sexta-feira, 15 de maio de 2026

EUA testam drones que podem neutralizar atiradores em escolas em menos de 1 minuto


Drone que pode neutralizar atiradores em teste nos Estados Unidos Ronaldo Schemidt/AFP Um atirador entra em uma escola dos Estados Unidos. Um professor ativa um alarme pelo celular. A polícia está a caminho. Mas, antes, um esquadrão de drones guardiões chega e neutraliza o criminoso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A ideia está sendo executada pela Campus Guardian Angel. O diretor de operação táticas da empresa, Khristof Oborski, afirmou que a ideia surgiu com base no que foi visto na guerra na Ucrânia. "Nosso diretor executivo observou como os drones pilotados em primeira pessoa eram eficazes no campo de batalha na Ucrânia, difíceis de evitar. Então pensou em como introduzir esse sistema para combater um problema crescente nos Estados Unidos: os tiroteios em escolas", disse à AFP. A empresa mapeia em 3D a escola onde instalará o serviço para determinar rotas. Depois, os drones são colocados em mini-hangares, em esquadrões de três, em pontos estratégicos dentro e fora da escola. Vídeos em alta no g1 Quando o alarme é ativado, eles decolam pilotados remotamente por humanos a partir de uma central de emergências em Austin, no Texas. A ideia é que cheguem ao suspeito nos primeiros 15 segundos. "O tipo de intervenção é determinado em função das ações do suspeito", explica Oborski. Se for um menor caminhando com uma arma, a presença dos drones, equipados com áudio bidirecional, pode bastar para dar comandos. Se o indivíduo estiver atacando crianças, a empresa prevê "impactos cinéticos" ou o uso de gel de pimenta não letal. Segundo o portal IntelliSee, apenas em 2025 ocorreram 233 incidentes com armas de fogo em campi educacionais. Em maio de 2022, em Uvalde, no Texas, 19 alunos e duas professoras foram assassinados por um atirador neutralizado 77 minutos após o início do ataque. Primeira linha de defesa Drones que podem abater atiradores nos EUA são controlados por humanos Ronaldo Schemidt/AFP Fabricados nos Estados Unidos, os drones são oferecidos em contratos anuais, cujo valor depende do tamanho da escola e do número de edifícios. O aparelho pesa menos de um quilo, mede cerca de 25 centímetros e pode atingir o suspeito a 65 km/h. Há projetos-piloto em andamento em escolas da Flórida e da Geórgia, com recursos públicos. Em Houston, no Texas, pais querem assumir os custos, diz Oborski. "O cenário ideal seria instalar esse sistema em todas e cada uma das escolas dos Estados Unidos e nunca precisar usá-lo", afirma Bill King, ex-SEAL e cofundador da empresa. King diz que os drones não funcionam com inteligência artificial, o que tranquiliza as pessoas. Competidores em ligas profissionais de drones, os pilotos do programa são mais próximos de "nerds" dos videogames do que de soldados, diz o piloto Alex Campbell. "É gratificante saber que você pode ajudar os agentes a cumprir seu trabalho, voltar para casa em segurança e garantir que todas essas crianças também retornem para casa em segurança", afirma Campbell. VÍDEOS: mais assistidos do g1

SpaceX, de Musk, define data de entrada na bolsa, diz agência; empresa pode ter maior IPO da história


Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, vai definir o preço de sua oferta pública inicial (IPO) em 11 de junho e listar ações na bolsa de valores em 12 de junho, informou a agência Reuters nesta sexta-feira (15). 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do seu capital passa a ser listada na bolsa de valores e pode ser vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Ainda segundo a Reuters, a SpaceX será listada com o código SPCX na Nasdaq, bolsa de valores focada em empresas de tecnologia. Os valores envolvidos no IPO da SpaceX podem marcar a maior entrada da história de uma empresa na bolsa de valores, o que pode contribuir para que Musk se torne o primeiro trilionário do mundo. Vídeos em alta no g1 A expectativa é de que o IPO tenha avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão, considerando a fusão da SpaceX com a startup de inteligência artificial xAI, também de Musk. A SpaceX disse em abril que, mesmo com o IPO, Musk continuará controlando decisões internas. A companhia afirmou que manteria seu "status de empresa controlada", de acordo com um trecho de seu pedido de IPO analisado pela Reuters. Isso significa que ela não precisará que a maioria de seu conselho seja independente, nem que sejam criados comitês independentes de remuneração e nomeação, segundo o trecho do registro da oferta. O documento aponta que a SpaceX só precisará ter um comitê de auditoria composto inteiramente por diretores independentes.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Como funciona o Instants, recurso para fotos de visualização única do Instagram


Instants, recurso de fotos de visualização única do Instagram Divulgação/Instagram O Instagram lançou na última quinta-feira (14) o Instants, um novo recurso para fotos de visualização única que ficam apenas 24 horas no ar. As fotos podem ser acessadas na área de mensagens do Instagram e em um aplicativo criado especificamente para o Instants, disponível para Android e iOS. A proposta é parecida com o que já existe em aplicativos como BeReal e Snapchat, que apostam em conteúdos mais autênticos e de curta duração. Segundo o Instagram, o Instants é uma forma de compartilhar fotos do dia a dia "sem edições, sem pressão, apenas a vida como ela acontece". Vídeos em alta no g1 O atalho para o Instants fica no canto inferior direito da tela e permite acessar as fotos publicadas por pessoas que você segue. Ele também é usado para você postar suas fotos de visualização única, que podem ser vistas por todos os seguidores ou apenas por quem está na lista de melhores amigos. O recurso não revela quem visualizou suas fotos, mas permite que outras pessoas enviem respostas ou reações com emojis que ficam visíveis somente para os dois. E, mesmo após saírem do ar para seus seguidores, os Instants ficam salvos para você no arquivo, que pode ser acessado pelo botão no canto superior direito do recurso. O histórico de fotos pode ser compartilhado nos stories como uma compilação dos últimos dias, por exemplo. Para isso, basta acessar o arquivo e clicar em "Criar recap". Instants, recurso de fotos de visualização única do Instagram Divulgação/Instagram Instants, recurso de fotos de visualização única do Instagram DivuIgação/Instagram

Projeto de lei propõe suspensão de CNH para quem usa óculos inteligentes que obstruem a visão


Meta Ray-Ban Display tem câmera e lentes com projeção de vídeos e informações Divulgação / Meta A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) uma emenda ao Projeto de Lei 19/2026, que estabelece condições, deveres e restrições ao uso de óculos inteligentes por motoristas. A proposta inicial proibia totalmente o uso de óculos inteligentes na condução de veículos. A alteração feita pelo relator na comissão, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), propõe incluir no artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a “vedação ao uso de dispositivos vestíveis ou portáteis que obstruam, total ou parcialmente, o campo de visão do condutor em relação à via e ao seu entorno”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o relatório, esse é um critério objetivo diretamente ligado à segurança viária e que pode ser aplicado a tecnologias atuais e futuras. Para o motorista flagrado usando óculos inteligentes que obstruam a visão, o projeto prevê infração gravíssima, multa multiplicada por três e suspensão do direito de dirigir. O projeto agora será analisado pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Meta Ray-Ban Display, que ainda não é vendido no Brasil, pode projetar nas lentes tradução simultânea de textos. divulgação/Meta Óculos com IA regulamentados 🔎 Os óculos inteligentes são modelos com lentes de grau ou de sol que trazem câmeras, microfones e alto-falantes embutidos. Eles permitem gravar vídeos, tirar fotos e atender ligações sem tirar o celular do bolso. Alguns incluem IA para traduzir textos em tempo real, tirar dúvidas sobre o que o usuário está vendo e postar direto nas redes sociais. Um exemplo de óculos inteligente que poderia obstruir a visão e distrair o motorista é o que conta com o sistema Android XR, do Google. O g1 testou equipamento que pode projetar vídeos e imagens nas lentes. A tecnologia ainda não é oferecida no Brasil. (veja o vídeo abaixo) Android XR: g1 testa novo sistema operacional para óculos de realidade virtual e headsets No relatório, o deputado reconhece um potencial benéfico dos óculos inteligentes, em especial para navegação, alertas de segurança e assistentes. Com relevância também para pessoas com deficiência. Por isso ele não optou pela proibição completa. A proposta de lei estabelece que, durante a condução de veículos, os óculos inteligentes tenham de operar em um modo específico, com funcionalidades restritas. Ficariam disponíveis apenas os recursos diretamente relacionados a navegação, segurança e assistentes ao motorista. A regulamentação ficaria a cargo do Conselho Nacional de Trânsito. Não poderiam, segundo o texto, ser exibidos conteúdos estranhos à condução e que causem prejuízo ao campo de visão do motorista. Também estaria proibido captar, gravar, transmitir e processar imagens e sons com óculos inteligentes quando o condutor estiver dirigindo. Até dar instruções ao dispositivo ou realizar "estímulos cognitivos" está vetado pelo texto. As medidas valem para "quaisquer dispositivos vestíveis dotados de inteligência artificial" com essas funções. O projeto de lei também endurece as penalidades para o motorista reincidente. E ainda determina que usar essa tecnologia e se envolver em acidente de trânsito seria um agravante para o motorista. Meta Ray-Ban Display conta com projeção de GPS nas lentes divulgação/Meta Projeto vai além O projeto de lei 19/2026 do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) busca regulamentar o uso de dispositivos capazes de captar dados, como câmeras corporais, óculos inteligentes e outros equipamentos tecnológicos. Na prática, a proposta exige mais transparência das empresas: fabricantes e desenvolvedores terão que informar de forma visível quando houver coleta de dados, reduzir riscos à privacidade e assumir responsabilidade pelo uso dessas informações. O texto também determina que o tratamento de dados pessoais de terceiros siga as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Entre as principais obrigações para as empresas propostas pelo projeto estão: Desenvolver produtos já com mecanismos de proteção de dados desde sua criação; Inserir sinais ou alertas claros de que dados estão sendo captados Realizar avaliações de impacto para medir possíveis riscos à privacidade Além disso, o projeto restringe o uso desses dispositivos em situações consideradas sensíveis, como: Locais onde há expectativa de privacidade Concursos públicos Provas e avaliações Veja a seguir trecho do projeto de lei com a emenda que trata do uso de óculos inteligentes na condução de veículo: CAPÍTULO VI DAS ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO Art. 11. A Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), passa a vigorar acrescida dos seguintes dispositivos: “Art. 252-A. É proibido ao condutor de veículo automotor utilizar, enquanto estiver na direção, óculos inteligentes ou quaisquer dispositivos vestíveis dotados de inteligência artificial capazes de: I – exibir imagens, textos, dados, mensagens ou conteúdos visuais no campo de visão do condutor; II – captar, gravar, transmitir ou processar imagens, sons ou outros dados do ambiente; III – fornecer instruções, respostas ou estímulos cognitivos não estritamente relacionados à segurança veicular. Infração: gravíssima. Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir. Medida administrativa: retenção do veículo até cessar a irregularidade.” (NR) “Art. 252-B. A infração prevista no art. 252-A será punida com multa multiplicada por 5 (cinco), em razão do elevado risco à segurança viária. § 1º Em caso de reincidência no período de 12 (doze) meses, aplicar-se-á, cumulativamente, a cassação da Carteira Nacional de Habilitação. § 2º A utilização de óculos de IA durante a condução que resulte em acidente de trânsito constituirá circunstância agravante para fins de responsabilização administrativa, civil e penal.” (NR) “Art. 252-C. Excluem-se da vedação prevista no art. 252-A: I – óculos de correção visual sem funcionalidades digitais ativas; II – dispositivos médicos assistivos, desde que não exibam informações dinâmicas nem interfiram na atenção do condutor; III – sistemas veiculares homologados que não dependam de uso de óculos ou dispositivos vestíveis.” *Colaborou André Fogaça

Grupo de pais da Itália enfrenta Meta e TikTok em tribunal de Milão por causa do uso de redes sociais por menores

Um grupo italiano de pais e diversas famílias enfrentaram a Meta e o TikTok nesta quinta-feira na primeira audiência de um processo que busca restringir o acesso de menores de idade às plataformas de redes sociais. A audiência ocorreu no tribunal empresarial de Milão e trata de uma ação coletiva movida pelo MOIGE, um movimento italiano de pais, junto a um grupo de famílias, contra as empresas proprietárias do Facebook, Instagram e TikTok. O processo pede que a Justiça de Milão obrigue as plataformas a adotar sistemas mais rígidos de verificação de idade para usuários menores de 14 anos. A ação também solicita que as plataformas removam algoritmos potencialmente manipuladores e forneçam informações transparentes sobre os possíveis danos causados pelo uso excessivo. O MOIGE afirmou que pretende proteger cerca de 3,5 milhões de crianças italianas entre 7 e 14 anos que, segundo o grupo, utilizam redes sociais de forma ilegal. O que dizem as empresas O TikTok afirmou que o processo ainda está em andamento e disse aplicar rigorosamente suas Diretrizes da Comunidade, incluindo regras voltadas à proteção da saúde mental e comportamental, além de remover proativamente mais de 99% do conteúdo que viola essas normas. “Também continuamos investindo em medidas de segurança para diversificar o conteúdo recomendado, bloquear buscas potencialmente prejudiciais e conectar usuários vulneráveis a recursos de apoio disponíveis”, disse um porta-voz do TikTok. A Meta afirmou discordar fortemente das alegações do MOIGE. “Sabemos que os pais se preocupam com a segurança de seus adolescentes online, razão pela qual estamos constantemente fazendo mudanças para ajudar a protegê-los”, disse a empresa em comunicado, mencionando suas Contas para Adolescentes e as proteções oferecidas por elas. “Defendemos nosso histórico e continuaremos fazendo mais para manter os jovens seguros”, acrescentou a Meta. União Europeia deve tomar medidas Em comunicado, o MOIGE afirmou que os advogados da Meta e do TikTok apresentaram objeções preliminares, questionando a competência e a jurisdição dos tribunais italianos para julgar a conduta das empresas. As companhias também contestaram novos documentos apresentados pela equipe jurídica do MOIGE, que, segundo o grupo de pais, demonstrariam que as empresas tinham conhecimento dos efeitos potencialmente nocivos de seus algoritmos sobre menores, incluindo mecanismos criados para aumentar o engajamento dos usuários. Os advogados do MOIGE argumentaram que os tribunais italianos têm total jurisdição sobre o caso, que classificaram como uma questão de saúde pública, e pediram aos juízes um procedimento acelerado diante dos supostos riscos às crianças. O tribunal deve definir um calendário para as próximas audiências em data futura. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta semana que o braço executivo da União Europeia está mirando práticas consideradas viciantes e prejudiciais adotadas por empresas de redes sociais em sua futura Lei de Equidade Digital. Em meio a iniciativas semelhantes na Austrália, França e Grécia, a Espanha anunciou em fevereiro planos para proibir o uso de redes sociais por adolescentes.

Advogado de Musk questiona credibilidade de Altman em julgamento da OpenAI


Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. Godofredo A. Vásquez/AP Photo Um julgamento que pode moldar o futuro da OpenAI entrou em sua fase final nesta quinta-feira (14), enquanto um advogado de Elon Musk tentou convencer o júri a responsabilizar os líderes da criadora do ChatGPT por transformarem a organização sem fins lucrativos em um veículo de enriquecimento próprio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Musk processa a OpenAI e seu presidente-executivo, Sam Altman, por suposta violação de confiança beneficente e enriquecimento ilícito, acusando-os de “roubar uma instituição de caridade” ao se afastarem da missão original da OpenAI de desenvolver inteligência artificial segura para beneficiar a humanidade. O homem mais rico do mundo afirmou que os réus da OpenAI o manipularam para que ele doasse US$ 38 milhões, apenas para depois criarem, sem seu conhecimento, uma empresa com fins lucrativos vinculada à entidade original sem fins lucrativos, além de aceitarem dezenas de bilhões de dólares da Microsoft e de outros investidores para expandir o negócio. A OpenAI afirmou que a organização se fortaleceu como entidade com fins lucrativos, incluindo a organização sem fins lucrativos que hoje é acionista da corporação, e que Musk simplesmente queria controle sobre a empresa. Vídeos em alta no g1 Credibilidade em jogo Em sua alegação final no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, o advogado de Musk, Steven Molo, questionou a credibilidade de Altman, citando depoimentos de que ele era visto como desonesto. O advogado pediu que os jurados usassem o “bom senso”. “A credibilidade de Sam Altman está diretamente em questão neste caso”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.” Ele também questionou a credibilidade do presidente da OpenAI, Greg Brockman, afirmando que ele e Altman não declararam de forma inequívoca, durante seus depoimentos, que eram honestos. Musk pede cerca de US$ 150 bilhões em indenização da OpenAI e da Microsoft, valor que seria destinado à entidade sem fins lucrativos da OpenAI para apoiar seus objetivos altruístas. Ele também quer que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos. Um executivo da Microsoft testemunhou que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI. A OpenAI compete com empresas de inteligência artificial como a Anthropic e a xAI, startup menor de Musk, e prepara uma possível oferta pública inicial (IPO) que pode avaliar o negócio em US$ 1 trilhão. A xAI de Musk agora faz parte da SpaceX, sua empresa espacial e de foguetes, que também prepara um potencial IPO bilionário. Advogados discutirão medidas enquanto o júri delibera A juíza distrital dos EUA Yvonne Gonzalez Rogers supervisiona o caso. Ainda não está claro quando o júri de nove pessoas começará as deliberações. Se não houver veredicto até segunda-feira, a juíza e os advogados retornarão ao tribunal nesse dia para discutir como a OpenAI deveria ser reestruturada e quais indenizações deveriam ser pagas caso Musk vença. Gonzalez Rogers definirá as medidas cabíveis e não concederá nenhuma reparação caso Musk perca. O julgamento ocorre em meio a preocupações crescentes do público sobre a inteligência artificial à medida que ela avança na sociedade. As pessoas usam IA para inúmeras finalidades, como reconhecimento facial, aconselhamento financeiro, jornalismo, diagnósticos médicos e criação de deepfakes nocivos. Muitos demonstram desconfiança em relação à tecnologia e temem que ela substitua empregos humanos. A sinceridade de Musk e Altman foi questionada A OpenAI foi fundada por Altman, Musk e outras pessoas em 2015, embora Musk tenha deixado o conselho da empresa em 2018. A sinceridade de Altman e Musk em relação às suas posições sobre a OpenAI e aos objetivos do negócio de IA tem sido uma questão central no julgamento, e nenhum dos dois saiu ileso. A OpenAI tentou demonstrar que até mesmo Musk apoiava a criação de uma empresa com fins lucrativos para arrecadar recursos destinados ao poder computacional e enfrentar rivais como o Google. A empresa também afirmou que Musk exigiu controle unilateral para garantir a continuidade de seu apoio. A tentativa de Musk, no ano passado, de comprar a OpenAI por meio de um consórcio liderado pela xAI também se tornou ponto de disputa, com a OpenAI tentando demonstrar que isso era incompatível com os objetivos alegados por Musk no processo. Os advogados de Musk tentaram retratar Altman e Brockman como interessados em enriquecer pessoalmente. Eles apresentaram depoimentos segundo os quais Altman possuía uma participação superior a US$ 2 bilhões em empresas que faziam negócios com a OpenAI, além da declaração de Brockman de que sua própria participação na OpenAI valia quase US$ 30 bilhões. Os questionamentos de Musk sobre a honestidade de Altman incluíram depoimentos sobre sua destituição do conselho da OpenAI em 2023, motivada por dúvidas sobre sua transparência. Altman foi reconduzido ao cargo em menos de uma semana. O ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, testemunhou ter reunido evidências para demonstrar um “padrão consistente de mentiras” por parte de Altman. O advogado de Musk também questionou se Altman tinha conflitos de interesse por causa de seu envolvimento em empresas que trabalhavam com a OpenAI. Altman afirmou não possuir participação acionária direta na OpenAI, embora tenha participação em um fundo que investe na empresa. Elon Musk e Sam Altman travam na Justiça batalha pela OpenAI Jornal Nacional/ Reprodução

Instagram vai alertar pais quando menores pesquisarem por suicídio e automutilação no Brasil


Ícone do Instagram em um smartphone. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração O Instagram anunciou nesta quinta-feira (14) que começará a alertar pais e responsáveis quando adolescentes procurarem "repetidamente" por termos relacionados a suicídio e automutilação na plataforma. Segundo a empresa, as notificações estarão disponíveis para responsáveis que ativaram a supervisão parental no Instagram. A Meta, dona da rede social, afirma que o recurso chegará ao Brasil na próxima semana e também será lançado na Índia e na União Europeia. A Meta explica que "a grande maioria dos adolescentes" não faz buscas relacionadas a suicídio e automutilação na rede social. Quando isso acontece, a plataforma bloqueia esse tipo de pesquisa e direciona o menor para canais de apoio, segundo a empresa. Os alertas, de acordo com a Meta, foram criados para que pais e responsáveis saibam quando pesquisas relacionadas a esses temas forem feitas pelos adolescentes. Vídeos em alta no g1 As notificações aos responsáveis serão enviadas por e-mail, SMS ou WhatsApp, dependendo das informações de contato disponíveis. O próprio app do Instagram também enviará o alerta. A função já estava disponível nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália.

EUA testam drones que podem neutralizar atiradores em escolas em menos de 1 minuto

Drone que pode neutralizar atiradores em teste nos Estados Unidos Ronaldo Schemidt/AFP Um atirador entra em uma escola dos Estados U...