quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

ChatGPT classifica brasileiros do Sudeste como 'mais inteligentes' e inferioriza Norte e Nordeste, aponta estudo


ChatGPT AP Photo/Matt Rourke O ChatGPT compartilha informações preconceituosas sobre diferentes regiões do Brasil. É o que revela um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, divulgado em janeiro, com base na análise de 20,3 milhões de consultas feitas ao robô da OpenAI. O estudo mostra, por exemplo, que pessoas que vivem em São Paulo e Minas Gerais foram classificadas pela IA como "mais inteligentes". O Distrito Federal também aparece nessa categoria. Em testes que perguntavam "onde as pessoas são mais inteligentes", o Maranhão, junto com o Amazonas, recebeu classificações significativamente mais baixas do que São Paulo, Minas Gerais e o DF. 🔎 Os pesquisadores explicam que usaram um sistema de "pontuação" para analisar os resultados e transformar as respostas do ChatGPT em um ranking comparativo. "Esse padrão também corresponde à diferença racial entre regiões (as regiões norte e interior abrigam predominantemente populações mistas, negras ou indígenas), o que está alinhado com as longas histórias de como raça e inteligência percebida foram construídas. ChatGPT classifica moradores de Ipanema como 'mais bonitos' Pôr do sol ao lado do Morro Dois Irmãos neste sábado (10), visto da Praia de Ipanema Marcello Cavalcanti/Arquivo pessoal Em outra consulta, que considerou metrópoles como Londres, Nova York e Rio de Janeiro, os pesquisadores perguntaram quais bairros dessas grandes cidades seriam "onde as pessoas são mais bonitas". As respostas do ChatGPT favoreceram áreas com maior proporção de moradores brancos. No Rio, a IA colocou no topo bairros nobres como Ipanema, Leblon e Copacabana. Na sequência, aparecem Vidigal, Lagoa, Lapa, Botafogo e Laranjeiras. Os autores afirmam que o ChatGPT recicla uma associação histórica e preconceituosa: a de que a branquitude e a riqueza são vistas como "belas" e "aspiracionais", enquanto áreas mais pobres das cidades, com maior população não branca, são retratadas como "degradadas". Mapa do estudo sobre "melhor música" para o ChatGPT Reprodução No recorte cultural, o Brasil (junto com a Nigéria) obteve pontuações muito altas tanto na categoria de "música" quanto na de "músicos" nos rankings gerados pelo ChatGPT. O mapa acima indica que, quanto mais azul, maior a classificação para "melhor música"; em vermelho, aparecem os locais considerados como tendo "a pior música". "A identidade musical do Brasil, ancorada no samba, bossa nova, carnaval e no recente crescimento da música funk, que são amplamente referenciados na mídia global, turismo, entretenimento e redes sociais, criou um conjunto diversificado de fontes que o modelo condensa em uma compreensão singular de "Brasil = grande música"”, afirma o estudo. Ao analisar as regiões com as piores músicas, o ChatGPT atribuiu essas classificações a países da África.

Elon Musk se torna a primeira pessoa a superar US$ 800 bilhões em patrimônio


SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk Elon Musk se tornou a primeira pessoa da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,1 trilhões) em patrimônio líquido após a SpaceX adquirir a empresa de inteligência artificial xAI. Segundo a Forbes, o negócio avaliou a empresa combinada em US$ 1,25 trilhão e elevou a fortuna do bilionário em US$ 84 bilhões, para um recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,4 trilhões). Antes da operação, Musk detinha cerca de 42% da SpaceX, participação avaliada em US$ 336 bilhões com base em uma oferta privada realizada em dezembro, que estimou a empresa em US$ 800 bilhões. Ele também possuía aproximadamente 49% da xAI, avaliada em US$ 122 bilhões após uma rodada de captação que atribuiu valor de mercado de US$ 250 bilhões à empresa neste mês. Após a fusão — que atribuiu US$ 1 trilhão à SpaceX e manteve a xAI em US$ 250 bilhões —, a Forbes calcula que Musk passou a deter 43% da companhia combinada, fatia avaliada em US$ 542 bilhões. Fusão cria empresa privada mais valiosa do mundo A fusão entre as duas empresas foi anunciada pelo bilionário na segunda-feira (2), antes do lançamento de um mega IPO (Initial Public Offering) nos Estados Unidos. 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. A empresa resultante da fusão deve precificar as ações em cerca de US$ 527 (R$ 2.771) cada e alcançar uma avaliação de US$ 1,25 trilhão (R$ 6,57 trilhões), segundo a Bloomberg. O negócio, que cria a empresa privada mais valiosa do mundo, engloba as ambições cada vez mais caras do bilionário de avançar nos campos da inteligência artificial e da exploração espacial. Em comunicado, Musk afirmou que a fusão tem como objetivo criar o “motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado da Terra (e fora dela)”, ao reunir negócios que atuam em áreas como exploração espacial, internet via satélite e inteligência artificial. A aquisição da xAI pela SpaceX envolve duas das maiores empresas de capital fechado do planeta. Trata-se também de uma das uniões mais ambiciosas já feitas no setor de tecnologia, combinando um contratante de defesa e exploração espacial com um desenvolvedor de IA em rápido crescimento. A medida, no entanto, ainda deverá ser analisada. O acordo pode chamar atenção de reguladores e investidores sobre questões de governança, avaliação e potenciais conflitos de interesse. Isso se deve ao papel de liderança de Musk em várias empresas, bem como à possível movimentação de engenheiros, tecnologia proprietária e contratos entre as entidades. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber

É #FAKE que fotos mostrem prefeito de Nova York e a mãe dele ao lado de Jeffrey Epstein; imagens foram criadas com a IA do Google


É #FAKE que fotos mostrem prefeito de Nova York ao lado de Jeffrey Epstein; imagens foram criadas com IA Reprodução Circulam nas redes sociais fotos supostamente mostrando Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, e Mira Nair, cineasta e mãe dele, ao lado de Jeffrey Epstein (1953-2019), bilionário conhecido por sua ligação com uma vasta rede de tráfico sexual e de menores no início dos anos 2000. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como são as fotos? As três "fotos" foram publicadas no X no sábado (31), um dia após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter divulgado mais de 3 milhões de páginas dos arquivos do caso de Epstein. No entanto, elas foram criadas com inteligência artificial (IA) do Google (leia mais abaixo). Um dos posts, que reúne as três imagens manipuladas, tem esta legenda (originalmente, em inglês): "🚨BOMBA! Aparentemente, Zohran Mamdani foi treinado pelos melhores dos melhores. Hmmm. Internet, FAÇA O QUE SABE FAZER". Um dos registros falsos mostra Mira Nair segurando um bebê no colo, que supostamente seria Mamdani, em uma praia junto de Epstein e Bill Clinton, ex-presidente americano citado nos documentos revelados recentemente. Outro exibe Mira uma criança, novamente apontada como Mamdani, ao lado de Epstein, Clinton; Bill Gates (fundador da Microsoft e também mencionado nos arquivos); Jeff Bezos (CEO da Amazon); e Ghislaine Maxwell (ex de Epstein e condenada por crimes relacionados ao tráfico sexual de menores). O terceiro tem o mesmo grupo em uma praia, com exceção de Mira. No conteúdo, a criança identificada nos posts como Mamdani está sendo abraçada por Ghislaine, enquanto Epstein segura Clinton no colo. A mãe de Mamdani foi mencionada em um e-mail da publicitária Peggy Siegal a Epstein, de 21 de outubro de 2009. No texto, Mira é citada como uma das convidadas que participou de um evento para divulgação de um filme, que teria ocorrido na casa de Ghislane. O nome de Mira também aparece em e-mails de lista de convidados para um evento de cinema independente. ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu as imagens ao SynthID Detector, plataforma do Google que verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa. O resultado das três análises apontou: "Feito com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado" (veja abaixo). Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar conteúdo gerado com modelos de IA do Google. Esse "selo" é incorporado a vídeos, imagens, áudios ou textos fabricados sinteticamente. Embora imperceptível para humanos (que não conseguem verificar o indicador apenas assistindo às cenas ou escutando os áudios), a técnica é detectável pelo sistema. O Fato ou Fake fez uma busca reversa pelas imagens no Google Lens. Essa pesquisa serve para verificar a origem de conteúdos na internet. O resultado apontou que as imagens foram publicadas pela primeira vez por uma conta de paródias do X – a descrição menciona que o perfil publica memes e material fabricado com IA. SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução Veja, no vídeo abaixo, mais sobre os arquivos Epstein: Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein É #FAKE que fotos mostrem prefeito de Nova York ao lado de Jeffrey Epstein; imagens foram criadas com IA Reprodução Veja também EUA não foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra Mundial É #FAKE que EUA foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra e 'devolveram' a ilha VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Veja o que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais


Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália A regulação do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais é um tema discutido em diversos países. Em dezembro de 2025, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir que menores de 16 anos acessem as redes sociais. O veto repercutiu mundialmente, e vários governos disseram estudar medidas semelhantes. O Brasil, por exemplo, já aprovou uma lei exigindo que a verificação de idade deixe de ser feita só com autodeclaração, como ocorre atualmente. Para redes sociais, a nova lei brasileira também determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta de um de seus responsáveis legais. As regras entram em vigor em março de 2026. ✍️ Veja abaixo o que os países têm feito sobre o tema. Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Alemanha Oficialmente, menores de idade entre 13 e 16 anos podem usar a mídia social na Alemanha somente se os pais derem consentimento. Entretanto, defensores da proteção infantil dizem que os controles são insuficientes e pedem que as regras existentes sejam mais bem implementadas, segundo a Reuters. Austrália A lei que entrou em vigor em dezembro de 2025 obriga os gigantes da tecnologia a impedir que menores de 16 anos acessem as plataformas. Quem descumprir pode levar multas de até 49,5 milhões de dólares australianos (R$ 178 milhões). A regra determinou que menores de 16 anos não poderiam criar novas contas, e as já existentes deveriam ser desativadas pelas plataformas. 'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição Não foi determinada uma forma padrão de verificação de idade. Vale escanear documentos, mandar uma selfie ou mesmo usar ferramentas específicas para isso. Nem todas as mídias estão sujeitas à restrição. O YouTube Kids, por exemplo, não necessita da verificação de idade porque parlamentares australianos avaliaram que ele inclui conteúdo educativo. Aplicativos de mensagens e jogos online, como WhatsApp e Roblox, também ficaram de fora da regulamentação. Brasil Entenda nova regra que exige confirmação de idade de usuários por sites e aplicativos O ECA Digital, que virou lei em setembro de 2025, começa a valer em março, sem determinar um limite de idade para acesso às redes sociais. A legislação, no entanto, determina que perfis de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta de um de seus responsáveis legais. A lei também quer tornar a verificação de idade mais eficiente do que a simples autodeclaração, que é usada até hoje. Produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos também deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes. O tipo de mecanismo a ser adotado para isso ainda é alvo de discussão. Saiba mais aqui A lei foi aprovada em 2025 após o influenciador Felca viralizar com um vídeo em que denunciava a adultização de crianças nas redes sociais. Bélgica Em 2018, a Bélgica promulgou uma lei que exige que as crianças tenham pelo menos 13 anos para terem uma conta de mídia social sem a permissão dos pais. China O acesso à internet na China possui diversas restrições pelo governo. A BBC destacou que algumas dessas políticas visam restringir o uso da tecnologia por crianças. Um exemplo citado é que menores de 18 anos podem jogar online por apenas 1 hora por dia. E somente às sextas-feiras, fins de semana e feriados, segundo publicou a Associated Press em uma reportagem de 2023. Dinamarca A Dinamarca anunciou, em novembro de 2025, que vetaria o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. O país, no entanto, permite que os pais concedam acesso de adolescentes com mais de 13 anos a algumas plataformas, segundo a Reuters. Espanha Em janeiro de 2026, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que a Espanha iria proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos. Segundo ele, as plataformas serão obrigadas a implementar sistemas de verificação de idade. O governo espanhol ainda não detalhou quando a medida entrará em vigor. EUA A maioria das regras para proteger crianças vem do Ato de Proteção à Privacidade das Crianças Online, uma lei de 2000 que visa impedir que empresas de tecnologia coletem dados pessoais de menores de 13 anos sem consentimento dos pais. Diferentes estados também têm tentado criar leis próprias, mas elas acabam paralisadas por disputas judiciais. É o caso de Utah, que aprovou em 2023 duas leis que restringem o uso de redes sociais por menores de 18 anos; eles precisariam de permissão dos pais para usarem plataformas como Instagram, TikTok e Facebook. Mas a regra foi questionada na Justiça pelo grupo NetChoice e está suspensa. O mesmo grupo foi aos tribunais contra uma restrição semelhante aprovada pela Califórnia. O principal argumento usado para questionar as restrições é de que elas seriam inconstitucionais, ferindo o direito à liberdade de expressão. Como é a lei da Austrália que proíbe redes sociais para menores de 16 anos França Pressionados pelo presidente Emmanuel Macron, os deputados franceses aprovaram em janeiro de 2026 uma lei que proíbe o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. A legislação ainda será analisada pelo Senado. Em 2023, o país já havia aprovado uma lei que exige o consentimento dos pais para que menores de 15 anos criem contas em redes sociais. No entanto, a mídia local afirma que desafios técnicos impedem que a restrição funcione na prática. Ainda em 2023, a França foi palco de três suicídios de adolescentes vítimas de bullying na escola. Após os casos, um painel encomendado pelo presidente Emmanuel Macron recomendou regras mais rígidas, incluindo a proibição de celulares para crianças menores de 11 anos e idade mínima de 13 anos para que uma criança tenha um celular com acesso à internet. Itália Na Itália, crianças com menos de 14 anos precisam do consentimento dos pais para se inscreverem em contas de mídia social, mas, a partir dessa idade, não é necessário nenhum consentimento. Malásia A Malásia informou em novembro de 2025 que seguiria o exemplo da Austrália e impediria que menores de 16 anos se registrem em perfis de redes sociais. A medida seria implementada ainda em 2026. Noruega Em outubro de 2024, o governo norueguês propôs aumentar de 13 para 15 anos a idade em que as crianças podem consentir com os termos exigidos para o uso de mídias sociais, embora os pais ainda possam assinar em seu nome se elas estiverem abaixo do limite de idade. Reino Unido O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou em janeiro de 2026 que o país está estudando proibir as redes sociais para menores de 16 anos. O governo, no entanto, não deu detalhes sobre quando a medida seria implementada. Em 2023, o país aprovou a Lei de Segurança Online (Online Safety Act), que estabelece padrões mais rígidos para plataformas de mídia social como Facebook, YouTube e TikTok, inclusive envolvendo restrições de idade apropriadas. Ela começou a ser aplicada em 2025. A lei exige que sites tomem mais providências para impedir o acesso de menores de 18 anos. As caixas de seleção que permitem que qualquer pessoa alegue a maioridade tiveram de ser substituídas por escaneamentos faciais para estimar a idade, envio de documentos de identidade, verificações de cartão de crédito e outras medidas de proteção. Com isso, o acesso a sites pornográficos caiu drasticamente. Em janeiro de 2026, Aylo, dona dos sites YouPorn, Pornhub e Redtube, anunciou que não aceitaria novos usuários no Reino Unido a partir do mês seguinte. União Europeia O Parlamento Europeu aprovou, no fim de novembro de 2025, uma resolução que exige uma idade mínima de 16 anos para o acesso a mídias sociais. Ele também solicitou um limite de idade de 13 anos para toda a União Europeia, abaixo do qual nenhum menor poderia acessar as plataformas de mídia social. Esse também é considerado pelo Parlamento o limite mínimo de idade para uso de serviços de compartilhamento de vídeo e "agentes de inteligência artificial". A resolução, no entanto, não se trata de uma lei e também não define políticas.

ChatGPT fora do ar? Usuários relatam instabilidade nesta terça-feira


O ChatGPT 4.5 passou no Teste de Turing em 2025, segundo pesquisa de Jones BBC/Getty Images O ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI, passa por uma instabilidade no fim da tarde desta terça-feira (3). Segundo o Downdetector, plataforma que monitora serviços digitais, as notificações de erro começaram a subir pouco depois das 17h. Às 17h21, mais de 1,7 mil reclamações de usuários já tinham sido registradas na plataforma. ChatGPT apresenta instabilidade na terça-feira Reprodução/Downdetector Veja os vídeos que estão em alta no g1

É #FAKE vídeo de Robert De Niro queimando bandeira dos EUA; cena foi criada com a IA do Google


É #FAKE vídeo que mostra Robert De Niro queimando bandeira dos EUA; cenas foram geradas por IA Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo mostrando o ator americano Robert De Niro, de 82 anos, com isqueiro na mão e prestes a queimar uma bandeira dos Estados Unidos. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo falso? O vídeo, que viralizou neste início de fevereiro no X, no Facebook e no Instagram, simula o que seria um "protesto" do astro de Hollywood contra a política anti-imigração do presidente Donald Trump. Um post publicado nesta segunda-feira (2) no X, onde o registro teve mais de 280 mil visualizações, diz: "Parece que Robert De Niro já deu o que tinha que dar com os Estados Unidos. O ator lendário diz que está cansado da América sob Trump, critica duramente o ICE [Serviço de Imigração e Alfândega americano] e cogita se mudar para a Europa [...]". Mas, na verdade, a cena foi fabricada com inteligência artificial (IA), como apontam duas ferramentas que detectam esse tipo de conteúdo. Além disso, o escritório que representa o ator desmentiu o material (leia detalhes abaixo nesta reportagem). No registro, a versão fake de Robert De Niro acende um isqueiro com a mão direita e, com a esquerda, segura uma pequena bandeira americana (na qual se lê "bye bye"). Tudo se passa em um ambiente fechado e escuro, similar a um gabinete. Em uma das paredes, há uma foto que alude à ex-vice-presidente Kamala Harris, derrotada por Donald na eleição presidencial de 2024. As publicações mentirosas viralizaram em meio a recentes manifestações reais de artistas contra Trump, como as ocorridas no Grammy 2026, neste domingo (dia 1º). Assista abaixo: Bad Bunny é aplaudido em discurso contra agência de imigração nos EUA: 'Não somos animais' ⚠️ Por que o vídeo é mentiroso? O Fato ou Fake submeteu o vídeo a dois detectores de conteúdos criados com IA, e ambos apontaram uso desse recurso. Veja o resultado das análises (e os infográficos ao término no texto): Hive Moderation – 99% de probabilidade de material ser sintético. SynthID Detector – A ferramenta do Google identifica conteúdo gerados com a IA da própria companhia. Resultado: "Feito com a IA do Google. Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado". Essa tecnologia aplica uma marca d'água (diretamente em vídeos, imagens, áudios ou textos) imperceptível para humanos, mas rastreável pelo sistema. O Fato ou Fake também procurou o escritório de relações públicas Rosenfield Media Group (RMG), que representa De Niro, e questionou se o vídeo era verdadeiro. A resposta, por e-mail, diz: "100% falso". Ao contrário do que sugere o post fake, o ator tem mostrado disposição de resistir a Trump, sem se mudar dos Estados Unidos. Em uma entrevista publicada em outubro de 2025 pelo jornal britânico "The Guardian", o artista afirmou: "Você tem que lutar. Não há outra maneira de enfrentar um valentão". Dias antes, ele havia apoiado os protestos No Kings, que mobilizaram manifestantes em mais de 2,6 mil cidades americanas para criticar as políticas de imigração, educação e segurança de Trump. Em janeiro, o Fato ou Fake publicou outra checagem envolvendo De Niro: É #FAKE que Robert De Niro disse 'Fuck Trump' no palco do Globo de Ouro O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao detector Hive Moderation, que aponta 99% de probabilidade de material conter inteligência artificial. Reprodução O SynthID detectou que todo ou parte do conteúdo enviado foi gerado por IA" Reprodução É #FAKE vídeo que mostra Robert De Niro queimando bandeira dos EUA; cenas foram geradas por IA Reprodução Veja também EUA não foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra Mundial e , por isso, não 'devolveram' a ilha à Dinamarca após o fim do conflito É #FAKE que EUA foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra e 'devolveram' a ilha VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Chatbots já influenciam eleitores e desafiam regulação no Brasil


Algumas respostas de chatbots sobre posicionamentos de partidos políticos foram incorretas, mostram estudos Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance via DW No mundo todo, uma boa parte do eleitorado está disposta a se informar sobre candidatos e até seguir indicações feitas por chatbots como o ChatGPT e o Gemini, uma questão que preocupa especialistas e desafia reguladores eleitorais. Exemplos não faltam. Na Holanda, que realizou eleições em outubro de 2025, uma pesquisa conduzida pela Universidade de Amsterdã concluiu que 10% dos eleitores estavam propensos a seguir as recomendações dos chatbots sobre em quem votar. Outros 13% foram evasivos, sugerindo que talvez pudessem acompanhar a sugestão. Essa tendência se mostrou ainda mais forte entre os jovens. Entre os entrevistados de 18 a 34 anos, 17% disseram estar propensos a votar seguindo a recomendação, enquanto 18,5% disseram talvez. Já entre os eleitores acima de 55 anos, apenas 6% se disseram dispostos a seguir a sugestão. No Chile, que também realizou eleições no fim do ano passado, uma pesquisa apontou um cenário ainda mais avançado de influência dos chatbots na eleição. Segundo o estudo, 27% dos eleitores abordaram o pleito nas plataformas, o que chegou a 44% em grupos de maior poder econômico. Em 2024, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) conduziu uma pesquisa com 2.400 eleitores, que conversaram com chatbots a dois meses das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Apoiadores de Donald Trump que conversaram com um modelo de inteligência artificial (IA) favorável a Kamala Harris tornaram-se ligeiramente mais propensos a apoiá-la, deslocando-se 3,9 pontos em direção a Harris, numa escala de 100 pontos. Esse efeito foi cerca de quatro vezes maior do que o impacto medido de anúncios políticos nas eleições de 2016 e 2020, segundo o estudo. Já o modelo de IA favorável a Trump moveu apoiadores de Harris 2,3 pontos em direção a ele. Respostas erradas E há outros aspectos. Na pesquisa feita na Holanda, a grande maioria das sugestões dadas pelos chatbots focou em apenas dois partidos, pouco importando a pergunta feita. Numa das plataformas, 80% das recomendações apontaram para um ou o outro. Um deles foi o Partido pela Liberdade (PPV), cujo líder, Geert Wilders é uma figura frequente na imprensa, especialmente pelos posicionamentos polêmicos em temas sobre o islã. A outra sigla foi GroenLinks–PvdA, ligado à causa verde no país. Os pesquisadores disseram não saber por que isso aconteceu. "Não sabemos como esses chatbots funcionam", diz Claes Vreese, professor de inteligência artificial e Sociedade da Universidade de Amsterdã. Além disso, quando os chatbots foram utilizados para responder quais posicionamentos cada partido na Holanda possuía, algumas respostas foram incorretas, aponta Vreese. No estudo de 2024 do MIT, o ChatGPT 3.5 apresentou 30% de informações políticas incorretas, enquanto a versão 4 reduziu a percentagem para 14%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O diretor-executivo do ITS Rio, Fabro Steibel, aponta que não é grande surpresa certo volume de informações incorretas, uma vez que, ao serem questionados, os chatbots são programados para oferecer algum tipo de resposta, ainda que possa não ser a mais acurada. Neste sentido, informações sobre nomes com maior expressão na política, como ex-presidentes, tendem a serem melhor abastecidas, o que pode não ser o caso, por exemplo, para novas candidaturas legislativas. Os resultados dos estudos preocuparam os especialistas. "Em eleições acirradas, esse tipo de conteúdo pode influenciar os resultados", afirma Vreese. Parte do processo eleitoral Apesar de considerar que não é uma boa ideia ter um chatbot como conselheiro político, o especialista holandês avalia que o uso político se tornará comum à medida em que os chatbots fizeram cada vez mais parte do cotidiano. Eles já são usados até como terapeutas por algumas pessoas. "É parte do processo eleitoral agora." Steibel concorda. "Os chatbots hoje são lugares de confiança, como bares e igrejas", diz. Nesse sentido, é de se esperar também que políticos usem essas ferramentas para tentar favorecer suas candidaturas. "Haverá uma corrida pela atenção do eleitor, e essa é mais uma ferramenta. Faz parte do jogo. Mas chamará a atenção se houver viés ideológico", avalia. E no Brasil? Uma pesquisa recente do instituto Ipsos mostrou que 79% dos usuários de inteligência artificial no país a usam para aprendizado, incluindo sobre política e economia, superando o uso para entretenimento. A DW Brasil testou alguns dos principais chatbots sobre as eleições de 2026 no Brasil. ChatGPT, Gemini e Grok foram questionados sobre quais seriam as melhores opções de voto para presidente, governador e senador em São Paulo a partir de três perfis de eleitor: um conservador, um preocupado com questões socioeconômicas e um anti-política. O contexto político oferecido por cada chatbot variou pouco, mas o grau de intervenção foi bem distinto. No geral, o ChatGPT se limitou a descrever principais posições políticas e a mencionar os candidatos melhor posicionados nas pesquisas eleitorais. Gemini e Grok foram mais incisivos, apontando diretamente quais seriam as melhores opções de voto para o eleitor. Garantir igualdade de condições No Brasil, a Justiça Eleitoral dispõe de instrumentos para enfrentar distorções no ambiente digital, inclusive por chatbots e outras ferramentas de inteligência artificial, diz o especialista Delmiro Dantas Campos Neto, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep). Resoluções tratando de temas como uso de deepfakes e remoção de conteúdos desinformativos, além da necessidade de transparência no uso da IA, foram adotadas nos últimos anos no país, destaca. Porém, plataformas que disponibilizam conteúdo personalizado e que não fica à disposição de todos, como no caso de uma postagem em redes sociais, desafiam as atuais normativas. O papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não é controlar conteúdo, mas garantir a igualdade de condições entre os candidatos, argumenta Fabro Steibel. Durante o período eleitoral, o caminho deverá ser o de tratar o tema diretamente com as plataformas, diz Neide Cardoso de Oliveira, coordenadora do grupo sobre Desinformação na Internet, Interferência Cibernética na Democracia e Influência nas Eleições do Ministério Público Federal (MPF). O artigo 19 do Marco Civil da internet, que trata da responsabilidade dos provedores de serviços pela moderação de conteúdo traz uma série de obrigações para as plataformas nesse sentido, reforça. Um ponto que poderá ser alvo de observação são as fontes que alimentarão as respostas dos chats ao longo do período, avalia a coordenadora.

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