terça-feira, 28 de abril de 2026

Por que o Spotify não tem um botão para filtrar música feita por IA


Em alguns serviços de streaming de música, não está claro se você está ouvindo música feita por IA. Getty Images via BBC Em meados de 2025, a frustração de Cedrik Sixtus chegou a um novo limite. Ao perceber que suas playlists no Spotify estavam cada vez mais repletas de faixas que ele suspeitava terem sido geradas por inteligência artificial (IA), o programador, que vive em Leipzig, na Alemanha, criou uma ferramenta para rotular e bloquear automaticamente esse tipo de música nas suas playlists. Batizado de Spotify AI Blocker, o software foi publicado em plataformas de compartilhamento de código e centenas de pessoas o baixaram. A ferramenta filtra uma lista crescente de mais de 4,7 mil artistas suspeitos de usar IA, com base em iniciativas comunitárias de monitoramento e em sinais como um volume incomum de lançamentos, capas com estética típica de IA e o apoio de ferramentas externas de detecção. "É uma questão de escolha — se você quer ouvir música feita por IA ou não", afirma Sixtus. Para ele, o ideal seria que o próprio Spotify identificasse claramente esse tipo de conteúdo e oferecesse a opção de filtrá‑lo. Vídeos em alta no g1 A ferramenta de Sixtus é instalada inicialmente no navegador pela versão do Spotify para web. Ele alerta que usar seu software "pode violar os termos de serviço do Spotify". Ele não é o único incomodado com isso. O tema desperta debates acalorados nos fóruns da comunidade do Spotify, o serviço de streaming de música mais popular do mundo. Enquanto alguns criticam a qualidade da música gerada por IA, outros simplesmente rejeitam a ideia de ouvir algo que não foi criado por um ser humano. O Spotify fez algumas concessões para lidar com essas preocupações. Neste mês, passou a testar um recurso que indica, nos créditos de uma música, de que forma a IA foi utilizada por um artista. Mas é um sistema voluntário baseado no que um artista informa à sua gravadora ou distribuidora. "Sabemos que isso, por si só, não é uma solução completa. Criar um sistema realmente abrangente é um desafio que exige alinhamento de toda a indústria", declarou o Spotify. Ainda assim, a empresa está longe de adotar uma postura ativa de identificação de músicas geradas por IA ou de permitir que usuários as filtrem. "É um equilíbrio delicado — quase existencial — para o Spotify", avalia Robert Prey, pesquisador do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, especializado em plataformas de streaming. Segundo ele, a empresa tenta evitar julgamentos de valor sobre a forma como a música é criada, mas corre o risco de minar a confiança entre ouvintes, artistas e a indústria se não oferecer transparência suficiente. "O Spotify precisa entender o que os ouvintes querem e como os artistas se sentem — tudo isso enquanto a IA evolui, se difunde e se torna cada vez mais difícil de detectar", acrescenta. A chegada da IA generativa à música provoca fascínio e inquietação em igual medida. Serviços como Suno e Udio já conseguem gerar canções completas — com letra, voz e instrumentação — a partir de simples comandos de texto, em questão de segundos, e com um nível de refinamento cada vez maior. Um teste recente, que fez parte de uma pesquisa da Deezer–Ipsos, mostrou que 97% dos ouvintes não conseguiram diferenciar corretamente músicas feitas por IA de faixas criadas por humanos. Ao mesmo tempo, dezenas de milhares dessas músicas parecem ser enviadas diariamente às plataformas de streaming, onde podem diluir o bolo de receitas destinado a artistas humanos — ainda que, por enquanto, a maioria tenha poucas reproduções. Spotify, YouTube Music e Amazon Music vêm evitando, até agora, adotar rótulos claros ou filtros visíveis para o usuário, sem recorrer abertamente a ferramentas de detecção ou exigir autodeclarações sistemáticas — embora esse cenário possa mudar com o surgimento de padrões no setor. Artistas amplamente suspeitos de serem criações de IA, como Sienna Rose, Breaking Rust e The Velvet Sundown, são tratados como quaisquer outros no Spotify. A plataforma afirma agir apenas contra o que considera usos nocivos da tecnologia, como spam, envios massivos de faixas ou músicas muito curtas criadas para burlar o sistema. "Nossa prioridade é combater usos prejudiciais [da IA], como falsificação de identidade e spam, em vez de filtrar músicas com base em como foram feitas", disse um porta‑voz da empresa, ressaltando que o uso de IA na música existe em um espectro, e não como uma categoria binária. A Deezer — uma concorrente menor do Spotify — adotou uma abordagem mais rigorosa. Desde o ano passado, passou a rotular álbuns que contêm faixas geradas por IA e a excluí‑las de recomendações algorítmicas e playlists focadas em música criada por humanos. A empresa utiliza tecnologia própria de detecção, treinada para identificar padrões estatísticos no áudio, e recentemente começou a oferecê‑la ao mercado. "Somos a única plataforma de streaming a ter isso implementado", afirma Jesper Wendel, diretor de comunicações globais da Deezer. Em março, a Apple Music anunciou que passaria a adotar "etiquetas de transparência" e que, futuramente, exigiria que gravadoras e distribuidoras informassem quando novas músicas envolvessem IA. Críticos, no entanto, ressaltam que sistemas baseados em autodeclaração tendem a ser pouco confiáveis, já que artistas podem evitar divulgar o uso da tecnologia por receio de estigmatização — e ainda não está claro o quão visíveis serão as etiquetas da Apple para os ouvintes. O Spotify diz que está focado em usos "nocivos" de IA, como falsificação de identidade Getty Images O fato de a música de IA existir em um contínuo realmente torna a rotulagem difícil, diz Maya Ackerman, especialista em IA e criatividade computacional na Universidade Santa Clara, na Califórnia, e cofundadora e CEO da WaveAI, que tem uma ferramenta de IA para ajudar músicos a escrever letras. Enquanto algumas ferramentas são "escreva um prompt, receba uma música" — em que rótulos de IA seriam diretos —, outras são projetadas para co-criação, ajudando com partes específicas do processo de fazer música. Se um músico usa essas ferramentas, em que ponto isso justificaria um rótulo? E, diz Ackerman, mesmo com ferramentas como Suno e Udio, usuários podem colocar muito de sua própria criatividade nos resultados — inserindo letras próprias ou passando muitas horas refazendo a música. "De longe, parece óbvio que a resposta para tudo é: 'sim, vamos rotular música de IA', mas, quando você olha de perto, percebe que é algo muito complicado", diz ela. Há também o desafio técnico de detectar com precisão faixas geradas por IA, com consequências potencialmente graves se músicos humanos forem rotulados falsamente como IA. Mesmo detectar música totalmente gerada por IA pode ser problemático, observa Bob Sturm, que estuda a disrupção da música pela IA no KTH Royal Institute of Technology, na Suécia. Sistemas de detecção de IA são treinados em resultados de ferramentas existentes de geração de música por IA, mas, à medida que essas ferramentas melhoram, o software precisa ser continuamente retreinado, levando ao que ele caracteriza como uma espécie de "corrida armamentista da música de IA". É um desafio, reconhece Manuel Moussallum, diretor de pesquisa da Deezer, mas a tecnologia de detecção da empresa, até agora, manteve uma baixa taxa de falsos positivos, diz ele, e a pesquisa para entender melhor casos híbridos, em que a IA é usada apenas parcialmente, continua. Ainda assim, outros veem essas preocupações como uma distração. "Há uma mensagem de lobby para dizer 'não conseguimos traçar a linha e, portanto, não deveríamos fazer nada'", diz David Hoffman, professor da Universidade Duke, na Carolina do Norte, que estuda o impacto da música gerada por IA no sustento dos artistas. Ele argumenta que as plataformas deveriam pelo menos rotular faixas totalmente geradas por IA e avaliar a dimensão do restante do problema a partir daí. E os ouvintes parecem querer rótulos: na pesquisa Deezer–Ipsos, cerca de 80% dos entrevistados disseram que música gerada por IA deveria ser claramente rotulada, embora as opiniões sobre filtragem fossem mais divididas. "Os ouvintes merecem saber", diz a cantora e compositora Tift Merritt, que trabalha com Hoffman na Duke, citando a forma como fornecemos rótulos nutricionais em alimentos ou informamos consumidores se algo é orgânico. O que pode realmente estar impedindo o Spotify de adotar rotulagem e filtragem é a economia, especulam muitos. O Spotify está tentando otimizar o crescimento da plataforma, diz Prey, de Oxford. Manter os sistemas de recomendação o mais "desimpedidos e livres para operar" possível ajuda nisso. Detectar conteúdo gerado por IA adicionaria custo, observa Hoffman, e também pode ser mais barato oferecer música de IA. Controvérsias anteriores alimentam suspeitas, observam críticos. O Spotify, em vários momentos, foi acusado de encomendar e promover música de menor custo para playlists de estilo "música ambiente" — alegações que nega. "Todas as faixas na nossa plataforma são entregues por detentores de direitos de terceiros, como gravadoras e distribuidoras, e o modelo de pagamento é o mesmo para todas elas: os royalties são pagos a partir do bolo de receita com base na participação de audição", disse um porta-voz do Spotify. Enquanto isso, a área está evoluindo. O órgão de padrões da indústria musical, a DDEX, continua trabalhando em um padrão amplo para a indústria sobre divulgações de IA nos créditos musicais, embora a exibição dependa das plataformas de streaming. E certos conteúdos gerados por IA serão obrigados a ser rotulados a partir de agosto de 2026 sob o AI Act da União Europeia; embora ainda não esteja claro como o Spotify implementará essas regras. Parece um "Velho Oeste" para música de IA neste momento, diz David Hesmondhalgh, professor de mídia, música e cultura na Universidade de Leeds. Mas ele também espera que "algum tipo de ordem surja", assim como o pânico com o compartilhamento de arquivos no início dos anos 2000 acabou levando à indústria de streaming de hoje. E o Spotify parece estar reconhecendo a pressão, ao anunciar recentemente recursos voltados a valorizar a arte humana, incluindo SongDNA e "About the Song", que dão a usuários premium uma visão mais aprofundada sobre as origens e os colaboradores de uma faixa. "Acreditamos que a resposta certa para a IA na música não é uma única política; é uma combinação de controles proativos, padrões em toda a indústria e um investimento mais profundo na criatividade humana por trás de cada faixa", acrescentou o porta-voz do Spotify.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Entenda por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos


Blog mostra o que fazer caso o WhatsApp não consiga receber e enviar informações pelo Wi-Fi. REUTERS/Thomas White O WhatsApp confirmou recentemente mais uma atualização em sua lista de sistemas operacionais compatíveis: a partir de 8 de setembro de 2026, o aplicativo funcionará apenas em telefones que rodam o sistema Android 6.0 ou superior. Com a mudança, aparelhos que pararam nas versões 5.0 ou 5.1 do Android perderão acesso ao aplicativo, como já aconteceu com sistemas anteriores. O WhatsApp costuma fazer revisões periódicas dos sistemas compatíveis com o seu serviço. Isso porque a Meta, dona do WhatsApp, prioriza uma lista de versões mais recentes de sistemas operacionais e que tenham mais usuários. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Vídeos em alta no g1 A Meta não divulga uma lista oficial dos aparelhos que deixarão de suportar o app de mensagens. O que ela informa é com quais sistemas ele é compatível. O Google, criador do sistema Android, o mais popular no mundo, e a Apple, responsável pelo iOS, que roda nos iPhones, costumam lançar uma nova versão todo ano, que é disponibilizada para modelos mais recentes. E mantêm, por algum tempo, versões anteriores, que atendem a aparelhos que não são tão novos. Atualmente, o WhatsApp é compatível com os sistemas: Android versão 5.0 e posterior; a partir de setembro, apenas com versão 6.0 e posterior iOS versão 15.1 e posterior Como verificar o sistema operacional do seu celular 🤖 No Android, siga este passo a passo (os termos podem ter algumas mudanças conforme a marca): Clique no ícone de "Configurações" do celular; Em seguida, toque em "Sobre o dispositivo" (ou "Sobre o telefone"); Em alguns modelos, é necessário clicar em "Informações do software" na sequência; Verifique a "Versão do Android"; 🍎 No iPhone (iOS), siga este passo a passo: Toque no ícone "Ajustes"; Depois, clique em "Geral" e "Atualização de Software"; Em seguida, verifique a última versão instalada. 👉 Caso o WhatsApp não seja compatível com o sistema instalado, é preciso atualizar para uma versão mais recente ou transferir a conta para um aparelho que suporte um sistema compatível com o app. Por que celulares antigos perdem suporte? O WhatsApp deixa de oferecer suporte para softwares mais antigos e com menos usuários porque, segundo a Meta, eles podem não abranger as atualizações de segurança mais recentes do aplicativo ou não incluir funcionalidades necessárias para operar o WhatsApp. A lista de versões de sistemas operacionais que são compatíveis com o WhatsApp é mantida na Central de Ajuda do app e atualizada anualmente. A Meta diz ainda que, antes de deixar de oferecer suporte para um sistema operacional, exibirá uma notificação no WhatsApp. "Também exibiremos alguns lembretes solicitando que você atualize o sistema", informa o app. WhatsApp lança modo avançado de segurança

WhatsApp deixará de funcionar em celulares Android antigos em setembro; saiba se seu telefone será afetado


Blog mostra o que fazer caso o WhatsApp não consiga receber e enviar informações pelo Wi-Fi. REUTERS/Thomas White O WhatsApp deixará de funcionar em telefones celulares que utilizam sistema Android mais antigos a partir de 8 de setembro de 2026, quando o app só será compatível com modelos que rodam o Android 6.0, lançado em 2015, ou versões mais recentes. Com a mudança, aparelhos que pararam nas versões 5.0 ou 5.1 do Android também perderão acesso ao aplicativo, como já aconteceu com sistemas anteriores. Em sua Central de Ajuda, o WhatsApp exibe a mensagem: "a partir do dia 8 de setembro de 2026, o WhatsApp será compatível apenas com Android 6 e posterior. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Vídeos em alta no g1 Para continuar usando o aplicativo, a pessoa precisa atualizar o sistema Android ou transferir a conta para um aparelho com uma versão mais recente. 👉 Veja abaixo como conferir a versão do seu Android e se há atualização disponível: Clique no ícone de "Configurações" do celular; Em seguida, toque em "Sobre o dispositivo" (ou "Sobre o telefone"); Em alguns modelos, é necessário clicar em "Informações do software" na sequência; Verifique a "Versão do Android"; No momento, segundo a Central de Ajuda do WhatsApp, não há alterações para quem usa iPhone. O requisito continua sendo o iOS versão 15.1 e posterior ou superior. Por que isso acontece? O WhatsApp está sempre fazendo correções de falhas, principalmente de segurança, e incluindo novas funcionalidades no aplicativo. Nem sempre esses modelos mais velhos conseguem suportar essas atualizações. Vale lembrar que as atualizações de segurança são constantes em qualquer aplicativo e fundamentais para evitar que o usuário — e especialmente seus dados pessoais — fiquem vulneráveis. A empresa explica que, anualmente, faz uma revisão dos sistemas Android e iOS (iPhone) mais antigos e com menor número de usuários. Com base nesse levantamento, a empresa pode definir uma nova versão mínima exigida para o funcionamento do app.

Suspeito de matar estudantes nos EUA pesquisou no ChatGPT como descartar corpo na lixeira, diz polícia


Hisham Abugharbieh, enfrentando duas acusações de homicídio em primeiro grau, comparece ao tribunal por vídeo no sábado, 25 de abril de 2026, em Tampa, Flórida. WFTS-TV via AP Hisham Abugharbieh, de 26 anos, ex-estudante da Universidade do Sul da Flórida (USF), nos Estados Unidos, foi acusado de dois homicídios em primeiro grau com uso de arma pelas mortes de Zamil Limon e Nahida Bristy, alunos de doutorado na instituição. Limon era colega de quarto do suspeito. De acordo com a NBC News, promotores afirmam que Abugharbieh fez perguntas ao ChatGPT três dias antes do desaparecimento das vítimas, incluindo o que aconteceria se uma pessoa fosse colocada em um saco de lixo e jogada em uma caçamba. Após receber uma resposta indicando que a situação era perigosa, ele teria insistido: “Como descobririam?”. Adolescente de 13 anos é detido nos EUA após perguntar ao ChatGPT como matar o amigo na escola ChatGPT agora permite controlar o uso por menores e avisa pais sobre conversas sensíveis; saiba como ativar Um dia antes do sumiço, ele também teria perguntado à ferramenta de inteligência artificial se o número de identificação de um carro podia ser alterado e se era possível manter uma arma em casa sem licença. As informações constam em um pedido judicial para mantê-lo preso enquanto aguarda julgamento. Abugharbieh compareceu pela primeira vez à Justiça no sábado (25). Uma nova audiência está marcada para 28 de abril. VEJA TAMBÉM Vídeos em alta no g1 Segundo a polícia do condado de Hillsborough, o corpo de Limon foi encontrado na manhã de sexta-feira (24). Já Bristy segue desaparecida, e as buscas continuam. As vítimas, ambos com 27 anos, eram de Bangladesh. Eles desapareceram em 16 de abril, após serem vistos pela última vez em locais ligados à universidade. Limon pesquisava o uso de inteligência artificial em ciência ambiental e deveria apresentar sua tese de doutorado nesta semana, segundo a família. Bristy estudava engenharia química. Ainda segundo a NBC News, investigadores encontraram evidências que ligam o suspeito ao crime, como objetos das vítimas em uma lixeira do condomínio e vestígios de DNA. Promotores também afirmam que ele comprou sacos de lixo e produtos de limpeza no período do desaparecimento. Polícia divulgou cartaz sobre os estudantes desaparecidos Hillsborough County Sheriff's Office

Microsoft e OpenAI alteram acordo de negócio para permitir maior liberdade às duas companhias

A Microsoft e a OpenAI anunciaram nesta segunda-feira (27) um novo acordo, que altera e simplifica a parceria já existente entre as duas companhias. "A maior previsibilidade proporcionada peloa crodo revisado fortalece nossa capacidade conjunta de construir e operar plataformas de inteligência artificial em escala, ao mesmo tempo em que oferece a ambas as empresas a flexibilidade necessária para buscar novas oportunidades", afirmou a Microsoft em nota. De acordo com o novo tratado, a Microsoft continuará sendo a principal parceira de nuvem da OpenAI, assim como os produtos da OpenAI serão lançados primeiro no Microsoft Azure — a menos que a Microsoft não possa e opte por não oferecer suporte aos recursos necessários para o lançamento. O acordo também passa a permitir que a OpenAI disponibilize todos os seus produtos para clientes em qualquer provedor de nuvem. *Esta reportagem está em atualização

Musk e dona do ChatGPT se enfrentam na Justiça a partir desta segunda; entenda a treta


DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial? Começa nesta segunda-feira (27), no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, o julgamento que coloca em lados opostos o bilionário Elon Musk e a OpenAI, criadora do ChatGPT. A disputa judicial, iniciada por Musk em 2024, foca na alegação de que a organização traiu sua missão original de ser uma entidade sem fins lucrativos. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia A seleção do júri está prevista para hoje, e as alegações iniciais devem ocorrer nesta terça-feira. Entre os nomes esperados para depor pessoalmente estão o próprio Musk, o CEO da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da Microsoft, Satya Nadella. O que Musk alega Elon Musk e Sam Altman, cofundadores da OpenAI 'Aprendendo' com os livros Um dos cofundadores originais da OpenAI, Musk afirma que a empresa, liderada por Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o foco no benefício da humanidade para se tornar uma "máquina de riqueza". Musk pede US$ 150 bilhões em danos da OpenAI e da Microsoft. Segundo pessoas ligadas ao caso, o valor seria destinado ao braço filantrópico da OpenAI. Além do valor financeiro, o bilionário quer que a OpenAI volte a ser estritamente sem fins lucrativos e que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos executivos. O empresário sustenta que foi mantido no escuro sobre a criação de uma estrutura comercial em 2019 e que seu nome e apoio financeiro foram usados indevidamente para atrair investidores. Musk investiu cerca de US$ 38 milhões na OpenAI entre 2016 e 2020. A defesa da OpenAI Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Os advogados da OpenAI rebatem as acusações afirmando que Musk é motivado pelo desejo de controle e pelo interesse em impulsionar sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, fundada por ele em 2023. A empresa afirma que Musk participou das discussões para a mudança de estrutura e que ele mesmo exigiu ser o CEO na época. A Microsoft, também ré no processo, nega qualquer conspiração e afirma que sua parceria com a OpenAI só ocorreu após a saída de Musk do conselho da empresa. De 'Projeto Manhattan' a disputa de egos Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer Documentos internos revelados no processo oferecem detalhes sobre a evolução da empresa, que nasceu em um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje é avaliada em mais de US$ 850 bilhões. Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, descrevendo-a como o "Projeto Manhattan da IA". O apoio de Musk foi fundamental para atrair cientistas de elite. Em 2017, tensões surgiram quando Musk questionou a viabilidade do projeto e tentou assumir o controle como CEO. Na mesma época, anotações do diário de Brockman revelavam o desejo de "se livrar" de Musk, chamando-o de "líder glorioso" de forma irônica. Musk deixou o conselho em 2018, prevendo que a OpenAI fracassaria diante do Google. Em 2019, a empresa se reestruturou para aceitar investimentos externos, e o lançamento do ChatGPT no fim de 2022 consolidou seu sucesso global. O desfecho do caso ocorre em um momento crítico. A OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para US$ 1 trilhão. Do outro lado, a xAI de Musk tenta diminuir a distância tecnológica para o ChatGPT, enquanto a SpaceX também planeja seu IPO (oferta pública de ações). *Com informações da agência de notícias Reuters.

China bloqueia aquisição da startup de IA pela Meta

A China bloqueou nesta segunda-feira a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta. A empresa tem raízes chinesas, mas está sediada em Singapura. Em nota breve, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China — principal órgão de planejamento do país — informou que está proibindo a aquisição estrangeira da Manus e exigiu que todas as partes se retirassem do acordo. A comissão não citou a Meta pelo nome. A empresa americana é dona do Facebook e do Instagram. A decisão foi tomada pelo Escritório do Mecanismo de Trabalho para Revisão de Segurança de Investimento Estrangeiro da comissão, com base nas leis e regulamentos chineses. Ela ocorre após as autoridades chinesas anunciarem, no início deste ano, que investigariam o negócio. A comissão não detalhou os motivos do veto. A Meta anunciou a aquisição da Manus em dezembro — um caso incomum de grande empresa de tecnologia americana comprando uma companhia de IA com fortes vínculos com a China. O acordo envolve um agente de IA de "uso geral" capaz de executar tarefas complexas de forma autônoma em várias etapas, o que deve ampliar as ofertas de IA nas plataformas da Meta. A Meta havia afirmado que não haveria "nenhum interesse de propriedade chinesa" na Manus após o fechamento do negócio, e que a startup encerraria seus serviços e operações na China. Ainda assim, em janeiro, o governo chinês anunciou que investigaria se a aquisição estaria em conformidade com suas leis e regulamentos. O Ministério do Comércio da China declarou, na época, que qualquer empresa envolvida em investimentos no exterior, exportação de tecnologia, transferência de dados e aquisições transfronteiriças deve cumprir a legislação chinesa. A Meta havia informado que a maioria dos funcionários da Manus estava baseada em Singapura. Em resposta, a Meta afirmou nesta segunda-feira que a transação "cumpriu integralmente as leis aplicáveis" e disse esperar "uma resolução adequada para a investigação".

Por que o Spotify não tem um botão para filtrar música feita por IA

Em alguns serviços de streaming de música, não está claro se você está ouvindo música feita por IA. Getty Images via BBC Em meados d...