terça-feira, 10 de março de 2026

'Caso ela diga não': como redes sociais expõem usuários a 'níveis chocantes de misoginia', segundo pesquisa global


Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a divulgação nas redes sociais da trend "Caso ela diga não", que incita a violência contra mulheres. Os vídeos, que viralizaram no TikTok, mostram jovens ensinando como responder uma mulher diante de uma rejeição, como a recusa de um pedido de namoro, por exemplo. Eles aparecem dando socos e chutes em manequins que representariam mulheres. Segundo a PF, a remoção dos conteúdos já foi solicitada à plataforma. O TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. As publicações vieram à tona dias depois de um outro caso gerar revolta no país: uma adolescente de 17 anos denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, e foi classificado pela polícia como "emboscada planejada". Segundo as investigações, a adolescente foi convidada por mensagem pelo ex-namorado para ir à casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, ele teria insinuado que fariam "algo diferente", proposta recusada por ela. De acordo com a adolescente, enquanto mantinham uma relação sexual consensual, outros quatro rapazes entraram no quarto, cometendo violências sexuais e físicas contra ela. Imagens exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostraram os cinco jovens acusados de envolvimento no estupro comemorando o acontecido e debochando da vítima. Nas imagens, eles aparecem rindo e conversando no elevador, após deixar o apartamento. "A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque as nossas mães..." Vídeo no elevador expõe deboche após estupro coletivo em Copacabana A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens. Um menor foi apreendido. Os réus negam o crime. Ao se apresentar na delegacia na última semana, um dos investigados por participar do estupro, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, usava uma camisa com a frase em inglês "regret nothing" ("não me arrependo de nada", na tradução para o português). A expressão é frequentemente associada a grupos da chamada "machosfera", comunidades online que propagam misoginia e subjulgação das mulheres. 'Regret nothing': frase de réu por estupro coletivo expõe cultura misógina Nos últimos anos, essas comunidades ganharam visibilidade ao promover narrativas que culpabilizam mulheres por relações afetivas frustradas, defendem hierarquias de gênero e, em alguns casos, incentivam comportamentos violentos. Esse fenômeno preocupa pesquisadores, que identificam uma reversão nas atitudes dos homens mais jovens em relação às mulheres — e apontam as redes sociais como motor dessa mudança. Segundo um estudo global realizado pela empresa de pesquisas Ipsos e pelo King's College de Londres, os homens da geração Z — nascidos entre 1996 e 2012 — têm mais propensão do que os baby boomers — nascidos entre 1945 e 1965 — a acreditar que as esposas devem "obedecer" seus maridos. O estudo envolveu 23 mil pessoas de 29 países e demonstrou que até 31% dos homens adolescentes e na casa dos 20 anos de idade acreditam que "a esposa deve sempre obedecer seu marido", enquanto 13% dos homens mais velhos, com 60 anos ou mais, concordam com esta mesma afirmação. Em entrevista à BBC News, a professora Heejung Chung, que dirige o Instituto Global para a Liderança das Mulheres do King's College de Londres, disse não há dúvidas que as redes sociais desempenham "enorme papel" na mudança de opinião. Isso ocorre, segundo ela, porque os influenciadores e políticos "exploram as reclamações das pessoas" e "tentam recapturar parte do sentimento de serem enfraquecidos pela geração mais jovem". Eles fazem isso sugerindo que os homens precisam reafirmar sua dominância e seu papel de protetores e provedores, explica Chung, que é uma das autoras do estudo. "As pessoas estão imitando o que veem nas redes sociais sem realmente compreender o que aquilo significa." Penny East, executiva-chefe da Sociedade Fawcett — uma organização de defesa dos direitos das mulheres com sede no Reino Unido — concorda. Para ela, os "níveis chocantes de misoginia, online e offline", a que os meninos são expostos contribuem para essas atitudes. "É quase surpreendente que os meninos possam não assumir esse comportamento misógino, considerando o conteúdo oferecido a eles diariamente em termos do que eles consomem na internet", afirmou. 'Tudo indo na direção errada' O número de mulheres mais jovens que acreditam que as esposas devem obedecer aos seus maridos foi menor que o de homens na pesquisa, mas esta proporção ainda era mais alta que a dos homens da geração baby boomer. Questionada sobre qual poderia ser o motivo, East aponta novamente as redes sociais. "Da mesma forma que os homens jovens são ensinados que o caminho para a felicidade é o dinheiro, carros, garotas e força física, existem mulheres sendo ensinadas que o caminho para a felicidade é a ideia tradicional de feminilidade", explica ela. "Parte disso é o conteúdo esteticamente agradável que mostra a 'esposa tradicional', que fica na cozinha. Mas existe um lado mais sombrio, que se refere à subserviência... Se o homem é o provedor, ele, por isso, manda na casa?", pergunta ela, retoricamente. "Parece simplesmente que tudo está indo na direção errada", lamenta East. "E está afetando os jovens, homens e mulheres." Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok Outras indicações da pesquisa demonstram que, globalmente, 44% das pessoas concordam que "fomos longe demais ao promover a igualdade das mulheres e passamos a discriminar os homens". Segundo o organismo de defesa dos direitos das mulheres das Nações Unidas, nenhum país atingiu plena igualdade legal para mulheres e meninas. As mulheres detêm globalmente 64% dos direitos legais dos homens, "o que as expõem à discriminação, violência e exclusão em todas as fases da vida", declarou a UN Women. Penny East afirma que existe um "fenômeno crescente na percepção do público, de que a igualdade das mulheres já fez o necessário". Mas esta postura, segundo ela, "ignora as estatísticas nacionais que demonstram, infelizmente, que as mulheres ainda sofrem abusos nas suas próprias casas, continuam sendo importunadas sexualmente nas ruas e ainda ganham menos, em comparação com os homens". Projetos de lei contra misoginia no Congresso Em meio ao debate sobre misoginia e violência contra mulheres nas redes sociais, parlamentares têm apresentado propostas no Congresso Nacional para ampliar os instrumentos legais de enfrentamento a esse tipo de conteúdo. Na Câmara dos Deputados, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) é autora de um projeto de lei que propõe a criminalização da misoginia e da disseminação de conteúdos associados à chamada cultura "red pill" na internet. A iniciativa busca responsabilizar publicações digitais que promovam ódio, violência, humilhação ou inferiorização das mulheres, sobretudo em redes sociais, fóruns e comunidades online que difundem ideologias misóginas. No exterior, vídeos com pessoas simulando golpes em resposta a uma rejeição feminina também viralizaram. Reprodução/TikTok No Senado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deve analisar nos próximos dias um projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) e tipifica a prática como crime de discriminação. A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), define misoginia como atos que manifestem ódio ou aversão às mulheres com base na ideia de supremacia masculina. Se aprovado, o texto prevê que a Lei do Racismo passe a punir também crimes praticados em razão de misoginia, ampliando o alcance da legislação atualmente aplicada a casos de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. * Com a colaboração de Iara Diniz

Como Musk aumentou sua fortuna em quase US$ 500 bilhões em um ano


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber A fortuna de Elon Musk cresceu US$ 497 bilhões entre 2025 e 2026, segundo a Forbes. O empresário segue isolado como o mais rico do mundo e tem o triplo do patrimônio de Larry Page, fundador do Google, que aparece em segundo lugar. Musk está próximo de se tornar o primeiro trilionário do mundo: ele tem patrimônio avaliado em US$ 839 bilhões. A quantia vem principalmente da participação do empresário na SpaceX e na Tesla, de acordo com a Forbes. O crescimento das duas empresas ajuda a explicar o aumento expressivo de sua fortuna. Saiba mais abaixo. Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do mundo em 2026; veja a lista Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 15 superbilionários, sendo apenas uma mulher Veja os vídeos que estão em alta no g1 Valorização da SpaceX A SpaceX se tornou a empresa de capital privado mais valiosa do mundo ao ser avaliada em cerca de US$ 800 bilhões em dezembro de 2025. O valor aumentou devido a uma venda interna de ações, que subiram de US$ 212 para US$ 421 cada uma, segundo a Bloomberg. O bilionário detém 43% da SpaceX e se beneficiou dessa valorização. Musk anunciou em fevereiro a fusão da SpaceX com sua empresa de inteligência artificial xAI, que já tinha comprado a rede social X em março de 2025. A transação elevou o valor combinado das duas empresas para US$ 1,25 trilhão. O resultado foi que a SpaceX se tornou uma espécie de guarda-chuva para o X e a xAI, além da empresa de internet via satélite Starlink, que já fazia parte do grupo. Elon Musk em imagem de março de 2025 Matt Rourke/AP A transação aconteceu em meio à preparação para a abertura de capital da SpaceX. A expectativa é de que esta seja a maior entrada de uma empresa na bolsa de valores em todos os tempos. Na ocasião, Musk disse que a fusão espera criar o "motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado da Terra (e fora dela)" ao reunir negócios de exploração espacial, internet via satélite e inteligência artificial. O empresário afirmou ainda que o negócio também ajudará a concretizar o plano de usar o espaço para acomodar data centers usados por sistemas de inteligência artificial. Satélites gigantes e superchips: como serão os data centers no espaço? Mas a medida ainda precisa ser aprovada por reguladores, que podem levantar questões em torno da liderança de Musk em várias áreas e de possíveis conflitos de interesses. SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk Reconhecimento na Tesla O preço das ações da Tesla subiu 79% nos últimos 12 meses e também contribuiu para aumentar a fortuna de Elon Musk. O empresário tem cerca de 12% da montadora de carros elétricos, de acordo com a Forbes. Ele passou a investir na empresa em 2004, se tornou CEO em 2008 e, hoje, tem opções para comprar mais 8% da companhia. Em novembro, acionistas da Tesla aprovaram um bônus que poderá pagar US$ 878 bilhões para Musk em 10 anos. A quantia está vinculada a metas, como entregar 20 milhões de veículos, colocar 1 milhão de robotáxis em operação, vender 1 milhão de robôs e obter até US$ 400 bilhões em lucro. A aprovação era esperada, já que o bilionário foi autorizado a exercer integralmente seus direitos de voto, equivalentes a cerca de 15% da empresa. O bilionário recuperou em dezembro o direito de receber um bônus de US$ 139 bilhões concedido em 2018 pela Tesla. O acordo tinha sido anulado em 2024 depois de uma juíza concluir que o pagamento envolvia "uma quantia inimaginável" de dinheiro que não é justa com os demais acionistas. Musk também deixou o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) dos Estados Unidos. A saída do órgão criado no atual governo de Donald Trump agradou acionistas da Tesla que viam o cargo como uma distração para o empresário. A Tesla também fabrica robôs humanoides e deve começar a vender as primeiras unidades para o público até o final de 2027, segundo Musk. Ele também fundou a startup de túneis The Boring Company e a empresa de implantes cerebrais Neuralink, que juntas levantaram cerca de US$ 2 bilhões de investidores privados, segundo a Forbes.

Governo Lula dá 5 dias para TikTok se explicar por trend com apologia à violência contra mulher


Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia O Ministério da Justiça enviou nesta terça-feira (10) um ofício ao TikTok dando cinco dias para a rede social se explicar sobre a trend "se ela disser não". Nela, homens simulam ações violentas contra mulheres caso elas dissessem não a pedidos de casamento. A pasta diz que a obrigação do TikTok não se limita à remoção de conteúdos específicos solicitada pela Polícia Federal (PF), mas sim promover a remoção imediata, independentemente de pedido. "A circulação massiva dos conteúdos da trend referenciada coloca em questão o cumprimento dos deveres de cuidado acima delineados — suscitando, em especial, a possibilidade de falha sistêmica", argumenta. O ofício é assinado por três secretários da pasta: o de Direitos Digitais, Victor Fernandes, o de Segurança Pública, Francisco Veloso, e o do Consumidor, Osny Filho. LEIA MAIS Delegado diz que autores de vídeos da trend 'caso ela diga não' podem responder por incitação ao crime 'Treinando caso ela diga não': vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a escalada de violência e recorde de feminicídios O governo pede, inicialmente, uma descrição detalhada das medidas técnicas e organizacionais para detecção e remoção proativa de conteúdo misógino. Nesse detalhamento, o TikTok deve esclarecer se há sistemas automatizados de moderação e análise de trends emergentes com potencial conteúdo ilícito, por exemplo. O Ministério da Justiça também quer informações se os mecanismos de recomendação, ou o feed algorítmico, e os de impulsionamento de conteúdo foram auditados quanto ao risco de amplificação de conteúdo misógino. Por fim, solicita dados sobre possível monetização dos conteúdos removidos ou sobre contraprestação pelo alcance em forma de patrocínio, anúncio ou formato relevante. Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok Entenda o caso Uma trend que circula no TikTok com a frase “treinando caso ela diga não” ganhou força nas redes sociais e tem gerado repercussão nas últimas semanas. Nos vídeos, os criadores simulam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes. Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca. 🔍 O g1 analisou vinte vídeos divulgados na plataforma, publicados entre 2023 e 2025. Os posts são de perfis de 883 até 177 mil seguidores, e acumulam mais de 175 mil interações na plataforma. Segundo o blog da Julia Duailibi, a Polícia Federal (PF) derrubou perfis e abriu inquérito para investigar os vídeos virais que simulam violência a mulheres. Isso ocorre em um contexto de recorde de feminicídios e escalada de violência contra as mulheres. O Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025. Ao todo, 1.470 mulheres foram mortas por esse tipo de crime no país ao longo do ano, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número supera os 1.464 casos contabilizados em 2024, que até então representavam o maior patamar da série histórica. Na média, os registros indicam que quatro mulheres foram assassinadas por dia no país no ano passado. O formato simples facilitou a reprodução do conteúdo. Muitos vídeos usam a mesma frase na tela e pequenas variações na encenação, algo comum em trends replicáveis da plataforma. Embora a tendência tenha voltado a circular com força entre criadores brasileiros no final de 2025, registros de vídeos com esse formato aparecem nas redes desde pelo menos 2023.

X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril


Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em abril o X Money, um sistema de pagamento digital do X. O anúncio faz parte do plano de Musk de transformar o X em um "aplicativo completo", e não apenas uma rede social. A rede social de Musk fez uma parceria com a Visa no ano passado para oferecer serviços de pagamento direto aos clientes do aplicativo de mídia social. Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227 bilhões, na cotação atual) e passou a chamar a plataforma de X. Desde a aquisição, o bilionário divulgou o plano de expandir a área de atuação da empresa, com o objetivo de oferecer streaming, mensagens, imagens, vídeos e pagamentos, por exemplo. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Veja os vídeos que estão em alta no g1

Meta compra Moltbook, rede social de agentes de IA


Moltbook: o que é real e o que é exagero na rede social pra agentes de IA? A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial, trazendo os fundadores da empresa para sua divisão de pesquisa de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. O desenvolvimento sinaliza uma intensa corrida entre os gigantes da tecnologia para adquirir talentos e tecnologia de IA, à medida que os agentes autônomos capazes de executar tarefas do mundo real deixam de ser novidade e passam a ser a próxima fronteira do setor. O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang. Schlicht e Parr vão começar a trabalhar na Meta Superintelligence Labs em 16 de março, de acordo com a Axios. A Meta não divulgou os termos financeiros do negócio. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro. Desde então, ele se tornou o centro de um debate crescente sobre o quanto os computadores estão próximos de possuir inteligência semelhante à humana. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, minimizou o site como uma provável moda passageira, mas disse que sua tecnologia oferece um vislumbre do futuro. "O Moltbook talvez (seja uma moda passageira), mas o OpenClaw não é", disse Altman. No mês passado, a OpenAI contratou Peter Steinberger, criador do OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot, que está apoiando o projeto de código aberto. Mike Krieger, diretor de produtos da Anthropic, disse que a maioria das pessoas ainda não está pronta para dar à IA total autonomia sobre seus computadores. Schlicht defendeu a programação do Moltbook, que ele afirma que foi criada com ajuda de IA, afirmando que "não escreveu uma única linha de código" para o site. Schlicht criou o Moltbook usando principalmente seu próprio assistente pessoal de IA, Clawd Clawderberg. A ascensão do Moltbook também trouxe riscos. A empresa de segurança eletrônica Wiz disse que a abordagem deixou uma grande falha que expôs mensagens privadas, mais de 6.000 endereços de email e mais de um milhão de credenciais. A Wiz disse que o problema foi corrigido depois de entrar em contato com a Moltbook.

TikTok remove vídeos que simulavam agressões contra mulheres após reportagem e investigação da PF; perfis seguem no ar


Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia O TikTok removeu vídeos associados à trend “treinando caso ela diga não” após reportagens e o início de investigação da Polícia Federal sobre o conteúdo, que simulava agressões a mulheres. Ao menos 20 posts mapeados pelo g1 foram retirados do ar após a plataforma solicitar links encontrados pela reportagem na segunda-feira (9). Nos vídeos, os criadores simulavam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes. Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca. Procurado, o TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. Os perfis seguem no ar. “Os referidos conteúdos violam nossas Diretrizes da Comunidade e foram removidos da plataforma assim que identificados. Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema. Não permitimos discurso de ódio, comportamento de ódio ou promoção de ideologias de ódio”, afirmou a plataforma. Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento Reprodução/TikTok A trend ganhou força nas últimas semanas, próximo ao Dia Internacional das Mulheres, e gerou repercussão nas redes sociais. O g1 analisou vídeos publicados entre 2023 e 2025 por perfis com 883 a 177 mil seguidores, que somavam mais de 175 mil interações na plataforma. Um dos vídeos que voltou a circular nas redes é o do influenciador digital Yuri Meirelles. Ele ficou conhecido após participar do clipe “Funk Rave”, de Anitta, e do reality show “A Fazenda”, onde conheceu a atual esposa, a também influenciadora Nathalia Valente. O casal tem um filho. Yuri soma cerca de 1,6 milhão de seguidores no Instagram e 1,7 milhão no TikTok. Após a repercussão do post, ele apagou o vídeo e publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. Segundo o influenciador, a publicação foi feita como "uma brincadeira". "Na época, foi uma brincadeira, uma trend que estava tendo, que você mostrava golpes que faria na sua mulher se ela não aceitasse o pedido de casamento", disse. "Há um ano atrás eu postei esse vídeo aqui no TikTok e hoje eu olho para trás e me dá uma vergonha absurda. Foi o maior absurdo que eu já postei na minha vida e eu vim aqui pedir perdão para vocês”. A circulação da trend também motivou a atuação de autoridades. A Polícia Federal (PF) instaurou um procedimento investigativo para apurar a divulgação de conteúdos que incitavam violência contra mulheres em perfis de redes sociais. Segundo a corporação, a apuração começou após o recebimento de denúncia sobre publicações associadas a uma tendência que incentivaria esse tipo de prática. Durante as diligências, a PF solicitou à plataforma a preservação dos dados e a retirada do material. “Também foram identificados outros vídeos vinculados à mesma tendência, que foram igualmente reportados e removidos. As informações reunidas serão analisadas para a adoção das medidas cabíveis”, acrescentou a PF em nota. Paralelamente, a Comissão de Segurança Pública da Câmara deve votar um requerimento para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue publicações do tipo e avalie eventual responsabilização criminal por apologia à violência contra mulheres. Para a pesquisadora Raquel Saraiva, presidente do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), conteúdos desse tipo tendem a se espalhar rapidamente porque geram alto engajamento nas plataformas. “As plataformas não gostam de remover conteúdo, principalmente esses conteúdos que são virais. Para o modelo de negócio delas é bom, traz lucro. Então elas lucram com esse tipo de conteúdo”, afirmou. Segundo ela, a lógica das redes favorece a disseminação desse tipo de material. “Certamente um vídeo dessa trend vai viralizar muito mais do que um vídeo educativo dizendo por que isso é violência contra a mulher”, disse. Os registros mais antigos desse formato aparecem em publicações feitas fora do Brasil, com vídeos em inglês que reproduzem a mesma ideia de simular reações violentas após uma possível rejeição feminina.

Fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano


Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026. Ele lidera o ranking de bilionários de 2026. REUTERS/Denis Balibouse A fortuna de Elon Musk subiu cerca de US$ 500 bilhões em um ano, mostrou a lista da Forbes dos bilionários de 2026, divulgada nesta terça-feira (10). O bilionário lidera o ranking de mais ricos deste ano, com uma fortuna acumulada em US$ 839 bilhões. No ano passado, ele acumulava US$ 342 bilhões. O ranking deste ano reúne 3.428 empresários, investidores e herdeiros — um recorde e 400 nomes a mais do que em 2025, segundo a revista. Juntos, eles acumulam uma fortuna estimada em US$ 20,1 trilhões, também um valor recorde e US$ 4 trilhões acima do registrado no ano passado. Os Estados Unidos concentram o maior número de bilionários, com 989, incluindo 15 dos 20 mais ricos do mundo. Em seguida aparece a China, incluindo Hong Kong, com 610, enquanto a Índia, com 229, ocupa um distante terceiro lugar. Para elaborar o ranking, a Forbes considerou preços de ações e taxas de câmbio de 1º de março de 2026. Veja a seguir as 10 pessoas mais ricas do mundo Elon Musk — US$ 839 bilhões — 54 anos — Estados Unidos — Tesla, SpaceX — Tecnologia Larry Page — US$ 257 bilhões — 52 anos — Estados Unidos — Google — Tecnologia Sergey Brin — US$ 237 bilhões — 52 anos — Estados Unidos — Google — Tecnologia Jeff Bezos — US$ 224 bilhões — 62 anos — Estados Unidos — Amazon — Tecnologia Mark Zuckerberg — US$ 222 bilhões — 41 anos — Estados Unidos — Facebook — Tecnologia Larry Ellison — US$ 190 bilhões — 81 anos — Estados Unidos — Oracle — Tecnologia Bernard Arnault & família — US$ 171 bilhões — 77 anos — França — LVMH — Moda & Varejo Jensen Huang — US$ 154 bilhões — 63 anos — Estados Unidos — Semicondutores — Tecnologia Warren Buffett — US$ 149 bilhões — 95 anos — Estados Unidos — Berkshire Hathaway — Finanças & Investimentos Amancio Ortega — US$ 148 bilhões — 89 anos — Espanha — Zara — Moda & Varejo Veja os vídeos que estão em alta no g1

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