
Facebook, Instagram e WhatsApp, plataformas da Meta Richard Drew/AP O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (12) que bloqueou o Whatsapp na Rússia por sua "resistência de cumprir a lei" russa. “Essa decisão de fato foi tomada e implementada [pela] relutância do WhatsApp em cumprir as normas e a letra da lei russa”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas em coletiva nesta quinta. O bloqueio do Whatsapp na Rússia, juntamente com o Facebook e o Instagram, foi revelado pelo jornal norte-americano Financial Times na quarta-feira (leia mais abaixo). Peskov não mencionou os outros dois aplicativos na coletiva. Em resposta à ação do governo russo, o Whatsapp afirmou que continua tentando manter seus serviços ativos na Rússia e acusou o governo de Vladimir Putin de retrocesso. "Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia", afirmou a empresa em comunicado. Peskov, no entanto, se esquivou de perguntas sobre tentativas de bloquear o Telegram. Investida do Kremlin contra WhatsApp, Instagram e Facebook e Telegram A Rússia bloqueou o acesso a WhatsApp, Instagram e Facebook, informou nesta quarta-feira (11) o jornal americano Financial Times. Os aplicativos foram removidos de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor, órgão regulador da internet no país. Na prática, a medida apaga as plataformas da internet russa, tornando praticamente impossível o acesso sem meios alternativos como VPNs. Na decisão de derrubar o Instagram e o Facebook, também controlados pela Meta, do diretório online, a Rússia classificou os aplicativos como "extremistas". O acesso ao YouTube também foi limitado, mas, de acordo com o Financial Times, não está claro se ele foi derrubado desse diretório. Ainda segundo a reportagem, o governo russo já tinha adotado outras medidas contra o WhatsApp, mas esta decisão indica que o país pretende manter o aplicativo suspenso por um período maior ou até mesmo de forma permanente. Roblox, Discord, YouTube e mais: redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona Veja os vídeos que estão em alta no g1 O WhatsApp afirma ter 100 milhões de usuários na Rússia e classificou o bloqueio como um "retrocesso" que só pode levar menos segurança para a população do país. "Hoje, o governo russo tentou bloquear completamente o WhatsApp, numa tentativa de direcionar os usuários para um aplicativo de vigilância estatal", afirmou o WhatsApp ao Financial Times. O posicionamento do WhatsApp faz referência ao Max, aplicativo inspirado no chinês WeChat e que permite trocar mensagens e utilizar serviços de governo. Ao contrário do WhatsApp, o Max não tem criptografia, o que permitiria a terceiros acessar conversas de seus usuários, informou o Financial Times. A Rússia nega as acusações. O Max foi criado pela rede social russa VKontakte (VK), mas era pouco conhecido até ser classificado como o "mensageiro nacional". A VK é controlada por aliados do presidente russo Vladimir Putin. A Rússia também restringiu parcialmente o acesso ao Telegram e impediu as chamadas de voz pelo aplicativo, algo que já tinha acontecido com o WhatsApp. A medida foi criticada pelo cofundador do Telegram Pavel Durov, que acusou a Rússia de forçar sua população a migrar para o Max. "Há oito anos, o Irã tentou a mesma estratégia e falhou", disse Durov. "Apesar da proibição, a maioria dos iranianos ainda usa o Telegram, contornando a censura, e o prefere em vez de aplicativos monitorados". "Restringir a liberdade dos cidadãos nunca é a resposta certa. O Telegram defende a liberdade de expressão e a privacidade, independentemente da pressão". LEIA TAMBÉM: Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil Governo e MPF dizem que X não comprovou que agiu contra imagens eróticas do Grok Microsoft inaugura dois data centers de IA no Brasil
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