terça-feira, 7 de abril de 2026

Google adiciona recursos ao Gemini após processo por suicídio de usuário


Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google Amanz/Unsplash O Google anunciou, nesta terça-feira (7), atualizações nos recursos voltados à proteção da saúde mental em seu chatbot de inteligência artificial, o Gemini, em meio a um processo relacionado ao suicídio de um usuário. Um pai, nos Estados Unidos, processou a empresa no mês passado ao alegar que o Gemini incentivou seu filho ao suicídio após envolvê-lo em uma narrativa delirante. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A empresa informou que o Gemini passará a exibir uma versão reformulada da função “Há ajuda disponível” quando as conversas indicarem possível sofrimento emocional, facilitando o acesso a serviços de emergência. Quando o chatbot identificar sinais de crise, como risco de suicídio ou autoagressão, uma interface simplificada oferecerá, com um único clique, a opção de ligar ou conversar por chat com uma linha de apoio. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Google, essa função continuará visível durante toda a conversa após ser ativada. O braço filantrópico da empresa, o Google.org, anunciou um investimento de 30 milhões de dólares (cerca de R$ 154 milhões ) ao longo de três anos para ampliar a capacidade de linhas de apoio em todo o mundo. “Estamos cientes de que as ferramentas de IA podem trazer novos desafios”, afirmou a empresa em publicação no blog em que anunciou as medidas. “Mas, à medida que essas tecnologias evoluem e passam a fazer parte do dia a dia das pessoas, acreditamos que uma IA responsável pode contribuir positivamente para o bem-estar mental.” As medidas foram anunciadas após uma ação judicial na Califórnia acusar o Gemini de contribuir para a morte de Jonathan Gavalas, de 36 anos, em 2025. Segundo o pai, o chatbot teria passado semanas criando uma narrativa delirante e apresentado a morte do filho como uma espécie de jornada espiritual. De acordo com a acusação, o Gemini se descrevia como uma superinteligência “plenamente consciente” e demonstrava afeição pelo usuário, afirmando que o vínculo entre eles era “a única coisa real”. Entre os pedidos do processo estão a exigência de que o Google programe sua IA para encerrar conversas sobre autoagressão, impeça que sistemas se apresentem como seres com sentimentos e direcione obrigatoriamente usuários em risco a serviços de emergência. O Google afirmou que treinou o Gemini para evitar comportamentos como simular relações humanas, criar intimidade emocional ou incentivar assédio. O caso é o mais recente de uma série de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial envolvendo mortes associadas ao uso de chatbots. A OpenAI também enfrenta processos em que se alega que o ChatGPT teria influenciado usuários a tirar a própria vida. Já a Character.AI firmou recentemente um acordo com a família de um adolescente de 14 anos que morreu após desenvolver um vínculo romântico com um de seus chatbots.

Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger


Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil; veja como se proteger Reprodução Golpistas estão aproveitando a vinda do grupo de K-pop BTS ao Brasil para criar páginas falsas de venda de ingressos. Ao menos 10 delas, que imitam o site oficial, foram criadas apenas em abril, segundo a empresa de segurança Kaspersky (veja abaixo como se proteger). As páginas usam a mesma identidade visual da Ticketmaster, responsável pela venda oficial no Brasil. Os criminosos também copiaram o processo de compra, o que pode aumentar as chances de o consumidor cair no golpe. O g1 entrou em contato com a Ticketmaster, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 teve acesso a alguns desses links. Parte das páginas usava endereços com finais como ".online", ".website" e ".site", enquanto o oficial termina em ".com.br". Veja os vídeos que estão em alta no g1 No fim da manhã desta terça-feira (7), enquanto o original informava que os ingressos estavam esgotados, as páginas falsas ainda exibiam supostas entradas disponíveis, com preços entre R$ 340 e R$ 495. Em um dos sites, antes de concluir o pagamento, a página solicita CPF, nome completo, e-mail, cidade e número de celular da vítima. Como é comum nesse tipo de fraude, os sites direcionam o pagamento via PIX. Segundo a Kaspersky, até há opção de cartão, mas as páginas indicam alta demanda e recomendam concluir a compra pelo PIX. Transações feitas com cartão podem ser contestadas. Além disso, desde outubro de 2025, bancos passaram a oferecer, no ambiente do PIX, uma função para contestar transações diretamente pelo aplicativo, sem necessidade de atendimento. ➡️ Veja abaixo alguns elementos presentes nesse tipo de fraude e como se proteger: 🌎 Observe o endereço (URL): o site de grandes empresas brasileiras geralmente termina em ".com.br". Alguns usam apenas ".com", mas vale conferir se não há nada estranho na URL. Um dos links falsos identificados terminava, por exemplo, em ".app". 🦹‍♂️ Analise a estrutura do site: golpistas costumam copiar páginas oficiais, mas sempre há inconsistências visuais. No caso da loja fake da Havan, por exemplo, os ícones de redes sociais não direcionavam para lugar nenhum. 📣 Desconfie de mensagens que criam senso de urgência: páginas falsas costumam exibir alertas de tempo esgotando ou "últimas unidades" para pressionar a vítima a clicar e concluir a compra rapidamente. 🤑 Atenção a preços muito abaixo do mercado: criminosos frequentemente anunciam produtos por valores bem menores do que os praticados por lojas confiáveis. Desconfie sempre. 💳 Desconfie quando só houver uma forma de pagamento: em muitos golpes, o PIX é a única opção disponível. "E mesmo quando os descontos não sejam tão exagerados, esse é um sinal típico de fraude", alerta Daniel, da ESET. ⚠️ Caiu em um golpe? Entre em contato com o banco o quanto antes e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX. Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra

Caixa Tem passa por atualização de segurança e usuários relatam dificuldades de acesso


Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma atualização de segurança no aplicativo CAIXA Tem está dificultando o acesso de parte dos usuários nos últimos dias. Com a mudança, o aplicativo passou a exigir novas etapas de verificação e algumas configurações específicas no celular. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 E isso tem feito com que alguns clientes encontrem erros ou não consigam entrar na conta ao tentar acessar o app. (veja mais abaixo) 📱 O aplicativo é uma conta poupança digital gratuita da Caixa Econômica Federal usada por beneficiários de programas sociais, trabalhadores que recebem benefícios — como seguro-desemprego e abono — e outros cidadãos que utilizam o serviço para transferências, pagamentos e operações via PIX. Segundo orientações divulgadas ao público, a atualização faz parte de um conjunto de medidas para reforçar a segurança das contas e das transações feitas pelo aplicativo. Entre as mudanças está um novo processo de acesso, criado para confirmar a identidade do titular antes de liberar o uso da conta. Com a alteração, no entanto, alguns usuários passaram a relatar dificuldades para entrar no aplicativo. Initial plugin text Atualização de segurança Em seu site, a Caixa informa que a atualização passou a verificar algumas configurações do próprio celular antes de liberar o acesso ao aplicativo. A ideia é identificar ajustes no aparelho que possam representar risco para a conta. Se o sistema detectar algo considerado incompatível com as regras de segurança, o usuário pode receber avisos como “dispositivo inseguro” ou “violação de segurança”. Nesses casos, o aplicativo orienta revisar algumas configurações do telefone. Entre as principais recomendações estão: ⚙️ Desativar o modo desenvolvedor (ou debug) nas configurações do aparelho, que pode gerar erros de acesso; 📍 Manter a localização ativada durante o uso do aplicativo, necessária para algumas operações; 🚫 Evitar aplicativos que alterem o funcionamento do celular, como ferramentas que mudam a localização ou serviços de VPN; 🎥 Desativar aplicativos que gravam ou capturam a tela, que podem ser bloqueados pelo sistema. O banco também orienta que o usuário utilize o teclado padrão do celular, já que teclados instalados de outras fontes podem ser considerados inseguros pelo sistema. Se, mesmo após essas mudanças, o problema continuar, o último recurso é a restauração do aparelho às configurações de fábrica — procedimento que apaga todos os dados armazenados no dispositivo. Além dessas exigências relacionadas às configurações do celular, o processo de acesso ao aplicativo também foi atualizado. Com isso, a entrada na conta pode incluir novas etapas de verificação para confirmar a identidade do titular, como: Envio de um código de verificação pelo WhatsApp; Reconhecimento facial; Envio de fotos de documentos (como RG ou CNH); Confirmação de dados pessoais; Criação ou atualização da senha de acesso. Usuários relatam dificuldades Mesmo com as orientações divulgadas, alguns usuários têm recorrido às redes sociais para relatar problemas ao tentar acessar o aplicativo. Um deles afirma que, após a atualização, o sistema passou a exibir a mensagem de “dispositivo inseguro”. Segundo o relato, ele tentou limpar os dados do aplicativo, reinstalar o programa e reiniciar o celular, mas o aviso continuou aparecendo. Initial plugin text Outro usuário diz que o aplicativo deixou de reconhecer a biometria facial. De acordo com ele, a conta foi desconectada automaticamente. Diante das dificuldades, parte dos usuários começou a compartilhar possíveis soluções entre si nas redes sociais, como desinstalar o aplicativo e refazer o cadastro. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Ainda assim, há relatos de pessoas que afirmam continuar sem conseguir entrar na conta mesmo após seguir diferentes procedimentos. Procurada pelo g1, a Caixa Econômica Federal foi questionada sobre a atualização do aplicativo e as dificuldades relatadas por usuários. O banco também foi perguntado se aparelhos mais antigos podem ter limitações de acesso e qual é a orientação para quem segue os passos indicados, mas ainda não consegue entrar na conta. Até a última atualização desta reportagem, a Caixa não havia se posicionado. Caixa Tem Rede Globo

iPhone dobrável enfrenta problemas de engenharia e lançamento pode atrasar, diz jornal


iPhone 17 Reprodução/Apple A Apple tem enfrentado problemas na fase de testes de engenharia de seu primeiro iPhone dobrável, o que pode atrasar em meses a produção em massa e o envio dos aparelhos, segundo o jornal Nikkei Asia, que cita fontes. "É verdade que mais problemas do que o esperado surgiram durante a fase inicial de produção de testes, e será necessário mais tempo para resolvê-los e fazer os ajustes necessários", diz o relatório ao qual o Nikkei Asia teve acesso. A Reuters não conseguiu verificar a informação. Em janeiro, o Nikkei Asia informou que a Apple planejava lançar seu primeiro iPhone dobrável, além de dois modelos tradicionais com câmeras aprimoradas e telas maiores, no segundo semestre de 2026. A Apple não respondeu ao pedido da Reuters para um comentário sobre as informações do Nikkei Asia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2024, o site de tecnologia The Information já havia noticiado que a empresa poderia apresentar o modelo dobrável em 2026. O plano da Apple era lançar um aparelho dobrável em linha com o movimento da Samsung, que entrou nesse mercado em 2019 para tentar atrair novos clientes com mudanças no design. Na época, segundo o The Information, a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do dispositivo e criou o codinome interno V68 para o projeto. Irã ameaça atacar empesas e big techs ligadas aos EUA no Oriente Médio EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs

A China está vencendo uma corrida pela IA, os EUA outra — mas qualquer um dos dois pode conseguir dianteira


Os Estados Unidos disputam com a China a liderança tecnológica, especialmente no campo da Inteligência Artificial (IA) BBC Na segunda metade do século 20, a corrida pelo desenvolvimento de armas nucleares mobilizou algumas das mentes mais brilhantes dos Estados Unidos e da União Soviética. Mas hoje, os EUA se encontram em uma disputa de natureza diferente e com outro adversário: a China. O objetivo é dominar a tecnologia, em especial a Inteligência Artificial (IA). É uma luta travada em laboratórios de pesquisa, campi universitários e escritórios de startups de ponta — acompanhada de perto por líderes de algumas das empresas mais valiosas do mundo e pelos mais altos níveis de governo. É um esforço que movimenta trilhões de dólares. Cada um dos lados tem seus pontos fortes — algo que Nick Wright, pesquisador em neurociência cognitiva da University College London, no Reino Unido, resume como uma batalha entre "cérebros" e "corpos". Os EUA tradicionalmente lideram nos chamados "cérebros" da IA: chatbots, microchips e grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês). Já a China tem se destacado no quesito "corpos" de IA: robôs — especialmente os robôs "humanoides", que se parecem assustadoramente com pessoas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas, agora, com ambos os lados empenhados em não deixar o rival assumir a liderança, essas vantagens podem não durar — e a corrida ainda deve passar por novas transformações nos próximos anos. A disputa pelo domínio dos LLMs Em 30 de novembro de 2022, a empresa de tecnologia OpenAI, com sede na Califórnia, lançou seu novo chatbot. Em um comunicado de seis frases, a empresa anunciou ter treinado um novo modelo "que interage de forma conversacional". O nome era ChatGPT. E, de imediato, o setor de tecnologia ficou deslumbrado. "Você podia entrar em qualquer rede social e havia uma enxurrada de publicações de pessoas falando sobre as diferentes formas como estavam usando essa nova caixinha de texto que apareceu na internet", diz Parmy Olson, colunista da Bloomberg e autora de Supremacy: AI, ChatGPT, and the Race That Will Change the World (Supremacia: IA, ChatGPT e a corrida que vai mudar o mundo, em tradução livre). Era o nascimento do primeiro grande modelo de linguagem de grande escala, ou LLM. Um LLM analisa enormes volumes de texto e dados já existentes na internet e aprende padrões de como as ideias são expressas. Hoje, especialistas concordam, de modo geral, que, no campo dos chamados "cérebros" da IA, os EUA têm vantagem. A OpenAI afirma que mais de 900 milhões de pessoas usam o ChatGPT semanalmente — quase 1 em cada 8 pessoas no planeta. Outras empresas de tecnologia americanas, como Anthropic, Google e Perplexity, correram para acompanhar o ritmo, investindo bilhões de dólares na criação de sistemas LLM concorrentes. Essas empresas de IA sabem que, se acertarem, os LLMs poderão assumir muitas das funções hoje desempenhadas por profissionais do mundo corporativo — e que o sucesso comercial se traduz em muito dinheiro fácil. Como os americanos apostam suas fichas Mas nos EUA, a atenção também se volta para outra questão: como tudo isso afetará a disputa dos EUA com a China pela primazia global? Segundo um alto funcionário americano ouvido pela BBC, a chave da vantagem estratégica americana está menos na sofisticação dos algoritmos e mais no hardware que sustenta o enorme poder de computação: em especial, os microchips. Em resumo, a maior parte dos chips de computador mais avançados do mundo — aqueles usados por empresas do Vale do Silício para impulsionar o desenvolvimento de LLMs — está sob controle dos EUA. Aliás, a maioria deles é projetada por uma única empresa sediada na Califórnia: a Nvidia. Em outubro, a Nvidia se tornou a primeira empresa do mundo a atingir um valor de mercado de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25 trilhões). Segundo Stephen Witt, autor de A Máquina que Pensa (Ed. Intrínseca, 2025), ela pode ser a empresa mais valiosa de todos os tempos. Os EUA utilizam um rígido sistema de controles de exportação para impedir que a China tenha acesso a esses chips avançados. Essa política remonta, em linhas gerais, aos anos 1950, quando os EUA bloquearam a exportação de eletrônicos avançados para países aliados da União Soviética. Mas foi significativamente reforçada em 2022 pelo então presidente americano Joe Biden, à medida que a disputa pela inteligência artificial se intensificava. Os Estados Unidos impedem que máquinas da empresa holandesa ASML cheguem à China Bloomberg via Getty Images Os EUA podem exercer pressão por meio de controles de exportação, mesmo que a maioria desses chips avançados nem seja fabricada no país. Na verdade, muitos deles são produzidos em Taiwan (aliado dos EUA) pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company. Os EUA garantem que pouquíssimos desses chips de ponta fabricados em Taiwan chegam à China. Isso é feito por meio da chamada "Regra de Produto Estrangeiro Direto", que obriga empresas de outros países a seguir as normas americanas quando os bens exportados contêm componentes dos EUA ou são derivados de tecnologia americana. A fábrica de microchips taiwanesa está praticamente à vista do território continental chinês. Dá para entender por que a ilha é vista como um alvo estratégico pelo governo da China. Mas por que a China não começa a produzir esses chips avançados por conta própria? Não é tão simples. Para fabricá-los, é necessário um equipamento de litografia ultravioleta. Apenas uma empresa no mundo fabrica essas máquinas: a ASML, sediada em uma pequena cidade na Holanda. Os EUA utilizam a mesma estratégia de restrição para impedir que essa empresa holandesa exporte essas máquinas para a China. Essa política protecionista parecia ter sido, em grande parte, bem-sucedida ao ajudar os EUA a manter sua vantagem nos chamados "cérebros" da IA. Mas agora a China reagiu. O contra-ataque do DeepSeek Em janeiro de 2025, na mesma semana em que Donald Trump tomou posse para um segundo mandato como presidente dos EUA, cercado por bilionários do setor de tecnologia, a China lançou seu próprio chatbot com inteligência artificial: o DeepSeek. Para o usuário, a experiência é bastante semelhante à do ChatGPT. Ele responde a perguntas, escreve código e é gratuito. O ponto crucial é que o DeepSeek teria custado apenas uma fração do valor investido em modelos americanos como ChatGPT e Claude. Isso gerou um grande impacto. Em 27 de janeiro de 2025, a Nvidia sofreu a maior perda de valor de mercado em um único dia na história da bolsa americana: cerca de US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões). "Foi extremamente desorientador para os EUA", diz Karen Hao, jornalista especializada em IA. Para ela, a política americana de controle de exportações pode ter tido efeito contrário: sem acesso aos chips mais avançados, os desenvolvedores chineses foram forçados a inovar. "Isso acabou… acelera[ndo] a autossuficiência da China", afirma. O DeepSeek mostrou que a China também pode desenvolver os "cérebros" da IA Reuters "A principal característica do DeepSeek é que, na época, ele apresentava capacidades semelhantes às dos modelos americanos, como os da OpenAI e da Anthropic, mas utilizando uma quantidade muito menor de chips para seu treinamento." Na China, por sua vez, havia um otimismo evidente, afirma Selina Xu, pesquisadora de políticas de IA na China e integrante da equipe do ex-chefe do Google Eric Schmidt. "Todo mundo tentava entender: 'Como o DeepSeek conseguiu isso?'. E acabou sendo um catalisador muito positivo para o ecossistema de IA chinês." O episódio também evidenciou uma diferença marcante na forma como os países operam. Nos EUA, empresas de IA protegem rigorosamente sua propriedade intelectual. Já na China, há uma abordagem mais voltada ao "código aberto". Para acelerar a adoção e a inovação, empresas chinesas frequentemente publicam seus códigos online, permitindo que desenvolvedores de outras companhias os utilizem. "Isso significa que empresas de tecnologia na China, ao desenvolver um novo modelo de IA, não precisam começar do zero", afirma Olson. "Elas podem pegar esse modelo, aprimorá-lo e torná-lo melhor." Com isso, a disputa pelos "cérebros" da IA já não é tão simples. Os EUA viam os LLMs como uma ferramenta estratégica fundamental; agora, a China também consegue desenvolvê-los. "Os modelos fechados e proprietários dos EUA provavelmente ainda são melhores, mas talvez não por uma margem tão grande", diz Selina Xu. "O modelo chinês pode ser cerca de 90% tão bom, mas custa apenas 10% do preço." A vantagem da China na guerra dos robôs E, quando se trata dos "corpos" da IA — o universo de drones e robótica —, a China historicamente leva vantagem. Desde a década de 2010, o governo chinês ampliou fortemente o apoio ao desenvolvimento de robôs. Financiou pesquisas e concedeu bilhões de dólares em subsídios a fabricantes do setor. Hoje, estima-se que haja cerca de dois milhões de robôs em operação no país — mais do que no resto do mundo inteiro. Segundo Olson, parte desse sucesso se deve ao fato de a China ser uma economia industrial. "Há toda essa expertise na fabricação de eletrônicos, que é aproveitada e impulsiona startups de robótica muito avançadas." Visitantes estrangeiros em cidades como Shenzhen e Xangai frequentemente se surpreendem com a integração dos robôs ao cotidiano, afirma Xu, como entregas de comida feitas por drones. Entregas de compras por robôs avançaram rapidamente na China AFP via Getty Images A China também se destaca em robôs chamados "humanoides", projetados para se parecer e agir como pessoas. O Centro para Estudos Internacionais e Estratégicos, um think tank (centro de pesquisa e debates) bipartidário dos EUA, relatou a existência de uma "fábrica escura" em Chongqing, no sul do país. A planta conta com 2 mil robôs e veículos autônomos que, juntos, seriam capazes de produzir um carro por minuto. O nome vem do fato de ser totalmente automatizada e poder, em teoria, operar no escuro, sem presença humana. A China também está atenta ao rápido envelhecimento da população, afirma Xu. O governo vê os robôs humanoides como uma forma de suprir a escassez de trabalhadores à medida que pessoas se aposentam, especialmente em áreas de cuidado. "Por volta de 2035, o número de pessoas com 60 anos ou mais na China deve superar toda a população dos EUA", diz. A China não apenas desenvolve robôs para atender sua própria e enorme população, ela também já responde por 90% das exportações globais de robôs humanoides. O fantasma na máquina Só que há um porém. A China lidera na construção dos "corpos" dos robôs. Mas cada um desses corpos ainda precisa de um "cérebro" — um sistema operacional, ou software, que determina o que as diferentes partes devem fazer. Se o robô precisa realizar apenas tarefas repetitivas — como as de uma fábrica de automóveis em Chongqing —, basta um sistema relativamente simples. A China consegue produzir isso. Mas, para realizar tarefas variadas e complexas, é necessário um cérebro mais sofisticado, baseado em um tipo diferente de IA, chamado IA agêntica. Trata-se de um sistema que atua de forma mais autônoma, executando tarefas com múltiplas etapas. Nesse campo, dos "cérebros" mais avançados, os EUA ainda têm vantagem. "Os EUA ainda lideram claramente quando se trata dos cérebros dos robôs", afirma Wright, pesquisador da University College London. "Isso envolve os chips e o software de IA que permitem ao robô executar tarefas reais. E é importante lembrar que cerca de 80% do valor de um robô está no seu cérebro." De cães-robô a drones EUA e China agora disputam a integração entre robôs e IA com agentes, e uma empresa americana já demonstrou que as companhias chinesas não são as únicas capazes de produzir robôs eficazes. Trata-se de uma tecnologia com potencial tanto promissor quanto inquietante. A empresa de engenharia Boston Dynamics já utiliza esse tipo de tecnologia. Seu robô em forma de cão, o Spot, tornou-se um ícone entre entusiastas de tecnologia, com milhões de visualizações no YouTube. O robô conta com "olhos" avançados (câmeras com visão térmica) e "ouvidos" (sensores acústicos). O Spot usa IA agêntica para realizar inspeções Web Summit via Getty Images O Spot já consegue realizar inspeções em instalações industriais, identificando problemas como superaquecimento de equipamentos, vazamentos de gás ou derramamentos. Essas informações são então enviadas para sistemas de IA industrial, como os da empresa IFS, que analisam os dados e podem tomar decisões — possivelmente sem intervenção humana — para resolver as falhas. No lado mais preocupante, Wright aponta outro uso dessa combinação entre robótica e IA agêntica: drones militares. No verão passado, a Ucrânia começou a usar o Gogol-M, um drone aéreo do tipo "nave-mãe", capaz de voar centenas de quilômetros dentro do território russo antes de liberar dois drones menores de ataque. Sem controle humano direto, esses drones utilizam IA para analisar o terreno, identificar alvos e, em seguida, avançar e detonar explosivos. Quem vai vencer? É difícil prever quem vencerá essa corrida, sobretudo porque não está claro qual seria a linha de chegada, afirma Greg Slabaugh, professor de visão computacional e IA na Queen Mary University of London, no Reino Unido. "A 'vitória' provavelmente não será um momento único, como o pouso na Lua", diz. "O que importa é a vantagem sustentada: quem lidera em capacidade, quem incorpora a IA de forma mais eficaz na economia e quem define os padrões globais." Segundo Slabaugh, em tecnologias como eletricidade e computação, o mais relevante não foi quem as desenvolveu primeiro, mas quem conseguiu aplicá-las de forma mais ampla e eficiente na economia. "O mesmo pode acontecer com a IA." Não sabemos para onde a IA está nos levando. Grandes empresas de tecnologia dos EUA querem avançar rapidamente nesse futuro incerto, sem muitas restrições; já o Partido Comunista Chinês defende que o Estado supervisione essa pesquisa. Um modelo aponta para uma versão intensificada do capitalismo de consumo; o outro, para um cenário em que o Estado determina o que pode ou não ser feito com essa tecnologia. "Cada lado está mais bem posicionado para prevalecer dentro das suas próprias regras", afirma Mari Sako, da Saïd Business School, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. "Quando dois atores competem com regras diferentes, suspeito que aquele que conquistar o público mais amplo — usuários, adotantes etc. — tende a levar vantagem." E o que está em jogo é alto. Ainda não está claro se EUA ou China sairão mais fortes do século 21. A corrida pela IA pode ser decisiva. Reportagem adicional: Ben Carter

segunda-feira, 6 de abril de 2026

'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos


'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra Os Estados Unidos têm recorrido a um aliado não convencional na campanha contra o Irã: a inteligência artificial. No centro dessa estratégia está o Project Maven, sistema que cruza dados de sensores e imagens de satélite para identificar alvos e mapear, em tempo real, o cenário de combate. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando foi criado em 2017, o projeto surgiu para apoiar analistas militares diante da avalanche de imagens geradas por drones. Até então, o trabalho era feito manualmente: operadores precisavam examinar quadro a quadro para identificar possíveis indícios — muitas vezes visíveis por apenas instantes —, em um processo demorado e suscetível a erros. Agora, oito anos depois, o projeto é visto como um facilitador da tomada de decisão no campo de batalha. Isso porque, ao analisar dados como imagens de satélite e registros de drones, r Como é na prática? Project Maven Reprodução/X Uma demonstração do Departamento de Defesa em março mostrou como funciona a plataforma. Veja o passo a passo: Integração de dados: o sistema reúne informações de sensores e imagens em uma única tela, permitindo visão consolidada do campo de batalha. Filtragem: o operador seleciona e organiza os dados relevantes na própria interface. Identificação de alvos: ao detectar um elemento suspeito, o sistema transforma a informação em um alvo formal dentro do fluxo operacional. Classificação: os alvos são organizados por tipo, o que orienta a tomada de decisão. Sugestão de ataque: a plataforma cruza dados e indica possíveis cursos de ação, incluindo o recurso militar mais adequado. Decisão e ação: o operador escolhe uma das opções e inicia a operação. Execução integrada: todo o processo ocorre no mesmo sistema, reduzindo o tempo entre identificação e ataque. Segundo o chefe de IA do departamento, Camaeron Stanley, graças ao programa, o que antes exigia programas diferentes e horas de trabalho humano agora leva minutos. "Estávamos fazendo isso em cerca de oito ou nove sistemas, onde humanos estavam literalmente movendo detecções de um lado para o outro para chegar ao nosso estado final desejado", disse. Do Google à Palantir A Palantir é a empresa responsável pelo software de IA que alimenta o projeto. Mas essa não foi sempre a realidade. Quando o projeto começou, em 2017, o Google era responsável pelo seu desenvolvimento. Mas questões éticas acerca do uso de IA em conflitos armados fizeram a big tech desisitir. Em 2018, mais de 3 mil funcionários da empresa assinaram uma carta aberta para denunciar que o contrato ultrapassava uma linha vermelha. De acordo com a AFP, engenheiros da empresa chegaram a pedir demissão. Isso fez com que o Google se recusasse a renovar o contrato. A empresa, então, publicou uma carta ética sobre IA que excluía qualquer participação em sistemas de armamento. Em fevereiro do ano passado, contudo, a empresa alterou sua política de inteligência artificial (IA) e removeu uma cláusula que proibia o uso da tecnologia para o desenvolvimento de armas e vigilância. Após a desistência do Google, a Palantir ocupou o lugar no projeto. Desde então, passou a liderar o fornecimento do Project Maven, com sua tecnologia de inteligência artificial formando a base central de funcionamento do programa. A Palantir é uma empresa americana de tecnologia especializada em análise de dados, conhecida por softwares usados por governos e forças de segurança. A empresa é alvo de críticas por fornecer tecnologia ao ICE, usada em operações contra imigrantes e alvo de debates sobre direitos civis. Os resultados O Pentágono e a Palantir se recusaram comentar sobre o desempenho do Maven na guerra com o Irã. Entretanto, segundo a AFP, o ritmo dos ataques americanos mostra que o projeto provavelmente acelerou o processo de seleção de alvos e de disparo. Nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro, as forças americanas atingiram mais de mil alvos. Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The New York Times em 2024 aponta que o Maven enfrentou o seu primeiro teste real na Guerra da Ucrânia, mas ali o software enfrentou um problema. Segundo o jornal, a guerra evidenciou que é difícil aplicar tecnologia avançada em um conflito que ainda se parece com guerras do passado, baseadas em trincheiras e artilharia pesada. Apesar disso, de acordo com autoridades ouvidas pelo jornal, a visualização de movimentos e comunicações russas foi simplificada pela plataforma.

Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história


Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar Poucas empresas conseguiram definir como as pessoas usam a tecnologia no seu dia a dia tão categoricamente quanto a Apple. A empresa comemorou seus 50 anos de fundação na semana passada. Ela foi fundada por dois Steves, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia. Seu sucesso foi realmente estrondoso, mas a companhia também foi marcada por alguns fiascos notáveis. Atualmente, cerca de uma a cada três pessoas do planeta tem um produto da Apple. Para Emma Wall, estrategista-chefe de investimentos da empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown, este sucesso tem muito a ver com o marketing da empresa, além do seu próprio hardware. "Eles venderam um sonho", ela conta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Wall acredita que eles desenvolveram algo "bastante novo na época — a ideia de que a marca é tão importante quanto a linha de produtos." A série de sucessos da Apple, sem dúvida, diminuiu após a morte do visionário Steve Jobs (1955-2011), um dos seus fundadores. A empresa passou a se concentrar mais em aprimorar sua tecnologia já existente. Ken Segall, diretor criativo de Jobs por 12 anos, declarou à BBC que o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, fez um "trabalho incrível" de adaptação com o passar do tempo, mantendo a rentabilidade da empresa. Mas ele destaca que muitos puristas da Apple ainda não se sentem tão animados com a fase atual da companhia, pois "eles se lembram da antiga Apple, que era Steve Jobs." Com a Apple completando meio século de existência, pedimos a especialistas e analistas da tecnologia que observassem algumas das mudanças mais significativas trazidas pela empresa para o mundo da tecnologia e as ocasiões em que ela, indiscutivelmente, errou o alvo. iPod (sucesso) Longe de ser o primeiro aparelho de música digital portátil na época do seu lançamento, em 2001, o iPod é um dos "produtos mais simbólicos da Apple", segundo Craig Pickerill, do blog The Apple Geek — não apenas pelo que ele foi, mas "pelo que ele mudou". "Os aparelhos de MP3 eram desajeitados, sua armazenagem era limitada e gerenciar sua biblioteca de músicas parecia dar trabalho", relembra ele. "O iPod mudou tudo isso quase da noite para o dia." O design de anel de clique diferenciava o aparelho, que introduziu a biblioteca iTunes, abrindo o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor. Lançado em 2007, o iPod Touch foi projetado pela mesma equipe que viria a inventar o iPhone — que rapidamente superou o iPod. "Sem o iPod, a Apple provavelmente não teria o apoio financeiro e a maturidade operacional necessárias para assumir a complexidade da indústria do smartphone", afirma o analista de tecnologia Francisco Jeronimo, da empresa de pesquisa de mercado IDC. iPhone (sucesso) Mais de 200 milhões de iPhones são vendidos todos os anos. São cerca de sete aparelhos comprados a cada segundo, em algum lugar do planeta. Para Ben Wood, da empresa de análise de mercado CCS Insight, o iPhone é o "Hotel Califórnia dos smartphones". Quando você tem um, é "muito improvável que você saia" do ecossistema da Apple para um aparelho concorrente, com sistema Android. "iPod, telefone e comunicador via internet. Não são aparelhos separados, este é um aparelho", declarou Steve Jobs, radiante com a primeira versão do celular nas mãos, ao apresentá-lo ao mundo em 2007. Como muitos produtos revolucionários da Apple, o iPhone não foi o primeiro exemplo da sua espécie. Outros telefones já tinham capacidade de acesso à internet ou telas sensíveis ao toque. Mas a jornalista especializada em tecnologia Kara Swisher defende que seu "belo marketing" ajudou a catapultar o aparelho para o público. "Ele fez você pensar no iPhone não como um aparelho tecnológico, mas como um dispositivo de romance", afirma ela. Apple Watch (sucesso) Na época do lançamento do Apple Watch, em 2015, Steve Jobs já havia morrido de câncer. Mas seu sucessor, Tim Cook, assumiu com um propósito condizente com seu predecessor: produzir o melhor relógio de pulso do mundo. Em termos de receita gerada para a Apple (cerca de US$ 15 bilhões, ou R$ 78 bilhões), é difícil argumentar que o smartwatch mais vendido do mundo não tenha atingido seu objetivo. "Como negócio isolado, o Apple Watch ficaria confortavelmente entre as 250 a 300 maiores empresas dos Estados Unidos", segundo Wood. Seu primeiro protótipo era relativamente básico, mas seus modelos futuros também foram pioneiros na tecnologia de saúde vestível. Funções como o monitoramento cardíaco fizeram dele um importante promotor da tecnologia de saúde e fitness. Atualmente, acredita-se que o Apple Watch venda mais unidades todos os anos do que toda a tradicional indústria de relógios de pulso suíços. Apple Lisa (fracasso) De certa forma, o computador pessoal Apple Lisa, lançado em 1983 pelo alto preço de cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil, pelo câmbio atual), foi inovador. Ele foi um dos primeiros PCs a incorporar uma interface gráfica de usuário (GUI, na sigla em inglês) e um mouse. Mas o analista de tecnologia Paolo Pescatore afirma que o computador, destinado às empresas, era "caro demais", o que impediu seu sucesso comercial. O fracasso, para ele, demonstrou que "estar à frente na curva não é suficiente se o produto estiver mal posicionado". A Apple aprenderia com seus erros ao lançar o Macintosh original, um ano depois, com preço relativamente melhor para o consumidor final, de US$ 2.495 (cerca de R$ 13 mil, pelo câmbio atual). Teclado 'borboleta' (fracasso) O teclado com design "borboleta" da Apple foi um mecanismo introduzido nos laptops em 2015. Para Pickerill, ele foi um "raro deslize de confiabilidade". Usado em aparelhos como o MacBook Air, o design consistia em equipar os teclados com teclas de encaixe bilateral que pareciam asas de borboleta. Mas ele dividiu opiniões. Algumas pessoas afirmavam que o mecanismo dificultou a digitação nos teclados, dando a impressão de que a Apple estaria "priorizando a pouca espessura e não a durabilidade", segundo Pickerell. Em 2019, a empresa apresentou um novo MacBook Pro de 16 polegadas, sem o teclado borboleta. Vision Pro (fracasso) Para Wood, um fracasso notável e muito mais recente da Apple foi o headset Vision Pro, o primeiro lançamento importante da empresa desde o Apple Watch. Wood acredita que a grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito "complicada", sem conteúdo que permitisse igualar o sucesso de outros produtos da empresa. O site de notícias de tecnologia The Information afirma que a companhia reduziu a produção do headset de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 18 mil) poucos meses após o lançamento, devido à baixa demanda e à grande quantidade de estoque não vendido. O fracasso significa que a Apple "provavelmente será cautelosa para entrar rapidamente em áreas relacionadas, como óculos inteligentes", segundo Wood.

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