terça-feira, 12 de maio de 2026

Presidente da OpenAI diz que Elon Musk queria controle do ChatGPT


O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, rejeitou nesta terça-feira (12) a acusação de Elon Musk de que ele teria traído a missão original da empresa, criada para servir ao interesse público. Segundo Altman, Musk é quem estaria interessado em assumir o controle da OpenAI com o objetivo de lucrar com a organização. Em um processo aberto em agosto de 2024, Musk acusou Altman e a OpenAI de tê-lo convencido a doar US$ 38 milhões para a instituição, que na época não tinha fins lucrativos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O julgamento, que está na terceira semana, pode definir o futuro da OpenAI e de seus dirigentes, em um momento em que a empresa avalia abrir seu capital no mercado, com uma estimativa de valor que pode chegar a US$ 1 trilhão. Ao ser questionado por seu advogado no tribunal federal de Oakland, Califórnia, Altman negou a alegação de Musk de que ele e o presidente da OpenAI, Greg Brockman, que também é réu, tentaram "roubar uma instituição de caridade". Vídeos em alta no g1 Altman afirmou que "é difícil até mesmo envolver minha cabeça nesse enquadramento" e que ele espera que "à medida que a OpenAI continue a se sair bem, a organização sem fins lucrativos se sairá ainda melhor". Os advogados de Musk tentaram apresentar Altman como alguém que teria mentido a respeito de seus planos para a OpenAI. Musk afirmou no início do julgamento que "ter alguém que não seja confiável no comando da IA, é um perigo muito grande para o mundo todo." O homem mais rico do mundo pede cerca de US$ 150 bilhões em indenizações à OpenAI e à Microsoft, um dos principais investidores da empresa. Os valores, segundo a ação, deveriam ser destinados a uma organização sem fins lucrativos ligada à OpenAI. Musk também solicita o afastamento de Altman e Brockman de seus cargos. Altman recusa oferta Elon Musk em foto de setembro de 2025 REUTERS/Daniel Cole A OpenAI foi cofundada em 2015 por vários empreendedores, incluindo Musk e Altman. A empresa tentou mostrar que Musk sabia sobre o plano com fins lucrativos antes de deixar seu conselho de administração em 2018, mas queria o controle da empresa e está processando porque se arrepende de ter perdido possíveis riquezas. A OpenAI criou uma entidade com fins lucrativos em março de 2019. Perguntado se Musk se opunha ao plano com fins lucrativos, Altman disse "muito pelo contrário". Altman lembrou que Musk chegou a exigir uma participação de 90% na OpenAI e disse que estava "extremamente desconfortável" em ceder o controle majoritário, mesmo quando Musk diminuiu suas exigências. "Eu tinha muita experiência com startups, tinha visto muitas brigas pelo controle", disse ele, citando a SpaceX de Musk como um exemplo em que os fundadores de empresas com bom desempenho consolidaram o poder para garantir o controle permanente. Altman também disse que, embora ele e outros líderes da OpenAI quisessem ficar ao lado de Musk, ele se recusou a fazer uma fusão da empresa com a Tesla, a empresa de carros elétricos de Musk. "Acho que não teríamos a capacidade de garantir que (nossa) missão fosse cumprida", disse ele. "Fundamentalmente, a Tesla precisa atender a seus clientes e vender carros." Honestidade de Altman questionada Durante o interrogatório, o advogado de Musk, Steven Molo, questionou a honestidade de Altman. Ele citou o depoimento de um ex-membro da diretoria da OpenAI de que Altman promoveu uma "cultura tóxica de mentiras" e de sete ex-funcionários da OpenAI que disseram que Altman não era confiável. "Você enganou as pessoas quando fez negócios?", perguntou Molo a Altman. "Acredito que sou uma pessoa de negócios honesta e confiável", respondeu Altman. "Essa não é a minha pergunta. Você já enganou as pessoas quando fez negócios?" "Acho que não." Altman surpreso O julgamento marca um confronto entre os gigantes da tecnologia, com Musk se apresentando como defensor das pessoas comuns contra os perigos da IA e os titãs do Vale do Silício que se preocupam mais com o dinheiro. Isso ocorreu depois que a OpenAI arrecadou centenas de bilhões de dólares de grandes empresas de tecnologia e investidores para investir em poder de computação. Altman disse que a OpenAI arrecadou US$175 bilhões de investidores privados ao longo de sua existência. A saída de Musk da empresa provocou sentimentos contraditórios dentro da OpenAI, disse Altman, com algumas pessoas preocupadas com a possibilidade disso impedir o financiamento para a companhia, enquanto outras ficaram aliviadas por se livrarem das cobranças de Musk sobre progressos dos pesquisadores. "Acho que o Sr. Musk não sabia como administrar um bom laboratório de pesquisa", disse Altman. "Ele desmotivou alguns de nossos pesquisadores mais importantes." O presidente da OpenAI, Bret Taylor, também testemunhou nesta terça-feira e afirmou que a OpenAI recebeu uma oferta formal de aquisição de um consórcio liderado pela empresa rival de Musk, a xAI, em fevereiro de 2025, seis meses após Musk ter processado a empresa. "Fiquei surpreso", disse Taylor. "Essa proposta era para adquirir essa organização sem fins lucrativos por um grupo de investidores com fins lucrativos, o que parecia contraditório com o espírito da ação judicial." Os depoimentos podem ser concluídos nesta semana, e os jurados poderão começar a deliberar se os réus são responsáveis até 18 de maio. A juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, que supervisiona o julgamento, determinará as medidas corretivas. Em depoimentos anteriores, o ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, declarou que passou cerca de um ano reunindo provas para os diretores da OpenAI sobre o "padrão consistente de mentiras" de Altman, enquanto o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, chamou o investimento de sua empresa na OpenAI de "risco calculado". Outros que testemunharam incluem Brockman e Shivon Zilis, ex-membro da diretoria da OpenAI que também é mãe de quatro dos filhos de Musk.

Usuários do Spotify reclamam que serviço de streaming está fora do ar

O Spotify informou, nesta terça-feira (12), que a plataforma enfrenta dificuldades na reprodução de músicas. *Essa reportagem está em atualização.

Google negocia com SpaceX para lançar data centers de IA no espaço, diz jornal


O Google, controlado pela Alphabet, está em negociações com a SpaceX, de Elon Musk, para um possível acordo de lançamentos de foguetes. O objetivo é colocar em órbita centros de processamento de dados voltados à inteligência artificial, informou o "Wall Street Journal" nesta terça-feira (12). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a reportagem, o Google também conversa com outras empresas do setor espacial para viabilizar o projeto. Nem a SpaceX nem o Google comentaram imediatamente o assunto à Reuters. Se o acordo for fechado, será mais um exemplo de aproximação entre Musk e empresas com as quais já teve divergências públicas no setor de inteligência artificial. O empresário ajudou a fundar a OpenAI em 2015, em parte como uma resposta ao avanço do Google nessa área. Anos depois, porém, a SpaceX e o Google passaram a perseguir um objetivo semelhante: levar para o espaço a infraestrutura necessária para processar grandes volumes de dados usados em sistemas de IA. A ideia consiste em instalar, em órbita, estruturas capazes de armazenar informações e realizar cálculos complexos. Esses centros de dados funcionariam de forma semelhante aos data centers em terra, mas seriam alimentados por energia solar captada diretamente no espaço. O desenvolvimento dessa tecnologia é apontado como um dos principais projetos estratégicos da SpaceX e pode demandar investimentos elevados, além de superar desafios técnicos significativos. Na semana passada, a Anthropic concordou em utilizar toda a capacidade computacional das instalações Colossus 1 da SpaceX, em Memphis, e manifestou interesse em colaborar no desenvolvimento de vários gigawatts de centros de dados orbitais. No Google, a iniciativa é conduzida pelo Projeto Suncatcher, programa de pesquisa que busca conectar satélites movidos a energia solar equipados com as Unidades de Processamento Tensorial (TPUs), chips desenvolvidos pela empresa para acelerar tarefas de inteligência artificial. A companhia pretende lançar um primeiro protótipo por volta de 2027, em parceria com a Planet Labs. Cápsula da nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 11 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX

Waymo, empresa ligada ao Google, recolhe 3,8 mil robotáxis após falha em vias alagadas


A Waymo, subsidiária da Alphabet, grupo responsável pelo Google, informou nesta terça-feira (12) que está realizando o recall de cerca de 3,8 mil robotáxis nos Estados Unidos após identificar o risco de que os veículos entrem em vias alagadas com limites de velocidade mais altos, o que levantou preocupações de segurança. A unidade da Alphabet afirmou que o recall foi motivado por um incidente ocorrido em 20 de abril, quando um veículo da Waymo entrou em uma faixa alagada em San Antonio, durante condições climáticas extremas. Segundo a empresa, o carro estava sem passageiros e ninguém ficou ferido, mas o episódio levou a companhia a revisar situações semelhantes envolvendo velocidades elevadas e vias inundadas e intransitáveis. “Estamos trabalhando para implementar salvaguardas adicionais no software e já adotamos medidas de mitigação, incluindo o aprimoramento de nossas operações em condições climáticas extremas durante períodos de chuva intensa, limitando o acesso a áreas onde podem ocorrer enchentes repentinas”, informou a Waymo. A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) informou que a Waymo reduziu temporariamente o escopo de operação de seus veículos para impor restrições mais rígidas relacionadas ao clima e atualizou seus mapas enquanto desenvolve uma solução definitiva. Separadamente, a Waymo também é alvo de uma investigação da NHTSA após um de seus veículos autônomos atropelar uma criança perto de uma escola primária em Santa Monica, na Califórnia, em janeiro, causando ferimentos leves. Em março, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) informou que está investigando um incidente ocorrido em janeiro no qual veículos autônomos da Waymo ultrapassaram um ônibus escolar parado com as luzes de advertência acionadas, em violação à legislação do estado do Texas. Veículo da Waymo funciona como táxi autônomo Caitlin O’Hara/Reuters

É #FAKE vídeo de cão policial salvando shih tzu de prédio em chamas; cena foi criada com inteligência artificial


É #FAKE vídeo de cão policial salvando shih tzu de prédio em chamas; cena foi criada com inteligência artificial Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra um cão policial salvado outro cachorro de um incêndio em um prédio. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como é o vídeo? O conteúdo passou a circular ao menos desde abril em redes como Instagram, X, Facebook e TikTok, mas voltou a viralizar no início de maio. Veja duas legendas, em inglês, que têm circulado: "Um corajoso cão policial resgata um pequeno Shih Tzu"; e "EUA: CORAJOSO CÃO POLICIAL RESGATA SHIH TZU DE PRÉDIO EM CHAMAS". O vídeo foi produzido com inteligência artificial (IA) e tem distorções típicas de conteúdos sintéticos, como palavras em línguas que não existem (leia mais abaixo). A cena mostra um cão policial pastor belga saltando de uma janela do quinto andar de um prédio em chamas, enquanto segura na boca um shih tzu, como se estivesse em uma operação de resgate. Em seguida, o cachorro maior pula para baixo e cai sobre uma lona de salvamento, segurada por bombeiros na entrada do edifício. Na seção de comentários, alguns usuários apontaram que o conteúdo era feito com IA, mas outros ficaram em dúvida, como estes:"Odeio não saber se isso é real ou inteligência artificial. Estou fortemente inclinado a acreditar que seja IA"; e "Dê uma medalha para esse cão policial por favor!". ⚠️ Por que é #FAKE? O Fato ou Fake submeteu o conteúdo ao HiveModeration, ferramenta de detecção de vídeos, fotos e áudios criados com inteligência artificial. Resultado: há 99,1% de o conteúdo ter sido crido com esse recurso (veja infográfico abaixo). Entre as distorções das imagens, está a inscrição no "colete militar" do cão policial que, embora no início pareça dizer "police" (polícia, em inglês), que tem letras embaralhadas e não forma nenhuma palavra verdadeira. Além disso, uma placa no térreo do prédio tem termos que mudam de formato ao longo da gravação, outro sinal típico de vídeos sintéticos. Vídeo tem distorções de IA em inscrições no colete do cão policial e em placa de prédio. Reprodução HiveModeration aponta uso de IA em vídeo. Reprodução É #FAKE vídeo de cão policial salvando shih tzu de prédio em chamas; cena foi criada com inteligência artificial Reprodução Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

eBay rejeita oferta de compra de US$ 56 bilhões feita pela GameStop


Ebay Beck Diefenbach/Reuters A empresa de comércio eletrônico eBay rejeitou nesta terça-feira (12) uma oferta de compra de US$ 56 bilhões feita pela varejista de videogames GameStop, segundo informações da Reuters. A companhia afirmou que tem dúvidas sobre a capacidade de financiamento da operação. A proposta, considerada ousada pelo mercado, previa pagamento em dinheiro e ações. O negócio chama atenção porque o valor de mercado da eBay é quase quatro vezes maior que o da GameStop, algo incomum em aquisições desse porte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Concluímos que sua proposta não é nem credível nem atraente", disse o presidente do conselho do eBay, Paul Pressler. "O conselho do eBay está confiante de que a empresa, sob a atual equipe de gestão, está bem posicionada para continuar impulsionando o crescimento sustentável." Mesmo após a rejeição, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, afirmou recentemente que pode levar a proposta diretamente aos acionistas da eBay, o que abriria espaço para uma tentativa mais agressiva de compra. Investidores e analistas já demonstravam ceticismo em relação ao acordo. As ações da eBay seguem sendo negociadas abaixo do valor oferecido pela GameStop, indicando que o mercado vê dificuldades para que a operação avance. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 A reação também foi negativa entre parte dos investidores da GameStop. Michael Burry, conhecido pelo filme “The Big Short”, vendeu toda sua participação na companhia após o anúncio da proposta. Ele criticou a estratégia e alertou para riscos como aumento do endividamento e diluição dos acionistas. Aposta para disputar espaço com a Amazon A oferta bilionária foi apresentada no início deste mês e avaliava a eBay em cerca de US$ 56 bilhões. Antes mesmo da proposta, a GameStop já vinha comprando ações da empresa e acumulou quase 5% de participação, incluindo derivativos. Em entrevista ao Wall Street Journal, Ryan Cohen afirmou ver potencial para transformar a eBay em uma empresa avaliada em “centenas de bilhões de dólares” e capaz de competir diretamente com a Amazon. O plano inclui cortar cerca de US$ 2 bilhões em custos anuais já no primeiro ano após a aquisição para aumentar a lucratividade da companhia. Outro ponto central da estratégia é usar as cerca de 1.600 lojas físicas da GameStop nos Estados Unidos para apoiar as operações da eBay, funcionando como pontos de retirada, envio e autenticação de produtos, além de integrar melhor as vendas online e físicas. Para financiar a operação, a GameStop afirma que poderia levantar até US$ 20 bilhões em dívidas com apoio do TD Securities, além de emitir novas ações.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Copa do Mundo 2026: golpistas clonam site da FIFA para enganar brasileiros em busca de ingressos


FOTO DE ARQUIVO: O logotipo da Copa do Mundo da FIFA de 2026 de Nova York/Nova Jersey é revelado durante o evento de lançamento na Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, em 18 de maio de 2023. Reuters/Brendan McDermid/Foto de arquivo Faltam menos de 30 dias para a Copa do Mundo de 2026, e criminosos já aproveitam o interesse pelo campeonato para aplicar golpes com sites falsos da FIFA, incluindo versões em português. Ao menos cinco páginas fraudulentas foram criadas nas últimas semanas, segundo a empresa de segurança digital ESET. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os sites têm versões em português e incluem até opções de ingressos para a partida entre Brasil e Marrocos, marcada para 13 de junho. De acordo com a ESET, os sites falsos são divulgados por meio de anúncios no Google, redes sociais, WhatsApp, SMS e e-mail. Vídeos em alta no g1 As páginas, às quais o g1 teve acesso, reproduzem com alto nível de fidelidade o design do site oficial da FIFA, incluindo logotipo, identidade visual e até o fluxo de compra de ingressos. Também oferecem hospedagem e itens relacionados à Copa do Mundo, como camisetas. O g1 procurou a FIFA, que afirmou que sempre incentiva os torcedores a comprarem ingressos apenas pelo FIFA.com/tickets, a fonte oficial e preferencial de ingressos para a Copa do Mundo. “Os torcedores são fortemente aconselhados a permanecer atentos, evitar plataformas não oficiais e recorrer exclusivamente aos canais oficiais da FIFA para a compra de ingressos e pacotes de hospitalidade”, diz a organização, em nota. Como funciona Na página original, a FIFA solicita que o usuário faça login antes de acessar a compra de ingressos. No site falso visto pelo g1, o mesmo procedimento é reproduzido em uma página praticamente idêntica. A principal diferença é que a plataforma original permite acesso com contas do Google ou da Apple, enquanto a versão fraudulenta aceita apenas dados preenchidos manualmente em um formulário — um detalhe que pode indicar tentativa de golpe. Comparação site fake e site original da FIFA. Reprodução O g1 também notou que o site falso oferece a opção "português" no campo "Linguagem de Comunicação Preferida". Já a página oficial da FIFA disponibiliza apenas inglês, alemão, francês e espanhol. Outro ponto que chama atenção é que o jogo entre Brasil e Marrocos aparece no site falso com ingressos supostamente em promoção, de US$ 2.205 por US$ 1.696. No site oficial da FIFA, porém, não há mais bilhetes disponíveis para essa partida. (veja a comparação na imagem acima). Como se proteger Site falso tenta imitar o original da FIFA para a copa do mundo Reprodução Esse tipo de golpe é conhecido como typosquatting. Criminosos criam endereços muito parecidos com os de sites verdadeiros e clonam o visual das páginas originais. A vítima pode cair no golpe ao cometer um erro de digitação ou não perceber pequenas alterações no endereço, que costuma ser quase idêntico ao verdadeiro. A estratégia inclui trocar letras e símbolos por caracteres semelhantes, como "l" (L minúsculo) por "I" (i maiúsculo) ou substituir "m" por "rn". Em alguns casos, ataques de typosquatting são potencializados com anúncios online. A semelhança no endereço confunde a vítima, que clica no anúncio sem perceber que está indo para um site falso. O primeiro ponto a observar é o endereço do site (URL). Páginas de grandes empresas costumam usar domínios conhecidos, sem variações suspeitas. O site oficial da FIFA, por exemplo, termina em ".com", enquanto um dos fraudulentos identificados usa a extensão ".shop" e ".store". Só que outro site falso identificado pela ESET também termina em ".com", assim como o original, mas começa com "www.wc26", o que pode indicar golpe. O endereço oficial da FIFA para venda de ingressos é "www.fifa.com". Site falso imitando o da FIFA tem problema de design com ícones muito pequenos. Reprodução Também vale analisar a estrutura da página. Golpistas podem copiar o visual de sites oficiais, mas pequenas inconsistências podem denunciar a fraude. Em um dos links fakes visto pelo g1, o chat de ajuda ao usuário exibia mensagens em um idioma que parecia japonês ou chinês. Outro alerta é o senso de urgência criado pelos criminosos. Páginas fraudulentas costumam exibir mensagens como "últimas unidades" ou cronômetros de contagem regressiva para pressionar a vítima a concluir a compra rapidamente. Também é importante desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Criminosos costumam anunciar ingressos e produtos com descontos exagerados para atrair vítimas. "A combinação entre paixão pelo futebol, ansiedade por ingressos e aparência legítima dos sites cria um ambiente extremamente favorável para golpes. Além do prejuízo financeiro, existe também o risco de roubo de identidade e comprometimento de contas pessoais caso o usuário reutilize senhas em outros serviços", explica Thales Santos, especialista em segurança da informação da ESET Brasil. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil

Presidente da OpenAI diz que Elon Musk queria controle do ChatGPT

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