segunda-feira, 9 de março de 2026

'Treinando caso ela diga não': vídeos simulam agressões a mulheres que recusam namoro e casamento, e viralizam no TikTok


Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento. Reprodução/TikTok Uma trend que circula no TikTok com a frase “treinando caso ela diga não” ganhou força nas redes sociais e tem gerado repercussão nas últimas semanas. Nos vídeos, os criadores simulam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes. Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca. 🔍 O g1 analisou vinte vídeos divulgados na plataforma, publicados entre 2023 e 2025. Os posts são de perfis de 883 até 177 mil seguidores, e acumulam mais de 175 mil interações na plataforma. Isso ocorre em um contexto de recorde de feminicídios e escalada de violência contra as mulheres. O Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025. Ao todo, 1.470 mulheres foram mortas por esse tipo de crime no país ao longo do ano, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número supera os 1.464 casos contabilizados em 2024, que até então representavam o maior patamar da série histórica. Na média, os registros indicam que quatro mulheres foram assassinadas por dia no país no ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O formato simples facilitou a reprodução do conteúdo. Muitos vídeos usam a mesma frase na tela e pequenas variações na encenação, algo comum em trends replicáveis da plataforma. Embora a tendência tenha voltado a circular com força entre criadores brasileiros no final de 2025, registros de vídeos com esse formato aparecem nas redes desde pelo menos 2023. Os registros mais antigos com esse formato aparecem em publicações feitas fora do Brasil. Em um dos exemplos localizados pela reportagem, publicado em março de 2025, um vídeo com a legenda em inglês “Me practicing just in case she says no” (“Treinando caso ela diga não”) acumulava mais de 115 mil curtidas na plataforma. Vídeo em inglês com a frase “Me practicing just in case she says no” (“Treinando caso ela diga não”) reúne mais de 115 mil curtidas e mostra formato semelhante ao que passou a circular entre criadores brasileiros. Reprodução O formato é semelhante ao que depois passou a circular entre criadores brasileiros, com simulações de reação violenta após a possibilidade de rejeição. No exterior, vídeos com pessoas simulando golpes em resposta a uma rejeição feminina também viralizaram. Reprodução/TikTok Procurado, o TikTok não se manifestou até a publicação desta reportagem. Para a pesquisadora Raquel Saraiva, presidente do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), conteúdos desse tipo tendem a se espalhar rapidamente porque geram engajamento nas plataformas. “As plataformas não gostam de remover conteúdo, principalmente esses conteúdos que são virais. Para o modelo de negócio delas é bom, traz lucro. Então elas lucram com esse tipo de conteúdo”, afirmou. Segundo ela, a circulação desses vídeos pode ser mais intensa do que conteúdos educativos que buscam explicar por que esse tipo de comportamento é violento. “Certamente um vídeo dessa trend vai viralizar muito mais do que um vídeo educativo dizendo por que isso é violência contra a mulher”, disse. A especialista afirma ainda que as próprias regras das plataformas proíbem conteúdos que incentivem violência, mas que, na prática, isso nem sempre ocorre. “Se elas não permitem e, ao mesmo tempo, estão mantendo no ar, existe uma falha de fiscalização para promover a remoção”, afirmou. Esfaqueada por dizer 'não'; quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil Recentemente, uma jovem de 20 anos foi esfaqueada mais de 15 vezes dentro de casa, no Rio de Janeiro, por um homem que insistia em namorá-la e não aceitou a rejeição. Ela sobreviveu após quase um mês internada. Homem é preso por tentativa de feminicídio no RJ; jovem levou mais de 15 facadas e está em estado grave Em Pernambuco, uma jovem de 22 anos foi esfaqueada e teve o corpo incendiado por um ex-colega de trabalho após recusar um relacionamento com ele. A vítima foi atacada com golpes de faca e o agressor ainda jogou solvente sobre ela antes de atear fogo. "Ele trabalhava com ela há um tempo, [...] e ele se apaixonou por ela. Só que ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade, porque ela achava que ele era uma coisa e se surpreendeu com coisas que ela não chegava a dizer sobre ele", contou a irmã da vítima. Em Minas Gerais, uma mulher de 38 anos morreu após ser atacada com golpes de canivete por um jovem que tentou forçar um beijo durante a negociação de um celular. Segundo a polícia, o ataque aconteceu depois que ela recusou a investida. “Ele disse que no momento da recusa da mulher, deu um ‘branco’ em sua cabeça e atingiu a vítima com vários golpes de canivete”, relatou o delegado. Reações à trend Após a repercussão da trend, alguns dos vídeos deixaram de aparecer nas buscas da plataforma ou foram removidos das páginas onde haviam sido publicados. Não há confirmação se as publicações foram apagadas pelos próprios autores ou retiradas pela rede social. A maior parte dos vídeos é publicada por pessoas que aparentam ser adolescentes ou jovens adultos. Nos comentários, os vídeos também geram reações divergentes entre usuários. Parte do público critica o conteúdo e afirma que violência contra mulheres não deve ser tratada como humor. “Violência contra as mulheres não é piada”, escreveu uma usuária em uma das publicações. Outros comentários classificam o conteúdo como “preocupante” ou dizem que “não tem graça nenhuma”. Em alguns casos, os próprios autores respondem às críticas. Em uma das interações, um criador respondeu com emojis de risada após ser criticado. Comentário de usuária critica vídeo da trend “treinando caso ela diga não”, enquanto criador responde com emojis de risada. Reprodução Em outra publicação, o autor afirmou que a intenção do vídeo era apenas fazer um meme e escreveu que quem não gostasse poderia simplesmente ignorar o conteúdo: “coloca que o conteúdo não te interessa e já era”. Usuária critica vídeo que simula agressão após rejeição; criador diz que a intenção era apenas humor. Reprodução A repercussão levou a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) a acionar o Ministério Público para investigar conteúdos que sugerem agressões contra mulheres após rejeição em abordagens amorosas. A parlamentar afirmou que vídeos desse tipo podem contribuir para a naturalização da violência contra mulheres nas redes sociais. “Na véspera do Dia Internacional das Mulheres, o que viraliza são homens incitando ódio... a misoginia, a violência... Por isso, acionei o Ministério Público para investigar esses perfis e outros que estão cometendo esse crime de incitar o ódio contra as mulheres”, afirmou a deputada. No ofício oficial enviado pela Deputada, a parlamentar denuncia a propagação de uma tendência digital misógina conhecida como “uppercut meme". O texto alerta que esse conteúdo, embora mascarado de humor, promove a banalização da violência de gênero e ganha força em plataformas como o TikTok no Brasil, e solicita uma investigação formal e maior rigor na moderação das redes sociais para proteger os direitos das mulheres. O material inclui ainda uma lista detalhada de perfis e links que disseminaram tais vídeos entre 2024 e 2025. O MP ainda não se manifestou. Jovem esfaqueada mais de 15 vezes recebe alta sob aplausos da equipe médica

Como funcionam os programas que recuperam mensagens de celulares e são usados pela PF em investigações


Fantástico mostra como funciona ferramenta que faz varredura em celulares apreendidos pela PF A Polícia Federal tem equipamentos que acessam dados de celulares sem a senha e ainda que eles estejam desligados. E usa técnicas para recuperar até mensagens apagadas. Mas como funcionam essas ferramentas? Programas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e dispositivos Android até mesmo quando eles estão bloqueados. Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012 que consegue compilar dados armazenados em celulares e permite fazer buscas por conversas e arquivos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma etapa importante para a investigação é preservar o dispositivo em um recipiente sem entrada e saída de ondas eletromagnéticas, seguindo o conceito da física conhecido como Gaiola de Faraday. Esse recipiente, que pode ser uma bolsa ou uma caixa, por exemplo, tem no interior um revestimento metálico que bloqueia sinais externos, como o de internet. O objetivo é evitar que o dono do aparelho consiga apagar dados remotamente. "O equipamento fica ligado, mas não consegue se comunicar com o Wi-Fi, com a antena da rede de celular. Não há contato com o mundo exterior, o que é o ideal", explicou ao g1 Wanderson Castilho, perito em segurança digital, em uma reportagem de janeiro de 2026. Segundo Castilho, a técnica usada para extrair os dados varia de acordo com a condição do dispositivo: se estiver com a tela bloqueada, é possível usar programas como Greykey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha de bloqueio e baixar informações ao se conectarem com o aparelho por um cabo USB; se estiver desligado ou danificado, pode-se adotar a técnica conhecida como chip off, em que componentes como o chip de memória são desmontados do aparelho e as informações contidas nele são transferidas para outro dispositivo. A licença de programas como Greykey e Cellebrite pode custar cerca de US$ 50 mil por ano (R$ 270 mil), revelou Castilho. Cellebrite UFED é o dispositivo que se conecta ao celular para extrair informações como arquivos e mensagens Divulgação/Cellebrite Perícia precisa ser rápida Apesar de arquivos e mensagens não serem apagados da memória com o passar do tempo, o ideal é que a extração por meio desses programas seja feita o quanto antes. Peritos têm essa pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, disse Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, que é salva. "Com algumas ferramentas, é possível achar essa senha e quebrá-la de um jeito muito mais fácil. Se desligar e ligar, fica mais difícil de quebrar". Alguns celulares são reiniciados automaticamente para evitar a extração da senha. A empresa que criou o Greykey disse em 2024 que uma atualização no iPhone faz o aparelho se desligar e ligar por conta própria se estiver bloqueado por mais de três dias. Mensagem de voz de reprodução única no WhatsApp Darlan Helder/g1 Acesso ao celular mesmo desligado Uma alternativa é usar o chip off, técnica de força bruta em que o aparelho pode ser desmontado para retirar componentes importantes para a investigação ou transferir dados para outros dispositivos. "O celular está desligado daquela forma como vemos a tela, mas você precisa mandar pulsos elétricos para fazer a extração", disse Castilho. "Desmonta, tira a tela, pega os componentes, principalmente a memória, e faz uma espécie de remontagem para fazer a extração".

Anthropic processa o governo Trump buscando reverter designação de 'risco à cadeia de suprimentos'


Chefões da OpenIA e da Anthropic se recusam a dar as mãos em evento A empresa de inteligência artificial Anthropic está processando o governo Donald Trump, pedindo que tribunais federais revertam a decisão do Pentágono de classificar a companhia como um “risco à cadeia de suprimentos” por ela se recusar a permitir o uso militar irrestrito de sua tecnologia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Anthropic entrou com duas ações judiciais separadas nesta segunda-feira (9): uma em um tribunal federal na Califórnia e outra no tribunal federal de apelações em Washington, D.C., cada uma contestando aspectos diferentes das medidas adotadas pelo Pentágono contra a empresa. Na semana passada, o Pentágono designou formalmente a empresa de tecnologia sediada em San Francisco como um risco à cadeia de suprimentos após uma disputa incomumente pública sobre como seu chatbot de IA, Claude, poderia ser usado em operações de guerra. LEIA MAIS Meta é acusada de expor nudez e dados de usuários com vídeos de óculos inteligentes Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard “Essas ações são sem precedentes e ilegais”, afirma o processo da Anthropic. “A Constituição não permite que o governo use seu enorme poder para punir uma empresa por seu discurso protegido. Nenhuma lei federal autoriza as medidas tomadas aqui. A Anthropic recorre ao Judiciário como último recurso para defender seus direitos e interromper a campanha ilegal de retaliação do Executivo.” A Anthropic afirmou que buscou restringir o uso de sua tecnologia em dois tipos de aplicações de alto nível: vigilância em massa de cidadãos americanos armas totalmente autônomas O secretário de Defesa Pete Hegseth e outros autoridades insistiram que a empresa deveria aceitar “todos os usos legais” do Claude e ameaçaram punições caso a companhia não cumprisse. Classificar a empresa como risco à cadeia de suprimentos impede a Anthropic de realizar trabalhos de defesa usando uma autoridade que foi criada originalmente para evitar que adversários estrangeiros prejudiquem sistemas de segurança nacional. Segundo relatos, é a primeira vez que o governo federal usa essa designação contra uma empresa americana. O presidente Donald Trump também afirmou que ordenará que agências federais deixem de usar o Claude. Ainda assim, deu ao Pentágono seis meses para eliminar gradualmente o produto, que está profundamente integrado a sistemas militares classificados, incluindo aqueles usados na guerra contra o Irã. Mesmo enquanto contesta as ações do Pentágono, a Anthropic tem tentado convencer empresas e outros órgãos governamentais de que a penalidade do governo Trump é limitada e afeta apenas contratantes militares quando usam o Claude em trabalhos para o Departamento de Defesa. Deixar essa distinção clara é crucial para a empresa privada, porque a maior parte de sua receita projetada de US$ 14 bilhões neste ano vem de empresas e agências governamentais que utilizam o Claude para programação de computadores e outras tarefas. Mais de 500 clientes pagam pelo menos US$ 1 milhão por ano para usar o Claude, segundo investimentos que avaliaram a Anthropic em US$ 380 bilhões.

Motorola lança Signature, concorrente ‘fininho' do Galaxy S26 Ultra


Moto Signature, lançamento da Motorola nesta segunda (9) Henrique Martin/g1 A Motorola anunciou nesta segunda (09) o lançamento do Moto Signature, celular topo de linha com sistema Android que concorre com o Galaxy S26 Ultra. O aparelho chega às lojas com preços a partir de R$ 9 mil, nas cores Carbon (azul-escuro) e Olive (verde-oliva). O maior destaque do Signature é ter uma bateria de maior capacidade que a dos concorrentes (5.200 mAh, contra 5.000 mAh do S26 Ultra), com uma espessura menor (7 mm, contra 7,9 mm do Samsung). Samsung Galaxy s26 Ultra (acima) e o Moto Signature (abaixo): diferença de menos de 1 mm Henrique Martin/g1 A diferença na espessura ocorre por conta da tecnologia de carbono-silício usada na bateria, que permite a construção de smartphones mais finos. Alguns fabricantes chineses têm lançado, desde o ano passado, celulares com essa tecnologia. Os telefones da Samsung e da Apple usam baterias de íons de lítio, mais grossas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas configurações técnicas, o Moto Signature utiliza um processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 5, com 12 GB ou 16 GB de RAM e armazenamento entre 256 GB e 1 TB. O carregamento rápido é de 90W e o sem fios, de 50W. O sistema de câmeras vem com 50 megapixels de resolução nos três sensores traseiros (principal, grande angular e zoom óptico de 3x). O zoom híbrido permite aproximar até 100x, como ocorre no S26 Ultra. A gravação de vídeo permite ainda usar a trava de horizonte, recurso que estabiliza a imagem independentemente da posição do celular. A câmera de selfies também tem 50 megapixels de resolução. Além do Signature, a companhia também lançou os smartphones Moto Edge 70 (R$ 4.500), Edge 70 Fusion (R$ 3.000), Edge 70 Fusion+ (R$ 3.500) e uma linha de acessórios. Smartwatch Moto Watch: R$ 1.499 Caixa de som Moto Sound Flow: R$ 1.999 Localizador Moto Tag 2: R$ 299 Na semana passada, a fabricante lançou em Barcelona o Razr Fold, seu primeiro dobrável de tela grande. O celular dobrável será lançado no Brasil ainda neste semestre, sem preço divulgado ainda. Motorola Signature, novo smartphone lançado no Brasil nas cores Olive (à esquerda) e Carbon (à direita) Divulgação Como o celular consegue filmar e manter o horizonte estável?

Celular que mantém o horizonte estável: como funciona a tecnologia que viralizou nas redes


Como o celular consegue filmar e manter o horizonte estável? As redes sociais foram tomadas nos últimos dias por vídeos que continuam com a imagem estável mesmo com o celular movimentado em várias direções. O aparelho em destaque é o Samsung Galaxy S26 Ultra, anunciado em fevereiro e previsto para chegar às lojas este mês. Mas ele não é o único com a função: alguns celulares da Motorola têm algo similar desde 2023, e câmeras de esportes e ação desde 2019 (GoPro) e 2025 (Insta360). O funcionamento do recurso, segundo as fabricantes, é resultado da combinação de dados de dois sensores: o acelerômetro e o giroscópio. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp O giroscópio detecta o movimento de rotação do celular, e o acelerômetro indica a direção do chão. O software da câmera e o processador do smartphone, então, combinam essas informações em tempo real para nivelar o vídeo no eixo horizontal. Assim, qualquer movimento para cima, para baixo ou de ponta-cabeça mantém o horizonte fixo na gravação. Alguns fabricantes, como a Insta360, também mencionam o uso de um recorte na área do sensor de imagem para manter a cena centralizada. Cortam-se as bordas para manter o centro nivelado. Tanto a Samsung quanto a Motorola alertam que é preciso ter boa iluminação no ambiente para obter resultados satisfatórios. Vídeos no TikTok testando a trava de horizonte do Galaxy S26 Ultra Reprodução Cada marca adota um nome diferente para a função. Na Samsung, chama-se "bloqueio horizontal" e está presente no Galaxy S26 Ultra, que custava a partir de R$ 11.500 nas lojas on-line no início de março. Na Motorola, o recurso é a "estabilização inteligente", disponível em modelos como o Edge 60, vendido por cerca de R$ 2.500 na internet. O Moto Signature, novo topo de linha da marca com lançamento previsto para este mês, também terá a funcionalidade. Filmando com o Galaxy S26 Ultra de ponta-cabeça em frente a um espelho Henrique Martin/g1 Já as câmeras da GoPro usam o termo "nivelamento de horizonte", presente em todos os modelos da marca, com produtos que custam na faixa de R$ 3.500. Veja a seguir opções das três marcas. GoPro Hero13 Black Motorola Edge 60 Samsung Galaxy S26 Ultra Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

sábado, 7 de março de 2026

'Meus pais estão vivos?': como apagão de internet afeta iranianos em meio à guerra


Ataque ao Irã: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático islâmico costuma cortar o acesso à rede sempre que ocorrem protestos antigoverno em massa no país. Durante a onda de manifestações em janeiro, que teria deixado milhares de mortos após a repressão brutal das forças de segurança, as autoridades impuseram um apagão da internet que durou semanas. O mesmo roteiro se repetiu durante a guerra de 12 dias com Israel em junho passado. Desde 28 de fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a internet voltou a ser cortada pelas autoridades iranianas, mergulhando o país em um apagão de informações. Na quinta-feira (5), a plataforma de monitoramento da internet NetBlocks contabilizava mais de 120 horas ininterruptas de apagão, com a conectividade ainda estagnada em torno de 1% dos níveis normais. Dentro do Irã, tarefas simples como o uso do Google Maps ou a busca de informações em sites tornaram-se impossíveis. Apenas a intranet local, extremamente limitada, permanecia disponível. Como os líderes do Irã planejam sobreviver diante da superioridade militar americana Conectividade de internet no Irã em 5 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país Reprodução/NetBlocks Preocupação dos iranianos no exterior O bloqueio restringiu severamente o fluxo de informações e comunicação, não apenas de dentro para fora do Irã, mas também no interior do país. Hayberd Avedian é membro do conselho da Ayande e.V., uma associação juvenil na Alemanha que se concentra em jovens com ascendência iraniana no mundo de língua alemã. Avedian disse que não poder se comunicar com seus entes queridos no Irã tem sido extremamente estressante e desafiador. "Quando acordo de manhã, minha primeira pergunta é: 'Meus pais ainda estão vivos? Estão ilesos?' Imediatamente verifico as notícias: quais áreas foram bombardeadas, onde houve ataques?", disse Avedian à DW. "Mesmo que eu não veja nenhum ataque onde eles moram, o medo permanece porque muitas vezes não consigo contatá-los", acrescentou. "Devido ao bloqueio da internet e das comunicações, é impossível sequer saber se eles estão bem. Eu sei que, numa situação dessas, até mesmo uma simples ida à padaria para comprar pão pode ser perigosa." Mitra B., de 50 anos, que deixou o Irã após a Revolução Islâmica de 1979 e agora vive na Alemanha, compartilhou preocupações semelhantes. "Ainda não tive notícias da minha tia no Irã. Minha esperança é que ela esteja viva, que esteja bem e que o Irã se liberte em breve deste regime", disse ela à DW. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger Uma bandeira preta e uma bandeira do Irã tremulam ao vento em Teerã Majid Asgaripour/WANA via Reuters Iranianos tentam contornar o bloqueio Embora a maioria dos iranianos esteja isolada do mundo digital, um grupo seleto de pessoas ligadas ao regime e seus apoiadores continua a desfrutar de acesso irrestrito à internet usando os chamados "chips brancos", cartões pré-pagos anônimos. Relatórios sugerem que existam mais de 50 mil desses chips no Irã, com muitos desses usuários permanecendo ativos nas redes sociais, disseminando propaganda do governo e narrativas enganosas. Para outros, no entanto, a comunicação tem sido um grande desafio. Telefonar para o Irã a partir do exterior, seja para celulares ou telefones fixos, é quase impossível. Alguns iranianos relataram breves momentos do dia em que conseguem se conectar e enviar mensagens. Muitos também recorreram a ferramentas para burlar a censura, como a plataforma de internet aberta Psiphon, redes virtuais privadas (VPNs) ou assinaturas ilegais da Starlink, provedora de internet via satélite de propriedade de Elon Musk, o que levou as autoridades iranianas a emitirem alertas para que as pessoas não se conectem à internet. A situação dificulta a cobertura jornalística do conflito e impede que ativistas e o público em geral compartilhem relatos independentes dos acontecimentos. Especialistas afirmam que isso também leva a uma onda de desinformação, já que relatos pró-regime ocupam esse vácuo de informações. Israel e Estados Unidos fazem nova rodada de ataques contra o Irã Jornal Nacional/ Reprodução Risco adicional aos iranianos A atual suspensão dos serviços de internet acarreta um risco adicional, já que os militares israelenses emitem regularmente alertas antes de lançar ataques aéreos, instando civis a evacuarem certas áreas ou evitarem locais específicos em cidades iranianas. Com o apagão digital, o acesso dos cidadãos a esses alertas fica cada vez mais limitado, colocando vidas de civis em risco. "Mesmo alertas importantes e pedidos de evacuação, como os emitidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), não chegam a muitas pessoas a tempo porque a internet no Irã é deliberadamente desligada", disse Avedian. Tahireh Panahi, pesquisadora da Universidade de Kassel no departamento de Direito Público, Direito da Tecnologia da Informação e Direito Ambiental, disse à DW que o apagão da internet "não é apenas um problema individual, mas também social". Ela destacou que isso dificulta a organização e a coordenação de protestos antigovernamentais em massa. "Além disso, o regime clerical garante que as informações sobre seus crimes não cheguem ao mundo exterior", observou. "É por isso que o fim do bloqueio da internet é essencial. Muitos iranianos exilados se sentem responsáveis por garantir que as informações saiam do país e que as pessoas possam ser ajudadas." Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã

'Sei quem nos protege': trend exalta segurança de Dubai e gera críticas após ataques do Irã


Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes Influenciadores de Dubai têm repetido nos últimos dias uma trend que tenta promover a segurança dos Emirados Árabes, em meio a ataques do Irã. "Você mora em Dubai, não tem medo?", diz a legenda. Ela é seguida por: "Não, porque eu sei quem nos protege". A trend ganhou força depois que o Irã lançou ataques com mísseis e drones na região em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, destacou a DW. A maioria dos projéteis foi interceptada, mas destroços acabaram causando incêndios e danos em hotéis de luxo. Quatro pessoas também ficaram feridas no Aeroporto Internacional de Dubai. Os vídeos ligam a proteção a Mohamed bin Rashid Al-Maktoum, emir de Dubai e primeiro-ministro dos Emirados Árabes, e seu filho Hamdan bin Mohammed Al-Maktoum, ministro da defesa do país. Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes Reprodução Nos comentários, usuários mostraram estranhamento com a quantidade de vídeos idênticos e acusaram influenciadores de serem pagos para fazer propaganda do país, segundo a DW. A atividade de influenciadores é regulada em Dubai. O Conselho de Mídia dos Emirados Árabes exige desde 2025 uma licença para criadores de conteúdo, aumentando a supervisão do governo. Influenciadores em Dubai também precisam evitar qualquer postagem que possa prejudicar a ordem pública, a religião, a moral ou a reputação do Estado. A Procuradoria-Geral dos Emirados Árabes reforçou que é proibido publicar conteúdo não verificado online. Qualquer informação deve vir apenas de canais oficiais. Alguns influenciadores continuaram postando seu conteúdo de ostentação e insistiram que tudo continua seguro e normal. "Tá tudo muito calmo. Igual sempre. Hoje foi bem tranquilo. Teve uma explosão de manhã. Fora isso, silêncio total", disse em um vídeo o influenciador alemão Fabio Menner. Já a atriz alemã Nathalie Bleicher-Woth postou nos stories: "Eu não sei o que posso ou não posso falar. Por isso apaguei as outras coisas". A influenciadora Zara Secret afirmou: "A gente não pode postar nada. Tive que apagar tudo". Outros publicaram vídeos se abrigando em porões ou reagindo aos mísseis em tempo real. "Cara, a janela quase voou. É, um foguete caiu em algum lugar por aqui", postou Julian Zietlow, influenciador alemão. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã

'Treinando caso ela diga não': vídeos simulam agressões a mulheres que recusam namoro e casamento, e viralizam no TikTok

Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição ...