quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Taylor Swift, Barbie, Flamengo e mais: Tinder revela o que bombou entre usuários em 2023


Aplicativo de relacionamento divulgou emoji mais usado e termos que estiveram em alta no perfil público dos usuários. Tinder Mika Baumeister via unsplash O Tinder divulgou nesta quarta-feira (6) sua retrospectiva anual, com o que esteve em alta entre seus usuários. Cantoras como Taylor Swift e Lana Del Rey foram as celebridades que mais apareceram nos perfis entre janeiro e outubro. E assuntos que estiveram em alta durante o ano também apareceram no aplicativo. É o caso do filme Barbie, que faturou mais de US$ 1 bilhão em bilheteria global. Nos esportes, a prática mais citada nas "bios" do Tinder é academia, seguida do futebol, que tem uma lista própria com os times mais populares. Flamengo, Corinthians e Palmeiras lideram esse ranking, segundo a plataforma (veja as listas abaixo). Confira outros pontos destacados na retrospectiva do Tinder para 2023. O emoji 🔛 foi o mais usado por usuários em todo o mundo – segundo a plataforma, ele é usado para demonstrar uma atitude "sempre on" entre solteiros, que indica abertura para novas experiências; Entre os usuários de 18 a 25 anos que preencheram a função Tipos de Relacionamento, 27% escolheram a opção "curto explorar"; Houve aumento de 5,5 vezes no uso do termo "enredo" nos perfis, o que indica o interesse em boas conversas com frases como "Tudo o que faço é pelo enredo, vamos criar algumas lembranças." O aplicativo registrou um crescimento de 58 vezes no uso do termo "delulu" (do inglês "delusional", algo como iludido). Veja abaixo a lista do que esteve em alta no Tinder, com base em informações do perfil público dos usuários entre janeiro e outubro de 2023. Celebridades Taylor Swift Lana Del Rey Jão Coldplay Anitta Artistas do Spotify SZA Miley Cyrus Doja Cat Taylor Swift Morgan Wallen SZA no prêmio da revista do 'Wall Street Journal', em janeiro de 2023 Demitrios Kambouris/Getty Images North America/Getty Images via AFP REDES SOCIAIS: a mãe que denunciou o uso da foto de sua filha como meme Músicas do Spotify Kill Bill - SZA Flowers - Miley Cyrus Paint The Town Red - Doja Cat Ella Baila Sola - Eslabon Armado, Peso Pluma Novo Balanço - Veigh Cantores brasileiros Djonga Veigh Marília Mendonça Orochi Baco Exu do Blues Streamers/YouTubers Casimiro Rezende Coringa Blogueirinha Cellbit Filmes Barbie Avatar Homem-Aranha Oppenheimer The Eras Tour Séries de TV One Piece A Fazenda BBB The Last Of Us RBD Assista ao trailer de 'One Piece' Quem posta memes com fotos de terceiros pode ser processado? Entenda o que diz a lei Trends do TikTok POV NPC Xurrasco Império Romano Delulu Entenda o que é live NPC, nova trend do TikTok O que fazer se publicarem seus nudes? Veja como juntar provas e denunciar o crime Memes Fake natty Zé da manga Apocalíptico/a Alisa meu pelo Calça de shopping Nutricionista de Brasília viraliza nas redes avaliando 'shape' de famosos Os casos nudes feitos com inteligência artificial que preocupam autoridades Tendências Twitter/X Podcast Home office Inteligência Artificial NFT Twitter ganha nova identidade visual com um grande "X" 'Perdi R$ 1.728 com golpe da renda extra': entenda o risco das pequenas tarefas pelo celular Esportes Academia Futebol Bike Corrida Basquete Times de Futebol Flamengo Corinthians Palmeiras Fluminense Santos Pedro, do Flamengo, celebra gol diante do Palmeiras Ricardo Moraes/Reuters Interesses em tendência Filmes de terror Hip-hop Tênis (esporte) Voguing Passear com o cachorro Interesses mais atraentes Otaku Cheerleading Pilates Biryani (arroz indiano) Direitos LGBTQIA+ Cidades brasileiras mais populares no Passaporte São Paulo Rio de Janeiro Curitiba Florianópolis Belo Horizonte O recurso Passaporte permite que usuários do Tinder busquem perfis de pessoas de outras cidades. Movimentação de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, em foto de 2022. A via abre ao lazer todos os domingos. CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO Personalidade mais populares Extrovertido Caótico Introvertido Amante da Ordem Alma da festa? Informações mais populares nos perfis Intenção Signo Altura Pets Você fuma? Estilos de comunicação Melhor falar pessoalmente Fico no WhatsApp o dia todo Gosto de falar no telefone Odeio falar por mensagem Adoro chamadas de vídeo Linguagens do amor Tempo de qualidade Toque físico Gestos de serviço Elogios Presentes Programas para encontros Bar Praia Vinho Café Cinema Comidas Pizza Hambúrguer Pastel Japonesa Brigadeiro Itens/Marcas de Moda Tênis Nike Brechó Cropped Adidas Profissões/Cursos Direito Engenharia Medicina Psicologia Administração Jogos LoL GTA Fortnite The Sims Free Fire Assista ao trailer de 'GTA 6'

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Meninas adolescentes estão sendo vítimas de nudes criados por IA e família pressiona por mais proteções nos EUA


Só neste ano, mais de 143 mil vídeos deepfake foram compartilhados na internet, segundo a pesquisadora independente Genevieve Oh. Em outubro, o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou um decreto para barrar o uso de inteligência artificial generativa para produzir material de abuso sexual. Meninas adolescentes estão sendo vítimas de nudes deepfake e uma família pressiona por mais proteções nos EUA AP Photo/Peter K. Afriyie Uma mãe e sua filha de 14 anos estão defendendo proteções rígidas para as vítimas de inteligência artificial (IA) depois que imagens nuas da adolescente e de outras colegas de classe geradas pela tecnologia foram divulgadas em uma escola de ensino médio em Nova Jersey (EUA). Enquanto isso, do outro lado do país, as autoridades investigam um adolescente que supostamente usou IA para criar e compartilhar imagens semelhantes de outros estudantes - também adolescentes - que frequentam uma escola de ensino médio no subúrbio de Seattle, Washington (EUA). Os casos colocaram um holofote mais uma vez em material explícito gerado por IA que prejudica esmagadoramente mulheres e crianças. De acordo com uma análise da pesquisadora independente Genevieve Oh compartilhada com a Associated Press, mais de 143 mil novos vídeos deepfake foram postados on-line este ano. Desesperadas por soluções, as famílias afetadas estão pressionando os legisladores a implementar proteções robustas para as vítimas cujas imagens são manipuladas usando novos modelos de IA ou a infinidade de aplicativos e sites que anunciam abertamente seus serviços. Defensores e alguns especialistas jurídicos também estão pedindo uma regulamentação federal que possa fornecer proteções uniformes em todo o país e enviar uma mensagem forte aos atuais e possíveis perpetradores. "Estamos lutando por nossos filhos", disse Dorota Mani, cuja filha foi uma das vítimas em Westfield, um subúrbio de Nova Jersey nos arredores de Nova York. "Eles não são republicanos e não são democratas. Eles não se importam. Eles só querem ser amados e querem estar seguros." Problema é antigo O problema dos deepfakes não é novo, mas especialistas dizem que está piorando à medida que a tecnologia para produzi-los se torna mais disponível e fácil de usar. Em junho, o FBI alertou que continuava a receber relatos de vítimas, tanto menores quanto adultos, cujas fotos ou vídeos foram usados para criar conteúdo explícito que foi compartilhado on-line. Vários estados aprovaram suas próprias leis ao longo dos anos para tentar combater o problema, mas elas variam em escopo. Texas, Minnesota e Nova York aprovaram legislação este ano criminalizando a pornografia deepfake não consensual, juntando-se a Virgínia, Geórgia e Havaí, que já tinham leis sobre o assunto. Alguns estados, como Califórnia e Illinois, só deram às vítimas a capacidade de processar os criminosos por danos em tribunais civis, o que Nova York e Minnesota também permitem. Alguns outros estados estão considerando sua própria legislação, incluindo Nova Jersey, onde um projeto de lei está atualmente em andamento para proibir a pornografia deepfake e impor penalidades - seja prisão, multa ou ambas - a quem a espalhar. A senadora estadual Kristin Corrado, republicana que apresentou a legislação no início deste ano, disse que decidiu se envolver depois de ler um artigo sobre pessoas tentando fugir das leis de pornografia de vingança usando a imagem de seu ex-parceiro para gerar pornografia deepfake. O projeto de lei está definhando há alguns meses, mas há uma boa chance de ser aprovado, disse ela, especialmente com os holofotes que foram colocados sobre o assunto por causa de Westfield. O evento de Westfield ocorreu neste ano e foi levado ao conhecimento da escola em 20 de outubro, disse a porta-voz da Westfield High School, Mary Ann McGann, em um comunicado. McGann não forneceu detalhes sobre como as imagens geradas pela IA foram espalhadas, mas Mani, mãe de uma das meninas, disse que recebeu uma ligação da escola informando que suas fotos nuas foram criadas usando os rostos de algumas alunas e depois circularam entre um grupo de amigos no aplicativo de mídia social Snapchat. A escola não confirmou nenhuma ação disciplinar, citando sigilo sobre assuntos envolvendo alunos. A polícia de Westfield e a Promotoria do Condado de Union, que foram notificadas, não responderam aos pedidos de comentários. Ainda não há detalhes sobre o incidente no estado de Washington, que aconteceu em outubro e está sendo investigado pela polícia. Paula Schwan, chefe do Departamento de Polícia de Issaquah, disse que eles obtiveram vários mandados de busca e observou que as informações que têm podem estar "sujeitas a alterações" à medida que a investigação continua. Procurado, o Distrito Escolar de Issaquah disse que não poderia discutir os detalhes por causa da investigação, mas disse que qualquer forma de bullying, assédio ou maus-tratos entre os alunos é "totalmente inaceitável". Se as autoridades se movimentarem para processar o incidente em Nova Jersey, a atual lei estadual que proíbe a exploração sexual de menores já pode ser aplicada, disse Mary Anne Franks, professora de direito da Universidade George Washington que lidera a Cyber Civil Rights Initiative, uma organização que visa combater abusos online. Mas essas proteções não se estendem a adultos que podem se encontrar em um cenário semelhante, disse ela. A melhor solução, disse Franks, viria de uma lei federal que possa fornecer proteções consistentes em todo o país e penalizar organizações duvidosas que lucram com produtos e aplicativos que facilmente permitem que qualquer pessoa faça deepfakes. Ela disse que isso também pode enviar um forte sinal para menores que podem criar imagens de outras crianças impulsivamente. Mani, mãe de uma das vítimas, disse que sua filha criou um site e uma instituição de caridade com o objetivo de ajudar as vítimas de IA. Elas também têm conversado com legisladores estaduais que pressionam o projeto de lei de Nova Jersey e planejam uma viagem a Washington para defender mais proteções. "Nem toda criança, menino ou menina, terá o sistema de apoio para lidar com essa questão", disse Mani. "E eles podem não ver a luz no fim do túnel." Em outubro, o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou uma ordem executiva (algo como um decreto) em que, entre outras coisas, pedia barrar o uso de IA generativa para produzir material de abuso sexual infantil ou "imagens íntimas de indivíduos reais" não consensuais. A ordem também orienta o governo federal a emitir orientações para rotular e marcar conteúdo gerado por IA para ajudar a diferenciar entre material autêntico e feito por software. LEIA TAMBÉM: 'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada, como na novela 'Travessia', já existe na vida real O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade Drauzio Varella vendendo colágeno? Como deep fakes estão sendo usados para golpes 'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada já existe na vida real 'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada já existe na vida real 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft Bard, o 'ChatGPT do Google', é lançado no Brasil Bard, o 'ChatGPT do Google', é lançado no Brasil

'Jogo do Tigre', 'Aviator' e mais: promessas de dinheiro fácil colecionam reclamações


Casas de apostas reúnem jogos que sugerem trazer grande retorno financeiro, mas frustram usuários. Na internet, são comuns comentários de consumidores que não receberam o valor esperado. Assim como o 'Jogo do Tigre', usuários também fazem reclamações contra jogos como 'Mines', 'Spaceman' e 'Aviator' Reprodução O "Jogo do Tigre", investigado dentro de um suposto esquema criminoso, não é o único que recebe reclamações de pessoas que ficaram no prejuízo. Na internet, é possível encontrar muitos jogos que sugerem trazer grande retorno, mas, depois, frustram usuários. Como os jogos não são desenvolvidos pelas casas de apostas, eles podem aparecer em mais de um site, geralmente dentro de categorias como "cassino online", o que é proibido no Brasil. Eles também podem ser categorizados como "jogos crash", em que é preciso decidir até que ponto continuar jogando antes de perder tudo, e "jogos caça-níquel", onde o objetivo é acertar uma combinação secreta. Conheça alguns jogos abaixo e, em seguida, veja as reclamações de jogadores. Jogo do Tigre/Touro/Coelho: com versões de diferentes animais, esses jogos são da categoria "caça-níquel". O objetivo é que os jogadores façam uma combinação de três figuras iguais nas três fileiras que aparecem na tela; Spaceman/Aviator/JetX (jogos crash): os jogos mostram uma espécie de gráfico com a alta do item do jogo (astronauta ou avião, por exemplo), o que representa o multiplicador da aposta. A ideia é retirar o dinheiro antes do "crash", ou seja, o momento em que o jogo acaba e o usuário perde tudo; Mines: em um tabuleiro com 25 casas, o objetivo é descobrir onde estão as estrelas e fugir das bombas (ou minas). O jogador escolhe quanto vai apostar e qual será o nível de dificuldade de cada rodada em cada rodada. Influenciadores enganam seguidores com promessa de fortuna fácil 'O jogador sempre fica no prejuízo' As reclamações costumam envolver o funcionamento incorreto do serviço. É o caso de uma jogadora de Camaçari (BA), que afirmou ter sido induzida a colocar mais créditos no Fortune OX em uma "fase extra", em que o jogo garante um prêmio aos usuários. "Já tem quatro dias e ninguém resolve nada. [A casa] fica dizendo que a culpa é do provedor do jogo e protelando o prazo. Mesmo com o print, o jogador sempre fica no prejuízo", escreveu, em agosto, no ReclameAqui, que reúne experiências ruins de consumidores. Um usuário de São Paulo (SP) disse que enfrentou problemas com lentidão no Aviator e que não recebeu o valor ao qual tinha direito. "O cassino já é feito para dar lucro à casa de apostas. Agora, não pagar o que você ganha já é demais", publicou. O jogo Mines foi alvo de uma reclamação de um jogador de Campinas (SP). Ele disse ter configurado o jogo para ter apenas 4 bombas em 25 espaços disponíveis e, mesmo assim, perdeu o jogo em 10 rodadas seguidas. "Parece que é programado para perder", afirmou. Nessas reclamações, as casas de apostas afirmaram aos clientes que não houve erro e os jogos envolvem uma dose de sorte ou azar. Influenciadores enganam seguidores com promessa de fortuna fácil em 'jogo do tigre' Reprodução/TV Globo Como evitar golpes no WhatsApp Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Após aplicar multa milionária, Senacon instaura processo contra o Facebook por anúncios falsos do 'Desenrola'


Em novembro, órgão federal aplicou multa diária de R$ 150 mil contra a empresa por descumprir medida que determinou remoção de anúncios fraudulentos. Composição de imagens com os logos do Facebook e da Meta Dado Ruvic/Reuters A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) instaurou um processo administrativo contra o Facebook pela veiculação de anúncios falsos sobre o programa de renegociação de dívidas "Desenrola Brasil". A medida foi publicada em edição do Diário Oficial da União, nesta terça-feira (5). Em julho, a Senacon determinou que o Facebook removesse em 48 horas todos os anúncios falsos veiculados relacionados ao programa. À época, o g1 mostrou que supostas empresas estavam anunciando na plataforma se passando por intermediárias do "Desenrola". Já em novembro, a secretaria anunciou que aplicou multa diária de R$ 150 mil contra a Meta, que controla o Facebook, por não cumprir a medida que determinava a retirada das publicidades fraudulentas. Segundo o órgão, foram identificados mais de 2 mil anúncios falsos com conteúdo ilícito em um período de 62 dias. Com isso, a multa aplicada contra a empresa poderia chegar a R$ 9,3 milhões. Por meio de nota, a Senacon afirmou que "a Meta não demonstrou a adoção de medidas cabíveis para evitar tais veiculações" e que, caso a situação não fosse regularizada, a empresa poderia receber punições mais graves. Após a abertura do processo administrativo, a sede do Facebook no Brasil terá prazo de 20 dias para apresentar defesa. O despacho da secretaria deixa claro que, se a defesa não for apresentada no prazo, a empresa pode sofrer "consequências legais pertinentes". A Meta afirmou, em julho, que estava removendo anúncios enganosos identificados sobre o "Desenrola" e que coopera com as requisições das autoridades brasileiras. O g1 entrou em contato com a empresa e aguarda um novo posicionamento. Anúncio com fraude envolvendo o nome do Desenrola Brasil Reprodução/Biblioteca de Anúncios da Meta VÍDEOS: tudo sobre política no Brasil

Moraes defende 'sanções severas' a candidatos que usarem inteligência artificial para espalhar desinformação nas eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, defendeu nesta segunda-feira (4) a cassação e inelegibilidade de políticos que utilizarem a inteligência artificial de forma fraudulenta para impactar o resultado das eleições. Moraes afirmou que a para combater a utilização de inteligência artificial não basta a prevenção e a regulamenta prévia. “Há a necessidade de sanções severas, para que aqueles que se utilizam da inteligência artificial para desvirtuar a vontade do eleitor e atingir o poder, ganhar as eleições, saibam que, se utilizarem disso e for comprovado, o registro será cassado, o mandato será cassado e que ficarão inelegíveis", afirmou o ministro. "O combate à inteligência artificial necessita de forma clara, aquele que utilizou inteligência para desinformar o eleitor só há uma sanção: cassação do registro, se eleito, cassação do mandato, inelegível. Senão o crime vai compensar”, completou. O ministro, que também integra o Supremo Tribunal Federal, afirmou que é preciso garantir uma punição exemplar porque quem atingir o poder “não vai se preocupar em pagar uma multa”. Moraes participou do painel “IA e desafios à democracia no Brasil”, que abriu o evento “Inteligência Artificial, Desinformação e Democracia”. O encontro é promovido pela Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV (FGV EMCI), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a FGV Conhecimento. Segundo o presidente do TSE, o uso da inteligência artificial é uma grande preocupação depois que a Justiça Eleitoral conseguiu combater mais efetivamente a utilização de informações falsas nas disputas. “A agressão é muito grande, com utilização da IA, pode mudar o resultado eleitoral. Pode desvirtuar o resultado em eleições polarizadas. O que devemos fazer? Devemos avançar em dois pontos. O primeiro é a regulação das redes sociais. Venho debatendo isso há muito tempo, insistindo nisso. No primeiro semestre, a Câmara chegou a debater, temos que voltar a isso. Há necessidade premente de regulamentação, bastaria um único artigo. Não podemos definir o que são notícias fraudulentas. A ideia seria um único artigo: o que não pode no mundo real não pode no virtual. As mesmas responsabilidades que as empresas de mídia têm as bigs techs também devem ter. [...] A medida que monetizam e ganham dinheiro civil e penalmente devem ser responsabilizadas para que realizem o autocontrole”. O ministro disse ainda que a utilização maléfica dessas ferramentas tem sempre a mesma causa e finalidade que é “atacar a democracia, corroer os pilares das democracias ocidentais para manutenção ou conquista do poder de regimes autoritários ou de extrema direita”.

Ministério da Saúde lança 'bot' no WhatsApp para tirar dúvidas sobre vacinas e desmentir fake news


Serviço vai conversar com usuário sobre a importância de atualizar a carteira de vacinação e mandar lembrete sobre as campanhas. Interação é gratuita – basta salvar o número e mandar mensagem. Perfil criado pelo Ministério da Saúde vai tirar dúvidas e enviar alertas sobre vacinação WhatsApp/Reprodução O Ministério da Saúde lança nesta segunda-feira (4) um assistente virtual no WhatsApp para tirar dúvidas sobre as vacinas aplicadas no país – e desmentir notícias falsas sobre as doses e a política nacional de imunização. Segundo a pasta, o "chatbot" (robô que simula uma interação com outra pessoa) também vai prestar informações sobre o horário de funcionamento dos postos de saúde e a marcação de consultas pelo aplicativo ConecteSUS. A interação é gratuita. Para ter acesso ao conteúdo, é necessário adicionar o número (61) 9-9381-8399 aos contatos do celular. E, em seguida, mandar uma mensagem no WhatsApp para esse contato. Quando isso acontecer, o usuário poderá escolher entre quatro opções: Vacinação: informações sobre campanhas, públicos-alvo e calendário das doses; Informações sobre as vacinas: principais características, benefícios e importância; Combate à desinformação: para desmentir fake news sobre vacinas; Recebimento de notificações: para receber lembretes sobre quando e quais vacinas tomar. Na opção 3, de combate à desinformação, o usuário pode ainda participar de um quiz (perguntas e respostas) para testar seu conhecimento sobre as doses. A partir de 2024, por exemplo, a vacinação contra a Covid passará a ser anual para crianças de 6 meses a 5 anos de idade e grupos prioritários (idosos e pessoas com comprometimento imunológico, por exemplo). O bot vai enviar lembretes sobre esse calendário. Programa Nacional de Imunizações completa 50 anos com histórico de erradicação de doenças e desafios pela frente Vacinação em queda Em abril, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou dados preocupantes sobre a vacinação infantil no Brasil. Segundo o relatório, 1,6 milhão de crianças no país não tomaram a primeira dose da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche. O documento aponta, como um dos principais fatores para esse número, a disseminação de notícias falsas sobre as vacinas durante a pandemia da Covid. Todos os imunizantes em uso no Brasil têm aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – um certificado que só é concedido após a avaliação dos riscos e dos benefícios das vacinas para crianças e adultos. Programa Nacional de Imunizações procura retomar o sucesso brasileiro das campanhas de vacinação

domingo, 3 de dezembro de 2023

O X pode ir à falência sob o comando de Elon Musk?


Para uma empresa que Musk comprou por 44 bilhões de dólares no ano passado, a falência pode parecer impensável. Mas é possível. Elon Musk durante a conferência anual DealBook, do The New York Times. GETTY IMAGES via BBC O ataque ferino de Elon Musk contra anunciantes que boicotam o X (o antigo Twitter) confundiu os especialistas. Se os anunciantes continuarem saindo e não voltarem, será que a rede social poderá sobreviver? Em abril, Musk deu uma entrevista para a BBC News — nela, soltou as primeiras de muitas declarações caóticas sobre a aquisição do X. Ele disse algo bastante revelador, mas que passou despercebido na época. Ao falar sobre publicidade, Musk disse à época: “Se a Disney se sente confortável em anunciar filmes infantis [no X] e a Apple se sente bem em anunciar iPhones na plataforma, esses são bons indicadores de que o X é um bom lugar para anunciar”. Sete meses depois, tanto Disney quanto Apple não fazem mais anúncios no X — e Musk usou palavrões para expressar sua reação à mudança de postura das empresas. De Twitter para X: no mundo das pequenas empresas, quando vale a pena trocar de logo? As empresas fizeram uma pausa os anúncios depois que uma investigação de uma organização norte-americana, a Media Matters for America, apontou que os anúncios publicitários apareciam ao lado de postagens pró-nazistas. Em nota, o X desafiou ferozmente o relatório, questionou os métodos de pesquisa e abriu um processo judicial contra a organização. Numa entrevista inflamada na quarta-feira (29/11), Musk também mencionou a palavra falência, num sinal do quanto o boicote publicitário pode prejudicar os resultados financeiros da empresa. Para uma empresa que ele comprou por 44 bilhões de dólares (R$ 216 bilhões) no ano passado, a falência pode parecer impensável. Mas é possível. Para entender por que, é preciso observar até que ponto o X depende das receitas de publicidade — e porque os anunciantes parecem abandonar a plataforma. Embora não tenhamos os números mais recentes, no ano passado cerca de 90% da receita do X foi proveniente de publicidade. Esse é o coração do negócio. Na quarta-feira, Musk foi muito além de insinuações sobre isso. "Se a empresa falir... Ela vai falir por causa de um boicote dos anunciantes. Será isso que levará a empresa à falência", disse. Numa entrevista em Nova York, nos EUA, Elon Musk passou uma mensagem contundente aos anunciantes. GETTY IMAGES via BBC Mark Gay, diretor de clientes da consultoria de marketing da Ebiquity, que trabalha com centenas de empresas, diz que não há sinais de que algum anunciante esteja voltando ao X. "O dinheiro saiu e ninguém parece ter uma estratégia para reinvestir na plataforma", aponta ele. Na sexta-feira (1/12), o gigante varejista Walmart anunciou que também não anunciaria mais no X. Depois que Musk usou palavras contundentes para reagir a esse movimento dos anunciantes — em que ele mandou as empresas para "aquele lugar" — o empresário ainda fez uma menção direta a uma das empresas. "Olá, Bob", disse ele — uma referência ao presidente-executivo da Disney, Bob Iger. Quando Musk coloca os executivos-chefes "na mira" dessa forma, eles ficam ainda mais reticentes em se envolver com o X, diz Lou Paskalis, da consultoria de marketing AJL Advisory. Jasmine Enberg, analista principal da consultoria Insider Intelligence, acrescenta: "Não é preciso ser um especialista em mídia social para entender que atacar publicamente e pessoalmente anunciantes e empresas que pagam as contas do X não será bom para os negócios." Então o X poderia realmente ir à falência? Se os anunciantes sumirem para sempre, o que Musk tem de trunfo? Quando ele foi entrevistado pela BBC News em abril, ficou claro que Musk entendia que as assinaturas no X não substituiriam o dinheiro da publicidade. "Se você tem um milhão de assinantes por, digamos, 100 dólares (R$ 492) ao ano, isso equivale a US$ 100 milhões. Esse é um fluxo de receita pequeno em relação à publicidade", estimou ele. Em 2022, a receita de publicidade do Twitter foi de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 19,6 bilhões). A Insider Intelligence estima que este ano o valor cairá para US$ 1,9 bilhão (R$ 9,3 bilhões). Musk diz que Twitter perdeu 50% da receita de publicidade e continua com caixa negativo A empresa tem dois grandes gastos. O primeiro é a conta de pessoal. Musk já cortou X até o osso, ao demitir milhares de funcionários. A segunda é pagar os empréstimos que Musk contraiu para comprar o Twitter, que totalizam cerca de 13 bilhões de dólares (R$ 64 bilhões). A Reuters informou que a empresa agora tem que pagar cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 5,9 bilhões) em pagamentos de juros todos os anos. Se a empresa não puder bancar os juros dos empréstimos ou pagar o salário dos funcionários, então, sim, o X poderá realmente ir à falência. Mas esse seria um cenário extremo, que Musk certamente gostaria de evitar. A mudança da marca do Twitter por Elon Musk para X começou no final de julho de 2023. REUTERS via BBC Musk tem opções. De longe, a coisa mais simples seria investir mais dinheiro — mas parece que ele não quer fazer isso. Musk poderia tentar renegociar com os bancos, de modo a ter acesso a juros menos onerosos. Mas se a renegociação não funcionar e os bancos não receberem o dinheiro de volta, então a falência poderá ser a única opção e, nessa altura, os bancos poderão tentar pressionar para uma mudança de gestão da rede social. "Seria muito confuso e complexo", diz Jared Ellias, professor da Faculdade de Direito de Harvard, nos EUA. "E seria extremamente desafiador. Criaria muitas notícias porque ele seria constantemente deposto e teria que testemunhar em tribunal." Poderia ser terrível para a reputação empresarial de Musk e também teria impacto na forma como o empresário conseguiria obter empréstimos no futuro. E, num cenário de falência, o X simplesmente sairia do ar? "Acho isso muito difícil de acreditar nisso", diz Ellias. "Se isso acontecesse, seria porque Musk decidiu. Mas, mesmo assim, se ele fizesse isso, os credores teriam a opção de levar a empresa à falência, nomear um administrador e retomar a plataforma", antevê ele. O que vem a seguir para Musk? A solução óbvia para todos estes problemas do X é simplesmente encontrar outro fluxo de receitas — e rápido. Musk certamente está buscando isso. Ele lançou um novo serviço de chamadas de áudio e vídeo. No mês passado, Musk fez transmissões jogando videogame pela plataforma — ele espera que o X possa competir com aplicativos que já fazem isso, como a Twitch. Ele quer que o X se torne o "aplicativo de tudo", que cubra desde bate-papos até pagamentos online. De acordo com o jornal americano The New York Times, que obteve a apresentação de Musk a investidores no ano passado, o X deveria arrecadar US$ 15 milhões (R$ 73 milhões) a partir de um sistema de pagamentos ainda em 2023. Ele estimava que esse valor subiria para cerca de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,4 milhões) em 2028. O X também possui um enorme banco de dados — e seu vasto arquivo de conversas pode ser usado para treinar robôs. Musk acredita que esses dados são extremamente valiosos. LEIA TAMBÉM: Vazamento de dados pessoais: veja como se proteger e o que fazer se for vítima Twitter define limite temporário em meio a 'briga' de Musk com ChatGPT e outros robôs contra raspagem de dados; entenda Além do X: veja 10 mudanças no Twitter sob o comando de Elon Musk Então o X ainda tem muito potencial. Mas, no curto prazo, nenhuma dessas opções preenche o buraco financeiro deixado pela saída dos anunciantes. É por isso que a resposta ferina de Musk foi tão desconcertante para muitos. "Não tenho nenhuma teoria para explicar que essas declarações fazem sentido", diz Paskalis. "Existe um modelo de receita na cabeça [de Musk] que me escapa." 5 pontos sobre a crise do Twitter

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...