terça-feira, 21 de abril de 2026

Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos


John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em setembro Getty Images A empresa Apple anunciou John Ternus como seu novo CEO (diretor-executivo ou presidente-executivo). Ele substituirá Tim Cook, que deixará o cargo após 15 anos à frente da empresa de tecnologia avaliada em quase R$ 20 trilhões. Ternus, atual chefe de engenharia de hardware e funcionário da Apple há 25 anos, assumirá a função em 1º de setembro. Cook, por sua vez, passará a ocupar o cargo de presidente do conselho de administração da Apple. Cook está à frente da Apple desde 2011, quando o cofundador Steve Jobs (1955-2011) renunciou ao cargo por motivos de saúde, pouco antes de sua morte. Ele permanecerá como CEO por alguns meses a fim de conduzir a transição ao lado de Ternus. Após esse período, Cook "auxiliará em determinados aspectos da empresa, incluindo o relacionamento com formuladores de políticas públicas ao redor do mundo." A decisão de Cook de deixar o cargo de CEO ocorre após meses de especulação sobre quem seria o sucessor na Apple, que acaba de celebrar seu 50º aniversário. Cook descreveu o cargo como "o maior privilégio da minha vida". Durante a sua gestão, levou a empresa a se tornar uma das mais valiosas do mundo. Em 2018, a Apple se tornou a primeira empresa de capital aberto a atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,6 trilhões, na cotação atual). Atualmente, vale US$ 4 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões). Cook descreveu Ternus, o novo CEO, como um executivo "visionário", com "a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra". "Ele é, sem qualquer dúvida, a pessoa certa para conduzir a Apple ao futuro", acrescentou Cook. Ternus surgiu como favorito para suceder Cook no ano passado, após a saída de outro executivo de longa data, Jeff Williams, que ocupava o cargo de diretor de operações. Ao longo de seus 25 anos na Apple, Ternus trabalhou em praticamente todos os principais produtos lançados pela companhia, incluindo todas as gerações do iPad, diversas gerações do iPhone e o lançamento dos AirPods e do Apple Watch. Ternus também supervisionou a transição dos computadores Mac de processadores da Intel para chips próprios da Apple, o Apple Silicon. Em comunicado divulgado na segunda-feira (20/4), Ternus se referiu a Cook como seu "mentor". "Estou cheio de otimismo sobre o que podemos alcançar nos próximos anos", disse ele. 'Diferenciação' A Apple foi fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia, em 1976. Atualmente, cerca de 1 a cada 3 pessoas do planeta tem um produto da Apple. A escolha de um líder com origem em produtos e hardware pode permitir que a Apple responda a uma crítica recorrente ao período de gestão de Cook: a de que a empresa deixou de ser inovadora. Embora Cook tenha supervisionado um crescimento de quatro vezes no lucro anual da Apple, com uma expansão expressiva nos produtos vendidos ao redor do mundo, a linha de produtos da empresa permaneceu em grande medida estática. Dipanjan Chatterjee, analista-chefe da consultoria Forrester, nos EUA, elogiou a estabilidade financeira que Cook trouxe à Apple, mas observou que ele não havia dado à empresa um produto como o iPhone, algo que pudesse garantir a Ternus outros 20 anos de sucesso. Para Chatterjee, a Apple "continua estruturalmente dependente do telefone" enquanto "busca seu próximo motor de crescimento". A nomeação de Ternus indica que a empresa procura "diferenciação" em seus produtos, disse Chatterjee. Segundo o analista-chefe da Forrester, o novo líder "precisa resistir à tentação do incrementalismo que tem marcado a Apple recentemente e escapar da gravidade do iPhone". Ken Segall, que foi diretor criativo de Steve Jobs por mais de uma década, disse à BBC: "Não acho que Tim tenha jamais conseguido se livrar da imagem de executivo de operações." "Acho que quando as pessoas falam sobre a diferença entre Steve e Tim, era basicamente isso: Steve [Jobs], o visionário; Tim [Cook], o executivo de operações que assumiu o comando." Gil Luria, diretor-geral da gestora DA Davidson & Co, nos EUA, disse que ter alguém com tanto foco em hardware no comando agora demonstra que a Apple vai investir mais energia em novos produtos, como celulares dobráveis e dispositivos vestíveis (wearables, em inglês), como óculos de realidade virtual e realidade aumentada. A gigante de tecnologia também enfrentou críticas por ter sido lenta em aproveitar a demanda crescente por inteligência artificial (IA) e acabou integrando tecnologias do Google e da OpenAI aos seus sistemas operacionais. Após o anúncio de segunda-feira, Sam Altman, da OpenAI, publicou no X: "Tim Cook é uma lenda. Sou muito grato por tudo o que ele fez e sou muito grato à Apple." Tim Cook lidera a Apple desde 2011, quando assumiu o cargo após a saída do cofundador Steve Jobs Getty Images Cook não vinha de uma área de hardware (parte física dos dispositivos, como celulares e computadores) ou de desenvolvimento de produtos quando ingressou na Apple. Em vez disso, havia passado muitos anos como executivo de operações em empresas como IBM e Compaq. Era um executivo de tecnologia focado em operações, cadeia de suprimentos, logística e resultados de vendas, menos voltado à concepção e ao lançamento de novos produtos. Jobs era mais conhecido e celebrado nessas messas áreas. Um dos lançamentos mais relevantes durante a gestão de Cook foi o Apple Vision Pro, um headset (óculos de realidade virtual e aumentada) que não teve boa aceitação entre os consumidores. Ainda assim, sua habilidade como executivo operacional fará com que seja amplamente lembrado como um dos líderes empresariais mais bem-sucedidos. Timothy Hubbard, professor da University of Notre Dame Mendoza College of Business, nos EUA, afirmou que a era Cook transformou a Apple em uma empresa que é "a melhor em aperfeiçoar, escalar e defender um sistema extraordinariamente poderoso". "A questão agora é saber se essa mesma organização conseguirá migrar para um modelo mais exploratório, em que o sucesso depende de velocidade, tolerância à incerteza e maior disposição para experimentar", disse. A aparente relutância da Apple em mergulhar de cabeça em produtos e serviços de IA a distanciou de concorrentes como Google, Microsoft e Meta, que gastam centenas de bilhões de dólares por ano para avançar nessa área. Com um novo líder, a Apple pode estar sinalizando interesse estratégico em uma integração mais profunda da IA em seus dispositivos, disse Hubbard. "As mesmas qualidades que tornaram a Apple dominante, como disciplina, acabamento e controle, podem se tornar limitações se a próxima fase valorizar abertura e ciclos de desenvolvimento mais rápidos", afirmou Hubbard. "Essa inovação acelerada foi onde a Apple começou, e talvez seja para lá que a empresa precise voltar."

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic


Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon. O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup. A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial. A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo. O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic “reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado”. A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA. As ações da Amazon subiram cerca de 2,7% no after-market.

Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple


John Ternus assumirá como novo CEO da Apple Divulgação/Apple A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração. O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ternus ingressou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diversas categorias e teve papel central no lançamento de novas linhas de produtos, como iPad e AirPods, além de sucessivas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar a categoria mais poderosa e popular globalmente em seus 40 anos de história. Entre os projetos recentes, está o lançamento do MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso à experiência Mac. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para os modelos iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. Sob sua liderança, a empresa também avançou nos AirPods, com melhorias em cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva. Ternus também liderou iniciativas voltadas à durabilidade e confiabilidade dos produtos, além de avanços em materiais e design de hardware que reduziram a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e melhorias na reparabilidade dos dispositivos. Antes de ingressar na Apple, trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ternus é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. John Ternus e Tim Cook no Apple Park Divulgação/Apple

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO


A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração. O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. Veja os vídeos que estão em alta no g1 À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. John Ternus e Tim Cook no Apple Park Divulgação/Apple Quem será o novo CEO da Apple? John Ternus será o sucessor de Cook no comando da Apple. Atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, ele entrou para a Apple em 2001, integrando a equipe de design de produtos. Ao longo dos anos, passou a ocupar posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2013, tornou-se vice-presidente da divisão. Desde 2021, faz parte da equipe executiva da empresa. Antes de ingressar na Apple, o executivo trabalhou como engenheiro mecânico na empresa Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em um momento em que a indústria de tecnologia passa por uma nova onda de transformações impulsionadas pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia coloca pressão sobre a empresa para demonstrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que marcou ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar o uso de computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que redefiniram a forma como as pessoas usam tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde seu lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como o Mac, o iPad e o Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base fiel de usuários ao redor do mundo. *Esta reportagem está em atualização

Musk ignora convocação da França para depor sobre o X


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber O bilionário Elon Musk não compareceu nesta segunda-feira (20) a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa no âmbito de uma investigação contra sua rede social X. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A promotoria de Paris informou à agência de notícias AFP que "tomou nota da ausência das primeiras pessoas convocadas", sem citar Musk nominalmente. A convocação havia sido emitida em fevereiro, após autoridades realizarem buscas nos escritórios do X em Paris. A operação compõe um inquérito iniciado em janeiro de 2025, que apura alegações de que o algoritmo do X teria sido usado para interferir na política francesa. Na ocasião, a ex-diretora-geral da empresa Linda Yaccarino também foi convocada para depoimento voluntário. Outros funcionários do X foram chamados na condição de testemunhas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O processo posteriormente se estendeu também a outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. O Grok, assistente de IA incorporado à rede social, foi repetidamente usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual. A plataforma nega qualquer irregularidade e vem classificando a ação como "abusiva". Semanas antes, Musk usou a plataforma para insultar as autoridades francesas. A ausência do empresário e de Yaccarino "não constitui um obstáculo para a continuidade das investigações", afirmou o Ministério Público. Os promotores não têm autoridade para usar a força a fim de obrigar a pessoa a comparecer à oitiva. Investigações contra o Grok A investigação sobre o X na França compõe uma reação internacional mais ampla contra o Grok, após o agente de IA ser usado sem filtro para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de simples instruções escritas. Cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias, apontou no final de janeiro o Centro de Combate ao Ódio Online, uma ONG de combate à desinformação. No final de janeiro, a União Europeia também abriu uma investigação contra o X devido ao conteúdo gerado pelo Grok. Telegram apoia Musk Musk recebeu nesta segunda-feira o apoio do cofundador do Telegram, Pavel Durov, que também está sendo investigado pela Justiça francesa por atividades em sua plataforma. "A França de [Emmanuel] Macron está perdendo legitimidade ao utilizar investigações criminais como arma para reprimir a liberdade de expressão e a privacidade", escreveu Durov nas redes sociais. Ele foi preso em 2024 pela unidade francesa de crimes cibernéticos, sob acusações que incluíam cumplicidade com o crime organizado.

ChatGPT fora do ar? Usuários relatam instabilidade nesta segunda-feira


Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer O ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI, passa por uma instabilidade no fim da manhã desta segunda-feira (20), segundo o Downdetector, plataforma que monitora serviços digitais. As notificações de erro começaram a ser registradas no site pouco depois das 11h e atingiram o pico às 11h20, com mais de 4,3 mil reclamações. Em seguida, os registros começaram a diminuir, mas mesmo cerca de uma hora depois, ainda apresentava instabilidade. O g1 entrou em contato com a OpenAI para obter mais informações e aguarda retorno. ChatGPT apresentou instabilidade nesta segunda-feira Reprodução/Downdetector Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas redes sociais, usuários comentaram a queda do ChatGPT com humor. Veja abaixo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

domingo, 19 de abril de 2026

Blue Origin reutiliza propulsor do foguete New Glenn e acirra disputa com SpaceX


Foguete New Glenn na base de lançamento LC-36 antes do lançamento da missão NG-3, em imagem de 13 de abril de 2026 Blue Origin A Blue Origin, empresa espacial do bilionário americano Jeff Bezos, reutilizou e recuperou com sucesso neste domingo (19) um propulsor para seu enorme foguete New Glenn, uma façanha técnica que pode aumentar seu ritmo de lançamentos e ampliar sua rivalidade com a empresa SpaceX. A empresa de Bezos já havia lançado o New Glenn em duas oportunidades, mas apenas com propulsores novos. Antes, havia lançado seu foguete menor, o New Shepard, utilizado principalmente para o turismo espacial suborbital, com componentes reutilizados, embora em uma operação tecnicamente menos exigente. A reutilização inédita do propulsor acontece em um cenário de concorrência intensa entre a empresa de Bezos e a SpaceX, do magnata da tecnologia Elon Musk, que também já recuperou um propulsor de um foguete lançado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O foguete New Glenn, com quase 100 metros de altura, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, com seu propulsor reutilizado às 7h25 locais (8h25 de Brasília), transportando um satélite de comunicações para a empresa AST SpaceMobile. 💡 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia no seu e-mail. Após a decolagem, os dois estágios do foguete se separaram e o estágio superior continuou a viagem levando o satélite ao espaço. Seu propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem. Em novembro, a Blue Origin recuperou pela primeira vez um propulsor do New Glenn, um desafio técnico que terminou com um pouso vertical controlado em uma plataforma flutuante. Uma tentativa anterior de recuperar o propulsor, em janeiro de 2025, fracassou depois que os motores não conseguiram ser reativados durante a descida. Captura de tela da transmissão da Blue Origin mostra o pouso do foguete New Glenn em uma plataforma no Oceano Atlântico na manhã de domingo (19) AFP/Blue Origin O propulsor utilizado no lançamento de domingo foi recondicionado após o voo anterior. Para a primeira reutilização, a empresa substituiu todos os motores e fez diversas modificações. O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos, enquanto ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa, no qual suas respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana. Os Estados Unidos intensificam os esforços para levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028, antes do fim do segundo mandato do presidente Donald Trump e com a intenção de superar a China, que tem aspirações similares. Estação Espacial registra reentrada de cápsula da Artemis II na atmosfera

Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos

John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em setembro Getty Images A empresa Apple anunciou John Ternus como seu novo CEO (direto...