quarta-feira, 22 de abril de 2026

Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional


Marc Mueller/Pexels Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens. Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa. A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As áreas consideradas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros. “Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.” Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto. A ánalise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas. Os cargos “sêniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque. Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini. “Provavelmente só vai piorar”, aposta. “Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.” Impacto imediato nos países desenvolvidos Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em novembro de 2025. Em média, a queda da empregabilidade foi de 16% nos setores mais expostos. ]Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “júniores”, como tratamento de dados e redação. “O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA. Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque. “É um problema que o país vai enfrentar.” Formação dos profissionais do futuro em risco  A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia. Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial. O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados sêniores tenham menos competências. “É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os sêniores estão tomando”, explica o pesquisador. “No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.” É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro.

Influencer investigado por usar IA para sexualizar evangélicas criticou roupas usadas por jovens nas igrejas: 'marcam o corpo'


Polícia investiga influencer por sexualizar jovens em igrejas Antes de ser investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de usar inteligência artificial (IA) para manipular e sexualizar imagens de jovens evangélicas em igrejas, o influenciador digital Jefferson de Souza criticava nas redes sociais as roupas usadas por elas nos cultos da Congregação Cristã do Brasil (CCB) (veja vídeo acima). Em vídeos publicados no TikTok, YouTube e Instagram, onde soma quase 50 mil seguidores, ele afirma que os vestidos “marcam o corpo”. E comenta o comportamento das fiéis que tiram fotos dentro dos templos e as postam nas plataformas digitais. “Algumas mostram o rosto, mas mostrando outras partes também. E hoje em dia, as roupas que as irmã [sic] usam são roupas que marcam o corpo”, diz Jefferson em uma das gravações. “Eu acho assim, não tem nada a ver, tudo bem, cada um com a sua vida, mas eu não acho certo fazer filmagem dentro da igreja.” Jefferson falou publicamente e já admitiu à polícia que usa essas fotografias das fiéis como base para os conteúdos em vídeos que produz com deep fake. Depois ele divulga o material na internet (saiba mais abaixo). 🔎Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar fotos, vídeos ou áudios de forma realista, fazendo parecer que uma pessoa fez ou disse algo que nunca aconteceu. O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade Difamação Delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM de SP Kleber Tomaz/g1 Algumas das jovens que tiveram as imagens expostas por Jefferson sem autorização são adolescentes _ uma delas tem 16 anos e conversou com o g1 (veja os vídeos nessa reportagem). O caso começou a ser investigado em fevereiro pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Mateus, Zona Leste de São Paulo. A estudante foi com os pais registrar a queixa, que depois se tornou um inquérito policial, com acompanhamento do Ministério Público (MP) e da Justiça. Jefferson é investigado por suspeita de simular cena de sexo ou pornografia com menor de 18 anos por meio digital, conforme o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cuja pena varia de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. A polícia também apura se ele cometeu difamação em relação a outras jovens expostas. Influencer admite uso de IA Influencer usa IA para sexualizar jovens evangélicas em igrejas; entenda “E a menina começa até fazer pose ali, né? Como se fosse tirar uma selfie ou fazer um vídeo. Você pode ver que a maioria das irmãzinhas que vai tirar foto... é dentro da igreja, elas tiram de costa”, afirma Jefferson nas filmagens que posta. Em outra publicação, o influencer explica como usa ferramentas de inteligência artificial para animar essas imagens. Humorista e borracheiro, Jefferson tem 37 anos e imita o apresentador Silvio Santos. “No meu caso, eu posto os vídeos aqui quando eu comecei a fazer a brincadeira com a voz de Silvio Santos”, diz. “Pego a foto, as irmãs postando foto de costa, aí eu jogo na IA, a IA faz dançar.” O g1 o procurou para comentar o assunto, e ele informou que seu advogado comentaria o caso _ até a última atualização desta reportagem a defesa não havia se posicionado. Pedido de desculpas Jefferson Souza gravou vídeo pedindo desculpas pelas críticas a CCB Reprodução/Arquivo pessoal Antes, em depoimento à polícia, Jefferson negou as acusações. Em vídeos, ele minimiza as críticas que recebe e diz que o conteúdo era de humor e tinha o objetivo de gerar engajamento. “E eu faço isso. E eles falam que eu estou manchando a obra de Deus, que eu estou colocando mulheres seminuas. Mas não é, pessoal. Tem algumas que eu coloquei lá, mas é uma forma de chamar atenção para poder ganhar seguidores.” O influencer mantém o canal “Humor do Crente” no YouTube, com mais de 11 mil inscritos, e perfis no Instagram, Facebook e TikTok, onde se apresenta como “Silvio Souza”, numa referência a Silvio Santos. Em algumas gravações, ele veste camisetas com paródias do logotipo do SBT e chega a inserir imagens de Silvio e do apresentador Ratinho nos vídeos. Em outro vídeo postado no domingo de Páscoa, dia 5 de abril, Jefferson pediu "desculpas" aos "irmãos" da Congregação Cristã do Brasil pelos vídeos que postou com críticas à igreja. "Eu quero pedir desculpa, pedir perdão publicamente pelos vídeos que eu andei postando", diz o influencer. "Eu confesso que errei na minha forma de falar." Em nenhum momento ele menciona os deepfakes que fez com as adolescente e mulheres. "Eu peço perdão a todos que se sentiram ofendidos (...) Eu prometo ser mais cauteloso." Pegou foto sem autorização Adolescente que tirou foto na CCB teve foto manipulada por IA para aparecer sensualizando em vídeo ao lado de outros mulheres Reprodução/Redes sociais Entre as vítimas de Jefferson está uma estudante adolescente. “Ele pegou a minha foto sem autorização e fez uma montagem com inteligência artificial, com as mulheres sensualizando na frente e [comigo] junto a elas”, disse a jovem, que foi acompanhada por seus pais na entrevista. Ela e a família que deram início as investigações da polícia. Em fevereiro procuraram a 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Mateus, Zona Leste da capital paulista, para acusar Jefferson de ter alterado e erotizado a imagem da adolescente. “A gente está investigando esse caso de deepfake. Houve uma simulação dessas imagens dessas meninas, algumas delas adolescentes”, afirma também ao g1 a delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM. "A internet não é uma terra sem lei. As leis que nos protegem no mundo real também se aplicam no ambiente virtual.” Jovem tenta retirar vídeos Jovem evangélica teve imagem manipulada por deep fake. Influencer usou IA para colocar mulher com roupa curta e Silvio Santos ao lado dela Reprodução/Redes sociais No vídeo criado pelo influencer, além da estudante, foram inseridas outras três jovens — que ela não conhece e tampouco há confirmação de que sejam reais. As quatro aparecem com os braços erguidos e as bocas abertas; duas usam minissaias, vestimentas que não costumam aparecer nos cultos da CCB. A estudante afirmou que ficou constrangida com a exposição. “Eu sou muito envergonhada, então não queria ter sido exposta. Eu tomo cuidado e também fico com medo disso afetar meu convívio social.” Segundo ela, o episódio mudou sua forma de agir. “Eu não tirei mais nenhuma [fotografia]. Eu não tirei mais de mim. Não tem mais nenhuma e também me gerou preocupação.” Outra jovem evangélica afirmou à equipe de reportagem que tentou remover conteúdos publicados por Jefferson. “Já fiz várias denúncias contra essa conta [do influencer]. Já entrei com um processo com todos que estão usando minha imagem.” O que dizem especialistas Páginas de Jefferson Souza no YouTube e no TikTok nas quais critica a CCB e fez vídeos sensualizando fiéis a partir de IA Reprodução/Arquivo pessoal Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o uso de IA não reduz a responsabilidade de quem cria ou divulga esse tipo de material. Segundo a pesquisadora Laura Hauser, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o foco não deve ser o comportamento das vítimas. “Não é a vítima que tem que se cuidar. O predador que deve ser intimado a melhorar.” Para Juliana Cunha, diretora da SaferNet, casos como este tendem a crescer com o avanço da tecnologia. "É muito importante que vítimas dessa violência não se sintam culpadas”, disse Juliana. E emendou: “Sem dados, a gente não consegue influenciar mudanças de políticas públicas e de legislação.” SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet O que dizem os citados Jovem evangélica, de roupa preta, teve foto manipulada por IA para aparecer dançando num vídeo ao lado de uma para aparecer dançando num vídeo ao lado de mulher com minissaia inserida por IA. Influenciador digital Jefferson Souza (à esquerda) é investigado pela polícia Reprodução/Redes sociais O SBT foi procurado pelo g1 para informar se Jefferson teve vínculo com a emissora e se adotará alguma medida pelo uso do logotipo na deepfake com as evangélicas da CCB, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Congregação Cristã do Brasil informou que não possui registro formal de membros e que apoia a adoção de medidas legais cabíveis por parte das autoridades a respeito das pessoas envolvidas. As plataformas digitais também se manifestaram. O TikTok informou adotar tolerância zero para exploração sexual infantil e remover conteúdos desse tipo. O YouTube disse que retirou vídeos que violavam suas diretrizes. A Meta, responsável por Instagram e Facebook, não comentou. Algumas das postagens misóginas feitas por Jefferson contras as evangélicas foram retiradas recentemente por ele ou pelas empresas de tecnologia. Polícia de SP tenta identificar e localizar mais vítimas de deepfake Reprodução/Redes sociais G1 Explica: Deepfake

Tesla tem lucro de US$ 477 milhões no 1º trimestre, alta de 17%


Veículos da Tesla em uma estação de recarga. Mike Stewart/ AP Photo A fabricante de veículos elétricos Tesla, comandada pelo bilionário Elon Musk, informou nesta quarta-feira (22) que teve lucro de US$ 477 milhões no primeiro trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela recuperação das vendas de carros, após uma forte queda em 2025. O lucro por ação foi de US$ 0,13. Ajustado por itens extraordinários, o indicador chegou a US$ 0,41, superando as estimativas de Wall Street, de US$ 0,36. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A receita da empresa, por sua vez, subiu para US$ 22,39 bilhões, puxada por um aumento de 16% no segmento automotivo. Ainda assim, tanto o lucro quanto a receita seguem bem abaixo do pico registrado, quando os carros da empresa ampliavam sua participação de mercado. Agora, esse movimento se inverte, à medida que concorrentes europeus e chineses avançam sobre sua base de clientes. No ano passado, a empresa perdeu o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo para a chinesa BYD. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Musk tem minimizado os desafios no negócio de carros e reforçado que o futuro da Tesla depende menos da venda de veículos e mais do uso desses carros como táxis autônomos. A empresa informou que as milhas percorridas por robotáxis dobraram no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre do ano passado. Atualmente, o serviço opera em São Francisco e em três cidades do Texas, incluindo Austin, onde fica a sede da Tesla. Musk também tem destacado a produção de robôs para uso doméstico e empresarial. Em uma teleconferência com investidores nesta quarta-feira, ele afirmou que a empresa iniciou a construção de uma nova fábrica no Texas para esses robôs, chamados Optimus, com capacidade potencial de até 10 milhões de unidades por ano. “Acho que o Optimus será nosso maior produto”, disse Musk, acrescentando: “não apenas o maior produto da Tesla, mas provavelmente o maior produto de todos”. A empresa também destacou que iniciou a produção dos chamados Cybercabs, sem pedais ou volante. Durante a teleconferência, Musk ainda sugeriu que a Tesla pode lançar um novo carro esportivo Roadster com condução manual dentro de cerca de um mês. A companhia vem intensificando os investimentos nessa transição, com US$ 2,5 bilhões em despesas de capital no último trimestre, alta de 67% em relação ao mesmo período do ano anterior. Musk alertou ainda para “um aumento muito significativo” desses investimentos no futuro.

'Pegou foto sem autorização', diz evangélica de 16 anos vítima de influencer que usou IA para sexualizar sua imagem em igreja


Influencer usa IA para sexualizar jovens evangélicas em igrejas; entenda “Ele pegou a minha foto sem autorização e fez uma montagem com inteligência artificial, com as mulheres sensualizando na frente e [comigo] junto a elas”. O desabafo foi feito ao g1 por uma jovem evangélica de 16 anos que teve a própria imagem manipulada por um influenciador digital com uso de inteligência artificial (IA) (veja vídeo acima). A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso. Segundo a investigação, Jefferson de Souza usou ferramentas de IA, como o deep fake, para inserir fotos da adolescente e de outras jovens evangélicas da Congregação Cristã do Brasil (CCB) em vídeos com conotação sexual dentro das igrejas da entidade. O material foi publicado nas redes sociais do influencer, onde ele soma quase 50 mil seguidores. Em algumas filmagens, ele critica as roupas usadas pelas fiéis nas igrejas e costuma usar hinos da CCB como trilha sonora. 🔎Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar fotos, vídeos ou áudios de forma realista, fazendo parecer que uma pessoa fez ou disse algo que nunca aconteceu. O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade Jefferson é investigado por suspeita de simular cena de sexo ou pornografia com menor de 18 anos por meio digital, conforme o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cuja pena varia de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. A polícia também apura se ele cometeu difamação em relação a outras jovens expostas. Humorista, imitador de Silvio Santos e borracheiro, Jefferson tem 37 anos. O g1 o procurou para comentar o assunto, mas ele não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em depoimento à polícia, negou as acusações. Depois gravou vídeo pedindo desculpas (saiba mais abaixo). 'Não queria ter sido exposta' Adolescente que tirou foto na CCB teve foto manipulada por IA para aparecer sensualizando em vídeo ao lado de outros mulheres Reprodução/Redes sociais A estudante contou que a fotografia usada na montagem foi tirada em 2025, durante um momento de fé, em frente ao altar da CCB do Brás, no Centro de São Paulo, e que nunca autorizou qualquer uso da imagem. “Eu sou muito envergonhada, então não queria ter sido exposta. Eu tomo cuidado e também fico com medo disso afetar meu convívio social" Nem a identidade, nem o rosto das vítimas serão divulgados nesta reportagem. Segundo a adolescente, o episódio mudou seu comportamento. “Eu não tirei mais nenhuma [fotografia]. Eu não tirei mais de mim. Não tem mais nenhuma e também me gerou preocupação.” O caso veio à tona em fevereiro, quando a jovem e os pais procuraram a 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Mateus, Zona Leste da capital paulista. Eles acusam Jefferson de ter alterado e erotizado a imagem da adolescente. No vídeo criado pelo influencer, além da estudante, foram inseridas outras três jovens — que ela não conhece e tampouco há confirmação de que sejam reais. As quatro aparecem com os braços erguidos e as bocas abertas; duas usam minissaias, vestimentas que não costumam aparecer nos cultos da CCB. ''Tira o sono', diz mãe Garota de 16 anos foi vítima de deep fake em São Paulo Fabio Tito/g1 Para a família da adolescente, o impacto da exposição é profundo. “Do mesmo jeito que eu senti que fui ferida por mexer com a minha filha, eu também senti isso com as outras meninas”, diz a mãe. “Tira o sono.” O pai destacou que o alcance da repercussão do caso foi além do controle deles e de outras jovens da Congregação Cristã do Brasil. “Havia uma quantidade enorme de vítimas. Não só a minha filha”, afirma. “[Ele usou de] manipulação [de foto] com [vídeo de] conotação sexual que se agrava ainda mais com menores de idade... isso tem que cessar.” A família entrou com ação na Justiça pedindo indenização por dano moral. “A apuração desse crime, bem como o processo de danos morais, é muito importante para que tenha um caráter educativo”, fala o advogado William Valvasori. 'Internet não é terra sem lei', diz delegada Delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM de SP Kleber Tomaz/g1 “A gente está investigando esse caso de deepfake. Houve uma simulação dessas imagens dessas meninas, algumas delas adolescentes”, afirma também ao g1 a delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM. Ela já identificou algumas vítimas, mas pede que outras jovens expostas pelo influencer também procurem à delegacia. "A internet não é uma terra sem lei. As leis que nos protegem no mundo real também se aplicam no ambiente virtual”, afirma a delegada. O inquérito, que começou na 8ª DDM da capital, foi encaminhado pela 1ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo à 2ª Vara da Comarca de Lençóis Paulista, no interior do estado, onde o investigado mora. O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP). Jovem evangélica teve imagem manipulada por deep fake. Influencer usou IA para colocar mulher com roupa curta e Silvio Santos ao lado dela Reprodução/Redes sociais Uma outra jovem evangélica ouvida pela equipe de reportagem afirma que já tentou derrubar o conteúdo de Jefferson nas redes sociais. “Já fiz várias denúncias contra essa conta [do influencer]”, disse. “Já entrei com um processo com todos que estão usando minha imagem.” No caso dela, o influencer usou uma foto em que ela aparece de blusa de mangas compridas e saia longa, apoiada no banco da igreja, e criou um novo vídeo. Ele inseriu imagens de uma outra jovem com minissaia, e Silvio Santos, vestido com o tradicional terno com microfone. As publicações foram feitas no YouTube, onde o influenciador mantém o canal "Humor do Crente", com mais de 11 mil inscritos, além de perfis no Instagram, no Facebook e no TikTok, onde se apresenta como "Silvio Souza", numa alusão ao apresentador Silvio Santos, e reúne aproximadamente 37 mil seguidores. O que dizem especialistas Páginas de Jefferson Souza no YouTube e no TikTok nas quais critica a CCB e fez vídeos sensualizando fiéis a partir de IA Reprodução/Arquivo pessoal Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o uso de IA não reduz a responsabilidade de quem cria ou divulga esse tipo de material. Segundo a pesquisadora Laura Hauser, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o foco não deve ser o comportamento das vítimas. “Não é a vítima que tem que se cuidar. O predador que deve ser intimado a melhorar.” Para Juliana Cunha, diretora da SaferNet, casos como este tendem a crescer com o avanço da tecnologia. "É muito importante que vítimas dessa violência não se sintam culpadas”, disse Juliana. E emendou: “Sem dados, a gente não consegue influenciar mudanças de políticas públicas e de legislação.” A organização conduz, há pouco mais de um ano, uma pesquisa sobre o uso ilegal de IA para gerar imagens de nudez e sexo envolvendo adolescentes e mulheres. SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet O que diz o influencer Moça com vestido branco teve a foto manipulada por IA por influencer. Imagem dela aparece dançando em vídeo entre duas mulheres com roupas curtas Reprodução/Redes sociais O g1 procurou Jefferson, mas ele não respondeu. Nos seus vídeos, ele afirma ainda ser membro da Congregação Cristã do Brasil. Também faz comentários depreciativos sobre mulheres que usam véu branco, tradicional na igreja. Em algumas gravações, o influencer veste uma camiseta com o símbolo do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), fazendo uma paródia com as letras da emissora ao se definir como: "Sou Borracheiro, Trabalhador". Ele já chegou a inserir imagens do apresentador Ratinho em outras ocasiões. Em um vídeo publicado no TikTok, o influencer comenta o comportamento de jovens na igreja e explica como produz os conteúdos. Jefferson Souza usou IA para introduzir Ratinho num vídeo a partir da foto de uma fiel em frente a CCB. Também é acusado de manipular fotos de outras evangélicas as fazendo dançar sensualmente dentro das igrejas Reprodução/Redes sociais "E a menina começa até fazer pose ali, né? Como se fosse tirar uma selfie ou fazer um vídeo. Você pode ver que a maioria das irmãzinhas que vai tirar foto... é dentro da igreja, elas tiram de costa", fala. "Algumas mostram o rosto, mas mostrando a outras partes também. E hoje em dia as roupas que as irmã usam são roupas que marcam o corpo", critica Jefferson. "Eu acho assim, não tem nada a ver, tudo bem, cada um com a sua vida, mas eu não acho certo fazer filmagem dentro da igreja." "No meu caso, eu posto os vídeos aqui quando eu comecei a fazer a brincadeira com a voz de Silvio Santos", explica o influencer na publicação. "Porque eu gravo os vídeos que eu falo da Congregação. Que eu coloco a imagem da CCB aqui atrás, que eu canto, que eu brinco. Aí eu tenho um canal (...) . Pego a foto, as irmãs postando foto de costa, aí eu jogo na IA, a IA faz dançar." Jovem evangélica, de roupa preta, teve foto manipulada por IA para aparecer dançando num vídeo ao lado de uma para aparecer dançando num vídeo ao lado de mulher com minissaia inserida por IA. Influenciador digital Jefferson Souza (à esquerda) é investigado pela polícia Reprodução/Redes sociais "E eu faço isso. E eles falam que eu estou manchando a obra de Deus, que eu estou colocando mulheres seminuas. Mas não é, pessoal. Tem algumas que eu coloquei lá, mas é uma forma de chamar atenção para poder ganhar seguidores", continua Jefferson. Em depoimento à polícia, por carta precatória, o influencer admitiu usar fotos de jovens evangélicas da Congregação Cristã do Brasil e ferramentas do TikTok para animar e manipular as imagens, transformando-as em vídeos. Sobre a adolescente de 16 anos que o denunciou na delegacia, afirmou desconhecer que se tratava de uma adolescente e disse que, "em razão do porte físico", acreditou que fosse "uma pessoa adulta". Também declarou que "negou ter vinculado a imagem da adolescente a fotografias de mulheres com pouca vestimenta ou a qualquer conteúdo sexualizado ou pornográfico". Polícia de SP tenta identificar e localizar mais vítimas de deepfake Reprodução/Redes sociais Ele confirmou ser responsável pelos perfis nas redes sociais e disse que produz “conteúdo humorístico”, com imitações e críticas relacionadas à igreja da qual é fiel. Segundo Jefferson, "a crítica associada à postagem representava sua opinião pessoal de que determinadas fotografias não seriam adequadas dentro da doutrina da igreja". Afirmou ainda que acreditava que o uso da imagem não causaria problemas por já estar disponível na internet e que "negou qualquer intenção ofensiva específica contra a adolescente ou contra outras pessoas fora do contexto religioso". Jefferson Souza gravou vídeo pedindo desculpas pelas críticas a CCB Reprodução/Arquivo pessoal Em outro vídeo postado no domingo de Páscoa, dia 5 de abril, Jefferson pediu "desculpas" aos "irmãos" da Congregação Cristã do Brasil pelos vídeos que postou com críticas à igreja. "Eu quero pedir desculpa, pedir perdão publicamente pelos vídeos que eu andei postando", diz o influencer. "Eu confesso que errei na minha forma de falar." Em nenhum momento ele menciona os deepfakes que fez com as adolescente e mulheres. "Eu peço perdão a todos que se sentiram ofendidos (...) Eu prometo ser mais cauteloso." O que dizem os citados G1 Explica: Deepfake O SBT foi procurado pelo g1 para informar se Jefferson teve vínculo com a emissora e se adotará alguma medida pelo uso do logotipo na deepfake com as evangélicas da CCB, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Congregação Cristã do Brasil informou que não possui registro formal de membros e que apoia a adoção de medidas legais cabíveis por parte das autoridades a respeito das pessoas envolvidas. "Estamos de pleno acordo com as medidas cabíveis de justiça, que se fizerem necessárias, preservando a individualidade e, sobretudo, o respeito para com as pessoas", diz trecho do comunicado da CCB. As plataformas digitais também se manifestaram. O TikTok informou adotar tolerância zero para exploração sexual infantil e remover conteúdos desse tipo. O YouTube disse que retirou vídeos que violavam suas diretrizes. A Meta, responsável por Instagram e Facebook, não comentou. Algumas das postagens misóginas feitas por Jefferson contras as evangélicas foram retiradas recentemente por ele ou pelas empresas de tecnologia.

É #FAKE foto de militar de Israel substituindo estátua de Jesus Cristo danificada no Líbano; imagem foi criada com IA


É #FAKE que foto mostre militar de Israel substituindo estátua de Jesus danificada no Líbano; imagem foi criada com IA Reprodução Circulam nas redes sociais imagens que supostamente mostram militares das Forças de Defesa de Israel instalando uma estátua de Jesus Cristo no Líbano no lugar da que foi danificada por um soldado israelense. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como são os posts? Publicados no X, Facebook e Instagram desde segunda-feira (20), eles exibem duas imagens de um militar ao lado de uma estátua de Jesus Cristo na cruz. Na primeira, ele aparece limpando a figura com um pano. Na seguinte, há um soldado ajoelhado, com a cabeça curvada e mãos no peito. Veja um exemplo de legenda: "As Forças de Defesa de Israel reinstalaram uma nova estátua de Jesus no local onde um soldado israelense a danificou. Israel tem grande respeito pelos cristãos". Mas as imagens não são verdadeiras: elas foram criadas com inteligência artificial (IA) – leia detalhes abaixo. Os posts viralizaram depois de um soldado ter sido fotografado usando uma marreta para atingir uma estátua de Jesus em Debel, vila majoritariamente cristã no Líbano. Nesta segunda, as Forças Armadas de Israel confirmaram que ele fazia parte do Exército do país e abriram uma investigação. No dia seguinte, o soldado e o militar que filmou a cena foram condenados a 30 dias de prisão. Conforme publicado na conta oficial do X das Forças israelenses, a estátua danificada foi substituída pelas tropas. ⚠️ Por que é #FAKE? O Fato ou Fake submeteu o material ao SynthID, ferramenta do Google que identifica conteúdo gerados com a IA da própria empresa. Na primeira análise, não foi detectada a marca d'água presente em materiais sintéticos. Por isso, o Fato ou Fake analisou separadamente versões das mesmas imagens, encontradas em melhor qualidade em alguns dos posts falsos. Nelas, o SynthID apontou: "Criado com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Muito Alta" (veja os infográficos a seguir). SynthID não detectou a presença da marca d'água de IAs do Google na análise das imagens juntas. Reprodução SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução O Synth ID insere uma marca d'água para identificar conteúdos sintéticos gerados com a IA do Google. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Além disso, as imagens de IA são completamente diferentes da estátua verdadeira que foi instalada no local, conforme foto divulgada pelo Exército israelense. A nova obra mostra a figura de Jesus em dourado (veja comparação ao final desta checagem). Soldado israelense danificando figura de Jesus com marreta (acima) e nova estátua instalada pelo Exército de Israel. Reprodução/X É #FAKE que foto mostre militar de Israel substituindo estátua de Jesus danificada no Líbano; imagem foi criada com IA Reprodução Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado


Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando Quem nunca usou o celular enquanto ele estava na tomada, carregando? A prática é comum e traz poucos riscos, principalmente se for para responder uma mensagem ou checar algo rapidamente. Usar junto com um powerbank (carregador portátil) também é seguro, desde que ele seja certificado. Existem algumas situações em que é preciso ter mais de cuidado, como em momentos de chuva. Também uma boa ideia sempre optar por cabos e fontes originais para evitar risco à vida, por exemplo. Veja mais detalhes abaixo: Como se proteger ao usar o celular enquanto ele carrega Daniel Ivanaskas/Arte g1 1. Tire o celular da tomada durante chuvas fortes e de longa duração Durante tempestades, é possível que um raio atinja a rede elétrica da casa, gerando uma grande tensão que pode chegar até o celular. Há risco de choque se alguém estiver usando o telefone. Por isso, evite usar o aparelho conectado na tomada durante chuvas. 2. Use carregador e cabos originais Os carregadores originais dos smartphones e outros produtos eletrônicos passam pela certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e contam com um selo. Eles possuem componentes mantém uma tensão muito baixa para dar choque. É a opção mais segura para carregar o aparelho em qualquer circustância. Carregadores paralelos que não são certificados ou recomendados pelas próprias fabricantes podem não ter alguns itens de segurança, além de possivelmente passarem mais carga do que o recomendado. Evite ainda o uso de adaptadores e muito cuidado com tomadas com mau contato. LEIA MAIS: 10 coisas que você talvez não saiba sobre o Google Sua conta no WhatsApp está protegida? Faça o teste e descubra 3. Bateria também original É importante também que a bateria instalada no aparelho seja original. Versões paralelas não passam pelas certificações de segurança. Fique atento com a expansão da bateria – se reparar que o celular está "inchado" ou que alguma parte da tela levantou, deixe de usar o telefone e o leve até uma assistência técnica. Os componentes químicos da bateria podem vazar e causar até explosões. Fique de olho também na temperatura: se o aparelho estiver esquentando mais do que o normal, procure um especialista. 4. Não deixe o celular carregando debaixo de um travesseiro É muito importante nunca abafar o celular enquanto ele estiver carregamento. Por isso, não deixe o aparelho de baixo de um travesseiro, cobertor ou até mesmo do seu corpo enquanto ele estiver na tomada. Isso porque o aparelho naturalmente esquenta durante a carga e se não tiver ventilação adequada, pode superaquecer e causar problemas na bateria que geram risco à vida, como explosões. Quando for dormir, deixe o aparelho longe de você e de objetos inflamáveis. É importante que você não seja pego de surpresa ou que corra grandes riscos caso ocorra um incêndio, por exemplo. São casos raros, mas a precaução é chave. 5. Em caso de telefonema, desconecte o celular do carregador Caso aconteça algum acidente e o aparelho sofra uma descarga elétrica, ele não estará perto do seu rosto. Também é uma boa ideia não usar fones de ouvido com fio durante o carregamento. 6. Não carregue o celular em locais úmidos, como banheiro Para evitar choques, não coloque o telefone para carregar em locais úmidos, como próximo a uma pia, banheira ou chuveiro. Também é importante não conectar ou desconectar o carregador com as mãos molhadas. 7. Se o aparelho estiver na tomada, procure usar calçado de borracha A borracha é um material isolante e pode proteger de eventuais choques elétricos. Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia

Fundo da Robinhood investe US$ 75 mi na OpenAI para ampliar acesso de investidores


O fundo de investimentos da Robinhood anunciou nesta quarta-feira (22) um aporte de US$ 75 milhões na OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A iniciativa busca ampliar o acesso de investidores de varejo — pessoas físicas que investem por conta própria — a companhias de tecnologia muito conhecidas, mas que ainda não abriram capital na bolsa. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A OpenAI se tornou uma das empresas mais observadas do setor de inteligência artificial generativa após o sucesso viral do ChatGPT. O avanço da companhia ajudou a impulsionar uma corrida entre grandes empresas de tecnologia e startups para desenvolver e lançar ferramentas baseadas em IA, movimento que já atrai bilhões de dólares em investimentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Robinhood amplia atuação e valor de mercado O aporte foi feito por meio do Robinhood Ventures Fund I, fundo que se tornou público em março. A proposta é permitir que investidores de varejo tenham acesso a oportunidades em empresas privadas — um tipo de investimento historicamente concentrado nas grandes gestoras de capital de risco do Vale do Silício. Conhecida inicialmente como um aplicativo de negociação voltado ao investidor pessoa física, a Robinhood passou nos últimos anos a ampliar sua atuação e hoje se apresenta como uma plataforma mais ampla de serviços financeiros. Esse movimento ajudou a empresa a alcançar uma capitalização de mercado próxima de US$ 78 bilhões. Com a notícia do investimento, as ações da companhia subiam 3,6% no pré-mercado. O aporte também sugere uma redução das tensões que haviam surgido entre as duas empresas no ano passado. Na ocasião, a Robinhood anunciou que distribuiria “tokens de ações” baseados em blockchain, no valor de 5 euros, ligados a empresas privadas como a OpenAI e a SpaceX. Esses tokens funcionam como representações digitais de ações e combinam características do mercado financeiro tradicional com a dinâmica de negociação das criptomoedas. A modalidade tem atraído investidores internacionais por oferecer acesso mais simples, horários de negociação mais flexíveis e custos menores. Depois do anúncio, porém, a OpenAI afirmou que não havia firmado parceria com a Robinhood, não apoiava a iniciativa e não participava da oferta desses tokens. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/

Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional

Marc Mueller/Pexels Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens. Un...