quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

'Chefões' de gigantes de IA se recusam a dar as mãos em foto em grupo e evidenciam rivalidade


Sam Altman, dono da OpenAI, e , Dario Amodei, da Antropic Reprodução/Reuters Sam Altman, CEO da OpenAI, e Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, se recusaram a dar as mãos durante uma foto oficial nesta quinta-feira (19), na Cúpula de Impacto da IA, realizada na Índia. O gesto chamou atenção e evidenciou a rivalidade entre as duas empresas que disputam a liderança global no desenvolvimento de inteligência artificial. A OpenAI é responsável pelo ChatGPT, um dos chatbots mais populares do mundo, enquanto a Anthropic desenvolve o Claude, concorrente direto que vem ganhando espaço. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cúpula de Impacto da IA Evento reúne chefes de Estado, altos funcionários e executivos de tecnologia em Nova Delhi para um encontro de cinco dias que destaca a crescente importância global da tecnologia. Os organizadores afirmaram que a Cúpula de Impacto da IA na Índia é a primeira desse tipo realizada no Sul Global para discutir a tecnologia desenvolvida e dominada por empresas ricas sediadas em países desenvolvidos, segundo a AP. Ela ocorre em um momento crucial, já que a IA está transformando rapidamente as economias, remodelando os mercados de trabalho e levantando questões sobre regulamentação, segurança e ética.

Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs


Presidente Lula e Sundar Pichai, CEO do Google, em cúpula de IA na Índia PR/Ricardo Stuckert O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial, na madrugada desta quinta-feira (19). Em evento realizado na Índia, o presidente destacou o que vê como os dois lados da tecnologia. “Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas”, afirmou. Ele comparou a inteligência artificial a marcos históricos como a aviação, o uso do átomo, a engenharia genética e a corrida espacial, observando que esses avanços tanto podem ampliar o bem-estar coletivo quanto representar ameaças. No caso da revolução digital e da IA, Lula diz que as tecnologias “impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, e a forma como conectamos uns com os outros”. “Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho. Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, afirmou o presidente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda segundo Lula, o avanço acelerado da tecnologia ocorre em um momento de enfraquecimento do multilateralismo, o que torna urgente a construção de uma governança global inclusiva. O presidente defendeu a regulamentação das chamadas big techs como forma de proteger os direitos humanos no ambiente digital e garantir a integridade da informação. “Capacidades computacionais, infraestrutura e capital permanecem excessivamente concentrados em poucos países e empresas. Os dados gerados por nossos cidadãos, empresas e organismos públicos estão sendo apropriados por poucos conglomerados, sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios”, disse. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”. A regulamentação das big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países. O modelo atual de negócio dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia ao direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. Lula ainda mencionou iniciativas em discussão no Congresso e o lançamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, em 2025, como parte da estratégia para utilizar a tecnologia na geração de emprego, renda e melhoria dos serviços públicos. No plano internacional, o presidente reforçou a importância da cooperação multilateral e defendeu que a Organização das Nações Unidas seja o espaço central para a construção de uma governança global da IA que seja inclusiva e orientada ao desenvolvimento. Encontro com CEO do Google O presidente também se reuniu nesta quinta com o CEO do Google, Sundar Pichai, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. O encontro ocorreu a pedido do executivo. Segundo Lula, Pichai destacou a importância do Brasil para a empresa, além dos investimentos já realizados no país. O CEO mencionou a abertura do Centro de Engenharia em São Paulo e as ações de infraestrutura e parcerias com o setor público. O presidente apresentou a visão brasileira para a área de IA incluindo ações do governo em serviços públicos digitais, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e projetos voltados à atração de investimentos em datacenters. Durante a reunião, também foram discutidas preocupações com riscos associados ao uso da IA, especialmente em relação a meninas e mulheres, além da proposta de marco regulatório em análise no Congresso Nacional, que prevê medidas de proteção para a indústria criativa brasileira. De acordo com Lula, o Google sinalizou compromisso em aprofundar a parceria com o governo brasileiro e ampliar ações conjuntas com o setor privado no país. O que é a cúpula "Cúpula Sobre o Impacto da Inteligência Artificial" dá continuidade ao processo iniciado no Reino Unido em 2023. A cúpula, que ocorre anualmente, tem como objetivo refletir sobre as diversas dimensões da IA, com foco principal em governança, um tema ainda pouco regulamentado globalmente. Além da cúpula, também está previsto uma visita oficial e a abertura do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) no país, o que deve gerar também demandas de empresários brasileiros interessados em fortalecer a presença comercial na região.

Hacker é preso após burlar sistemas para pagar um centavo de euro em hospedagens de luxo


Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash A polícia nacional da Espanha informou na quarta-feira (18) que prendeu um homem de 20 anos suspeito de burlar um sistema de reserva de hotéis para pagar apenas um centavo de euro em hospedagens de luxo. Este é um caso inédito de crime cibernético, disse autoridades. O suspeito teria manipulado o sistema de pagamentos do site, alterando o processo de validação de uma plataforma eletrônica de pagamento para que as reservas aparecessem como totalmente quitadas. No entanto, apenas um valor mínimo — um centavo — era efetivamente cobrado por quartos que custavam até 1.000 euros por noite (R$ 6.182,54). “Esse ataque cibernético foi especificamente projetado para alterar o sistema de validação de pagamentos, e é a primeira vez que detectamos um crime usando esse método”, informou a Polícia Nacional da Espanha. A polícia disse que o homem, de nacionalidade espanhola, também consumia itens do frigobar durante as estadias e, ocasionalmente, deixava contas em aberto. No momento da prisão, ele estava hospedado em um hotel de luxo em Madri, com uma reserva de quatro noites no valor total de 4.000 euros. O homem já havia se hospedado no hotel várias vezes, causando prejuízos superiores a 20 mil euros, segundo uma porta-voz da polícia. A investigação começou depois que um site de reservas online relatou atividade suspeita no início deste mês. As transações inicialmente pareciam ter sido concluídas corretamente, mas a irregularidade só foi descoberta dias depois, quando a plataforma de pagamento transferiu à empresa afetada o valor realmente pago. Leia também: Golpistas usam busca do Google para se passar pelo Nubank e faturar com central falsa Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês Golpistas usam Google para divulgar central falsa do Nubank Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

É #FAKE vídeo de homem vendendo colares para pagar tratamento cardíaco de neta; golpe usa cenas manipuladas por IA


É #FAKE vídeo em que avô diz vender colar para pagar tratamento da neta Reprodução Circula nas redes sociais o vídeo de um homem anunciando a venda de colares para poder pagar um "procedimento cardíaco" da neta, que teria perdido os pais de um acidente. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo falso? O vídeo circula desde 7 de fevereiro como anúncio pago no Facebook, no Instagram e no Messenger (redes controladas pela Meta). A descrição diz, em português: "Desde 2017, ele cria a neta sozinho e prometeu que ela nunca ficaria sem colo. Agora, ele transformou essa promessa em algo concreto: colares feitos à mão, um por um, à noite, na mesa da cozinha. Cada colar é uma forma simples de apoiar o cuidado que ela precisa no tempo certo". O vídeo mostra um idoso falando diretamente à câmera, em português. Enquanto o homem conta sua "história", surgem diversas imagens dele acompanhado por uma criança, desde que ela era recém-nascida. Mais adiante, pode-se ver uma menina em uma cama de hospital. Por fim, o homem aparece fazendo colares. O anúncio fornece um link para um site no qual o usuário pode comprar essas peças, por valores que variam de R$ 40 a R$ 100. A transferência via PIX vai para uma intermediadora de pagamentos, que não revela o destinatário final do dinheiro. Uma análise da URL da página "colares para minha neta" aponta que o domínio é recente, ou seja: foi criado há pouco tempo, característica comuns em golpes desse tipo. Além disso, não há informações sobre CNPJ ou contato confiável. O conteúdo é emocional e pressiona pelo pagamento imediato. E o PIX pode ser feito sem que a vítima sequer forneça o um endereço para receber a "encomenda". ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake selecionou o rosto do homem que aparece no vídeo viral e fez uma busca reversa com a ferramenta PimEyes, especializada em fazer pesquisa de rostos. Essa análise funciona como uma espécie de "reconhecimento facial", pois aponta resultados idênticos em publicações anteriores na internet. O resultado levou a um vídeo postado em 27 de agosto de 2022 no TikTok por um homem comentando, em inglês, o próprio aniversário de 102 anos (veja abaixo). A imagem usada no vídeo falso (à esquerda) foi extraída de um vídeo publicado em 2022 em que o idoso falava em inglês Reprodução Os autores do conteúdo fake usaram essas imagens reais publicadas há quatro anos e combinaram com cenas fabricadas e adulteradas com inteligência artificial (IA). Esse recurso foi aplicado para criar as "fotos" dos pais com a criança no colo, do avô abraçando a neta, dele ao lado da menina no hospital, da criança na maca e da confecção do colar (veja infográficos mais abaixo nesta reportagem). O Fato ou Fake também submeteu as imagens ao SynthID Detector, plataforma do Google que verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa. Resultado da análise: "Feito com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado". Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar conteúdo gerado com modelos de IA da companhia. Essa espécie de selo é incorporada em vídeos, imagens, áudio ou texto criados sinteticamente. Embora imperceptível para humanos (que não conseguem verificar o indicador apenas assistindo às cenas ou escutando os áudios), a técnica é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google tem a capacidade de produzir cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência a um conteúdo real já publicado. imagem da criança no colo dos pais: SyntID detectado em grande parte do conteúdo Reprodução Avô abraçando a criança: SyntID detectado em grande parte do conteúdo Reprodução Avô ao lado da criança no hospital: SyntID detectado em grande parte do conteúdo Reprodução Criança na cama do hospital: SyntID detectado em grande parte do conteúdo Reprodução Avô e neta sentados no sofá: SyntID detectado em grande parte do conteúdo Reprodução Avô fazendo colares: SyntID detectado em grande parte do conteúdo Reprodução Na noite desta quarta-feira (18), o Fato ou Fake contabilizou 28 propagandas idênticas, como esse mesmo vídeo, na Biblioteca de Anúncios da Meta. Trata-se de uma central de informações sobre todas as propagandas (pagas por usuários ou empresas) veiculadas nas redes da plataforma. Elas são distribuídas aos usuários de acordo com idade, gênero, localização e interesses. Procurada, a assessoria de imprensa da companhia enviou a seguinte resposta, por e-mail: "As tentativas de golpes têm aumentado em escala e complexidade nos últimos anos, impulsionadas por redes criminosas internacionais. À medida que essa atividade se torna mais persistente e sofisticada, nossos esforços para combatê-la também se intensificam. Estamos testando o uso de tecnologia de reconhecimento facial, aplicando nossas políticas para coibir golpes e capacitando as pessoas a se protegerem por meio de diversas ferramentas de segurança e alertas disponíveis em nossas plataformas. Continuaremos tomando medidas para aprimorar a detecção e a aplicação de nossas regras contra esse tipo de atividade". Veja a declaração do homem no vídeo fake: "Eu prometi que ela nunca ficaria sozinha e hoje tudo que eu faço é para seguir com essa promessa. Eu já vivi muita coisa nessa vida, já passei por mudanças, despedidas e silêncios que a gente aprende a aceitar, mas nada me preparou para o que aconteceu em 2017. Naquele ano, os pais da minha neta se foram juntos depois de um acidente. Ela ainda era pequena, não entendia direito o que tinha acontecido. Só sabia que os pais saíram de casa e não voltaram mais. Depois disso, ela passou a morar comigo. De um dia para o outro, a casa mudou. Eu virei avô, pai, cuidador e o colo tranquilo que ela procura quando acorda no meio da noite. Eu prometi que cuidaria dela, que ela nunca ficaria sozinha e sigo levando essa promessa a sério todos os dias. Durante muitos anos a gente foi seguindo a vida do jeito que dava. Escola, rotina, momentos simples e algumas noites difíceis. Com o tempo, a saúde dela começou a precisar de mais atenção. Ela passou a se cansar com facilidade. Às vezes, ficava sem fôlego. Vieram consultas, exames e conversas cuidadosas com os médicos. Foi quando me explicaram que ela tem uma condição no coração e que precisa de um procedimento para seguir crescendo bem. Esse tipo de cuidado é realizado pelo SUS, mas o tempo de espera informado é longo, mais longo do que a tranquilidade de um avô que vê a neta precisando de atenção. Eu sou aposentado, vivo com o básico, nunca fui de pedir ajuda, mas quando a gente ama alguém de verdade, a gente faz o que está ao alcance. Foi assim que eu comecei a fazer colares. À noite, depois que ela dorme, eu sento à mesa da cozinha com fios, contas e bastante calma. Cada colar é feito devagar, com cuidado, pensando nela e no futuro que eu ainda espero ver. O que eu consigo com esses colares, eu guardo para ajudar a acessar o cuidado que ela precisa no tempo certo. Não é só um colar, é o jeito simples que eu encontrei de transformar amor em atitude. Ela já passou por mudanças demais para a idade que tem e eu só quero continuar cuidando dela do jeito que prometi lá atrás. Se você puder, conheça os colares que eu faço com as minhas mãos. Eles carregam uma história de cuidado, de afeto e de esperança". É #FAKE vídeo em que avô diz vender colar para pagar tratamento da neta Reprodução Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais


Imagem de Paola e Clarissa, brasileiras que moram na Rússia. Acervos pessoais A Rússia anunciou o bloqueio total do WhatsApp na última quinta-feira (12) e, no dia anterior, disse que ia começar a restringir gradualmente o Telegram. O país alega que essas plataformas são usadas para propagar conteúdos criminosos; já as empresas chamam a ação de retrocesso contra a liberdade de expressão. Na prática, essa mudança não teve grande impacto nos brasileiros que moram no país e já estão acostumados a usar uma VPN para burlar essas proibições. "Pessoal já faz isso há muito tempo. É algo essencial aqui, não tem como você viver sem VPN", afirma Paola Loureiro, de 25 anos, que nasceu em Minas Gerais e faz mestrado em linguística em Moscou há dois anos e meio. Ela preferiu não informar o nome da faculdade por medo de represália. 🔎​"VPN" (sigla para rede privada virtual) é uma tecnologia que cria uma espécie de “túnel” criptografado na internet, que mascara a localização do usuário. Assim, pode ser possível acessar serviços bloqueados pelo governo local. Essa ferramente foi criada originalmente para permitir que funcionários acessem as informações da empresa de forma segura, mesmo fora do escritório. Mas hoje também é usada de outras finalidades. Por que a Rússia tentou 'bloquear completamente' WhatsApp no país Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2022, após o começo da guerra com a Ucrânia, a Rússia anunciou o bloqueio do Instagram e do Facebook. Na época, o país classificou a Meta, dona dos aplicativos, como uma organização extremista. Paola conta que, desde essa época, seus conhecidos brasileiros e russos já usam uma VPN e que ela começou a usar assim que chegou no país. Apesar disso, ela usava uma VPN gratuita que, segundo ela, não era estável. Ela passou a pagar pelo produto em setembro de 2025, depois que a Rússia restringiu as ligações de voz e vídeo no WhatsApp e no Telegram. "Eu usava esses recursos para falar com a minha família no Brasil. Então, fui atrás de uma VPN melhor. Hoje pago cerca de R$ 10 por mês e falo com eles diariamente pelo WhatsApp, por mensagem ou ligação", conta. Ela não é a única. Segundo a Meta, dona do WhatsApp, o aplicativo tem mais de 100 milhões de usuários na Rússia. Paola explica que o funcionamento da VPN é simples: basta baixar o aplicativo e mantê-lo ativado. "A maior chateação é a burocracia. Vira e mexe o governo bloqueia alguma VPN, aí temos que baixar outra. Não é difícil, porque circulam links no Telegram, mas é chato", afirma. Além disso, ela comenta que manter uma VPN ligada gasta mais bateria e que, às vezes, mesmo as versões pagas apresentam instabilidade. 'Nem percebi a mudança' Clarissa Ribeiro, de 25 anos, é pernambucana e se mudou para a Rússia há cerca de dois anos para estudar veterinária na Academia Estatal de Medicina Veterinária e Biotecnologia, uma universidade pública em Moscou. Assim como Paola, ela usa VPN desde que chegou ao país, mas começou a usar uma paga no fim de 2025 para ter uma conexão melhor. Tão acostumada ao recurso, ela nem tinha percebido o bloqueio total anunciado nesta semana — que inclui também o envio de mensagens. Para testar o funcionamento do WhatsApp, Clarissa saiu da VPN e mandou uma mensagem para o g1 — que não chegou. Mas, ao reativar o recurso, a mensagem chegou instantaneamente. "Então, realmente o WhatsApp parou de funcionar sem a VPN", constatou. Em relação ao Telegram, Paola e Clarissa disseram que continua sendo possível enviar e receber mensagens sem a VPN, mas que nessa semana ficou mais lento. Já o Instagram e o Facebook seguem inacessíveis sem a VPN. ‘Disseram que, se não baixássemos o app russo, não poderíamos fazer as provas’ Max, aplicativo promovido pelo governo da Rússia Reprodução/Max Ao mesmo tempo em que restringe aplicativos não ligados ao governo, a Rússia promove o uso do Max, aplicativo inspirado no chinês WeChat, que permite trocar mensagens e utilizar serviços do governo. Mas, diferente do WhatsApp, por exemplo, ele não tem criptografia, o que permitiria que terceiros acessassem as mensagens, segundo o jornal Financial Times. A Rússia nega as acusações. O receio de ter a privacidade violada faz com que Paola e seus amigos evitem o aplicativo. Segundo ela, o Max é mais comum entre pessoas mais velhas, que não conhecem a VPN. Além disso, tanto Paola quanto Clarissa dizem já terem sido pressionadas pelas universidades para baixar o Max — o que nenhuma das duas fez. Clarissa conta que, em dezembro de 2025, a universidade chegou a avisar que estudantes não poderiam fazer as provas de janeiro se não instalassem o Max. "A conexão de todos os estudantes [ao Max] é estritamente obrigatória. Caso contrário, Khayam Zakirovich [vice-reitor da faculdade de medicina veterinária] não concederá a vocês a autorização para fazer os exames", diz a mensagem. O aviso, segundo Clarissa, não foi enviado diretamente pela reitoria. Ele foi publicado no grupo da turma no Telegram pelo representante da sala — aluno que normalmente repassa comunicados após conversar com a diretoria. O g1 teve acesso à mensagem. Apesar da ameaça, ela afirma que a maioria dos alunos ignorou a orientação e conseguiu fazer as provas normalmente. "Eu não dei a mínima, fiz os exames, ninguém chamou minha atenção", conta. Logo WhatsApp Unsplash/Dima Solomin Veja mais: 'Vivo sob ameaças constantes': a australiana que tenta tirar crianças das redes sociais Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas

Bill Gates cancela participação em cúpula de IA na Índia


Bill Gates Getty Images O empresário Bill Gates cancelou a sua participação na Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial nesta quinta-feira (19). Ele iria realizar o discurso de abertura no evento que ocorre na Índia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em comunicado, a Fundação Gates não forneceu um motivo para a presença cancelada, mas disse que o bilionário não fará seu discurso "para garantir que o foco permaneça nas principais prioridades da Cúpula de IA". Segundo a agência de notícias Reuters, o evento já é marcado por falhas organizacionais, problema com robô e reclamações de participantes sobre interrupções no trânsito de VIPs. O cancelamento ocorre após a divulgação de arquivos do caso do escândalo sexual envolvendo Jeffrey Epstein em que Gates aparece. Nos arquivos, Epstein diz que Bill Gates traiu a mulher e chegou a medicá-la sem o conhecimento dela para não transmitir doenças. Bill Gates nega. Os documentos indicam ainda que Gates e Epstein se encontraram repetidamente após a pena de prisão de Epstein para discutir a expansão dos esforços filantrópicos do fundador da Microsoft. Gates afirmou que o relacionamento se limitou a discussões relacionadas à filantropia e que foi um erro ter se encontrado com Epstein. 'Atendimento de bilhões': o dia que Bill Gates trabalhou na startup de sua filha Lula no evento O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Índia para participar da cúpula. O evento tem como objetivo refletir sobre as diversas dimensões da IA, com foco principal em governança, um tema ainda pouco regulamentado globalmente. Além da participação na cúpula, Lula deve firmar acordos estratégicos sobre minerais críticos e inteligência artificial com o governo indiano.

É #FAKE vídeo de foca saindo do mar e arrastando cachorro para dentro da água; cena foi feita com inteligência artificial


É #FAKE vídeo de foca arrastando cachorro para dentro do mar; cena foi criada com inteligência artificial Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra uma foca arrastando um cachorro para dentro do mar. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo? Publicado neste domingo (15) no X, onde alcançou mais de 3,5 milhões de visualizações, o post tem a seguinte legenda, em inglês: "Meu Deus 😱 Coitadinho do cachorro, ele se foi 😭😭😭". O vídeo mostra um cachorro e uma mulher em uma encosta de pedras de uma praia. De repente, uma foca pula do mar, abocanha o rabo do cãozinho e o arrasta para dentro da água. A dona tenta segurá-lo e grita, também em inglês: "Meu Deus, Daisy! Daisy, não!". A publicação omite que o conteúdo foi criado com inteligência artificial (IA) — leia mais abaixo. Na seção de comentários, usuários questionaram se o material era verdadeiro ou falso, enquanto alguns escreveram "coitado do cachorro". ⚠️ Por que isso é falso? O Fato ou Fake submeteu submeteu o vídeo ao Hive Moderation, ferramenta de detecção de imagens, vídeos e áudios criados com inteligência artificial. Resultado: há 99,8% de probabilidade de o conteúdo ter sido criado com esse recurso. Além disso, a cena apresenta sinais de manipulação com IA. Logo no início, a foca aparece com a cabeça desfigurada, como se estivesse achatada nas pedras, e as mãos da mulher também estão distorcidas em diversos momentos do registro (veja abaixo). Vídeos sintéticos de animais têm viralizado nas redes sociais. O Fato ou Fake já desmentiu as gravações de um leão cheirando uma mulher que teria caído em jaula na Índia e de um tatu carregando uma capivara no dorso. Vídeo apresenta sinais de distorção por IA. Reprodução Cão de trenó da Groenlândia rouba câmera de US$ 700 e se filma escondendo equipamento É #FAKE vídeo de foca arrastando cachorro para dentro do mar; cena foi criada com inteligência artificial Reprodução Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

'Chefões' de gigantes de IA se recusam a dar as mãos em foto em grupo e evidenciam rivalidade

Sam Altman, dono da OpenAI, e , Dario Amodei, da Antropic Reprodução/Reuters Sam Altman, CEO da OpenAI, e Dario Amodei, cofundador e...