domingo, 3 de dezembro de 2023

O smartphone que donos podem consertar por conta própria


A empresa social Fairphone, que afirma ter criado "o smartphone mais sustentável do mundo". A companhia holandesa Fairphone criou um aparelho que pode ser consertado pelos próprios usuários. GETTY IMAGES via BBC "Esta é a câmera do meu celular", mostra Bas van Abel. Ele segura no alto um pequeno componente eletrônico quadrado que acabou de retirar do seu smartphone com uma chave de fenda minúscula. "Ao todo, são oito componentes que podem ser retirados e substituídos", explica ele, enquanto desmonta cuidadosamente todo o seu smartphone, colocando a câmera ao lado da bateria, da porta USB, da tela e do alto-falante do aparelho. Van Abel é um dos fundadores da empresa social Fairphone, que afirma ter criado "o smartphone mais sustentável do mundo". Mas até que ponto pode ser sustentável um produto tão complexo como, que utiliza componentes e metais raros de todas as partes do mundo? Fundada em Amsterdã, na Holanda, em 2013, a Fairphone fabrica smartphones Android que podem ser facilmente substituídos, customizados e reparados pelos próprios proprietários. Ao permitir e incentivar as pessoas a consertar seus telefones celulares, em vez de se desfazer deles quando quebra algum componente, a Fairphone espera ajudar a reduzir o descarte de resíduos eletrônicos. Números astronômicos O lixo eletrônico é a fonte de resíduos que mais cresce no mundo. Estima-se que 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico sejam produzidas anualmente em todo o mundo – mais do que todos os aviões comerciais já fabricados até hoje, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). E apenas 20% desses resíduos são reciclados. A montanha global de lixo eletrônico cresce proporcionalmente ao aumento da demanda por aparelhos portáteis e telefones celulares. A produção anual de lixo eletrônico deve mais do que dobrar até 2050, atingindo 120 milhões de toneladas, segundo o Fórum Econômico Mundial. 📱Somente em 2022, 5,3 bilhões de telefones celulares foram descartados, segundo estimativas da ONG belga The WEEE Forum, que analisa o lixo eletrônico. Nos Estados Unidos, as pessoas trocam de telefone celular, em média, a cada 18 meses, à medida que são lançados novos modelos com funções mais avançadas. Contaminação por chumbo e mercúrio: veja riscos do descarte inadequado de celulares e eletrônicos A maioria dos aparelhos agora são vendidos na forma de unidades lacradas, cujo reparo é extremamente difícil e caro. Alguns chegam até a gerar mensagens de erro quando componentes danificados são consertados. A Fairphone quer interromper essa tendência, vendendo telefones com vida útil mais longa. "Nós fabricamos telefones que podem ser consertados para que você possa utilizá-los por muito mais tempo", afirmou van Abel à BBC, durante o Festival de Design para o Planeta, promovido pela organização britânica Design Council em Norwich, no Reino Unido. "O cálculo é muito simples: se você usar o telefone pelo dobro do tempo, você produz a metade do número de aparelhos e a metade da quantidade de resíduos", explica ele. A missão de Bas van Abel, como um dos fundadores da Fairphone, é aumentar os níveis de sustentabilidade da indústria de smartphones. GRIESHAM TAAN via BBC A ONG britânica The Restart Project estima que aumentar a vida útil dos telefones celulares em 33% pode eliminar emissões de carbono equivalentes ao total anual da Irlanda. A sustentabilidade é um ponto central da missão da Fairphone. "Nós usamos plástico 100% reciclado em todos os nossos telefones, além de ouro e prata provenientes de comércio justo", afirma van Abel. Mas nem todos os materiais encontrados nos modelos da Fairphone são sustentáveis. O Fairphone 5, por exemplo, contém 40 materiais diferentes, mas apenas 14 deles (correspondentes a 42% do peso total do aparelho) têm fontes éticas e sustentáveis. E, dessas 14 matérias-primas, apenas 70% vêm de fontes recicladas ou de comércio justo. A mineração das terras raras empregadas pela Fairphone e pelas outras fábricas de telefones celulares causa impactos ambientais significativos e pode ocasionar contaminação do ar, da água e do solo. Especialistas afirmam, em uma avaliação independente, que a Fairphone poderia aumentar seu nível de sustentabilidade buscando maior quantidade de materiais de fontes justas e certificadas, além de fabricar celulares que possam receber upgrades, além de serem consertados. Van Abel afirma que a empresa já ampliou de oito para 14 o número de materiais oriundos de fontes éticas e sustentáveis e os planos são de aumentar ainda mais esse número. "Nós nos concentramos nos 14 materiais com maior necessidade de melhoria e maiores oportunidades de beneficiar as pessoas e o planeta", explica ele. Celular quebrado, geladeira queimada: como mandar eletrônicos para a reciclagem Uma das ambições da Fairphone é melhorar as condições éticas de trabalho em toda a cadeia de fornecimento. A empresa social começou pelo ativismo, com uma campanha em 2009, promovendo a consciência sobre os conflitos da mineração na República Democrática do Congo (RDC). Atualmente, a Fairphone compra estanho e tântalo certificados e livres de conflitos de minas na RDC e trabalha junto aos fabricantes para garantir condições justas de trabalho nas minas e nas fábricas, segundo van Abel. Ele também afirma que todos os trabalhadores recebem salários dignos. Mas, apesar das ambições, a Fairphone ainda é um participante pequeno do mercado de telefones celulares. Desde o seu lançamento, a empresa vendeu cerca de 550 mil aparelhos. Em termos de comparação, em 2022, foram vendidos em todo o mundo mais de 232 milhões de iPhones. Mas van Abel afirma que a Fairphone está tentando provar que é possível para as companhias vender telefones celulares sustentáveis e ainda ter lucro. Diferenças de custo O preço da sustentabilidade é alto. O modelo mais recente da Fairphone custa 699 euros (cerca de R$ 3,7 mil). Um dos motivos é o fato de que a Fairphone precisa fabricar tudo sozinha, segundo van Abel. "Nós mesmos fazemos todas as atualizações de software porque nenhuma empresa do mundo apoia telefones com longa vida útil", ele conta. "É necessário muito investimento para podermos fazer o que queremos." Mas a assistência técnica do Fairphone é mais barata que a dos concorrentes. Uma bateria nova para o Fairphone 5 custa US$ 49 (cerca de R$ 240), em comparação com os US$ 99 (cerca de R$ 480) cobrados pela Apple para substituir a bateria de um iPhone 15 e os US$ 135 (cerca de R$ 660) da Samsung para o Galaxy S23. Substituir a tela de um Fairphone custa US$ 112 (cerca de R$ 550), contra US$ 359 (cerca de R$ 1.750) da Apple e US$ 297 (cerca de R$ 1.450) da Samsung. A Fairphone também mantém um programa de reciclagem para smartphones que não possam mais ser consertados. Mas, normalmente, apenas 30-50% dos materiais podem ser recuperados no processo de reciclagem. A empresa considera a reciclagem como o último recurso. "Você quer reutilizar todos os componentes", explica van Abel. "A última coisa que você quer fazer é reciclar... por isso, nós nos concentramos tanto na durabilidade." Como ocorre com muitos outros aparelhos eletrônicos modernos, a reciclagem dos smartphones é difícil porque eles contêm até 70 elementos diferentes. E também não é fácil separar, durante o processo de reciclagem, aparelhos finos e compactos que são colados. O telefone celular da Fairphone pode ser customizado e consertado pelos próprios usuários. GRIESHAM TAAN via BBC "Nós temos a compreensão instintiva de que a tecnologia e os aparelhos eletrônicos não são [feitos] para quebrar... que eles são preciosos", afirma Cat Drew, chefe de design do Design Council, no Reino Unido. Ela é também a líder da iniciativa de sustentabilidade Design for Planet. "É por isso que muitos de nós nos apegamos a três ou quatro celulares antigos que poderiam muito bem estar em um museu", prossegue Drew. "Não conseguimos nos desfazer deles porque sabemos que eles são valiosos." Uma estimativa do setor indica que até cinco bilhões de telefones celulares podem estar sem uso em gavetas de todo o mundo. O design da maioria dos smartphones evita que as pessoas os consertem para usá-los pelo máximo de tempo possível, segundo Drew. Os telefones celulares não são projetados de forma modular, para que sejam desmontados facilmente. Além disso, as pessoas preferem aparelhos muito finos e compactos, de difícil separação. O custo de reparo dos aparelhos eletrônicos também pode ser "proibitivo". "Consertar a tela de um laptop pode sair mais caro do que comprar um aparelho novo", segundo ela. Mas fabricar smartphones que possam ser consertados não é um "desafio tecnológico", segundo Joe Iles, da Fundação Ellen MacArthur, uma organização sem fins lucrativos que busca facilitar a transição para a economia circular, com a reutilização e reciclagem de produtos e materiais ao máximo possível. Iles afirma que a tecnologia de produção de telefones celulares que podem ser consertados já existe e que as principais marcas estão começando a adotá-la. É preciso mudar o modelo O modelo atual de venda de aparelhos como smartphones tem como objetivo incentivar os clientes a atualizar seus aparelhos a cada dois anos, o que ocorre frequentemente muito antes da vida útil para a qual eles são projetados. Mas novas leis garantindo o direito à assistência técnica estão sendo criadas na Europa e nos Estados Unidos para mudar esta situação. Em fevereiro de 2023, a Nokia lançou seu primeiro smartphone que pode ser consertado pelos próprios clientes, substituindo peças quebradas com orientações de conserto disponíveis online. Já a Apple começou a publicar manuais de assistência técnica online e abriu uma loja de reparos por autoatendimento. Nela, os clientes podem comprar peças de reposição da Apple e alugar ou comprar ferramentas para ajudá-los a consertar aparelhos quebrados. Mas o esquema de reparos da Apple foi criticado por ser muito restritivo. Os clientes precisam fornecer um número de série único que deve coincidir com a peça específica do aparelho. A peça só pode ser substituída se coincidir remotamente com o aparelho, utilizando software fornecido pelo fabricante. O verdadeiro desafio é alterar o modelo comercial da indústria eletrônica, segundo Iles. Celular antigo ou com defeito? Faça o teste e descubra se está na hora de trocar de aparelho "A forma como fabricamos, vendemos e transportamos os produtos... essas cadeias de fornecimento passaram por décadas de otimização", explica ele. "Romper [esse modelo comercial] ou fazer algo que o contradiga, às vezes, é difícil de imaginar e é incerto que as empresas realmente invistam nisso." Outro obstáculo é o marketing. "Todo o modelo comercial é baseado no crescimento e na venda de mais telefones", afirma van Abel. "O marketing é muito bom para vender coisas de que, na realidade, não precisamos." "Muitas pessoas ainda ficam muito animadas com o lançamento de um novo telefone celular", afirma Iles, "mas é um enorme desperdício comprar um novo todos os anos, só porque a câmera tem alguns megapixels a mais e o tamanho da tela é um pouco diferente." É preciso haver um modelo comercial que incentive as pessoas a consertar seus celulares, prossegue Iles. Ele acrescenta que isso poderia ser conseguido se as empresas oferecessem aos clientes garantias mais longas para os aparelhos eletrônicos ou fornecessem peças de reposição, como telas e baterias. Adotar um modelo de assinatura de aparelhos eletrônicos também poderia incentivar as empresas de tecnologia a priorizar a sustentabilidade, segundo Drew. "Não é questão de vender cada vez mais, mas de projetar produtos que durem e possam ser consertados." Este modelo já é adotado para roupas, segundo ela, em referência ao grande número de plataformas de aluguel, que vem ajudando a indústria da moda na transição para uma economia mais circular. "Imagine se fizéssemos isso para máquinas de lavar e para todo tipo de eletrodomésticos", sugere Drew. Mas isso iria exigir novas leis e regulamentações para ajudar a "nivelar o campo de jogo" e garantir que as empresas continuem a ter lucro com a adoção de um modelo mais sustentável, segundo ela. Legislação a caminho Diversos países europeus já trabalham para combater a cultura do descarte, facilitando para os consumidores a escolha de produtos que possam ser consertados e o reparo dos aparelhos quebrados. Em 2021, a França começou a rotular certos aparelhos eletrônicos – incluindo televisores, smartphones, máquinas de lavar, laptops e cortadores de grama – com uma avaliação da capacidade de reparo, com base em cinco critérios que determinam o preço e disponibilidade das peças de reposição e a facilidade para desmontar o aparelho. Na Suécia, os consumidores recebem incentivos fiscais para consertar roupas e aparelhos como máquinas de lavar roupas e pratos, além de bicicletas. E também há incentivos para que os consumidores consertem seus aparelhos nos Estados Unidos. O presidente norte-americano Joe Biden assinou recentemente um decreto destinado a oferecer aos consumidores dos Estados Unidos o direito de consertar seus próprios aparelhos eletrônicos. E os Estados da Califórnia, Nova York, Minnesota e Colorado criaram leis em 2023 que garantem o direito à assistência técnica. As leis exigem que os fabricantes forneçam aos consumidores peças e ferramentas adequadas por sete anos após a fabricação dos produtos, para que os usuários possam consertar seus próprios aparelhos. "Estão surgindo muitas leis que obrigam os fabricantes a mudar de comportamento", destaca van Abel. E ele espera que a Fairphone possa inspirar outras mudanças na indústria de telefones celulares, mostrando o que pode ser realizado. "Nosso principal objetivo é tornar toda a indústria de smartphones mais sustentável", defende ele. "Estamos aumentando a consciência em torno dos problemas da cadeia de fornecimento e criando soluções." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. Brasil é um dos cinco países que mais produzem lixo eletrônico no mundo

A revolução dos hologramas que pode estar cada vez mais próxima


Zoológico na Austrália aderiu à tecnologia para permitir interação maior com os animais. O Zoológico dos Hologramas de Brisbane, na Austrália, apresenta 50 criaturas diferentes aos seus visitantes Zoológico dos Hologramas via BBC Existe um zoológico na Austrália onde os visitantes desviam de elefantes correndo em debandada, espreitam-se entre as assustadoras mandíbulas dos hipopótamos e acariciam simpáticas girafas. Tudo isso é possível no Hologram Zoo – o Zoológico de Hologramas – aberto no início do ano em Brisbane, no leste da Austrália. Ele contém 50 exposições simuladas da vida real de animais como dinossauros e gorilas, desenvolvidas a laser. Seu criador afirma que este é o parque temático animal mais futurista do mundo e que sua tecnologia nunca havia sido usada antes, em nenhum outro lugar. "Existem muitas risadas, muitos gritos... mas, quando passa a baleia de 30 metros, por alguma razão, todos ficam em silêncio como se estivessem em êxtase, reverenciando aquela magnífica criatura", conta Bruce Dell, executivo-chefe da empresa Axiom Holographics e criador do Hologram Zoo. A técnica é um truque digital, que ludibria o cérebro para que ele veja algo que, na verdade, não está ali. "Você projeta no ar um objeto que parece real, porque você o observa de todos os ângulos diferentes possíveis à medida que anda em volta dele", explica Dell. "Você usa a luz do laser e nós projetamos esses objetos no ar." "Os animais vêm até a sala, andam através do túnel e você os toca como no cinema. Você está vendo um animal feito de luz à sua frente. Você sai, estende a sua mão e acaricia um leão", por exemplo. O sistema holográfico do zoológico detecta a posição de todos os visitantes no interior da sala Zoológico dos Hologramas via BBC O show de hologramas utiliza uma nova tecnologia de "profundidade" que faz com que os animais pareçam grandes. As imagens em movimento ganham vida graças a um projetor de laser que contém cristais e permite que óculos simples usados pelos visitantes separem os campos de luz. Basicamente, existe um aparelho que sabe onde cada pessoa está dentro da sala, criando uma experiência virtual específica. E os shows de hologramas também contam com tecnologia sensorial, que permite aos visitantes sentir o aroma das flores e das árvores. A tecnologia que ilumina o parque temático da Axiom Holographics em Brisbane começa a brilhar por toda parte. Dell contou à BBC que sua empresa já firmou contratos com a gigante aeroespacial Airbus e com a empresa norte-americana Honeywell, sem falar na construção de um aquário com hologramas para um hotel de luxo de propriedade de Bill Gates, nas ilhas Maldivas. O fundador do Hologram Zoo afirma que está repensando o setor, ao cortar custos e aumentar a qualidade. Para isso, seus componentes são produzidos em uma fábrica construída especificamente com este propósito no Estado australiano de Queensland. "Todos estão esperando a revolução dos hologramas", explica Dell. "É algo que vemos na ficção científica e que já deveríamos ter disponível. Mas os hologramas sempre foram muito caros. Nós acreditamos que algo podia ser feito para torná-los muito mais baratos." "Os hologramas normalmente consomem imensos níveis de poder de computação. Você costuma ter 10 computadores agrupados para produzi-los. Com o nosso bom conhecimento sobre como funciona a gestão de memória dos computadores, conseguimos elaborar algoritmos que reduzem os hologramas para apenas um computador", ele conta. O avanço da tecnologia Na capital australiana, Canberra, outra corrida está em andamento, rumo à reimaginação dos conceitos holográficos. Pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália (ANU, na sigla em inglês) afirmam que estão rompendo com antigas leis da física que usam lentes e espelhos para difundir a luz. A equipe da ANU está fazendo experiências com a metaóptica, ou nanofotônica. Quando os feixes de luz passam sobre metassuperfícies minúsculas, com apenas alguns milímetros de tamanho, eles podem manipular as ondas – como em uma lente tradicional, mas em escala muito menor. "Estamos tentando antecipar o futuro dessas tecnologias. Quando conseguirmos miniaturizar esses lasers para colocá-los em um pequeno aparelho portátil, daremos um salto", afirma o professor Dragomir Neshev, da Escola de Pesquisa em Física da ANU. "No momento, tudo se baseia na mesma posição onde estavam os hologramas no início dos anos 1960 e 1970", segundo ele. As metassuperfícies poderão transformar óculos de leitura em lentes com visão noturna, substituir exames de sangue por testes de respiração para diagnóstico e nos informar quando os alimentos na geladeira estragarem. Neshev acredita que as técnicas holográficas poderão ser "transformadoras" para a medicina e que elas ajudarão a orientar os cirurgiões no interior do corpo do paciente em nível celular, com imagens em tempo real. As técnicas holográficas também inspiraram o que é descrito como "colaboração de primeiro mundo" entre a psicologia e o teatro na Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT, na sigla em inglês). LEIA MAIS: Cybertruck: como é o carro quase 'inquebrável' de Elon Musk que começou a ser vendido nos EUA Elon Musk acusa de chantagem empresas que anunciam no X Alex é uma peça teatral com uma hora de duração sobre uma criança que perdeu seu pai. Ela narra as tentativas da menina de encontrá-lo e sua jornada pelo autoconhecimento. A peça inclui uma forte mensagem sobre saúde mental. Seus produtores afirmam que é uma "intervenção clínica artística para pessoas com transtornos alimentares". "Alex se parece muito com uma peça tradicional, como em qualquer outra ida ao teatro, até aparecer a imagem holográfica", afirma o autor da peça, Shane Pike, da Escola de Prática Criativa da QUT. "Parece mais o filme Uma Cilada para Roger Rabbit – atores reais e animações habitando o mesmo espaço teatral." "A tecnologia empregada para criar Alex é surpreendentemente simples e complicada, ao mesmo tempo", ele conta. "Basicamente, trata-se de realidade aumentada sem a necessidade de usar aparelhos vestíveis, óculos ou aparelhos inteligentes para que a imagem apareça na tela." Alex é o personagem holográfico da peça teatral criada pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália Universidade de Tecnologia de Quessnland via BBC Enquanto os hologramas criam um mundo totalmente virtual, a realidade aumentada da QUT usa uma tela de efeitos especiais, chamada Hologauze, para trazer os personagens virtuais para o palco. "É um material especial que parece invisível a olho nu, mas, quando é iluminado por uma imagem dos nossos projetores de alta potência, ela é capturada pela tela e aparece como um personagem materializado", explica o Dr. Pike. "Nós conectamos as animações com tecnologia de captura de movimentos a um ator real nos bastidores." Os pesquisadores australianos esperam, um dia, criar hologramas em movimento como se fossem vivos a partir de uma tela de telefone celular. Bruce Dell produziu recentemente um show de hologramas de dinossauros no Museu Australiano, em Sydney. Ele prevê um futuro onipresente para os hologramas, incluindo hambúrgueres e pizzas flutuantes nos restaurantes de fast food e joias virtuais em 3D para atrair compradores nas joalherias. "Nós falamos com frequência sobre revoluções tecnológicas – televisão, carros, telefones celulares, lâmpadas – e agora a pergunta é: 'qual é a próxima?'" "Bem, a imprensa vem nos dizendo, a ficção científica vem nos dizendo há anos, que a próxima é a revolução holográfica, com hologramas por toda parte", prevê Dell. CONFIRA TAMBÉM: A mãe que denunciou o uso da foto de sua filha como meme R$ 24 mil de salário: a carreira em TI que deve bombar em 2024 VÍDEO: os primeiros testes de 'carros voadores' em Nova York Veja dicas para começar na carreira de TI: Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor Programação em alta: veja como começar no setor  5 dicas para começar na carreira de TI

sábado, 2 de dezembro de 2023

Avó ouve horas de salmos na voz de Cid Moreira, 'estraga' retrospectiva do neto no Spotify e se emociona ao receber mensagem do jornalista


Ao todo, Dona Maria escutou o áudio do jornalista por mais de 1.500 minutos. Salmos, na voz de Cid Moreira, foi o áudio mais ouvido no streaming do gaúcho Guilherme, por causa da avó. Reprodução/Spotify/Guigo/X A retrospectiva de fim de ano no Spotify foi uma surpresa para o gaúcho Guilherme, o Guigo, de 26 anos. No lugar de seus artistas favoritos, a voz mais ouvida no streaming do jovem foi a do jornalista Cid Moreira. O motivo? A rotina da avó dele, a Dona Maria. Initial plugin text Desde que ganhou uma Alexa dos filhos, ela escuta todos os dias pela manhã e à tarde o Salmo 91, na plataforma de streaming, na voz de Cid Moreira. Ao todo, Dona Maria ouviu o áudio do jornalista por mais de 1.500 minutos. Mensagem de Cid Initial plugin text A notícia chegou até o dono da voz mais presente no dia a dia de Dona Maria. Cid Moreira gravou, então, uma mensagem para a fiel ouvinte. "[Guigo], agradeço à sua avó pelos 1.511 minutos que ela passou ouvindo o 'Salmo 91', narrado por mim. Um beijo para todo mundo e para a sua vozinha", disse o jornalista. Dona Maria recebeu a mensagem com surpresa. "Que felicidade, que alegria está me dando", respondeu. "É um prazer. Todos os dias de manhã, duas vezes, eu ouço o mesmo salmo. (...) Ver teu rosto falando e agradecendo para mim foi uma vitória muito grande. Te agradeço de coração", continuou. "Estou até emocionada. Pode estar certo de que, enquanto eu tiver vida, eu vou pedir para rezar todos os dias essa mesma quantidade", concluiu Dona Maria.

Cybertruck: como é o carro quase 'inquebrável' de Elon Musk que começou a ser vendido nos EUA


Com dois anos de atraso e mais cara do que o previsto, picape elétrica da Tesla começou a ser entregue a clientes nos Estados Unidos. Versão mais barata custa o equivalente a R$ 300 mil. A Tesla, empresa de carros elétricos do bilionário Elon Musk, entregou na última quinta-feira (30) as primeiras unidades da Cybertruck, picape elétrica conhecida por ser quase "inquebrável". O modelo tinha sido anunciado em 2019, mas só agora ficou disponível para clientes nos Estados Unidos. O feito acontece com dois anos de atraso e com preços mais altos do que o previsto inicialmente: o modelo mais barato custa US$ 60.990 (cerca de R$ 300 mil), enquanto, em 2019, a empresa afirmava que as versões partiriam de US$ 39.900 (R$ 195 mil) – veja a comparação e fotos ao final. Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Segundo a Tesla, a Cybertruck é à prova de balas. A montadora diz que o que garante a resistência do carro é o seu acabamento em um aço inoxidável ultra-duro que ajuda a reduzir marcas de desgaste e corrosão. Segundo a agência France Presse, um artigo da revista The American Prospect aponta que o material usado no veículo pode oxidar e, devido à sua rigidez, pode ser fatal em acidentes automobilísticos. A empresa de Musk diz que o vidro do carro suporta o impacto de uma bola de beisebol arremessada a uma velocidade de 112 km/h. Ao entregar as primeiras unidades, a montadora fez um teste e lançou uma bola sem tanta rapidez. Initial plugin text A demonstração foi menos arriscada do que a de 2019, quando o modelo foi apresentado. Na ocasião, o designer-chefe da empresa, Franz von Holzhausen, jogou uma pequena bola de ferro contra o veículo, que acabou ficando com a janela trincada. "Jogamos chaves inglesas, jogamos todo tipo de coisa, jogamos uma máquina de lavar e não quebrou. Por algum motivo, um pouco estranho, quebrou esta noite, não sei por quê", disse Musk, na ocasião, de acordo com a agência France Presse. Na quinta, o bilionário disse acreditar que a Cybertruck é o melhor produto já feito pela Tesla. "É muito raro que apareça um produto que seja aparentemente impossível", afirmou. "Será algo único nas estradas. Finalmente, o futuro parecerá com o futuro". Elon Musk ataca anunciantes após boicote ao Twitter: 'Vão se f...' Cybertruck ficou com a janela trincada após impacto de bola de ferro em evento da Tesla em 2019 Divulgação/Tesla A Cybertruck chama atenção por suas linhas retas e por sua aparência que não lembra muito picapes convencionais, mas o aparelho se posiciona nesta categoria. "Mais utilidade que um caminhão, mais rapidez que um carro esportivo", promove a Tesla. O visual é inspirado em veículos do filme "Blade Runner: O Caçador de Androides" e no modelo anfíbio 'Wet Nellie' visto em "007 - O Espião que me Amava" da saga James Bond, mas também lembra carros de "Mad Max: Estrada da Fúria". VÍDEO: como foi o novo teste da nave mais poderosa do mundo, criada por empresa de Musk Wet Nellie, veículo submarino que o agente James Bond no filme '007: O espião que me amava' REUTERS/Tim Scott A Cybertruck tem uma carroceria de 1.900 litros e, em suas versões mais potentes, consegue puxar cargas de até 4,9 toneladas. A versão All-Wheel Drive (tração nas quatro rodas) roda até 545 quilômetros com apenas uma carga, segundo a fabricante. A empresa vende uma bateria extra para aumentar o alcance e afirma que é possível recuperar quase metade da carga em 15 minutos de carregamento rápido. Analistas classificaram o Cybertruck como um projeto de alto risco em relação aos outros veículos da Tesla. "Vai atrair uma clientela mais rica que pode pagar o preço e quer algo que seja único e peculiar", disse, à Reuters, Jessica Caldwell, chefe de insights da empresa de pesquisa automotiva Edmunds. "Não é um grande segmento da população que pode pagar por isso, especialmente com as atuais taxas de juros", afirmou. A Cybertruck deve competir com picapes elétricas como a Ford F-150 Lightning (a partir de US$ 50 mil), Rivian R1T (a partir de US$ 73 mil) e Hummer EV (a partir de US$ 96 mil). LEIA TAMBÉM: Como tirar o 'online' do Instagram e usar o app sem ninguém saber Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla A picape da Tesla tem ainda central multimídia com duas telas: uma de 18,5 polegadas para a região frontal, e outra de 9,4 polegadas para os bancos traseiros. O modelo tem 15 alto-falantes que, segundo a fabricante, oferecem qualidade de estúdio. Com espaço para cinco pessoas, o carro também conta com um amplo teto de vidro. As primeiras unidades foram entregues na quinta, mas outros clientes devem começar a receber os carros apenas em 2024. Os primeiros da fila são os que pagaram US$ 100 (cerca de R$ 500) para reservar seu lugar e aceitaram pagar o valor total do veículo. Musk, cofundador e diretor-executivo da Tesla, disse que a produção do veículo vai acelerar até 2025, quando a empresa pretende passar a fabricar 250 mil unidades por ano. A Tesla diz que 1 milhão de pessoas já reservaram unidades da Cybertruck, o que faria as entregas do carro demorarem até quatro anos. Veja abaixo as diferenças entre as versões da Cybertruck. Cybertruck LEIA TAMBÉM: WhatsApp lança código secreto para proteger conversas; veja como usar O supercomputador brasileiro entre os mais rápidos do mundo R$ 24 mil de salário: a carreira em TI que deve bombar em 2024 Veja fotos da Cybertruck Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Drauzio Varella vendendo colágeno? Como deep fakes estão sendo usados para golpes


Com o uso de Inteligência Artificial (IA) se pode facilmente criar e adulterar áudios e vídeos com cada vez mais qualidade e semelhança ao original. Vídeos falsos dão a entender que pessoas como Drauzio Varella e Cláudia Raia estão incentivando compra de produtos BBC Aquele velho ditado “só acredito vendo” já não é o bastante nos dias atuais quando, graças ao uso de Inteligência Artificial (IA), pode-se facilmente criar e adulterar áudios e vídeos com cada vez mais qualidade e semelhança ao original. É preciso desconfiar dos conteúdos encontrados na internet e recebidos por aplicativos de mensagens. Prova disso, é um vídeo em que o médico Drauzio Varella aparece supostamente indicando gotinhas milagrosas para manter a pele jovem e bonita, que passou a circular no TikTok há pouco mais de uma semana. No vídeo, de quase 30 segundos, o médico aparece - em vários momentos sem que se veja a boca dele - narrando os benefícios do suposto medicamento enquanto fotos de pessoas famosas, que supostamente usam o produto, aparecem na tela. Apesar da voz ser muito semelhante à de Drauzio Varella, o vídeo é falso e se trata de uma montagem com uso de IA para clonar a voz do médico, que é colocada em um vídeo produzido por ele, mas que originalmente abordava outro assunto. O que é deep fake e como ele é usado para distorcer realidade E essa não foi a primeira vez. Por constantemente ter a sua a imagem atrelada a indicação de um remédio ou propaganda de algum produto, o médico publicou um vídeo em seu Instagram oficial explicando a situação. “Toda hora aparece na internet a minha imagem ou alguma coisa que eu teria dito em defesa de um tratamento especial ou de um medicamento para resolver problemas de saúde e você é jogado para um site onde te vendem alguma coisa. São falsários, gente que não presta. Um bando de bandidos que usa a imagem dos outros para tentar enganar as pessoas”, explicou o médico. “As coisas vão ficando mais sofisticadas, às vezes eles pegam uma frase que eu disse em um contexto que não tem nada a ver com aquele e recortam essa frase como se eu estivesse defendendo essas porcarias que eles vendem, que a gente não tem nem ideia do que é. Infelizmente não vai acabar e até vai piorar com a Inteligência Artificial, eles chegam a imitar a minha voz, eu defendendo um remédio qualquer”, acrescentou na publicação. Mariana Varella, filha do médico, ressalta que o pai não faz propagandas de medicamentos, que Drauzio fica preocupado com esses conteúdos usando sua imagem e que esse é um problema que ele considera de saúde pública. “O problema é que tem pessoas acreditando, comprando produtos totalmente desconhecidos. Não sabe o que tem dentro, qual a segurança dessas medicações, quem está vendendo. A gente ainda não entrou com processo nem nada disso, mas estamos estudando com os nossos advogados qual vai ser a melhor estratégia para isso”, diz Mariana. 'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada já existe 'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada já existe na vida real Após a BBC entrar em contato com o TikTok, o vídeo citado pela reportagem e o perfil que havia feito a publicação foram tirados do ar pela plataforma. No entanto, vários outros com o mesmo teor, permanecem disponíveis aos usuários. Questionado sobre os conteúdos inverídicos publicados, o TikTok explicou que usa uma combinação de tecnologia e profissionais para detectar aqueles que possam violar as diretrizes de comunidade. E que os conteúdos são removidos assim que identificados. “Nossas políticas de mídia sintética e manipulada deixam claro que não permitimos mídia sintética que contenha a imagem de qualquer pessoa real que não seja pública e não permitimos mídia sintética de figuras públicas se o conteúdo for usado para endossar ou violar qualquer outra política”, diz nota enviada pela plataforma. E acrescentou que vem testando ferramentas que permitem ao usuário identificar quando um conteúdo é criado por inteligência artificial. “Começaremos a testar um rótulo que indica quando um conteúdo é 'gerado por IA' que, eventualmente, planejamos aplicar automaticamente ao conteúdo que detectamos ter sido editado ou criado com inteligência artificial. Para aumentar a clareza em relação aos produtos do TikTok alimentados por IA, também renomeamos todos os efeitos de inteligência artificial do TikTok para incluir explicitamente 'IA' em seu nome e no rótulo de efeito correspondente, e atualizamos nossas diretrizes para que os criadores do Effect House façam o mesmo.” Alunos de colégio no Rio de Janeiro são suspeitos de usar IA para fazer nudes falsos de colegas Uso de IA para clonar a voz Conteúdos como esse são chamados de deep fake. Eles são produzidos em softwares que usam IA para recriar a voz de pessoas, trocar o rosto em vídeos e sincronizar movimentos labiais e expressões. Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e pesquisador do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) explica que, com o avanço da tecnologia e da Inteligência Artificial, é cada vez mais comum surgirem programas que conseguem reproduzir a voz de uma pessoa, criando frases completas e imitando até mesmo os trejeitos de fala dela e sotaque, caso tenha, em poucos minutos. Se tratando de pessoas famosas ou que tenham conteúdos disponíveis na internet, como no caso de Drauzio Varella, é ainda mais fácil fazer essa clonagem, já que a IA é usada para aprender com esses áudios e gerar novos arquivos com a voz clonada. “O primeiro passo é ensinar a voz para inteligência artificial, então você faz ela escutar alguns minutos. Quanto mais dados você tiver, melhor o resultado e a partir disso você pode escrever um texto - e a inteligência artificial vai recriar um áudio, com a voz da pessoa, falando aquilo que você escreveu”, explica Cortiz. Mas mesmo quem não é famoso ou não têm conteúdos disponíveis na internet também está sujeito a ter a voz clonada, já que para isso é necessário apenas poucos segundos de uma voz, como, por exemplo, um áudio enviado por aplicativo de mensagem. Distinguir se um conteúdo é verdadeiro ou criado pela tecnologia, segundo o especialista, é o desafio que o setor tem pela frente. Além disso, pode demorar para ser criada e regulamentada uma maneira de esses conteúdos serem diferenciados dos originais. “Existe um debate enorme a nível internacional sobre como fazer para identificar esse tipo de conteúdo sintético [criado por IA]. Uma estratégia é colocar uma marca d'água nesse conteúdo, mas não aquela marca visível ao olho humano, mas sim uma identificada pelos algoritmos, fazendo com que as plataformas consigam fazer esse rastreamento e não permita a disseminação de conteúdos falsos”, explica. Especialistas ouvidos pela BBC são unânimes em dizer que é preciso ter cautela quanto ao avanço dessa tecnologia e que as regras para o seu uso deveriam existir global e localmente. Também é preciso encontrar um equilíbrio entre promover a inovação e proteger os interesses públicos para que essa tecnologia não se torne uma arma nas mãos de golpistas e até mesmo de disseminadores de notícias e informações falsas. Alunos de uma escola no Rio de Janeiro criam e compartilham falsos nudes com a ajuda de inteligência artificial Projetos em tramitação O projeto de Lei 2338/23 de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG) tramita no Senado e dispõe sobre o uso da Inteligência Artificial no país e quais diretrizes deverão ser seguidas. Entre seus fundamentos, o projeto visa garantir a “confiabilidade e robustez dos sistemas de inteligência artificial e segurança da informação”, garantindo que o usuário saiba claramente quando ele está interagindo ou consumindo um conteúdo criado com o auxílio dessa tecnologia. “O uso de IA precisa ser analisado com cautela e de forma ampla, analisando os riscos que essa tecnologia pode gerar nos mais diversos setores como saúde, transporte e administrativo, por exemplo. Para se criar regulamentações é necessário olhar para a tecnologia como um todo e ter dados que comprovem que a IA é confiável”, diz Estela Aranha, secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Mas esse não é o único projeto que trata do assunto que vem sendo analisado. O Projeto de Lei 4025/23 exige autorização expressa das pessoas envolvidas para o uso de imagens e de obras por sistemas de inteligência artificial (IA). O documento aborda o uso dessa tecnologia para recriar imagens e a voz de pessoas falecidas e propõe que esse mecanismo só poderá ser usado com autorização de parentes próximos, como cônjuge, filhos e pais. No caso das obras, o texto garante que cabe ao autor autorizar a utilização do conteúdo para treinamento de sistemas de IA e estabelece que obras produzidas com o uso dessa tecnologia não gera direitos autorais. Elis Regina aparece cantando ao lado da filha Maria Rita Para Cortiz, estabelecer regras para controlar o uso desses programas é uma tarefa complexa, uma vez que a própria tecnologia da IA ainda passa por transformações. “Hoje há um desafio não só de regulação, mas um desafio técnico no desenvolvimento desse tipo de método para marcação e identificação desses conteúdos criados por IA que funcione em todas as modalidades – áudio, vídeo, texto e imagem – e que seja reconhecido em todas as plataformas. Isso é um desafio global”, diz o professor. Gustavo Tadeu Zaniboni, presidente da Coordenação de Inteligência Artificial da Associação Brasileira de Governança Pública de Dados Pessoais, analisa que mesmo com a regulamentação, as deep fakes não deixarão de existir e já fazem parte do mundo atual. “A pessoa que quer usar a IA para aplicar golpes e enganar outras pessoas vai continuar fazendo. O uso da marca d'água não vai resolver porque essas pessoas vão arrumar uma maneira de burlar isso”, diz. Ainda segundo Zaniboni, uma maneira eficaz de inibir as deep fakes é a identificação e punição de quem produz, vincula e até mesmo compartilha esse tipo de conteúdo. “No vídeo do Drauzio Varella, por exemplo, podemos enxergar indícios de estelionato e uso da imagem dele sem autorização. Mas, precisamos criar punições próprias para esse tipo de situação que usa a ferramenta da inteligência artificial. Para punir essas pessoas, as solicitações de dados na hora de abertura de uma conta em um aplicativo devem ser mais rigorosas e obrigatórias”, acrescenta. Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais Drauzio não foi o único Celebridades como Ivete Sangalo, Ana Maria Braga e Xuxa também foram vítimas de deep fake e tiveram suas vozes clonadas e inseridas em vídeos em que supostamente elas indicam colágenos para a pele. Nesses casos, a tecnologia foi usada também em fotos para envelhecê-las, deixando as personalidades com mais rugas e marcas de expressão e, assim, fazer um comparativo mostrando que o produto realmente funcionaria. O jornalista William Bonner, âncora do Jornal Nacional, também foi vítima de deep fake BBC Em outra situação, o jornalista William Bonner, âncora do Jornal Nacional, também foi vítima de deep fake. Em um vídeo de poucos segundos, que circula nas redes sociais, o âncora aparece dizendo: "O encontro de dois bandidos". A gravação corta para imagens do presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, se abraçando, com a narração do jornalista: "Perdão, imagem errada. A imagem seria de outro ladrão, digo, de um ladrão de verdade”. Também foi comprovado que o material se trata de uma montagem feita com o uso dessa tecnologia. Como identificar um deep fake ao vivo

Aspirador-robô: g1 testa 3 modelos que limpam a casa mais de uma vez


Modelos com pano "seco" não limpam direito, mas aspiram bem. Já o com tanque de água vai deixar um rastro úmido pela casa – e isso parece bom. Veja os resultados. Guia de Compras: aspiradores-robô Wagner Magalhaes/g1 No terceiro ano seguido de testes com aspiradores-robô, a principal novidade é que a bateria dos assistentes domésticos dura cada vez mais, permitindo limpar o lar diversas vezes. Porém ainda não é aquele produto que faz uma limpeza profunda da casa. Limpar de verdade, só com um aspirador convencional e um mop ou pano úmido por todo lado. Mas o robozinho adianta muito a vida de quem tem criança ou pets que sujam a casa de maneira constante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp O Guia de Compras testou três aspiradores-robô lançados em 2023 que varrem e “passam pano” na casa, dois a seco e um com tanque de água. Veja o teste de aspiradores-robô feito em 2022 e o de 2021. Os produtos avaliados foram: Electrolux ERB10 Home-e Speed Mondial Fast Clean Advanced RB-04 Kabum! Smart 700 Os preços dos aspiradores iam de R$ 600 a R$ 1.500 nas lojas da internet consultadas no final de novembro. Veja os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. Electrolux ERB20 Home-e Speed O Electrolux ERB20 Home-e Speed é o aspirador-robô mais barato da lista, sendo vendido na faixa de R$ 700 nas lojas on-line pesquisadas em novembro. Ele é um modelo bastante básico: não tem uma base para carregar a bateria, como os outros concorrentes do teste, nem recursos sofisticados como mapeamento de ambiente com um sensor laser ou wi-fi. A recarga da bateria é feita direta com o carregador ligado ao produto. O fato de ser simples não significa que ele seja pouco eficiente. O aparelho limpou o apartamento de 40 metros quadrados com apenas uma carga na bateria. A fabricante indica uma duração de bateria de 2h20 minutos, o que é condizente com os testes. A recarga dura em torno de 5 horas. O controle remoto permite iniciar e pausar o processo de limpeza, além de direcionar o robô de forma manual usando setas de navegação. São apenas 3 modos de limpeza: foco (para limpar uma área específica), aleatório (sai por aí sem muito sentido) e zig-zag (indo e voltando), que saem limpando a casa toda. Só que, pela simplicidade do produto, ele não sabe quando encerrou a faxina e precisa parar de limpar. O robô da Electrolux subiu e limpou bem o tapete e não caiu do degrau. Porém, próximo à entrada do banheiro, o modelo não subiu o desnível para tentar explorar um novo ambiente. Por conta da sua altura menor – 7 cm – conseguiu entrar embaixo de móveis que os modelos da Mondial e da Kabum, mais altos, não limparam. Electrolux embaixo de móvel Henrique Martin/g1 Vale notar que o aspirador-robô da Electrolux tem apenas as duas escovas laterais, que jogam a sujeira para o meio do produto, onde está o aspirador. O modelo da Mondial também é assim – o da Kabum, mais caro, vem com uma escova central que auxilia a pegar mais resíduos. Electrolux e Mondial vistos por baixo: um pano seco para usar de mop Henrique Martin/g1 O modelo permite encaixar um pano de microfibra embaixo do robô, utilizando uma base com velcro. Só que esse acessório é indicado apenas para limpeza a seco, sem umedecer ou usar com algum produto de limpeza. No fim do processo com o pano, ele até pega mais um pouco de sujeira, só não substitui um mop ou pano com rodo. O compartimento de limpeza é o de menor capacidade entre os três aspiradores do teste. Tem apenas 220 ml, que enchem rápido após uma limpeza diária e requer limpeza com maior frequência. Esse compartimento inclui um filtro HEPA (que retém 99,9% de ácaros e bactérias), também fácil de remover para limpar e lavar. A fabricante indica que o aspirador-robô emite 70 decibéis de ruído – algo entre um bebê chorando e um cachorro latindo. É o ruído mais alto entre os três aspiradores-robô. Vale notar que, dos três modelos do teste, o da Electrolux foi o único que gerou um barulho estranho vindo das rodinhas em um piso vinílico – como se fosse um tênis se arrastando em uma quadra de basquete. Mondial Fast Clean Advanced RB-04 O Mondial Fast Clean Advanced RB-04 é um aspirador-robô simples, mas com mais recursos na comparação com o concorrente da Electrolux: vem com base para carregar a bateria e um compartimento de maior capacidade (330 ml). Porém não tem conectividade wi-fi ou mapeamento de ambiente com laser, como o modelo da Kabum. O aspirador era vendido na faixa de R$ 1.200 nas lojas da internet em novembro. O visual do Mondial é bastante parecido com o da Electrolux, com uma tampa central que se abre para abrigar o recipiente de sujeira com filtro HEPA. O aparelho conta com quatro modos de limpeza: manual (com as setas do controle remoto), automático, aleatório e “power” – este último aumenta a sucção e passa mais vezes pelo local. Deu para limpar o apartamento por duas vezes com uma carga na bateria. O modelo retorna sozinho para a base quando a bateria está fraca. A Mondial diz que a bateria do produto aguenta 1h30 – é a menor entre os três modelos. A recarga durou cerca de 5 horas. Como o robô da Electrolux, o da Mondial também limpou bem o tapete e não caiu do degrau. E não tentou entrar no banheiro escalando o pequeno desnível entre os cômodos. Mondial limpando o tapete Henrique Martin/g1 O aspirador-robô é um pouco mais alto que o da Electrolux, com 8,5 cm de altura. Entrou embaixo do sofá, mas não de outros móveis mais próximos ao chão. O pano para encaixe na parte inferior também é feito apenas para limpeza a seco. A fabricante diz que isso é um mop, mas ele não executa essa função. Como no Electrolux, ele só recolheu uma camada extra de sujeira no chão, sem usar água. O ruído do Mondial é o menor dos três modelos, com 62 decibéis – contra 70 da Electrolux e 65 do Kabum. Foi o primeiro robô testado que não incomodou a gata da casa em três anos de avaliações. Kabum! Smart 700 O Kabum! Smart 700 é o aspirador-robô mais avançado e caro dos modelos do teste. O produto era vendido por R$ 1.500 em novembro nas lojas da internet. Vale notar que o item é importado pela loja Kabum e vendido com seu nome. Tem sistema para mapear a casa, conexão ao wi-fi para controle via aplicativo e um tanque adicional para colocar água e passar pano úmido por todo lugar. Mas não conseguiu limpar um tapete. Como o aspirador-robô não tem controle remoto, é preciso usar um app (Kabum Smart) para configurar e utilizar o produto. O Smart 700 se diferencia dos concorrentes por ter uma escova central embaixo que ajuda na aspiração, além das duas escovas laterais que “varrem” a sujeira para o meio. O compartimento de sujeira também é o maior dos três modelos do teste, com capacidade para 600 ml de poeira. O produto também conta com um segundo recipiente para usar o modo mop, que permite armazenar 350 ml de água. Na primeira limpeza, o aspirador-robô vai mapear o ambiente, identificando obstáculos. Desse modo, ele consegue fazer uma limpeza mais eficiente que a dos concorrentes, já que “sabe" o tamanho do local e por onde já passou. O app permite ajustar o nível de sucção que o aspirador vai ter – de fraco a forte – e o volume dos alertas. E checar se os acessórios (filtros, escovas, cerdas) precisam ser limpos ou repostos. A fabricante diz que a bateria dura 2h20. Com o aspirador-robô configurado no modo padrão (sucção média), o produto conseguiu limpar a casa por completo duas vezes – uma como aspirador e uma como mop, restando 40% de carga (outro dado vindo do aplicativo). O processo de limpeza foi bom. O produto tem 5 modos de aspiração (zigue zague, cantos, ambientes dedicados, ponto específico e limpeza umedecida). Porém, um problema ocorreu mais de uma vez. Todo momento que o robô da Kabum subia em um tapete (colorido, em tons de azul, branco, cinza e preto), ele soou um alerta para limpar os sensores antiqueda embaixo do produto. O mesmo erro ocorreu ao limpar a área de serviço, que tem um tapete preto emborrachado. Ao remover os tapetes, o aspirador-robô funcionou. Relatos na internet informam um problema similar com o produto. Na função mop, basta remover o compartimento de sujeira e inserir o de água, já cheio. O Kabum limpou muito bem a casa e deixou o piso úmido por bastante tempo. Aspirador-robô da Kabum limpando a cozinha Henrique Martin/g1 A fabricante informa que não é recomendável usar produtos de limpeza no recipiente e que esse acessório deve ser removido e limpo ao final do processo. Mop e recipiente do aspirador Kabum removidos após limpeza Henrique Martin/g1 Por conta do sensor laser no topo do aspirador, que realiza o mapeamento de ambiente, o modelo da Kabum é mais alto que os concorrentes, com 9,6 cm de altura. Entrou embaixo do sofá, mas não de outros móveis. O nível de ruído do aspirador-robô é intermediário na comparação com os outros modelos do teste, com 65 decibéis. Conclusão MELHOR RELAÇÃO CUSTO/BENEFÍCIO: pelo preço, o aspirador-robô da Electrolux é imbatível para quem precisa de um modelo realmente simples. Porém, a ausência da base carregadora é um ponto negativo para esse produto – já que é preciso lembrar sempre de carregar o robô na tomada. FUNCIONA PASSAR PANO? Os aspiradores-robô com essa função passam um pano de microfibra seco ou úmido pelo ambiente — os que têm reservatório de água conseguem manter o pano molhado por bastante tempo. Os modelos da Electrolux e Mondial, apenas com pano seco, parecem mais ser uma solução paliativa – não é a mesma coisa que um pano úmido e com mais água, como ocorreu no da Kabum, que realmente limpou o chão. DE QUAL RECURSO NAO SE DEVE ABRIR MÃO? O controle remoto ou outro tipo de comando (aplicativo, voz). E todos os modelos do teste têm ou controle ou app. DÁ PARA DEIXAR O ROBÔ SOZINHO? Sim, mas é muito mais fácil com aparelhos mais caros, que mapeiam o ambiente e têm sensores que indicam que a limpeza está completa. Entre os produtos do teste, apenas o da Kabum consegue cumprir esses requisitos. Os demais podem se deparar com pontos (como vãos entre paredes e móveis ou entre as pernas de mesas pequenas) de onde não conseguem sair sem "bater" bastante a "cabeça", o que pode significar demora na limpeza e maior consumo da bateria. O modelo da Mondial, ao final da bateria, voltou sozinho à base. O da Kabum, ao encerrar a limpeza. O da Electrolux só encerrou a faxina quando o ambiente já estava limpo, de forma manual. O BATE-BATE DANIFICA MÓVEIS? Não. Os aspiradores-robô têm um para-choque frontal que "tateia" o caminho dando batidinhas em paredes e móveis, mas a maioria tem ao menos uma tirinha de borracha para amenizar o atrito. QUALQUER PESSOA PODE USAR? Sim. Os modelos mais básicos, com controle remoto, podem ser operados por qualquer pessoa, mesmo sem muito conhecimento de tecnologia. Os mais caros, com comandos de voz e conectividade wi-fi, podem ser mais confusos para configurar pela primeira vez. A vantagem é que os modelos conectados podem ser programados, via aplicativo, para limpar a casa todos os dias em horário programado. COMO FOI FEITA A AVALIAÇÃO: Os aspiradores-robô foram testados de forma amadora. Foram levados em consideração a facilidade de uso, de limpeza, acessórios incluídos e recursos adicionais, além da qualidade da limpeza. O Guia de Compras solicitou aspiradores-robô lançados em 2023 aos fabricantes. A Xiaomi não enviou um aparelho. A WAP enviou o modelo Robot W400, que não estava disponível nas lojas on-line consultadas no final de novembro. Quando o produto estiver à venda, a reportagem será atualizada. Os produtos foram enviados por empréstimo pelas fabricantes e serão devolvidos. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. 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Como tirar o status 'online' do Instagram e usar o aplicativo sem ninguém saber


Recurso oferece mais privacidade para navegar na rede social. Mas lembre-se: se ele é desativado, você também não pode ver se outras pessoas estão online. Instagram permite tirar o status 'online' Arquivo Pessoal É comum que algumas pessoas prefiram manter a privacidade ao acessar as redes sociais. Afinal, a partir de recursos simples, outros usuários podem obter informações pessoais importantes. O status "online" do Instagram é um exemplo: com ele, outras pessoas podem acompanhar se você está usando a rede, além de verificar se sua conta está ativa ou não. Se você é do grupo dos que se sentem desconfortáveis com essa exposição, lá vai uma dica: o recurso pode ser desativado. Dessa forma, o seu status será invisível para os outros usuários. Abaixo, o g1 mostra o passo a passo para desativar o status "online" no Instagram, no celular e no computador. ⚠️ Mas atenção: assim que a informação for removida, você também deixará de saber se outras pessoas estão online ou não. 📱 No celular Abra o seu perfil no Instagram; No lado direito superior, toque no ícone de três linhas; Clique em "Configurações e privacidade"; Abra "Mensagens e respostas ao story"; Selecione "Mostrar status de atividade"; Desative o recurso "Mostrar status da atividade". Aprenda a tirar status 'online' do Instagram no celular Arquivo pessoal 💻 No computador Abra o Instagram no navegador; No canto inferior ao lado esquerdo, clique no ícone de três linhas; Clique em "Configurações"; Selecione "Como os outros podem interagir com você"; Desative o recurso "Mostrar status da atividade". Aprenda a tirar o 'online' do status no Instagram Web Arquivo Pessoal 'Golpe do amor' sequestra e rouba vítimas; veja como se proteger LEIA TAMBÉM: A mãe que denunciou o uso da foto de sua filha como meme R$ 24 mil de salário: a carreira em TI que deve bombar em 2024 VÍDEO: como foi o novo teste da nave mais poderosa do mundo Como criar seu personagem 'Pixar' Aprenda a criar o seu personagem 'Disney Pixar', nova trend das redes sociais Como denunciar posts nas redes sociais Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais

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