terça-feira, 5 de maio de 2026

Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs; entenda como funciona


Daniela da Silva é ex-diretora do WhatsApp no Brasil CTRL+Z/Rebeca Figueiredo O Brasil acaba de ganhar uma ONG voltada a receber denúncias contra big techs. A CTRL+Z permite que usuários que tiveram problemas com plataformas como Instagram, Facebook, Google e X registrem seus casos e tenham acesso a suporte de advogados sem custo. A iniciativa também abre espaço para que funcionários dessas empresas façam denúncias e revelem práticas que ainda não vieram a público. 🔎 O que são big techs? O termo, em inglês, se refere às grandes empresas de tecnologia. Fazem parte desse grupo companhias como Apple, Amazon, Google, Microsoft e Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp). Em comum, elas dominam o mercado digital, concentram milhões de usuários e estão entre as maiores empresas do mundo. Por enquanto, a iniciativa está em fase de testes, o que significa que o suporte ainda pode demorar, segundo as responsáveis pela ONG, as jornalistas Tatiana Dias e Daniela da Silva. Vídeos em alta no g1 Daniela era chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e deixou a empresa após Mark Zuckerberg anunciar o fim do programa de checagem de fatos na companhia. (saiba mais abaixo) Em conversa com o g1, Daniela afirmou que o objetivo da CTRL+Z é criar uma cultura de responsabilização das big techs. Segundo ela, a ONG busca parcerias e já conta com uma equipe de advogados para atuar nos casos. "E já surgiram ofertas. Começamos a receber várias mensagens de escritórios de advocacia interessados em fechar parceria", disse. Como funciona É possível fazer uma denúncia gratuitamente pelo site oficial da ONG (https://ctrlz.org.br/add/). Segundo as responsáveis, as vítimas podem relatar casos como encerramento de conta sem aviso, perfil falso, vazamento de dados pessoais, bloqueio temporário injustificado ou perda de acesso, por exemplo, em situações de conta hackeada. Daniela citou como exemplo o caso de uma pessoa que teve uma conta do Google, usada há 20 anos, suspensa de forma equivocada, segundo ela, sob suspeita de uso de imagem de exploração infantil. Ela explica que, por causa do login único da empresa, a suspensão da conta principal pode levar à perda de acesso a diversas plataformas e ferramentas essenciais. "Além dos prejuízos financeiros, pois muita atividade econômica hoje está diretamente ligada a essa presença online", afirmou. Segundo ela, após a atuação da ONG, o acesso foi recuperado. 🗣️ Para denunciar, no site oficial tem um formulário onde as vítimas devem informar o nome da plataforma e descrever o problema, relatando o que aconteceu, se houve contato com a empresa e se teve respostas. 🔍Também é possível anexar provas e fornecer dados pessoais, como nome, cidade e e-mail. Ao final, a pessoa pode indicar se autoriza o contato de um advogado para tirar dúvidas e prestar auxílio, além de decidir se permite ou não a divulgação pública do caso. Segundo as fundadoras, a ONG preferiu não usar formulários de big techs, como Google Forms e Microsoft Forms, para impedir que essas empresas tenham acesso ao conteúdo das denúncias. Por isso, utiliza um sistema com criptografia de ponta a ponta, uma camada de proteção em que apenas remetente e destinatário conseguem acessar as informações enviadas. Já o #VazaBigTech é o programa criado pela ONG para incentivar funcionários de big techs a denunciar casos de interesse público. Embora a plataforma possa ser acessada por navegadores comuns, as fundadoras destacam que o nível máximo de segurança e anonimato só é garantido com o uso do navegador Tor, que dificulta o rastreamento na internet. O objetivo é reunir relatos, documentos e informações sobre decisões consideradas arbitrárias ou negligências com potencial interesse público. Tatiana Dias afirma que a ferramenta permite o envio de denúncias anônimas. Nesse caso, "nem a gente tem como saber quem é", diz, ressaltando que a identidade da fonte permanece protegida. ONG foi criada por ex-chefe do WhatsApp no Brasil Mark Zuckerberg anuncia que Meta vai encerrar sistema de checagem de fatos Daniela da Silva deixou a Meta no início de 2025. Ela era diretora de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e atuou no cargo entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025. A saída dela ocorreu após Mark Zuckerberg anunciar, em um vídeo, o fim da checagem de fatos nos EUA. Na ocasião, o executivo também disse que a Meta passaria a pressionar governos, em parceria com a administração Trump, contra o que classificou como tentativas de censura a companhias americanas. Ao g1, Daniela disse que já havia sinais de aproximação da Meta com o governo Trump, mas que a forma como isso se concretizou internamente, por meio do vídeo de Zuckerberg, foi uma surpresa. Ela disse que ficou sabendo da mudança "junto com todo mundo", ou no máximo uma hora antes da divulgação ao público. A brasileira expôs sua indignação em uma publicação no LinkedIn, onde também anunciou sua demissão. "A velocidade e a intensidade dessa virada retórica da Meta, e a adesão a uma base ideológica tão distinta dos valores que orientavam meu o trabalho até então (pensando nas medidas de integridade e segurança implementadas no WhatsApp nos últimos anos), isso simplesmente não é algo que eu possa compreender, muito menos apoiar", escreveu ela no LinkedIn. Daniela afirmou ao g1 que sua saída não foi planejada. "Foi inesperada e eu não tinha exatamente um plano do que fazer depois, eu não estava saindo de uma empresa indo para outra". Ela também disse que a decisão de deixar a Meta e criar uma ONG foi motivada pela percepção de que há insatisfação dentro das big techs. "Muitos funcionários dessas empresas pensam diferente do que a companhia defende e estão preocupados, mesmo trabalhando lá dentro". Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Musk buscou acordo com OpenAI antes de julgamento, mostra processo


Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. Godofredo A. Vásquez/AP Photo Elon Musk entrou em contato com o presidente da OpenAI, Greg Brockman, para avaliar o interesse em um acordo dois dias antes do início de um julgamento nos Estados Unidos em que o bilionário acusa da criadora do ChatGPT de ter traído sua missão original de desenvolver inteligência artificial sem fins lucrativos. Quando Brockman sugeriu que ambas as partes desistissem de suas reclamações, Musk teria dito: "Até o final desta semana, você e Sam serão os homens mais odiados dos EUA. Se você insistir, assim será", segundo consta em um novo documento incorporado ao processo após ser apresentado no domingo. O bilionário se referiu a Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI. Musk afirmou na quinta-feira passada que leu apenas o título de um termo de compromisso de 2017 relacionado à mudança da OpenAI de uma estrutura sem fins lucrativos para uma organização com fins lucrativos. O bilionário afirma que os líderes da OpenAI lucraram indevidamente com suas contribuições de caridade, quando a empresa ainda operava em um esquema sem fins lucrativos. Vídeos em alta no g1 O fundador da SpaceX está buscando mudanças na liderança da OpenAI e US$150 bilhões em indenizações da empresa e da Microsoft, uma das maiores investidoras da criadora do ChatGPT. O julgamento perante a juíza distrital dos EUA Yvonne Gonzalez Rogers em Oakland, Califórnia, começou em 28 de abril e deve durar várias semanas, com um veredicto podendo ocorrer em meados deste mês. Musk, seu advogado e a OpenAI não responderam imediatamente a pedidos da Reuters para comentar o assunto.

Instagram passa a identificar contas que criam conteúdo com IA


Ícone do Instagram em um smartphone. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O Instagram anunciou nesta segunda-feira (4) que está lançando a etiqueta "Criador de conteúdo de IA", para sinalizar aos usuários quando uma conta cria conteúdos com inteligência artificial. A empresa explica que o novo rótulo começa a ser disponibilizado hoje, em fase de teste, e deve chegar a mais pessoas nas "próximas semanas". Criadores que optarem por ativar a etiqueta terão a mensagem "Criador de conteúdo de IA" exibida no perfil, no feed, nos Reels e na aba Explorar. O Instagram diz também que passará a rotular automaticamente contas que usam com frequência ferramentas de IA no processo de criação. Vídeos em alta no g1 A rede social admite que mais usuários veem, pela primeira vez, conteúdos gerados por IA, enquanto outros recorrem à tecnologia para "expressar sua criatividade". "Sabemos que as pessoas querem mais transparência sobre quem ou o que está por trás do que veem e, por isso, estamos tomando medidas para elevar o padrão de transparência sobre IA no Instagram e ajudar as pessoas a reconhecer quando algo foi criado com IA", afirma a empresa. México reconhece 'cachorro caramelo' como raça mexicana e provoca reação de brasileiros na TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos

GameStop apresenta oferta de US$ 55,5 bilhões pelo eBay

A rede americana de lojas de jogos eletrônicos GameStop apresentou uma oferta de aquisição de 55,5 bilhões de dólares (275 bilhões de reais) pelo site de compras pela internet eBay, informou a empresa em um comunicado. A empresa revelou que vem adquirindo progressivamente, desde 4 de fevereiro, ações do portal de vendas e que atualmente possui uma participação de quase 5% do seu capital. A GameStop oferece 125 dólares por ação, o que representa uma valorização de 46% sobre o preço médio da ação desde que iniciou as suas compras. "O eBay deveria valer - e valerá - muito mais dinheiro", declarou o CEO da GameStop, Ryan Cohen, em uma entrevista ao Wall Street Journal. "Estou pensando em transformar o eBay em algo que valha centenas de bilhões de dólares", afirmou. "Poderia ser um concorrente legítimo da Amazon". *Reportagem em atualização

Copa do Mundo: entenda a 'sopa de letrinhas' na hora de escolher a TV para assistir aos jogos


Sinal analógico é desligado em cidades do interior de SP Divulgação/Seja Digital A Copa do Mundo está chegando e, para muitos brasileiros, é hora de trocar de TV – quanto maior, melhor para torcer. Só que escolher um modelo novo pode ser uma tarefa desafiadora diante de tantas tecnologias e nomes diferentes no mercado. Tudo o que o comprador procura é uma tela grande com ótima qualidade de imagem — mas, no caminho, é preciso decifrar termos como LED, QLED e OLED. Além disso, os fabricantes dão nomes aos produtos que combinam várias dessas tecnologias para alcançar a melhor imagem possível. É aí que surgem expressões como Neo QLED, QD-Mini LED e NanoCell. 📺 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. O Guia de Compras ajuda a entender melhor essa “sopa de letrinhas” na hora de escolher uma TV inteligente. As tecnologias das telas influenciam diretamente o brilho, o contraste e a qualidade geral das imagens. As principais opções disponíveis atualmente são: LED, OLED, QLED, Mini LED, Micro LED/Neo QLED, NanoCell, QD-Mini LED e MicroRGB/RGB Mini-LED. Confira a seguir o que cada uma dessas tecnologias oferece, seus pontos fortes e fracos — e veja ao final algumas opções de TVs 4K que utilizam os diferentes tipos de tela. Entenda o que significam as tecnologias das TVs LED 📺 O QUE É: A tecnologia LED usa diodos emissores de luz espalhados pelo painel para gerar a iluminação da tela. É o método mais comum em TVs e monitores, presente em modelos HD, Full HD e 4K. Por isso, os televisores LED 4K costumam ter a melhor relação custo-benefício quando comparados aos que usam OLED ou QLED. Alguns fabricantes também utilizam os termos DLED (Direct LED) ou Edge LED, que indicam o tipo de painel de iluminação traseira. Na DLED, a luz se distribui por toda a tela; na Edge LED, fica apenas nas bordas, o que é mais comum em modelos mais baratos. ⬆️ PRÓS: grande variedade de modelos e preços acessíveis. ⬇️ CONTRAS: Controle de contraste limitado e telas um pouco mais espessas. OLED 📺 O QUE É: A sigla significa “diodos orgânicos emissores de luz”. Essa tecnologia produz imagens mais nítidas e com contraste superior ao do LED. Cada ponto da tela pode ser controlado individualmente — o que permite, por exemplo, que partes escuras de uma cena permaneçam totalmente apagadas enquanto outras áreas exibem luz intensa. Como cada pixel gera sua própria luminosidade, as TVs OLED dispensam a luz traseira, resultando em aparelhos mais finos e elegantes. O preço, porém, é mais alto, e os modelos estão disponíveis apenas em resoluções 4K e 8K. ⬆️ PRÓS: contraste excelente, cores precisas e ótimo ângulo de visão. ⬇️ CONTRAS: Menor nível de brilho e preço mais elevado. QLED 📺 O QUE É: Conhecida como Quantum Dot (“pontos quânticos”), essa tecnologia usa nanopartículas que absorvem luz e emitem cores com maior intensidade. A iluminação vem de LEDs posicionados atrás da tela. Isso resulta em cores vibrantes e maior brilho — ideal para ambientes bem iluminados. O nível de contraste também é bom, embora ainda inferior ao dos painéis OLED. Os modelos QLED são encontrados nas resoluções 4K e 8K. ⬆️ PRÓS: cores vivas, brilho intenso e excelente desempenho em locais claros. ⬇️ CONTRAS: Contraste e ângulo de visão abaixo do OLED. Mini LED 📺 O QUE É: É uma evolução do LED tradicional. Os diodos, aqui, são muito menores, o que garante controle mais preciso sobre o brilho e as áreas escuras da imagem. Segundo os fabricantes, cada LED convencional pode ser substituído por dezenas de Mini LEDs, aumentando o nível de detalhe e a fidelidade das cores. Marcas como LG usam o termo QNED Mini LED para identificar suas versões dessa tecnologia. A TCL, por sua vez, combina Mini LED e QLED em alguns modelos. ⬆️ PRÓS: mais pontos de luz, contraste melhorado e alto nível de brilho. ⬇️ CONTRAS: Ainda não alcança o contraste do OLED. Micro LED / Neo QLED 📺 O QUE É: São tecnologias diferentes, embora frequentemente citadas juntas. O Micro LED usa pontos que emitem sua própria luz (vermelha, verde e azul), sem camada de iluminação traseira e sem materiais orgânicos. Já o Neo QLED é o nome comercial da Samsung para a combinação de QLED com Mini LED. ⬆️ PRÓS: altíssimo brilho e cores precisas. ⬇️ CONTRAS: O nível de preto ainda não rivaliza com o OLED, e as telas tendem a ser mais espessas. NanoCell 📺 O QUE É: tecnologia desenvolvida pela LG, o NanoCell utiliza nanopartículas que filtram as ondas extras de luz, aprimorando a pureza das cores. Ela pode aparecer combinada com outros recursos, como Mini LED ou pontos quânticos (em modelos chamados QNED). O resultado são cores mais vivas e naturais em resoluções 4K e 8K. ⬆️ PRÓS: Boa reprodução de cores e ótimo ângulo de visão. ⬇️ CONTRAS: Contraste inferior ao das telas OLED; alguns modelos se equiparam às LCD mais simples. QD-Mini LED 📺 O QUE É: O QD-Mini LED (Quantum Dot Mini Light Emitting Diode) combina duas tecnologias: Mini LED e QLED. É usado pela TCL em suas TVs. ⬆️ PRÓS: brilho extremamente alto, ideal para ambientes claros.​Cores vibrantes e precisas, contraste otimizado. ⬇️ CONTRAS: Por depender de uma camada de iluminação traseira, os tons escuros podem não ser tão perfeitos. Preço elevado. MicroRGB/RGB Mini-LED 📺 O QUE É: tecnologias utilizadas em TVs gigantes (acima de 100 polegadas). Ambas utilizam LEDs microscópicos tricolores (vermelho, verde e azul) de menos de 100 micrômetros, dispostos em um padrão ultrafino atrás do painel. Para comparação, um fio de cabelo mede entre 60 e 140 micrômetros. O ponto de uma TV LED é do tamanho de um grão de areia. Esses LEDs são controlados um a um, permitindo que cada uma das cores primárias gere luz própria. Desse modo, os tons escuros ficam mais escuros e as cores, com maior realismo. Na Samsung, é chamada de MicroRGB e na Hisense, de RGB Mini-LED. ⬆️ PRÓS: cores mais puras e precisas graças à emissão direta de luz RGB, sem filtros intermediários.​ Pretos profundos e contraste elevado. ⬇️ CONTRAS: custo muito elevado, voltada apenas para o segmento premium.​ Complexidade de fabricação, que limita a produção em larga escala e o acesso a tamanhos menores.​ Veja opções de TVs 4K O Guia de Compras selecionou 18 modelos de TVs 4K de vários tamanhos e tecnologias disponíveis nas principais lojas on-line. Aiwa AWSTV2401G 24" Aiwa AWSTV55BL01A 55" Hisense 75Q6QV 75" Hisense 85U7QG 85" LG QNED73 75" LG QNED85 MiniLED 86" LG OLED evo AI C5 65" LG NanoCell NANO80 75" Multi 55UF8G 55" Philco P55CRA Philips 65PUG7419/78 65" Samsung Crystal U8600F 65" Samsung QLED Q7F 65" Samsung Neo QLED QN70F 65" Samsung OLED S90F 77" TCL 75P7K 75" TCL 75C6K 75" Toshiba 65C350NS Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

É #FAKE que Ulysses Guimarães fez discurso contra Jair Bolsonaro; cena foi criada por IA


Discurso de Ulysses Guimarães foi adulterado por IA g1 Circulam nas redes sociais publicações dizendo que ex-deputado federal Ulysses Guimarães (1916-1992) usou um discurso proferido em 1988 para denunciar o então vereador Jair Bolsonaro por incitar eleitores a apoiar "uma nova ditadura no Brasil". É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts? Publicados no X, Threads e Instagram desde 7 de abril, eles exibem um vídeo com uma versão manipulada do discurso feito pelo então deputado federal Ulysses Guimarães durante a promulgação da Constituição Federal de 1988. Sobreposta às imagens, há uma caixa de texto que diz: "Em 1988, Ulysses Guimarães fez a primeira denúncia da história ao vereador Bolsonaro". Veja a transcrição do áudio mentiroso: "Senhor presidente, quero fazer uma denúncia contra o vereador Bolsonaro, do Rio de Janeiro. Ele está manipulando os seus eleitores para favorecer uma nova ditadura no Brasil. Esse vereador está trazendo conflito em vários partidos políticos, falando um monte de asneiras contra a democracia. Espero que as autoridades tomem uma atitude. Tenham todos uma boa tarde". Mas essa fala foi criada com inteligência artificial (IA). No discurso original, de 5 de outubro de 1988, Ulysses celebrou a promulgação Constituição, sem mencionar, em nenhum momento, o nome de Bolsonaro (leia detalhes abaixo). Ulysses Guimarães foi deputado federal por São Paulo e presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Embora tenha apoiado o golpe militar de 1964 em um primeiro momento, logo foi para a oposição e se tornou opositor da ditatura e protagonista da redemocratização. Entre 1987 e 1988, presidiu a Assembleia Nacional Constituinte. Tornou-se símbolo da defesa da demoracia, da ética e da conciliação pacífica. Naquele mesmo ano de 1988, Jair Bolsonaro entrou na vida pública, elegendo-se vereador no Rio pelo Partido Democrata Cristão. ⚠️ Por que é #FAKE? O Fato ou Fake submeteu o vídeo viral à plataforma Hiya, que detecta áudios produzidos com IA. Resultado da análise: 99% de esse recurso ter sido usado (veja infográfico abaixo). O Fato ou Fake submeteu o vídeo viral em checagem ao detector Hiya, que apontou que todo o trecho foi gerado por inteligência artificial. — Foto: Reprodução g1 No conteúdo verdadeiro, Ulysses disse: '"A nação deve mudar, a nação vai mudar.’ São palavras constantes do [meu] discurso de posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a nação mudou”. O discurso completo do deputado federal Ulysses Guimarães na sessão solene de promulgação da Constituição Federal de 1988 está disponível publicamente e pode ser consultado no site da Câmara dos Deputados (aqui). Não há qualquer menção a Jair Bolsonaro. Discurso de Ulysses Guimarães foi adulterado por IA g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Elon Musk admite uso de tecnologia do ChatGPT no treinamento do Grok


Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal. REUTERS/Vicki Behringer O bilionário Elon Musk confirmou nesta quinta-feira (30) que sua empresa de inteligência artificial, a xAI, usou tecnologias do ChatGPT para melhorar o próprio sistema, o Grok. A declaração foi feita em tribunal na Califórnia, onde Musk e a OpenAI se enfrentam desde segunda-feira. ➡️ A disputa judicial, iniciada por Musk em 2024, gira em torno da alegação de que a organização teria traído sua missão original de atuar como entidade sem fins lucrativos (entenda mais abaixo). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao ser questionado por William Savitt, advogado da OpenAI, sobre o que é destilação de modelos, técnica que usa um modelo maior de IA para treinar outro menor, Musk demonstrou conhecimento. Em seguida, foi perguntado se a xAI havia usado essa técnica com tecnologia da OpenAI. Musk inicialmente evitou responder e afirmou que "geralmente todas as empresas de IA fazem isso". Pressionado, admitiu: "Em parte, [usou modelos de IA da OpenAI]". "É prática comum usar outras IAs para validar sua IA", acrescentou durante o depoimento. Entenda a treta Elon Musk reage em um tribunal federal durante um intervalo do julgamento em seu processo sobre a conversão da OpenAI para lucro e conversão com fins lucrativos, em Oakland, Califórnia. REUTERS/Manuel Orbegozo Um dos cofundadores originais da OpenAI, Musk afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma "máquina de riqueza". Musk pede US$ 150 bilhões em danos da OpenAI e da Microsoft. Segundo pessoas ligadas ao caso, o valor seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI. Além do valor financeiro, o bilionário quer que a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos. O empresário sustenta que foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019 e que seu nome e apoio financeiro foram usados indevidamente para atrair investidores. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020. A defesa da OpenAI Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Os advogados da OpenAI rebatem as acusações afirmando que Musk é motivado pelo desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023. A empresa afirma que Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa. Em comunicado intitulado "A verdade sobre Elon Musk e a OpenAI", divulgado nesta segunda (27), a OpenAI contra-atacou. No texto, a empresa afirma que as ações do bilionário são motivadas por "ciúmes, arrependimento por ter abandonado a OpenAI e desejo de descarrilar uma concorrente". "Elon passou anos assediando a OpenAI por meio de processos infundados e ataques públicos. Ele está usando seu processo para atacar a fundação sem fins lucrativos OpenAI, que é focada em trabalhos em áreas como ciências da vida e na cura de doenças para o benefício de todos", diz o comunicado. De 'Projeto Manhattan' a disputa de egos Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer Documentos internos revelados no processo oferecem detalhes sobre a evolução da empresa, que nasceu em um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje é avaliada em mais de US$ 850 bilhões. Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, descrevendo-a como o "Projeto Manhattan da IA". O apoio de Musk foi fundamental para atrair cientistas de elite. Em 2017, tensões surgiram quando Musk questionou a viabilidade do projeto e tentou assumir o controle como CEO. Na mesma época, anotações do diário de Brockman revelavam o desejo de "se livrar" de Musk, chamando-o de "líder glorioso" de forma irônica. Musk deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI fracassaria diante do Google. Em 2019, a empresa se reestruturou para aceitar investimentos externos, e o lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou seu sucesso global. O desfecho do caso ocorre em um momento crítico. A OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para US$ 1 trilhão. Do outro lado, a xAI de Musk tenta diminuir a distância tecnológica para o ChatGPT, enquanto a SpaceX também planeja seu IPO (oferta pública de ações). *Com informações da agência de notícias Reuters. Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio Pesquisa mostra que chatbots dão péssimos conselhos e bajulam usuário; saiba os riscos Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans

Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs; entenda como funciona

Daniela da Silva é ex-diretora do WhatsApp no Brasil CTRL+Z/Rebeca Figueiredo O Brasil acaba de ganhar uma ONG voltada a receber den...