quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil?


Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? A Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, e o Google, que detém o YouTube, enfrentam um julgamento histórico nos Estados Unidos, que chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (11). As empresas são acusadas de promover vício em crianças e adolescentes, principalmente por causa do funcionamento de seus algoritmos, para aumentar seus lucros. Para o antropólogo da tecnologia David Nemer, professor da Universidade da Virgínia, o caso pode estabelecer um precedente com impacto global — inclusive no Brasil. “Caso o júri entenda que as plataformas devem ser responsabilizadas, isso muda totalmente a lógica de responsabilização das plataformas”, afirma. Nesse cenário, ele acredita também que deve acontecer um efeito cascata global em relação a atitudes mais rígidas, tanto do estado quanto dos pais, em relação ao acesso de crianças e adolescentes as plataformas digitais. Júri popular inédito contra Meta e Google entra no 3º dia nos EUA; redes são acusadas de causar vícios em crianças Marco civil da internet: como EUA e Europa tratam as 'big techs' Meta e Google AP/Reuters Ele explica que, atualmente, por serem sediadas nos EUA, a maioria das big techs é protegida por uma lei conhecida como Seção 230, criada em 1996. A norma que isenta as redes sociais de responsabilidade sobre o que é publicado por seus usuários. Mas, segundo ele, na época em que foi criada, a internet ainda funcionava basicamente como um espaço de publicação de conteúdo. O argumento da acusação é que esse cenário mudou. Eles alegam que as redes sociais deixaram de apenas hospedar conteúdo e passaram a usar algoritmos para decidir o que cada usuário vê — com o objetivo de manter as pessoas conectadas pelo maior tempo possível. “O julgamento tenta provar que, hoje, as plataformas já não são meras plataformas de publicação, mas que, por meio dos algoritmos, geram um certo vício, um certo comportamento que lá em 1996 não foi previsto, já que essas novas tecnologias não estavam eh disponíveis”, diz Nemer. Se o júri entender que esse funcionamento ultrapassa o papel de simples intermediárias, a interpretação da Seção 230 pode ser afetada na prática, segundo ele. "Isso vai determinar um precedente para que ações, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, sejam tomadas principalmente para tomar conta da criança e do adolescente", afirma o pesquisador. "Acredito que outros países e até os próprios pais vão tomar atitudes mais eh rígidas nessa questão do acesso da criança ou adolescente a essas plataformas". No Brasil, o tema já está em discussão. Em dezembro, foi aprovado o chamado ECA Digital, que estabelece regras específicas para proteger crianças e adolescentes na internet. Entre as medidas está a exigência de verificação de idade mais rigorosa nas plataformas — indo além de apenas marcar uma caixa dizendo ter mais de 18 anos. Segundo Nemer, uma decisão desfavorável às empresas nos EUA pode fortalecer iniciativas como essa e pressionar por regras mais duras no país. Comparação com a indústria do tabaco Os advogados que processam Meta e Google adotam uma estratégia semelhante à usada contra a indústria do tabaco nas décadas de 1990 e 2000, segundo a agência France Presse. A ideia é defender que redes sociais são um “produto” que pode causar dependência e prejuízos à saúde — e não apenas uma plataforma neutra. Se a Justiça dos EUA aceitar esse argumento, vai abrir caminho para uma regulamentação mais rígida do governo em relação às plataformas. Segundo David Nemer, isso poderia levar o Congresso americano a discutir regras específicas para o funcionamento das plataformas, de forma semelhante ao que ocorreu com o tabaco. Ele afirma que, assim como o cigarro não pode ser vendido para menores de 18 anos e traz alertas claros sobre riscos à saúde, algo semelhante poderia ser adotado para as plataformas.

'Temos dados suficientes para robôs terem raciocínio muito rápido', diz diretor brasileiro da Nvidia


Robô humanoide da empresa americana Figure Divulgação/Figure O próximo avanço da inteligência artificial é o desenvolvimento de robôs humanoides com "cérebro" baseado em IA generativa, e já há dados suficientes para viabilizar esse passo. A avaliação é do brasileiro Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina. 🔎 O que é inteligência artificial generativa? É justamente a que deu origem ao ChatGPT. Além de conversar com o usuário, podendo tirar dúvidas gerais, essa IA cria conteúdos, imagens, vídeos e músicas. Hoje, além do ChatGPT, também estão disponíveis no mercado o Gemini (do Google) e o Copilot (Microsoft). "O mercado já está olhando para o Physical AI, que é a integração da IA com sistemas físicos, e já temos dados suficientes para que um robô tenha raciocínio muito rápido", disse o executivo. "Isso só está acontecendo porque essas outras fases da IA, a agêntica e a generativa, permitem agrupar tudo isso e levar essa capacidade para um robô", completou, em entrevista ao g1. Apesar disso, ele defende cautela: antes de avançar, é preciso amadurecer soluções já disponíveis, como a IA generativa e os agentes de IA. Aguiar falou sobre o tema nesta quarta-feira (11) durante um evento da Microsoft, em São Paulo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Aguiar, a Nvidia trabalha há oito anos no desenvolvimento de softwares e hardwares voltados à robótica, o que, segundo ele, "hoje permite que mais das 100 melhores empresas de robótica usem nossos hardwares". O executivo explica que a Nvidia não fabrica o robô físico, mas fornece o "cérebro" para empresas que desenvolvem esse tipo de solução. Ele afirma que, no Physical AI, não apenas os robôs humanoides serão beneficiados. Ele diz que a chamada IA física já é realidade na indústria. Isso inclui o uso de braços mecânicos em fábricas, que estão se tornando mais inteligentes com técnicas de visão computacional capazes de perceber o ambiente ao redor e reagir a ele. Marcio Aguiar, diretor brasileiro da Nvidia. Darlan Helder/g1 "Em hospitais no Japão, robôs humanoides auxiliam enfermeiros em tarefas como a entrega de medicamentos a pacientes", diz. O setor de veículos autônomos é um dos principais focos. Além dos carros, ele cita os robotáxis como exemplos de máquinas que estão se tornando cada vez mais autônomas. Aguiar não estimou quando será possível ver em massa robôs humanoides ainda mais avançados com IA generativa. Segundo ele, a implementação ocorre de forma gradual, "pouco a pouco", a ponto de o usuário nem perceber que já utiliza a tecnologia no dia a dia. Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto

Julgamento inédito contra Meta e Google sobre vício em redes sociais entra em seu 3º dia

Redes sociais vão a julgamento nos Estados Unidos Um júri popular inédito contra a Meta, dona do Instagram e Facebook, e Google, que detém o Youtube, entra no seu terceiro dia de julgamento nesta quarta-feira (11), nos Estados Unidos. A partir das 11h, o tribunal de Los Angeles irá ouvir o chefe do Instagram, Adam Mosseri, que deve prestar depoimentos sobre se o design do aplicativo traz prejuízos para a saúde mental de crianças. As duas big techs são acusadas de desenvolverem propositalmente produtos viciantes para crianças com o objetivo de aumentar seus lucros. A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada nos documentos do processo pelas iniciais K.G.M., e também chamada de Kaley no tribunal. Ela afirma que começou a usar redes sociais aos 6 anos e que foi exposta a conteúdos prejudiciais e a filtros que contribuíram para depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e distorções na forma como se enxerga. O julgamento deve se estender por oito semanas. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, também deve depor a partir do dia 18 deste mês. Na primeira audiência, na segunda-feira (9), o advogado argumentou que ela teve acesso a conteúdos perigosos e deprimentes, que intensificaram sua depressão, ansiedade e pensamentos suicidas; e que os filtros do Instagram a levaram a desenvolver uma distorção na forma como se enxerga. TikTok e Snapchat também eram alvos da ação, mas fecharam acordos confidenciais antes do início do julgamento. Defesa do Google: 'Ela não é viciada' No segundo dia de julgamento, a defesa do Google buscou afastar a ideia de que o YouTube tenha sido projetado para causar dependência. O advogado Luis Li afirmou aos jurados que a plataforma “não quer deixar as pessoas viciadas [em seu site] mais do que elas ficariam em bons livros ou em aprender coisas novas”. Ele também declarou que o YouTube não tenta “entrar no seu cérebro e reconfigurá-lo”. Li reforçou a linha de que a própria autora não se considera dependente. “Ela diz que não é viciada, o pai dela disse que ela não é viciada, o médico dela diz que ela não é viciada”, afirmou o advogado, segundo a Bloomberg. “Os prontuários médicos dela, em 10 mil páginas, não dizem que ela é viciada. O comportamento dela não parece o de alguém viciado. Então, por que estamos aqui?” O advogado também disse que a jovem usou o YouTube por uma média de apenas 29 minutos por dia ao longo dos últimos cinco anos. Sobre o funcionamento da plataforma, a defesa argumentou que o sucesso de vídeos se deve às recomendações dos próprios usuários, e não a um mecanismo deliberado para estimular consumo compulsivo. Segundo a Bloomberg, Li negou que o YouTube use ferramentas como “rolagem infinita” e “reprodução automática” para “fisgar” jovens e afirmou que muitos recursos podem ser desativados. “Todas essas coisas podem ser desativadas. Se você não gosta, desligue. É simples assim. A única ferramenta que funciona é aquela que você usa.” 'Máquinas caça-níqueis' Do outro lado, o advogado da jovem, Mark Lanier, sustenta que as plataformas foram desenhadas para explorar a vulnerabilidade de cérebros em desenvolvimento. Ele acusou as empresas de terem “construído máquinas projetadas para viciar o cérebro de crianças”. “Imagine uma máquina caça-níquel que cabe no seu bolso. Ela não exige que você leia ou digite, exige apenas um movimento físico.” “Para uma criança como Kaley, esse movimento é a alavanca de uma caça-níquel. Toda vez que ela desliza o dedo, ela está apostando. Não por dinheiro, mas por estimulação mental.” Na abertura do julgamento, a defesa da Meta também argumentou que os problemas de saúde mental da jovem estariam ligados a abusos e conflitos familiares, e não apenas ao uso das plataformas, como mostrou o g1. Rolagem infinita e saúde mental Kaley, autora do processo, disse que o recurso de rolagem infinita a mantinha presa ao aplicativo e aumentava sua ansiedade, de acordo trechos processo citados pela agência Reuters. A agência lembra que a Academia Americana de Pediatria declarou em janeiro que esse tipo de recurso pode tornar mais difícil para crianças “se desligarem de dispositivos digitais”. O chefe do Instagram, Adam Mosseri, irá depor nesta quarta, mas antes de ir ao júri, um porta-voz da Meta disse a companhia discorda "fortemente dessas alegações". "Estamos confiantes de que as evidências mostrarão nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens", afirmou. Ainda segundo a Reuters, advogados da empresa afirmaram no tribunal que discussões internas tinham como objetivo “resolver problemas e adicionar recursos para dar aos usuários mais controle”. Já o advogado da jovem sustenta que registros internos mostram que a empresa estava ciente de danos a crianças e adolescentes. Possível efeito em cascata O resultado desse caso pode ter impacto muito além da história individual da autora. O caso é visto como um marco porque pode influenciar centenas de ações semelhantes movidas contra gigantes da tecnologia nos EUA. Os processos não se concentram apenas em conteúdos específicos, mas no próprio modelo das plataformas: algoritmos, sistemas de recomendação e mecanismos de personalização que, segundo os autores, incentivam o uso compulsivo. A estratégia jurídica é comparada à usada contra a indústria do tabaco nas décadas de 1990 e 2000, destacou agência de notícias France Presse. Com depoimentos de executivos de alto escalão e possíveis revelações de documentos internos, o terceiro dia de julgamento marca o início de uma fase considerada central para definir como a Justiça americana vai tratar a responsabilidade das redes sociais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.

Cybertruck: veja comparação entre picape elétrica de Elon Musk e veículos à venda no Brasil


Como é a Cybertruck, picape 'inquebrável' da Tesla O Cybertruck, conhecido como o carro “indestrutível” de Elon Musk, voltou ao noticiário após a morte de um motociclista de 32 anos em um acidente envolvendo o modelo no Túnel Max Feffer, na Avenida Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (11). Com preço de aproximadamente R$ 300 mil na versão mais barata a partir da conversão direta, esse modelo poderia brigar com picapes médias como Toyota Hilux e Chevrolet S10. Nesta reportagem, você vai entender a diferença entre essas picapes e como funciona a Tesla Cybertruck. Preço Segundo o site da Tesla, existem três versões da Cybertruck disponíveis no mercado norte-americano desde dezembro de 2023: Rear-Wheel Drive (com tração apenas nas rodas traseiras) por US$ 60,990 (aproximadamente R$ 327 mil); All-Whell Drive (tração integral) por US$ 79,990 (R$ 430 mil); e CyberBeast por US$ 99.990 (R$ 540 mil) sem taxas e impostos. De acordo com apuração do g1, o valor da versão de entrada pode chegar a R$ 2 milhões ao incluir todos os encargos e custos de importação. A Tesla, empresa de carros elétricos do bilionário Elon Musk, entregou a primeira picape elétrica no dia 30 de novembro de 2023 para os primeiros compradores nos Estados Unidos, mas foi somente no último dia 21 de maio que a primeira Cybertruck chegou em solo brasileiro. O modelo tinha sido anunciado em 2019 para o mercado americano. Onde se encaixa a Cybertruck? Em termos de preço, ela é uma picape única e com importação independente, não tendo representação da Tesla no Brasil. Ou seja, é um veículo sem concorrentes por aqui. Contudo, colocando a Cybertruck no mercado brasileiro, é possível estabelecer algumas comparações e tomaremos como base a Fiat Toro, Toyota Hilux e a Ford F-150. Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla De acordo com a tabela abaixo, a Cybertruck seria a mais potente dentre todas as picapes vendidas no Brasil atualmente, com um motor de 857 cavalos (cv) — entre os veículos da mesma categoria vendidos por aqui, a Ford F-150 é a mais pontente, com 405 cv. Mas o tamanho dela não é tão assustador quanto as imagens deixam transparecer. A picape da Tesla é 73 cm mais comprida que a Fiat Toro e 36 cm maior que a Toyota Hilux, mas perde para Ford F-150, que tem 20 cm a mais que ela no comprimento. A caçamba também não é um quesito que torna a Cybertruck um sonho de consumo para quem gosta de carregar bastante bagagem. Enquanto o modelo da Tesla oferece 1900 litros, a Ford F-150 é a que chega mais perto com um espaço de 1.370 litros dedicado às malas. Porém, o que pode incomodar consumidores aventureiros é a autonomia. Enquanto a picape da Tesla tem apenas 545 km de autonomia na versão intermediária, a F-150 ultrapassa os mil km. Confira a tabela abaixo as principais diferenças e semelhanças entre a picape elétrica e as tradicionais do nosso mercado: Polêmicas Também nas redes sociais, vídeos mostram uma Cybertruck totalmente polido. O carro, que é feito de aço inoxidável (entenda mais abaixo), parece um espelho. "E não é envelopamento", afirma um dos posts compartilhados. Veja abaixo: Initial plugin text Segundo a agência France Presse, um artigo da revista The American Prospect aponta que o material usado no veículo pode oxidar e, devido à sua rigidez, pode ser fatal em acidentes automobilísticos. Segundo a Tesla, a Cybertruck é à prova de balas. A montadora diz que o que garante a resistência do carro é o seu acabamento em um aço inoxidável ultra-duro que ajuda a reduzir marcas de desgaste e corrosão. A empresa de Musk diz que o vidro do carro suporta o impacto de uma bola de beisebol arremessada a uma velocidade de 112 km/h. Ao entregar as primeiras unidades, a montadora fez um teste e lançou uma bola sem tanta rapidez. Initial plugin text A demonstração foi menos arriscada do que a de 2019, quando o modelo foi apresentado. Na ocasião, o designer-chefe da empresa, Franz von Holzhausen, jogou uma pequena bola de ferro contra o veículo, que acabou ficando com a janela trincada. "Jogamos chaves inglesas, jogamos todo tipo de coisa, jogamos uma máquina de lavar e não quebrou. Por algum motivo, um pouco estranho, quebrou esta noite, não sei por quê", disse Musk, na ocasião, de acordo com a agência France Presse. O bilionário já disse acreditar que a Cybertruck é o melhor produto já feito pela Tesla. "É muito raro que apareça um produto que seja aparentemente impossível", afirmou. "Será algo único nas estradas. Finalmente, o futuro parecerá com o futuro". VÍDEO: como foi o novo teste da nave mais poderosa do mundo, criada por empresa de Musk A versão All-Wheel Drive (tração nas quatro rodas) roda até 545 km com apenas uma carga, segundo a fabricante. A empresa vende uma bateria extra para aumentar o alcance e afirma que é possível recuperar quase metade da carga em 15 minutos de carregamento rápido. Analistas classificaram a Cybertruck como um projeto de alto risco em relação a outros veículos da Tesla. "Vai atrair uma clientela mais rica, que pode pagar o preço e quer algo que seja único e peculiar", disse, à Reuters, Jessica Caldwell, chefe de insights da empresa de pesquisa automotiva Edmunds. "Não é um grande segmento da população que pode pagar por isso, especialmente com as atuais taxas de juros", afirmou. A Cybertruck deve competir com picapes elétricas, como: a Ford F-150 Lightning, que custa a partir de US$ 50 mil (R$ 268,2 mil); a Rivian R1T, a partir de US$ 73 mil (R$ 391,5 mil); e Hummer EV, a partir de US$ 96 mil (R$ 514,9 mil). Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla LEIA TAMBÉM: Como tirar o 'online' do Instagram e usar o app sem ninguém saber Conheça mais detalhes da Cybertruck A picape da Tesla tem ainda uma central multimídia com duas telas: uma de 18,5 polegadas para a região frontal, e outra de 9,4 polegadas para os bancos traseiros. O modelo tem 15 alto-falantes que, segundo a fabricante, oferecem qualidade de estúdio. Com espaço para cinco pessoas, o carro também conta com um amplo teto de vidro. As primeiras unidades foram entregues na quinta-feira, mas outros clientes devem começar a receber os carros apenas em 2024. Os primeiros da fila são os que pagaram US$ 100 (cerca de R$ 500) para reservar seu lugar e aceitaram pagar o valor total do veículo. Veja abaixo as diferenças entre as versões da Cybertruck: Cybertruck Veja fotos da Cybertruck Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla *Com reportagem de Paola Patriarca

Como o smartwatch sabe que estou dormindo?


Como o smartwatch sabe que estou dormindo? Você é "bom de cama" mesmo? Calma, não é o que está pensando: a tecnologia ajuda a dar essa resposta, pelo menos em relação às suas noites de sono. Com sensores ópticos e rastreadores de movimento, o smartwatch consegue avaliar como foi a sua noite de sono, com resultados comparáveis aos de estudos médicos. Veja no infográfico a seguir. Infográfico mostra como o smartwatch consegue medir o sono (e outros itens de saúde) Bruna Azevedo/g1 Após algumas noites de avaliação, os smartwatches geram relatórios sobre seu sono. Cada fabricante tem sua própria maneira de apresentar esses dados, atribuindo notas e detalhando os períodos em que você esteve dormindo ou desperto. Veja alguns exemplos abaixo: Relatórios de sono no Apple Watch Ultra 3 (à esquerda), Huawei Watch GT6 (centro) e Samsung Galaxy Watch8 (à direita) Reprodução Dá para "enganar" os sensores? Dormir com o smartwatch e ter um bom relatório de sono nem sempre significa que a noite foi realmente excelente. Ao dormir por pelo menos 15 noites com três modelos distintos (Apple Watch Ultra 3, Huawei Watch GT6 e Samsung Galaxy Watch8), foi possível perceber que dá para "enganar" os sensores. Um exemplo: ir dormir no horário combinado com os relógios/apps (23h), mas ter um pouco de insônia na madrugada (ou acordar assustado com os gatos pulando sem parar na cama às 4h) e levantar às 7h30. Houve situações em que a nota foi boa, mesmo sem sair da cama. Mas a sensação de que qualidade do sono foi ruim. Como fazer a higiene do sono? Veja quais são os maiores inimigos de uma noite restauradora Sono: veja 25 produtos para dormir bem Falta de sono é o que mais reduz a expectativa de vida depois do cigarro; calcule se você dorme o suficiente Esses resultados, por mais que as marcas usem exames clínicos como padrão de comparação, precisam ser sempre levados a um médico e não devem ser interpretados sem a ajuda de um especialista. Veja a seguir uma lista de smartwatches capazes de monitorar o sono. Os produtos custavam de R$ 450 a R$ 8.500 nas lojas da internet consultadas em fevereiro. Apple Watch Series 11 Apple Watch Ultra 3 Huawei Watch GT6 Motorola Moto Watch 120 Samsung Galaxy Fit3 Samsung Galaxy Watch8 Xiaomi Redmi Watch 5 Active Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer


É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer Reprodução Circula nas redes sociais o vídeo de um homem afirmando que o uso de fone sem fio causa Alzheimer. É #FAKE. selo fake g1 📲 Como a mensagem chegou ao Fato ou Fake? Leitores sugeriram a checagem e enviaram o link do vídeo ao nosso WhatsApp: +55 (21) 97305-9827. 🛑 O que diz a mensagem falsa? Publicado no início de fevereiro no Instagram, onde passou mais de 230 mil curtidas, o vídeo foi manipulado por inteligência artificial (IA) e mostra um homem fazendo afirmações sem embasamento científico (leia detalhes abaixo). Ele alega: "Jogue fora seu fone sem fio ou continue usando, se quiser ter Alzheimer precoce. O motivo: estamos enfiando transmissores de micro-ondas dentro do ouvido, todo dia. Se você usa fone sem fio, parabéns. Você está, basicamente, segurando um pequeno micro-ondas ligado contra à sua cabeça. A potência é baixa, mas a distância é zero. Essa radiação rompe a barreira hematoencefálica – a muralha que protege seu cérebro de toxinas. Quando ela quebra, metais pesados, vírus e lixo químico entram. Entram direto na massa cinzenta. O resultado: névoa mental, dor de cabeça, perda de memória. É o seu cérebro cozinhando em fogo baixo. Jogue o fone bluetooth fora. Volte para o fio. É feio, talvez, mas demência precoce é muito mais feia". ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu um trecho do vídeo viral à plataforma Hive Moderation, que detecta conteúdos criados ou adulterados com IA. Resultado de análise: 99% de probabilidade de uso desse recurso. Já a ferramenta Hiya, que verifica áudios falsos, indicou 97% de chance de a fala ser sintética (veja infográficos abaixo). O Fato ou Fake submeteu um trecho do vídeo ao detector Hive Moderation, que apontou 99% de probabilidade de as cenas conterem inteligência artificia Reprodução O áudio foi submetido ao detector Hyia, que considerou o fragmento muito provavelmente gerado por IA Reprodução O Fato ou Fake também mostrou a publicação ao médico Bruno Iepsen, que integra a comissão científica da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Formado em neurologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), ele é membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e coordenador da residência médica em Neurologia no Hospital Geral de Fortaleza. Ele desmentiu a alegação do vídeo viral. Veja 5 destaques: "Não existe evidência científica de que fones bluetooth, wi fi ou celulares causem Alzheimer ou demência precoce. A radiação emitida por esses aparelhos é não ionizante e não tem energia suficiente para causar danos ao DNA, necessários para provocar doenças como câncer ou neurodegeneração. Revisões científicas e órgãos internacionais de saúde, como Organização Mundial de Saúde [OMS], ICNIRP [Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante] e FDA [Food and Drug Administration, agência americana], analisaram milhares de estudos e não encontraram associação consistente entre o uso desses dispositivos e problemas neurológicos nas condições normais de exposição. A maioria das alegações em redes sociais deriva de interpretações equivocadas sobre 'radiação' ou extrapolações de estudos in vitro com condições irreais." "Embora fones bluetooth operem na faixa de 2,4 GHz, próxima à frequência de fornos de micro-ondas, a potência emitida pelos fones (tipicamente 2,5 mW) é centenas de milhares de vezes inferior à de um forno doméstico (700 a 1000 watts). A comparação [do vídeo falso] é tecnicamente incorreta, pois apenas a potência determina o impacto sobre o tecido biológico. Além disso, normas internacionais de segurança, como as diretrizes da ICNIRP estabelecem limites rigorosos para exposição humana, e fones bluetooth ficam muito abaixo desses limites." "A analogia entre celulares ou fones bluetooth e um 'micro-ondas encostado na cabeça' não se sustenta. Apesar de ambos usarem radiação eletromagnética, a potência dos dispositivos móveis é muito baixa, geralmente alguns miliwatts, enquanto um forno de micro-ondas opera com centenas de watts em uma cavidade projetada para concentrar energia." "Não há evidência científica convincente de que a radiação de radiofrequência emitida por fones bluetooth em potências de miliwatts seja capaz de romper a BHE em humanos. Estudos que sugeriram alterações transitórias da barreira foram feitos em animais, com exposições muito superiores às do uso real e resultados inconsistentes. Revisões sistemáticas recentes confirmam que, nos níveis de exposição típicos de dispositivos de consumo, não há dano estrutural ou funcional à BHE. O principal efeito físico conhecido é o aquecimento, porém a potência desses dispositivos é insuficiente para causar aumento mensurável de temperatura." É "falso e sensacionalista" dizer que quando a BHE quebra, metais pesados, vírus e lixo químico entram direto na massa cinzenta. "Mesmo em condições médicas reais em que a BHE se torna mais permeável, como inflamações, infecções ou traumatismos, não ocorre uma abertura indiscriminada permitindo a entrada livre de qualquer substância circulante. A BHE é uma estrutura dinâmica, e quando há disfunção, apenas alguns tipos específicos de moléculas podem atravessar, geralmente associadas ao processo patológico em curso. O organismo ainda possui mecanismos de defesa adicionais, como microglia, sistema imunológico periférico e proteínas transportadoras. Portanto, a ideia de “invasão de lixo químico” não corresponde à realidade neurobiológica." Veja o que o Fato ou Fake já desmentiu sobre o tema: É #FAKE que exercício com a língua previne Alzheimer É #FAKE que Nélson Araújo, do Globo Rural, recomendou produto contra Alzheimer no Conversa com Bial; vídeo foi manipulado com IA É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer Reprodução Veja também Vídeo de capivara pegando "carona" em cima de tatu foi feito com IA É #FAKE vídeo de capivara pegando 'carona' em cima de tatu VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Roblox, Discord, YouTube e mais: redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona


Roblox: o que pais precisam saber sobre a segurança das crianças Em meio à pressão por medidas para garantir mais segurança a crianças e adolescentes, plataformas anunciaram que poderão exigir uma verificação de idade com selfie ou documentos de identificação dos usuários. O anúncio mais recente foi feito pelo aplicativo de mensagens para gamers Discord. O serviço disse na última segunda-feira (9) que, a partir de março, todos os usuários poderão passar pela verificação ao tentar alterar configurações de segurança ou acessar conteúdos sensíveis em canais e servidores. O YouTube e a OpenAI, dona do ChatGPT, anunciaram em janeiro a adoção de um sistema de previsão que visa identificar menores de idade em todos os países e aplicar proteções adicionais. O TikTok também começou a fazer a verificação, mas, por enquanto, apenas na Europa. Ainda em janeiro, a plataforma de jogos Roblox passou a exigir verificação de idade para permitir o acesso ao chat. A decisão gerou protestos virtuais dentro do jogo, com "cartazes" que se tornaram memes como "Quero injustiça". Crianças protestam no Roblox contra restrição do uso do chat Reprodução/X As medidas estão sendo adotadas após vários países intensificarem as discussões sobre restringir o acesso de crianças e adolescentes a redes sociais. A Austrália, por exemplo, proibiu menores de 16 anos de acessarem serviços como Instagram, Facebook, TikTok e YouTube. Nos Estados Unidos, a Meta, dona do Instagram e do Facebook, e o Google, dono do YouTube, estão enfrentando processos sobre danos causados à saúde mental de crianças. Pela primeira vez, as empresas vão enfrentar um júri popular em um caso sobre vício em plataformas. A OpenAI também passou a enfrentar em 2025 acusações de que o ChatGPT incentivou o suicídio de adolescentes nos Estados Unidos, em vez de adotar meios para impedir sua inteligência artificial de gerar esse tipo de conteúdo. O Roblox é alvo de denúncias no Brasil sobre a atuação de aliciadores de menores na plataforma, apontou o Fantástico. A plataforma disse que suas medidas de segurança vão muito além do que outras plataformas fazem. "As plataformas têm que ser responsabilizadas e estão, de certa forma, tentando antecipar o que as regulações dos países já estão fazendo. Estamos vendo um movimento crescente por um controle maior", disse Laís Peretto, diretora-executiva da Childhood Brasil, organização que atua contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. No Brasil, plataformas deverão verificar a idade de usuários se puderem ter conteúdo impróprio para menores de 16 anos. A medida está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que começará a valer em março. "A verificação de idade é um dos principais pontos do ECA Digital, e há uma preocupação gigantesca em estabelecer um equilíbrio entre a precisão do método e a proteção da privacidade dos dados", disse Veja o que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais Como proteger os filhos no Roblox Entenda nova regra que exige confirmação de idade de usuários por sites e aplicativos Como funciona a verificação de idade? Não existe um método único para uma plataforma descobrir ou ao menos chegar à idade aproximada de uma pessoa. O TikTok, o ChatGPT e o YouTube usam IA para verificar como o usuário se comporta na navegação e estimar sua faixa etária. Os serviços oferecem a verificação para permitir a recuperação da conta por adultos identificados por engano como menores de idade. Já o Roblox e o Discord fazem a verificação quando os usuários tentam acessar recursos que possam colocar sua segurança em risco. As plataformas costumam aceitar diferentes meios de verificação: 🤳 Selfie para estimar a idade; 💳 Autorização por cartão de crédito para comprovar maioridade, sem cobrança; 🪪 Documento de identidade para confirmar a data de nascimento. O Roblox e o ChatGPT usam uma ferramenta da empresa americana Persona. Já o TikTok usa a da britânica Yoti, a mesma usada em alguns países por Instagram e Facebook. O Discord, por sua vez, adotou o mecanismo da singapurense k-ID. A Persona explica que sua ferramenta usa algoritmos que analisam características do rosto, como a distância entre os olhos e o formato do nariz, para comparar a selfie com a foto de um documento de identidade. A empresa afirma que, para evitar fraudes, não aceita selfies tiradas anteriormente. Mas admite que não está imune a falhas, apontando deepfakes como um "desafio significativo". "Embora as primeiras tentativas de deepfake fossem bastante rudimentares, elas se tornaram cada vez mais sofisticadas nos últimos anos e, às vezes, conseguem burlar a verificação por selfie", diz a empresa em seu site. "Por esses motivos, é crucial que seus processos de verificação de identidade incluam uma variedade de verificações de deepfake, tanto visuais quanto não visuais", orienta a Persona aos seus clientes. A Yoti transforma cada ponto da selfie do usuário em um valor numérico. Uma IA treinada com milhões de imagens de rostos para identificar padrões de idade analisa esses valores e, então, gera uma estimativa de idade. Como a estimativa tem uma margem de erro, a empresa pode exigir uma verificação adicional com um documento se a idade estiver abaixo do nível mínimo de segurança definido pela plataforma. O k-ID diz que processa a imagem no próprio dispositivo, dispensando o envio a um servidor para evitar o risco de vazamentos. E diz que pode confirmar a idade se o usuário já tiver sido verificado em uma plataforma parceira. Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Precisão menor com crianças O Persona e o Yoti são considerados serviços seguros e com padrões internacionais de privacidade, mas estão sujeitos a falhas de verificação que permitem o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos inapropriados. Foi o que indicou o estudo Teste de Tecnologia de Garantia de Idade, financiado pelo governo da Austrália e publicado em agosto de 2025. A análise envolveu serviços de 48 fornecedores de serviços de verificação de idade, sem incluir o k-ID. E apontou que o Persona e o Yoti estão entre os serviços que apresentam uma precisão menor ao estimar a idade de usuários mais jovens. O Yoti tem erro médio inferior a 2 anos ao estimar a idade de pessoas entre 13 e 20 anos, mas, para usuários de 10 a 12 anos, a variação é de 3,2 anos. O Persona tem margem de erro de até 3,3 anos e menos precisão entre usuários abaixo de 13 anos. O que explica essa diferença é a disponibilidade menor de dados de crianças para treinar IAs e as rápidas mudanças faciais na infância e na adolescência, explicam os autores do levantamento. A expectativa é de que os métodos e as leis sobre uso de redes por crianças e adolescentes precisem ser revisadas com frequência, mas a adoção de novas camadas de proteção já é um avanço, avaliou Laís Peretto, da Childhood Brasil. "Mesmo que não vá ser perfeito, com certeza, vamos melhorar muito. É um trabalho em andamento, não precisa parar, pode ter melhorias. Vai escapar um ou outro? Sim, mas será muito melhor do que é hoje", avaliou. Para ela, a proteção de crianças e adolescentes deve acontecer por meio de uma rede que inclui governo, plataformas, sociedade civil e, especialmente, pais e responsáveis. "Os pais têm que usar todas as ferramentas de controle parental que puderem, fazer uma busca no que os filhos estão vendo e o que o algoritmo está entregando. E é muito relevante ter um canal de conversa aberto para que essa criança ou esse adolescente saiba procurar um adulto responsável para que essa agressão pare ou nem comece", afirmou. LEIA TAMBÉM: 'Estupro de vulnerável de forma online', diz mãe de menina aliciada no Roblox Pais descrevem ameaça de agressor sexual que aliciou filha de 12 anos no Roblox: 'Foi horrível' Menina de 12 anos tem fotos íntimas expostas após conhecer agressor no Roblox

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