
Chefões da OpenIA e da Anthropic se recusam a dar as mãos em evento A empresa de inteligência artificial Anthropic está processando o governo Donald Trump, pedindo que tribunais federais revertam a decisão do Pentágono de classificar a companhia como um “risco à cadeia de suprimentos” por ela se recusar a permitir o uso militar irrestrito de sua tecnologia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Anthropic entrou com duas ações judiciais separadas nesta segunda-feira (9): uma em um tribunal federal na Califórnia e outra no tribunal federal de apelações em Washington, D.C., cada uma contestando aspectos diferentes das medidas adotadas pelo Pentágono contra a empresa. Na semana passada, o Pentágono designou formalmente a empresa de tecnologia sediada em San Francisco como um risco à cadeia de suprimentos após uma disputa incomumente pública sobre como seu chatbot de IA, Claude, poderia ser usado em operações de guerra. LEIA MAIS Meta é acusada de expor nudez e dados de usuários com vídeos de óculos inteligentes Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard “Essas ações são sem precedentes e ilegais”, afirma o processo da Anthropic. “A Constituição não permite que o governo use seu enorme poder para punir uma empresa por seu discurso protegido. Nenhuma lei federal autoriza as medidas tomadas aqui. A Anthropic recorre ao Judiciário como último recurso para defender seus direitos e interromper a campanha ilegal de retaliação do Executivo.” A Anthropic afirmou que buscou restringir o uso de sua tecnologia em dois tipos de aplicações de alto nível: vigilância em massa de cidadãos americanos armas totalmente autônomas O secretário de Defesa Pete Hegseth e outros autoridades insistiram que a empresa deveria aceitar “todos os usos legais” do Claude e ameaçaram punições caso a companhia não cumprisse. Classificar a empresa como risco à cadeia de suprimentos impede a Anthropic de realizar trabalhos de defesa usando uma autoridade que foi criada originalmente para evitar que adversários estrangeiros prejudiquem sistemas de segurança nacional. Segundo relatos, é a primeira vez que o governo federal usa essa designação contra uma empresa americana. O presidente Donald Trump também afirmou que ordenará que agências federais deixem de usar o Claude. Ainda assim, deu ao Pentágono seis meses para eliminar gradualmente o produto, que está profundamente integrado a sistemas militares classificados, incluindo aqueles usados na guerra contra o Irã. Mesmo enquanto contesta as ações do Pentágono, a Anthropic tem tentado convencer empresas e outros órgãos governamentais de que a penalidade do governo Trump é limitada e afeta apenas contratantes militares quando usam o Claude em trabalhos para o Departamento de Defesa. Deixar essa distinção clara é crucial para a empresa privada, porque a maior parte de sua receita projetada de US$ 14 bilhões neste ano vem de empresas e agências governamentais que utilizam o Claude para programação de computadores e outras tarefas. Mais de 500 clientes pagam pelo menos US$ 1 milhão por ano para usar o Claude, segundo investimentos que avaliaram a Anthropic em US$ 380 bilhões.
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