quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Venda de celulares deve ter maior queda da história em 2026, diz consultoria


Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda de sua história, afirmou nesta quinta-feira (26) a consultoria IDC. A projeção leva em conta a escassez de chips de memória para produzir os aparelhos. A expectativa é de que as fabricantes venderão juntas 1,1 bilhão de smartphones este ano, 12,9% menos do que em 2025, disse a IDC. A consultoria afirma que esta é uma situação que não deverá melhorar até meados de 2027. Ainda segundo a IDC, a queda afetará principalmente as vendas de celulares Android de baixo custo. Por outro lado, Apple e Samsung deverão ganhar mais participação de mercado, afirmou o relatório. "As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso", disse Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC à Bloomberg. "O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise". A oferta de chips de memória tradicionais diminuiu à medida que fabricantes têm direcionado os seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para inteligência artificial.

Governo Trump dá ultimato para empresa liberar ferreamente de IA para o Exército, diz agência


O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa ao lado do presidente Donald Trump durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em 29 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O governo Trump deu um ultimato à Anthropic para liberar sua tecnologia de Inteligência Artificial para uso irrestrito pelo Exército dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Associated Press. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, deu ao CEO da empresa até esta sexta-feira (27) para isso, sob ameaças de romper contratos da Anthropic com o governo dos EUA e classificá-la como um "risco da cadeia de suprimentos", medida de amplo boicote do governo norte-americano aplicada geralmente a empresas chinesas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Anthropic é dona do Claude, uma ferramenta de IA especializada em segurança, e a empresa é a última entre suas concorrentes a resistir à pressão de fornecer sua tecnologia para uma nova rede interna das Forças Armadas dos EUA. O Claude, inclusive, foi utilizado pelo Exército norte-americano na operação que resultou na deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, no início do ano, segundo o "The Wall Street Journal". A empresa proíbe o uso da IA para fins de violência, e o CEO Dario Amodei disse diversas vezes ter preocupações éticas com o uso governamental irrestrito de IA, incluindo os perigos de drones armados totalmente autônomos e de vigilância em massa assistida por IA capaz de monitorar dissidências. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Uma IA poderosa analisando bilhões de conversas de milhões de pessoas poderia medir o sentimento público, detectar focos de deslealdade em formação e eliminá-los antes que cresçam”, escreveu Amodei em um ensaio no mês passado. Diante da resistência, Hegseth alertou que poderia classificar a Anthropic como "risco à cadeia de suprimentos" ou acionar a Lei de Produção de Defesa (DPA, na sigla em inglês) para forçar com que os militares consigam mais autoridade para usar os produtos da Anthropic, mesmo sem aprovação da empresa quanto à forma de uso, segundo fontes do Pentágono ouvidas pela AP. Essa classificação faria com que a Anthropic passasse a ser considerada um risco à segurança nacional dos EUA e sofreria amplas restrições de importação, seria impedida de conseguir licitações e e seria excluída de determinados setores considerados vitais ao país. Já a DPA concede ao presidente dos EUA poderes emergenciais para intervir na economia e indústria do país em prol da defesa nacional. Empresas que recebem ordens sob a DPA devem cumpri-la sob pena de multas, sanções criminais, perda de contratos governamentais ou apreensão de bens e até intervenção federal direta. Em troca, ganham proteção antitruste para colaborações e acesso prioritário a suprimentos. O impasse entre o governo Trump e a Anthropic ressalta o debate sobre o papel da IA na segurança nacional e as preocupações sobre seu uso em situações críticas envolvendo força letal, informações sensíveis ou vigilância governamental. Também ocorre no momento em que Hegseth promete eliminar o que chama de “cultura woke” nas Forças Armadas. Hegseth convocou Amodei para uma reunião no Pentágono na semana passada. Segundo uma autoridade ouvida pela AP, o tom da reunião foi cordial, mas o CEO não recuou em dois pontos considerados linhas vermelhas para a Anthropic: operações militares de mira totalmente autônomas e vigilância doméstica de cidadãos americanos. O Pentágono se opõe às restrições éticas da empresa porque operações militares precisam de ferramentas sem limitações embutidas, afirmou o alto funcionário. Ele argumentou que o Pentágono emite apenas ordens legais e que o uso legal das ferramentas seria responsabilidade dos militares. Segundo a rede norte-americana "CBS", o Pentágono enviou à Anthropic nesta quinta-feira (26) o que chamou de "oferta final" para o uso do Claude pelo Exército para evitar as sanções à empresa. Jato F-35 (à direita) estacionado no deque do porta-aviões USS Abraham Lincoln enquanto jato F-18 decola (ao fundo) para voo de monitoramento em 23 de janeiro de 2026. Daniel Kimmelman/Marinha dos Estados Unidos Anthropic deixará de ser a única aprovada para redes classificadas O Pentágono anunciou no ano passado contratos com quatro empresas de IA —Anthropic, Google, OpenAI e xAI, de Elon Musk— cada um no valor de até US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 trilhão). A Anthropic foi a primeira empresa de IA aprovada para redes militares classificadas, onde trabalha com parceiros como a Palantir. Em discurso em janeiro, Hegseth afirmou que descartaria modelos de IA “que não permitam lutar guerras”. Disse ainda que sua visão para sistemas militares de IA é que operem “sem restrições ideológicas que limitem aplicações militares legais” e acrescentou que a IA do Pentágono “não será woke”. Anthropic se define como mais focada em segurança Desde sua fundação, em 2021, após seus criadores deixarem a OpenAI, a empresa se apresenta como mais responsável e focada em segurança. O atual impasse com o Pentágono coloca essa postura à prova, segundo Owen Daniels, do Centro para Segurança e Tecnologia Emergente da Universidade Georgetown. “Os concorrentes da Anthropic, incluindo Meta, Google e xAI, aceitaram a política do departamento de permitir o uso dos modelos para todas as aplicações legais”, afirmou. “Assim, o poder de barganha da empresa é limitado, e ela corre o risco de perder influência na adoção de IA pelo departamento.” Durante o governo Joe Biden, a Anthropic se alinhou ao governo democrata ao se voluntariar para submeter seus sistemas a avaliações externas, visando mitigar riscos à segurança nacional. Amodei tem alertado para os riscos potencialmente catastróficos da IA, mas rejeita o rótulo de "alarmista". Em ensaio recente, o CEO da Anthropic escreveu que “estamos consideravelmente mais próximos de um perigo real em 2026 do que estávamos em 2023”, defendendo que os riscos sejam administrados de forma “realista e pragmática”. Tensões com o governo Trump Esta não é a primeira vez que as normas éticas mais rígidas da Anthropic a colocam em rota de colisão com o governo Trump. A empresa criticou publicamente propostas de flexibilização de controles de exportação que permitiriam vender chips de IA para a China — embora mantenha parceria com a Nvidia. O governo Trump e a Anthropic também estiveram em lados opostos em debates sobre regulamentação estadual de IA. Para Amos Toh, do Brennan Center da Universidade de Nova York, a adoção acelerada de IA pelo Pentágono evidencia a necessidade de maior supervisão legislativa, especialmente se a tecnologia for usada para vigilância de americanos. “A lei não acompanha a velocidade da evolução tecnológica”, escreveu Toh. “Mas isso não significa que o Departamento de Defesa tenha carta branca.”

Instagram alertará pais quando adolescentes pesquisarem sobre suicídio


Ícone do Instagram em um smartphone. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O Instagram informou que passará a notificar pais quando seus filhos adolescentes fizerem buscas repetidas, em um curto período, por termos relacionados a suicídio ou automutilação, informou a Agência Reuters. A medida ocorre em meio à pressão para que governos sigam a decisão da Austrália de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O Reino Unido disse em janeiro que considera adotar restrições para proteger crianças online, após a iniciativa australiana anunciada em dezembro. Espanha, Grécia e Eslovênia também afirmaram nas últimas semanas que estudam limitar o acesso. O Instagram, controlado pela Meta Platforms Inc., declarou que começará a enviar alertas a pais inscritos em sua configuração opcional de supervisão quando seus filhos tentarem acessar conteúdos ligados a suicídio ou automutilação. Austrália começa a proibir redes sociais para menores de 16 anos na quarta-feira (9) “Esses alertas ampliam nosso trabalho para ajudar a proteger adolescentes de conteúdos potencialmente prejudiciais no Instagram”, disse a plataforma em comunicado. “Temos políticas rígidas contra material que promova ou glorifique suicídio ou automutilação.” Segundo a empresa, os alertas começarão a ser enviados a partir da próxima semana para contas com supervisão ativada nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Austrália e no Canadá - e ficarão disponíveis em outras regiões ainda este ano. A nota não cita nenhuma previsão de chegada do recurso no Brasil. Riscos Governos têm buscado cada vez mais medidas para proteger crianças de riscos online, especialmente após preocupações envolvendo o chatbot de inteligência artificial Grok, que gerou imagens sexualizadas sem consentimento. No Reino Unido, iniciativas para impedir que menores acessem sites pornográficos também levantaram questões sobre a privacidade de adultos e provocaram tensão com os Estados Unidos em relação a limites à liberdade de expressão e ao alcance da regulação. As chamadas “contas de adolescentes” do Instagram para menores de 16 anos exigem autorização dos pais para alterar configurações. Os responsáveis também podem ativar uma camada adicional de monitoramento, desde que haja concordância do jovem.

Viih Tube perde quase R$ 7 mil em golpe nas redes e alerta seguidores


Viih Tube usa as redes para falar de golpe em que perdeu quase R$ 7 mil. Reprodução/Instagram A influenciadora Viih Tube contou que foi vítima de um golpe ao tentar vender um sofá pela internet nesta quarta-feira (25). Segundo a ex-BBB, o golpe aconteceu depois dela publicar o anúncio e receber contato de um suposto interessado. Segundo ela, o homem passou a se identificar como funcionário do Mercado Livre e solicitou pagamentos de taxas inexistentes para dar continuidade à negociação. Viih disse que decidiu tornar o caso público para alertar os mais de 32 milhões de seguidores que tem. Viih Tube contou também que chorou de raiva ao perceber que havia sido enganada e destacou que a plataforma não teve envolvimento no crime. “Que golpe bem feito”, disse. Viih explicou que decidiu vender o móvel por se tratar de um item de alto valor e em bom estado. Ao todo, ela transferiu R$ 6.800 ao criminoso: primeiro, enviou R$ 600 via Pix acreditando ser uma tarifa obrigatória e, depois, mais R$ 6.200 — quantia correspondente ao preço do sofá — achando que o valor seria devolvido. Segundo a influenciadora, o golpista usou mensagens detalhadas, e-mails elaborados e até perfis com identidade visual semelhante à da empresa. A desconfiança surgiu apenas quando o banco entrou em contato para verificar as transações. Apesar do prejuízo, afirmou que ainda espera conseguir recuperar o dinheiro. Mesmo após os depósitos, o criminoso tentou continuar a ação e sugeriu que ela fizesse um empréstimo para concluir a falsa venda. Foi nesse momento que Viih percebeu o golpe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Como criar uma sociedade de aprendizado contínuo


Na coluna de terça, escrevi sobre Allison Pugh, professora de sociologia da Universidade Johns Hopkins, que mostrou os riscos de imaginarmos a inteligência artificial como a panaceia para a sociedade contemporânea. No entanto, no Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford com o tema “Longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho”, os defensores da IA também dispunham de bons argumentos. No painel intitulado “Enabling learning across the life course” – algo como “Viabilizando o aprendizado em todas as fases da vida” – muito se discutiu sobre um novo design para a educação, mais antenado com as demandas contemporâneas e ao alcance de todos. William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida, da Georgia Tech Divulgação “O sistema de ensino já estava longe de ser perfeito. Agora precisa ser reinventado, porque até o conceito de as universidades serem instituições de aprendizado está em xeque. Ninguém pode achar que um curso com duração de quatro ou cinco anos vai servir para a vida toda”, afirmou William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida da Georgia Tech, criada em 2024. Com um plano de metas para ser implementado até 2035, ele citou dados alarmantes: “três em cada quatro empregadores dizem ter dificuldades para encontrar funcionários com as habilidades necessárias. Duas em cada cinco habilidades existentes sofrerão mudanças ou estarão totalmente desatualizadas até 2030.” E como levar em conta a diversidade e os desafios de alunos espalhados pelos quatro cantos do planeta? É aí que entra a chamada ciência do design aplicada ao aprendizado, como explicou Candace Thille, diretora do centro de aceleração do aprendizado de Stanford: “Temos que estudar todos os aspectos do processo e o algoritmo da IA nos ajuda a desenvolver modelos sob medida para diferentes públicos, com demandas e contextos distintos. Se otimizarmos as ferramentas, poderemos replicar uma experiência acadêmica de qualidade em qualquer lugar do mundo. A inteligência artificial nos oferece dois caminhos: concentrar ou redistribuir poder. Meu objetivo é que a maioria tenha acesso ao que está disponível apenas para uma elite”. Carissa Little, diretora executiva do Centro de Engenharia para Educação Global e On-line da Universidade Stanford, disse que a meta é usar a tecnologia para expandir ao máximo o acesso ao conhecimento: “queremos oferecer cursos de qualidade que se adaptem às necessidades do aluno. Sabemos que a realidade virtual é uma ferramenta excepcional para o aprendizado. Com a inteligência artificial, o tempo para criar esse tipo de conteúdo diminuiu muito”. Para viabilizar projeto tão ambicioso, Gaudelli propõe uma grande frente: “o campus deve ser uma ferramenta de suporte para o estudante pelo resto da sua vida, além de estar aberto para a comunidade. Antes isso não era possível, mas agora, sim. Para termos uma sociedade de aprendizado contínuo, precisamos de uma ampla coalizão de governos, corporações e doadores”. Conselho Nacional de Educação prepara regras para o uso de inteligência artificial nas escolas

O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Saiba como criar sua herança digital


O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Perfis em redes sociais e outros dados na internet podem permanecer disponíveis mesmo após a morte de uma pessoa, e nem sempre está claro quem pode decidir o que fazer com essas informações. Um especialista em direito digital ouvido pelo g1 explica que, após a morte, os bens e direitos ligados à vida digital da pessoa passam a compor a chamada "herança digital". Ela pode incluir contas, arquivos, redes sociais, domínios e conteúdos guardados na nuvem. 🔎 Nuvem é o nome dado a serviços externos de armazenamento de dados. Para usuários comuns, é onde ficam guardadas fotos, vídeos e documentos em plataformas como Google Drive, Dropbox e Microsoft OneDrive. Empresas também usam a nuvem para hospedar sistemas na internet, contratando a estrutura de provedores em vez de manter servidores próprios. O desafio é que ainda não existe uma lei única e específica no Brasil sobre herança digital, afirma Enrique Tello Hadad, especialista em proteção de dados da Loeser e Hadad Advogados. Na prática, isso significa que, se ninguém ficar responsável pelas informações online de uma pessoa, elas tendem a continuar disponíveis na internet. Algumas empresas já oferecem ferramentas para planejar esse destino. Talvez você não saiba, mas o Google, por exemplo, tem uma página chamada "Seu legado digital", que permite indicar pessoas para cuidar dos seus dados em caso de falecimento. Também é comum que empresas desativem contas que ficam muito tempo sem acesso. Cada companhia adota um prazo próprio para isso. Google libera recuperação de conta com selfie; veja como fazer Na ausência de uma lei para o tema, Enrique afirma que essas informações acabam sendo tratadas com base em regras gerais do direito, como as normas sobre sucessão, previstas no Código Civil, e as de proteção de dados, estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). "Hoje, já existem testamentos que indicam pessoas responsáveis por organizar a vida digital após a morte, incluindo a desativação de contas ou a definição de um possível legado digital", diz Enrique Tello Hadad. Também tramitam no Congresso Nacional projetos de lei, como o PL 4.066/2025, que propõem atualizar o Código Civil e estabelecer regras claras para o acesso a dados e a criação da figura do "inventariante digital". O que as redes permitem fazer após a morte de um usuário Instagram e TikTok Reuters No caso das redes sociais, cada plataforma adota regras próprias para lidar com contas de pessoas que morreram. Em geral, familiares podem solicitar a desativação do perfil ou a transformação da conta em um perfil "em memória" (veja abaixo quais plataformas oferecem essa opção). Instagram A plataforma permite que familiares ou pessoas próximas solicitem a transformação do perfil em "em memória". Nesses casos, a conta permanece visível, mas passa a exibir a indicação de que a pessoa morreu e deixa de aparecer em recomendações ou lembretes da rede. Para isso, é necessário preencher um formulário e enviar provas do falecimento, como a certidão de óbito (acesse aqui). Para excluir o perfil, o Instagram diz ter regras mais rígidas. Apenas familiares próximos confirmados podem fazer o pedido, e a plataforma pode exigir documentos como certidão de nascimento, certidão de óbito e comprovante de parentesco (formulário aqui). A empresa diz que o responsável por transformar uma conta "em memória" não terá acesso ao login e senha da conta. "Entrar no perfil de outra pessoa sempre viola nossas políticas", diz. Facebook O processo é semelhante ao do Instagram. É possível solicitar à Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram, que o perfil seja transformado em memorial ou removido da rede. Nos dois casos, a plataforma exige a apresentação de um comprovante de óbito, enviado por meio de um formulário (acesse aqui). X No X, também é possível solicitar a exclusão da conta de uma pessoa que morreu. O pedido deve ser feito por meio de um formulário, no qual é necessário informar nome completo, e-mail e grau de parentesco (acesse aqui). Depois disso, a plataforma envia um e-mail com orientações para a etapa seguinte. Nesse contato, o X pede o envio de uma cópia do documento de identidade do solicitante e da certidão de óbito da pessoa. A solicitação passa então por análise antes da desativação da conta. TikTok No TikTok, o primeiro passo é acessar a "Central de Ajuda" e ir em "Relatar um Problema" (acesse aqui). Depois, toque em "Acesso/segurança da conta" e selecione uma destas opções: "selecionar entre transformar a conta de uma pessoa falecida em um memorial" ou "deletar a conta de uma pessoa falecida". A plataforma pede que você preencha um formulário antes de tomar qualquer ação. Segundo o TikTok, apenas familiares da pessoa falecida podem solicitar a exclusão da conta. Google (Gmail, YouTube, Google Fotos, Drive...) O Google tem uma página chamada "Seu legado digital" que permite indicar pessoas para cuidar dos seus dados em caso de falecimento. É possível autorizar até dez pessoas a baixar os dados da conta após um período de inatividade ou determinar que ela seja excluída. O usuário define previamente quais contatos terão acesso e que tipo de ação poderão realizar. Dependendo das permissões configuradas, a pessoa indicada pode acessar conteúdos da conta ou solicitar a exclusão da Conta do Google e de serviços como Google Drive, YouTube e YouTube Music, Google Fotos, Gemini e Google Pay (veja os detalhes aqui). WhatsApp O WhatsApp, que também pertence à Meta, informou ao g1 que, por não ser uma rede social, não possui um formulário específico para comunicar o falecimento de um usuário. Ainda assim, a empresa afirma que contas no aplicativo de mensagens são apagadas após 120 dias de inatividade, ou seja, sem uso. Segundo a companhia, contatos podem ver a notificação "Perfil do WhatsApp removido automaticamente" ou a foto de perfil de um usuário removida caso a conta fique inativa (veja detalhes aqui). Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete Cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes

Nvidia prevê vendas de US$ 78 bilhões no 1º trimestre fiscal, acima das previsões

A Nvidia estimou nesta quarta-feira (25) uma receita para o primeiro trimestre acima das previsões de analistas, apostando em investimentos expressivos de grandes empresas de tecnologia em seus processadores de inteligência artificial. A fabricante de chips prevê vendas de US$78 bilhões no primeiro trimestre fiscal, com uma margem de erro de 2% para cima ou para baixo, em comparação com a média de estimativas de analistas compiladas pela LSEG, de US$72,60 bilhões. Investidores aguardavam os resultados da Nvidia para avaliar se as centenas de bilhões de dólares que as grandes empresas de tecnologia estão colocando em infraestrutura de data centers estão dando resultado. Wall Street tem apostado em sinais de forte demanda pelos chips de IA de ponta da Nvidia, em meio a consideráveis investimentos da Alphabet, Microsoft, Amazon.com e Meta Platforms, que devem totalizar pelo menos US$630 bilhões em 2026, com a maior parte dos recursos destinada a data centers e processadores. Empresas e governos estão investindo incessantemente na corrida para desenvolver a tecnologia de IA mais sofisticada, sob o risco de ficarem para trás. Mas sinais de que a longa hegemonia da Nvidia na fabricação de chips de IA está em risco começam a surgir. A AMD está prestes a revelar um novo servidor de IA de ponta ainda este ano e fechou acordos com clientes relevantes da Nvidia, incluindo a Meta. O Google, enquanto isso, emergiu como um dos principais concorrentes ao fechar um acordo para fornecer à Anthropic, criadora do chatbot Claude, seus chips próprios chamados TPUs. O Google, controlado pela Alphabet, também está em negociações para fornecer à Meta, segundo relatos da mídia. As grandes empresas de tecnologia estão cada vez mais se voltando para dentro em busca de maior poder computacional, dedicando recursos ao desenvolvimento de chips próprios que estão sendo implantados em seus centros de dados.

Venda de celulares deve ter maior queda da história em 2026, diz consultoria

Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil O mercado de smartphones deverá registrar a ...