quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

França planeja proibir redes sociais para menores de 15 anos


Adolescente utilizando o telefone celular Liam Shaw/Unsplash A França quer proteger as crianças da exposição excessiva às telas e propõe proibir as redes sociais para menores de 15 anos a partir de setembro de 2026, segundo um projeto de lei ao qual a AFP teve acesso. A iniciativa conta com o apoio do presidente Emmanuel Macron, que declarou no começo do mês que o Parlamento deve começar a debater a proposta a partir de janeiro. "Protegeremos nossas crianças e adolescentes das redes sociais e das telas", prometeu Macron na noite desta quarta-feira (31) durante seu discurso de Fim de Ano aos franceses, assegurando que terá um "cuidado especial" para que este projeto possa "chegar a bom termo". O projeto de lei indica que "muitos estudos e relatórios confirmam os riscos distintos causados pelo uso excessivo de telas digitais pelos adolescentes". As crianças com acesso ilimitado à internet estão expostas a "conteúdo inapropriado" e poderiam sofrer assédio digital ou experimentar alterações em seus padrões de sono, informou o governo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Austrália foi o 1º país a proibir as redes para menores de 16 anos Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que diz o Projeto de Lei O projeto de lei tem dois artigos: o primeiro estabeleceria como ilegal "a prestação, por parte de uma plataforma on-line, de um serviço de rede social para um menor de 15 anos". O segundo artigo propõe proibir o uso de celulares em escolas do ensino médio. Na França, desde 2018 é vetado o uso de telefones celulares em pré-escolas e centros de ensino médio, mas, até este ano, a proibição era raramente aplicada. No começo do mês, o Senado francês apoiou uma iniciativa para proteger os adolescentes do uso excessivo de telas e do acesso às redes sociais, que inclui a obrigação de contar com autorização parental para que crianças com idades entre 13 e 16 anos se registrem em redes sociais. A proposta do Senado foi remetida à Assembleia Nacional, que deverá aprovar o texto antes que possa se tornar lei. Veja mais: 'Não sabia o quanto minha filha era viciada': brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália

Por que geladeiras e espelhos podem ser 'vilões' do seu sinal de internet


Internet lenta? Veja como medir a velocidade e melhorar sua conexão Nem toda instabilidade no Wi-Fi é explicada pela qualidade do roteador. A posição do aparelho e a presença de determinados objetos ao seu redor também podem ajudar a explicar uma internet mais lenta. O roteador envia o Wi-Fi por meio de ondas eletromagnéticas. Mas o sinal pode sofrer interferências de aparelhos metálicos com motores, como geladeiras e micro-ondas, explicou ao g1 o analista de Produtos e Negócios da Intelbras, Diogo Millnitz. "Qualquer equipamento com motor que é ligado gera um campo eletromagnético. Ao gerar um campo eletromagnético, há uma interferência nessa região", afirmou. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Espelhos e vidros também podem ser "vilões" do sinal porque são capazes de mudar a direção das ondas do Wi-Fi. "O vidro tem uma refração, então, ele dispersa as ondas do Wi-Fi. O espelho consegue ser pior: ele tem a camada de vidro mais uma camada metálica, em que o sinal é totalmente dispersado e causa interferência na rede", disse Millnitz. Aparelho roteador de internet Unsplash/Compare Fibre Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália O ideal é deixar o roteador ao menos a 1 metro de distância de geladeiras, micro-ondas e grandes objetos de vidro, orientou o especialista (saiba mais abaixo). "A rede tem uma expansão no sentido de circunferência. O melhor cenário é quando o roteador é colocado no centro de onde o sinal Wi-Fi deve ser disponibilizado", explicou. Onde deixar o roteador? 📶 Coloque o roteador no ponto mais central e mais alto possível porque, assim, ele poderá alcançar uma área maior. 🛜 Mantenha o roteador a pelo menos um metro de distância de aparelhos com motores, como geladeiras e micro-ondas, que, quando estão ligados, geram campos eletromagnéticos capazes de prejudicar a rede Wi-Fi. 🧱 Evite manter o roteador perto de paredes muito grossas. Na mesma lógica, não deixe o roteador dentro de armários, por exemplo. 🌐 Nas configurações do roteador, configure o aparelho para operar na faixa de 5 GHz, que tem maior largura de banda, apesar de um alcance territorial menor. O padrão é a faixa de 2,4 GHz, que tem mais alcance, mas velocidades mais baixas – os roteadores das operadoras costumam suportar as duas bandas e indicar onde é possível fazer a alteração. 📡 Em locais grandes, um só roteador pode não ser suficiente para alcançar todo o espaço. Neste caso, roteadores mesh podem ser alternativas ao criar uma espécie de malha para espalhar o sinal.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Disney pagará US$ 10 milhões para encerrar processo por violação de privacidade infantil


Processo do governo dos EUA acusa Disney de promover publicidade e coletar dados sem consentimento em canal infantil Divulgação A Walt Disney Company concordou em pagar uma multa de US$ 10 milhões (cerca de R$ 55 milhões) como parte de um acordo para encerrar acusações de que violou leis de proteção à privacidade infantil. A informação foi divulgada nesta terça-feira (31) pelo Departamento de Justiça dos EUA. O processo movido pelo governo americano apontou que a Disney deixou de classificar conteúdos de vídeos no YouTube como direcionados a crianças. Como resultado, direcionou publicidade a esse público e coletou ilegalmente informações de crianças sem aviso e consentimento dos pais, violando a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Children’s Online Privacy Protection Act, COPPA, na sigla em inglês). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Departamento de Justiça destacou que conteúdo da Disney no YouTube é "extremamente popular", com bilhões de visualizações apenas nos EUA. Em setembro, a empresa também concordou em pagar US$ 10 milhões para encerrar acusações da Comissão Federal de Comércio (FTC) de que permitiu ilegalmente a coleta de dados pessoais de crianças que assistiam a vídeos voltados ao público infantil no YouTube, sem notificar os pais ou obter o consentimento deles. Leia também: Disney investirá US$ 1 bilhão na OpenAI e licencia mais de 200 personagens para IA de vídeos

Meta compra IA chinesa Manus, que ganhou fama de 'novo Deepseek'


Manus foi comprada pela Meta Reprodução A Meta anunciou nesta segunda-feira (29) que vai comprar a startup de inteligência artificial Manus, acelerando os esforços para integrar IA avançada em todas as suas plataformas. A Manus foi fundada na China mas possui sede em Singapura. Ela viralizou no início deste ano no X, após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma com muito menos instruções necessárias do que os chatbots de IA como o ChatGPT e o DeepSeek. Isso levou os comentaristas a chamá-la de a próxima DeepSeek da China, e ela foi aclamada pela televisão estatal chinesa. Que fim levou o DeepSeek? Fenômeno do começo de 2025 perde fôlego Agentes de IA são aposta de empresas, e quem domina pode ganhar até R$ 20 mil Meses depois, a empresa mudou sua sede para Cingapura, juntando-se a uma onda de outras empresas chinesas que fizeram o mesmo para reduzir os riscos decorrentes das tensões entre os Estados Unidos e a China. Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 A Manus, cujos produtos não estão disponíveis na China, afirma que o desempenho de seu agente de IA supera o do DeepResearch da OpenAI. Ela também tem uma parceria estratégica com a Alibaba para colaborar em seus modelos de IA. A Meta operará e venderá o serviço Manus e o integrará em seus produtos para consumidores e empresas, inclusive no Meta AI, informou a empresa. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas uma fonte com conhecimento direto do assunto disse que o negócio avalia a empresa entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. A Manus não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Gigantes da tecnologia, como a Meta, têm aumentado os investimentos em IA por meio de aquisições estratégicas e contratações de talentos, à medida que enfrentam a acirrada concorrência do setor. Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 REUTERS/Francis Mascarenhas

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil; vilã é a IA


Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Se você pretende comprar dispositivos eletrônicos, como celulares e notebooks, é bom preparar o bolso: esses produtos podem ficar mais caros em 2026, segundo especialistas ouvidos pelo g1. O motivo é a crise da memória RAM, componente essencial para o funcionamento desses produtos, que está em falta no mercado. O avanço da inteligência artificial está no centro dessa turbulência. Fabricantes têm direcionado investimentos e produção para chips mais avançados, usados em data centers de IA, o que reduziu a oferta de memórias tradicionais (entenda mais abaixo). 🤔 O que é a memória RAM Também chamada de Random Access Memory (RAM), essa tecnologia é responsável por guardar, de forma temporária, os dados que o dispositivo está usando naquele momento. Ao abrir um jogo ou app, as informações necessárias para ele funcionar ficam na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados; por isso, ela é conhecida como uma memória de curto prazo. Por exemplo, ao ler esta reportagem do g1 no celular, o conteúdo exibido na tela fica temporariamente guardado na memória RAM do aparelho. Outro exemplo é o recurso de copiar e colar: ao copiar algo na internet, o conteúdo fica guardado temporariamente na RAM até ser colado; depois, ele some. 💾 Entenda a diferença entre memória RAM e armazenamento A RAM é medida em Megabytes (MB) ou em Gigabytes (GB). Quanto mais GB, melhor será o desempenho do dispositivo. Um celular com 12 GB de RAM consegue executar mais tarefas ao mesmo tempo do que um com apenas 3 GB. Embora seja mais associada a celulares e computadores, a memória RAM está presente em uma série de outros dispositivos do dia a dia, como: 🤳 smart TVs; 📱 tablets; 🎮 consoles de videogames; ⌚ relógios inteligentes; 🧹 aspiradores robô; 🚗 carros; 🖨️ impressoras. 📊 Atualmente, três empresas lideram a produção global de memória RAM, segundo as agências Reuters e Bloomberg. São elas: SK Hynix (Coreia do Sul), Samsung (Coreia do Sul) e Micron (EUA). 🧠 Por que a IA é culpada pela crise? Data centers do Google AP/Google Muitas empresas têm investido pesado em chips de inteligência artificial e em grandes data centers, o que reduziu a disponibilidade de componentes para a fabricação de memória RAM, explica Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, uma das principais empresas do setor. Segundo Vizaco, as fabricantes passaram a priorizar memórias mais avançadas, usadas em data centers de IA, por serem mais lucrativas. Com isso, a produção de modelos mais antigos diminuiu, e os estoques encolheram. Elas estão reduzindo principalmente a produção da memória RAM DDR4, a quarta geração desse componente. O problema é que ela ainda equipa muitos eletrônicos e, com menos unidades no mercado, a escassez pode gerar dois efeitos, segundo especialistas: 👎levar empresas a vender produtos com menos memória do que o ideal; 💰 encarecer dispositivos, como citado no início da reportagem. O g1 pesquisou o preço de uma memória RAM DDR4 de 16 GB da linha Corsair Vengeance RGB Pro. Na plataforma de comparação de preços Zoom, o produto custava R$ 650 em 10 de novembro. A partir de 2 de dezembro, o valor passou a R$ 1.599, uma alta de cerca de 146%. Valor de memória RAM passou de R$ 650 para R$ 1.590 em poucas semanas. Reprodução/Zoom No Brasil, o consumidor pode sentir ainda mais no bolso por causa de fatores adicionais, como câmbio, impostos e custos logísticos, o que tende a tornar os reajustes mais agressivos, explica Márcio Andrey Teixeira, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e membro do IEEE. "Os produtos mais afetados tendem a ser os modelos de entrada e intermediários, que são justamente os que utilizam memória RAM DDR4", completa o especialista. Paulo Vizaco, da Kingston, afirma ainda que os consumidores podem passar a ver fabricantes entregando celulares com configurações mais simples, mas cobrando o mesmo valor que era praticado antes. O g1 procurou a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para comentar a situação, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Em um evento da Abinee com jornalistas, no início de dezembro, Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil, afirmou que "hoje, setores como o de tecnologia e o automotivo correm o risco de sentir esses impactos, especialmente a partir de 2026". "No passado, a escassez era pontual e ligada a problemas de produção em fábricas, agora temos um novo cenário devido à IA", completa Mauricio. 💾 Mas não é só memória RAM A crise também começou a atingir outros tipos de memória. Segundo a agência de notícias Reuters, até a High Bandwidth Memory (HBM), modelo de alto desempenho usado em data centers de inteligência artificial, já sente os efeitos. A Reuters afirma que os preços de alguns segmentos de memória mais que dobraram neste ano, com base em dados da empresa de pesquisa de mercado TrendForce. "As memórias de armazenamento, como HD (disco rígido), SSD (unidade de estado sólido, tipo de armazenamento mais rápido) e as usadas em celulares, também devem ser impactadas, pois compartilham a mesma cadeia produtiva", explica o professor Márcio Andrey Teixeira, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Memória RAM é uma características responsáveis por aumentar a velocidade do computador. Michal A. Valasek/FreeImages ⏳ E quando essa crise deve acabar? Essa é uma pergunta que nem os especialistas conseguem responder com precisão. A sensação é que ela vai durar entre 2026 e 2029. Paulo Vizaco, da Kingston, afirma que o cenário ainda é incerto. "Tudo é muito novo [o crescimento rápido da IA e o aumento da demanda]. Será preciso acompanhar o mercado com atenção", diz. "Os preços já subiram nas últimas semanas. No médio prazo, precisaremos acompanhar o comportamento do mercado para entender o que irá acontecer. Na Kingston, nosso planejamento de longo prazo atua justamente para minimizar esses problemas e manter o abastecimento no Brasil o mais estável possível durante esse período", diz Vizaco. Já a SK Hynix, empresa sul-coreana de chips, afirmou a analistas que a escassez de memória pode durar até o fim de 2027, segundo a Reuters. Um executivo do setor ouvido pela agência Reuters já adiantou que o problema deve atrasar futuros projetos de data centers. IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Nvidia conclui compra de US$ 5 bilhões em ações da Intel


Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA e a placa-mãe do computador REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração A Nvidia concluiu a compra de ações da Intel no valor de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões), consumando a transação anunciada em setembro entre as duas fabricantes de chips. O acordo é visto como um importante alívio financeiro para a Intel após anos de erros e expansões de capacidade de produção que drenaram suas finanças. ENTENDA: com compra, Nvidia se torna uma das maiores acionistas da rival Governo Trump também virou sócio da Intel De acordo com um comunicado divulgado pela Comissão Federal de Comércio dos EUA no início de dezembro, as agências antitruste dos EUA aprovaram o investimento da Nvidia na concorrente. O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

domingo, 28 de dezembro de 2025

Bombou no g1: Como youtuber descobriu que Zambelli estava foragida nos EUA a partir de um vídeo


Como um youtuber descobriu a localização de Carla Zambelli nos EUA Uma paisagem quase deserta — dois prédios ao fundo e algumas árvores — foi suficiente para um internauta identificar, com precisão, o ponto onde estava a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP, que estava foragida, em junho de 2025. Ao longo de dezembro, o g1 revisita as histórias mais malucas - e reais - publicadas em 2025. Veja o vídeo acima, leia o texto abaixo e explore outras reportagens no mapa ao final desta página. A matéria original foi publicada em junho. GIF Retrospectiva - Bombou no g1: Como youtuber descobriu localização de Zambelli, foragida nos EUA, a partir de vídeo Editoria de arte do g1 Em 3 de junho de 2025, Zambelli anunciou que havia deixado o Brasil, sem divulgar o destino. Horas depois, publicou um vídeo ao ar livre criticando um pedido de prisão apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A gravação, porém, não trazia indícios claros de onde havia sido feita. No dia seguinte, o criador de conteúdo carioca João Paschoal — conhecido como Geo Pasch — divulgou coordenadas apontando que o vídeo havia sido registrado no estacionamento de uma loja em Fort Lauderdale, na Flórida. A assessoria da deputada, então, confirmou que ela estava no local nos EUA. Paschoal é conhecido por transmissões ao vivo de GeoGuessr, um jogo que desafia os participantes a identificar locais ao redor do mundo apenas com imagens de ruas. Ao g1, ele explicou que aplicou ao vídeo de Zambelli o mesmo método usado nas partidas. Publicação do Geo Pasch Reprodução/X Alguns dos elementos que o ajudaram a restringir a busca foram: a placa de um veículo ao fundo, compatível com padrões dos Estados Unidos; a presença de palmeiras, indicando uma cidade costeira na região de Miami; o formato dos prédios — um com grandes sacadas e outro com estrutura semelhante à letra “K”. Como o vídeo havia sido publicado espelhado, o youtuber precisou inverter a gravação para as referências arquitetônicas ficarem visíveis corretamente. A partir daí, percorreu virtualmente a costa da Flórida usando imagens do Google Earth até encontrar os edifícios exibidos. O processo levou cerca de duas horas e resultou em uma publicação no X que superou 2,5 milhões de visualizações. Paschoal afirmou, na época, que não se tratava de um dos casos mais complexos, apesar da escassez de pistas aparentes. A fuga de Zambelli ocorreu em 25 de maio, dias após ela ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada deixou o país por terra rumo à Argentina e, de lá, embarcou para os Estados Unidos. No mesmo período, o ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva, bloqueou os passaportes, ordenou a inclusão do nome na lista vermelha da Interpol e o bloqueio de salários e perfis em redes sociais — medida que, segundo a decisão, respondia ao risco de fuga e à necessidade de garantir a aplicação da lei penal. Zambelli afirmou que buscaria tratamento médico e se afastaria do mandato. Em nota na época, classificou a ordem de prisão como “ilegal, inconstitucional e autoritária”. Jovem viraliza com raciocínio rápido em jogo de adivinhar localização de mapas Local na Flórida em que Carla Zambelli gravou vídeo Reprodução/Google

Desligar e ligar o roteador melhora a internet? Confira o que fazer contra Wi-Fi lento


Internet lenta? Veja como medir a velocidade e melhorar sua conexão Wi-Fi lento e que não chega a toda casa nem sempre é resultado de um problema na operadora de internet. E, em alguns casos, o problema pode ser resolvido com uma medida simples: reiniciar o roteador. Isso ajuda a 'zerar' a memória usada para gerenciar o tráfego da rede de internet e iniciar outra comunicação com os demais dispositivos, explicou ao g1 o analista de Produtos e Negócios da Intelbras, Diogo Millnitz. A lógica é parecida com a da reinicialização de computadores e celulares depois de um longo tempo ligados. Os aparelhos podem apresentar lentidão por estarem com muitas coisas sendo executadas. "Ao reiniciar o roteador, a gente libera memória que, às vezes, está sendo utilizada de forma indevida e produtor que estão puxando mais internet do que deveriam", disse Millnitz. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Conexão de internet, roteador Rawpixel.com/Freepik Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália E o ideal é manter o roteador cerca de 30 segundos ou 1 minutos fora da tomada antes de ligá-lo novamente, orientou o especialista. Esse período é necessário por conta do capacitor, peça no circuito interno do aparelho que tem a função de armazenar energia. Quando o roteador é desligado, ele continua com energia por alguns segundos. "Quando se fala em deixar fora da tomada por 30 segundos, é para ter a certeza de que vai estar desligado", disse. "Se colocar o cabo de novo [sem esperar], ele vai continuar ligado e não vai ter a reinicialização". Reiniciar o roteador ajuda a melhorar a comunicação dele com celulares, TVs e outros dispositivos, mas outras boas práticas podem ser adotadas para melhorar o alcance do Wi-Fi. Saiba mais abaixo. O que fazer para melhorar a conexão? 📡 A primeira ação a ser feita é garantir que o sinal chegará aos dispositivos. Se você estiver tentando usar uma rede sem fio, evite obstruções para o roteador e não deixe ele dentro de armários, por exemplo. Procure mantê-lo próximo dos aparelhos que serão usados para acessar a internet. 💻📱 Verifique também se há muitos dispositivos "pendurados" na rede com a ajuda de aplicativos como Wi-Fi Analyzer. Desconectar esses aparelhos da rede pode ajudar a melhorar a conexão. 🌐 Configure o roteador para operar na faixa de 5 GHz, que tem maior largura de banda, apesar de um alcance territorial menor. O padrão é a faixa de 2,4 GHz, que tem mais alcance, mas velocidades mais baixas – os roteadores das operadoras costumam suportar as duas bandas e indicar onde é possível fazer a alteração. Antes de adotar outras medidas, verifique se o problema não está com a operadora. É importante acionar a empresa e explicar o que acontece com a sua rede para não ter prejuízo desnecessário comprando aparelhos mais novos. Se, ainda assim a situação não for resolvida, pode ser necessário investir em equipamentos de rede mais modernos. Confira abaixo o que pode ser feito. 📶 Se não for possível deixar o dispositivo perto do roteador, considere adotar roteadores mesh, que criam uma espécie de malha para espalhar o sinal por toda a casa, incluindo as áreas em que ele não chega ou fica muito fraco. 🛜 Escolha um roteador com o padrão Wi-Fi 6, que suporta velocidades de internet mais altas e menores taxas de latência – o celular ou o computador também precisam ser compatíveis com o padrão. 🚀 Escolha roteadores com portas Gigabit, que alcançam velocidades de 1 gigabit por segundo. Modelos mais simples têm portas Fast, que têm limites de 100 megabits por segundo (10% da capacidade dos modelos avançados).

sábado, 27 de dezembro de 2025

Que fim levou o DeepSeek? Fenômeno do começo de 2025 perde fôlego em meio a suspeitas de chips proibidos e espera por novo modelo


DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial? A chinesa DeepSeek agitou o mercado no início de 2025 ao lançar um assistente capaz de rivalizar com o ChatGPT, da americana OpenAI (veja mais abaixo). Mas a febre inicial parece ter passado, e a nova concorrente não alcançou a mesma repercussão novamente. Em parte, isso acontece por conta da demora do lançamento do DeepSeek R2, nova geração do modelo de IA da companhia chinesa. Ele deveria ter chegado ao público em maio, mas foi adiado porque o CEO da empresa, Liang Wenfeng, estava insatisfeito com o desempenho, informou em junho o site The Information. O desenvolvimento do novo modelo também é um pouco mais lento porque a DeepSeek tem uma estrutura menor do que a de seus rivais, especialmente em relação aos chips usados para treinar sistemas desse tipo. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça DeepSeek e ChatGPT Reuters No início de dezembro, uma reportagem do The Information apontou que a empresa estava usando o chip banido Blackwell, da americana Nvidia, para treinamentos de IA. O chip Blackwell é apontado como um dos mais avançados da Nvidia e, por conta da corrida no setor de IA, os Estados Unidos proibiram sua exportação para a China. A Nvidia disse que não teve comprovação de que seus chips estavam sendo desviados. "Embora esse contrabando pareça improvável, investigamos qualquer informação que recebemos", disse a empresa para jornais americanos. Dias antes da reportagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que autorizaria a Nvidia a vender para a China os chips H200, de nível inferior ao dos chips Blackwell. Lançados no segundo trimestre de 2024, os H200 estão cerca de 18 meses atrás das tecnologias mais avançadas da Nvidia. Trump disse que os EUA permitiriam a venda do H200 para "clientes aprovados na China e em outros países, sob condições que garantam uma segurança nacional sólida". Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália Onda DeepSeek perde força O aplicativo do DeepSeek foi lançado em 20 de janeiro e, uma semana depois, ocupou o topo do ranking da App Store, da Apple. Mas desde então, não conseguiu chegar ao mesmo nível de interesse que o ChatGPT. Em termos de interesse em buscas, a empresa teve um crescimento após lançar seu aplicativo, mas não conseguiu manter o ritmo de buscas, apontam dados do Google Trends. Interesse por ChatGPT, DeepSeek e Gemini nas buscas do Google em 2025 A ferramenta ganhou espaço por ser vista como um rival do ChatGPT capaz de ter um desempenho parecido com um custo muito menor. Segundo seus desenvolvedores, o DeepSeek custou apenas US$ 5,6 milhões para ser construído. Por outro lado, a OpenAI investiu US$ 5 bilhões em 2024 com o ChatGPT. O lançamento fez gigantes americanas perderem mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado no que ficou conhecido como "momento Sputnik", em referência ao lançamento do satélite soviético em 1957 que pegou americanos de surpresa e deu origem à corrida espacial.

'Dá um CPF pra ela': brasileiros inundam Instagram de Anne Hathaway após menção a ‘Águas de Março’ e Gabriel Jesus


Anne Hathaway Reprodução/Instagram Mais uma vez, brasileiros fizeram jus à fama de emocionados nas redes sociais. Neste sábado (27), o Instagram da atriz norte-americana Anne Hathaway foi inundado por comentários após ela mencionar a música "Águas de Março" e o jogador de futebol Gabriel Jesus em uma lista de reflexões de fim de ano. A estrela de filmes como “O Diário da Princesa” e “O Diabo Veste Prada” contou que a canção composta por Tom Jobim e interpretada Elis Regina foi a mais ouvida por ela em 2025. Ela também classificou como “leitura obrigatória” a carta publicada neste mês pelo atacante brasileiro do Arsenal na plataforma Players’ Tribune. No texto, Gabriel Jesus fala sobre a lesão que enfrentou recentemente e relata como o apoio da família foi fundamental durante o processo de recuperação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lembra dele? Meme da Guiana foi o que mais bombou no Google em 2025; veja o top 10 Veja os vídeos que estão em alta no g1 No post, Hathaway ainda mencionou outros destaques do ano, "finalmente ter tempo para assar" e ter presenciado “a voz e a presença de palco do Sam Smith ao vivo no The Warsaw — meu Deus do céu”. A publicação faz parte de um carrossel que reúne imagens da neve e um vídeo de biscoitos. Veja abaixo. Initial plugin text 'Como não amar essa mulher' Cerca de três horas após a publicação, o post já somava mais de 143 mil curtidas e quase 2 mil comentários — a grande maioria de brasileiros. “Alguém dá um CPF pra ela”, “diva”, “como não amar essa mulher”, “te amamos”, “vem para o Brasil” e “ela nos invocou” foram algumas das mensagens mais repetidas na seção de comentários. Brasileiros inundam Instagram de Anne Hathaway após ela mencionar Gabriel Jesus e Águas de Março em retrospectiva do ano Reprodução/Instagram Brasileiros comentam em post de Anne Hathaway Reprodução/Instagram Veja mais: 'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição Por que suas fotos dos anos 2000 podem estar perdidas para sempre — e como preservar as atuais

China propõe regras para ferramentas de inteligência artificial que simulam humanos


China divulgou um conjunto de regras para reforçar a supervisão de IA projetadas para simular personalidades humanas Foto/ TJGO O órgão regulador cibernético da China divulgou neste sábado (26), para consulta pública, um conjunto de sugestões de regras para reforçar a supervisão a serviços de inteligência artificial (IA) projetados para simular personalidades humanas e envolver os usuários em interações emocionais. A medida ressalta o esforço do governo local para lidar com a rápida implantação da IA voltada ao consumidor, fortalecendo os requisitos éticos e de segurança. As regras propostas se aplicariam a produtos e serviços de IA oferecidos ao público na China que apresentam traços simulados de personalidade humana, padrões de pensamento e estilos de comunicação. Eles interagem com os usuários emocionalmente por meio de texto, imagens, áudio, vídeo ou outros meios. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A brasileira que viraliza traduzindo o caos da IA: 'As pessoas estão perdidas' A minuta estabelece uma abordagem regulatória exigindo que os provedores alertem os usuários contra o uso excessivo e intervenham quando os usuários mostrarem sinais de dependência. De acordo com a proposta, os provedores de serviços seriam obrigados a assumir responsabilidades de segurança durante todo o ciclo de vida do produto e estabelecer sistemas para revisão de algoritmos, segurança de dados e proteção de informações pessoais. A minuta também visa os possíveis riscos psicológicos. Espera-se que os provedores identifiquem os estados dos usuários e avaliem suas emoções e seu nível de dependência do serviço. Se os usuários apresentarem emoções extremas ou comportamento viciante, os provedores deverão tomar medidas necessárias para intervir, segundo o documento. As medidas estabelecem limites para conteúdo e conduta, afirmando que os serviços não devem gerar conteúdo que ponha em risco a segurança nacional, espalhe rumores ou promova a violência ou a obscenidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais: O ChatGPT está nos deixando burros? IA: 4 perguntas para se fazer antes de usar qualquer ferramenta de inteligência artificial

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Vídeo que você viu sumiu? Saiba como acessar o histórico no TikTok e no Instagram


Instagram e TikTok Reuters Sabe aquele vídeo do Instagram ou do TikTok que você assistiu e depois "sumiu" da sua timeline? Mesmo que pareça impossível achá-lo, a boa notícia é que é possível ver esse conteúdo novamente por meio do histórico dos aplicativos. O recurso foi lançado há pouco tempo no Instagram, em novembro deste ano. No TikTok, porém, a ferramenta já está disponível há mais tempo. A seguir, o g1 mostra como acessar o histórico de vídeos das duas redes sociais para conferir os conteúdos assistidos recentemente. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Instagram Toque no ícone do seu perfil (canto direito inferior); Clique no menu de três listras (canto direito superior); Selecione “Configurações e atividade”; Clique em “Sua atividade”; Escolha “Histórico de vídeos assistidos”. A lista mostra apenas vídeos assistidos nos últimos 30 dias e pode ser filtrada por data, período ou autor. TikTok Toque no ícone do seu perfil no TikTok (canto direito inferior); Clique no menu de três listras (canto direito superior); Selecione “Centro de Atividade”; Escolha “Histórico de vídeos assistidos”. No TikTok, é possível filtrar os conteúdos pela data da postagem. 'Perdi R$ 4 mil comprando uma água, diz vítima do golpe do cartão trocado Como é a lei da Austrália que proíbe redes sociais para menores de 16 anos Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

'Tudo o que sei sobre isso é contra a minha vontade': como silenciar palavras e perfis que tiram sua paz nas redes


Garota frustrada vendo redes sociais no celular Freepik 😤 Você abre o Instagram, o TikTok ou o X só para ver memes, mas acaba no meio de uma treta entre influenciadores, uma blogueira recém-separada gerando polêmica ou todo mundo comentando sobre uma cantora que você não suporta. 😇 Quer viver em paz nas redes? Spoiler: não é preciso excluir todos os aplicativos nem virar um monge digital. Um bom começo é silenciar o que não faz bem — de palavras a perfis inteiros. Nesta reportagem, o g1 mostra, passo a passo, como silenciar determinados assuntos e pessoas nas principais redes sociais — especialmente aquelas que funcionam com feed: Instagram TikTok X Facebook Veja os vídeos que estão em alta no g1 Instagram ✍️ Silenciar palavras e frases Abra o Instagram, vá até o seu perfil e toque no ícone das três barrinhas para acessar as configurações da conta. Desça a tela, toque em "Preferências de conteúdo" e depois em "Palavras e frases específicas". Adicione palavras, frases, hashtags ou emojis que tiram a sua paz e toque em "Adicionar" para salvar. 😠 Silenciar pessoas Se a ideia é silenciar uma pessoa, vá até o perfil dela e toque no botão "Seguindo". Em seguida, escolha o que deseja silenciar: "Posts", "Stories", "Promoções de story exclusivo", "Notas" ou "Balões de atividade sobre conteúdo". Lembrando que isso só é possível em contas que você segue. TikTok ✍️ Silenciar palavras e frases Entre no TikTok e toque em "Perfil". Depois, toque no ícone das três barrinhas para acessar as configurações. Em seguida, vá em "Configurações e privacidade", depois em "Preferências de conteúdo" e, por fim, em "Filtrar palavras-chave". Adicione as palavras ou frases que deseja restringir e escolha onde esses conteúdos não devem aparecer, como nas abas "Para você", "Seguindo", "Amigos" e em "Lives". 😠 Silenciar pessoas No TikTok, vá até o perfil da pessoa e toque no ícone de "Compartilhar"; Em seguida, toque em "Silenciar as publicações dessa pessoa/Silenciar suas atualizações". X ✍️ Silenciar palavras e frases Acesse o X e vá em "Configurações e privacidade", "Privacidade e segurança" e "Silenciar e bloquear"; Em seguida, toque em "Palavras silenciadas", em "Adicionar" e coloque as palavras que devem ser silenciadas. 😠 Silenciar pessoas Vá ao perfil da pessoa e toque no ícone de três pontinhos; Em seguida, clique em "Silenciar". Facebook 😠 Silenciar pessoas Quando o post do seu amigo aparecer no feed, toque no ícone de três pontinhos e, depois, em "Colocar [nome da pessoa] em modo Soneca por 30 dias"; Nesse caso, você deixará de ver as postagens da pessoa no feed por 30 dias. Depois, é necessário silenciar novamente. ✍️ Silenciar palavras e frases Acesse o Facebook pelo celular (no app) e toque em "Menu", "Configurações e privacidade" e "Configurações"; Em seguida, desça a tela até "Seguidores e conteúdo público" e, depois, toque em "Filtro de lista de bloqueio"; Por fim, coloque as palavras, frases e/ou emojis que devem ser ocultadas e toque em "Salvar". LEIA TAMBÉM: Meta começa a usar dados de usuários para treinar IA; veja como impedir Quem são os 'arquitetos da IA' que revista Time elegeu como Pessoa do Ano de 2025 Menores de 16 anos terão que vincular suas redes sociais com as de seus pais Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália 'Perdi R$ 4 mil comprando uma água, diz vítima do golpe do cartão trocado Entenda brecha no WhatsApp que expôs números de todos os usuários

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Como migrar os dados do celular velho para o novo


Pessoa usando um smartphone Jéshoots/Pexels Ganhou um celular de presente de Natal e precisa transferir os dados para o novo aparelho? O processo costuma ser bastante direto. 📲 O Guia de Compras separou as dicas de como fazer essa migração seguindo informações fornecidas pela Apple e pelo Google. ⚠️ Apesar de tanto a Apple quanto o Google dizerem que incluem a cópia de mensagens do WhatsApp, é recomendável seguir alguns passos adicionais antes da migração para não perder as mensagens. Saiba como fazer. 🤖 É mais simples transferir dados na mesma plataforma – de iPhone para iPhone e Android para Android. As migrações entre sistemas diferentes requerem alguns passos a mais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja as dicas a seguir. De um iPhone para outro iPhone Tela de Início Rápido do iPhone Reprodução Após essa fase, a transferência será concluída. Quando estiver na tela “Transfira Seus Dados”, toque em “Baixar do iCloud”. Continue no aparelho novo quando solicitado e insira o código de acesso (senha de desbloqueio da tela) do dispositivo antigo. Coloque o iPhone antigo ao lado do novo e siga os passos apresentados no dispositivo antigo. Vai aparecer uma imagem animada (um círculo) para ser fotografado pelo aparelho novo – veja na imagem a seguir. Ligue o novo aparelho. Uma tela com a mensagem “Olá” será exibida – siga as instruções até surgir a tela de Início Rápido. Conecte o celular antigo a uma rede wi-fi e ative o Bluetooth. Faça um backup do iPhone antigo em Configurações > Geral >Transferir ou Redefinir o iPhone. Desse modo, os dados não serão perdidos (a Apple promete deixar tudo pronto, mesmo se não houver espaço no iCloud para backup). ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Transferência de dados entre IPhone novo (à esquerda) e iPhone antigo (à direita) Henrique Martin/g1 De um Android para um iPhone No celular com sistema Android, baixe o aplicativo Migrar para iOS na Play Store. Ligue o iPhone novo e espere aparecer a tela de Início Rápido. Nessa tela, toque em "Configurar sem outro dispositivo˜ e continue seguindo as instruções. Escolha a opção “Migrar dados do Android”. No celular Android, abra o app Migrar para iOS e siga os passos indicados pelo aplicativo. No iPhone, toque em continuar quando aparecer a tela “Migrar do Android” e aguarde até um código ser exibido – insira esse código no celular Android. O iPhone criará uma rede Wi-Fi temporária. Quando solicitado, toque em Conectar para ingressar nessa rede no dispositivo Android. Em seguida, aguarde até que a tela "Transferir Dados" seja exibida. No celular com Android, selecione o conteúdo que deseja transferir e toque em "Continuar". Em seguida, mesmo que o Android indique que o processo acabou, não mexa nos celulares até que a barra de progresso do iPhone esteja concluída – a transferência completa pode demorar por conta da quantidade de conteúdo. Segundo a Apple, serão transferidos: contatos, histórico de mensagens, fotos e vídeos da câmera, álbuns de fotos, arquivos e pastas, configurações de acessibilidade, configurações de exibição, favoritos da web, contas de e-mail, mídia e mensagens do WhatsApp e calendários. Arquivos de música, livros e PDFs precisam ser transferidos manualmente. Aplicativos gratuitos que estejam disponíveis na Play Store e na App Store serão transferidos, mas não baixados – é preciso depois visitar a App Store no iPhone para baixar manualmente. De um Android para outro Android Basta carregar a bateria e ligar os dois aparelhos. Siga os passos mostrados na tela do celular novo, conecte-se à rede wi-fi e digite seu e-mail e senha da conta Google. Quando aparecer a opção de migração, escolha “Copiar apps e dados do dispositivo antigo”. Essa cópia deve ser feita por cabo USB-C ou restaurando de um backup do celular (faça em Configurações > Contas e Backup > Fazer backup dos dados (no Google Drive). Para terminar o processo, basta seguir as informações exibidas na tela. De um iPhone para um Android Samsung Galaxy S24 Ultra e iPhone 15 conectados por um cabo USB-C Henrique Martin/g1 O Google, que desenvolve o sistema operacional Android, recomenda usar o cabo do iPhone (Lightning ou USB-C) para transferir os dados. Desative o iMessage no iPhone, que combina mensagens de um sistema próprio da Apple com o SMS (mensagem de texto). Desse modo, os SMS recebidos durante a migração não serão perdidos. Ligue os celulares e conectar o iPhone antigo ao Android novo usando o cabo. Selecione os dados a serem transferidos, seguindo as instruções na tela. A transferência será feita automaticamente. Cheque o aplicativo Play Store (loja de apps do Google) para baixar aplicativos que podem não ter sido transferidos na migração. Em celulares da Samsung, o app Smart Switch é uma opção para a transferência dos dados. A migração, segundo o Google, inclui: contatos, fotos e vídeos, agenda, mensagens e conversas do WhatsApp, aplicativos e música. 📲 Antes de passar o celular antigo para a frente Com os dados restaurados no novo smartphone, não se esqueça de apagar todos os dados do aparelho antigo, restaurando ao padrão de fábrica antes de repassar a um amigo, parente ou revender o celular. Nos smartphones com Android, vá a Configurações > Gerenciamento Geral > Restaurar Dados de Fábrica e siga os passos indicados. No iPhone, ao final da migração para um novo aparelho, o sistema iOS mostra uma opção para formatar o aparelho e deixá-lo pronto para o próximo dono. A opção de restaurar o iPhone depois está em Configurações > Geral > Transferir ou Redefinir o iPhone. Está pensando em trocar de celular? Veja abaixo uma lista de aparelhos. Os smartphones custavam de R$ 2.200 a R$ 10 500 nas lojas da internet pesquisadas em dezembro. Apple iPhone 16e Apple iPhone Air Apple iPhone 17 Jovi V50 Motorola Razr 60 Ultra Oppo Reno 13 Samsung Galaxy A56 Samsung Galaxy S25 Edge Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Número de bilionários com menos de 30 anos que enriqueceram sem herança bate recorde, diz Forbes


O ano de 2025 marcou uma mudança no perfil dos super-ricos globais. De acordo com a revista Forbes, foi registrado o maior número já observado de bilionários com menos de 30 anos que construíram suas fortunas sem herança familiar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A lista reúne 13 jovens empreendedores que alcançaram patrimônios superiores a US$ 1 bilhão ainda na casa dos 20 anos — quase o dobro do recorde anterior, registrado em 2022, quando sete pessoas se enquadravam nesse perfil. 🔎 Entre os nomes deste ano está a brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, que aparece como a mulher mais jovem do mundo a atingir o status de bilionária sem herança, segundo o levantamento da revista. A empresária Luana Lopes Lara Fantástico/Reprodução 👉 O dado chama atenção não apenas pela quantidade de jovens bilionários, mas também pela rapidez com que essas fortunas foram formadas: entre novembro e dezembro de 2025, sete novos nomes passaram a integrar esse grupo. Esse avanço está ligado ao crescimento de setores que, há uma década, ainda eram inexistentes ou pouco desenvolvidos. Áreas como inteligência artificial, mercados de previsão e apostas online passaram a gerar empresas avaliadas em bilhões de dólares em poucos anos (e às vezes em poucos meses). A seguir, confira quem são os bilionários com menos de 30 anos que construíram fortunas próprias, com estimativas atualizadas até dezembro de 2025. 1. Alexandr Wang (28 anos) Fortuna: US$ 3,2 bilhões Origem da riqueza: Inteligência artificial Cofundador da Scale AI, empresa de rotulagem de dados usada no treinamento de modelos de IA. A Meta comprou 49% da companhia por cerca de US$ 14 bilhões. 2. Ed Craven (29 anos) Fortuna: US$ 2,8 bilhões Origem da riqueza: Apostas online Cofundador do cassino digital Stake.com, que ganhou escala durante a pandemia. 3. Surya Midha (22 anos) Fortuna: US$ 2,2 bilhões Origem da riqueza: Inteligência artificial Cofundador da Mercor, startup de recrutamento com uso de IA avaliada em US$ 10 bilhões. 4. Brendan Foody (22 anos) Fortuna: US$ 2,2 bilhões Origem da riqueza: Inteligência artificial Cofundador e CEO da Mercor. 5. Adarsh Hiremath (22 anos) Fortuna: US$ 2,2 bilhões Origem da riqueza: Inteligência artificial Cofundador e diretor de tecnologia da Mercor. 6. Fabian Hedin (26 anos) Fortuna: US$ 1,6 bilhão Origem da riqueza: Codificação com IA Cofundador da startup sueca Lovable, que permite criar sites e aplicativos com auxílio de inteligência artificial. 7. Michael Truell (25 anos) Fortuna: US$ 1,3 bilhão Origem da riqueza: Software de IA Cofundador da Cursor, empresa de edição de código com inteligência artificial. 8. Aman Sanger (25 anos) Fortuna: US$ 1,3 bilhão Origem da riqueza: Software de IA Cofundador da Cursor. 9. Sualeh Asif (25 anos) Fortuna: US$ 1,3 bilhão Origem da riqueza: Software de IA Cofundador da Cursor. 10. Arvid Lunnemark (26 anos) Fortuna: US$ 1,3 bilhão Origem da riqueza: Software de IA Cofundador da Cursor. 11. Luana Lopes Lara (29 anos) Fortuna: US$ 1,3 bilhão Origem da riqueza: Mercados de previsão Cofundadora da Kalshi, plataforma que permite apostas sobre eventos futuros, como eleições e indicadores econômicos. 12. Tarek Mansour (29 anos) Fortuna: US$ 1,3 bilhão Origem da riqueza: Mercados de previsão Cofundador da Kalshi. 13. Shayne Coplan (27 anos) Fortuna: US$ 1 bilhão Origem da riqueza: Mercados de previsão Fundador da Polymarket, plataforma que ganhou projeção após receber um investimento de US$ 2 bilhões da Intercontinental Exchange. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Governo Trump anuncia sanções contra grupos europeus que combatem discurso de ódio nas redes


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (23) sanções contra cinco personalidades europeias que defendem uma regulação severa da tecnologia e o combate à desinformação online, incluindo o ex-comissário francês Thierry Breton. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As ações destas pessoas, que tiveram a entrada proibida nos EUA, são similares a uma "censura" em detrimento dos interesses americanos, justificou o Departamento de Estado. "Por muito tempo, os ideólogos na Europa lideraram esforços organizados para coagir as plataformas americanas e punir os pontos de vista americanos com os quais não concordam", criticou o secretário de Estado, Marco Rubio, na rede social X. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A administração Trump não tolerará mais estes atos atrozes de censura extraterritorial", acrescentou. A medida tem como alvo Thierry Breton, ex-comissário europeu do Mercado Interno e responsável por liderar a regulação digital na Europa. O francês entrou em choque com empresários do setor de tecnologia, como Elon Musk, por fazer cumprir as normas da União Europeia. O Departamento de Estado descreveu Breton como "o cérebro" por trás da Lei de Serviços Digitais (DSA, sigla em inglês), legislação que impôs medidas de moderação de conteúdo e regras de proteção de dados às principais redes sociais. "Volta a soprar um vento de macarthismo?", questionou Breton em sua conta na rede social X, em uma referência à caça às bruxas anticomunista promovida pelo então senador americano Joseph McCarthy na década de 1950. "Um lembrete: 90% do Parlamento Europeu, eleito democraticamente, e os 27 Estados-membros aprovaram por unanimidade a DSA", acrescentou. "Aos nossos amigos americanos: a censura não está onde vocês pensam." As outras quatro pessoas afetadas pela proibição de entrada nos EUA são representantes de ONGs que combatem a desinformação e o ódio online no Reino Unido e na Alemanha. A lista inclui Imran Ahmed, fundador do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH, sigla em inglês), que entrou na mira de Musk após a aquisição do Twitter, rebatizado como X. Anna-Lena von Hodenberg e Josephine Ballon, da organização alemã HateAid, também são alvo da proibição. O Departamento de Estado afirmou que a entidade sem fins lucrativos tem a função de "reforçar" a DSA. O grupo de sancionados é completado por Clare Melford, que dirige a organização Global Disinformation Index (GDI). Em uma mensagem no X, o vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Estratégia Industrial, o francês Stéphane Séjourné, afirmou que "nenhuma sanção calará a soberania dos povos europeus". "Meu antecessor Thierry Breton atuou em nome do interesse geral europeu, fiel ao mandato recebido dos eleitores em 2019 (...) Total solidariedade a ele e a todos os europeus afetados", afirmou Séjourné. Jean-Noël Barrot, ministro francês das Relações Exteriores, afirmou que "as pessoas na Europa são livres e soberanas e não podem permitir que outros imponham as normas que se aplicam ao seu espaço digital". Ataque Desde que voltou à Casa Branca em janeiro, Trump promove uma ampla ofensiva contra as normas da UE sobre tecnologia que impõem regulamentações às plataformas, como a notificação de conteúdos problemáticos, que Washington considera uma violação da liberdade de expressão. O bloco europeu dispõe do arsenal jurídico mais poderoso do mundo para regular o âmbito digital. O governo dos Estados Unidos não gostou da multa de 140 milhões de dólares imposta pela UE no início de dezembro à rede social X, de Elon Musk, descrita por Rubio como um "ataque contra todas as plataformas tecnológicas americanas e contra o povo americano". De modo geral, Trump mantém a Europa no alvo. Em sua nova Estratégia de Segurança Nacional, o governo do republicano cita um "apagamento civilizatório" do Velho Continente. Washington também critica, sem distinção, as instâncias europeias "que minam a liberdade política e a soberania", as políticas migratórias e até mesmo "o colapso das taxas de natalidade". O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para a nação na Casa Branca em 17 de dezembro de 2025 Doug Mills/Pool via REUTERS

Celular Seguro completa 2 anos com quase 200 mil bloqueios e melhorias contra fraudes; veja como se proteger


"Celular Seguro" completa dois anos e é ampliado O aplicativo Celular Seguro recebeu 197.800 pedidos de bloqueio de aparelhos por roubo, furto, perda e outros tipos de ocorrência até terça-feira (23), informou ao g1 o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O alerta de ocorrência no Celular Seguro permite bloquear o aparelho, a linha telefônica e aplicativos de bancos e instituições financeiras (veja como usar ao final). A ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública completou dois anos na última sexta-feira (19) e tem 3.730.728 usuários registrados. Desde o lançamento, incorporou mais medidas de combater fraudes. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Celular Seguro Darlan Helder/g1 Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália No início de dezembro, o Celular Seguro oficializou a possibilidade de o bloqueio ser pedido por todos, até mesmo quem não se cadastrou no aplicativo. A mudança estava sendo avaliada no último ano e foi confirmada após o ministério identificar que 80% dos alertas são de quem se cadastrou no app após a ocorrência. Com a mudança, será possível emitir o alerta na versão web ou no aplicativo até 15 dias após a ocorrência. Mas "quanto mais rápido a pessoa acionar o Celular Seguro, melhor", orientou o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto, em entrevista à TV Globo. "Deixamos a nossa recomendação para que não façam esse cadastro depois porque, nesses minutos que levam para fazer esse novo cadastro ou para, enfim, acionar o Celular Seguro, pode ser que haja nesse momento aí fraudes nos aplicativos financeiros", disse o secretário. Em julho, o aplicativo ganhou um recurso de consulta à situação de um aparelho antes de comprá-lo. A busca reúne informações de diferentes órgãos e ajuda consumidores a evitar a aquisição de aparelhos roubados, furtados ou extraviados. E, em abril, o ministério passou a enviar mensagens de WhatsApp para números ativados em celulares com alertas de roubo, furto ou perda. As notificações são automáticas e orientam usuários a comparecerem à delegacia para regularizar a situação. Como usar o Celular Seguro Baixe o aplicativo do Celular Seguro para Android ou iPhone (iOS) Faça o login com a conta gov.br Clique em "Registrar telefone" Selecione "Cadastrar telefone" Insira os dados do celular (número, operadora, marca) e, se quiser, uma pessoa de confiança Clique em "Cadastrar" Para indicar uma pessoa de confiança, clique em "Pessoas de confiança" na tela inicial e, depois, em "Cadastrar contato". Insira os dados e confirme em "Cadastrar". Para notificar roubo, furto ou perda: Clique em "Emitir alerta"; Selecione "Meus Telefones", para ocorrências relacionadas aos que você cadastrou, ou "Telefones de Confiança", para os de seus amigos; Escolha o número do celular e clique em "Alerta"; Informe dados sobre a ocorrência (data, hora, tipo, estado e cidade); Clique em "Emitir". ❓ COMO SABER SE CELULAR É ROUBADO? O Celular Seguro também permite verificar se o celular que você pretende comprar é roubado roubo ou furto. Para isso, clique em "Celulares com Restrição" na tela inicial do aplicativo, insira o IMEI do aparelho e clique em "Consultar IMEI". Governo começa a enviar mensagens para celulares roubados

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Onde está o Papai Noel? Sites acompanham viagem do bom velhinho em tempo real


Site FlightRadar24 'monitora' voo do trenó do Papai Noel Reprodução/FlightRadar24 O Papai Noel inicia nesta quarta-feira (24) sua volta ao mundo para distribuir presentes, e sites na internet mostram sua jornada em "tempo real". Pelo menos três páginas se dedicam a “acompanhar” a trajetória do bom velhinho durante o Natal. Um deles é o Santa Tracker do Google, que conta com um mapa com a localização do Papai Noel e permite acessar diversos jogos natalinos. Ao longo do mês de dezembro, ele indicou uma contagem regressiva até a decolagem do trenó, com o relógio zerando à 0h desta terça. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A partir desse momento, é possível seguir o Papai Noel e a entrega de presentes em todo o mundo. O site tem ainda a seção "Guia para a família", que mostra mais detalhes sobre as criações da empresa para o Natal. LEIA MAIS: Uva-passa: como a fruta mais polêmica do Natal é produzida Peru leva a fama, mas a ceia de Natal é com perua; entenda 'Siga o Papai Noel', do Google Reprodução/Google A plataforma de monitoramento de voos FlightRadar24 também conta com um serviço chamado “Santa tracker”, que “acompanha em tempo real” a viagem do trenó do Papai Noel pelo mundo, da mesma forma que exibe as trajetórias dos aviões e aeronaves. A origem e o destino do Papai Noel são os mesmos: Polo Norte. O registro da “aeronave” é sugestivo: “Hohoho”. Outro site que cumpre a missão de acompanhar o Papai Noel é o Norad Tracks Santa, do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad), do governo dos Estados Unidos. Além do rastreamento por imagem, o Norad também oferece, desde 2002, uma central telefônica sobre o Papai Noel, atendendo ligações do mundo inteiro para informar a localização exata do bom velhinho. Site 'Norad Tracks Santa', do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad), do governo dos EUA Reprodução/Norad Tudo começou há 70 anos, com a publicação errada do telefone do Papai Noel em um anúncio de jornal da loja de departamentos Sears, no Colorado. O número indicado era, na verdade, o do telefone do Norad. O coronel Harry Shoup, oficial de plantão naquele dia, ficou sem jeito ao ser perguntado por uma criança se era o Papai Noel. Para não decepcioná-la, ele entrou na brincadeira e, desde então, o comando militar organiza uma operação voluntária para atender as crianças ansiosas com a chegada do trenó de presentes.

Apple terá que liberar lojas rivais da App Store para usuários no Brasil


App Store James Yarema/Unsplash A Apple deverá permitir que usuários de iPhone comprem e baixem aplicativos em lojas rivais da App Store, disse nesta terça-feira (23) o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A decisão faz parte de um processo administrativo em que o órgão apura acusações de práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS, sistema operacional da Apple (saiba mais abaixo). Ela foi tomada após a Apple propor um Termo de Compromisso de Cessação (TCC), um acordo em que empresas se comprometem a interromper práticas que geraram suspeitas sobre condutas anticompetitivas. Nesta terça, o Tribunal do Cade formou maioria para homologar a proposta feita pela Apple. Depois da homologação, o processo será suspenso até o cumprimento das obrigações pela empresa. ❓ O QUE ACONTECE AGORA? Com o acordo, aplicativos de iOS serão liberados a fazer transações financeiras em meios alternativos ao sistema de pagamentos da Apple no Brasil. As duas opções deverão ser exibidas lado a lado para os usuários. A Apple terá até 105 dias para implementar as mudanças. Depois disso, as regras valerão durante três anos a partir de quando entrarem em vigor os novos termos da empresa para desenvolvedores. Ainda segundo o Cade, os termos poderão ser revisados se ficar provado que as medidas não estão alcançando o objetivo de promover a concorrência. Em caso do surgimento de novos cenários, avisos deverão ter redação neutra e não poderão dificultar a experiência dos usuários. O acordo também estabelece a estrutura de taxas a serem cobradas pela Apple e prevê medidas para diminuir riscos associados ao público infantil. Processo contra a Apple A investigação contra a Apple no Cade começou em dezembro de 2022, depois de uma denúncia do Mercado Livre que apontou possível abuso de posição dominante na distribuição de aplicativos para iPhone. Em novembro de 2024, a Superintendência-Geral do Cade abriu um processo administrativo e impôs medida preventiva que obrigava a Apple a permitir que desenvolvedores e usuários escolhessem outros sistemas de pagamento para compras em aplicativos. Em maio de 2025, o Tribunal do Cade analisou o recurso da Apple, mas manteve a medida preventiva. Em junho de 2025, a Superintendência-Geral do Cade recomendou a condenação da Apple depois de a sua apuração revelar um conjunto de ações restritivas ligadas à venda de conteúdos digitais dentro do ecossistema da Apple. Em julho de 2025, a Apple iniciou um processo de acordo, o que levou à suspensão do prazo de cumprimento da medida preventiva. Agora que o acordo foi aprovado, a Apple terá que encerrar o processo judicial que buscava tornar nula a medida preventiva do Cade. Em caso de descumprimento total do acordo, a Apple poderá pagar ser multada em até R$ 150 milhões, e o Cade poderá retomar a investigação e a medida preventiva.

Por que suas fotos dos anos 2000 podem estar perdidas para sempre — e como preservar as atuais


Segundo estimativas recentes, calcula-se que cerca de 5,3 bilhões de fotografias digitais sejam tiradas todos os dias no mundo Getty Images via BBC No meu aniversário de 40 anos, pedi aos meus amigos e familiares um único presente: fotos minhas do início dos meus 20 anos. Minha própria coleção de imagens dessa época — aproximadamente entre 2005 e 2010 — é terrivelmente pequena. Existe um vazio entre os meus álbuns de fotos impressos da época da faculdade e minha pasta do Dropbox (serviço de armazenamento em nuvem) com registros dos meus primeiros anos como mãe. Tudo o que consegui encontrar daquela época foi um punhado de fotos de baixa resolução, em que apareço em um bar fazendo algo estranho com as mãos. E o resto? Ficou para trás por causa de um computador quebrado, contas de e-mail e redes sociais inativas e um mar de pequenos cartões de memória e pendrives perdidos no caos de várias mudanças internacionais. É como se minhas lembranças não passassem de um sonho. Descobri que não sou a única. No início dos anos 2000, o mundo passou por uma transição repentina e drástica da fotografia analógica para a digital, mas levou um tempo para encontrar um armazenamento fácil e confiável para todos aqueles novos arquivos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como não perder fotos e vídeos para sempre? Guia indica onde guardar arquivos 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta Hoje em dia, seu smartphone envia cópias de segurança das fotos para a nuvem assim que elas são tiradas. Muitas imagens capturadas durante a primeira geração de câmeras digitais não tiveram a mesma sorte. Conforme as pessoas trocavam de aparelhos e os serviços digitais surgiam e desapareciam, milhões de fotos se perderam no caminho. Há um buraco negro no registro fotográfico que atravessa a sociedade. Quem tinha uma câmera digital naquela época provavelmente perdeu boa parte das imagens quando deixou de usá-la. Mesmo hoje em dia, os arquivos digitais são muito menos permanentes do que parecem. Mas, se você tomar as medidas certas, ainda é possível proteger suas fotos atuais do mesmo esquecimento. Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália Neste ano, comemora-se o 50º aniversário da fotografia digital. A primeira câmera digital era um equipamento volumoso e pouco prático, que mais parecia uma "torradeira com uma lente", como explicou seu inventor, Steve Sasson, à BBC. Décadas se passaram até que as câmeras digitais se tornassem um produto de consumo viável, mas, no início dos anos 2000, praticamente todos os meus conhecidos tinham uma. Tiramos milhares de fotos e as compartilhamos em álbuns online com nomes como "Terça à Noite!" ou "Viagem à Nova York — parte 3". Mas será que alguém do meu círculo teria essas imagens 20 anos depois? Quando perguntei, descobri que pouquíssimos as guardaram. Todos enfrentavam os mesmos problemas que eu. Como podia haver tão pouco material de um período tão repleto de fotos? Ao observar nossa relação com as fotografias, o intervalo entre 2005 e 2010 se revela como um microcosmo da Era da Informação. É uma vida inteira de inovação, rupturas e acesso condensado em apenas cinco anos da cronologia da história humana. A revolução digital O ano de 2005 foi um bom momento para quem usava câmeras digitais. Naquele ano, o avanço da tecnologia digital derrubou as vendas de câmeras analógicas, segundo dados da Associação de Produtos de Câmera e Imagem (Cipa, na sigla em inglês). A concorrência acirrada reduziu o preço das câmeras digitais compactas básicas a ponto de torná-las compras por impulso. A qualidade dos equipamentos também melhorou rapidamente, dando a alguns consumidores uma desculpa para atualizar suas câmeras compactas uma ou até duas vezes por ano. Pense nisso: durante um século, a fotografia pessoal foi um processo lento e deliberado. Tirar fotos custava dinheiro. Cada rolo de filme rendia um número limitado de fotos. E se você quisesse ver suas fotos, tinha que gastar tempo revelando o filme ou pagar um laboratório para fazer o trabalho, e depois repetir todo o processo se quisesse cópias impressas. No entanto, a partir de 2005, todas essas barreiras ruíram num piscar de olhos. Logo, os consumidores estavam produzindo milhões de fotos digitais por ano. Mas o que parecia uma época de abundância fotográfica foi, na prática, um momento de extrema vulnerabilidade. Cartões SD, pendrives e discos rígidos externos eram as formas de armazenamento preferidas na década de 2000 Getty Images via BBC "[Os consumidores] não tinham consciência do que não sabiam", afirma Cheryl DiFrank, fundadora da My Memory File, empresa que ajuda clientes a organizar bibliotecas de fotos digitais. "A maioria de nós não dedica tempo para compreender de fato as novas tecnologias. Simplesmente descobrimos como usá-las para atender às nossas necessidades imediatas... e resolvemos o resto depois." Segundo DiFrank, na época as pessoas não tinham consciência de que não conseguiriam "resolver o resto mais tarde". A memória do consumidor médio estava espalhada de forma precária por uma ampla gama de tecnologias portáteis de primeira geração, vulneráveis a perdas, furtos, vírus e à obsolescência: câmeras, cartões SD, discos rígidos, pendrives, câmeras Flip Cam, CDs e um emaranhado de cabos USB que funcionavam com alguns dispositivos, mas não com outros. Ao mesmo tempo, os laptops começaram a superar os computadores de mesa pela primeira vez na história. As pessoas passaram a armazenar e visualizar fotos apenas nesses aparelhos, que, infelizmente, também eram mais fáceis de quebrar ou perder. As vendas de câmeras digitais dispararam em 2005, atingiram o pico em 2010 e depois despencaram, segundo a Associação de Produtos de Câmera e Imagem. O iPhone da Apple foi lançado em 2007, e os telefones celulares logo revolucionaram por completo a então nascente explosão da fotografia digital. Os consumidores rapidamente adotaram a nova tendência fotográfica, muitas vezes sem se deter em proteger as fotos que já haviam feito. O 'buraco negro' A dor de perder fotos é algo pessoal para Cathi Nelson. Em 2009, seu computador e o disco rígido externo de backup foram roubados de sua casa. Como na época ainda não havia serviços de armazenamento em nuvem acessíveis, ela perdeu para sempre grande parte das memórias de sua família. Ironicamente, Nelson agora ganha a vida ajudando outras pessoas a recuperarem suas fotos perdidas. Naquele mesmo ano, Nelson fundou a organização The Photo Manager, que reúne profissionais especializados em organizar acervos de fotos digitais. Naquela época, as coleções de fotos já estavam tão desorganizadas que havia uma enorme demanda por ajuda profissional, diz ela. "As pessoas estão sobrecarregadas pelas opções, pela tecnologia e pela quantidade de dados", escreveu Nelson em um relatório técnico sobre o problema. Os membros da Photo Manager estão constantemente ajudando seus clientes com o "buraco negro" digital de 2005-2010. "Vejo isso repetidamente, essa coisa toda do 'buraco negro' digital", diz Caroline Gunter, integrante do grupo. "Houve um período, do início dos anos 2000 até 2013, em que era muito difícil para as pessoas se organizarem e muitas fotos acabaram se perdendo." Nelson, Gunter e outros membros da organização contam que recuperam imagens pixeladas de bebês feitas em celulares Nokia com teclado físico, resgatam fotos armazenadas em CDs e enfrentam o atendimento ao cliente de sites de álbuns online, como Snapfish ou Shutterfly. "Nossos membros sempre dizem que este é o único trabalho que fazem em que as pessoas choram quando recebem tudo de volta", afirma Nelson. Ao mesmo tempo, ocorreu outra mudança radical: a livre troca de fotos online. Não só tínhamos a capacidade de gerar milhões de fotos, como também podíamos compartilhá-las com toda a humanidade, de uma forma que parecia muito mais permanente do que realmente era. Em 2006, a plataforma de redes sociais MySpace era o site mais popular dos Estados Unidos e, para muitos, tornou-se o serviço preferido para compartilhar e armazenar fotos. Seu reinado, porém, durou pouco. O Facebook foi lançado em 2004 e, em 2012, já contava com mais de 1 bilhão de usuários. O MySpace logo caiu no esquecimento, deixando para trás inúmeras fotos e outras lembranças digitais. Em 2019, o MySpace anunciou que 12 anos de dados haviam sido apagados devido a uma falha acidental no servidor. A empresa afirmou que "todas as fotos, vídeos e arquivos de áudio" publicados antes de 2016 foram perdidos para sempre — toda uma geração de imagens perdida no tempo. No entanto, o MySpace não era o único centro de armazenamento de fotos. Empresas como a Kodak, a Shutterfly, a Snapfish, a rede de farmácias Walgreens e muitas outras empresas também investiram em serviços de fotos online. Os clientes recebiam galerias de fotos online gratuitas, e as empresas podiam gerar receita com impressões e brindes. Inicialmente, o modelo foi um sucesso estrondoso. A Shutterfly, por exemplo, abriu seu capital em 2006 com uma oferta pública inicial de grande repercussão, que arrecadou US$ 87 milhões (aproximadamente R$ 430 milhões). Perdidas para sempre O restante do que ocorreu ficou para os livros de história e para os estudos de caso das escolas de negócios. A Kodak, por exemplo, entrou em processo de falência — embora a empresa tenha ressurgido anos depois. A Shutterfly adquiriu todas as fotos da Galeria Kodak EasyShare, mas minha experiência pessoal mostra que isso não foi uma boa notícia para minhas imagens. Para transferir as fotos da Kodak EasyShare para a Shutterfly, era necessário vincular as duas contas — uma tarefa que nunca concluí, apesar dos vários e-mails enviados pela Shutterfly me incentivando a fazê-lo. Os e-mails de marketing da empresa prometiam aos clientes que as fotos jamais seriam apagadas. Algum tempo depois, porém, ao acessar minha conta, descobri que as imagens estavam arquivadas e inacessíveis. Um porta-voz da Shutterfly afirmou que minha história é conhecida e que a empresa fez todo o possível para auxiliar os clientes na transição para a Kodak. No entanto, infelizmente, algumas fotos se tornaram irrecuperáveis ​​com o tempo. A Kodak lançou muitos modelos de câmeras digitais nas décadas de 1990 e 2000 Getty Images via BBC A Shutterfly ainda mantém parte dessas imagens, mas a empresa não as libera. Segundo um porta-voz, não é possível acessar, baixar ou compartilhar fotos armazenadas na Shutterfly a menos que se faça uma compra a cada 18 meses. Posso usar essas fotos para criar um produto como um calendário fotográfico, que a Shutterfly vende com prazer, mas não consigo acessar meus arquivos a menos que faça compras regulares. É quase como se minhas memórias estivessem sido sequestradas. "O que as pessoas não compreendem é que um dos maiores custos dos negócios online é o armazenamento", afirma Karen North, professora da Escola de Comunicação Annenberg da Universidade do Sul da Califórnia (Estados Unidos). "Havia tanto entusiasmo com as novas tecnologias que não se deu atenção real — muito menos atenção pública — à necessidade de um modelo de negócios sustentável." Na década de 2000, o custo do armazenamento digital era consideravelmente maior do que é hoje. O armazenamento em nuvem externa para as empresas estava apenas começando a surgir naquela época, e muitas empresas precisavam construir e manter seus próprios servidores, o que era um gasto enorme. Os consumidores produziam milhões de fotos digitais, mas, a longo prazo, as empresas online não conseguiam arcar com os custos de armazená-las, afirma North. "No início dos anos 2000, havia a ideia de que tudo o que fosse colocado na internet deveria ser gratuito", diz North. "Todos vivíamos nossas 'segundas vidas' de graça. O Gmail era gratuito. Hoje, ao olhar para trás, fica claro como uma pequena taxa de assinatura da Kodak ou de qualquer um desses sites poderia ter protegido nossas lembranças." O que aconteceu, em vez disso, foi que os consumidores passaram a pagar um preço diferente: todas aquelas fotos carregadas e compartilhadas rapidamente (mas não impressas ou armazenadas em um disco rígido externo) entre 2005 e 2010 ficaram seriamente comprometidas. "Estamos maravilhados com toda essa coisa grátis", diz Sucharita Kodali, analista de mercado varejista da Forrester Research. "Ninguém se pergunta: 'O que acontecerá daqui a cinco ou dez anos?' Perdemos completamente nossa capacidade de pensamento crítico porque fomos deslumbrados pela internet gratuita." As soluções atuais de armazenamento de fotos podem parecer mais permanentes, mas, segundo especialistas como Nelson, os riscos continuam os mesmos. "Psicologicamente, as pessoas não entendiam a diferença entre dados digitais e uma fotografia física", diz Nelson. "Pensamos que estamos vendo uma fotografia real. Mas não estamos. Estamos vendo um monte de números." Você pode segurar uma foto na mão, mas os dados estão a apenas um clique de desaparecer. Como proteger suas fotos "Tudo se resume à redundância", afirma Nelson. "Corremos um risco muito maior hoje do que quando as fotos eram simplesmente impressas." Se os consumidores dependerem demais da nuvem, o destino de suas fotos estará nas mãos de uma empresa que pode falir ou decidir apagá-las completamente. "Ou veja o meu exemplo do roubo de um disco rígido externo, que eu considerava o backup ideal", acrescenta Nelson. "É por isso que a redundância é fundamental." Especialistas em gerenciamento de imagens costumam seguir a chamada regra do 3-2-1 para o armazenamento de fotos. A lógica é manter sempre três cópias de cada imagem: duas guardadas em mídias diferentes (como a nuvem e um disco rígido externo) e uma terceira cópia armazenada em um local físico separado, como um HD deixado na casa de um parente. Essa é a melhor proteção contra falhas tecnológicas e desastres naturais. Aprendi essa lição da pior forma. Hoje, salvo todas as fotos que recebo por SMS ou e-mail no meu dispositivo, que tem backup automático no Google Fotos. Uma vez por mês, faço backup do Google Fotos no meu HD externo. Também é uma boa ideia editar suas fotos diariamente. Sentir que você tem um número administrável de fotos significa que você tem mais chances de estar no controle. "O volume [de fotos] atualmente é insano", diz Gunter. "A seleção de fotos é o que está causando problemas para as pessoas, porque elas não têm tempo. Elas simplesmente continuam acumulando bagunça." No meu aniversário de 40 anos, recebi alguns tesouros que nunca tinha visto antes. Havia uma foto minha com o cabelo incrivelmente curto; o futon estranho que não conseguimos vender e acabamos deixando na calçada; os azulejos de um banheiro que já não existe; bolsas enormes e desnecessárias. Encontrei até um vídeo granulado do meu cachorro, gravado com um celular antigo, no qual uma amiga diz estar apaixonada por "um cara qualquer" — o mesmo cara com quem ela se casou 15 anos depois. Há algo que hoje sabemos e que naquela época não sabíamos: as redes sociais, ou qualquer serviço online, podem não ser guardiãs confiáveis de nossas fotografias. Cabe a nós assumir a responsabilidade real por nossas memórias e reduzir os riscos envolvidos.

VÍDEO: nova imagem mostra momento em que foguete lançado do Brasil vira 'bola de fogo'


Nova imagem mostra explosão do 1º foguete comercial lançado do Brasil O primeiro foguete comercial lançado do Brasil explodiu pouco depois da decolagem, nesta segunda-feira (22), e a missão foi interrompida. O voo não era tripulado. Uma nova imagem feita com drone mostra o momento exato em que o foguete sul-coreano HANBIT-Nano se desfaz no ar e se transforma em uma "bola de fogo" após partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O registro também mostra destroços caindo após a explosão (veja o vídeo acima). 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As imagens foram feitas pelo youtuber Pedro Pallotta, do canal Space Orbit, que estava no Maranhão e acompanhava a missão ao vivo. "O foguete explodiu. Alguma coisa estourou. Tivemos cerca de 40 segundos de voo", disse Pedro em sua transmissão própria. "Esse tipo de coisa acontece. Lançamentos podem dar certo ou errado", completou. Ao fundo, enquanto Pedro fala, é possível ouvir algumas explosões, mas não há confirmação se os ruídos têm relação com o foguete. Momento em que foguete HANBIT-Nano em missão no Brasil. Reprodução/Pedro Pallotta/Space Orbit O foguete decolou às 22h13 do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Durante a transmissão oficial da Innospace, empresa responsável pela missão, foi exibida a mensagem "We experienced an anomaly during the flight" ("Vivenciamos uma anomalia durante o voo"). Pouco depois, o sinal foi interrompido, procedimento comum quando a missão não é concluída com sucesso. O vídeo da transmissão acompanhou a trajetória do foguete por pouco mais de um minuto. Duas câmeras estavam localizadas nos estágios do foguete. Em um momento, o foguete consegue chegar a Mach 1, que é quando a velocidade de um objeto espacial ultrapassa a velocidade do som. Em seguida, o HANBIT-Nano segue em direção à orbita da Terra, até que chega a MAX Q, que é quando um objeto espacial alcança a maior intensidade da força aerodinâmica até chegar a atmosfera. Logo depois, a transmissão foi cortada pela Innospace, impossibilitando acompanhar o resto do voo. Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão Explosão será investigada Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foram enviadas ao local para avaliar os destroços e a área do impacto. A FAB informou que investiga o que provocou a explosão do foguete. O CEO da Innospace, Kim Soo-jon, divulgou nesta terça-feira (23) uma carta pedindo desculpas por não ter conseguido concluir o lançamento a partir do Brasil. "Durante esse processo, não houve qualquer dano a pessoas, embarcações, instalações terrestres ou outros bens externos. Todos os procedimentos e controles de segurança do lançamento foram executados conforme projetado, dentro do sistema de segurança estabelecido de acordo com os padrões internacionais, incluindo os órgãos aeronáuticos brasileiros", disse na carta. De acordo com a empresa, após a identificação da "anomalia", foi adotado o procedimento de queda controlada do veículo dentro da zona de segurança terrestre, prática prevista nos protocolos de segurança. O foguete levava a bordo experimentos científicos e dispositivos tecnológicos que seriam usados em pesquisas desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. Arte: Por que Alcântara? Arte/g1 FAB investiga o que provocou a queda do primeiro voo comercial a ser lançado no país Alemã se torna 1ª cadeirante a participar de voo espacial Análise do cocô: novo dispositivo 'lê' suas fezes e pode ajudar na detecção de doenças

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Bombou no g1: Argentino silencia caixa de som em praia brasileira com dispositivo ilegal


Bombou no g1: Argentino polemizou usando aparelho ilegal para calar caixa de som na praia Em janeiro, bombou nas redes o vídeo de um turista argentino “desligando” caixas de som em uma praia brasileira como quem aperta um botão mágico. Ele usava um bloqueador de sinal que corta a comunicação entre o celular e o aparelho. Ao longo de dezembro, o g1 revisita as histórias mais malucas - e reais - publicadas em 2025. Veja o vídeo acima, leia o texto abaixo e explore outras reportagens no mapa ao final desta página. A matéria original foi publicada em janeiro. Dispositivo usado por argentino para silenciar caixa de som em praia é ilegal no Brasil Reprodução/X Embora não se saiba em qual praia a cena ocorreu, no vídeo é possível ouvir uma música brasileira. Em resposta a uma pessoa no X, o turista, chamado Roni Bandini, menciona ter visitado Salvador e Fortaleza. Esse tipo de aparelho não é homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para comercialização no Brasil, a não ser em casos envolvendo órgãos públicos específicos (veja as exceções). Por isso, de maneira geral, sua venda e uso são proibidos no país, segundo um especialista em tecnologia e segurança. O g1 também tentou contato com Roni Bandini, mas não obteve retorno. Initial plugin text "O aparelho mostrado no vídeo emite um sinal Bluetooth intenso na direção da caixa de som, gerando interferência na comunicação com o celular. Essa interferência impede que a caixa receba o sinal do celular com qualidade e o decodifique para reproduzir o som da música, resultando no silêncio", explicou Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks. Questionado à época sobre a possibilidade de o equipamento bloquear caixas de som com CDs e pendrives conectados, ou rádios FM sintonizados, o turista afirma que isso não é possível. Isso ocorre porque o dispositivo funciona exclusivamente como um bloqueador de sinal Bluetooth, ou seja, é necessário que haja uma comunicação por ondas entre o celular e a caixa de som para que o aparelho tenha efeito. O que é o aparelho e por que ele é ilegal no Brasil? Aparelho usado por turista para "desligar" caixas de som Bluetooth Reprodução/Medium Em uma publicação na plataforma Medium, o turista reconhece que o uso do aparelho pode interferir em outros equipamentos que operam na frequência de 2,4 GHz e admite que, dependendo do país, "afetar o funcionamento desses dispositivos pode ser ilegal". Dispositivos de Wi-Fi, automação residencial (IoT), telefones sem fio, consoles de videogame e drones são alguns dos aparelhos que usam a frequência de 2,4 GHz para se comunicar. "Essa técnica, conhecida como jamming, consiste em dificultar ou interromper comunicações sem fio ao gerar uma forte interferência na mesma frequência utilizada pelos dispositivos. O equipamento responsável por essa interferência é chamado de jammer", explica Ayub. VEJA TAMBÉM Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT  Segundo ele, um jammer não é um aparelho homologado, o que torna sua venda proibida no Brasil. Essa tecnologia esteve no noticiário no caso da aeronave da Embraer, abatida no Cazaquistão, no dia 25 de dezembro de 2024. Com mais de 60 pessoas a bordo, o avião sofreu interferência no GPS e oscilou de altitude por 74 minutos, apontou o site de monitoramento Flighradar24. Segundo Ayub, forças militares fazem jamming de GPS para dificultar a comunicação de mísseis e drones com o satélites de geolocalização e impedir o voo desses equipamentos bélicos. O especialista explica que, de acordo com a legislação vigente no Brasil, a compra, venda, entrada no país e uso de qualquer aparelho que emita sinal Bluetooth devem ser homologados pela Anatel. Atualmente, inúmeros dispositivos usam comunicação Bluetooth e precisam de homologação na Anatel. Alguns deles são celulares, fones de ouvido, teclados e mouses sem fio, relógios inteligentes, câmeras fotográficas e filmadoras, drones, entre outros. "Esse regulamento tem como intenção justamente impedir que aparelhos diferentes criem interferência entre si", completa o especialista. Questionada pelo g1 sobre o tema, a Anatel destacou a Resolução n° 760, que estabelece que apenas algumas entidades públicas podem usar esse tipo de tecnologia (que bloqueia sinais de radiocomunicações), desde que com a anuência da Anatel. São elas: Presidência da República; gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; Ministério da Defesa; Ministério da Justiça e Segurança Pública; Ministério das Relações Exteriores; Forças Armadas; Agência Brasileira de Inteligência; órgãos de Segurança Pública de que trata o art. 144 da Constituição Federal (algumas polícias); órgãos de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal; órgãos de Administração Penitenciária dos Estados e do Distrito Federal.

Como é o jato executivo mais rápido do mundo, capaz de voar sem escalas para quase todo o planeta


Como é o jato executivo mais rápido do mundo Alcance a praticamente todo o planeta, espaço para 19 passageiros e cinco cômodos à disposição: estes são alguns dos atrativos do jato executivo mais rápido do mundo. Batizado de Global 8000, ele é produzido pela canadense Bombardier e alcança velocidade de 0,950 Mach, equivalente a cerca de 1.160 km/h. O modelo superou o G700, da americana Gulfstream, que atinge 0,935 Mach (ou 1.145 km/h). Segundo a Bombardier, o Global 8000 é a aeronave civil mais rápida do mundo desde o Concorde, que saiu de operação em 2003. O novo modelo também faz viagens ainda mais longas, de até 14.816 km de distância, enquanto o G700 é capaz de percorrer até 14.353 km. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Global 8000, jato executivo mais rápido do mundo Chad Slattery/Bombardier Como é o Global 8000 por dentro O Global 8000 é um jato executivo de alcance ultralongo. A partir de São Paulo, por exemplo, ele pode fazer um voo para chegar a praticamente todo o planeta, com exceção de parte da Ásia e da Oceania. Como as viagens podem ser longas, a aeronave tem várias especificações para aumentar o conforto dos passageiros e combater os efeitos do jet lag. As medidas incluem um sistema de iluminação de cabine personalizado, poltronas mais confortáveis e uma pressurização de cabine que faz passageiros se sentirem no topo de um arranha-céu mesmo estando em altitudes muito mais elevadas. A fabricante também promete experiência de luxo nos cinco cômodos do Global 8000: entrada, área de recepção com cozinha, lavabo com janela, suíte privativa para a tripulação e guarda-roupas para passageiros e equipe; clube, espaço com quatro poltronas, mesas retráteis e TV de 24 polegadas; sala de conferência, ambiente de reunião e refeições para até seis pessoas com mesa ajustável; sala de entretenimento, área com sofá-cama para três pessoas, TV grande e sistema de som premium; suíte, área com poltrone, cama de tamanho integral, guarda-roupa amplo, TV de 32 polegadas, guarda-roupa adicional e banheiro privativo com chuveiro. Ainda segundo a Bombardier, o Global 8000 consegue alcançar 30% mais aeroportos sem escalas, totalizando mais de 2.000 destinos, um recorde para uma aeronave desse tipo. O Global 8000 recebeu em novembro o certificado do órgão de aviação do Canadá. No início de dezembro, entrou em serviço com a entrega da primeira unidade. Na última sexta-feira (19), o modelo certificado pela Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês). Agora, a fabricante aguarda aprovação do órgão regulador da União Europeia. LEIA TAMBÉM: Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo Qual é o segredo dos aviões que conseguem ficar mais de 18 horas no ar? Conheça o Overture, projeto de avião supersônico para substituir o Concorde Global 8000, jato executivo mais rápido do mundo Divulgação/Bombardier Global 8000, jato executivo mais rápido do mundo Divulgação/Bombardier Global 8000, jato executivo mais rápido do mundo Divulgação/Bombardier Global 8000, jato executivo mais rápido do mundo Divulgação/Bombardier Global 8000, jato executivo mais rápido do mundo Divulgação/Bombardier Qual o segredo dos aviões comerciais que conseguem ficar mais de 18h no ar?

Alphabet anuncia compra de desenvolvedora de energia limpa por US$ 4,75 bilhões


A Alphabet, controladora do Google, anunciou nesta segunda-feira (22) a compra da desenvolvedora de energia limpa Intersect por US$ 4,75 bilhões em dinheiro — assumindo também suas dívidas. A transação ocorre em um momento em que grandes empresas de tecnologia destinam bilhões para ampliar a capacidade de computação e energia necessárias ao avanço da inteligência artificial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As grandes companhias de tecnologia vêm ampliando os aportes em projetos de energia, enquanto as redes elétricas dos Estados Unidos enfrentam dificuldades para acompanhar a crescente demanda por eletricidade impulsionada pela IA generativa, em meio a uma corrida para explorar o potencial dessa tecnologia em rápida expansão. Pelo acordo, a controladora do Google assumirá os projetos de energia e data centers da Intersect que estão em fase de desenvolvimento ou construção. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa possui US$ 15 bilhões em ativos, somando projetos já em operação e outros em construção. Até 2028, a expectativa é que os empreendimentos da Intersect, com capacidade de cerca de 10,8 gigawatts, estejam ativos ou em desenvolvimento. Esse volume equivale a mais de 20 vezes a energia gerada pela Usina Hidrelétrica Hoover, no sudoeste dos EUA. A aquisição reforça a estratégia da Alphabet de ampliar investimentos e parcerias no setor de energia. No início deste mês, a companhia de serviços públicos NextEra anunciou a expansão de sua parceria com o Google Cloud para desenvolver novas fontes de energia voltadas às operações nos EUA. Os termos do negócio O Google, em parceria com a TPG Rise Climate, apoiou a Intersect em uma rodada de financiamento de mais de US$ 800 milhões realizada em dezembro passado. O anúncio também trouxe planos para criar parques industriais destinados a abrigar gigawatts de capacidade de data centers, instalados próximos a novas usinas de energia limpa. As operações da Intersect continuarão independentes da Alphabet. Os ativos já em funcionamento no Texas e os projetos em operação ou desenvolvimento na Califórnia ficarão fora da aquisição e seguirão como uma empresa autônoma, com o suporte dos investidores atuais, informou a Alphabet. Entre os projetos no Texas está o Quantum, um sistema de armazenamento de energia limpa em construção ao lado de um complexo de data centers do Google. A Intersect também pretende adotar novas tecnologias para ampliar e diversificar o fornecimento de energia, enquanto apoia os investimentos do Google em data centers nos Estados Unidos, informou a Alphabet. Logotipo do Google em uma instalação de pesquisa da empresa em Mountain View, Califórnia. Reuters

Spotify afirma que hackers invadiram seu catálogo de músicas; usuários não foram afetados


O Spotify anunciou nesta segunda (22) que desativou as contas de um grupo de hackers ativistas que alegavam ter "copiado" milhões de arquivos de música e metadados do serviço de streaming. O grupo Anna's Archives afirmou em uma publicação de blog que copiou 86 milhões de músicas do Spotify e os metadados de 256 milhões de músicas - um processo conhecido como "scraping" - para criar um "arquivo de conservação" aberto para músicas. O Anna's Archives alegou que os 86 milhões de arquivos de música representavam mais de 99,6% das reproduções do Spotify, enquanto as cópias de metadados representavam 99,9% de todas as músicas da plataforma. A violação, que não afeta os usuários do Spotify, significa que, em teoria, qualquer pessoa poderia usar as informações para criar seu próprio arquivo de música gratuito, embora, na prática, seriam rapidamente processadas pelos detentores dos direitos autorais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O Spotify identificou e desativou as contas de usuários maliciosos envolvidos no scraping ilegal", disse a empresa em um comunicado enviado à AFP. "Implementamos novas medidas de segurança para combater esses tipos de ataques de violação de direitos autorais e estamos monitorando ativamente qualquer atividade suspeita", afirmou a empresa. "Desde o primeiro dia, apoiamos a comunidade artística na luta contra a pirataria e estamos trabalhando ativamente com nossos parceiros do setor para proteger os criadores e defender seus direitos", acrescentou o Spotify. Os melhores álbuns de 2025 (com notas)

Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner


O cofundador da Oracle, Larry Ellison, vai oferecer uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para dar sustentação à proposta de compra de US$ 108,4 bilhões, integralmente em dinheiro, apresentada pela Paramount Skydance à Warner Bros Discovery. A informação consta em um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira. A garantia busca reduzir as preocupações do conselho da Warner Bros sobre a solidez do financiamento da operação e sobre a ausência, até então, de um compromisso mais amplo da família Ellison. Esses pontos pesaram para que a empresa demonstrasse preferência por uma proposta alternativa, que combina dinheiro e ações, apresentada pela Netflix. A Paramount afirmou que as mudanças não alteram o valor oferecido aos acionistas, que segue em US$ 30 por ação, pago em dinheiro. Após a divulgação, as ações da Warner Bros chegaram a subir quase 4% no pré-mercado, enquanto os papéis da Paramount Skydance avançaram cerca de 3%. Procuradas, a Warner Bros e a Netflix não se manifestaram imediatamente sobre o assunto. A disputa pelas empresas mais valiosas de Hollywood segue acirrada e sem desfecho próximo. O grupo que sair vencedor tende a ganhar uma posição estratégica relevante no mercado de streaming, ao assumir o controle de um vasto catálogo de filmes e séries, ativo central na disputa por audiência e receitas. Na avaliação de analistas de mercado, a Paramount ainda enfrenta fragilidades financeiras e tenta, com essa revisão da proposta, evitar ficar fora da negociação. Embora o reforço no financiamento seja visto como um avanço, há dúvidas sobre se ele será suficiente para garantir o negócio. Pelos termos revisados do acordo, Ellison também se comprometeu a não retirar recursos do fundo da família nem transferir seus ativos enquanto a transação estiver em análise, conforme detalhado no documento regulatório. Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios

Como postar um simples meme pode arruinar sua viagem de férias


O governo dos EUA planos para analisar até cinco anos de publicações em redes sociais de visitantes de dezenas de países que têm direito a entrar no país por até 90 dias sem visto Getty Images O governo dos Estados Unidos anunciou recentemente planos para analisar até cinco anos de publicações em redes sociais de visitantes de dezenas de países que têm direito a entrar no país por até 90 dias sem visto. Embora os detalhes específicos da proposta ainda não estejam claros, o público americano terá algumas semanas para enviar comentários sobre o plano antes de sua entrada em vigor, em 8/2/26. Entre outras informações, os solicitantes do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, na sigla em inglês) terão de informar todos os endereços de e-mail usados nos últimos dez anos. A proposta reflete uma tendência recente de maior rigor na fiscalização de visitantes aos EUA, onde o rastro digital dos viajantes pode agora ser usado como base para barrar a entrada ou deportá-los do país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No início deste ano, um turista norueguês afirmou ter sido impedido de entrar nos EUA depois que autoridades examinaram seu telefone e encontraram um meme do vice-presidente americano, J.D. Vance. A US Customs and Border Protection (a alfândega americana, CBP, na sigla em inglês) nega a alegação e afirma que a decisão ocorreu devido ao "uso admitido de drogas" pelo norueguês. O site do CBP observa que "as buscas de dispositivos eletrônicos na fronteira costumam ser parte integrante da determinação das intenções de um indivíduo ao entrar nos EUA". Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro, o presidente americano, Donald Trump, tem buscado reforçar a segurança das fronteiras do país, citando razões de segurança nacional. Alguns especialistas, porém, afirmam que o novo plano pode criar um obstáculo adicional e desestimular potenciais viajantes. Em geral, brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA, mas isso não significa que todos eles estejam livres dessas exigências. Desde setembro de 2025, "todas as pessoas que solicitarem um visto de não imigrante das categorias H1-B, H-4, F, M ou J devem ajustar as configurações de privacidade de todas as suas contas de redes sociais para 'públicas', a fim de facilitar a verificação necessária para estabelecer sua identidade e elegibilidade para entrada nos Estados Unidos", afirma o governo americano. Os turistas (categoria B-2), por exemplo, não estão incluídos. As categorias H1-B e H-4 são voltadas para "funções especializadas em áreas que requerem conhecimento especializado e seus dependentes". As categorias F e M tratam de estudantes (acadêmicos ou vocacionais) e seus dependentes. A categoria J inclui, por exemplo, visitantes de intercâmbio, professores, pesquisadores e médicos (em programas de intercâmbio) e seus dependentes. Revistas na fronteira tornam-se digitais Donald Rothwell, professor de direito da Australian National University (Austrália) e comentarista frequente sobre questões jurídicas internacionais, é um dos muitos que agora têm receio de viajar para os EUA, afirmando que a experiência de entrada no país tem se tornado cada vez mais tensa. "Atualmente, no âmbito do Programa de Isenção de Visto (Visa Waiver Program), que permite a visitantes de 42 países entrar nos EUA por meio do processo ESTA, essas pessoas têm pouquíssimos direitos na fronteira", alerta. "Isso ocorre em parte porque, ao se candidatarem pelo Programa de Isenção de Visto, [os visitantes] abrem mão de alguns de seus direitos legais nos EUA para contestar determinadas decisões tomadas pela CBP (a alfândega americana). Assim, se, ao chegar a uma fronteira americana, um visitante estrangeiro não atender a uma solicitação de um agente do CBP, pode ter a entrada negada." O conselho dele aos viajantes é claro: ter extremo cuidado com o que publicam online, especialmente em relação a temas que envolvam políticas dos EUA ou cidadãos americanos. Os EUA não são os únicos a adotar esse tipo de vigilância. Cada vez mais países monitoram a atividade de viajantes nas redes sociais Getty Images Olhando mais adiante, Rothwell avalia que a crescente digitalização tende a tornar níveis elevados de fiscalização muito mais comuns e mais fáceis de implementar. "Se as viagens vão se tornar 'sem fronteiras', é natural que mais dados digitais sejam coletados sobre os viajantes." Quanto maior o volume de dados, acrescenta, maior é a confiança das autoridades de que o visitante não representa uma ameaça à segurança. "Suspeito que veremos um uso cada vez maior de inteligência artificial na tomada dessas decisões", afirma. Pense antes de postar Os EUA estão longe de ser o único país a adotar esse tipo de medida de vigilância. Governos ao redor do mundo monitoram cada vez mais a atividade de viajantes nas redes sociais, e o rastro digital de uma pessoa pode causar problemas mesmo depois de ela cruzar uma fronteira. Em 2018, a Nova Zelândia introduziu o que descreveu como a primeira lei do mundo a autorizar agentes de fronteira a exigir acesso aos celulares de viajantes, prevendo multas elevadas para quem se recusar a compartilhar senhas. Os Emirados Árabes Unidos vão ainda mais longe: as autoridades podem deter estrangeiros que publiquem, ou até republiquem, conteúdo considerado difamatório, como descobriu um irlandês no ano passado ao deixar uma avaliação negativa online sobre um antigo empregador local. Os riscos também aumentam porque os viajantes geram volumes cada vez maiores de conteúdo potencialmente sensível. Uma pesquisa com britânicos realizada pela Virgin Mobile constatou que mais da metade "não consegue imaginar não tirar fotos durante as férias", geralmente publicando sete imagens por semana nas redes sociais. Na corrida do chamado travel porn (exibição de viagens, em tradução livre), muitos usuários entram em competição. Um em cada dez entrevistados afirmou que iria a extremos por uma selfie de férias, incluindo ficar à beira de um penhasco ou posar com animais selvagens. O problema é que essas imagens muitas vezes são feitas sem consideração pelas normas locais, o que provoca reações negativas que podem escalar rapidamente. Em 2022, uma influenciadora russa e o marido foram deportados de Bali após encenarem um ensaio fotográfico nu sob uma árvore sagrada. Pouco depois de as fotos serem publicadas nas redes sociais, a política local Niluh Djelantik pediu que cidadãos denunciassem a influenciadora à polícia. "Ela deveria ser responsabilizada pelo custo da cerimônia de purificação que precisa ser realizada pelos moradores da vila", escreveu Djelantik. "Turista vulgar. Vá embora!" Casos como esse levaram governos a correr para orientar seus cidadãos viajantes, com páginas na internet dedicadas às regras, sempre mutáveis, de etiqueta nas redes sociais no exterior, além de normas culturais que muitos turistas desconhecem. O portal do governo do Canadá, por exemplo, alerta que, na Tailândia, é ilegal promover o consumo de álcool e que é possível ser multado por publicar fotos com bebidas alcoólicas nas redes sociais. O espectro do mal-entendido Sucheta Rawal, palestrante sobre viagens e autora de livros infantis, vivenciou como uma publicação feita durante as férias pode sair rapidamente do controle. Em uma viagem à África no ano passado, um de seus posts foi visto por um contato, que reagiu com indignação e o republicou globalmente. "Eu não senti que estivesse sendo insensível", afirma. "Mas isso levou a interpretações equivocadas, acusações e hostilidade contra mim, o que tornou o restante da viagem muito difícil." Segundo Rawal, todo conteúdo é vulnerável, seja publicado de forma pessoal ou privada. "No ambiente atual, não é nada difícil tirar comentários do contexto ou encaixá-los em narrativas que você nunca pretendeu contar", diz. Turistas podem desrespeitar costumes locais sem perceber, como virar as costas para um portão torii em um santuário xintoísta Getty Images Em um momento em que cada vez mais viajantes se tornam criadores de conteúdo e publicam gigabytes de material todos os meses, o risco de mal-entendidos aumenta. "Quando eu estava escrevendo Beato Goes to Japan", afirma Rawal, "percebi que precisava estar atenta a inúmeras nuances culturais sutis nas imagens". Ela observa, por exemplo, que a forma de vestir um yukata (quimono de verão, em tradução livre) difere entre pessoas vivas e cadáveres, e que virar as costas para um torii — o portal de entrada de um santuário xintoísta — é considerado desrespeitoso. À medida que a fotografia de viagem se torna cada vez mais performática, milhões de pessoas tiram selfies usando roupas locais ou visitando locais religiosos. Esses deslizes podem ofender quem está por perto muito antes de a imagem ser publicada online. O contexto é tudo Em geral, esses episódios decorrem mais do desconhecimento de normas culturais, e não de má-fé. O Japão, por exemplo, assim como muitos países da Ásia e do Oriente Médio, é considerado uma "sociedade de alto contexto". Em uma palestra sobre o tema, a especialista em comunicação intercultural Erin Meyer explica que, nessas culturas, a comunicação "é mais implícita, mais complexa e cheia de nuances", e muito do que é transmitido ocorre por gestos simbólicos ou entendimentos implícitos. Viajantes de "sociedades de baixo contexto", que priorizam a comunicação verbal direta, podem achar esse tipo de interação sutil um campo minado de possíveis grosserias, no qual, mesmo evitando palavras, não se evita necessariamente causar ofensa. Hoje, quando postagens nas redes sociais permitem a inclusão de uma profusão de emojis, um simples vídeo gravado em um mercado de frutas no exterior, acompanhado do ícone de uma melancia, pode facilmente provocar reações de quem interprete o símbolo como um sinal de antissemitismo ou como um estereótipo racista contra americanos negros. Nada disso significa que os turistas devam se autocensurar completamente por medo de reações negativas. Em vez disso, a melhor abordagem pode ser simplesmente postar de forma mais consciente, priorizando a qualidade em vez da quantidade, sem a preocupação de alimentar algoritmos ou atender expectativas. "A consciência muitas vezes surge quando você está plenamente atento e presente ao que acontece ao seu redor", afirma Rawal. "Observe como as pessoas ao redor se vestem, falam e se comportam, e tente se integrar da melhor maneira possível. Não transforme moradores locais em objetos só porque você é um turista." O resultado não é apenas uma viagem mais segura e significativa, mas também uma experiência em que há conexão respeitosa com os locais e culturas visitados, em vez de reduzi-los a simples conteúdo. Sem classe econômica: quanto custa fazer o voo mais longo do mundo? Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena? Regras para levar líquidos em voos internacionais

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