sábado, 11 de abril de 2026

Quem é Satoshi Nakamoto? Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin


Adam Back, indicado por investigação do NYT como possível criador do bitcoin Getty Images Quem criou o bitcoin? Dezessete anos depois, a pergunta continua sem resposta. Em 31 de outubro de 2008, foi publicado o white paper intitulado "Bitcoin: Um Sistema de Dinheiro Eletrônico Peer-to-Peer" (documento técnico que descreve o funcionamento e os fundamentos de uma tecnologia), assinado por Satoshi Nakamoto — um pseudônimo. Assim como outras figuras contemporâneas envoltas em anonimato — da autora napolitana Elena Ferrante ao artista de rua britânico Banksy — a identidade por trás de Nakamoto permanece um mistério. Há, no entanto, um elemento que torna tudo ainda mais intrigante: uma simples busca na internet coloca Nakamoto em diferentes listas das pessoas mais ricas do mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como alguém que revolucionou o sistema financeiro, criando um sistema de transação global descentralizado de governos, deu origem a uma indústria avaliada em US$ 2,4 trilhões e acumulou uma das maiores fortunas do planeta poderia continuar completamente anônimo — e, ao que tudo indica, sem jamais tentar reivindicar publicamente esse poder? Satoshi Nakamoto nunca movimentou suas bitcoins, e sua última interação pública aconteceu em 2010, por meio de um post no fórum BitcoinTalk, um fórum online onde os usuários se reuniam para discutir o software, a economia e a filosofia da moeda digital. Último post de Nakamoto no Bitcointalk, lançando uma nova versão do Bitcoin (0.3.19) e explicando ajustes técnicos BBC Lista de 'suspeitos' Sua identidade, desde a criação do sistema, é cercada por teorias. Há quem suponha que, quem quer que esteja por trás do nome, já não esteja mais vivo — já que não há qualquer indício de atividade desde 2010. Outros acreditam que se trate de alguém que já acumulava grande fortuna em outras áreas de negócio e que, por isso, nunca precisou recorrer aos bilhões associados a criptomoeda. Diversos nomes já foram apontados como, potencialmente, a verdadeira identidade do criador do bitcoin. Ao longo dos anos, uma longa lista de "suspeitos" surgiu. Em 2014, a revista americana Newsweek publicou uma reportagem de grande repercussão afirmando que o criador da criptomoeda seria Dorian Nakamoto, um nipo-americano radicado na Califórnia. Ele negou, e a teoria acabou sendo amplamente desacreditada. No ano seguinte, o cientista da computação australiano Craig Wright foi apontado por jornalistas como o verdadeiro Satoshi. Ele primeiro negou, depois passou a afirmar que era, mas nunca conseguiu comprovar — e, em 2024, o Tribunal Superior de Londres concluiu que Wright não é o criador do bitcoin, após considerar que ele apresentou documentos falsos e fez alegações enganosas por anos. Outros nomes também já foram levantados, celebridades como o bilionário Elon Musk — que também negou qualquer envolvimento — e até Jeffrey Epstein, também bilionário e que foi condenado por abusos sexuais. Nenhuma dessas hipóteses resistiu ao escrutínio, e agora, uma nova investigação do New York Times aponta para outro nome, já levantado em outras ocasiões: Adam Back, um criptógrafo britânico altamente ativo na comunidade de bitcoin. Evidências sobre Adam Back O texto do New York Times sobre a possibilidade de Adam Back ser o verdadeiro criador da criptomoeda aponta que, ao longo dos últimos 16 anos, as teorias mais atraentes se apoiaram em coincidências que se encaixavam no pouco que se sabe sobre Satoshi: um estilo específico de programação, um histórico profissional nebuloso, domínio dos conceitos técnicos centrais do Bitcoin e até uma visão de mundo crítica ao Estado. Ainda assim, essas hipóteses costumavam ruir diante de álibis ou inconsistências. A reportagem destaca paralelos em relação à Beck: ele é o criador do Hashcash, um sistema de prova de trabalho citado diretamente no white paper do Bitcoin; participou ativamente das discussões iniciais sobre criptografia e dinheiro digital; e usava expressões e construções linguísticas semelhantes às encontradas nos textos atribuídos a Satoshi. Além disso, análises apontam que sua atividade online diminui em períodos que coincidem com a atuação mais intensa de Satoshi — e volta a crescer após o desaparecimento do pseudônimo. O texto também chama atenção para características da escrita de Satoshi, que misturava ortografia britânica com expressões americanas. Para alguns, isso poderia indicar uma tentativa deliberada de disfarce. Mas há um indício que aponta na direção oposta: na primeira transação registrada no blockchain, Satoshi incluiu a manchete de um jornal — "The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks" — publicada na edição impressa britânica do The Times, o que indica uma conexão com o Reino Unido. Sua trajetória acadêmica e profissional, desde o interesse precoce por codificação até a atuação em comunidades que discutiam dinheiro digital anônimo, também se encaixa no perfil esperado do criador da criptomoeda. Ao mesmo tempo, há pontos que complicam essa hipótese: Back apresentou e-mails de 2008 mostrando que Satoshi entrou em contato com ele antes da publicação do white paper, o que, em tese, indicaria que eram pessoas diferentes — embora o próprio texto levante a possibilidade, ainda que especulativa, de que essa troca pudesse ter sido criada como forma de despistar. A reportagem também aponta paralelos mais sutis — e, em alguns casos, mais ideológicos — entre Back e Satoshi. Ambos demonstravam uma visão libertária sobre dinheiro e Estado, defendendo o uso da criptografia como forma de reduzir o poder governamental. Há coincidências curiosas: Back questionou, anos antes, as restrições ao ouro nos EUA — tema que Satoshi parece ter referenciado simbolicamente ao indicar sua data de nascimento; os dois também compartilhavam uma preocupação incomum com spam e propunham soluções semelhantes para lidar com mensagens indesejadas usando sistemas de custo computacional. Além disso, Back já defendia o uso de pseudônimos e estratégias para escapar da vigilância estatal — algo que dialoga diretamente com o anonimato extremo de Satoshi. Em comum, eles também tinham posições críticas a patentes e copyright e optaram por tornar seus projetos de código aberto. Ainda assim, como destaca a própria reportagem, esses paralelos — embora intrigantes — permanecem circunstanciais e não constituem prova definitiva. Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas A investigação vai além das coincidências de perfil e linguagem e aponta que Back chegou a descrever, ainda nos anos 1990, um sistema de dinheiro eletrônico com características quase idênticas às do Bitcoin: descentralizado, baseado em uma rede de computadores independentes, com oferta limitada para evitar inflação e sem necessidade de confiança em instituições ou intermediários. Em diferentes mensagens na lista dos cypherpunks, ele também discutiu soluções para problemas centrais da moeda digital — como a validação pública das transações, a emissão de novas unidades por meio de esforço computacional e até o aumento progressivo da dificuldade de mineração. Em um dos pontos mais destacados, a reportagem sugere que o Bitcoin pode ser visto como a combinação direta de duas ideias já debatidas por Back: o Hashcash e o sistema b-money, de Wei Dai — exatamente como descrito por Satoshi anos depois. A reportagem também destaca momentos posteriores que alimentam as suspeitas. Quando a fortuna atribuída a Satoshi começou a ser mapeada publicamente, Back chegou a sugerir que investigações muito precisas poderiam prejudicar o próprio Nakamoto — um comentário visto como incomum. Pouco depois, aponta o texto, ele passou a se envolver intensamente com o ecossistema do Bitcoin, propondo mudanças técnicas, ganhando influência entre desenvolvedores e fundando empresas centrais para o desenvolvimento da rede. Em alguns episódios, há paralelos diretos até no discurso: análises apontam que posições defendidas por Back em debates técnicos (como a oposição ao aumento do tamanho dos blocos) coincidem com mensagens atribuídas a Satoshi que surgiram anos depois, com linguagem e argumentos semelhantes. Para o autor do texto, John Carreyrou, não se trata de uma prova definitiva, mas de um conjunto de coincidências que, somadas, tornam difícil ignorar a hipótese. A reportagem também recorre a análises linguísticas mais detalhadas para tentar aproximar Back de Satoshi. Em um dos exercícios, ao filtrar milhares de participantes de fóruns de criptografia por esses traços específicos, apenas um nome permanecia ao final do cruzamento de critérios: Adam Back. Ainda assim, especialistas ouvidos ressaltam que esse tipo de análise não é conclusivo, especialmente porque o próprio Satoshi poderia ter ajustado deliberadamente seu estilo de escrita para evitar identificação. Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin Getty Images A negativa de Back Em entrevista à BBC, Adam Back negou qualquer envolvimento com a identidade de Satoshi Nakamoto. Após reportagem do New York Times sugerir que ele poderia estar por trás da criptomoeda, Back classificou a investigação como fruto de "viés de confirmação" e reiterou: "Eu não sou o Satoshi". Em publicação na plataforma X, ele afirmou que, embora não seja o criador, esteve entre os primeiros a se dedicar às implicações da criptografia para a privacidade online e o dinheiro eletrônico. Back também contestou pontos centrais da apuração, dizendo que as semelhanças apontadas — tanto de linguagem quanto de atividade online — são "uma combinação de coincidência e frases semelhantes usadas por pessoas com experiências e interesses parecidos". A hipótese de que Back seria Satoshi não é nova, e ele já foi apontado outras vezes como possível autor do Bitcoin. Desta vez, a investigação destacou paralelos entre seus escritos e os de Nakamoto, além de sugerir que sua atividade online teria coincidido com o desaparecimento do pseudônimo. Back rebateu, afirmando que participou ativamente de fóruns na época e que a interpretação dos dados está incorreta. Ele também ironizou as especulações sobre a fortuna atribuída ao criador do Bitcoin — estimada em cerca de US$ 70 bilhões — dizendo que gostaria de ter minerado mais moedas no início. "Me arrependo de não ter minerado com mais intensidade em 2009", escreveu. Para Back, o mistério em torno da identidade de Satoshi pode, inclusive, ser positivo. "Não sei quem é Satoshi — e acho que isso é bom para o Bitcoin", afirmou. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária

sexta-feira, 10 de abril de 2026

OpenAI, dona do ChatGPT, vê ameaça da IA ao emprego e defende semana de 4 dias


Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Um relatório da OpenAI, dona do ChatGPT, propõe que o avanço da inteligência artificial não seja usado apenas para aumentar lucros, mas também para ampliar o bem-estar da população. O documento da bigtech, intitulado "Política Industrial para a Era da Inteligência", foi divulgado neste mês. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nele, a empresa afirma que, enquanto novas formas de trabalho surgirão, "alguns empregos desaparecerão" e indústrias inteiras serão remodeladas em uma velocidade sem precedentes históricos. Entre as propostas apresentadas, a OpenAI defende a redução da jornada de trabalho sem corte de salários. A sugestão é incentivar testes com semanas de quatro dias (32 horas), mantendo os níveis de produção e serviço. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o relatório, o tempo economizado com a automação de tarefas poderia ser convertido em folgas ou em uma jornada menor. A empresa argumenta que a automação de atividades repetitivas e administrativas tende a liberar tempo, que deveria ser "devolvido" aos trabalhadores. O documento também sugere ampliar contribuições para aposentadoria e oferecer apoio para cuidados com filhos e idosos. Outro ponto destacado é a participação dos funcionários na adoção da IA nas empresas. A OpenAI diz que trabalhadores deveriam ter voz formal nesse processo, ajudando a definir como a tecnologia será usada, com foco na redução de tarefas perigosas ou exaustivas, e não apenas no aumento da produtividade ou da vigilância. O relatório também menciona a criação de um fundo para distribuir parte dos ganhos econômicos gerados pela IA à população, independentemente da renda. Por fim, a empresa afirma que a IA deve ser tratada como infraestrutura essencial, semelhante à eletricidade e à internet, e defende a oferta de versões acessíveis da tecnologia para pequenos negócios e comunidades de baixa renda. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil O que acontece com seus dados na internet quando você morre? ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites

Ataque hacker desvia pagamento e causa prejuízo milionário a empresa de energia no Reino Unido


O bloqueio de tela é uma das medidas de segurança mais importantes em smartphones. Sem bloqueio, qualquer contato breve com o aparelho é suficiente para instalar um programa espião Altieres Rohr/G1 Uma empresa de energia no Reino Unido sofreu um prejuízo de 700 mil libras esterlinas (cerca de R$ 4,7 milhões) após um ataque hacker desviar o destino de um pagamento que seria feito a outra companhia. O caso se tornou público na última quinta-feira (9) e envolveu a subsidiária americana da Zephyr Energy, empresa britânica de petróleo e gás que relatou o incidente a seus investidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O ataque fez o valor ser transferido para um terceiro sem envolvimento na negociação, informou a Zephyr Energy. "A empresa notificou imediatamente as autoridades policiais competentes e está trabalhando com os bancos e consultores envolvidos para tentar recuperar os fundos desviados", continuou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa não detalhou a invasão, mas esse tipo de ataque costuma envolver acessos indevidos a caixas de entrada de e-mails e a sistemas de contabilidade, por exemplo. Os "ataques de comprometimento de e-mail comercial" estão entre os mais comuns e, em 2025, geraram prejuízo de mais de US$ 3 bilhões para milhares de vítimas em 2025, segundo um relatório do FBI. A Zephyr Energy disse que seus sistemas estão sendo monitorados continuamente e que, apesar de seguir padrões de mercado, adotou novas camadas de segurança. A empresa disse ainda que está realizando suas atividades normalmente e que tem capital de giro suficiente para que a invasão não afete sua operação. Área de exploração de petróleo da Zephyr Energy em Utah, nos Estados Unidos Divulgação/Zephyr Energy

CEO da OpenAI tem casa atingida por coquetel molotov, diz site


Sam Altman JN O CEO do OpenAI, Sam Altman, teve sua casa em São Francisco, nos Estados Unidos, atingida por um coquetel molotov nesta sexta-feira, segundo o site NBC News. O suspeito pelo ataque é um homem de 20 anos que já foi detido, informou a polícia de São Francisco. A polícia afirmou que o homem arremessou um "dispositivo destrutivo incendiário" contra a casa, o que causou um incêndio em um portão externo. Cerca de uma hora depois, agentes atenderam a outra ocorrência em um estabelecimento comercial na região envolvendo um homem que ameaçava incendiar o prédio. "Quando os policiais chegaram ao local, reconheceram o homem como o mesmo suspeito do incidente anterior e o detiveram imediatamente", afirmou a polícia, em comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Meta deve enfrentar novo processo nos EUA por acusação de vício em redes sociais entre jovens

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, deve enfrentar uma ação judicial movida pela procuradora-geral do estado norte-americano de Massachusetts, que afirma que a empresa controladora do Facebook e do Instagram criou, de forma deliberada, produtos projetados para viciar usuários jovens. A Meta nega as acusações e afirma que adota uma série de medidas para garantir a segurança de adolescentes e jovens em suas plataformas. A decisão ocorre após um julgamento considerado histórico, no qual um júri da cidade norte-americana de Los Angeles concluiu, em março, que Meta e Google agiram de forma negligente ao criarem plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens. O júri determinou o pagamento de US$ 6 milhões a uma mulher de 20 anos que afirmou ter desenvolvido dependência de redes sociais ainda na infância. Um júri diferente, um dia antes, decidiu que a Meta deveria pagar US$ 375 milhões em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do estado norte-americano do Novo México. A ação acusa a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas. Outros 34 estados dos Estados Unidos movem processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal. A ação apresentada pela procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, do Partido Democrata, é uma de pelo menos nove abertas por procuradores-gerais desde 2023 em tribunais estaduais. Entre elas está uma ação protocolada na quarta-feira pela procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird, do Partido Republicano. A ação afirma que recursos do Instagram, como notificações automáticas, “curtidas” em publicações e a rolagem infinita de conteúdo, foram desenvolvidos para explorar vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o chamado “medo de ficar de fora”. O processo afirma que os recursos do Instagram, como notificações push, "curtidas" de publicações de usuários e uma rolagem interminável, foram projetados para lucrar com as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes e seu "medo de ficar de fora". O estado afirma que dados internos da empresa indicam que a plataforma provoca dependência e causa prejuízos às crianças. A Meta tentou barrar o processo de Massachusetts com base na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996, uma legislação federal dos EUA que, em geral, protege empresas de internet de ações judiciais relacionadas ao conteúdo publicado por usuários. O estado sustenta que a Seção 230 não se aplica a declarações consideradas falsas que, segundo a acusação, a Meta fez sobre a segurança do Instagram, as ações para proteger o bem-estar de usuários jovens e os sistemas de verificação de idade usados para impedir o acesso de crianças com menos de 13 anos. Um juiz de primeira instância concordou com o argumento e afirmou que a lei também não se aplica às acusações sobre os efeitos negativos do design do Instagram. Segundo o magistrado, o estado busca responsabilizar a Meta principalmente por sua própria conduta comercial, e não pelo conteúdo publicado por terceiros.

SpaceX, de Musk, teve prejuízo de quase US$ 5 bilhões em 2025, diz site


Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX, de Elon Musk, que se prepara para abrir um IPO, registrou um prejuízo de quase US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,5 bilhões) em 2025, com receita superior a US$ 18,5 bilhões, informou o site The Information na quinta-feira (9), citando fontes. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Segundo a reportagem, o prejuízo inclui os resultados da xAI, adquirida pela empresa em fevereiro. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da IA e da exploração espacial. Procurada pela Reuters, a SpaceX não retornou aos contatos da agência de notícias para comentar a informação do The Information. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa entrou de forma confidencial com pedido de abertura de capital nos Estados Unidos em março. No ano passado, teve lucro de cerca de US$ 8 bilhões, com receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, segundo a Reuters. A SpaceX busca uma listagem pública que pode avaliar a empresa em mais de US$ 1,75 trilhão. Hoje ela é a empresa de lançamentos mais ativa do mundo e tem como objetivo tornar viáveis as viagens interplanetárias. A companhia também planeja implantar centros de dados de inteligência artificial em órbita. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Conheça o robô humanoide projetado para usar armas em guerras

Como enviar arquivos direto do Android para o iPhone com o AirDrop


AirDrop no Android: como funciona a troca de arquivos com iPhone Enviar arquivos entre um celular Android e um iPhone sempre foi um desafio, exigindo geralmente o uso de e-mail ou aplicativos de mensagem como o WhatsApp. Esse cenário, no entanto, começou a mudar, ainda que restrito. A Samsung liberou recentemente uma atualização para a nova linha Galaxy S26 que permite aos aparelhos enviarem e receberem arquivos de iPhones, iPads e Macs de forma nativa. A fabricante sul-coreana segue uma iniciativa do próprio Google, que já havia lançado a compatibilidade entre o Quick Share (sistema do Android) e o AirDrop (da Apple) no final de 2025. A diferença é que, até agora, a função era exclusiva dos smartphones da linha Pixel, do Google, que não são vendidos oficialmente no Brasil. Nos testes do Guia de Compras, a integração entre um Galaxy S26 Ultra, um iPhone 17 e um MacBook Air funcionou sem problemas. Envio e recebimento de arquivos de iPhone no Galaxy S26 Ultra por AirDrop Reprodução Para isso, basta ativar a opção de compartilhamento com dispositivos Apple nas configurações do Quick Share no Galaxy. Galaxy S26: é preciso alterar as configurações do Quick Share para enviar para dispositivos da Apple Reprodução No iPhone ou Mac, é preciso ajustar o AirDrop para receber de "Todos" por 10 minutos. Feito isso, os aparelhos aparecerão na lista de envio na hora de compartilhar. No iPhone: deixe o AirDrop visível por 10 minutos para receber fotos do Galaxy; o aparelho da Samsung aparece na lista de dispositivos para envio (à direita) Reprodução A expectativa é que o compartilhamento com o AirDrop chegue a outras marcas em breve. A Oppo, por exemplo, já anunciou no exterior que levará a função para seus celulares mais caros, como a linha X9 Pro, recém-lançada no Brasil por R$ 12 mil. Atualmente, a marca chinesa oferece uma solução alternativa que exige um aplicativo adicional no iPhone, o que a torna pouco prática. Veja a seguir celulares da Apple e da Samsung que conseguem trocar arquivos diretamente por AirDrop. Nas lojas da internet consultadas no final de março, os iPhones custavam entre R$ 5.700 e R$ 7.200, e os Galaxy S26, entre R$ 7.500 e R$ 11.500. iPhone 17e iPhone 17 Galaxy S26 Ultra Galaxy S26 Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Quem é Satoshi Nakamoto? Investigação reacende debate sobre identidade de criador do bitcoin

Adam Back, indicado por investigação do NYT como possível criador do bitcoin Getty Images Quem criou o bitcoin? Dezessete anos depoi...