segunda-feira, 2 de março de 2026

EUA usaram inteligência artificial Claude, rival do ChatGPT, em ataque ao Irã, diz jornal


Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã Os Estados Unidos usaram a ferramenta de inteligência artificial Claude na ofensiva militar contra o Irã no último sábado (28), revelou o jornal The Wall Street Journal. A informação foi confirmada pelo site Axios e pela agência de notícias Reuters. 💡 O Claude é um aplicativo parecido com o ChatGPT que responde a perguntas e comandos feitos por usuários. É possível conectar os sistemas que "raciocinam", também chamados de modelos de linguagem, a outros programas, permitindo que eles realizem funções mais complexas. O Comando Central dos EUA no Oriente Médio (Centcom), principal base do Exército americano na região, utiliza o Claude, mas se recusou a comentar como o assistente foi usado na atual operação, segundo o Wall Street Journal. Ainda de acordo com a reportagem, o Centcom integrou inteligência artificial em suas operações e costuma usar o Claude para fazer avaliações de inteligência, identificar alvos e simular cenários de batalha. Ataque ao Irã: entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Irã tem novo apagão de internet em meio a conflito com EUA e Israel Ataques dos EUA e Israel contra o Irã AP O Claude foi usado na operação contra o território iraniano enquanto os EUA travam uma batalha contra a Anthropic, empresa americana que criou a ferramenta. O presidente Donald Trump ordenou na última sexta-feira (27) que órgãos federais dos EUA deixassem de usar programas da Anthropic imediatamente. "O egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco, nossas tropas em perigo e nossa segurança nacional sob ameaça", afirmou Trump na sexta, em sua rede social. O governo americano está insatisfeito com a decisão da empresa de impedir o uso irrestrito de seus modelos de IA pelo Departamento de Guerra, também conhecido como Pentágono. A Anthropic tem desde 2025 um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) com o Pentágono para fornecer modelos de IA para uma série de aplicações militares. Mas há limites: eles não podem ser usados para vigilância em massa de cidadãos e sistemas de armamento autônomos. Entenda como EUA e Israel infiltraram o espaço aéreo do Irã e neutralizaram as defesas do país em poucas horas A empresa disse na quinta-feira (26) que, apesar da pressão, não permitiria o uso irrestrito de suas ferramentas pelo Departamento de Guerra. "Essas ameaças não mudam nossa posição: não podemos, em consciência, atender à sua solicitação". O diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, disse que os modelos foram usados pelos órgãos federais para defender o país, mas que a companhia estabelece uma linha ética em relação ao uso para a vigilância em massa de cidadãos americanos e para armas totalmente autônomas. Ele afirmou ainda que os sistemas de IA de vanguarda ainda não são confiáveis o bastante para lidar com armas letais sem haver um ser humano com o controle final. O Pentágono também usou o Claude na operação que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou em fevereiro o Wall Street Journal. A reportagem não detalhou como a inteligência artificial foi utilizada, mas disse que ela foi adotada em uma parceria do Pentágono com a empresa de dados americana Palantir Technologies. LEIA TAMBÉM: Data center da Amazon é atingido nos Emirados Árabes, e serviços ficam instáveis no Oriente Médio 'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026

Irã tem novo apagão de internet em meio a conflito com EUA e Israel


Entenda como EUA e Israel infiltraram o espaço aéreo do Irã e neutralizaram as defesas do país em poucas horas A população do Irã enfrenta desde o último sábado (28) um apagão de internet que reduziu o nível de conectividade do país a menos de 1% do normal. O bloqueio aconteceu após uma ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano. Com a internet praticamente indisponível, cerca de 90 milhões de pessoas no Irã têm dificuldades para se comunicar, destacou nesta segunda-feira (2) o NetBlocks, iniciativa que monitora o funcionamento da internet ao redor do mundo. O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, confirmou no sábado (28) à TV Globo que a internet no país foi cortada e que a diplomacia enfrentava dificuldades para se comunicar com os brasileiros na região (veja no vídeo abaixo). Ataque ao Irã: entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Embaixador do Brasil no Irã relata falta de internet e dificuldade de comunicação com brasileiros A medida limita a divulgação de incidentes no Irã e a participação cívica em um momento crucial para o país após o assassinato do aiatolá Khamenei em ataques aéreos dos EUA e de Israel, disse o NetBlocks. "Enquanto a maioria dos países se esforça para manter a conectividade em tempos de conflito internacional, o Irã silenciou novamente sua própria população", afirmou. A declaração faz referência a outros bloqueios de internet impostos pelo regime iraniano. O apagão anterior aconteceu no início de janeiro, em resposta aos protestos contra o governo que tomaram as ruas do país desde o final de 2025. Os níveis de conectividade também caíram para cerca de 1% do padrão e afetaram até mesmo o sinal da Starlink, internet via satélite que costumava continuar funcionando em situações como essa. Não há informações sobre a situação atual da Starlink no Irã. "Bloqueios são uma tática recorrente do regime, sendo que o caso anterior, em janeiro, durou várias semanas e mascarou graves violações de direitos humanos", destacou o NetBlocks. LEIA TAMBÉM: Data center da Amazon é atingido nos Emirados Árabes, e serviços ficam instáveis no Oriente Médio 'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026 Conectividade de internet no Irã em 2 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país Reprodução/NetBlocks Qual é o histórico do Irã com a internet? O primeiro bloqueio de internet imposto pelo regime iraniano aconteceu em 2019, após manifestantes tomaram as ruas por conta de um aumento nos preços da gasolina. O segundo aconteceu em 2022, em meio aos protestos após a morte de Mahsa Amini, que havia sido presa por supostamente não usar o véu islâmico de forma adequada. Na ocasião, a internet da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, foi uma das principais alternativas para manter a comunicação. Com o crescimento do serviço, o uso de suas antenas se tornou ilegal no país. Em 2025, o Irã acusou o WhatsApp de espionar usuários do país e contribuir com Israel. A Meta, dona do aplicativo, disse que as mensagens são criptografadas e não podem ser acessadas por ninguém além do remetente e do destinatário.

Apple lança iPhone 17e, celular mais 'barato' da linha; veja preços e detalhes


iPhone 17e, lançado pela Apple nesta segunda (2) Divulgação A Apple apresentou nesta segunda-feira (2) o iPhone 17e, um modelo mais simples em comparação aos outros da linha, com a promessa de um "preço acessível". A pré-venda do modelo no Brasil começa no dia 09 de março, com valores a partir de R$ 5.799 na versão com 256 GB de armazenamento. É o mesmo do iPhone 16e de 128 GB em 2025. A empresa está lançando o smartphone em três cores (preto, rosa e branco) e em duas versões de armazenamento: 256 e 512 GB. Com o lançamento do iPhone 17e, Apple também retirou de linha o iPhone 15, lançado em 2023. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Seu visual lembra o do iPhone 14, e ele traz recursos semelhantes aos do iPhone 17 convencional, lançado em setembro do ano passado. Preços do iPhone 16e no Brasil iPhone 17e (256 GB): R$ 5.799 iPhone 17e (512 GB): R$ 7.299 O iPhone 17e tem uma tela Super Retina XDR OLED de 6,1 polegadas — o mesmo tamanho do iPhone 16 — e conta com um notch na parte frontal, onde fica o sensor do Face ID para desbloqueio facial. Na câmera traseira, o aparelho mantém apenas uma lente, agora com 48 megapixels – a mesma do iPhone 16e. A câmera de selfies também permanece com a mesma resolução do smartphone anterior, com 12 MP. O processador que o equipa é o mesmo do iPhone 17 convencional: o A19 Bionic. A companhia adotou um modem com chip C1X, uma evolução do chip presente no iPhone 16e. Segundo a Apple, o C1X é duas vezes mais veloz que o C1 do iPhone 16e e comparável ao modem do iPhone Air. A fabricante diz ainda que a bateria do iPhone 17e "dura o dia inteiro" e pode ser carregada em até 30 minutos usando um cabo USB-C compatível com recarga rápida. O iPhone 17e, diferentemente do antecessor, passa a ser compatível com recarga rápida em fios e acessórios com o padrão MagSafe. iPhone 17e com acessórios compatíveis com MagSafe Divulgação

Data Center da Amazon é atingido nos Emirados Árabes e serviços de nuvem ficam instáveis no Oriente Médio


Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo As instalações de computação em nuvem da Amazon no Oriente Médio enfrentaram problemas de energia e conectividade nesta segunda-feira (2) após “objetos não identificados" atingirem seu data center nos Emirados Árabes Unidos. 💡 Computação em nuvem é uma tecnologia que permite armazenar dados e operar sistemas pela internet, em servidores remotos, sem a necessidade de computadores ou servidores próprios. (saiba mais). Os "objetos não identificados" provocaram um incêndio no domingo, o que levou as autoridades a interromperem o fornecimento de energia para dois conjuntos de data centers da Amazon no país. A restauração completa dos serviços ainda deveria levar várias horas, segundo a página de status da Amazon Web Services (AWS), unidade de serviços de nuvem da Amazon. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Problemas localizados no fornecimento de energia afetaram serviços da AWS tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no vizinho Bahrein, de acordo com a página. O Abu Dhabi Commercial Bank informou que suas plataformas e aplicativo móvel ficaram indisponíveis devido a uma interrupção regional de tecnologia da informação. No entanto, a empresa não relacionou a falha diretamente ao incidente envolvendo a AWS. Embora a Amazon não tenha identificado os objetos, o incidente ocorreu no mesmo dia em que o Irã lançou uma série de drones e mísseis contra países do Golfo, em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel que mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Se confirmado, o ataque à instalação da AWS nos Emirados Árabes Unidos seria a primeira vez que um data center de uma grande empresa de tecnologia dos Estados Unidos é tirado do ar por ação militar. O episódio também pode levantar questionamentos sobre o ritmo de expansão das big techs na região. Gigantes de tecnologia dos EUA vêm posicionando os Emirados Árabes Unidos como um polo regional de computação para inteligência artificial, necessária para operar serviços como o ChatGPT. A Microsoft afirmou, em novembro, que pretende elevar seu investimento total no país para US$ 15 bilhões até o fim de 2029 e que utilizará chips da Nvidia em seus data centers locais. “Em conflitos anteriores, adversários regionais como o Irã e seus aliados atacaram oleodutos, refinarias e campos de petróleo em países parceiros do Golfo. Na era da computação, esses atores também podem mirar data centers, a infraestrutura de energia que sustenta a computação e pontos críticos de cabos de fibra óptica”, afirmou na semana passada o centro de estudos Center for Strategic and International Studies, sediado em Washington. Microsoft, assim como Google e Oracle — que também operam instalações nos Emirados Árabes Unidos — não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters. A AWS informou que a recuperação total dos serviços ainda deveria levar “muitas horas” tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no Bahrein. A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas.

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