quinta-feira, 2 de abril de 2026

Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões e viu big tech quase quebrar


Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple Reprodução Vídeo Institucional Apple / Apple Fandom Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple, em 1976. Meio século depois, ele segue na empresa. No mercado de tecnologia, essa é uma história cada vez mais rara. Hoje, aos 64 anos, Espinosa é considerado o funcionário mais antigo da Apple. A trajetória dele foi destaque em uma reportagem do jornal "The New York Times", que contou como o veterano participa, até hoje, do desenvolvimento do sistema operacional da Apple TV. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Espinosa representa um perfil típico da geração baby boomer: profissionais que constroem toda a carreira em uma única empresa. Esse tipo de percurso se tornou incomum, sobretudo no Vale do Silício, onde trocar de emprego com frequência virou regra. Nascidos entre meados dos anos 1940 e o início da década de 1960, os baby boomers cresceram em um mercado de trabalho baseado na estabilidade. A promessa era clara: dedicação agora, segurança mais tarde. Como mostrou uma reportagem do g1 publicada em agosto no ano passado, gerações mais antigas entraram no mercado em um período de vínculos duradouros, benefícios garantidos e progressão de carreira atrelada ao tempo de casa. “O lema era: trabalho agora para viver melhor depois”, explicou o especialista em mercado de trabalho Ricardo Nunes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Foi nesse ambiente que surgiram profissionais como Espinosa. Pessoas que ficaram décadas na mesma empresa e ajudaram a construí-la passo a passo. Hoje, o cenário é outro. Profissionais mais jovens enfrentam um mercado marcado pela precarização, pela automação e pela alta rotatividade para conseguir avança na carreira, segundo Nunes. No setor de tecnologia, mudar de emprego a cada dois ou três anos se tornou algo comum. Uma carreira construída dentro da Apple Espinosa foi o oitavo funcionário da Apple. Na época, a empresa ainda funcionava na casa de infância de Steve Jobs e montava computadores manualmente. Ao longo de quase 50 anos, ele passou por várias funções. Trabalhou como programador, cuidou da documentação de produtos e, atualmente, atua no desenvolvimento do sistema da Apple TV. Ao Times, Espinosa descreveu o início da empresa como um período instável. Segundo ele, havia grandes promessas, mas também muita incerteza. Mesmo quando deixou a Apple por um curto período para estudar na Universidade da Califórnia, em Berkeley, ele manteve vínculo com a empresa. Trabalhou meio período e escreveu o extenso manual do Apple II, com mais de 200 páginas. A carreira também atravessou momentos difíceis. Nos anos 1980 e 1990, a Apple enfrentou crises e promoveu demissões em massa. Espinosa contou que só não foi desligado porque sua indenização seria alta, já que ele acumulava muitos anos de empresa. Sem diploma universitário e com experiência concentrada quase exclusivamente na Apple, ele chegou a pensar no futuro. Decidiu ficar. “Eu estava aqui quando acendemos as luzes. Posso muito bem ficar até que as apaguemos”, afirmou ao jornal. Além da estabilidade, funcionários antigos da Apple também se beneficiaram financeiramente do crescimento da empresa. Segundo o New York Times, Espinosa recebeu 2 mil ações da Apple após a abertura de capital, em 1980. O bônus fazia parte de um plano criado por Steve Wozniak para recompensar os primeiros funcionários. Hoje, essa quantidade de ações valem cerca de US$ 114 milhões, valor equivalente a R$ 588 milhões. Esse modelo é comum em empresas de tecnologia. Além do salário, trabalhadores recebem ações da companhia. Se a empresa cresce, os papéis se valorizam. Para quem permanece por muitos anos, o resultado pode ser uma fortuna. Espinosa não revelou detalhes atuais sobre salário ou bônus. Ainda assim, sua trajetória mostra como esse tipo de benefício pode pesar na decisão de ficar. A transformação da Apple Ao longo das cinco décadas de Espinosa na empresa, a Apple mudou radicalmente. Após o crescimento inicial, a companhia enfrentou crise financeira e perdeu o rumo nos anos 1990. A virada veio em 1997, com o retorno de Steve Jobs. Segundo Espinosa disse ao New York Times, os primeiros 20 anos da Apple foram marcados por "arrogância". Já as décadas seguintes redefiniram a eletrônica de consumo, com produtos como o iPod e o iPhone. Hoje, a Apple está entre as empresas mais valiosas do mundo. Vale trilhões de dólares e tem bilhões de dispositivos em uso. Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração Espinosa é considerado o funcionário mais antigo da Apple. Arquivo institucional Apple Espinosa representa um perfil típico da geração baby boomer: Vídeo Institucional Apple/ Reprodução

quarta-feira, 1 de abril de 2026

OpenAI, criadora do ChatGPT, capta US$ 122 bilhões em rodada de financiamento


Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer A OpenAI anunciou nesta terça-feira (31) que foi avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em uma rodada de financiamento concluída recentemente, na qual captou US$ 122 bilhões (R$ 633 bilhões). O valor superou as estimativas, refletindo o aumento dos custos de capacidade computacional. A captação ocorre em meio a dúvidas sobre como as empresas de inteligência artificial (IA) vão conseguir gerar receita suficiente para cobrir seus gastos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "O capital investido hoje está ajudando a construir a camada de infraestrutura para a própria inteligência", publicou a OpenAI. "Com o tempo, esse valor vai retornar para a economia, para as empresas, para as comunidades e, cada vez mais, para os indivíduos." A criadora do ChatGPT destacou que sua receita mensal, de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões), vem crescendo rapidamente. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A rodada de financiamento contou com um conjunto diversificado de investidores, entre eles Amazon, Microsoft, Nvidia e SoftBank, informou a empresa. Em um movimento incomum, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) teriam sido captados junto a investidores individuais. O uso do mecanismo de busca on-line do ChatGPT triplicou em um ano, informou a startup, sediada em San Francisco, nos Estados Unidos. “Não se trata apenas de marcos de crescimento, mas mostra que a IA de ponta está se tornando parte do cotidiano de pessoas em todo o mundo.” No mês passado, a empresa começou a inserir anúncios em sua versão gratuita para aumentar a receita. A OpenAI também anunciou o desenvolvimento de um “superapp”, que reunirá o ChatGPT, navegação na web, uma ferramenta de programação chamada Codex e recursos que permitirão que assistentes digitais executem tarefas de forma autônoma. A empresa deve abrir seu capital este ano, em meio ao aumento da concorrência no setor de inteligência artificial.

SpaceX, de Elon Musk, protocola pedido para maior IPO da história, diz agência


Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX protocolou nesta quarta-feira (1º) um pedido confidencial de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. A informação é da Reuters, com base em duas fontes familiarizadas com o assunto. Na prática, o movimento prepara o terreno para o que pode se tornar a maior listagem da história do mercado acionário. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A SpaceX coloca mais foguetes no espaço do que qualquer outra empresa, e o IPO deve abrir espaço para investimentos no retorno da humanidade à Lua e na tentativa de colonizar Marte. A companhia também pretende instalar centros de processamento de dados de inteligência artificial no espaço, enquanto opera um lucrativo sistema de comunicações por satélite, cada vez mais utilizado em guerras. Além disso, a empresa é comandada pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk, uma figura controversa que transformou a Tesla na montadora mais valiosa do planeta. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O IPO, com avaliação potencial superior a US$ 1,75 trilhão, ocorre após a fusão da SpaceX com a startup de inteligência artificial xAI, também de Musk, em um acordo que avaliou a empresa de foguetes em US$ 1 trilhão e a desenvolvedora do chatbot Grok em US$ 250 bilhões. A SpaceX organiza um encontro com analistas do mercado financeiro em 21 de abril e incentiva a participação presencial, segundo uma fonte ouvida pela Reuters. A empresa também oferece aos analistas uma visita opcional ao centro de processamento de dados “Macrohard”, da xAI, em Memphis (Tennessee), em 23 de abril, e planeja uma sessão virtual em 4 de maio para discutir modelos financeiros com analistas de bancos, acrescentou a fonte. Avaliar o conglomerado não é simples, mas a liderança de Musk facilita a análise para alguns investidores. "Os investidores podem usar uma análise da soma das partes, mas, como no caso da Tesla, a avaliação da SpaceX pode flutuar muito, com base no quanto o público acredita na visão de Musk", disse Angelo Bochanis, associado da Renaissance Capital, fornecedora de pesquisas e ETFs voltados para IPOs. "Até o momento, os investidores parecem estar clamando por qualquer tipo de exposição à SpaceX." Representantes da SpaceX não comentaram o assunto. Maior IPO A SpaceX pode tentar levantar mais de US$ 50 bilhões no IPO, superando com folga a abertura de capital da Saudi Aramco, em 2019, ainda a maior oferta inicial de ações da história. A estreia da SpaceX pode reaquecer o mercado de IPOs após anos de atividade moderada, com expectativa de forte demanda de investidores institucionais e de varejo — alguns atraídos pela marca de Musk, outros em busca de exposição aos negócios espaciais e de satélites da companhia, em rápido crescimento. A SpaceX é a empresa privada mais valiosa do mundo, com base na avaliação implícita da fusão com a xAI. A empresa foi avaliada pela última vez em cerca de US$ 800 bilhões em uma venda secundária de ações. Outras startups relevantes, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a rival Anthropic, também avaliam grandes IPOs, o que pode testar de forma mais ampla o apetite dos investidores por novas listagens. Muitas startups de grande porte têm permanecido privadas por mais tempo, explorando amplas fontes de capital no mercado privado, mas uma listagem de uma empresa como a SpaceX pode incentivar outras companhias a buscar ofertas públicas. Um registro confidencial permite que a empresa apresente documentos de IPO aos reguladores de forma reservada, ganhando tempo para responder a questionamentos e ajustar as informações antes da divulgação pública. Elon Musk em imagem de maio de 2025 AP Foto/Evan Vucci 'Muskonomia' Um IPO deve ampliar o escrutínio de analistas e investidores sobre a “Muskonomia” — o império de negócios em expansão e as fortunas interligadas do bilionário —, trazendo novo foco sobre como suas empresas são financiadas, administradas e avaliadas nos mercados. "Uma provável estrutura de ações de classe dupla permitirá que Musk aproveite o capital público e, ao mesmo tempo, mantenha o controle da empresa, mesmo após a diluição substancial que vem com uma oferta pública", disse Minmo Gahng, professor assistente de finanças da Universidade de Cornell. Musk comanda a Tesla, a fabricante de chips cerebrais Neuralink e a empresa de escavação de túneis The Boring Company. No ano passado, Musk também incorporou a plataforma de mídia social X à xAI por meio de uma troca de ações, dando à startup de IA acesso aos dados e à rede de distribuição da plataforma. As dúvidas sobre a capacidade de Musk de supervisionar várias empresas com valores de mercado superiores a US$ 1 trilhão podem diminuir o entusiasmo dos investidores, dizem analistas. "É compreensível que os investidores estejam preocupados com o fato de Musk supervisionar várias empresas importantes, especialmente devido ao seu perfil público polarizador às vezes. Entretanto, a SpaceX parece um tanto diferenciada", disse Kat Liu, vice-presidente da ‍IPOX. "A empresa está operacionalmente madura, tecnologicamente à frente em várias áreas importantes e é lucrativa, o que proporciona uma sólida base fundamental." Corrida espacial O pedido de IPO da SpaceX ocorre no momento em que a agência espacial norte-americana, Nasa, se prepara para lançar quatro astronautas na noite desta quarta-feira para um voo de 10 dias ao redor da Lua, na mais ambiciosa missão espacial dos EUA em décadas. A SpaceX gerou cerca de US$ 8 bilhões de lucro sobre uma receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões no ano passado, informou a Reuters em janeiro, com base em fontes familiarizadas com o assunto. Um número crescente de bilionários e empresas privadas tem financiado uma nova corrida espacial nos EUA, com investimentos em foguetes, redes de satélites e projetos lunares, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Jeff Bezos, fundador da Amazon. À medida que a Nasa amplia o uso de parceiros comerciais e os orçamentos militares crescem, o espaço se consolida como um campo estratégico, impulsionado pela vantagem tecnológica, por prioridades de segurança nacional e pela promessa de novos ganhos econômicos. A SpaceX também solicitou autorização para lançar até 1 milhão de satélites movidos a energia solar, projetados como centros de processamento de dados em órbita — muito além de qualquer projeto atualmente em operação ou em estudo. Engenheiros e especialistas da Nasa discutem há quase duas décadas a possibilidade de transferir para fora do planeta operações de computação intensivas em energia. A fusão da SpaceX com a xAI chamou a atenção dos investidores para como Musk pode usar uma rede integrada de foguetes, satélites e sistemas de IA para superar desafios técnicos e de capital, expandindo a infraestrutura de inteligência artificial para além da Terra. A inteligência artificial se tornou o principal tema em Wall Street, impulsionando uma forte alta nas ações de empresas do setor.

Ataque do Irã atinge operação de nuvem da Amazon no Bahrein, diz jornal


Irã ameaça atacar empesas e big techs ligadas aos EUA no Oriente Médio A operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região. Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”. O órgão, no entanto, não detalhou qual empresa foi atingida. O episódio ocorre um dia depois de a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação. Procurada pela agência Reuters, a Amazon não comentou diretamente o ataque específico. Ainda assim, segundo o Financial Times, instalações da AWS na região já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito. Logotipo da Amazon Web Services (AWS) REUTERS/Benoit Tessier/Foto de Arquivo O comunicado iraniano Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã - 13h30 no horário de Brasília. "Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto. Veja quais são as 18 empresas sob ameaça: Boeing G42 Spire Solution GE Tesla JP. Morgan Nvidia Palantir Dell IBM Meta Google Apple Microsoft Oracle Intel HP Cisco LEIA TAMBÉM: INVASÃO: Israel vai ocupar sul do Líbano e destruir casas após guerra contra Hezbollah, anuncia ministro INFOGRÁFICO: EUA ampliam presença militar no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã GUERRA: Trump avalia encerrar guerra contra o Irã mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal

Oracle promove demissões em massa para investir em IA, diz TV


ista externa do escritório da Oracle em Wilson Boulevard, Arlington, Virgínia, EUA, 18 de outubro de 2019 REUTERS/Tom Brenner/Foto de Arquivo A Oracle iniciou uma rodada de demissões que deve atingir milhares de funcionários, segundo reportagem da TV norte-americana CNBC exibida nesta terça-feira (31). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo a TV, a medida faz parte de uma reestruturação da empresa, que vem aumentando os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. A estratégia busca fortalecer a posição da Oracle frente a concorrentes como Alphabet e Amazon, que também disputam o mercado de nuvem. Segundo a BBC, a estratégia de "culpabilizar" o investimento nas IA's para justificar os layoffs não é exclusiva da Oracle. Outras companhias como Amazon e Meta também promoveram demissões recentes. As empresas afirmam que novas ferramentas permitem produzir mais com menos funcionários, enquanto líderes como Mark Zuckerberg e Jack Dorsey defendem que equipes menores serão suficientes no futuro. Em documento divulgado em março, a empresa estimou que os custos totais de seu plano de reestruturação para o ano fiscal de 2026 podem chegar a até US$ 2,1 bilhões, impulsionados principalmente por indenizações e despesas relacionadas aos desligamentos. Na terça-feira (31), a companhia já havia informado que irá demitir 491 trabalhadores que atuam remotamente no estado de Washington e em escritórios em Seattle, nos Estados Unidos. Os desligamentos passam a valer a partir de 1º de junho, conforme notificação enviada sob a legislação trabalhista americana. LEIA TAMBÉM: Por que CEOs de tecnologia de repente estão culpando a IA por demissões em massa? Apple, Google, Tesla e mais: quais são e onde ficam big techs que Irã ameaça atacar a partir desta quarta Irã ameaça atacar empesas e big techs ligadas aos EUA no Oriente Médio De acordo com a empresa, os cortes integram uma “redução de força de trabalho e outras demissões”, mas as unidades em Seattle continuarão em operação. A Oracle tinha cerca de 162 mil funcionários em tempo integral no mundo até maio de 2025. A legislação dos EUA exige que empresas comuniquem demissões com pelo menos 60 dias de antecedência. Procurada pela agência de notícias Reuters, a Oracle não comentou os detalhes da reportagem da CNBC. Ainda assim, relatos de possíveis cortes circularam nas redes sociais e em fóruns profissionais, aumentando a incerteza entre funcionários. Apesar das demissões, as ações da Oracle subiram mais de 5% durante as negociações da tarde, embora ainda acumulem queda de cerca de 29% no ano. O movimento acompanha uma tendência mais ampla no setor de tecnologia. Segundo o site Layoffs.fyi, mais de 70 empresas de tecnologia já cortaram cerca de 40 mil empregos em 2026, à medida que redirecionam recursos para a área de inteligência artificial — o que tem aumentado o temor de impactos no mercado de trabalho.

Rússia caminha para isolar sua internet do resto do mundo


Como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais Apagões frequentes na internet e combate a VPNs estão levando russos a buscar pagers, mapas de papel e telefones fixos. Ameaça de proibir o Telegram, no entanto, gera críticas até mesmo de apoiadores de Putin.O WhatsApp parou de funcionar. Instagram e Facebook também. Já o Telegram, principal meio de comunicação da Rússia, com cerca de 100 milhões de usuários, vem sofrendo bloqueios contínuos – e a expectativa de que seja desligado nos próximos dias tem gerado raras reações públicas no país, que caminha para se isolar do mundo também digitalmente. O cerco do governo de Vladimir Putinao uso livre da internet vem se intensificando desde a invasão da Ucrânia. Em todo o país, inclusive em grandes metrópoles como Moscou e São Petersburgo, os apagões digitais são constantes. Sites considerados "pouco confiáveis" pelo regime são proibidos. Serviços básicos, como chamar um táxi, fazer pagamentos ou ligações costumam ficar indisponíveis de uma hora para a outra. A busca por alternativas chegou até mesmo a impulsionar venda de walkie-talkies, telefones fixos, pagers, mapas impressos e antigos tocadores de MP3. Nesta semana, o Kremlin passou a mirar VPNs, redes privadas virtuais utilizadas pelos usuários para contornar a censura digital do regime. "A meta é reduzir o uso", afirmou nessa segunda-feira (30/03) o ministro da Digitalização, Maksut Shadayev, no MAX, aplicativo de mensagens desenvolvido pela Agência Russa de Telecomunicações, a Roskomnadzor, e propagandeado pelo regime da Rússia como "seguro". 'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais Segundo Shadayev, as medidas destinam-se a "restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras", as quais, supostamente, não respeitam a legislação russa em termos de segurança e luta contra o terrorismo. Até meados de janeiro, a Rússia havia bloqueado mais de 400 VPNs, 70% a mais do que no final do ano passado, diz o jornal Kommersant. Isso não impede que novas softwares do tipo surjam para substituir os antigos. A pressão, no entanto, levou a gigante Apple a retirar, da plataforma App Store, as VPNs que possibilitavam o acesso a sites censurados pelo regime de Putin. Já os apagões na internet móvel pelo país, ainda não sistemáticos devido à dificuldade de execução devido à rede descentralizada, podem também entrar definitivamente na agenda. "De acordo com nossas previsões, os bloqueios em Moscou passarão a ser mais ou menos rotineiros", afirmaram especialistas da desenvolvedora Amnezia, citados pelo jornal britânico The Guardian. Segundo eles, no entanto, as autoridades têm a tecnologia para impor um apagão digital simultâneo em todo o país. "Observamos bloqueios semelhantes no Irãe podemos tirar conclusões sobre como isso poderia ser implementado na Rússia", afirmaram os analistas. Max, aplicativo promovido pelo governo da Rússia Reprodução/Max Telegram: o último aplicativo Em meio à dificuldade cada vez maior para acessar ferramentas de outros países, os russos aguardam o próximo golpe no último reduto de internet livre do país: o Telegram, cujo bloqueio total poderia ocorrer já nesta quarta-feira (01/04), como noticiado por alguns meios de comunicação do país – embora as autoridades possam reverter a decisão ou adiá-la para depois das eleições parlamentares de setembro. No mesmo comunicado sobre VPNs, o ministro da Digitalização adiantou, em relação ao Telegram, que houve tentativas "em vão" de chegar a um acordo para impor custos extra caso o tráfego de dados internacionais mensal ultrapassasse 15 gigabytes. Após a invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia colocou em prática as leis mais repressivas vistas desde a era soviética, ordenando a censura e reforçando a influência do Serviço Federal de Segurança, órgão de vigilância sucessor da KGB. Naquele ano, a Meta, dona de Facebook e Instagram, foi oficialmente considerada "terrorista" no país, o que derrubou o acesso às redes sociais de Mark Zuckerberg. Mas, nos últimos meses, o Kremlin foi além: bloqueou o WhatsApp, reduziu a velocidade do Telegram e interrompeu repetidamente o acesso à internet móvel em Moscou e em outras cidades e regiões. Desenvolvido pelo russo Pavel Durov, hoje radicado nos Emirados Árabes, o Telegram se tornou um dos principais meios de comunicação utilizados no país. Há anos, vem sendo usado, por exemplo, por soldados em ação na Ucrânia para a comunicação com as famílias e por prefeituras de cidades russas próximas à zona de conflito para alertar a população sobre ataques aéreos. "É um retrocesso de 100 anos. É melhor que eles comecem logo a usar correspondência em papel, telégrafos e cavalos. É esse o tipo de civilização que eles têm. Talvez até o Putin goste disso. Talvez seja assim que ele se sinta jovem de novo", ironizou, no X, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. A justificativa do Kremlin é que as restrições à internet móvel são necessárias para combater os drones ucranianos. Mas o descontentamento com a medida vem levando a manifestações críticas de figuras até então alinhadas com o regime de Putin, como o governador de Belgorod, região na fronteira com a Ucrânia, que afirmou que as interrupções estavam causando "mortes desnecessárias" em meio ao conflito. De acordo com o jornal The New York Times, vídeos que circulam online mostram soldados russos do front, mascarados para dificultar a identificação, dizendo que o aplicativo de mensagens é crucial para as operações e pedindo que o Kremlin recue da decisão. As repercussões também chegaram à câmara baixa do Parlamento em Moscou, raramente crítico ao governo, que colocou em votação um requisito para que o Kremlin justificasse o bloqueio do Telegram. A proposta foi rejeitada, com 102 votos contrários – mas os 77 favoráveis expuseram o desconforto com a medida. Cerca de 25 pedidos de "autorizações para concentrações" de manifestantes contra as restrições ao Telegram também foram negados pelas autoridades na semana passada, o que não impediu a prisão de 12 pessoas, nesse domingo (29/03), em um protesto em Moscou em favor da liberdade de expressão. Por que a Rússia tentou 'bloquear completamente' WhatsApp no país Como Irã causou apagão da internet no país em janeiro

SpaceX reúne 21 bancos para mega IPO com codinome Projeto Apex


Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX está trabalhando com pelo menos 21 bancos em sua aguardada oferta pública inicial, disseram fontes familiarizadas com o assunto na terça-feira (31), formando um dos maiores consórcios de subscrição reunidos nos últimos anos. A listagem, cujo codinome interno é Projeto Apex, deverá estar entre as estreias no mercado de ações mais observadas em Wall Street. Estima-se que a oferta pública, prevista para junho, avalie a empresa de foguetes controlada pelo fundador e presidente-executivo Elon Musk em US$1,75 trilhão. O Morgan Stanley , o Goldman Sachs , o JPMorgan Chase , o Bank of America e o Citigroup estão atuando como 'bookrunners' ativos, ou seja, os principais bancos que administram o negócio, disseram as fontes, pedindo para não serem identificadas porque o processo não é público. Outros 16 bancos assinaram contrato em funções menores, acrescentaram. Cerca de metade dos nomes dos bancos não haviam sido divulgados anteriormente. O tamanho do sindicato ressalta a escala e a complexidade da oferta planejada. Os bancos, além dos bookrunners ativos, incluem: Allen & Co Barclays BTG Pactual do Brasil Deutsche Bank ING Groep, da Holanda Macquarie Mizuho Needham & Co Raymond James Royal Bank of Canada Société Générale Banco Santander Stifel UBS Wells Fargo William Blair Espera-se que os bancos assumam funções nos canais de investidores institucionais, de alto patrimônio líquido e de varejo, bem como em diferentes regiões geográficas, informou a Reuters anteriormente. O plano está sujeito a mudanças e outros bancos ainda podem ser acrescentados, disseram as fontes. A SpaceX, sediada no Texas, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O Bank of America, o Barclays, o Deutsche Bank, o Goldman Sachs, o JPMorgan, o Mizuho, o Santander e o Wells Fargo não quiseram comentar. Os outros bancos não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Nos últimos anos, os grandes consórcios de IPOs tornaram-se mais comuns em mega negócios. A fabricante de chips ARM Holdings trabalhou com cerca de 30 bancos em sua listagem de 2023, enquanto o Alibaba Group reuniu um grupo igualmente grande de subscritores para sua estreia recorde em 2014.

Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões e viu big tech quase quebrar

Chris Espinosa tinha só 14 anos quando começou a trabalhar na Apple Reprodução Vídeo Institucional Apple / Apple Fandom Chris Espino...