feedback de Mira para Sam (apenas Sam teve acesso a isso)”. “Falamos sobre foco, mas na prática nossa abordagem é fazer tudo e fazer rápido.” Em um depoimento em vídeo exibido aos jurados, Murati fez uma longa pausa ao ser questionada se, no outono de 2023, ela acreditava que Altman havia sido honesto. "Nem sempre", disse ela. Murati acrescentou que Altman minou seu trabalho e colocou outros executivos da OpenAI uns contra os outros. Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI e ex-membro do conselho, testemunhou que coletou exemplos das deficiências de liderança de Altman por mais de um ano. A OpenAI evitou o pior desfecho, escreveu o analista da Wedbush, Dan Ives, após a divulgação do veredito. Ele classificou a decisão como uma "grande vitória" para Altman e a OpenAI, "apesar dos arranhões e hematomas na imagem e na liderança de Altman".

Buscador do Google, Chrome e ChatGPT passam a identificar imagens criadas por IA


Buscador do Google, Chrome e ChatGPT passam a identificar imagens criadas por IA. Divulgação/Google O Google anunciou nesta terça-feira (19) que mais empresas passarão a adotar o SynthID, tecnologia da companhia que ajuda a identificar imagens criadas por inteligência artificial. Entre as empresas anunciadas estão a OpenAI, dona do ChatGPT, além da Kakao e da ElevenLabs. Segundo o Google, todas vão incorporar o SynthID em seus produtos. O SynthID é uma marca-d’água digital imperceptível que já estava disponível no Gemini e, até então, só conseguia identificar imagens e vídeos criados pelas ferramentas de IA do próprio Google. A partir de agora, uma imagem gerada pelo ChatGPT, por exemplo, também poderá trazer elementos que ajudam a indicar que o conteúdo foi criado por IA. Além disso, usuários poderão verificar se uma imagem foi produzida com IA diretamente pelo buscador do Google e pelo navegador Google Chrome. "Desde o lançamento, o SynthID já aplicou marcas d'água em mais de 100 bilhões de imagens e vídeos, além de 60 mil anos de conteúdos em áudio", afirmou a empresa. Esta reportagem está em atualização.

Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos 'conversando' com a IA


Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos 'conversando' com a IA. Reprodução/Google/YouTube O Google apresentou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um novo modelo de IA voltado à criação e edição de vídeos com aspecto ultrarrealista. O anúncio foi feito durante o Google I/O 2026, evento para desenvolvedores realizado em Mountain View, na Califórnia (EUA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, a ferramenta permite combinar imagens, áudio, vídeo e texto para gerar vídeos de alta qualidade. Também é possível enviar um vídeo já gravado e pedir alterações por meio de comandos em texto, sem precisar usar programas profissionais de edição, como o Adobe Premiere. O Google afirma que o usuário pode modificar detalhes específicos ou transformar completamente uma cena apenas conversando com a IA. Entre os exemplos citados pela empresa estão mudar ações em um vídeo, adicionar personagens e objetos ou alterar ambientes, ângulos e estilos visuais mantendo a consistência da gravação original. Vídeos em alta no g1 Segundo o Google, o Omni utiliza o conhecimento do Gemini para conectar linguagem, imagens e contexto. A empresa afirma que a ferramenta não apenas cria cenas realistas, mas também consegue entender o que deveria acontecer em seguida para dar continuidade aos vídeos. A tecnologia estará disponível a partir desta terça em todo o mundo para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra. A IA poderá ser usada no app do Gemini, no Google Flow e no YouTube Shorts. Segundo o Google, o Omni também será liberado gratuitamente no YouTube Shorts e no aplicativo YouTube Create ainda nesta semana. Vídeo criado com o Gemini Omni Divulgação/Google Usuário pode criar um 'deepfake' com voz e aparência A big tech também disse que a pessoa poderá criar um avatar digital com sua própria voz e aparência, em uma função que basicamente é um deepfake. "Estamos comprometidos em desenvolver IA de forma responsável e temos políticas claras para proteger os usuários de danos e governar o uso de nossas ferramentas de IA", ressaltou a empresa ao anunciar o avatar digital. Todo conteúdo criado ou editado pelo Omni terá automaticamente o SynthID, marca-d’água digital imperceptível do Google usada para identificar mídias geradas por inteligência artificial. O Google também afirmou que trabalha em uma versão mais potente da ferramenta, chamada Omni Pro, mas não revelou detalhes nem previsão de lançamento. Disse apenas que ela está "prevista para breve". Google já possui outra IA de vídeo O Google já possui o Veo 3, modelo de IA capaz de gerar vídeos realistas. Mas, segundo Koray Kavukcuoglu, diretor de tecnologia do Google DeepMind e arquiteto-chefe de IA do Google, os dois sistemas têm propostas diferentes. "O Veo funciona no modelo tradicional de ‘texto para vídeo’, gerando imagens em movimento a partir de um comando escrito. Já o Gemini Omni é um modelo multimodal nativo, construído desde o início sobre a estrutura do Gemini", afirmou ao g1. "Isso significa que ele [o Omni] consegue receber e combinar diferentes tipos de arquivos, como fotos, áudios e textos, em um único comando para gerar o resultado final", completou. Instants:como funciona o novo recurso do Instagram Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs

Novo foguete da SpaceX, de Elon Musk, encara voo crucial antes de estreia na bolsa


A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, seu foguete de nova geração. Será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante tanto para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial quanto para a esperada abertura de capital da empresa. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas a futuras missões à Lua e a Marte. Por isso, o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), processo pelo qual uma empresa passa a ter papéis negociados na bolsa de valores. O foguete é peça central da estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas. Esses planos sustentam a avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para o IPO. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal “Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook. A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de marcar a estreia da Starship V3, o teste será o primeiro realizado em uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente. O que mudou na nova versão A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o foguete propulsor Super Heavy, responsável por impulsionar o conjunto nos primeiros minutos do voo. Uma das principais mudanças está no Super Heavy, que teve seus 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais força com uma estrutura mais leve. A parte superior da nave também foi aprimorada para missões de longa duração. Entre as novidades estão sistemas que permitirão o acoplamento entre espaçonaves, o reabastecimento em órbita e uma capacidade maior de manobra. Como será o teste Starship faz belas imagens da Terra antes de pousar no Oceano Índico Reprodução/SpaceX A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar nenhuma das duas partes do foguete nesta missão. Ainda assim, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes de os estágios caírem no mar. O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem. Já a Starship deve concluir seu voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico. Antes da reentrada na atmosfera, a nave deverá liberar 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico da espaçonave e transmitir dados aos operadores em solo. Teste é acompanhado de perto por investidores A cultura de engenharia da SpaceX baseia-se em realizar testes frequentes, mesmo com risco de falhas, e usar os resultados para aperfeiçoar rapidamente os veículos. Por isso, o mercado acompanhará com atenção o desempenho da Starship V3. Um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está cada vez mais próximo de entrar em operação comercial. Lua, Marte e a nova corrida espacial Elon Musk afirmou há um ano que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026. O foguete também é parte de um contrato superior a US$ 3 bilhões firmado com a NASA no programa Artemis program, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década. Esses planos colocam a Starship no centro de uma nova corrida espacial com a China, que pretende realizar seu próprio pouso tripulado na Lua em 2030. Musk na Base Estelar da SpaceX em Brownsville, Texas REUTERS/Adrees Latif/Foto de arquivo

Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA

Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY Reuters A Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-fei...