sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Garota recria foto que viralizou e virou meme nas redes sociais 10 anos depois


À esquerda, Arii atualmente, e à direita, a foto que viralizou e ganhou as redes sociais como meme. Reprodução/Instagram/@arii Não precisa ser um usuário crônico de redes sociais para ter visto a foto dela por aí. Basta um artista, série, música ou filme fazer sucesso, que a menina com moletom e bolsa pendurada reapareça. Dez anos depois, a influenciadora Arii recriou a imagem que a fez famosa no mundo inteiro. A imagem original foi feita dentro da casa da menina quando ela tinha apenas 15 anos. Na semana passada, a influenciadora celebrou uma década da foto viral. "10 anos depois… Feliz 'memeversário'", escreveu a jovem, que atualmente tem 25 anos e acumula mais de 2,5 milhões de seguidores só no Instagram.

Meta anuncia processos contra deepfakes no Brasil e na China


Logo da Meta, controladora do Facebook, em foto tirada em 28 de outubro de 2021 Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP A Meta anunciou ações judiciais contra várias pessoas e empresas que usam as imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas, informou o grupo de tecnologia americano em um comunicado. ➡️Os deepfakes, imagens hiper-realistas falsas geralmente criadas com inteligência artificial, são usados nas redes sociais para desinformar, aplicar golpes ou criar imagens sexualizadas de pessoas. A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou ações contra quatro anunciantes "que se fizeram passar por celebridades e marcas muito conhecidas para enganar e fraudar as pessoas", explica o comunicado. O que acontece com seus dados na internet quando você morre? No Brasil, a companhia processou Daniel de Brites por "uma operação de estelionato que utilizou deepfakes de um médico de grande prestígio para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória". Além disso, Brites "vendeu cursos em que ensinava as mesmas táticas", segundo a Meta. O portal UOL denunciou em 2025 a prática e mostrou como Brites prometia a seus alunos ganhos de 1.000 reais por dia. O médico Drauzio Varella é uma das figuras públicas que foram alvo de falsificação por Brites e afirmou que as ações judiciais da Meta são insuficientes. "Uma gota d'água em um oceano de estelionato contra a saúde pública", declarou o médico ao jornal O Globo. "São sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas", acrescentou. A empresa americana também processou Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes no Brasil. Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, uma empresa que se passava por celebridades para convencer pessoas a aderirem aos "chamados grupos de investimento". A companhia vietnamita Lý Van Lâm também foi alvo de uma ação da Meta por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp. Leia também: Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria Viih Tube perde quase R$ 7 mil em golpe digital e alerta seguidores

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão


Youtuber conhecido como Orochinho foi processado por mãe de criança exibida em vídeo Reprodução O influenciador digital Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 70 mil a uma criança e à mãe dela por ridicularizar a imagem da garota em um vídeo. O caso foi considerado encerrado pela Justiça em agosto, após o influenciador não se manifestar nos autos. Mas meses depois, ele apresentou defesa, disse que não recebeu a intimação judicial e pediu a anulação da sentença para se defender. O processo foi movido pela mãe de uma criança que foi tema de um vídeo de Orochinho, influenciador que tem mais de 4,5 milhões de inscritos no YouTube e 1,7 milhão de seguidores no Instagram. O Google também foi alvo da ação. A mãe argumentou à Justiça que desde 2022, após compartilhar um vídeo da filha recém-nascida, a criança se tornou alvo de inúmeros comentários ofensivos por sua aparência. Segundo ela, distorceram traços da bebê, como o nariz, olhos e bocas, para ridicularizá-la em inúmeras publicações e vídeos nas redes. LEIA MAIS: Quem posta memes com fotos de terceiros pode ser processado? Entenda o que diz a lei As ofensas foram intensificadas em 2023, segundo a mãe, após um vídeo publicado por Orochinho no qual ele fez comentários sobre uma reportagem que mostrou os impactos causados pela forma jocosa como a garota estava sendo tratada nas redes. O vídeo, intitulado “O tal bebê”, alcançou mais de 300 mil visualizações. Segundo os autos, a mãe chegou a denunciar o vídeo ao Google, mas a plataforma se limitou a informar que analisaria o caso e não removeu o conteúdo. Além disso, segundo a mulher, a imagem da criança aparecia na busca por “bebê feio” no Google. A defesa da mãe pediu que a Justiça impedisse Orochinho de mencionar qualquer atributo da criança, que o vídeo dele fosse excluído e que o canal do youtuber fosse removido da plataforma. Além disso, solicitou que o Google removesse qualquer relação entre a imagem da criança e a busca por “bebê feio”. Ela também cobrou indenização por danos morais e materiais do youtuber. De acordo com os autos, Orochinho foi notificado sobre o processo por meio de uma intimação recebida pelo porteiro do prédio em que ele mora. No entanto, o youtuber não apresentou defesa na ação, o que fez com que o processo fosse julgado à revelia – sem manifestação do réu. A condenação O juiz Ricardo Dal Pizzol, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmou em decisão que o vídeo representa “clara ofensa” à honra da criança e de sua mãe. Segundo ele, o conteúdo feito por Orochinho “serve como catalisador de ofensas”, que permitiu “uma reunião de comentários negativos relacionados exclusivamente à aparência” da bebê. O magistrado pontuou que o vídeo possui expressões ofensivas como “por*a do bebê", "bebê tem de sofrer bullying", "ô desgraça feia", entre outras. O juiz determinou a remoção do vídeo da plataforma e disse que a retirada do conteúdo não é ofensa ao direito de expressão, porque “a imagem, a intimidade e a honra também são bens jurídicos protegidos pela Constituição Federal”. Segundo ele, “houve abuso no exercício do direito de expressão, empregado sem fim legítimo e com o intuito de diminuir a personalidade das autoras, configurando ilícito de natureza civil passível de reparação.” Ele apontou que não havia nenhum valor informativo no conteúdo, apenas a intenção de ofender a mãe e o bebê. Youtuber tem mais de 4,5 milhões de seguidores Reprodução O Google bloqueou o vídeo do YouTube logo após a determinação judicial. Para o magistrado, não havia motivos para a remoção de todo o canal do youtuber, porque seria “medida desproporcional e que pode ensejar violação à liberdade de expressão”, porque a mãe e a criança não são citadas em outros vídeos do influenciador. O pedido de indenização por danos materiais foi negado, pois o magistrado mencionou que não houve comprovação de prejuízos financeiros causados pelo vídeo. O juiz também negou o pedido para que o Google excluísse todos os resultados da busca da imagem da criança nos termos “bebês feios” ou “feio”. O magistrado frisou que a defesa poderia enviar links que aparecem na busca do Google para remoção, mas não seria possível determinar algum tipo de exclusão de modo geral. Danos morais Os danos morais causados pelo vídeo estavam claros, segundo o juiz. Para definir o valor da indenização, ele disse que levou em consideração a repercussão do vídeo, o uso indevido e ofensivo da imagem da criança, a capacidade econômica da vítima e do réu, a monetização do vídeo e a “demonstração de ausência de qualquer empatia” por parte do youtuber, “que, em nenhum momento, preocupou-se com o efeito que o vídeo poderia ter no futuro da menor, em sua autoestima e em seu círculo de convivência.” Assim, ele determinou, em 18 de junho passado, que Orochinho pagasse R$ 35 mil à mãe e o mesmo valor à criança. O montante deve sofrer correção monetária e juros contados desde a publicação do vídeo. Em valores atuais, estaria em torno de R$ 83 mil. O Google não foi condenado, pois, segundo o juiz, “o provedor hospedeiro não é responsável pelos conteúdos que armazena, visto que não produz tais conteúdos (que são criados pelos usuários), nem está obrigado a fazer juízo prévio de valor quanto aos mesmos.” Em 20 de agosto, o prazo para manifestação das partes foi encerrado e o juiz declarou o trânsito em julgado da ação – quando não é mais possível recorrer da decisão. Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais A manifestação do youtuber Em outubro, Orochinho apresentou defesa, mesmo com o prazo já encerrado e com o processo em fase de execução da sentença. A defesa do youtuber apresentou uma medida chamada impugnação de cumprimento de sentença, uma forma de tentar anular a sentença para que pudesse apresentar a defesa. Ele alegou que a intimação foi recebida pelo porteiro de um endereço antigo dele e não foi encaminhada ao youtuber, que não sabia do processo. Isso, segundo a defesa dele, o impediu de ter o direito ao contraditório e à ampla defesa. Responsável pela defesa de Orochinho, o escritório Strobel Advocacia disse, em nota ao g1, que Pedro precisa ter a oportunidade de se defender. “Não tenho como entrar em detalhes em razão do sigilo, mas no processo foram atribuídas a ele falas que, na realidade, consistiam em comentários feitos por terceiros - e que foram pontuados por Pedro de maneira bastante crítica inclusive”, diz o comunicado. “Assim, as críticas acabaram sendo interpretadas como se fossem endosso pelos advogados da parte autora, mas isso não corresponde ao conteúdo do vídeo nem à real postura de Pedro em relação ao assunto. Basta assistir ao vídeo para entender que houve uma distorção argumentativa dos fatos promovida pela parte autor”, acrescenta. A defesa da mãe e da criança, representada pelo escritório Savoy & Garay, criticou a medida apresentada pela defesa do youtuber, pois afirmou se tratar de uma tentativa de “tumultuar o processo e postergar o andamento do feito, o que merece reprovação e não pode ser tolerado”. A defesa do influenciador agora aguarda resposta da Justiça ao pedido para anular a sentença, mesmo com os prazos de recursos já encerrados.

Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil


Google interrompe ação de grupo chinês que atacou operadoras no Brasil Um grupo hacker chinês que invadiu sistemas de governos e empresas de ao menos 42 países por meio de serviços como planilhas online foi desmontado após atuar por quase dez anos, revelou o Google na última quarta-feira (25). Conhecido como UNC2814 ou Gallium, o grupo conseguiu acessar dados sensíveis de operadoras de telecomunicações brasileiras em um de seus ataques, disse o Google. A empresa não revelou quais operadoras foram atingidas. Segundo a investigação, alguns dos sistemas brasileiros armazenavam dados como nome completo, número de telefone, data e local de nascimento, além de números de identidade e de título de eleitor. Nem todos os ataques levaram ao roubo de dados, mas o Google indicou que o grupo hacker também foi capaz de monitorar registros de chamadas e mensagens SMS em sistemas das operadoras. "Historicamente, esse foco em comunicações sensíveis visa possibilitar a vigilância de indivíduos e organizações, particularmente dissidentes e ativistas, bem como alvos tradicionais de espionagem", disse o Google. A análise foi feita pelo Grupo de Inteligência de Amaças do Google (GTIG), pela Mandiant, subsidiária da empresa na área de cibersegurança, e por parceiros que não foram identificados. Google desarticulou grupo hacker chinês que invadiu sistemas de operadoras no Brasil Andrew Kelly/Reuters; Altieres Rohr/g1 O setor de inteligência do Google monitorava o UNC2814 desde 2017 e estima que, além dos alvos confirmados, o grupo hacker tenha invadido sistemas em outros 20 países. A análise apontou que o grupo se infiltrava nos dispositivos por falhas já conhecidas na comunicação entre a rede interna e a internet. Em seguida, os invasores inseriam arquivos maliciosos para ganhar controle total sobre a máquina e se comunicar com uma central de comando e controle. Um deles, chamado de Gridtide, permitia a conexão entre dispositivo da vítima e o Google Planilhas. As planilhas online funcionavam como um canal de comunicação em que os invasores enviavam ordens ao arquivo malicioso por meio de códigos e monitoravam os ataques. "Essa atividade não é resultado de uma vulnerabilidade de segurança nos produtos do Google. Em vez disso, ela abusa da funcionalidade legítima da API do Google Sheets para disfarçar o tráfego de comando e controle", disse o Google. A empresa afirmou ainda que os hackers não comprometeram a segurança de produtos do Google, mas usaram as planilhas online para que a sua atividade ilegal não fosse detectada e seu tráfego de rede se misturasse ao de usuários legítimos. Por isso, a companhia decidiu encerrar os projetos do grupo hacker e desativou as contas usadas para acessar os arquivos. A embaixada da China nos Estados Unidos afirmou ao Google que a cibersegurança é um desafio para todos os países e deve ser abordada por meio do diálogo e da cooperação. "A China se opõe e combate consistentemente as atividades de hackers de acordo com a lei e, ao mesmo tempo, rejeita firmemente as tentativas de usar questões de segurança cibernética para difamar ou caluniar a China", afirmou a embaixada, em nota. LEIA TAMBÉM: 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026 O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Galaxy S26: Samsung lança celular com tela 'anti-curiosos' e IA turbinada; veja preços

Venda de celulares deve ter maior queda da história em 2026, diz consultoria


Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda de sua história, afirmou nesta quinta-feira (26) a consultoria IDC. A projeção leva em conta a escassez de chips de memória para produzir os aparelhos. A expectativa é de que as fabricantes venderão juntas 1,1 bilhão de smartphones este ano, 12,9% menos do que em 2025, disse a IDC. A consultoria afirma que esta é uma situação que não deverá melhorar até meados de 2027. Ainda segundo a IDC, a queda afetará principalmente as vendas de celulares Android de baixo custo. Por outro lado, Apple e Samsung deverão ganhar mais participação de mercado, afirmou o relatório. "As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso", disse Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC à Bloomberg. "O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise". A oferta de chips de memória tradicionais diminuiu à medida que fabricantes têm direcionado os seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para inteligência artificial.

Governo Trump dá ultimato para empresa liberar ferreamente de IA para o Exército, diz agência


O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa ao lado do presidente Donald Trump durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em 29 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O governo Trump deu um ultimato à Anthropic para liberar sua tecnologia de Inteligência Artificial para uso irrestrito pelo Exército dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Associated Press. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, deu ao CEO da empresa até esta sexta-feira (27) para isso, sob ameaças de romper contratos da Anthropic com o governo dos EUA e classificá-la como um "risco da cadeia de suprimentos", medida de amplo boicote do governo norte-americano aplicada geralmente a empresas chinesas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Anthropic é dona do Claude, uma ferramenta de IA especializada em segurança, e a empresa é a última entre suas concorrentes a resistir à pressão de fornecer sua tecnologia para uma nova rede interna das Forças Armadas dos EUA. O Claude, inclusive, foi utilizado pelo Exército norte-americano na operação que resultou na deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, no início do ano, segundo o "The Wall Street Journal". A empresa proíbe o uso da IA para fins de violência, e o CEO Dario Amodei disse diversas vezes ter preocupações éticas com o uso governamental irrestrito de IA, incluindo os perigos de drones armados totalmente autônomos e de vigilância em massa assistida por IA capaz de monitorar dissidências. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Uma IA poderosa analisando bilhões de conversas de milhões de pessoas poderia medir o sentimento público, detectar focos de deslealdade em formação e eliminá-los antes que cresçam”, escreveu Amodei em um ensaio no mês passado. Diante da resistência, Hegseth alertou que poderia classificar a Anthropic como "risco à cadeia de suprimentos" ou acionar a Lei de Produção de Defesa (DPA, na sigla em inglês) para forçar com que os militares consigam mais autoridade para usar os produtos da Anthropic, mesmo sem aprovação da empresa quanto à forma de uso, segundo fontes do Pentágono ouvidas pela AP. Essa classificação faria com que a Anthropic passasse a ser considerada um risco à segurança nacional dos EUA e sofreria amplas restrições de importação, seria impedida de conseguir licitações e e seria excluída de determinados setores considerados vitais ao país. Já a DPA concede ao presidente dos EUA poderes emergenciais para intervir na economia e indústria do país em prol da defesa nacional. Empresas que recebem ordens sob a DPA devem cumpri-la sob pena de multas, sanções criminais, perda de contratos governamentais ou apreensão de bens e até intervenção federal direta. Em troca, ganham proteção antitruste para colaborações e acesso prioritário a suprimentos. O impasse entre o governo Trump e a Anthropic ressalta o debate sobre o papel da IA na segurança nacional e as preocupações sobre seu uso em situações críticas envolvendo força letal, informações sensíveis ou vigilância governamental. Também ocorre no momento em que Hegseth promete eliminar o que chama de “cultura woke” nas Forças Armadas. Hegseth convocou Amodei para uma reunião no Pentágono na semana passada. Segundo uma autoridade ouvida pela AP, o tom da reunião foi cordial, mas o CEO não recuou em dois pontos considerados linhas vermelhas para a Anthropic: operações militares de mira totalmente autônomas e vigilância doméstica de cidadãos americanos. O Pentágono se opõe às restrições éticas da empresa porque operações militares precisam de ferramentas sem limitações embutidas, afirmou o alto funcionário. Ele argumentou que o Pentágono emite apenas ordens legais e que o uso legal das ferramentas seria responsabilidade dos militares. Segundo a rede norte-americana "CBS", o Pentágono enviou à Anthropic nesta quinta-feira (26) o que chamou de "oferta final" para o uso do Claude pelo Exército para evitar as sanções à empresa. Jato F-35 (à direita) estacionado no deque do porta-aviões USS Abraham Lincoln enquanto jato F-18 decola (ao fundo) para voo de monitoramento em 23 de janeiro de 2026. Daniel Kimmelman/Marinha dos Estados Unidos Anthropic deixará de ser a única aprovada para redes classificadas O Pentágono anunciou no ano passado contratos com quatro empresas de IA —Anthropic, Google, OpenAI e xAI, de Elon Musk— cada um no valor de até US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 trilhão). A Anthropic foi a primeira empresa de IA aprovada para redes militares classificadas, onde trabalha com parceiros como a Palantir. Em discurso em janeiro, Hegseth afirmou que descartaria modelos de IA “que não permitam lutar guerras”. Disse ainda que sua visão para sistemas militares de IA é que operem “sem restrições ideológicas que limitem aplicações militares legais” e acrescentou que a IA do Pentágono “não será woke”. Anthropic se define como mais focada em segurança Desde sua fundação, em 2021, após seus criadores deixarem a OpenAI, a empresa se apresenta como mais responsável e focada em segurança. O atual impasse com o Pentágono coloca essa postura à prova, segundo Owen Daniels, do Centro para Segurança e Tecnologia Emergente da Universidade Georgetown. “Os concorrentes da Anthropic, incluindo Meta, Google e xAI, aceitaram a política do departamento de permitir o uso dos modelos para todas as aplicações legais”, afirmou. “Assim, o poder de barganha da empresa é limitado, e ela corre o risco de perder influência na adoção de IA pelo departamento.” Durante o governo Joe Biden, a Anthropic se alinhou ao governo democrata ao se voluntariar para submeter seus sistemas a avaliações externas, visando mitigar riscos à segurança nacional. Amodei tem alertado para os riscos potencialmente catastróficos da IA, mas rejeita o rótulo de "alarmista". Em ensaio recente, o CEO da Anthropic escreveu que “estamos consideravelmente mais próximos de um perigo real em 2026 do que estávamos em 2023”, defendendo que os riscos sejam administrados de forma “realista e pragmática”. Tensões com o governo Trump Esta não é a primeira vez que as normas éticas mais rígidas da Anthropic a colocam em rota de colisão com o governo Trump. A empresa criticou publicamente propostas de flexibilização de controles de exportação que permitiriam vender chips de IA para a China — embora mantenha parceria com a Nvidia. O governo Trump e a Anthropic também estiveram em lados opostos em debates sobre regulamentação estadual de IA. Para Amos Toh, do Brennan Center da Universidade de Nova York, a adoção acelerada de IA pelo Pentágono evidencia a necessidade de maior supervisão legislativa, especialmente se a tecnologia for usada para vigilância de americanos. “A lei não acompanha a velocidade da evolução tecnológica”, escreveu Toh. “Mas isso não significa que o Departamento de Defesa tenha carta branca.”

Instagram alertará pais quando adolescentes pesquisarem sobre suicídio


Ícone do Instagram em um smartphone. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O Instagram informou que passará a notificar pais quando seus filhos adolescentes fizerem buscas repetidas, em um curto período, por termos relacionados a suicídio ou automutilação, informou a Agência Reuters. A medida ocorre em meio à pressão para que governos sigam a decisão da Austrália de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O Reino Unido disse em janeiro que considera adotar restrições para proteger crianças online, após a iniciativa australiana anunciada em dezembro. Espanha, Grécia e Eslovênia também afirmaram nas últimas semanas que estudam limitar o acesso. O Instagram, controlado pela Meta Platforms Inc., declarou que começará a enviar alertas a pais inscritos em sua configuração opcional de supervisão quando seus filhos tentarem acessar conteúdos ligados a suicídio ou automutilação. Austrália começa a proibir redes sociais para menores de 16 anos na quarta-feira (9) “Esses alertas ampliam nosso trabalho para ajudar a proteger adolescentes de conteúdos potencialmente prejudiciais no Instagram”, disse a plataforma em comunicado. “Temos políticas rígidas contra material que promova ou glorifique suicídio ou automutilação.” Segundo a empresa, os alertas começarão a ser enviados a partir da próxima semana para contas com supervisão ativada nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Austrália e no Canadá - e ficarão disponíveis em outras regiões ainda este ano. A nota não cita nenhuma previsão de chegada do recurso no Brasil. Riscos Governos têm buscado cada vez mais medidas para proteger crianças de riscos online, especialmente após preocupações envolvendo o chatbot de inteligência artificial Grok, que gerou imagens sexualizadas sem consentimento. No Reino Unido, iniciativas para impedir que menores acessem sites pornográficos também levantaram questões sobre a privacidade de adultos e provocaram tensão com os Estados Unidos em relação a limites à liberdade de expressão e ao alcance da regulação. As chamadas “contas de adolescentes” do Instagram para menores de 16 anos exigem autorização dos pais para alterar configurações. Os responsáveis também podem ativar uma camada adicional de monitoramento, desde que haja concordância do jovem.

Garota recria foto que viralizou e virou meme nas redes sociais 10 anos depois

À esquerda, Arii atualmente, e à direita, a foto que viralizou e ganhou as redes sociais como meme. Reprodução/Instagram/@arii Não p...