terça-feira, 10 de março de 2026

X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril


Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em abril o X Money, um sistema de pagamento digital do X. O anúncio faz parte do plano de Musk de transformar o X em um "aplicativo completo", e não apenas uma rede social. A rede social de Musk fez uma parceria com a Visa no ano passado para oferecer serviços de pagamento direto aos clientes do aplicativo de mídia social. Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227 bilhões, na cotação atual) e passou a chamar a plataforma de X. Desde a aquisição, o bilionário divulgou o plano de expandir a área de atuação da empresa, com o objetivo de oferecer streaming, mensagens, imagens, vídeos e pagamentos, por exemplo. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Veja os vídeos que estão em alta no g1

Meta compra Moltbook, rede social de agentes de IA


Moltbook: o que é real e o que é exagero na rede social pra agentes de IA? A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial, trazendo os fundadores da empresa para sua divisão de pesquisa de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. O desenvolvimento sinaliza uma intensa corrida entre os gigantes da tecnologia para adquirir talentos e tecnologia de IA, à medida que os agentes autônomos capazes de executar tarefas do mundo real deixam de ser novidade e passam a ser a próxima fronteira do setor. O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang. Schlicht e Parr vão começar a trabalhar na Meta Superintelligence Labs em 16 de março, de acordo com a Axios. A Meta não divulgou os termos financeiros do negócio. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro. Desde então, ele se tornou o centro de um debate crescente sobre o quanto os computadores estão próximos de possuir inteligência semelhante à humana. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, minimizou o site como uma provável moda passageira, mas disse que sua tecnologia oferece um vislumbre do futuro. "O Moltbook talvez (seja uma moda passageira), mas o OpenClaw não é", disse Altman. No mês passado, a OpenAI contratou Peter Steinberger, criador do OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot, que está apoiando o projeto de código aberto. Mike Krieger, diretor de produtos da Anthropic, disse que a maioria das pessoas ainda não está pronta para dar à IA total autonomia sobre seus computadores. Schlicht defendeu a programação do Moltbook, que ele afirma que foi criada com ajuda de IA, afirmando que "não escreveu uma única linha de código" para o site. Schlicht criou o Moltbook usando principalmente seu próprio assistente pessoal de IA, Clawd Clawderberg. A ascensão do Moltbook também trouxe riscos. A empresa de segurança eletrônica Wiz disse que a abordagem deixou uma grande falha que expôs mensagens privadas, mais de 6.000 endereços de email e mais de um milhão de credenciais. A Wiz disse que o problema foi corrigido depois de entrar em contato com a Moltbook.

TikTok remove vídeos que simulavam agressões contra mulheres após reportagem e investigação da PF; perfis seguem no ar


Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia O TikTok removeu vídeos associados à trend “treinando caso ela diga não” após reportagens e o início de investigação da Polícia Federal sobre o conteúdo, que simulava agressões a mulheres. Ao menos 20 posts mapeados pelo g1 foram retirados do ar após a plataforma solicitar links encontrados pela reportagem na segunda-feira (9). Nos vídeos, os criadores simulavam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes. Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca. Procurado, o TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. Os perfis seguem no ar. “Os referidos conteúdos violam nossas Diretrizes da Comunidade e foram removidos da plataforma assim que identificados. Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema. Não permitimos discurso de ódio, comportamento de ódio ou promoção de ideologias de ódio”, afirmou a plataforma. Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok A trend ganhou força nas últimas semanas, próximo ao Dia Internacional das Mulheres, e gerou repercussão nas redes sociais. O g1 analisou vídeos publicados entre 2023 e 2025 por perfis com 883 a 177 mil seguidores, que somavam mais de 175 mil interações na plataforma. Um dos vídeos que voltou a circular nas redes é o do influenciador digital Yuri Meirelles. Ele ficou conhecido após participar do clipe “Funk Rave”, de Anitta, e do reality show “A Fazenda”, onde conheceu a atual esposa, a também influenciadora Nathalia Valente. O casal tem um filho. Yuri soma cerca de 1,6 milhão de seguidores no Instagram e 1,7 milhão no TikTok. Após a repercussão do post, ele apagou o vídeo e publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. Segundo o influenciador, a publicação foi feita como "uma brincadeira". "Na época, foi uma brincadeira, uma trend que estava tendo, que você mostrava golpes que faria na sua mulher se ela não aceitasse o pedido de casamento", disse. "Há um ano atrás eu postei esse vídeo aqui no TikTok e hoje eu olho para trás e me dá uma vergonha absurda. Foi o maior absurdo que eu já postei na minha vida e eu vim aqui pedir perdão para vocês”. A circulação da trend também motivou a atuação de autoridades. A Polícia Federal (PF) instaurou um procedimento investigativo para apurar a divulgação de conteúdos que incitavam violência contra mulheres em perfis de redes sociais. Segundo a corporação, a apuração começou após o recebimento de denúncia sobre publicações associadas a uma tendência que incentivaria esse tipo de prática. Durante as diligências, a PF solicitou à plataforma a preservação dos dados e a retirada do material. “Também foram identificados outros vídeos vinculados à mesma tendência, que foram igualmente reportados e removidos. As informações reunidas serão analisadas para a adoção das medidas cabíveis”, acrescentou a PF em nota. Paralelamente, a Comissão de Segurança Pública da Câmara deve votar um requerimento para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue publicações do tipo e avalie eventual responsabilização criminal por apologia à violência contra mulheres. Para a pesquisadora Raquel Saraiva, presidente do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), conteúdos desse tipo tendem a se espalhar rapidamente porque geram alto engajamento nas plataformas. “As plataformas não gostam de remover conteúdo, principalmente esses conteúdos que são virais. Para o modelo de negócio delas é bom, traz lucro. Então elas lucram com esse tipo de conteúdo”, afirmou. Segundo ela, a lógica das redes favorece a disseminação desse tipo de material. “Certamente um vídeo dessa trend vai viralizar muito mais do que um vídeo educativo dizendo por que isso é violência contra a mulher”, disse. Os registros mais antigos desse formato aparecem em publicações feitas fora do Brasil, com vídeos em inglês que reproduzem a mesma ideia de simular reações violentas após uma possível rejeição feminina.

Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse A fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, mostrou a lista da Forbes dos bilionários de 2026, divulgada nesta terça-feira (10). O bilionário lidera o ranking de mais ricos deste ano, com uma fortuna acumulada em US$ 839 bilhões. No ano passado, ele acumulava US$ 342 bilhões. O ranking deste ano reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista. Juntos, eles acumulam uma fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Em seguida aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610, enquanto a Índia, com 229, ocupa um distante terceiro lugar. Para elaborar o ranking, a Forbes considerou preços de ações e taxas de câmbio de 1º de março de 2026. Veja a seguir as 10 pessoas mais ricas do mundo Elon Musk — US$ 839 bilhões — 54 anos — Estados Unidos — Tesla, SpaceX — Tecnologia Larry Page — US$ 257 bilhões — 52 anos — Estados Unidos — Google — Tecnologia Sergey Brin — US$ 237 bilhões — 52 anos — Estados Unidos — Google — Tecnologia Jeff Bezos — US$ 224 bilhões — 62 anos — Estados Unidos — Amazon — Tecnologia Mark Zuckerberg — US$ 222 bilhões — 41 anos — Estados Unidos — Facebook — Tecnologia Larry Ellison — US$ 190 bilhões — 81 anos — Estados Unidos — Oracle — Tecnologia Bernard Arnault & família — US$ 171 bilhões — 77 anos — França — LVMH — Moda & Varejo Jensen Huang — US$ 154 bilhões — 63 anos — Estados Unidos — Semicondutores — Tecnologia Warren Buffett — US$ 149 bilhões — 95 anos — Estados Unidos — Berkshire Hathaway — Finanças & Investimentos Amancio Ortega — US$ 148 bilhões — 89 anos — Espanha — Zara — Moda & Varejo Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja quem são novos bilionários de IA na lista da Forbes


Novos bilionários de IA na lista da Forbes Divulgação/Forbes A lista anual da revista Forbes das pessoas mais ricas do mundo tem 45 novos bilionários de áreas ligadas a inteligência artificial. A novidade foi divulgada pela publicação nesta terça-feira (10). Entre os novos bilionários do setor, estão cofundadores, executivos de alto escalão e investidores por trás de empresas. Agora, no total, tem pelo menos 86 bilionários da IA ​​no ranking da Forbes das pessoas mais ricas do mundo , com um patrimônio coletivo de US$ 2,9 trilhões. Eles fazem parte dos 468 bilionários da tecnologia na lista de bilionários da Forbes agora possuem um patrimônio recorde de US$ 4,8 trilhões, um aumento de US$ 1,1 trilhão em relação ao ano passado, segundo a publicação. Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Beyoncé, Dr. Dre, James Cameron e mais: os novatos na lista de bilionários da Forbes Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dos 45 novos bilionários, a Forbes destacou 39. Confira abaixo quem são, qual o seu patrimônio e para qual setor e empresa trabalham. Os criadores de modelos de IA Liu Debing (US$ 9,1 bilhões) e Tang Jie (US$ 1,9 bilhão) | Z.ai Yan Junjie (US$ 7,2 bilhões) | MiniMax Piotr Dabkowski (US$ 1,8 bilhão) e Mati Staniszewski (US$ 1,8 bilhão) | ElevenLabs Timothée Lacroix, Guillaume Lample, Arthur Mensch (US$ 1,8 bilhão cada) | Mistral Os rotuladores de dados Edwin Chen (US$ 18 bilhões) | Surge AI Lucy Guo (US$ 1,4 bilhão) | Scale AI Brendan Foody, Adarsh ​​Hiremath, Surya Midha (US$ 2,2 bilhões cada) | Mercor Os Programadores de Aplicativos de Software e Vibe Arvid Lunnemark, Sualeh Asif, Aman Sanger, Michael Truell (US$ 1,3 bilhão cada) | Cursor Aravind Srinivas, Denis Yarats, Johnny Ho e Andy Konwinski (US$ 2,1 bilhões cada) | Perplexidade Jyoti Bansal (US$ 2,3 bilhões) | Harness Fabian Hedin, Anton Osika (US$ 1,6 bilhão cada) | Adorável Bret Taylor, Clay Bavor (US$ 2,5 bilhões cada) | Sierra Steven Hao (US$ 1,3 bilhão) | Cognição IA ligada à aviões, medicina e carros Daniel Nadler (US$ 7,6 bilhões) | OpenEvidence Peter Ludwig, Qasar Younis (US$ 1,5 bilhão) | Applied Intuition Trae Stephens (US$ 1 bilhão) | Anduril Torsten Reil, Gundbert Scherf, Niklas Kohler (US$ 2 bilhões cada) | Helsing Infraestrutura de IA Michael Hsing (US$ 1,8 bilhão) | Sistemas de energia monolíticos Pantas Sutardja (US$ 1,4 bilhão) | Semicondutores Robin Khuda (US$ 2,1 bilhões) | Centros de dados Jitendra Mohan, Sanjay Gajendra (US$ 1 bilhão cada) | Laboratórios Astera

Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes


O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Singapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo O empresário Eduardo Saverin segue na liderança do ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10). Saverin é paulista — nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook— os dois se conheceram quando estavam na faculdade. (veja mais detalhes abaixo) Hoje, o empresário tem 44 anos e mora em Singapura, com sua esposa e filho. Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital. 🔍 Empresas de venture capital — também conhecidas como empresas de capital de risco — são aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte e oferecem conhecimento e ferramentas para que elas possam expandir. Normalmente, esse tipo de investimento é de alto risco, mas também pode oferecer altos retornos. Saverin se formou em economia em Harvard — onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar a rede social em 2004. O brasileiro foi o responsável pelo investimento inicial necessário para começar as operações da empresa, segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012. Sua fortuna veio de uma participação minoritária da empresa. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação. Sua fatia só não era maior porque Saverin e Zuckerberg romperam a parceria por discordarem sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo Ainda assim, ele chegou a receber o título de brasileiro mais rico da história em 2024. Na época, sua fortuna ficou avaliada em US$ 155,9 bilhões, após as ações da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, terem mostrado forte valorização. Como foi a saída de Saverin do Facebook? Durante seu período no Facebook, o empresário era responsável por administrar os negócios enquanto Mark Zuckerberg liderou o desenvolvimento da plataforma, que atraiu usuários e investidores rapidamente. Com o crescimento, Zuckerberg queria mudanças no Facebook, indicou uma reportagem publicada em 2012 pelo site Business Insider. Uma delas era transferir o registro da empresa para o estado de Delaware, com leis mais favoráveis ao seu negócio. Mas o americano se incomodou com o distanciamento de Saverin. "Ele deveria montar a empresa, obter financiamento e criar um modelo de negócios. Ele falhou em todas as três", disse, à época, Zuckerberg em uma mensagem a Dustin Moskovitz, outro fundador do Facebook, ainda de acordo com o Business Insider. Com a relação prejudicada, Zuckerberg criou em julho de 2004 uma empresa em Delaware para comprar o Facebook. Em menos de quatro meses, a participação de Saverin caiu de 65% para menos de 10%. "Existe uma maneira de fazer isso sem deixar dolorosamente aparente para ele que a participação dele está sendo diluída para 10%?", perguntou Zuckerberg em um e-mail para seu advogado, segundo o Business Insider. Na resposta, o advogado afirmou que Zuckerberg poderia descumprir o dever fiduciário, uma espécie de regra de lealdade prevista em lei para garantir que envolvidos em um acordo sejam devidamente informados sobre todas as mudanças. O Facebook processou Saverin por considerar inválido um documento de outubro de 2004 em que ele receberia mais ações. O brasileiro, por sua vez, acionou a empresa com base na regra do dever fiduciário. Anos depois, eles chegaram a um acordo que garantiu a Saverin uma participação de 5% na empresa. O brasileiro apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação. Saverin vive com a mulher e o filho em Singapura desde 2012, quando renunciou a sua cidadania americana. Desde 2016, ele é responsável pelo B Capital, uma empresa de capital de risco, isto é, que realiza investimentos em companhias em estágio inicial para que elas possam crescer, apostas que podem oferecer grande retorno financeiro.

segunda-feira, 9 de março de 2026

'Treinando caso ela diga não': vídeos simulam agressões a mulheres que recusam namoro e casamento, e viralizam no TikTok


Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento. Reprodução/TikTok Uma trend que circula no TikTok com a frase “treinando caso ela diga não” ganhou força nas redes sociais e tem gerado repercussão nas últimas semanas. Nos vídeos, os criadores simulam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes. Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca. 🔍 O g1 analisou vinte vídeos divulgados na plataforma, publicados entre 2023 e 2025. Os posts são de perfis de 883 até 177 mil seguidores, e acumulam mais de 175 mil interações na plataforma. Isso ocorre em um contexto de recorde de feminicídios e escalada de violência contra as mulheres. O Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025. Ao todo, 1.470 mulheres foram mortas por esse tipo de crime no país ao longo do ano, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número supera os 1.464 casos contabilizados em 2024, que até então representavam o maior patamar da série histórica. Na média, os registros indicam que quatro mulheres foram assassinadas por dia no país no ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O formato simples facilitou a reprodução do conteúdo. Muitos vídeos usam a mesma frase na tela e pequenas variações na encenação, algo comum em trends replicáveis da plataforma. Embora a tendência tenha voltado a circular com força entre criadores brasileiros no final de 2025, registros de vídeos com esse formato aparecem nas redes desde pelo menos 2023. Os registros mais antigos com esse formato aparecem em publicações feitas fora do Brasil. Em um dos exemplos localizados pela reportagem, publicado em março de 2025, um vídeo com a legenda em inglês “Me practicing just in case she says no” (“Treinando caso ela diga não”) acumulava mais de 115 mil curtidas na plataforma. Vídeo em inglês com a frase “Me practicing just in case she says no” (“Treinando caso ela diga não”) reúne mais de 115 mil curtidas e mostra formato semelhante ao que passou a circular entre criadores brasileiros. Reprodução O formato é semelhante ao que depois passou a circular entre criadores brasileiros, com simulações de reação violenta após a possibilidade de rejeição. No exterior, vídeos com pessoas simulando golpes em resposta a uma rejeição feminina também viralizaram. Reprodução/TikTok Procurado, o TikTok não se manifestou até a publicação desta reportagem. Para a pesquisadora Raquel Saraiva, presidente do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), conteúdos desse tipo tendem a se espalhar rapidamente porque geram engajamento nas plataformas. “As plataformas não gostam de remover conteúdo, principalmente esses conteúdos que são virais. Para o modelo de negócio delas é bom, traz lucro. Então elas lucram com esse tipo de conteúdo”, afirmou. Segundo ela, a circulação desses vídeos pode ser mais intensa do que conteúdos educativos que buscam explicar por que esse tipo de comportamento é violento. “Certamente um vídeo dessa trend vai viralizar muito mais do que um vídeo educativo dizendo por que isso é violência contra a mulher”, disse. A especialista afirma ainda que as próprias regras das plataformas proíbem conteúdos que incentivem violência, mas que, na prática, isso nem sempre ocorre. “Se elas não permitem e, ao mesmo tempo, estão mantendo no ar, existe uma falha de fiscalização para promover a remoção”, afirmou. Esfaqueada por dizer 'não'; quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil Recentemente, uma jovem de 20 anos foi esfaqueada mais de 15 vezes dentro de casa, no Rio de Janeiro, por um homem que insistia em namorá-la e não aceitou a rejeição. Ela sobreviveu após quase um mês internada. Homem é preso por tentativa de feminicídio no RJ; jovem levou mais de 15 facadas e está em estado grave Em Pernambuco, uma jovem de 22 anos foi esfaqueada e teve o corpo incendiado por um ex-colega de trabalho após recusar um relacionamento com ele. A vítima foi atacada com golpes de faca e o agressor ainda jogou solvente sobre ela antes de atear fogo. "Ele trabalhava com ela há um tempo, [...] e ele se apaixonou por ela. Só que ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade, porque ela achava que ele era uma coisa e se surpreendeu com coisas que ela não chegava a dizer sobre ele", contou a irmã da vítima. Em Minas Gerais, uma mulher de 38 anos morreu após ser atacada com golpes de canivete por um jovem que tentou forçar um beijo durante a negociação de um celular. Segundo a polícia, o ataque aconteceu depois que ela recusou a investida. “Ele disse que no momento da recusa da mulher, deu um ‘branco’ em sua cabeça e atingiu a vítima com vários golpes de canivete”, relatou o delegado. Reações à trend Após a repercussão da trend, alguns dos vídeos deixaram de aparecer nas buscas da plataforma ou foram removidos das páginas onde haviam sido publicados. Não há confirmação se as publicações foram apagadas pelos próprios autores ou retiradas pela rede social. A maior parte dos vídeos é publicada por pessoas que aparentam ser adolescentes ou jovens adultos. Nos comentários, os vídeos também geram reações divergentes entre usuários. Parte do público critica o conteúdo e afirma que violência contra mulheres não deve ser tratada como humor. “Violência contra as mulheres não é piada”, escreveu uma usuária em uma das publicações. Outros comentários classificam o conteúdo como “preocupante” ou dizem que “não tem graça nenhuma”. Em alguns casos, os próprios autores respondem às críticas. Em uma das interações, um criador respondeu com emojis de risada após ser criticado. Comentário de usuária critica vídeo da trend “treinando caso ela diga não”, enquanto criador responde com emojis de risada. Reprodução Em outra publicação, o autor afirmou que a intenção do vídeo era apenas fazer um meme e escreveu que quem não gostasse poderia simplesmente ignorar o conteúdo: “coloca que o conteúdo não te interessa e já era”. Usuária critica vídeo que simula agressão após rejeição; criador diz que a intenção era apenas humor. Reprodução A repercussão levou a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) a acionar o Ministério Público para investigar conteúdos que sugerem agressões contra mulheres após rejeição em abordagens amorosas. A parlamentar afirmou que vídeos desse tipo podem contribuir para a naturalização da violência contra mulheres nas redes sociais. “Na véspera do Dia Internacional das Mulheres, o que viraliza são homens incitando ódio... a misoginia, a violência... Por isso, acionei o Ministério Público para investigar esses perfis e outros que estão cometendo esse crime de incitar o ódio contra as mulheres”, afirmou a deputada. No ofício oficial enviado pela Deputada, a parlamentar denuncia a propagação de uma tendência digital misógina conhecida como “uppercut meme". O texto alerta que esse conteúdo, embora mascarado de humor, promove a banalização da violência de gênero e ganha força em plataformas como o TikTok no Brasil, e solicita uma investigação formal e maior rigor na moderação das redes sociais para proteger os direitos das mulheres. O material inclui ainda uma lista detalhada de perfis e links que disseminaram tais vídeos entre 2024 e 2025. O MP ainda não se manifestou. Jovem esfaqueada mais de 15 vezes recebe alta sob aplausos da equipe médica

X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril

Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em a...