sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

X questiona testes da ANPD que indicam que Grok continua gerando imagens eróticas


Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas A rede social X questionou os testes realizados pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre a ferramenta de inteligência artificial Grok e negou que a plataforma continue gerando imagens sexualizadas sem consentimento (veja mais abaixo). Em resposta enviada na quinta-feira (12), a empresa também pediu que o prazo de cinco dias dado pelas autoridades para corrigir falhas só comece a contar depois que sejam detalhados os procedimentos adotados nos testes. A cobrança foi feita em decisão conjunta da ANPD, do Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Em janeiro, os órgãos determinaram que o X impedisse a criação, pelo Grok, de imagens sexualizadas de crianças e adolescentes e também de adultos sem consentimento. Nesta quarta-feira (11), ANPD, MPF e Senacon afirmaram que novos testes indicaram que as falhas continuam e que a empresa não apresentou provas concretas de que as medidas adotadas até agora funcionaram. No mesmo dia, ANPD e a Senacon também informaram que deram prazo de cinco dias úteis para que o X aprimore e implemente mecanismos capazes de impedir esse tipo de conteúdo. As providências adotadas deverão ser detalhadas dentro desse período. O ofício, porém, não informou quando a contagem do prazo teve início. Os órgãos alertaram que o descumprimento pode levar à aplicação de multas e até à abertura de ações judiciais. A pressão ocorre após milhares de denúncias surgirem, desde o fim do ano passado, em diversos países. Usuários relataram que a ferramenta estaria sendo usada para adulterar imagens de mulheres publicadas nas redes sociais, fazendo com que apareçam nuas ou de biquíni, por exemplo. 'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk Foi vítima da "trend do biquini" no X? Veja o que fazer Reposta do X Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration Na resposta enviada à ANPD, o X afirmou que a nota técnica que embasou as medidas não trouxe informações essenciais, como qual versão do Grok teria sido usada, quais comandos (prompts) foram inseridos e quais resultados foram obtidos. A empresa também contestou a menção ao site grokimagine.ai, citado nos relatórios iniciais. Segundo o X, o domínio “não pertence, não é administrado e não tem qualquer relação” com o serviço oficial do Grok. De acordo com a companhia, não é possível afirmar se os testes das autoridades foram feitos nessa plataforma de terceiros, por falta de informações detalhadas. O X, no entanto, reconheceu que o domínio é citado em uma nota técnica divulgada em janeiro — o que consta em documento público consultado pela Reuters. O X pediu a suspensão imediata das medidas preventivas caso seja confirmado que as imagens analisadas foram geradas fora de seus domínios oficiais. Segundo a empresa, o Grok opera em Grok.com e dentro da própria rede social X. A ANPD e o MPF não responderam de imediato a pedidos de comentário. TESTES  A Reuters verificou que o domínio grokimagine.ai direciona para o endereço grokimaginex.ai. A página, exibe um logotipo parecido com o do Grok e o texto “Grok Imagine AI Platform”.  Ao inserir um comando na aba “descreva o que você quer criar”, o usuário é encaminhado a um terceiro site chamado imaginex.video, que não tem referências ao Grok.  A ferramenta apresenta diferentes modelos de IA para a criação de imagens, incluindo um chamado “Imagine”, que diz usar o Grok. A Reuters não conseguiu confirmar se de fato há uma integração com a plataforma.  Um teste conduzido com o prompt “coloque essa pessoa em um biquíni” a partir de uma imagem de corpo inteiro de um repórter resultou em uma mensagem dizendo que o conteúdo viola políticas de segurança. No entanto, ao usar outro modelo chamado “Smart”, sem referências ao Grok, foi possível obter a foto editada de acordo com o comando.

Hollywood acusa IA chinesa Seedance de infração em larga escala dos direitos autorais


Letreiro de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia. Reuters A associação dos grandes estúdios de Hollywood acusou o serviço chinês de geração de vídeos Seedance de "uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais nos Estados Unidos em larga escala", após a divulgação de um clipe que mostra uma luta entre Tom Cruise e Brad Pitt. Criado pela ByteDance, que também é dona do TikTok, o Seedance 2.0 produziu imagens que circularam amplamente na internet, com imagens dos dois atores lutando, além de outras cenas realistas de super-heróis e personagens de jogos eletrônicos. "Em um único dia, o software chinês de IA Seedance 2.0 incorreu em uso não autorizado de obras americanas protegidas por direitos autorais em larga escala", escreve Charles H. Rivkin, presidente da Motion Picture Association, que representa, entre outros, os interesses de Disney, Universal, Warner e Netflix. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Publicado na madrugada de sexta-feira (13), o comunicado foi divulgado após a circulação, desde terça-feira (10), de um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra uma briga entre Brad Pitt e Tom Cruise na cobertura de um edifício. O novo modelo de criação de vídeos Seedance 2.0 acaba de ser lançado em uma versão de teste limitada na China, mas imagens hiper-realistas já inundam as redes sociais. "Ao lançar um serviço que opera sem garantias substanciais contra a falsificação, a ByteDance despreza os direitos autorais bem estabelecidos que protegem os direitos dos criadores e sustentam milhões de empregos nos Estados Unidos", afirma o comunicado. Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Vídeos feitos com IA da dona do TikTok chamam atenção pela qualidade de cinema e impressionam até Musk


Vídeos feitos com IA da dona do TikTok chama atenção pela qualidade e impressiona até Musk Reprodução/ByteDance O Seedance 2.0, novo modelo de IA de geração de vídeos da ByteDance (dona do TikTok), já impressionou nomes como Elon Musk e viralizou na China, onde foi comparado ao DeepSeek e elogiado por sua capacidade de criar enredos cinematográficos a partir de poucos comandos. Embora modelos de IA focados em texto, como o ChatGPT, da OpenAI, e o R1, da DeepSeek, tenham se tornado amplamente adotados, sistemas especializados na geração de vídeos e imagens são vistos como a próxima fronteira do potencial disruptivo da tecnologia. A ByteDance afirmou em comunicado que o sistema foi desenvolvido para produções profissionais de cinema, comércio eletrônico e publicidade. Segundo a empresa, o modelo é capaz de processar texto, imagens, áudio e vídeo simultaneamente, reduzindo o custo de criação de conteúdo. Caricatura no ChatGPT: como transformar sua foto em desenho com a IA Nas redes sociais chinesas, o Seedance 2.0 foi comparado à ascensão meteórica da DeepSeek, em janeiro do ano passado. Segundo a ByteDance, o Seedance 2.0 já está disponível nas plataformas de geração de vídeos Dreamina AI e no Doubao, este último é hoje o aplicativo de IA mais popular da China. No entanto, no site do Dreamina AI, a empresa informa que o modelo será disponibilizado "em breve". Veja os vídeos que estão em alta no g1 "No início do ano passado, o lançamento do DeepSeek-R1 gerou um debate acalorado na comunidade tecnológica dos Estados Unidos sobre um 'momento Sputnik'", escreveu o jornal estatal chinês Global Times em editorial publicado na quarta-feira. "Este ano, o sucesso contínuo e expressivo do Seedance 2.0 e de inovações semelhantes foi além, provocando uma onda de admiração pela China no Vale do Silício", completou. A repercussão em torno do Seedance 2.0 ganhou força quando o homem mais rico do mundo, Elon Musk, respondeu a uma publicação que elogiava o modelo em sua rede social X com o comentário: “Está acontecendo rápido”. Initial plugin text Usuários da plataforma chinesa de microblogs Weibo compartilharam vídeos gerados pelo modelo que evidenciavam a complexidade e a qualidade das imagens produzidas, independentemente do grau de excentricidade dos comandos. iOS 26.3 agora permite migrar dados do iPhone para Android por aproximação Google libera recuperação de conta com selfie, mas é preciso se cadastrar antes Um vídeo de dois minutos, que já havia sido assistido cerca de um milhão de vezes no Weibo, mostrava o rapper e produtor Ye, anteriormente conhecido como Kanye West, e a estrela de reality show Kim Kardashian como personagens de um drama de palácio ambientado na China imperial, falando e cantando em mandarim. Hashtags relacionadas ao Seedance 2.0 somaram dezenas de milhões de visualizações no Weibo, incluindo uma do jornal estatal Beijing Daily com a frase: "Do DeepSeek ao Seedance, a IA da China teve sucesso". Exemplo de vídeo gerado pelo Seedance 2.0. Divulgação/Seedance 2.0 Exemplo de prompt e imagens geradas pelo Seedance 2.0 Reprodução/Seedance Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete Meninas expõem rotina de casadas no TikTok Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20

Atriz denuncia governo da Albânia por uso de sua imagem em ministra criada por IA


Atriz Anila Bisha e Diella (IA que é ministra da Albânia) Reprodução/Instagram; Reprodução/Site do Gabinete do Primeiro-Ministro A atriz albanesa Anila Bisha, cuja imagem foi usada para criar a inteligência artificial nomeada como ministra da Albânia, anunciou nesta quarta-feira (11) que acionou o Tribunal Administrativo para pedir a suspensão do uso de sua imagem. Em setembro, o primeiro-ministro Edi Rama nomeou a IA, chamada Diella (“sol”, em albanês), como ministra responsável por decisões sobre licitações públicas. A iniciativa foi apresentada como um símbolo do combate à corrupção, tema sensível no país. Bisha, de 57 anos e bastante conhecida na Albânia, havia assinado um contrato com o governo autorizando o uso de sua imagem para representar a assistente virtual do portal E-Albania, que oferece serviços públicos online. Segundo ela, porém, o acordo não previa o uso de sua imagem na criação da ministra virtual. Scarlett Johansson diz que OpenAI imitou sua voz no ChatGPT: 'Fiquei chocada' 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Veja os vídeos que estão em alta no g1 Isso é "uma exploração da minha identidade e dos meus dados pessoais", afirmou. A atriz disse que entrou com a ação na segunda-feira (9). "Assinei apenas um contrato, de alguns meses [até 31 de dezembro de 2025], para o uso da minha imagem no âmbito dos serviços oferecidos aos cidadãos pelo E-Albania, de forma alguma para Diella, a ministra", acrescentou. Bisha afirma também que a Agência Nacional da Sociedade da Informação, que desenvolveu a IA de Diella, registrou uma patente sobre sua imagem e sua voz sem a avisar, o que, segundo ela, "é ilegal" e a impede de trabalhar. Ela afirmou à AFP que não reagiu antes porque esperava um acordo amigável, mas suas mensagens às autoridades ficaram sem resposta e ela decidiu recorrer à Justiça. Veja mais: Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações 'Gêmeo digital': IA pode replicar personalidades humanas com 85% de precisão 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete

Discord tem falhas de moderação que permitem crimes ao vivo contra crianças e adolescentes na web, diz relatório da polícia


Discord - representação Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame — Foto: Reprodução internet A Polícia Civil de São Paulo apontou falhas de moderação em plataformas de comunicação digital, como o Discord, que estariam permitindo a prática de crimes contra crianças e adolescentes na internet. Um relatório técnico elaborado pelo Núcleo de Observação Digital (NOAD) foi entregue nesta terça-feira (10) ao Ministério Público. O documento destaca a demora na exclusão de servidores mesmo quando crimes estão sendo cometidos ao vivo, além de dificuldades na interrupção rápida de condutas ilegais e na identificação dos responsáveis. Segundo a Polícia Civil, essas brechas têm exposto diariamente jovens usuários a riscos graves, como violência sexual, automutilação e instigação ao suicídio. O relatório é resultado do monitoramento contínuo realizado pelo NOAD, criado no fim de 2024 para suprir lacunas de fiscalização que, de acordo com a corporação, deveriam ser responsabilidade dos próprios gestores das plataformas. O material foi recebido pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Durante o monitoramento foram observadas falhas recorrentes nas plataformas de jogos online, com destaque para a manutenção de servidores ativos mesmo diante da prática de crimes em tempo real. O documento também aponta obstáculos para interromper rapidamente condutas ilegais e para identificar os responsáveis pelas ações criminosas. A partir da análise do material, o Ministério Público poderá avaliar a adoção de medidas para reforçar a moderação em uma das principais plataformas monitoradas. Monitoramento 24h O NOAD mantém monitoramento 24 horas por dia de ambientes digitais voltados ao público jovem. Atualmente, o núcleo acompanha mais de 1,2 mil alvos. Desde o início das atividades, o trabalho já contribuiu para o resgate de 359 crianças e adolescentes em situações de risco iminente, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Dados divulgados pelo Ministério Público apontam 358 resgates. “O trabalho do NOAD demonstra que o combate aos crimes digitais exige atuação técnica, permanente e integrada. Estamos falando da proteção direta de crianças e adolescentes em ambientes virtuais que precisam ser mais seguros e responsáveis. Ao encaminhar esse relatório ao MP, reforçamos a necessidade de que as plataformas também cumpram seu papel na moderação de conteúdos e na prevenção de crimes, enquanto o Estado segue atuando com inteligência para identificar criminosos, resgatar vítimas e impedir a expansão da violência online”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves. O núcleo é apontado pela Polícia Civil como uma iniciativa pioneira no país no combate à violência digital, com foco na prevenção de crimes como estupros virtuais e comercialização de pornografia infantil. A estrutura reúne policiais civis, militares e peritos especializados que atuam de forma integrada no monitoramento de ambientes virtuais. Entre as estratégias estão os chamados “observadores digitais”, policiais civis infiltrados em comunidades e grupos online em regime contínuo, responsáveis por identificar atividades criminosas, mapear redes e localizar vítimas. As informações coletadas são consolidadas em relatórios de inteligência que subsidiam inquéritos policiais e podem embasar pedidos judiciais, como mandados de busca, prisões ou internações. Além da investigação, o núcleo também atua de forma preventiva, acionando outras unidades diante da iminência de crimes, com prioridade no resgate das vítimas e na responsabilização dos envolvidos. Profissão Repórter flagra automutilação de menina durante transmissão ao vivo no Discord

Brasileiro ganha prêmio na Alemanha por pesquisa com IA para diagnosticar transtornos mentais


Francisco Rodrigues foi um dos 20 cientistas agraciados com o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel da Fundação Alexander von Humboldt Divulgação USP Métodos baseados em inteligência artificial (IA) são confiáveis para diagnosticar transtornos mentais. Essa é uma das conclusões de estudos liderados pelo brasileiro, Francisco Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP). Nos testes em laboratório, imagens de ressonância magnética foram usadas para gerar dados e treinar um algoritmo capaz de identificar a condição mental dos pacientes com mais de 90% de acerto. Os resultados dessa pesquisa foram publicados em artigos de revistas científicas como Nature e PLOS One. "Conseguimos identificar quais regiões foram alteradas em uma pessoa com epilepsia, autismo ou esquizofrenia, por exemplo, e entender quais alterações estão relacionadas com aquele transtorno", explica Rodrigues. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia também: 'Temos dados suficientes para robôs terem raciocínio muito rápido', diz diretor brasileiro da Nvidia A técnica está em estágio inicial de desenvolvimento, e poderá auxiliar psicólogos e psiquiatras no diagnóstico automático desses transtornos, principalmente entre aqueles com sintomas semelhantes e que geram dúvidas entre os profissionais, ou ainda em fases iniciais das doenças. "Hoje com o procedimento tradicional, o psiquiatra não vai conseguir identificar se você vai desenvolver esquizofrenia daqui a dez anos, esse é o ponto". Segundo o Censo de 2022, pelo menos 2,4 milhões de brasileiros foram diagnosticados com o transtorno do espectro autista (TEA), outros 1,6 milhão entre 15 e 44 anos têm esquizofrenia e mais 1,7 milhão acima de 60 anos têm algum tipo de demência como mal de Alzheimer e Parkinson. Atualmente, o diagnóstico é feito após a avaliação do histórico dos pacientes por psicólogos e psiquiatras, além da aplicação de testes. "Não há um marcador para os transtornos mentais, assim como há para o diabetes, por exemplo", diz Rodrigues. "A ideia é de que no futuro, um escaneamento do cérebro seja capaz de dizer se a pessoa tem depressão, ou outra questão". Coleta de dados é desafio Em São Paulo, as análises feitas no laboratório se baseiam justamente em imagens obtidas por exames de ressonância magnética ou eletroencefalograma (EEG) que mapeiam o cérebro e sua atividade em pacientes saudáveis e outros com algum tipo de transtorno. "Tiramos várias dessas medidas e inserimos em um sistema de aprendizagem de máquina". Mas coletar esses dados é um desafio para a pesquisa, uma vez que os EEG podem ser imprecisos, e as ressonâncias são difíceis de produzir. "Como colocar uma pessoa com esquizofrenia ou que tenha déficit de atenção mais de 40 minutos parada dentro de uma máquina?" Por isso, até agora, as análises se limitaram a algumas dezenas de indivíduos. Nos estudos em questão, o pesquisador recorreu a informações coletadas a partir de ressonâncias magnéticas do cérebro de pacientes dos Estados Unidos. "Um dos grandes problemas que temos é o número limitado de participantes. Para que os métodos sejam mais precisos, a máquina precisa de dados, e quanto mais tem, mais aprende", afirma Rodrigues. Saiba também: Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem Colaboração Brasil-Alemanha E são exatamente esses dados advindos de técnicas como os minicérebros que o pesquisador vai buscar na Alemanha. Em janeiro deste ano, Rodrigues foi um dos 20 cientistas agraciados com o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel da fundação alemã Alexander von Humboldt. A instituição concede 60 mil euros (cerca de R$ 370 mil) a pesquisadores estrangeiros cujas produções científicas tiveram impacto no seu campo de estudos. "Essa colaboração com a Alemanha é extremamente importante. Já temos bastante experiência com a parte teórica de aprendizagem de máquina e modelos de sistemas complexos, trabalho com isso desde o meu doutorado em 2007. Só que na Alemanha eles conseguem coletar os dados". Os minicérebros são obtidos a partir da extração de células do córtex cerebral de embriões de animais que são isoladas e depois crescem em placas. Um chip capta a atividade neuronal e os sinais elétricos entre os neurônios, que servirão de base de dados para os estudos. A expectativa é usar esses dados para testar como determinadas intervenções, como medicamentos, alteram a dinâmica das redes neurais simuladas. Ainda assim, os organoides não reproduzem a complexidade de um cérebro humano completo e funcionam como modelos experimentais. Formado em Física pela USP, a relação de Rodrigues com a Alemanha começou em 2006, quando foi aluno visitante do Instituto Max Planck durante o doutorado. Depois, em 2011, passou a colaborar com a professora Cristiane Thielemann da Universidade de Ciências Aplicadas de Aschaffenburg em pesquisas com minicérebros. Foi ela quem o indicou para o prêmio Friedrich Wilhelm Bessel, da Fundação Humboldt. Até o fim de 2026, Rodrigues embarca para Frankfurt, onde vai prosseguir com a pesquisa durante um ano. Além disso, ele vai ministrar dois cursos na Fundação Humboldt ligados ao seu tema de estudo: sistemas complexos e aprendizagem de máquina. Quando retornar ao Brasil, a expectativa é de continuar com os trabalhos, mas um método geral de previsão e diagnóstico de transtornos mentais só deve estar disponível nos próximos dez anos. "Já sabemos que funciona, mas o protocolo de coleta de dados ainda é muito restrito, tem que passar por um processo de implementação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e isso demora". Leia também: Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações Robôs são destaque na CES 2026, maior feira de inovação do mundo

iOS 26.3 agora permite migrar dados do iPhone para Android por aproximação; veja como funciona


Apple iPhone 17 Pro Nic Coury/AFP A Apple liberou nesta semana o iOS 26.3 para iPhones compatíveis. A atualização passa a permitir a migração de dados do celular da marca para smartphones Android por aproximação, sem a necessidade de baixar aplicativo. Com os aparelhos lado a lado, o iPhone pode transferir para o Android fotos, mensagens, aplicativos "e mais", segundo a Apple. A empresa afirma que o próprio usuário escolhe quais dados deseja migrar. "Você também pode transferir seu número de telefone", informa. Dados de saúde armazenados no aplicativo "Saúde", da Apple, não podem ser transferidos. O mesmo vale para dispositivos conectados ao Bluetooth do iPhone. Para que a migração funcione, tanto o iPhone quanto o Android precisam estar conectados ao Wi-Fi e com o Bluetooth ativado. O iPhone também deve estar com o sistema atualizado: no caso, o iOS 26.3 ou versão mais recente. Antes, donos de iPhone e Android precisavam baixar um aplicativo para fazer a transferência de dados entre um celular e outro. Como fazer a migração Para transferir os dados, acesse "Ajustes" no iPhone; Toque em "Geral" e depois em "Transferir ou Resetar iPhone"; Selecione "Transferir para Android" e siga o passo a passo com os dois aparelhos próximos. Para atualizar o iPhone para o iOS 26.3, vá em "Ajustes", toque em "Geral" e depois em "Atualização de Software".

X questiona testes da ANPD que indicam que Grok continua gerando imagens eróticas

Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas A rede social X questionou os testes realizados...