sábado, 28 de março de 2026

'Metamáquinas': robôs 'diferentões' criados com IA continuam funcionando mesmo após danos


'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer dano Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares projetados com ajuda de inteligência artificial (IA) capazes de continuar se movendo mesmo após sofrer danos ou perder partes do corpo. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Chamados de “metamáquinas”, os robôs são formados por módulos independentes — cada um com motor, bateria e computador próprios — que podem funcionar sozinhos ou em conjunto. Quando conectados, esses blocos permitem que as máquinas corram, saltem, se levantem após quedas e sigam operando mesmo depois de sofrer avarias. “Estamos criando robôs feitos de robôs. É por isso que os chamo de metamáquinas”, afirmou o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente da universidade, à agência Reuters. “Se uma parte do corpo é danificada ou perdida, o restante continua funcionando.” Para chegar aos formatos mais eficientes, a equipe utilizou um algoritmo evolutivo baseado em IA, que gera diferentes “planos corporais” em simulações. Os modelos com melhor desempenho são selecionados e aprimorados ao longo do tempo, em um processo inspirado na seleção natural. LEIA TAMBÉM: Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos Segundo os pesquisadores, o sistema produziu designs incomuns, diferentes dos robôs tradicionais inspirados em humanos ou animais, mas altamente eficientes para locomoção. O desafio, segundo Kriegman, é que o número de combinações possíveis é gigantesco. “Com apenas dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com cinco módulos, já existem centenas de bilhões de combinações possíveis”, explicou. “Você não sabe qual design é bom ou ruim até dar a ele a oportunidade de aprender. E é aí que a IA entra.” Nos testes em ambientes externos, versões com três, quatro e cinco “pernas” conseguiram atravessar terrenos variados, como cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares. Os cientistas afirmam que a tecnologia pode permitir a criação de robôs capazes de se adaptar a ambientes imprevisíveis e até serem reconstruídos em campo, conforme a necessidade. “É muito difícil prever exatamente o que um robô precisará fazer antes de colocá-lo no mundo real. Por isso, seria extremamente útil que ele pudesse ser redesenhado e reconstruído sob demanda”, disse Kriegman. 'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos Reprodução/Reuters Além da resistência, o objetivo dos pesquisadores foi combinar adaptabilidade com desempenho físico. “Queríamos criar robôs mais resilientes, que pudessem evoluir. A natureza nos mostra que, se você quer criar um agente inteligente, deve começar pelo movimento”, afirmou. Como exemplo, o pesquisador destaca que, ao dividir uma dessas máquinas ao meio, o resultado não são peças inutilizadas, mas dois novos robôs funcionais. “Corte qualquer outra tecnologia ao meio e você terá lixo. Aqui, você tem duas máquinas que continuam operando”, disse. Para a equipe, a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs mais versáteis, capazes de se adaptar, se recompor e operar em condições adversas — algo essencial para aplicações como exploração, resgate e operações em ambientes hostis. 'Metamáquinas': robôs criados com ajuda de IA continuam funcionando mesmo após sofrer danos Universidade Northwestern via Reuters

Indonésia passa a barrar menores nas redes sociais a partir deste sábado e afeta quase 70 milhões


Indonésia proíbe uso de redes sociais a menores de 16 anos Reuters Quase 70 milhões de crianças e adolescentes na Indonésia ficaram oficialmente excluídos das redes sociais após a entrada em vigor neste sábado (28) de uma norma que proíbe seu uso por menores de 16 anos. O arquipélago asiático, com 284 milhões de habitantes, passa assim a integrar a lista de países que optaram por legislar para proteger os mais jovens dos efeitos prejudiciais da exposição prolongada a conteúdos viciantes nas plataformas digitais. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As contas pertencentes a menores de 16 anos devem começar a ser desativadas a partir deste sábado em redes consideradas "de alto risco", entre elas YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live - especializada em vídeo ao vivo - e o jogo Roblox. X e Bigo já aplicaram a nova regra e elevaram a idade mínima de uso para 16 e 18 anos, respectivamente, informou na sexta-feira à noite a ministra das Comunicações, Meutya Hafid, pouco antes da entrada em vigor da proibição. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 As demais plataformas digitais devem "adaptar imediatamente seus produtos, funcionalidades e serviços à normativa vigente", acrescentou a funcionária em uma entrevista coletiva. Ela advertiu que não haverá "margem para concessões" para as redes sociais que operam na Indonésia. O TikTok afirmou na sexta-feira (27), em um comunicado, seu compromisso de cumprir a medida, incluindo "tomar as medidas adequadas em relação às contas de menores de 16 anos". No entanto, o governo indonésio não indicou como pretende controlar o veto. A responsabilidade de restringir o acesso dos menores recai sobre as próprias plataformas, que se expõem a multas e até a suspensões se não aplicarem as novas medidas. "Improdutivo" Antes da entrada em vigor da norma, alguns jovens já antecipavam como contornar a restrição. "Talvez eu me dedique a outras atividades, mas acho que pedirei ajuda ao meu pai ou à minha mãe para poder entrar" nas redes, admitiu Bradley Rowen Liu à AFP. Grande usuário do TikTok, o menino de 11 anos afirma que, durante as férias ou os fins de semana, pode passar até cinco horas por dia no celular. Em contraste com a maioria, Maximillian, de 15 anos, reconhece que as horas que passa nas redes sociais o fazem sentir-se "improdutivo" e apoia a proibição para que "os jovens possam se concentrar mais nos estudos". Vários países, entre eles a Austrália, endureceram as restrições de idade nas redes sociais, em um contexto de crescente preocupação com a exposição de menores a conteúdos prejudiciais e com o aumento do tempo que passam diante das telas. Nos Estados Unidos, um júri determinou na quarta-feira que Instagram e YouTube são responsáveis pelo caráter viciante de suas plataformas e pelos problemas de saúde mental que uma jovem californiana sofreu na adolescência, à qual foram concedidos vários milhões de dólares em indenização. A Meta (empresa controladora de Facebook e Instagram) já havia sido condenada na terça-feira em outro veredicto sem precedentes, no Novo México, onde foi considerada responsável por ter colocado deliberadamente crianças em risco ao expô-las a conteúdos perigosos e até a predadores sexuais.

'Meu corpo me foi roubado durante anos': atriz alemã denuncia ex-marido após sofrer violência sexual digital


Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO via DW A atriz alemã e apresentadora de TV Collien Fernandes passou anos lutando contra perfis falsos dela em redes sociais, nos quais alguém se fazia passar por ela, compartilhava vídeos pornográficos deepfakes dela. Cansada de lutar em vão contra essa violência digital, ela foi à polícia de Berlim em novembro de 2024 e registrou queixa por causa dos perfis falsos – contra desconhecidos. Fernandes contou à revista Der Spiegel que, no Natal, o marido dela, o também ator e apresentador de TV Christian Ulmen, começou a fazer perguntas sobre a queixa apresentada e acabou confessando que era ele quem estava por trás dos perfis falsos. "Meu corpo me foi roubado durante anos", disse a atriz à revista. E, de repente, ela entendeu que o criminoso era "a pessoa mais próxima de mim", relatou. ‘Violentada a cada clique’, vítimas contam consequências da pornografia de revanche Em dezembro de 2025, Fernandes apresentou queixa contra Ulmen em Palma de Mallorca, na Espanha, onde o casal – então já divorciado – residia. Mais do que isso, Fernandes decidiu tornar o seu caso – que na Alemanha vem sendo comparado ao da francesa Gisèle Pelicot – público. A história dela chama a atenção para um tema ainda não muito debatido: a violência digital, por exemplo a geração por meio de IA de material pornográfico de terceiros e posterior publicação na internet. 'Ele quis me aniquilar viva': saiba o que é pornografia de revanche e conheça histórias de vítimas Governo reage e prepara lei A divulgação do caso teve enorme repercussão na Alemanha e abriu um debate sobre violência digital contra mulheres. Em reação à denúncia de Fernandes, milhares participaram no domingo passado (22/03), em Berlim, de uma manifestação contra a violência digital sexualizada e em solidariedade às vítimas. Nesta segunda-feira (23), cerca de 250 mulheres famosas tornaram pública uma petição em solidariedade a Fernandes e com dez demandas ao governo. A petição exige medidas políticas concretas para melhor proteção contra a violência digital e o feminicídio. Um dia depois, o número de assinaturas já chegava a quase 25 mil. O governo também reagiu. Na sexta-feira (20), quando a Spiegel foi às bancas, o Ministério da Justiça anunciou que apresentará em breve um projeto de lei para eliminar lacunas no código penal e punir a criação de vídeos pornográficos deepfakes. O objetivo da proposta é punir explicitamente a criação e a distribuição desses vídeos, o que não é considerado crime na Alemanha. O ministério comunicou que leva muito a sério a proteção contra a "violência digital" e enfatizou que ela atinge principalmente mulheres, sendo que os agressores geralmente são homens. A proposta do governo foi apoiada também pelo Partido Verde e por A Esquerda, da oposição. À emissora alemã ARD, a atriz declarou que decidiu apresentar a queixa – que também inclui acusações de maus-tratos e ameaças na Espanha – porque o ex-marido mora no país – e também porque os direitos das mulheres são significativamente melhores do que na Alemanha. Casal de celebridades Fernandes, de 44 anos, e Ulmen, de 50, eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha. Ambos começaram a carreira como apresentadores de TV nos canais Viva e MTV e em seguida desenvolveram carreiras bem-sucedidas como atores. Os dois se casaram em 2011 e tiveram uma filha um ano depois. Eles também se apresentavam como um casal na mídia e davam entrevistas para falar sobre igualdade de direitos e divisão igualitária de tarefas no lar. Uma campanha publicitária de uma farmácia online, que foi protagonizada pelos dois, ficou famosa por causa da apresentação bem-humorada de cenas do cotidiano de um casal. Há cerca de três anos, eles se mudaram para uma mansão com vista panorâmica em Palma de Mallorca, na Espanha, um destino de férias muito popular entre os alemães. A Spiegel afirmou ter contatado Ulmen para que ele se posicionasse sobre as acusações de Fernandes, mas informou que ele não respondeu às perguntas. Depois da publicação da reportagem, o advogado de Ulmen anunciou uma ação judicial contra a revista e afirmou que a matéria era, "em grande parte, ilegal e baseada em suspeitas" e que "fatos falsos estavam sendo divulgados com base num relato unilateral". Leia também: 6 conselhos de especialistas sobre como falar com a IA para obter as melhores respostas Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar

sexta-feira, 27 de março de 2026

Sony anuncia aumento global de preços do PlayStation 5 e outros dispositivos


Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa japonesa de entretenimento Sony anunciou nesta sexta-feira (27) um aumento nos preços de alguns produtos da linha PlayStation. O reajuste atinge os consoles PlayStation 5 (PS5), PS5 Pro e o PlayStation Portal, e passa a valer em todo o mundo a partir de 2 de abril. É o segundo aumento desse tipo em cerca de um ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Considerando as pressões persistentes sobre a economia global, decidimos aumentar os preços do PS5, do PS5 Pro e do PlayStation Portal" em todo o mundo, "a partir de 2 de abril", afirmou o grupo no blog do PlayStation. Segundo a Sony, esse cenário tem afetado os custos de produção e distribuição dos produtos. Na Europa, o preço dos consoles ficará 100 euros mais caro (cerca de R$ 603). O PlayStation Portal terá aumento de 30 euros (aproximadamente R$ 181), passando a custar 249,99 euros (cerca de R$ 1.500). Nos Estados Unidos, os reajustes devem variar entre US$ 100 e US$ 150 (de cerca de R$ 523 a R$ 784), dependendo da versão do aparelho. Parte da linha já havia sofrido reajuste recentemente. Em abril de 2025, a versão digital do PS5 ficou 50 euros mais cara na Europa. Na mesma época, os modelos com e sem leitor de Blu-ray também tiveram aumento no Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália. Pressão de custos e vendas mais fracas Lançado em 2020, o PlayStation 5 já vendeu mais de 92 milhões de unidades no mundo e está entre os consoles mais populares do mercado. Mesmo assim, as vendas globais caíram 16% no período de outubro a dezembro, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, apesar do lançamento do PS5 Pro em novembro de 2024. Empresas do setor também enfrentam dificuldades para obter semicondutores, componentes eletrônicos usados na fabricação de consoles e outros dispositivos. A escassez desses itens tende a elevar os custos de produção. Em maio, a Microsoft também anunciou aumento global nos preços dos consoles Xbox Series, citando as mesmas condições de mercado. PlayStation 5 Pro vai ter versões com e sem leitor de CD Divulgação

Áustria planeja proibir redes sociais para menores de 14 anos


Vice-chanceler Andreas Babler, do Partido Social-Democrata, o secretário de Estado para a Digitalização Alexander Proell, do Partido Popular, e o ministro da Educação Christoph Wiederkehr, do Neos, participam de coletiva de imprensa sobre planos de proibir uso de redes sociais por crianças menores de 14 anos. REUTERS/Elisabeth Mandl O governo da Áustria, liderado por conservadores e formado por três partidos, planeja proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 14 anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27). Integrantes do gabinete disseram que há um acordo prévio sobre a proibição. A medida tem como objetivo proteger crianças de “algoritmos viciantes” e de conteúdos como abuso sexual. Ainda não há, porém, definição sobre quando a regra entrará em vigor nem sobre como será implementada. “Vamos proteger de forma decisiva as crianças e os jovens dos efeitos negativos das redes sociais”, afirmou o vice-chanceler Andreas Babler, do Partido Social-Democrata. “Não vamos mais ficar de braços cruzados enquanto essas plataformas tornam nossas crianças dependentes e, muitas vezes, doentes (...) Os riscos desse uso foram ignorados por tempo demais, e agora é hora de agir”, acrescentou. LEIA TAMBÉM: Mesmo após proibição, 1 em cada 5 adolescentes ainda usa redes sociais na Austrália Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Austrália adotou, em dezembro, uma proibição para menores de 16 anos — a primeira do tipo no mundo. Outros países avaliam ou avançam em medidas semelhantes. Na França, a Câmara aprovou, em janeiro, uma proibição para menores de 15 anos. Segundo Babler e o secretário de Estado para Digitalização, Alexander Proell, um projeto de lei deve ser apresentado até o fim de junho. Babler disse ainda que o governo não pretende listar plataformas específicas. A decisão deve levar em conta o nível de dependência causado pelos algoritmos e a presença de conteúdos como “violência sexualizada”.

quinta-feira, 26 de março de 2026

OpenAI suspende planos de lançar chatbot de conteúdo erótico


O logotipo OpenAI é exibido em um telefone celular com uma imagem em um monitor de computador gerada pelo modelo de texto para imagem Dall-E do ChatGPT, 8 de dezembro de 2023, em Boston. AP/Michael Dwyer A OpenAI suspendeu por tempo indeterminado seus planos de lançar um chatbot com conteúdo sexual explícito, informou a empresa nesta quinta-feira (26). A decisão ocorre diante de preocupações crescentes sobre possíveis riscos sociais e de imagem associados ao lançamento de um produto desse tipo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida, revelada inicialmente pelo Financial Times, acontece no momento em que a empresa de inteligência artificial busca abandonar projetos considerados secundários para manter sua posição de liderança em um setor cada vez mais competitivo. A ferramenta de conteúdo explícito, chamada internamente de “modo Citron”, recebeu críticas, de acordo com o Financial Times. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alguns funcionários questionaram se o produto estaria alinhado com a missão da empresa de garantir que sua tecnologia traga benefícios reais à sociedade. Investidores também expressaram preocupação com eventuais danos à reputação da empresa, avaliando que esses riscos poderiam superar qualquer ganho comercial. Conteúdo erótico seria para alguns adultos No ano passado, a OpenAI informou que reduziria restrições aplicadas ao ChatGPT, permitindo conteúdo erótico para usuários adultos verificados. A empresa classificou a mudança como uma forma de “tratar usuários adultos como adultos”. O cancelamento ocorre na mesma semana em que a OpenAI anunciou o fim do Sora, seu aplicativo de criação de vídeos, que vinha sendo acusado de estimular a circulação de grande volume de conteúdo de baixo valor produzido por IA. Essas decisões são tomadas em um momento sensível para o setor de tecnologia, no qual a Meta e outras plataformas enfrentam uma série de processos e novas regulamentações relacionadas ao impacto de seus serviços sobre menores de idade. A empresa de IA de Elon Musk também enfrentou forte crítica global no ano passado, após seu chatbot Grok ser usado para criar imagens falsas de cunho sexual envolvendo pessoas reais, inclusive menores de idade.

Elon Musk demite diretora e mais 20 em reestruturação do X, diz jornal


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse O bilionário Elon Musk demitiu a diretora de marketing do X e promoveu uma rodada de cortes entre funcionários da rede social. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira (26). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A medida busca adequar o tamanho da rede social às necessidades da SpaceX, sua controladora, que pode realizar um IPO superior a US$ 1 trilhão, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, Zepeda, que ocupava o cargo desde setembro de 2024, foi desligada no mês passado, após Musk anunciar a integração entre a xAI e a SpaceX. A X já havia sido incorporada à xAI no ano passado, e, no início de fevereiro, a empresa de inteligência artificial e a SpaceX passaram a atuar de forma conjunta. Desde então, parte da equipe remanescente foi orientada a priorizar o aumento de receita, além da redução de custos. Robô humanoide da empresa de Elon Musk 'luta' Kung Fu De acordo com as fontes, essa estratégia ganhou força após a chegada de Jon Shulkin como diretor de receita. Ele também é sócio da Valor Equity Partners, investidora de longa data de Musk, e teria como objetivo impulsionar tanto a receita da X quanto da xAI, que enfrentam desempenho abaixo de concorrentes em publicidade digital e vendas de soluções de inteligência artificial. LEIA TAMBÉM Justiça dos EUA rejeita ação da X, de Elon Musk, contra suposto ‘boicote’ de grandes empresas Qual o impacto de condenação nos EUA para o futuro das big techs? 'Um divisor de águas para as redes sociais' Dados da eMarketer indicam que a receita publicitária da X nos Estados Unidos deve crescer 1,5%, alcançando US$ 1,27 bilhão. Globalmente, a alta estimada é de 2,2%, para US$ 2,19 bilhões. Em 2021, último ano antes de Musk fechar o capital da empresa — então conhecida como Twitter —, a plataforma registrou US$ 4,51 bilhões em receita com anúncios. As mudanças também refletem uma reestruturação mais ampla após a fusão entre xAI e SpaceX. Cofundadores da xAI deixaram a empresa, e equipes foram reorganizadas, incluindo a área de “visão”, responsável por projetos de geração de vídeo para o Grok, sistema de inteligência artificial da companhia. A plataforma também enfrentou a saída de grandes anunciantes, em meio a preocupações com moderação de conteúdo e instabilidade na liderança. Ainda assim, algumas empresas voltaram a investir após a eleição de Donald Trump em 2024, entre elas a Amazon, segundo o jornal. Musk apoiou Trump durante a campanha e doou mais de US$ 250 milhões a grupos políticos alinhados ao republicano. Com a saída de Zepeda e da ex-CEO Linda Yaccarino, a gestão da X passou a ser conduzida por Shulkin e por Monique Pintarelli, diretora global de publicidade da xAI, que agora lidera as áreas de vendas, parcerias de conteúdo e marketing. A empresa também segue com planos de lançar o X Money, serviço de pagamentos dentro da plataforma. O projeto, no entanto, enfrentou atrasos devido à necessidade de adequação às regras de serviços financeiros nos 50 estados dos EUA. Em publicação na própria rede, em 10 de março, Musk afirmou que a ferramenta deve ter acesso antecipado liberado ao público em breve.

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