sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Abuso de crianças, mortes e danos psicológicos: o que o Senado dos EUA discute sobre a responsabilização das big techs


Na audiência realizada essa semana nos EUA, Mark Zuckerberg pediu desculpas a familiares de crianças e adolescentes afetadas por conteúdos de exploração sexual infantil disponibilizados nas redes sociais. Em audiência no Senado americano nesta quarta-feira (31), Mark Zuckerberg, pressionado, voltou-se aos pais de crianças afetadas por conteúdos de exploração sexual infantil disponibilizados nas redes sociais e pediu desculpas. "Desculpe por tudo que vocês passaram. Ninguém deveria passar pelas coisas que suas famílias sofreram." A audiência havia começado com com a exibição de um vídeo em que jovens relataram que foram vítimas de crimes sexuais nas redes sociais. E de familiares que falaram sobre a perda de seus filhos e ergueram, silenciosamente, fotos de crianças e adolescentes. Em entrevista ao podcast O Assunto desta sexta-feira (2), Kelli Angelini, advogada especialista em educação digital e autora do livro "Segredos da internet que crianças e adolescentes ainda são sabem", diz acreditar que o pedido de desculpas de Zuckerberg "não muda muito o que está por vir". "Não é possível saber qual é a intenção efetiva do pedido de desculpas. Se há realmente uma empatia com as famílias que tiveram vítimas, se tem alguma intenção por trás de diminuir a responsabilização ou legislação que vem a responsabilizar." Mas que "escancarar" o que está acontecendo com crianças e adolescentes em redes sociais em audiências como essa, nos EUA, alimenta o debate e as discussões sobre o assunto no mundo, inclusive no Brasil. No Sedado dos EUA, Mark Zuckerberg olha para familiares que levantam fotos de filhos vítimas de abusos e exploração sexual nas redes sociais REUTERS/Evelyn Hockstein "A gente ainda não tem legislações que tratem efetivamente da responsabilização das plataformas digital de um modo geral, especialmente no Brasil, mas o assunto está em debate mundial. [...] O que se pede hoje é a adoção de medidas para proteção dessas crianças e adolescentes e quando não adotadas, que elas sejam responsabilizadas pela omissão." Para Angelini, é preciso tratar do desamparo de crianças e adolescentes nas redes sociais para que elas estejam efetivamente protegidas de danos à saúde mental e à vida. "Hoje, o cenário é o seguinte: elas [big techs] estão lucrando com as crianças e adolescentes no uso das redes sociais, É lucrativo para ela." Ouça a íntegra do episódio. Advogada fala a respeito das cobranças para maior proteção de crianças nas redes sociais Redes sociais são incapazes de proteger crianças e adolescentes, afirma advogada 🔔 O g1 agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar O que você precisa saber: Mark Zuckerberg: desculpas a famílias afetadas por redes sociais Senado americano: cobra big techs sobre riscos a adolescentes Brasil: PF vê acusa manipulação de Google e Telegram contra PL Alexandre de Moraes: defende regulamentação das redes sociais PL das Fake News: projeto criminaliza notícias falsas na internet O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Carol Lorencetti, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Sarah Resende. VEJA CORTES DO PODCAST O ASSUNTO EM VÍDEO

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