sábado, 7 de março de 2026

'Sei quem nos protege': trend exalta segurança de Dubai e gera críticas após ataques do Irã


Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes Influenciadores de Dubai têm repetido nos últimos dias uma trend que tenta promover a segurança dos Emirados Árabes, em meio a ataques do Irã. "Você mora em Dubai, não tem medo?", diz a legenda. Ela é seguida por: "Não, porque eu sei quem nos protege". A trend ganhou força depois que o Irã lançou ataques com mísseis e drones na região em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, destacou a DW. A maioria dos projéteis foi interceptada, mas destroços acabaram causando incêndios e danos em hotéis de luxo. Quatro pessoas também ficaram feridas no Aeroporto Internacional de Dubai. Os vídeos ligam a proteção a Mohamed bin Rashid Al-Maktoum, emir de Dubai e primeiro-ministro dos Emirados Árabes, e seu filho Hamdan bin Mohammed Al-Maktoum, ministro da defesa do país. Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes Reprodução Nos comentários, usuários mostraram estranhamento com a quantidade de vídeos idênticos e acusaram influenciadores de serem pagos para fazer propaganda do país, segundo a DW. A atividade de influenciadores é regulada em Dubai. O Conselho de Mídia dos Emirados Árabes exige desde 2025 uma licença para criadores de conteúdo, aumentando a supervisão do governo. Influenciadores em Dubai também precisam evitar qualquer postagem que possa prejudicar a ordem pública, a religião, a moral ou a reputação do Estado. A Procuradoria-Geral dos Emirados Árabes reforçou que é proibido publicar conteúdo não verificado online. Qualquer informação deve vir apenas de canais oficiais. Alguns influenciadores continuaram postando seu conteúdo de ostentação e insistiram que tudo continua seguro e normal. "Tá tudo muito calmo. Igual sempre. Hoje foi bem tranquilo. Teve uma explosão de manhã. Fora isso, silêncio total", disse em um vídeo o influenciador alemão Fabio Menner. Já a atriz alemã Nathalie Bleicher-Woth postou nos stories: "Eu não sei o que posso ou não posso falar. Por isso apaguei as outras coisas". A influenciadora Zara Secret afirmou: "A gente não pode postar nada. Tive que apagar tudo". Outros publicaram vídeos se abrigando em porões ou reagindo aos mísseis em tempo real. "Cara, a janela quase voou. É, um foguete caiu em algum lugar por aqui", postou Julian Zietlow, influenciador alemão. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã

sexta-feira, 6 de março de 2026

Meta é acusada de expor nudez e dados de usuários com vídeos de óculos inteligentes


Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 REUTERS/Carlos Barria A Meta está sendo processada por supostamente expor pessoas em situações íntimas ao liberar o acesso de funcionários terceirizados a imagens geradas por seus óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta. Os registros incluem pessoas no banheiro e em relações sexuais, bem como detalhes de dados bancários e mensagens privadas. Um processo aberto em um tribunal na Califórnia, nos Estados Unidos, alega que a Meta fez propaganda enganosa e desrespeitou leis sobre privacidade. A ação foi aberta na quarta-feira (4), cinco dias depois de uma reportagem da imprensa sueca detalhar a rotina de trabalhadores que analisam essas imagens. Como descobrir câmeras escondidas em tomadas e espelhos usando o celular Veja os vídeos que estão em alta no g1 Funcionários da Sama, empresa terceirizada do Quênia, acessam registros dos óculos para descrever imagens e, assim, treinar a inteligência artificial da Meta. Eles "ensinam" a IA a identificar coisas simples, como placas de trânsito, vasos de flores ou lâmpadas. Mas, para isso, também ficam sujeitos a imagens de pessoas em momentos privados, revelaram os jornais Svenska Dagbladet e Göteborgs-Posten, ambos da Suécia. "Em alguns vídeos, você pode ver alguém indo ao banheiro ou se despindo. Acho que eles [usuários] não sabem, porque, se soubessem, não estariam gravando", disse um funcionário. "Vi um vídeo em que um homem coloca seus óculos na mesa de cabeceira e sai do quarto. Depois, a esposa dele entra e troca de roupa", relatou outro trabalhador. "Também há cenas de sexo filmadas com os óculos inteligentes – alguém usa enquanto faz sexo. É por isso que é tão delicado", revelou uma terceira pessoa. Esses funcionários são chamados de "anotadores de dados". São eles que ajudam a IA a entender o que é capturado pela câmera e o que é dito pelos usuários. Ray-Ban Meta de 2ª geração Divulgação/Meta A Meta admite, em seus termos de uso, que pessoas podem ver registros feitos com os óculos inteligentes. "Em alguns casos, a Meta analisará suas interações com IAs, incluindo o conteúdo de suas conversas ou mensagens. Essa análise pode ser automatizada ou manual (humana)", diz a empresa. A companhia diz ainda que as imagens são borradas antes da revisão para proteger a privacidade das pessoas. Mas fontes ouvidas pelos jornais suecos apontaram que o filtro nem sempre funciona, permitindo ver o rosto de quem aparece nos vídeos. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger Processo contra a Meta O processo aberto nos Estados Unidos diz que os óculos foram vendidos pela Meta como um produto que garante a privacidade dos usuários. "Você está no controle de seus dados e conteúdo", dizia um anúncio da empresa que foi incluído na ação. O Escritório do Comissário de Informações (ICO, na sigla em inglês), órgão regulador de dados do Reino Unido, também acionaria a Meta para solicitar mais informações, revelou a BBC. "Dispositivos que processam dados pessoais, incluindo óculos inteligentes, devem dar aos usuários o controle e garantir a devida transparência", afirmou o ICO. "Os provedores de serviços devem explicar claramente quais dados são coletados e como são usados", continuou o órgão. "As alegações neste artigo são preocupantes". A Meta afirmou que processa imagens de seus óculos inteligentes segundo seus termos de serviço. A empresa disse ainda que os óculos não gravam de forma contínua, mas apenas após um clique no botão físico ou um comando de voz. Meta Ray-Ban Display com visor lateral Reprodução/Meta

EUA preparam novas regras para contratos de IA após impasse com Anthropic, diz jornal


Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança Noah Berger/AP Images/picture alliance Os Estados Unidos elaboraram novas regras para contratos de inteligência artificial que exigem que empresas permitam qualquer uso legal de seus modelos pelo governo, segundo reportagem do Financial Times publicada nesta sexta-feira (6). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A proposta surge em meio a um impasse entre o Pentágono e a empresa de tecnologia Anthropic. Na quinta-feira (5), o Pentágono classificou a companhia como “risco para a cadeia de suprimentos” e proibiu que contratadas do governo utilizem sua tecnologia em trabalhos para as Forças Armadas dos EUA. A decisão foi tomada após meses de disputa. A empresa defendia a adoção de salvaguardas em seus sistemas de inteligência artificial, mas o Departamento de Defesa avaliou que essas restrições eram excessivas. Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT Segundo um rascunho das diretrizes analisado pelo Financial Times, empresas que desejarem fechar contratos com o governo terão de conceder aos EUA uma licença irrevogável para usar seus sistemas de inteligência artificial para todos os fins legais. As orientações foram elaboradas pela Administração de Serviços Gerais dos EUA (GSA, na sigla em inglês) e devem valer para contratos civis. De acordo com o jornal, a medida faz parte de um esforço mais amplo do governo para reforçar as regras de contratação de serviços de inteligência artificial. Ainda segundo o Financial Times, a proposta segue linhas semelhantes a medidas que o Pentágono estuda adotar em contratos militares. O rascunho também determina que as empresas contratadas não devem codificar intencionalmente julgamentos partidários ou ideológicos nas respostas produzidas pelos sistemas de inteligência artificial, segundo o jornal. Além disso, as companhias terão de informar se seus modelos foram modificados ou configurados para cumprir qualquer estrutura de conformidade ou regulação de governos federais fora dos EUA ou de entidades comerciais, informou o Financial Times. LEIA MAIS Pai acusa Gemini, do Google, de incentivar ataque nos EUA e contribuir para suicídio do filho EUA usaram inteligência artificial Claude, rival do ChatGPT, em ataque ao Irã, diz jornal

Indonésia proibirá acesso às redes sociais a menores de 16 anos


Indonésia proibirá acesso às redes sociais a menores de 16 anos Hollie Adams/Reuters O governo da Indonésia anunciou nesta sexta-feira (6) que proibirá o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, citando riscos relacionados à pornografia, cyberbullying, fraudes e dependência da internet. O anúncio é feito após diversos países adotarem medidas semelhantes ou iniciarem discussões sobre mudanças em suas legislações para restringir o uso entre adolescentes. "Contas pertencentes a menores de 16 anos em plataformas de alto risco começarão a ser desativadas no YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live e Roblox", afirmou a ministra das Comunicações, Meutya Hafid, em comunicado. O governo intervém "para que os pais não precisem mais lutar sozinhos contra os gigantes dos algoritmos", acrescentou sobre a medida que entrará em vigor em 28 de março. Veja o que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais Austrália também proibiu acesso a redes sociais para menores de 16 anos A proibição será implementada em etapas "até que todas as plataformas cumpram suas obrigações", declarou. A AFP entrou em contato com o TikTok e o Google na Indonésia, mas eles se recusaram a comentar. Hafid afirmou que o governo de Jacarta está ciente de que as novas regras "podem causar algum transtorno inicial", mas as defendeu como "a melhor medida (...) a ser tomada neste período de emergência digital". "Adotamos essa medida para retomar o controle do futuro de nossas crianças. Queremos que a tecnologia humanize os seres humanos e não que sacrifique nossas crianças", acrescentou. Em dezembro, a Austrália determinou que TikTok, YouTube e outras plataformas excluíssem as contas de menores de 16 anos; na França, os legisladores aprovaram um projeto de lei para proibir menores de 15 anos nas redes. Dinamarca, Grécia e Espanha pressionam a União Europeia (UE) por medidas semelhantes. Um comitê de especialistas da UE foi lançado nesta semana discutir a questão. A Índia confirmou recentemente que considera adotar ações semelhantes para proteger as crianças do abuso online.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere'


Orochinho fez pronunciamento sobre condenação de R$ 70 mil Reprodução O influenciador digital Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, afirmou que não tem dinheiro para pagar a condenação de R$ 70 mil determinada pela Justiça e pediu que a decisão seja reavaliada. Ele também disse que algumas frases atribuídas a ele no processo foram retiradas do contexto. Orochinho, influenciador que tem mais de 4,5 milhões de inscritos no YouTube e 1,7 milhão de seguidores no Instagram, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a indenizar uma bebê e a mãe dela por ridicularizar a imagem da criança em um vídeo, revelou o g1. O caso foi considerado encerrado pela Justiça em agosto, após o influenciador não se manifestar nos autos. Mas meses depois, ele apresentou defesa, disse que não recebeu a intimação judicial e pediu a anulação da sentença para se defender. A defesa do influenciador espera resposta da Justiça ao pedido para anular a sentença. Até o momento, ele segue condenado a pagar os R$ 70 mil com correção monetária e juros. LEIA MAIS: Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão O g1 apurou que Orochinho está ansioso e muito apreensivo com o caso. Mas diante de seus seguidores, seguiu o tom de humor que adota rotineiramente em seus vídeos ao falar sobre o caso. O youtuber comentou publicamente sobre a condenação pela primeira vez durante live na noite da última segunda-feira (2). “Pelas manchetes faz parecer que eu faço bullying com bebê, mas acho que convém avisar que não é bem assim. Sou uma pessoa que respeita todo mundo. Amo crianças, amo bebês e amo a cultura das crianças”, disse. O youtuber fez um apelo em tom bem-humorado ao magistrado. “Você acha mesmo, meritíssimo, que eu não gosto dos bebezinhos? Você acha mesmo? Olha pra mim. Por favor, reconsidere. Não estou com esse dinheiro agora. Por favor, reconsidere”, disse, enquanto interagia com a barriga de uma grávida. Youtuber Orochinho é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê em vídeo ‘Catalisador de ofensas’ O vídeo que foi alvo do processo era uma reação a uma reportagem de televisão sobre o bebê que se tornou meme. A Justiça considerou que o conteúdo foi uma espécie de catalisador de ofensas que já vinham sendo feitas à criança nas redes. Na decisão, o juiz Ricardo Dal Pizzol, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmou que o youtuber demonstrou “ausência de qualquer empatia” ao fazer o vídeo, pois “em nenhum momento, preocupou-se com o efeito que poderia ter no futuro da menor, em sua autoestima e em seu círculo de convivência.” Orochinho comentou sobre esse ponto da decisão judicial. “Tudo bem, essa é a leitura da Justiça. Eu não sei se faltou empatia da minha parte. Talvez”, disse ele, que logo se corrigiu. “Não faltou (empatia), não faltou. Mas empatia é algo que a gente sente, não é algo que a gente fala”, declarou. Influenciador apareceu brincando com barriga de gestante durante pronunciamento Reprodução Ainda na condenação, o magistrado mencionou que o vídeo possui expressões ofensivas como “por*a do bebê", “quem gozou isso?”, "bebê tem de sofrer bullying", "ô desgraça feia", entre outras. O youtuber negou que tenha proferido todas as ofensas que foram mencionadas nos autos. “Na acusação contra mim foram atribuídas frases como se eu tivesse dito. Mas não foi isso que aconteceu. Eu não falei essas coisas. Eu estava lendo o que estava na tela”, disse. “Inclusive, em alguns momentos eu li a frase, aí cortaram essa parte da frente e ficou como se eu tivesse falado aquilo. É a mesma coisa que ler um comentário absurdo, criticar e alguém te processar e colocar como se você tivesse dito aquela frase”, acrescentou. “Isso aconteceu com diversas frases ali, não todas. Uma ou outra eu falei mesmo, mas não eram tantas assim”, disse Orochinho. A reportagem tentou contato com Orochinho, mas ele não respondeu aos pedidos para comentar o caso.

Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger


iPhone 14, lançado em 2022 Darlan Helder/g1 Modelos desatualizados de iPhone estão expostos a um ataque hacker que consegue tomar o controle do celular e roubar informações financeiras, alertou o Google na última terça-feira (3). Ele é realizado por meio de um kit de exploração batizado de Coruna, capaz de atacar modelos de iPhone entre o iOS 13.0 e o iOS 17.2.1. Essas versões foram lançadas em setembro de 2019 e dezembro de 2023, respectivamente. A recomendação é atualizar o iPhone para uma versão mais recente, fora do intervalo coberto pelo Coruna. Para atualizar o celular, clique em "Ajustes", selecione "Geral" e escolha a opção "Atualização de Software". O Coruna explora brechas no iPhone alertadas pela Apple em janeiro de 2024 e se infiltra no celular após serem carregados em sites maliciosos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ataques realizados em 2025 hospedaram o arquivo em sites falsos de apostas e de criptomoedas, revelou o Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG) (saiba mais abaixo). Após chegaram ao dispositivo da vítima, o Coruna tenta contornar barreiras de proteção do iPhone. Se conseguir, ele implementa o instalador PlasmaLoader, que obtém alto nível de permissão no sistema e varre o aparelho em busca de informações financeiras. O PlasmaLoader consegue buscar expressões como "conta bancária" no bloco de notas do celular, identificar o destino de QR codes presentes em imagens e roubar frases de recuperação de carteiras de criptomoedas. "O kit de exploração Coruna não é eficaz contra a versão mais recente do iOS", disse o Google. "Nos casos em que uma atualização não for possível, recomenda-se ativar o Modo de Isolamento para maior segurança". 💡 O Modo de Isolamento (também chamado de Lockdown Mode) do iPhone oferece uma proteção extrema para pessoas mais propensas a serem alvo de ataques cibernéticos. O Google disse ainda que adicionou os sites maliciosos à lista do Navegação Segura, iniciativa da empresa que impede o carregamento de páginas perigosas no Chrome. Ataques do Coruna em 2025 Os pesquisadores do Google identificaram o Coruna em fevereiro de 2025, quando ele foi usado em ataques direcionados por um cliente de uma empresa de vigilância. O kit de exploração buscava mais informações sobre o aparelho, como o modelo e a versão do iOS. Em seguida, carregava o código apropriado para a invasão. Ele foi usado por um grupo de espionagem russo contra pessoas na Ucrânia ao menos desde julho de 2025. Neste caso, o Coruna só era carregado se o site fosse acessado por usuários selecionados de iPhone em uma região específica. O uso mais recente revelado pelo Google foi feito por golpistas chineses, em dezembro de 2025. Eles usavam sites falsos sobre apostas e criptomoedas, mas alegavam que a página só poderia ser carregada no iOS. "Esta página foi otimizada apenas para dispositivos iOS. Acesse-a de um iPhone ou um iPad", dizia o alerta exibido em um dos sites. O usuário que seguia essa orientação era alvo do código do ataque. "Não está claro como essa proliferação ocorreu, mas isso sugere um mercado ativo para explorações de 'segunda mão'. Além dessas brechas identificadas, vários agentes de ameaças agora adquiriram técnicas avançadas de exploração que podem ser reutilizadas e modificadas com brechas recém-identificadas", disse o Google.

É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025


É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025 Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo com imagens aéreas que supostamente mostra escombros de torres em Tel Aviv, em Israel, destruídos por mísseis. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo falso? Publicado netsa terça-feira (3) no X, onde teve mais de 620 mil visualizações, o post tem a seguinte legenda, em inglês: "Tel Aviv está assim em apenas 48 horas". Ela omite que se trata de algo criado com inteligência artificial (IA) – entenda abaixo. Na seção de comentários, usuários questionaram a veracidade do conteúdo, que viralizou em meio à guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no sábado (28). O presidente Donald Trump declarou que o principal objetivo seria destruir o programa nuclear iraniano. Embora o vídeo em questão seja falso, há registros reais de um ataque com mísseis que teve Tel Aviv como alvo. Uma ação no próprio sábado deixou ao menos um morto e 21 feridos. Edifícios, lojas e ruas sofreram danos. ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu o vídeo à plataforma Hive Moderation, que detecta conteúdos fabricados por IA. Resultado da análise: 99,9%% de probabilidade de esse recurso ter sido usado em toda a extensão do clipe (veja infográfico ao final desta reportagem). Em junho de 2025, o Fato ou Fake checou uma publicação que usou um conteúdo idêntico e circulou durante um conflito anterior entre Israel e Irã. A checagem já apontava que, ao longo do vídeo, é possível encontrar falhas típicas de cenas sintéticas: a partir do sexto segundo, o caminhão dos bombeiros do canto direito inferior se transforma em um carro branco (veja abaixo). Além disso, o letreiro de um dos prédios está em uma língua inexistente (indetectável por aplicativos de tradução automática), que apenas se assemelha ao hebraico. Caminhão de bombeiro "vira" carro g1 Para descobrir a origem da cena o Fato ou Fake utilizou a ferramenta InVID e fragmentou o material em diversos frames (imagens estáticas). Depois, fez uma busca reversa por essas "fotos" no Google Lens. Essa pesquisa serve se esse registro já havia sido anteriormente publicado na internet – em que contexto. O resultado levou a um vídeo de 16 segundos publicado em 14 de junho do ano passado no TikTok. O perfil cita o termo "resistência da inteligência artificial". Nos dias 26 e 27 de maio, ele já havia publicado conteúdos que, supostamente, exibia áreas residenciais destruídas em Tel Aviv – sendo que, naquela data, Israel e Irã não estavam em conflito armado. O Fato ou Fake submeteu o vídeo à ferramenta de verificação Hive Moderation, que apontou 99,9%% de probabilidade de uso de IA em toda a extensão do clipe. Reprodução É #FAKE vídeo que mostra torres destruídas em Tel Aviv; cenas foram geradas por inteligência artificial e já viralizaram em 2025 Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

'Sei quem nos protege': trend exalta segurança de Dubai e gera críticas após ataques do Irã

Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes Influenciadores de Dubai têm repetido nos últimos dias uma...