quarta-feira, 25 de março de 2026

'Primeiro-robô': Melania Trump desfila com robô humanoide em evento na Casa Branca


Melania e robô humanoide na Casa Branca. Reprodução/X A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, fez uma breve caminhada ao lado de um robô humanoide antes de um evento na Casa Branca, nesta quarta-feira (25). Melania apresentou o robô em um encontro educacional sobre inteligência artificial, de acordo com uma publicação de Donald Trump em uma rede social. "Obrigada, Primeira-Dama Melania Trump, por me convidar para a Casa Branca. É uma honra estar na reunião inaugural da Coalizão Global 'Fostering the Future Together' (Cultivando o Futuro Juntos)", disse a robô para convidadas e plateia do evento. "Eu sou a Figure 3, um humanoide construído nos Estados Unidos da América. Sou grata por fazer parte deste movimento histórico para capacitar crianças com tecnologia e educação", continuou. Em seguida, a robô deu boas vindas em inglês, espanhol, português e outros oito idiomas.

Júri considera Meta e Google culpados por negligência em julgamento sobre vício em redes sociais


Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, considerou o Google, da Alphabet, e a Meta responsáveis ​​por contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio do Instagram e do Youtube, em um processo histórico sobre vício em redes sociais. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25). O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que afirmou ter desenvolvido vício nas plataformas quando ainda era menor de idade, por causa do design dos aplicativos. Ela afirma que o uso dos aplicativos agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas. Por isso, pede que as empresas sejam responsabilizadas. A decisão impõe, ainda, uma indenização de US$ 3 milhões (R$ 15,7 milhões) a ser paga pelas companhias. Os autores da ação judicial em Los Angeles focaram no design da plataforma em vez do conteúdo, o que dificultou a evasão de responsabilidade por parte das empresas. "Discordamos respeitosamente do veredicto e estamos avaliando nossas opções legais", afirmou um porta-voz da Meta à Reuters após o anúncio da decisão. O resultado poderá influenciar milhares de casos semelhantes contra as empresas de tecnologia, movidos por pais, procuradores-gerais e distritos escolares. Pelo menos metade dos adolescentes americanos usa o YouTube ou o Instagram diariamente, segundo o Pew Research Center . O Snapchat e o TikTok também eram réus no processo. Ambos fizeram um acordo com o autor antes do início do julgamento. Os termos dos acordos não foram divulgados. Meta e Google AP/Reuters Críticas crescentes Nos últimos dez anos, as grandes empresas de tecnologia dos EUA têm enfrentado críticas crescentes em relação à segurança de crianças e adolescentes. O debate agora se deslocou para os tribunais e governos estaduais. O Congresso americano se recusou a aprovar uma legislação abrangente que regulamente as redes sociais. Pelo menos 20 estados aprovaram leis no ano passado sobre o uso de redes sociais por crianças, de acordo com a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais (National Conference of State Legislatures), uma organização apartidária que monitora as leis estaduais . A legislação inclui projetos de lei que regulamentam o uso de celulares nas escolas e exigem que os usuários comprovem sua idade para abrir uma conta em redes sociais. A NetChoice, uma associação comercial apoiada por empresas de tecnologia como Meta e Google, está buscando invalidar judicialmente as exigências de verificação de idade. Um outro caso de vício em redes sociais, movido por vários estados e distritos escolares contra empresas de tecnologia, deverá ir a julgamento neste verão em um tribunal federal em Oakland, Califórnia. Outro julgamento estadual está previsto para começar em Los Angeles em julho, disse Matthew Bergman, um dos advogados que lideram os casos em nome dos demandantes. Envolverá Instagram, YouTube, TikTok e Snapchat. Em outro caso, um júri do Novo México considerou , na terça-feira , que a Meta violou a lei estadual em um processo movido pelo procurador-geral do estado, que acusou a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook, Instagram e WhatsApp e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas. *Esta reportagem está em atualização

Meta vai demitir 'centenas' de funcionários nesta quarta-feira


Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta Platforms (META.O) está demitindo algumas centenas de pessoas em várias equipes nesta quarta-feira (25), disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters. A Reuters informou no início deste mês que a Meta planejava uma ampla rodada de demissões que poderia afetar 20% ou mais da força de trabalho da empresa, e que executivos de alto escalão já haviam sinalizado os planos a outros líderes, orientando-os a começar a planejar reduções. A Meta tinha quase 79.000 funcionários em 31 de dezembro, de acordo com seu relatório anual. As demissões desta quarta-feira foram em menor escala. Segundo um relatório anterior do The Information, os cortes afetariam a divisão Reality Labs da Meta, equipes de mídias sociais e operações de recrutamento. “As equipes da Meta regularmente passam por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos. Sempre que possível, estamos buscando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. A controladora do Facebook busca compensar o aumento de custos ligados a grandes investimentos em inteligência artificial, após prever despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões em 2026. Além do aumento da remuneração de funcionários, já que a empresa gasta milhões para contratar talentos de IA de ponta. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Trump nomeia titãs da tecnologia para conselho consultivo de ciência


Donald Trump e Mark Zuckerberg sorriem durante um jantar privado para líderes de tecnologia REUTERS/Brian Snyder O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta quarta-feira (25) algumas das figuras mais importantes do setor de tecnologia para integrar o Conselho de Assessores em Ciência e Tecnologia da Casa Branca. Entre os nomeados estão o fundador da Meta, Mark Zuckerberg, e o cofundador do Google, Sergey Brin. O conselho, conhecido como PCAST, será copresidido pelo "czar" da IA e criptomoedas David Sacks e Michael Kratsios, um investidor tecnológico que atuou como diretor de Tecnologia dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Trump (2017-2021). A lista de indicados inclui o aliado de Trump, Larry Ellison (Oracle), o peso pesado do Vale do Silício, Marc Andreessen, e o chefe da Nvidia, Jensen Huang. "Os Estados Unidos têm a oportunidade de liderar o mundo em IA. É uma honra pra mim integrar o conselho do presidente e trabalhar com outros líderes do setor para ajudar a que isto aconteça", declarou Zuckerberg em nota enviada à AFP. Veja os vídeos que estão em alta no g1

terça-feira, 24 de março de 2026

Atriz alemã denuncia ex-marido por violência sexual digital


Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO A atriz alemã e apresentadora de TV Collien Fernandes passou anos lutando contra perfis falsos dela em redes sociais, nos quais alguém se fazia passar por ela e compartilhava vídeos pornográficos deepfakes dela. Cansada de lutar em vão contra essa violência digital, ela foi à polícia de Berlim em novembro de 2024 e registrou queixa por causa dos perfis falsos – contra desconhecidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na semana passada, Fernandes contou à revista Der Spiegel que, pouco depois, no Natal, o marido dela, o também ator e apresentador de TV Christian Ulmen, começou a lhe fazer perguntas sobre a queixa apresentada por ela e acabou confessando que era ele quem estava por trás dos perfis falsos. "Meu corpo me foi roubado durante anos", disse a atriz à revista. E de repente ela entendeu que o criminoso era "a pessoa mais próxima de mim", relatou. Em dezembro de 2025, Fernandes apresentou queixa contra Ulmen em Palma de Mallorca, na Espanha, onde o casal – então já divorciado – residia. Mais do que isso, Fernandes decidiu tornar o seu caso – que na Alemanha vem sendo comparado ao da francesa Gisèle Pelicot – público. A história dela chama a atenção para um tema ainda não muito debatido: a violência digital, por exemplo a geração por meio de IA de material pornográfico de terceiros e posterior publicação na internet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Governo reage e prepara lei A divulgação do caso teve enorme repercussão na Alemanha e abriu um debate sobre violência digital contra mulheres. Em reação à denúncia de Fernandes, milhares participaram no domingo passado (22), em Berlim, de uma manifestação contra a violência digital sexualizada e em solidariedade às vítimas. Nesta segunda-feira, cerca de 250 mulheres famosas tornaram pública uma petição em solidariedade a Fernandes e com dez demandas ao governo. A petição exige medidas políticas concretas para melhor proteção contra a violência digital e o feminicídio. Um dia depois, o número de assinaturas já chegava a quase 25 mil. O governo também reagiu. Já na sexta-feira passada, quando a Spiegel foi às bancas, o Ministério da Justiça anunciou que apresentará em breve um projeto de lei para eliminar lacunas no código penal e punir a criação de vídeos pornográficos deepfakes. O objetivo da proposta é punir explicitamente a criação e a distribuição desses vídeos, o que não é considerado crime na Alemanha. O ministério comunicou que leva muito a sério a proteção contra a "violência digital" e enfatizou que ela atinge principalmente mulheres, sendo que os agressores geralmente são homens. A proposta do governo foi apoiada também pelo Partido Verde e por A Esquerda, da oposição. À emissora alemã ARD, a atriz declarou que decidiu apresentar a queixa – que também inclui acusações de maus-tratos e ameaças – na Espanha porque o ex-marido mora na Espanha – e também porque os direitos das mulheres são significativamente melhores no país do que na Alemanha. Casal de celebridades Fernandes, de 44 anos, e Ulmen, de 50, eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha. Ambos começaram a carreira como apresentadores de TV nos canais Viva e MTV e em seguida desenvolveram carreiras bem-sucedidas como atores. Os dois se casaram em 2011 e tiveram uma filha um ano depois. Eles também se apresentavam como um casal na mídia e davam entrevistas para falar sobre igualdade de direitos e divisão igualitária de tarefas no lar. Uma campanha publicitária de uma farmácia online, que foi protagonizada pelos dois, ficou famosa por causa da apresentação bem-humorada de cenas do cotidiano de um casal. Há cerca de três anos, o casal se mudou para uma mansão com vista panorâmica em Palma de Mallorca, na Espanha, um destino de férias muito popular entre os alemães. A Spiegel afirmou ter contatado Ulmen para que ele se posicionasse sobre as acusações de Fernandes, mas informou que ele não respondeu às perguntas. Depois da publicação da reportagem, o advogado de Ulmen anunciou uma ação judicial contra a revista e afirmou que a reportagem era, "em grande parte, ilegal e baseada em suspeitas" e que "fatos falsos estavam sendo divulgados com base num relato unilateral".

Tradutor de ‘corporativês’ viraliza ao converter textos em linguagem de LinkedIn


Uma nova ferramenta de tradução online que utiliza inteligência artificial (IA) está viralizando nas redes sociais. O Kagi Translate, serviço gratuito lançado em 2024, disponibilizou recentemente uma nova função: o “LinkedIn Speak”, que traduz frases do cotidiano em textos mais formais, no estilo usado na plataforma profissional — e com um toque de deboche. Com funcionamento semelhante ao de tradutores tradicionais, a ferramenta permite converter qualquer frase para o que a empresa chama de “linguagem do LinkedIn” – ou o já conhecido “corporativês”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para testar, o g1 selecionou o português (Brasil) e, em seguida, a opção “LinkedIn Speak”. Ao digitar “fui demitida por xingar meu chefe”, a plataforma gerou a seguinte versão: “Hoje encerro meu ciclo nesta empresa. Embora tenha sido um desligamento inesperado após uma comunicação mais assertiva com a liderança, sou grata pelos aprendizados. Às vezes, o crescimento profissional exige momentos de fricção para que possamos encontrar ambientes mais alinhados com nossos valores. Aberta a novos desafios! #OpenToWork #TransiçãoDeCarreira #SoftSkills” Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Reprodução/Captura de Tela Quem navega pelo LinkedIn provavelmente já se deparou com publicações semelhantes, em que usuários compartilham relatos detalhados ou reflexões sobre situações corriqueiras. Por mais precisas — e, em alguns casos, exageradas — que sejam as respostas, não surpreende que a ferramenta tenha ganhado popularidade nas redes. No X, por exemplo, usuários têm compartilhado versões bem-humoradas de frases traduzidas para o “corporativês”. Veja alguns exemplos: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Uso é legítimo, mas exige cuidados ⚠️ Apesar de ter alguma utilidade, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o uso desse tipo de ferramenta exige cautela. Se a intenção do usuário é séria, é fundamental revisar os textos antes da publicação, para evitar exageros, perda de autenticidade ou mensagens que não reflitam a experiência do profissional. E talvez seja o caso de usar outra plataforma de IA. Para a psicóloga e consultora em gestão de pessoas Andréa Krug, as ferramentas de IA generativa funcionam como “assistentes que vieram para ficar”, capazes de apoiar desde a elaboração de textos para o LinkedIn até a adequação da linguagem em e-mails corporativos. Segundo Krug, a IA pode ser uma aliada na comunicação, mas deve ser usada como apoio – e não como substituta da autoria. “Elas ajudam a dar o tom, mas a ideia precisa partir do ser humano. A IA existe para lapidar, não para substituir a identidade profissional”, afirma. A especialista destaca que o recurso pode contribuir para tornar mensagens mais claras, economizar tempo e até aumentar a confiança de quem enfrenta barreiras com a escrita. Ainda assim, ressalta que o conteúdo precisa passar por um filtro pessoal. O problema não está em usar a IA, mas em terceirizar a própria voz, o repertório e até a visão do profissional. A visão é compartilhada pela especialista em posicionamento profissional Juliana Novochadlo, que destaca que a tecnologia pode oferecer clareza e ajudar quem tem dificuldade para estruturar ideias – especialmente em momentos de bloqueio criativo ou forte envolvimento emocional com o tema. Ainda assim, ela alerta: “Um texto pode até ficar bonito, mas continua vazio se não refletir a trajetória e o repertório de quem assina”. Ambas apontam que o maior risco é a perda de autenticidade, algo já visível em muitos perfis. Como a IA usa padrões comuns da internet, ela tende a repetir frases e estilos parecidos. Krug lembra que isso já gerou até memes nas redes, quando usuários publicam respostas da IA sem remover instruções internas da ferramenta. “Pode até ficar bonito, mas o texto fica insosso, pasteurizado – e isso enfraquece a reputação do profissional. Mesmo longe dos casos mais extremos, é nítido quando o conteúdo não tem conexão com a vivência real de quem assina. Falta verdade, falta voz própria, e o resultado perde impacto”, afirma. O uso dessa linguagem também pode influenciar processos seletivos, especialmente em sistemas automatizados de triagem. Segundo Novochadlo, recrutadores experientes já conseguem identificar com facilidade textos gerados por IA sem revisão, o que pode levantar dúvidas sobre autenticidade e consistência das experiências relatadas. Krug acrescenta que profissionais menos experientes podem se deixar influenciar por currículos repletos de palavras-chave otimizadas, mas lembra que, na prática, o que realmente importa são evidências concretas. “O que realmente diferencia é a experiência vivida, os resultados entregues e a perspectiva individual — algo que a IA não consegue reproduzir”, afirma. 'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA Como usar sem soar artificial 🤔 As especialistas recomendam tratar a IA como apoio de edição, não como substituta da escrita. Entre as orientações, estão: Estruturar a ideia antes de pedir ajuda à ferramenta; Incluir experiências reais e ajustar o texto ao próprio tom de voz; Evitar jargões e promessas exageradas sugeridas pela IA; Revisar criticamente cada trecho antes de publicar. Um bom teste, segundo Novochadlo, é simples: "alguém que conhece você reconheceria aquele texto como seu?", questiona. Apesar do avanço das ferramentas, ambas reforçam que a responsabilidade final sempre recai sobre o autor. A inteligência artificial pode apoiar, acelerar e organizar, mas não responde pelas consequências. Quem assina o texto é quem responde por ele. Para Krug, a regra é clara: não existe inteligência artificial eficaz sem uma inteligência natural muito bem aplicada. O que diz o Linkedin 🛜 Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou que busca incentivar interações mais autênticas na plataforma. Segundo a empresa, conteúdos de maior valor são aqueles que refletem as experiências reais dos usuários. “Interações de alto valor acontecem quando as pessoas envolvidas usam suas competências reais de forma autêntica — e nossa infraestrutura é pensada para facilitar esse alinhamento”, disse a companhia, em nota. A empresa também destacou que vem aprimorando seus sistemas para reduzir a circulação de postagens repetitivas, com foco excessivo em cliques ou engajamento, e reforçar conteúdos mais relevantes no feed. LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo, funcionando como um currículo online, ferramenta de networking e plataforma de busca de empregos. Adobe Stock 'Vlog de demissão': vídeos de desligamentos viralizam, mas exigem cuidados

CEO da Nvidia diz que inteligência artificial atingiu nível humano; por que ideia é contestada


Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O CEO da Nvidia, Jensen Huang, chamou atenção ao afirmar que a inteligência artificial já alcançou o nível de aprendizado humano, considerado por muitos o próximo grande passo da tecnologia. Em entrevista ao cientista da computação Lex Fridman, ele foi questionado sobre quando uma IA seria capaz de comandar uma empresa de US$ 1 bilhão e realizar ações como encontrar clientes, realizar vendas e gerenciar funcionários. "Acho que agora é a hora. Acho que alcançamos a inteligência artificial geral [AGI, na sigla em inglês]", disse o executivo, no episódio da última segunda-feira (23). "É possível. E a razão é a seguinte: você disse [uma empresa de] um bilhão, não disse para sempre". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Huang deu como exemplo o fenômeno do agente de IA OpenClaw, capaz de automatizar tarefas como gerenciar e-mails, ler contratos, enviar mensagens e controlar dispositivos inteligentes, por exemplo. "Não é impossível [imaginar] que um usuário do OpenClaw tenha conseguido criar um serviço web, um aplicativo interessante que, de repente, bilhões de pessoas usaram por 50 centavos e, então, tenha falido pouco tempo depois", comentou. O chefe da Nvidia afirmou que pessoas estão lançando agentes de IA e ganhando muito dinheiro com isso, mas disse que essas experiências não serão suficientes para criar empresas gigantes. "Não me surpreenderia se acontecesse algo nas redes sociais, alguém criasse um influenciador digital super fofo ou algum aplicativo que, do nada, se tornasse um sucesso instantâneo. Muita gente usa por alguns meses e depois some", afirmou Huang. "Agora, a probabilidade de 100 mil desses agentes criarem a Nvidia é 0%", disse. "As pessoas estão realmente preocupadas com seus empregos. Quero lembrá-las de que o propósito do seu trabalho e as ferramentas usadas para realizá-lo estão relacionados, mas não são a mesma coisa". Por que declaração é contestada Ainda que a inteligência artificial tenha avançado muito nos últimos anos, especialistas avaliam que ela ainda não alcançou todo o seu potencial. O teto, segundo eles, é a inteligência artificial geral (ou AGI), quando a tecnologia será capaz de fazer algumas atividades que parecem simples para humanos, mas que são extremamente complicadas para um robô. Os agentes de IA conseguem automatizar muitas tarefas e, por isso, têm obtido um papel maior em empresas, mas estão longe de ser uma AGI, disse ao g1 o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Álvaro Machado Dias. "É exagero dizer que [IAs] podem ou estão perto de conseguir gerir empresas grandes, mas é fato que podem torná-las muito mais produtivas e lucrativas. É nesse sentido que Jensen Huang diz que já atingimos a AGI", afirmou. A IA ainda não consegue fazer ações que parecem cotidianas, como dirigir carros por regiões não mapeadas ou comandar um robô em um local bagunçado, destacou Dias "O caráter 'geral' dessa inteligência exigiria que ela soubesse fazer coisas mais simples também", explicou. "Cada vez mais, o que nos separa da AGI não é o complexo, mas o que nos parece quase trivial". Hoje, a inteligência artificial consegue fazer tarefas específicas, como responder perguntas elaboradas ou jogar um jogo complexo. Caso alcance o nível "geral", ela poderia usar o conhecimento humano de forma abstrata. "Nós temos muita dificuldade de falar sobre essa inteligência artificial geral, porque ainda não conseguimos nem definir exatamente o que é inteligência", afirmou Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp a uma reportagem de 2024 da BBC. Segundo ela, as máquinas já superam humanos em muitas atividades, mas não necessariamente são mais inteligentes. "Ao mesmo tempo, elas são muito ruins para fazer coisas que pra gente parecem triviais, como reconhecer a face de uma pessoa, ou ser capaz de pegar um conceito que você aprendeu e levar isso para outro cenário", afirmou. A inteligência artificial geral também teria a capacidade de entender o que ainda não entende e, então, buscar formas de se aprofundar nessas lacunas. Essa capacidade permitiria às máquinas realizar tarefas que hoje são impossíveis por se basearem em ideias elaboradas por humanos.

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