quinta-feira, 2 de abril de 2026

Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China


Robotáxis ficam parados no meio da rua após pane na China Diversos robotáxis ficaram parados e atrapalharam o trânsito na cidade de Wuhan, no centro da China, na última terça-feira (31), segundo autoridades locais. A pane teria sido causada por uma falha no sistema dos modelos Apollo Go, da Baidu. A polícia recebeu relatos de que vários carros Apollo Go pararam no meio das ruas e não conseguiam se mover, segundo comunicado oficial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os passageiros conseguiram sair dos veículos em segurança, e não houve feridos, informou a polícia. A causa do incidente ainda está sob investigação. Pelo menos 100 veículos do Apollo Go foram afetados, disse um policial de trânsito em vídeo publicado pelo The Paper, de Xangai. Robotáxi Apollo Go, da Baidu, disponível na China PEDRO PARDO / AFP O policial acrescentou que, embora as portas dos carros pudessem ser abertas, alguns passageiros hesitaram em sair por causa do tráfego intenso e chamaram a polícia para pedir ajuda. Um vídeo verificado pela Reuters e publicado na versão chinesa do TikTok, o Douyin, mostrou veículos parados em ruas movimentadas, obstruindo o trânsito. A mídia local informou que alguns passageiros ficaram presos nos veículos por quase duas horas. A Baidu não respondeu ao pedido de comentário. O incidente reacendeu discussões nas redes sociais chinesas sobre a segurança e a confiabilidade dos robotáxis. Um robotáxi Apollo Go que transportava um passageiro caiu em uma vala de obra em Chongqing, em agosto. Três meses antes, um dos carros operados pela Pony.ai pegou fogo em uma rua de Pequim. Não houve feridos em nenhum dos casos. Uma queda de energia generalizada em São Francisco, no fim do ano passado, também fez com que robotáxis da Waymo parassem e causassem congestionamento. A Baidu é uma das maiores operadoras de frotas de direção autônoma da China, ao lado da Pony.ai e da WeRide. As empresas lançaram serviços comerciais de robotáxis em grandes cidades chinesas e expandiram as operações para mercados internacionais, incluindo o Oriente Médio. Pane faz diversos robotáxis Apollo Go ficarem parados no meio da rua em Wuhan, na China SOCIAL MEDIA via REUTERS

EUA contestam decisão em favor da Anthropic em meio a disputa por uso de IA em guerras


Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT O governo dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (2) que devem recorrer da decisão judicial que o impediu de aplicar punições contra a empresa de inteligência artificial a Anthropic. 🔎 EUA x ANTHROPIC: o governo americano trava uma disputa para ter o uso irrestrito de IA para fins militares. A empresa impõe limites por ser contra a adoção de suas ferramentas em sistemas de vigilância em massa de cidadãos e de armamento autônomos, por exemplo. Advogados do Departamento de Justiça dos EUA manifestaram o desejo de entrar com um recurso e terão até 30 de abril para apresentar seus argumentos, conforme o prazo definido pelo tribunal que analisa a proibição para punições contra a Anthropic. Na semana passada, o Departamento de Guerra dos EUA, também conhecido como Pentágono, foi impedido pela Justiça de classificar a Anthropic como um risco para a cadeia de fornecimentos, designação normalmente reservada a empresas de países adversários. A Justiça americana também derrubou a ordem do presidente Donald Trump para órgãos federais deixarem de usar a inteligência artificial da Anthropic. Tanto a medida de Trump quanto a do Departamento de Guerra foram anunciadas em 27 de fevereiro. Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard As "amplas medidas punitivas" tomadas pelo governo americano pareceram arbitrárias e poderiam "paralisar a Anthropic", afirmou a juíza Rita Lin, que impediu as duas punições contra a empresa por uma semana. "Nada na legislação vigente apoia a noção orwelliana de que uma empresa americana possa ser rotulada como uma potencial adversária e sabotadora dos EUA por expressar discordância com o governo", disse a juíza em referência ao autor de livros distópicos George Orwell. Ela afirmou que a decisão não obriga os EUA a usarem os produtos da Anthropic nem o impede de fazer a transição para outros fornecedores de IA. Um alto funcionário do Pentágono disse que a decisão era uma "vergonha". O subsecretário de Guera dos EUA, Emir Michael, afirmou que a medida "prejudicaria a plena capacidade" do secretário Pete Hegseth de "conduzir operações militares com os parceiros que escolher". Diversas entidades apresentaram pareceres jurídicos favoráveis à Anthropic, incluindo a Microsoft, associações comerciais, trabalhadores do setor de tecnologia, líderes militares aposentados e um grupo de teólogos católicos.

Irã afirma ter atacado data center da Oracle em Dubai


Irã ameaça atacar empesas e big techs ligadas aos EUA no Oriente Médio A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo um data center da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O g1 procurou a Oracle, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em seu site, a empresa diz que a operação na cidade segue normal. Essa não é a primeira vez nesta semana que o Irã mira big techs. Nesta quarta (1º), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º). De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região. Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”. O órgão, no entanto, não detalhou qual empresa foi atingida. Os episódios ocorrem depois da guarda ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação. Procurada pela agência Reuters, a Amazon não comentou diretamente o ataque específico. Ainda assim, segundo o Financial Times, instalações da AWS na região já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito. ista externa do escritório da Oracle em Wilson Boulevard, Arlington, Virgínia, EUA, 18 de outubro de 2019 REUTERS/Tom Brenner/Foto de Arquivo O comunicado iraniano Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã - 13h30 no horário de Brasília. "Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto. Veja quais são as 18 empresas sob ameaça: Boeing G42 Spire Solution GE Tesla JP. Morgan Nvidia Palantir Dell IBM Meta Google Apple Microsoft Oracle Intel HP Cisco LEIA TAMBÉM: INVASÃO: Israel vai ocupar sul do Líbano e destruir casas após guerra contra Hezbollah, anuncia ministro INFOGRÁFICO: EUA ampliam presença militar no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã GUERRA: Trump avalia encerrar guerra contra o Irã mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal

Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar


Gmail Unsplash/Solen Feyissa O Google começou a permitir mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de "@gmail.com"). A novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada gradualmente para todos os usuários. A alteração foi liberada mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. "2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele", escreveu. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Usuários que fizerem a mudança no endereço de Gmail também alteram o meio de acessar serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas. Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmail (saiba mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como mudar seu endereço no Gmail Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador. Em um teste do g1, o Google informou que ainda "não é possível mudar essa configuração para sua conta". Quando a alteração estiver disponível no Brasil, a página exibirá um botão "Mudar e-mail da Conta do Google". Após selecionar a opção, será preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém, clicar em "Mudar e-mail" e seguir as instruções na tela. Mudança em endereço do Gmail Divulgação/Google Você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e ainda poderá ser usado para acessar a sua conta. O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em "@gmail.com" para a conta durante 12 meses. Como mudar nome no Gmail Acesse o Gmail pelo computador; Clique em "Configurações" (símbolo de engrenagem no canto superior direito); Clique em "Ver todas as configurações"; Selecione "Contas e importação" ou "Contas"; Em "Enviar e-mail como", selecione "Editar informações"; Em "Nome", escreva como você deseja se apresentar no Gmail; Clique em "Salvar alterações".

ChatGPT testa sistema para identificar extremismo e encaminhar usuários a suporte


Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/ Usuários do ChatGPT que apresentarem sinais de extremismo violento poderão ser encaminhados para apoio especializado, por meio de uma nova ferramenta em desenvolvimento na Nova Zelândia, disseram os responsáveis pelo projeto.. O sistema deve combinar atendimento humano e chatbots para tentar reduzir riscos de violência. A startup neozelandesa ThroughLine, contratada nos últimos anos pela OpenAI (dona do ChatGPT) e também por empresas como Anthropic e Google, busca redirecionar usuários para apoio em situações de crise. Isso acontece quando há sinais de risco, como automutilação, violência doméstica ou transtornos alimentares. A iniciativa é a mais recente tentativa de abordar as preocupações com a segurança diante do número crescente de processos judiciais que acusam empresas de inteligência artificial de não impedir, e até incentivar, episódios de violência. Em fevereiro, a OpenAI foi ameaçada de intervenção pelo governo do Canadá. A medida ocorreu após a revelação de que o autor de um massacre em uma escola foi banido da plataforma sem que as autoridades fossem avisadas. A OpenAI confirmou a parceria com a ThroughLine, mas não deu mais detalhes. Já Anthropic e Google não responderam aos pedidos de comentário. Segundo o fundador da ThroughLine, Elliot Taylor, ex-assistente social que trabalhou com jovens, a empresa também estuda ampliar o serviço para incluir a prevenção ao extremismo violento. A ThroughLine está em negociações com o The Christchurch Call, uma iniciativa para combater o ódio online criada após o pior ataque terrorista da Nova Zelândia em 2019. Segundo Taylor, o grupo anti-extremismo fornecerá orientações, enquanto a ThroughLine desenvolve o chatbot de intervenção. "É algo que gostaríamos de avançar e fazer um trabalho melhor em termos de cobertura, para então poder dar um suporte melhor às plataformas", disse Taylor em entrevista, acrescentando que nenhum prazo foi definido. A startup de Taylor, que ele administra de sua casa na zona rural da Nova Zelândia, tornou-se uma referência para empresas de IA, oferecendo uma rede constantemente monitorada de 1.600 linhas de apoio em 180 países. Assim que a IA detecta sinais de uma possível crise de saúde mental, ela encaminha o usuário para o ThroughLine, que o conecta a um serviço disponível e operado por humanos nas proximidades. Mas o escopo da ThroughLine tem se limitado a categorias específicas, disse o fundador. A amplitude dos problemas de saúde mental que as pessoas revelam online explodiu com a popularidade dos chatbots de IA e agora inclui o envolvimento com o extremismo, acrescentou. Mais chatbots, mais problemas A ferramenta de combate ao extremismo provavelmente seria um modelo híbrido, combinando um chatbot treinado para responder a pessoas que apresentem sinais de extremismo e encaminhamentos para serviços de saúde mental presenciais, disse Taylor. "Não estamos usando os dados de treinamento de um modelo de linguagem básico", disse ele, referindo-se aos conjuntos de dados genéricos que as grandes plataformas de modelos de linguagem usam para formar textos coerentes. "Estamos trabalhando com os especialistas certos." A tecnologia está atualmente em fase de testes, mas ainda não há data definida para lançamento. Galen Lamphere-Englund, um consultor de contraterrorismo que representa o The Christchurch Call, disse que espera disponibilizar o produto para moderadores de fóruns de jogos e para pais e responsáveis ​​que desejam combater o extremismo online. Uma ferramenta de redirecionamento de chatbots foi "uma ideia boa e necessária, porque reconhece que o problema não é apenas o conteúdo, mas também a dinâmica do relacionamento", disse Henry Fraser, pesquisador de IA da Universidade de Tecnologia de Queensland. O sucesso do produto pode depender de questões como "quão bons são os mecanismos de acompanhamento e quão boas são as estruturas e os relacionamentos para os quais eles direcionam as pessoas na resolução do problema", disse. Taylor afirmou que as medidas de acompanhamento, incluindo possíveis alertas às autoridades sobre usuários perigosos, ainda estavam sendo definidas, mas levariam em consideração qualquer risco de desencadear comportamentos mais agressivos. Segundo ele, pessoas em sofrimento tendem a compartilhar online coisas que têm muita vergonha de dizer a alguém, e os governos correm o risco de agravar o perigo se pressionarem as plataformas a bloquear usuários que participam de conversas delicadas. Conforme um estudo de 2025 do Stern Center for Business and Human Rights, da Universidade de Nova York, a maior moderação associada ao extremismo por parte de plataformas, pressionadas pelas autoridades policiais, fez com que simpatizantes migrassem para alternativas menos regulamentadas, como o Telegram. "Se você conversar com uma IA, revelar a crise e ela encerrar a conversa, ninguém ficará sabendo do ocorrido, e essa pessoa poderá continuar sem apoio", disse Taylor.

Austrália anuncia restrições aos anúncios de apostas esportivas


Imagem ilustrativa de uma bet. Joédson Alves/Agência Brasil A Austrália vai restringir a publicidade de apostas esportivas, anunciou nesta quinta-feira (2) o primeiro-ministro Anthony Albanese. ➡️A publicidade de apostas esportivas tem uma grande presença nas emissoras de rádio e televisão australianas, com propostas para que a população arrisque seu dinheiro em todo tipo de competição, do surfe às corridas de cães. Albanese disse que os meios de comunicação só poderão veicular três anúncios do tipo por hora entre 6h00 e 20h30. Além disso, as propagandas serão proibidas em transmissões esportivas ao vivo durante o período mencionado e as empresas de apostas não poderão anunciar nos uniformes das equipes esportivas profissionais. "Estamos alcançando o equilíbrio adequado", afirmou Albanese em um discurso em Canberra. "Permitir que os adultos façam uma aposta se assim desejarem, mas garantindo que nossos filhos não vejam apostas em todos os lugares para onde olhem", acrescentou. Os australianos acumulam 17 bilhões de dólares (R$ 87 bilhões) em perdas anuais com esses jogos de azar, em uma população de 27 milhões. Ativistas contra as apostas defendem uma proibição total dos anúncios na Austrália. Polícia do DF faz operação contra lavagem de dinheiro com Bets

Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões e viu big tech quase quebrar


Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple Reprodução Vídeo Institucional Apple / Apple Fandom Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple, em 1976. Meio século depois, ele segue na empresa. No mercado de tecnologia, essa é uma história cada vez mais rara. Hoje, aos 64 anos, Espinosa é considerado o funcionário mais antigo da Apple. A trajetória dele foi destaque em uma reportagem do jornal "The New York Times", que contou como o veterano participa, até hoje, do desenvolvimento do sistema operacional da Apple TV. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Espinosa representa um perfil típico da geração baby boomer: profissionais que constroem toda a carreira em uma única empresa. Esse tipo de percurso se tornou incomum, sobretudo no Vale do Silício, onde trocar de emprego com frequência virou regra. Nascidos entre meados dos anos 1940 e o início da década de 1960, os baby boomers cresceram em um mercado de trabalho baseado na estabilidade. A promessa era clara: dedicação agora, segurança mais tarde. Como mostrou uma reportagem do g1 publicada em agosto no ano passado, gerações mais antigas entraram no mercado em um período de vínculos duradouros, benefícios garantidos e progressão de carreira atrelada ao tempo de casa. “O lema era: trabalho agora para viver melhor depois”, explicou o especialista em mercado de trabalho Ricardo Nunes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Foi nesse ambiente que surgiram profissionais como Espinosa. Pessoas que ficaram décadas na mesma empresa e ajudaram a construí-la passo a passo. Hoje, o cenário é outro. Profissionais mais jovens enfrentam um mercado marcado pela precarização, pela automação e pela alta rotatividade para conseguir avança na carreira, segundo Nunes. No setor de tecnologia, mudar de emprego a cada dois ou três anos se tornou algo comum. Uma carreira construída dentro da Apple Espinosa foi o oitavo funcionário da Apple. Na época, a empresa ainda funcionava na casa de infância de Steve Jobs e montava computadores manualmente. Ao longo de quase 50 anos, ele passou por várias funções. Trabalhou como programador, cuidou da documentação de produtos e, atualmente, atua no desenvolvimento do sistema da Apple TV. Ao Times, Espinosa descreveu o início da empresa como um período instável. Segundo ele, havia grandes promessas, mas também muita incerteza. Mesmo quando deixou a Apple por um curto período para estudar na Universidade da Califórnia, em Berkeley, ele manteve vínculo com a empresa. Trabalhou meio período e escreveu o extenso manual do Apple II, com mais de 200 páginas. A carreira também atravessou momentos difíceis. Nos anos 1980 e 1990, a Apple enfrentou crises e promoveu demissões em massa. Espinosa contou que só não foi desligado porque sua indenização seria alta, já que ele acumulava muitos anos de empresa. Sem diploma universitário e com experiência concentrada quase exclusivamente na Apple, ele chegou a pensar no futuro. Decidiu ficar. “Eu estava aqui quando acendemos as luzes. Posso muito bem ficar até que as apaguemos”, afirmou ao jornal. Além da estabilidade, funcionários antigos da Apple também se beneficiaram financeiramente do crescimento da empresa. Segundo o New York Times, Espinosa recebeu 2 mil ações da Apple após a abertura de capital, em 1980. O bônus fazia parte de um plano criado por Steve Wozniak para recompensar os primeiros funcionários. Hoje, essa quantidade de ações valem cerca de US$ 114 milhões, valor equivalente a R$ 588 milhões. Esse modelo é comum em empresas de tecnologia. Além do salário, trabalhadores recebem ações da companhia. Se a empresa cresce, os papéis se valorizam. Para quem permanece por muitos anos, o resultado pode ser uma fortuna. Espinosa não revelou detalhes atuais sobre salário ou bônus. Ainda assim, sua trajetória mostra como esse tipo de benefício pode pesar na decisão de ficar. A transformação da Apple Ao longo das cinco décadas de Espinosa na empresa, a Apple mudou radicalmente. Após o crescimento inicial, a companhia enfrentou crise financeira e perdeu o rumo nos anos 1990. A virada veio em 1997, com o retorno de Steve Jobs. Segundo Espinosa disse ao New York Times, os primeiros 20 anos da Apple foram marcados por "arrogância". Já as décadas seguintes redefiniram a eletrônica de consumo, com produtos como o iPod e o iPhone. Hoje, a Apple está entre as empresas mais valiosas do mundo. Vale trilhões de dólares e tem bilhões de dispositivos em uso. Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração Espinosa é considerado o funcionário mais antigo da Apple. Arquivo institucional Apple Espinosa representa um perfil típico da geração baby boomer: Vídeo Institucional Apple/ Reprodução

Robotáxis sofrem pane, param no meio da rua e obrigam motoristas a desviar em cidade na China

Robotáxis ficam parados no meio da rua após pane na China Diversos robotáxis ficaram parados e atrapalharam o trânsito na cidade de ...