segunda-feira, 2 de março de 2026

Irã tem novo apagão de internet em meio a conflito com EUA e Israel


Entenda como EUA e Israel infiltraram o espaço aéreo do Irã e neutralizaram as defesas do país em poucas horas A população do Irã enfrenta desde o último sábado (28) um apagão de internet que reduziu o nível de conectividade do país a menos de 1% do normal. O bloqueio aconteceu após uma ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano. Com a internet praticamente indisponível, cerca de 90 milhões de pessoas no Irã têm dificuldades para se comunicar, destacou nesta segunda-feira (2) o NetBlocks, iniciativa que monitora o funcionamento da internet ao redor do mundo. O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, confirmou no sábado (28) à TV Globo que a internet no país foi cortada e que a diplomacia enfrentava dificuldades para se comunicar com os brasileiros na região (veja no vídeo abaixo). Ataque ao Irã: entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Embaixador do Brasil no Irã relata falta de internet e dificuldade de comunicação com brasileiros A medida limita a divulgação de incidentes no Irã e a participação cívica em um momento crucial para o país após o assassinato do aiatolá Khamenei em ataques aéreos dos EUA e de Israel, disse o NetBlocks. "Enquanto a maioria dos países se esforça para manter a conectividade em tempos de conflito internacional, o Irã silenciou novamente sua própria população", afirmou. A declaração faz referência a outros bloqueios de internet impostos pelo regime iraniano. O apagão anterior aconteceu no início de janeiro, em resposta aos protestos contra o governo que tomaram as ruas do país desde o final de 2025. Os níveis de conectividade também caíram para cerca de 1% do padrão e afetaram até mesmo o sinal da Starlink, internet via satélite que costumava continuar funcionando em situações como essa. Não há informações sobre a situação atual da Starlink no Irã. "Bloqueios são uma tática recorrente do regime, sendo que o caso anterior, em janeiro, durou várias semanas e mascarou graves violações de direitos humanos", destacou o NetBlocks. LEIA TAMBÉM: Data center da Amazon é atingido nos Emirados Árabes, e serviços ficam instáveis no Oriente Médio 'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026 Conectividade de internet no Irã em 2 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país Reprodução/NetBlocks Qual é o histórico do Irã com a internet? O primeiro bloqueio de internet imposto pelo regime iraniano aconteceu em 2019, após manifestantes tomaram as ruas por conta de um aumento nos preços da gasolina. O segundo aconteceu em 2022, em meio aos protestos após a morte de Mahsa Amini, que havia sido presa por supostamente não usar o véu islâmico de forma adequada. Na ocasião, a internet da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, foi uma das principais alternativas para manter a comunicação. Com o crescimento do serviço, o uso de suas antenas se tornou ilegal no país. Em 2025, o Irã acusou o WhatsApp de espionar usuários do país e contribuir com Israel. A Meta, dona do aplicativo, disse que as mensagens são criptografadas e não podem ser acessadas por ninguém além do remetente e do destinatário.

Apple lança iPhone 17e, celular mais 'barato' da linha; veja preços e detalhes


iPhone 17e, lançado pela Apple nesta segunda (2) Divulgação A Apple apresentou nesta segunda-feira (2) o iPhone 17e, um modelo mais simples em comparação aos outros da linha, com a promessa de um "preço acessível". A pré-venda do modelo no Brasil começa no dia 09 de março, com valores a partir de R$ 5.799 na versão com 256 GB de armazenamento. É o mesmo do iPhone 16e de 128 GB em 2025. A empresa está lançando o smartphone em três cores (preto, rosa e branco) e em duas versões de armazenamento: 256 e 512 GB. Com o lançamento do iPhone 17e, Apple também retirou de linha o iPhone 15, lançado em 2023. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Seu visual lembra o do iPhone 14, e ele traz recursos semelhantes aos do iPhone 17 convencional, lançado em setembro do ano passado. Preços do iPhone 16e no Brasil iPhone 17e (256 GB): R$ 5.799 iPhone 17e (512 GB): R$ 7.299 O iPhone 17e tem uma tela Super Retina XDR OLED de 6,1 polegadas — o mesmo tamanho do iPhone 16 — e conta com um notch na parte frontal, onde fica o sensor do Face ID para desbloqueio facial. Na câmera traseira, o aparelho mantém apenas uma lente, agora com 48 megapixels – a mesma do iPhone 16e. A câmera de selfies também permanece com a mesma resolução do smartphone anterior, com 12 MP. O processador que o equipa é o mesmo do iPhone 17 convencional: o A19 Bionic. A companhia adotou um modem com chip C1X, uma evolução do chip presente no iPhone 16e. Segundo a Apple, o C1X é duas vezes mais veloz que o C1 do iPhone 16e e comparável ao modem do iPhone Air. A fabricante diz ainda que a bateria do iPhone 17e "dura o dia inteiro" e pode ser carregada em até 30 minutos usando um cabo USB-C compatível com recarga rápida. O iPhone 17e, diferentemente do antecessor, passa a ser compatível com recarga rápida em fios e acessórios com o padrão MagSafe. iPhone 17e com acessórios compatíveis com MagSafe Divulgação

Data Center da Amazon é atingido nos Emirados Árabes e serviços de nuvem ficam instáveis no Oriente Médio


Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo As instalações de computação em nuvem da Amazon no Oriente Médio enfrentaram problemas de energia e conectividade nesta segunda-feira (2) após “objetos não identificados" atingirem seu data center nos Emirados Árabes Unidos. 💡 Computação em nuvem é uma tecnologia que permite armazenar dados e operar sistemas pela internet, em servidores remotos, sem a necessidade de computadores ou servidores próprios. (saiba mais). Os "objetos não identificados" provocaram um incêndio no domingo, o que levou as autoridades a interromperem o fornecimento de energia para dois conjuntos de data centers da Amazon no país. A restauração completa dos serviços ainda deveria levar várias horas, segundo a página de status da Amazon Web Services (AWS), unidade de serviços de nuvem da Amazon. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Problemas localizados no fornecimento de energia afetaram serviços da AWS tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no vizinho Bahrein, de acordo com a página. O Abu Dhabi Commercial Bank informou que suas plataformas e aplicativo móvel ficaram indisponíveis devido a uma interrupção regional de tecnologia da informação. No entanto, a empresa não relacionou a falha diretamente ao incidente envolvendo a AWS. Embora a Amazon não tenha identificado os objetos, o incidente ocorreu no mesmo dia em que o Irã lançou uma série de drones e mísseis contra países do Golfo, em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel que mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Se confirmado, o ataque à instalação da AWS nos Emirados Árabes Unidos seria a primeira vez que um data center de uma grande empresa de tecnologia dos Estados Unidos é tirado do ar por ação militar. O episódio também pode levantar questionamentos sobre o ritmo de expansão das big techs na região. Gigantes de tecnologia dos EUA vêm posicionando os Emirados Árabes Unidos como um polo regional de computação para inteligência artificial, necessária para operar serviços como o ChatGPT. A Microsoft afirmou, em novembro, que pretende elevar seu investimento total no país para US$ 15 bilhões até o fim de 2029 e que utilizará chips da Nvidia em seus data centers locais. “Em conflitos anteriores, adversários regionais como o Irã e seus aliados atacaram oleodutos, refinarias e campos de petróleo em países parceiros do Golfo. Na era da computação, esses atores também podem mirar data centers, a infraestrutura de energia que sustenta a computação e pontos críticos de cabos de fibra óptica”, afirmou na semana passada o centro de estudos Center for Strategic and International Studies, sediado em Washington. Microsoft, assim como Google e Oracle — que também operam instalações nos Emirados Árabes Unidos — não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters. A AWS informou que a recuperação total dos serviços ainda deveria levar “muitas horas” tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no Bahrein. A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Trump diz que está orientando agências federais a deixarem de usar tecnologia da empresa de IA Anthropic


O presidente dos EUA, Donald Trump, faz o discurso do Estado da União no plenário da Câmara do Capitólio dos Estados Unidos Kevin Lamarque/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (27) que estava instruindo todas as agências federais a pararem imediatamente todo o uso da tecnologia da empresa de IA Anthropic. Atualmente, a companhia tem um contrato de US$ 200 milhões de dólares com o Pentágono. Segundo Trump, haveria uma fase de transição de seis meses para agências, como o Departamento de Defesa, que utilizam os produtos da companhia. “Estou instruindo TODAS as agências federais do governo dos EUA a CESSAR IMEDIATAMENTE todo uso da tecnologia da Anthropic. Não precisamos dela, não a queremos e não faremos mais negócios com eles!”, disse Trump em uma postagem no Truth Social. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A fala de Trump surge em meio a uma disputa entre o Pentágono e o laboratório de inteligência artificial Anthropic sobre preocupações com a forma como os militares poderiam usar a IA em uma guerra. A Anthropic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Criador do ChatGPT se recusa a posar de mãos dadas para foto com rival em evento de IA Chefões da OpenIA e da Anthropic se recusam a dar as mãos em evento

Garota recria foto que viralizou e virou meme nas redes sociais 10 anos depois


À esquerda, Arii atualmente, e à direita, a foto que viralizou e ganhou as redes sociais como meme. Reprodução/Instagram/@arii Não precisa ser um usuário crônico de redes sociais para ter visto a foto dela por aí. Basta um artista, série, música ou filme fazer sucesso, que a menina com moletom e bolsa pendurada reapareça. Dez anos depois, a influenciadora Arii recriou a imagem que a fez famosa no mundo inteiro. A imagem original foi feita dentro da casa da menina quando ela tinha apenas 15 anos. Na semana passada, a influenciadora celebrou uma década da foto viral. "10 anos depois… Feliz 'memeversário'", escreveu a jovem, que atualmente tem 25 anos e acumula mais de 2,5 milhões de seguidores só no Instagram.

Meta anuncia processos contra deepfakes no Brasil e na China


Logo da Meta, controladora do Facebook, em foto tirada em 28 de outubro de 2021 Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP A Meta anunciou ações judiciais contra várias pessoas e empresas que usam as imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas, informou o grupo de tecnologia americano em um comunicado. ➡️Os deepfakes, imagens hiper-realistas falsas geralmente criadas com inteligência artificial, são usados nas redes sociais para desinformar, aplicar golpes ou criar imagens sexualizadas de pessoas. A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou ações contra quatro anunciantes "que se fizeram passar por celebridades e marcas muito conhecidas para enganar e fraudar as pessoas", explica o comunicado. O que acontece com seus dados na internet quando você morre? No Brasil, a companhia processou Daniel de Brites por "uma operação de estelionato que utilizou deepfakes de um médico de grande prestígio para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória". Além disso, Brites "vendeu cursos em que ensinava as mesmas táticas", segundo a Meta. O portal UOL denunciou em 2025 a prática e mostrou como Brites prometia a seus alunos ganhos de 1.000 reais por dia. O médico Drauzio Varella é uma das figuras públicas que foram alvo de falsificação por Brites e afirmou que as ações judiciais da Meta são insuficientes. "Uma gota d'água em um oceano de estelionato contra a saúde pública", declarou o médico ao jornal O Globo. "São sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas", acrescentou. A empresa americana também processou Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes no Brasil. Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, uma empresa que se passava por celebridades para convencer pessoas a aderirem aos "chamados grupos de investimento". A companhia vietnamita Lý Van Lâm também foi alvo de uma ação da Meta por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp. Leia também: Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria Viih Tube perde quase R$ 7 mil em golpe digital e alerta seguidores

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão


Youtuber conhecido como Orochinho foi processado por mãe de criança exibida em vídeo Reprodução O influenciador digital Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 70 mil a uma criança e à mãe dela por ridicularizar a imagem da garota em um vídeo. O caso foi considerado encerrado pela Justiça em agosto, após o influenciador não se manifestar nos autos. Mas meses depois, ele apresentou defesa, disse que não recebeu a intimação judicial e pediu a anulação da sentença para se defender. O processo foi movido pela mãe de uma criança que foi tema de um vídeo de Orochinho, influenciador que tem mais de 4,5 milhões de inscritos no YouTube e 1,7 milhão de seguidores no Instagram. O Google também foi alvo da ação. A mãe argumentou à Justiça que desde 2022, após compartilhar um vídeo da filha recém-nascida, a criança se tornou alvo de inúmeros comentários ofensivos por sua aparência. Segundo ela, distorceram traços da bebê, como o nariz, olhos e bocas, para ridicularizá-la em inúmeras publicações e vídeos nas redes. LEIA MAIS: Quem posta memes com fotos de terceiros pode ser processado? Entenda o que diz a lei As ofensas foram intensificadas em 2023, segundo a mãe, após um vídeo publicado por Orochinho no qual ele fez comentários sobre uma reportagem que mostrou os impactos causados pela forma jocosa como a garota estava sendo tratada nas redes. O vídeo, intitulado “O tal bebê”, alcançou mais de 300 mil visualizações. Segundo os autos, a mãe chegou a denunciar o vídeo ao Google, mas a plataforma se limitou a informar que analisaria o caso e não removeu o conteúdo. Além disso, segundo a mulher, a imagem da criança aparecia na busca por “bebê feio” no Google. A defesa da mãe pediu que a Justiça impedisse Orochinho de mencionar qualquer atributo da criança, que o vídeo dele fosse excluído e que o canal do youtuber fosse removido da plataforma. Além disso, solicitou que o Google removesse qualquer relação entre a imagem da criança e a busca por “bebê feio”. Ela também cobrou indenização por danos morais e materiais do youtuber. De acordo com os autos, Orochinho foi notificado sobre o processo por meio de uma intimação recebida pelo porteiro do prédio em que ele mora. No entanto, o youtuber não apresentou defesa na ação, o que fez com que o processo fosse julgado à revelia – sem manifestação do réu. A condenação O juiz Ricardo Dal Pizzol, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmou em decisão que o vídeo representa “clara ofensa” à honra da criança e de sua mãe. Segundo ele, o conteúdo feito por Orochinho “serve como catalisador de ofensas”, que permitiu “uma reunião de comentários negativos relacionados exclusivamente à aparência” da bebê. O magistrado pontuou que o vídeo possui expressões ofensivas como “por*a do bebê", "bebê tem de sofrer bullying", "ô desgraça feia", entre outras. O juiz determinou a remoção do vídeo da plataforma e disse que a retirada do conteúdo não é ofensa ao direito de expressão, porque “a imagem, a intimidade e a honra também são bens jurídicos protegidos pela Constituição Federal”. Segundo ele, “houve abuso no exercício do direito de expressão, empregado sem fim legítimo e com o intuito de diminuir a personalidade das autoras, configurando ilícito de natureza civil passível de reparação.” Ele apontou que não havia nenhum valor informativo no conteúdo, apenas a intenção de ofender a mãe e o bebê. Youtuber tem mais de 4,5 milhões de seguidores Reprodução O Google bloqueou o vídeo do YouTube logo após a determinação judicial. Para o magistrado, não havia motivos para a remoção de todo o canal do youtuber, porque seria “medida desproporcional e que pode ensejar violação à liberdade de expressão”, porque a mãe e a criança não são citadas em outros vídeos do influenciador. O pedido de indenização por danos materiais foi negado, pois o magistrado mencionou que não houve comprovação de prejuízos financeiros causados pelo vídeo. O juiz também negou o pedido para que o Google excluísse todos os resultados da busca da imagem da criança nos termos “bebês feios” ou “feio”. O magistrado frisou que a defesa poderia enviar links que aparecem na busca do Google para remoção, mas não seria possível determinar algum tipo de exclusão de modo geral. Danos morais Os danos morais causados pelo vídeo estavam claros, segundo o juiz. Para definir o valor da indenização, ele disse que levou em consideração a repercussão do vídeo, o uso indevido e ofensivo da imagem da criança, a capacidade econômica da vítima e do réu, a monetização do vídeo e a “demonstração de ausência de qualquer empatia” por parte do youtuber, “que, em nenhum momento, preocupou-se com o efeito que o vídeo poderia ter no futuro da menor, em sua autoestima e em seu círculo de convivência.” Assim, ele determinou, em 18 de junho passado, que Orochinho pagasse R$ 35 mil à mãe e o mesmo valor à criança. O montante deve sofrer correção monetária e juros contados desde a publicação do vídeo. Em valores atuais, estaria em torno de R$ 83 mil. O Google não foi condenado, pois, segundo o juiz, “o provedor hospedeiro não é responsável pelos conteúdos que armazena, visto que não produz tais conteúdos (que são criados pelos usuários), nem está obrigado a fazer juízo prévio de valor quanto aos mesmos.” Em 20 de agosto, o prazo para manifestação das partes foi encerrado e o juiz declarou o trânsito em julgado da ação – quando não é mais possível recorrer da decisão. Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais A manifestação do youtuber Em outubro, Orochinho apresentou defesa, mesmo com o prazo já encerrado e com o processo em fase de execução da sentença. A defesa do youtuber apresentou uma medida chamada impugnação de cumprimento de sentença, uma forma de tentar anular a sentença para que pudesse apresentar a defesa. Ele alegou que a intimação foi recebida pelo porteiro de um endereço antigo dele e não foi encaminhada ao youtuber, que não sabia do processo. Isso, segundo a defesa dele, o impediu de ter o direito ao contraditório e à ampla defesa. Responsável pela defesa de Orochinho, o escritório Strobel Advocacia disse, em nota ao g1, que Pedro precisa ter a oportunidade de se defender. “Não tenho como entrar em detalhes em razão do sigilo, mas no processo foram atribuídas a ele falas que, na realidade, consistiam em comentários feitos por terceiros - e que foram pontuados por Pedro de maneira bastante crítica inclusive”, diz o comunicado. “Assim, as críticas acabaram sendo interpretadas como se fossem endosso pelos advogados da parte autora, mas isso não corresponde ao conteúdo do vídeo nem à real postura de Pedro em relação ao assunto. Basta assistir ao vídeo para entender que houve uma distorção argumentativa dos fatos promovida pela parte autor”, acrescenta. A defesa da mãe e da criança, representada pelo escritório Savoy & Garay, criticou a medida apresentada pela defesa do youtuber, pois afirmou se tratar de uma tentativa de “tumultuar o processo e postergar o andamento do feito, o que merece reprovação e não pode ser tolerado”. A defesa do influenciador agora aguarda resposta da Justiça ao pedido para anular a sentença, mesmo com os prazos de recursos já encerrados.

Irã tem novo apagão de internet em meio a conflito com EUA e Israel

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