sexta-feira, 1 de maio de 2026

SpaceX já gastou mais de US$ 15 bilhões em busca de foguete totalmente reutilizável


A SpaceX já gastou mais de US$ 15 bilhões no desenvolvimento de seu foguete de nova geração Starship, segundo o registro de IPO da empresa analisado pela Reuters — um valor muito superior ao custo do foguete Falcon, seu principal veículo atual, à medida que a companhia de Elon Musk se aproxima de uma década tentando aperfeiçoar um sistema de lançamento totalmente reutilizável. O futuro dos negócios mais lucrativos da SpaceX, enquanto a empresa avança rumo ao mercado com uma avaliação de US$ 1,75 trilhão, depende em grande parte da Starship — um sistema de foguete de dois estágios projetado para lançar maiores quantidades de satélites Starlink, transportar humanos à Lua e a Marte e, no futuro, colocar em órbita milhares de satélites de computação para inteligência artificial como alternativa a centros de dados na Terra. *Reportagem em atualização Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX

Os países onde as pessoas mais odeiam receber áudios do WhatsApp


Entre os mais ávidos defensores das mensagens de voz, estão os mexicanos Getty Images via BBC Em agosto de 2013, o aplicativo de mensagens WhatsApp (que, hoje, é de propriedade da empresa Meta) fez um anúncio ao público. Eles apresentaram, com relativamente pouco alarde, as mensagens de voz, uma função que permite enviar um fragmento de áudio para familiares e amigos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Sabemos que nada substitui o som da voz de um amigo ou familiar", declarou entusiasmadamente a empresa, naquele comunicado. Treze anos se passaram e receber um áudio de 10 minutos de um amigo, contando sobre uma complexa disputa familiar ou um drama no trabalho, é uma experiência que algumas pessoas adoram e outras detestam. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Em lugares como a Índia, o México, Hong Kong e os Emirados Árabes Unidos, as mensagens de voz quase se igualam em popularidade às mensagens de texto, como a forma preferida de comunicação eletrônica. Mas países como o Reino Unido não parecem ter absorvido totalmente a febre das mensagens de voz. O instituto YouGov divulgou em abril uma pesquisa envolvendo mais de 2,3 mil adultos britânicos. Ela revelou que as mensagens de voz se popularizaram ligeiramente no último ano, mas apenas 15% dos entrevistados se comunicam por áudio com regularidade (ou seja, várias vezes por semana). Tanto entre homens quanto mulheres, de todas as faixas etárias, incluindo a geração Z (os nascidos entre 1996 e 2012), as mensagens de voz foram o método de comunicação menos popular entre os britânicos entrevistados. Anteriormente, o YouGov já havia concluído que o Reino Unido é o país mais reticente em relação às mensagens de voz em um grupo de 17 nações, em sua maioria países ricos. Dentre os entrevistados, os que preferem enviar mensagens de texto para os seus contatos totalizaram 83%, enquanto apenas 4% se declararam partidários das mensagens de voz. A pesquisa do YouGov não incluiu o Brasil. Mas, em junho de 2024, o CEO (diretor-executivo) da Meta, Mark Zuckerberg, declarou que "os brasileiros enviam mais figurinhas, participam mais de enquetes e enviam quatro vezes mais mensagens de voz no WhatsApp do que qualquer outro país", segundo o portal G1. Mas por que as mensagens de voz geram tanta controvérsia? E por que elas tiveram tanto sucesso em alguns países, mas não conseguiram se consolidar no Reino Unido? Impulso para a felicidade Em 2011, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, avaliaram as variações hormonais de um grupo de crianças ao receber ligações telefônicas dos seus pais, em comparação com mensagens de texto. O estudo revelou que os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, diminuíam quando eles ouviam a voz dos pais em uma ligação telefônica. Já a oxitocina, o hormônio relacionado à formação de relações positivas e vínculo afetivo, aumentava. A pesquisa analisou chamadas telefônicas, não mensagens de voz. Mas sua principal conclusão (sobre a importância de ouvir a voz de um ente querido) pode ser igualmente relevante. O psicólogo Seth Pollak participou do estudo de 2011. Ele afirma que valeria a pena repeti-lo, concentrando-se especificamente nas mensagens de voz. "Acredito que seria interessante incluir uma gravação, na qual você ouvirá alguém falando, mas sem necessariamente responder àquilo que está sendo dito", explicou ele. Seu palpite é que uma mensagem de voz pré-gravada provavelmente "terá menos impacto" emocional que uma ligação telefônica ao vivo, que nos permite responder em tempo real ao que estivermos ouvindo. Milhões de pessoas usam o WhatsApp em todo o mundo, mas uma das suas ferramentas gera controvérsias globais Samuel Boivin/NurPhoto via Getty Images Paralelamente, o psicólogo Martin Graff, da Universidade do Sul do País de Gales, no Reino Unido, pesquisa a comunicação online e afirma que as mensagens de voz podem oferecer formas de comunicação com maior carga emocional. "Acredito que isso se baseie, possivelmente, no que antes chamávamos de teoria da riqueza dos meios de comunicação", explica ele. "[Isso] significa que, se você enviar 'conteúdo multimídia enriquecido [ou seja, não apenas texto, mas também voz], você irá transmitir uma emoção, que poderia levar ao que chamamos de redução da incerteza. Com isso, ficaremos mais seguros em relação à pessoa com quem estamos falando." Por isso, não é de se estranhar que aplicativos de encontros, como Bumble, Happn e Grindr, incorporaram a função de mensagens de voz nos últimos anos. Mas por que, então, muitos britânicos continuam tão obstinados contra esta função? O país partidário das mensagens de voz Para a professora de sociologia Jessica Ringrose, do University College de Londres, talvez o estilo de comunicação dos britânicos seja mais reservado do que outras culturas. Ela explica que as mensagens de voz são atraentes "se você realmente gostar de falar e tiver esse componente comunicativo e até performático nos seus relacionamentos". Mas isso, de forma geral, não é comum na cultura britânica, que costuma ser considerada relativamente reservada em relação às emoções. "Vejo os britânicos certamente menos propensos a enviar mensagens de voz e mais breves nas suas interações", afirma a professora. Mas ela reconhece que "é difícil não cair em estereótipos ao comentar este assunto". Frente à falta de dados científicos atualizados, realizei minha própria pesquisa, pouco científica. Sou britânica de ascendência indiana, o que me dá uma perspectiva privilegiada sobre dois países com sentimentos radicalmente diferentes em relação às mensagens de voz. A Índia é um dos países que mais apreciam as mensagens de voz. A pesquisa de 2024 do YouGov revelou que 48% dos indianos consultados prefere receber mensagens de voz ou gosta de recebê-las tanto quanto as de texto, contra apenas 18% dos britânicos. Por isso, comecei questionando amigos e conhecidos no Reino Unido. O caso é que eu adoro as mensagens de voz. Mas sei que minha irmã Ramya fica irritada com elas. "Odeio as mensagens de voz porque são muito desequilibradas", explica ela. "Para quem envia a mensagem de voz, é muito fácil. É só pressionar o botão e sair falando sem parar. Mas quem a recebe... precisa prestar total atenção." "Você recebe uma mensagem de voz de seis minutos e não sabe se estão contando que a casa pegou fogo, se o gato morreu ou se estão apenas falando que o dia deles foi bom", exemplifica ela. Gyasi é um estagiário da geração Z que faz parte da minha equipe. Ele conta que as mensagens de voz, para ele, parecem "um pouco chatas", principalmente porque você precisa de fones de ouvido para escutá-las. Embora pareça contraditório, já que os jovens britânicos são os que mais usam as mensagens de voz, a mãe de Gyasi — Buzz, de 53 anos — declarou que elas são uma forma prática de colocar em dia uma ligação que estava pendente. Por outro lado, Daniela, de 30 anos, comentou que "as mensagens de voz me estressam um pouco, pois, depois que você as abre, é obrigado a ouvir até o fim". O repórter da BBC especializado em temas LGBT e de identidade, Josh Parry, talvez seja o maior defensor das mensagens de voz que conheço. Às vezes, suas mensagens chegam a durar 15 minutos (não é exagero). "Acredito que elas podem transmitir um contexto muito útil, quando você fala de alguma coisa", explica ele. "Você pode discutir as coisas de uma forma que, talvez, seja mais difícil de escrever e pode também transmitir nuances. E são muito práticas em relação às mensagens de texto quando levo os cachorros para passear. Outra amiga, Naomi, é designer e empresária. Ela disse que as mensagens de voz são úteis quando ela está com as mãos ocupadas. "Adoro mandar mensagens de voz quando estou ocupada", ela conta. "Quando tenho muitas coisas para fazer, se as crianças estiverem por perto e quando estou tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo." "É uma boa forma de ficar um pouco mais conectada", afirma Naomi. O fator do idioma Na Índia, país dos meus ancestrais, quase a metade da população prefere as mensagens de voz ou, pelo menos, gosta tanto delas quanto das mensagens de texto. Isso significa que as mensagens de voz passaram a ser uma parte fundamental da comunicação no país. A filial indiana do WhatsApp lançou recentemente um anúncio de nove minutos, com apresentação impecável, contando a história de um casal recém-casado fictício em uma zona rural do país, que se apaixonou através das mensagens de voz. Mas, no outro lado do espectro, criminosos estariam preferindo enviar ameaças por mensagens de voz, não de texto. Alguns afirmam que tudo isso se deve ao idioma. Em culturas multilíngues, como a Índia, as mensagens de voz facilitam a mistura de idiomas. As pessoas que falam hinglish (como chamamos a mistura fluente de hindi e inglês) podem se comunicar com mais naturalidade falando do que escrevendo, por exemplo. A Índia é um dos países em que as pessoas tendem a usar mais as mensagens de voz para se comunicar nas redes sociais Getty Images via BBC Shreya é estudante universitária em Pune, no Estado indiano de Maharashtra, oeste da Índia. Ela conta que seu grupo de amigos usa principalmente as mensagens de voz "porque falamos muitos idiomas". "Assim, costumo alternar entre minha língua materna, o marati, e o inglês", ela conta. "Testei o teclado marati, mas é muito complicado de usar", segundo ela. Shreya conta que só conhece uma pessoa que usa o teclado marati para escrever: sua avó. Já Namratha tem 29 anos e mora em Khargar, perto de Mumbai, na costa oeste da Índia. Ela conta que, como as pessoas falam diversos idiomas no seu país, mas não sabem necessariamente ler e escrever em todos eles, as mensagens de voz facilitam a comunicação. "Eu posso saber o idioma deles, mas eles não têm conhecimento suficiente do meu para poderem escrever", explica ela. "Talvez eles saibam falar, mas não escrever." Mas algumas coisas realmente transcendem fronteiras, como a necessidade de fofocar. Shreya, por exemplo, conta que as mensagens de voz "também transmitem melhor a expressão... por isso, quando se trata de contar fofocas, o que esperamos é uma mensagem de voz". Existem poucas pesquisas na Índia a este respeito. Mas a professora de sociologia Kathryn Hardy, da Universidade Ashoka de Sonipat, no norte do país, acredita ser "muito plausível" que as mensagens de voz sejam particularmente populares entre as comunidades rurais e em regiões com menor nível de alfabetização. "Observamos como muitas tecnologias foram implantadas nas comunidades rurais de forma quase instantânea, exatamente porque elas não exigem que se saiba ler, nem escrever", explica ela. "Este parece ser o uso mais óbvio das mensagens de voz: eliminar o problema não só da alfabetização, mas também da fluência." Será que o idioma também pode ajudar a explicar a aversão britânica às mensagens de voz? Rory Sutherland, colunista da revista The Spectator, acredita que sim. "Na verdade, temos um idioma bastante eficiente", explica ele. "Em inglês, não é preciso digitar 16 letras para pedir desculpas, o que torna a comunicação escrita mais atraente." A diáspora É preciso também destacar a popularidade das mensagens de voz em países com grandes comunidades residindo no exterior. A Índia, por exemplo, tem a maior diáspora do mundo. São mais de 35 milhões de indianos e pessoas com origem no país vivendo fora da Índia e cerca de 2,5 milhões que se mudam para o exterior todos os anos. No México, 53% da população afirma que gosta de receber mensagens de voz. E o país também tem uma grande comunidade no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Talvez as mensagens de voz ofereçam às pessoas que vivem em diferentes fusos horários a possibilidade de se manterem em contato de forma mais assincrônica que as ligações telefônicas, embora mais pessoal que as mensagens de texto. Hardy apoia esta teoria. Como norte-americana que mora na Índia há quase uma década, as mensagens de voz permitiram que seus filhos mantivessem o contato com os avós nos Estados Unidos. "Usamos mensagens de voz entre 10 e 20 vezes por semana", comenta ela. "Enviamos muitas." "Por isso, suspeito que pelo menos uma parte desse uso [na Índia] seja intergeracional ou se deva às longas distâncias e grandes diferenças de horário." Etiqueta e fofocas Ainda não sabemos se as mensagens de voz provocam aquele aumento de oxitocina observado no estudo de 2011, sobre as ligações telefônicas. E a conclusão de um eventual estudo a respeito, seja ela qual for, não mudará necessariamente a opinião pública. Rory Sutherland acredita que exista aqui uma questão de cortesia. "Talvez isso tenha a ver com o idioma inglês ou com as características britânicas, mas espero que ainda conservemos uma vaga noção do que seja a etiqueta", declarou ele. "Eu diria que gravar uma mensagem de cinco minutos é falta de cortesia em relação a quem recebe." De minha parte, não posso deixar de pensar que, como muitos de nós nos sentimos cada vez mais distantes, as pequenas gravações dos nossos amigos ocupam lugar importante e deveríamos considerá-las um tesouro. Como diz meu amigo Josh, "espero que elas nunca desapareçam. As nossas fofocas seriam muito menos interessantes se não houvesse as mensagens de voz."

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Zuckerberg atribui demissões em massa na Meta a investimento em IA e não descarta novos cortes


Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park REUTERS/Carlos Barria O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, atribuiu as demissões em massa planejadas na controladora do Facebook ao aumento dos investimentos em inteligência artificial. Ele também não descartou novos cortes de pessoal, em comentários feitos a funcionários durante uma reunião da empresa nesta quinta-feira (30). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Temos basicamente dois grandes centros de custo na empresa: infraestrutura de computação e coisas voltadas para as pessoas", disse Zuckerberg. "Se estivermos investindo mais em uma área para atender à nossa comunidade, isso significa que teremos menos capital para alocar na outra. Portanto, isso significa que precisamos reduzir um pouco o tamanho da empresa", acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Segundo Zuckerberg, os cortes na força de trabalho não estão relacionados à reorganização das equipes da Meta em torno de uma nova estrutura "nativa de IA", nem aos esforços para criar agentes de IA capazes de executar tarefas de trabalho de forma autônoma. O silêncio que a empresa vinha mantendo sobre as demissões em massa gerou indignação entre funcionários da Meta. Isso ocorre em meio a anúncios sobre a “transformação” organizacional orientada para IA, bem como uma nova iniciativa para rastrear movimentos do mouse, cliques e pressionamentos de teclas dos funcionários para treinar agentes de IA. Em alguns casos, os funcionários criticaram abertamente Zuckerberg e outros líderes da empresa no fórum interno de mensagens da Meta sobre as mudanças, de acordo com cópias dos comentários vistos pela Reuters. "Fazer com que todos usem internamente as ferramentas de IA e fazer o trabalho de forma mais eficiente não é o que está causando as demissões", disse Zuckerberg aos funcionários, embora tenha acrescentado que "veremos como todas essas coisas evoluem" e disse que a empresa "poderá compartilhar mais em breve". A sessão desta quinta-feira marcou a primeira vez que Zuckerberg se dirigiu diretamente aos funcionários sobre as demissões em massa desde que a Reuters noticiou o plano pela primeira vez, em março. A Meta pretende demitir cerca de 10% de sua força de trabalho em 20 de maio e está planejando cortes adicionais para o segundo semestre do ano. Zuckerberg e outros executivos confirmaram as demissões em massa de maio, mas se recusaram a falar sobre outros planos além desse. "Eu gostaria de poder dizer a vocês que tenho um plano de bola de cristal para os próximos três anos sobre como tudo isso vai se desenrolar. Não tenho. Acho que ninguém tem", disse ele.

'Não li as letras miúdas', diz Musk durante julgamento contra a OpenAI


Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. Godofredo A. Vásquez/AP Photo O bilionário Elon Musk discutiu com o advogado da OpenAI, criadora do ChatGPT, nesta quinta-feira (30). O empresário entrou com uma ação judicial contra a empresa e seu cofundador, Sam Altman, em 2024, alegando que a organização traiu sua missão original de operar como uma entidade sem fins lucrativos. Durante o interrogatório, o advogado da OpenAI, William Savitt, pressionou Musk sobre se ele havia lido um documento de termos enviado por Altman em 31 de agosto de 2017, relacionado à transição da OpenAI para uma organização com fins lucrativos sob supervisão. "Meu depoimento é que eu não li as letras miúdas, apenas a manchete", afirmou o bilionário, vestindo terno e gravata escuros e uma camisa branca. A OpenAI afirmou que Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, é movido por uma compulsão de controlar a empresa e estaria ressentido com seu sucesso após deixar o conselho em 2018. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 A empresa também afirmou que Musk não priorizou questões de segurança enquanto esteve à frente da OpenAI e que agora tenta impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI — uma unidade da SpaceX que ainda está atrás da OpenAI em termos de adoção por usuários. A OpenAI liderou a popularização da inteligência artificial com o chatbot ChatGPT e vem captando bilhões de dólares de investidores para expandir sua capacidade computacional, mirando uma possível oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões). Musk busca mudanças fundamentais na governança da empresa, além de uma indenização de US$ 150 bilhões (R$ 748,3 bilhões). 'Você me interrompeu' Em alguns momentos, Musk demonstrou frustração com o interrogatório conduzido por Savitt. "Poucas respostas serão completas, especialmente quando você me interrompe o tempo todo", disse Musk. A juíza distrital dos Estados Unidos, Yvonne Gonzalez Rogers, advertiu posteriormente Savitt por não deixar Musk responder a uma pergunta, mas rejeitou as queixas do bilionário de que o advogado estivesse conduzindo mal o interrogatório. Musk também foi questionado sobre por que não processou a OpenAI anteriormente e sobre como e por que não percebeu que a empresa se tornaria uma entidade com fins lucrativos. Savitt apontou repetidamente para e-mails enviados a Musk por outros fundadores da OpenAI, nos quais era discutida a possibilidade de a companhia, em algum momento, deixar de disponibilizar sua tecnologia ao público ou passar a lucrar com ela. "Sam Altman e outros me garantiram que a OpenAI continuaria como uma organização sem fins lucrativos", disse Musk. Ao ser questionado, Musk afirmou ainda que sua empresa, a xAI, utilizou a OpenAI para treinar seus próprios modelos, acrescentando: “É prática comum usar outras inteligências artificiais para validar a própria IA.” Savitt também pressionou o bilionário sobre mensagens de texto e e-mails que indicariam que ele, em alguns momentos, demonstrou abertura à criação de uma entidade com fins lucrativos e que Altman o mantinha informado sobre os investimentos da Microsoft na OpenAI. Altman e o presidente da OpenAI, Greg Brockman, estiveram presentes no tribunal durante grande parte do depoimento de Musk, acompanhando o interrogatório atentamente. Musk foi dispensado após mais de duas horas de interrogatório e, em seguida, seu principal assessor, Jared Birchall, prestou depoimento. US$ 150 bilhões em danos A OpenAI, fundada em 2015, evoluiu de um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos, criado no apartamento de Brockman, para uma empresa avaliada em mais de US$ 850 bilhões (R$ 4,2 trilhões), que planeja abrir capital. Musk busca uma indenização de US$ 150 bilhões da OpenAI e da Microsoft, uma de suas principais investidoras, com o valor destinado ao braço filantrópico da OpenAI. Musk também quer que a OpenAI volte a ser uma organização sem fins lucrativos, com a destituição de Altman e Brockman de seus cargos de diretores e a remoção de Altman do conselho. As alegações incluem quebra de dever fiduciário e enriquecimento ilícito. "Não acho que se deva transformar uma organização sem fins lucrativos em uma empresa com fins lucrativos", disse Musk em resposta às perguntas de Savitt. "Não há nada de errado em ter uma organização com fins lucrativos, você só não pode roubar uma instituição de caridade." A OpenAI afirmou ter criado uma entidade com fins lucrativos para poder aceitar investimentos privados, que ajudariam a ampliar seu poder computacional e a remunerar cientistas altamente qualificados. Musk acusou a OpenAI de abandonar sua missão original de desenvolver inteligência artificial em benefício da humanidade. Steven Molo, advogado de Musk, argumentou no tribunal que o depoimento de especialistas sobre a capacidade da IA ​​de extinguir a humanidade deveria ser admitido como prova, afirmando: "O risco de extinção é um problema real. Este é um risco real. Todos nós podemos morrer." A juíza respondeu: “Acho irônico que seu cliente, apesar desses riscos, esteja criando uma empresa exatamente no mesmo setor”, referindo-se à xAI, empreendimento de inteligência artificial de Musk que agora faz parte da SpaceX. A juíza não permitiu o depoimento, afirmando: “Este não é um julgamento sobre os riscos de segurança da inteligência artificial.” O julgamento começou na segunda-feira e deve durar várias semanas. As próximas testemunhas, após o depoimento de Birchall, devem ser Brockman e o especialista em segurança de inteligência artificial Stuart Russell. *Com informações da agência de notícias Reuters.

China lança campanha contra uso indevido de IA


Pessoa digitando computador FreePik A Adminsitração do Ciberespaço da China (CAC, na sigla em inglês), o principal órgão regulador da internet no país, está lançando uma campanha contra o uso indevido de inteligência artificial. As informações foram divulgadas por meio de um comunicado nesta quinta-feira (30). A campanha deve acontecer em duas fases e durar quatro meses. Segundo o órgão, a ação visa combater "práticas ilícitas em aplicativos de IA" e terá como alvo a fraca revisão de segurança, o "envenenamento" de dados e as falhas nos registros em modelos de IA, além da rotulagem inadequada de conteúdo gerado inteligência artificial. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 A campanha também visará o uso indevido de conteúdo gerado por IA, incluindo informações falsas, conteúdo "violento e vulgar", falsificação de identidade e conteúdos que prejudiquem menores de idade. Ainda de acordo com o CAC, as autoridades removerão o conteúdo ilegal e nocivo e punirão as contas e plataformas online que não estiverem em conformidade, afirmou. *Esta reportagem está em atualização

Anatel suspende leilão da faixa 700 MHz após decisão da Justiça


Anatel suspende leilão da faixa 700 MHz após decisão da Justiça Júlia Martins/g1 A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou nesta quinta-feira (30) que o leilão de frequências na faixa de 700 MHz foi suspenso de maneira temporária pela Justiça. A decisão liminar foi proferida pela 10ª vara cível federal de São Paulo na noite de quarta-feira como parte de um mandado de segurança coletivo apresentado pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp). De acordo com o presidente da Comissão Especial de Licitação (CEL) da Anatel, Vinicius Caram, a agência está tomando "todas as medidas cabíveis para a reversão da decisão". A retomada do certame depende de nova decisão judicial, acrescentou Caram. O leilão envolve autorizações de uso de radiofrequências nas subfaixas de 708 MHz a 718 MHz e de 763 MHz a 773 MHz. Além de fortalecer o 4G, a faixa de 700 MHz também ajuda a ampliar o alcance do 5G.   Anteriormente, a agência disse que o investimento previsto é de R$2 bilhões.  Ao todo, oito operadoras participam do leilão: Claro, TIM, Telefônica Brasil, Amazônia Serviços Digitais, Brisanet, IEZ! Telecom, MHNet e Unifique.

Câmeras digitais portáteis voltam à moda com nostalgia e design surpresa


Kodak Charmera Divulgação A mistura de nostalgia com a tendência de comprar produtos “no escuro” tem impulsionado a popularidade das câmeras digitais portáteis entre jovens e colecionadores. Inspiradas em objetos de desejo dos anos 2000 (ou muito antes), essas câmeras apostam no mistério do design surpresa, semelhante ao fenômeno dos brinquedos Labubu. O principal destaque é a Kodak Charmera. Ao comprar, o consumidor escolhe apenas a caixa, sem saber qual será a cor da câmera: amarela, vermelha, azul, preta, branca ou colorida. 💡 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia no seu e-mail. Vídeos em alta no g1 Existe ainda uma versão rara, com caixa transparente, cuja chance de encontrar é de 1 em 48, reforçando o apelo colecionável. Opções de cores da câmera Kodak Charmera, incluindo a edição secreta transparente Reprodução Apesar do visual divertido, as câmeras têm limitações técnicas. A resolução é baixa, em torno de 1,6 megapixel, bem distante dos 50 megapixels de smartphones atuais (ou até mais). As fotos saem opacas, com pouco contraste e cores suaves, além de filtros e molduras que simulam o efeito de câmeras analógicas dos anos 1980. Outro ponto é a ausência de conectividade: para transferir as imagens, é preciso retirar o cartão de memória ou conectar a câmera ao computador, como se fazia antigamente. Para quem busca mais praticidade, há alternativas como a Instax Pal, da Fujifilm, com um visual mais diferentão. O modelo permite transferir fotos via bluetooth para o app do celular e compartilhar diretamente nas redes sociais, mantendo o charme das molduras instantâneas da marca. Fotos feitas com a Fujifilm Instant Pal Henrique Martin/g1 Nas lojas online, é possível encontrar tanto a Instax Pal quanto a Kodak Charmera e outros modelos portáteis – incluindo alguns com capacidade de gravar vídeos, como a G5 Auto, em formato de carrinho de brinquedo. Os preços variam de R$ 300 a R$ 540, conforme pesquisa realizada no final de abril. Veja uma seleção de itens a seguir. Kodak Charmera FujiFilm Instax Pal Flexsmart Retrosnap Mini camera G5 Auto Retro TLR Camera Magecam Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

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