sábado, 10 de fevereiro de 2024

Celular Seguro: como recuperar acesso de bancos e desbloquear aparelho após perda ou furto


Serviço do governo federal não tem opção para reverter bloqueio, mas acesso a contas e aparelhos pode ser normalizado ao entrar em contato com cada banco e operadora. Celular Seguro, aplicativo com o qual governo quer inibir roubos de smartphones Reprodução O Celular Seguro, serviço do governo federal para inibir roubos de smartphones, permite emitir alertas para bloquear seus aparelhos e suas contas de banco. Mas, depois da notificação, pode ser preciso acionar parceiros do programa para normalizar os acessos. Isso porque, depois do alerta, alguns bancos bloqueiam os acessos por qualquer dispositivo móvel. E, mesmo com os bancos que restringem somente o aparelho citado na notificação, usuários podem ter que pedir a liberação se recuperarem o aparelho ou se tiverem feito o bloqueio por engano. As principais operadoras também exigem a verificação de documentos para permitir que o dono do celular bloqueado volte a usar o aparelho para fazer ligações. Confira abaixo o que cada parceira do Celular Seguro exige para desfazer o bloqueio. Operadoras A Claro, a Vivo e a Algar Telecom informam que, para solicitar o desbloqueio, o cliente deve ir a uma loja física e apresentar documento com foto e nota fiscal da compra do celular. No caso da TIM, além das lojas físicas, é possível solicitar que o aparelho seja desbloqueado por meio de canais virtuais, como central telefônica, chat e aplicativo. Informações sobre canais de atendimento podem ser encontradas no site de cada empresa. Bancos O tipo de bloqueio feito varia de acordo com o banco. Banco do Brasil, Itaú e Sicoob informaram ao g1 que só impedem o acesso no dispositivo roubado ou perdido. Já Banco Inter, Bradesco, BTG Pactual e XP Investimentos disseram que impedem o acesso em todos os aparelhos do usuário. Os outros bancos não explicaram que tipo de bloqueio realizam. Veja abaixo onde solicitar a recuperação do acesso aos aplicativos. Banco do Brasil: em agências, em salas de autoatendimento ou, para clientes BB Code, no internet banking. Banco Inter: no próprio aplicativo, ao clicar em "Esqueci minha senha", seguir instruções para provar identidade e criar nova senha. Com o novo acesso, é preciso desbloquear os cartões em suas abas correspondentes no aplicativo. Banco PAN: no aplicativo, ao realizar a autenticação por biometria facial. Bradesco: no aplicativo, ao acessar a função "Chave de Segurança" e, em seguida, "Ativar nova chave" por meio da biometria facial. Procedimento também pode ser feito em caixas eletrônicos Bradesco ou Rede 24h, na função "Ativação Chave de Segurança no celular" com uso da digital, ou com a ajuda de funcionários em uma agência física. BTG Pactual: no aplicativo, ao digitar CPF e senha e ativar o token, com confirmação por biometria facial e preenchimento de códigos de autenticação. Itaú: no aplicativo, ao desbloquear a senha e habilitar novamente o iToken, por meio de autenticação via biometria facial. Na carteira digital, é preciso entrar em contato com as centrais de atendimento e solicitar uma 2ª via, mediante confirmações de autenticidade. Santander: por meio de canais de atendimento do banco, ao realizar formalmente a solicitação pelo desbloqueio. Sicoob: o cooperado deve entrar em contato com a sua cooperativa e solicitar a execução após recuperar o celular que foi perdido/roubado. XP Investimentos: via formulário disponibilizado no atendimento ao cliente. O desbloqueio pode ser confirmado em até um dia útil e permite que o cliente volte a acessar o app e a emitir cartões com a verificação por biometria. O Banco Safra, a Caixa e o Sicredi foram procurados pelo g1, mas não informaram o que seus clientes devem fazer para desbloquearem suas contas. Balanço do Celular Seguro Segundo o Ministério da Justiça, entre 19 de dezembro de 2023 e 19 de janeiro de 2014, a ferramenta de serviços contabilizou: 1,2 milhão de usuários cadastrados 954.278 telefones cadastrados 818.850 pessoas de confiança cadastradas 12.591 alertas de bloqueio Ao menos 22% de todos os usuários não cadastraram nenhum celular. O número baixou em comparação a dezembro de 2023, quando a porcentagem era de 30%. Passo a passo para usar o app Celular Seguro do governo Bárbara Miranda/Arte g1

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Conheça o satélite da Nasa que deve trazer detalhes inéditos sobre os oceanos


Agência espacial americana lançou o PACE, satélite que deve ajudar cientistas a monitorar pela primeira vez do espaço a vida do fitoplâncton, conjunto de microrganismos que vivem no fundo do mar e absorvem gás do efeito estufa. Nasa lança satélite para pesquisas inéditas sobre oceanos e mudanças climáticas O satélite lançado na quinta-feira (8) pela Nasa, a agência espacial americana, deve trazer detalhes inéditos para a observação dos oceanos e dos efeitos das mudanças climáticas no planeta (veja o lançamento no vídeo acima). Batizado de PACE (siga em inglês para Plâncton, Aerossol, Nuvem, Ecossistema Oceânico), o satélite deverá ajudar cientistas a monitorar o fitoplâncton, conjunto de microrganismos que vivem no fundo dos oceanos e são a base da cadeia alimentar marítima. A Nasa explica que acompanhar o fitoplâncton é importante porque esses pequenos organismos são essenciais para absorver o dióxido de carbono, principal gás do efeito estufa encontrado na atmosfera. A centenas de quilômetros da Terra, o satélite também deverá indicar como a luz solar interage com as partículas microscópicas na atmosfera. Isso permite ter mais informações mais sobre características de nuvens e a qualidade do ar. A expectativa dos cientistas é começar a obter dados em até dois meses. O que tem de novo? A Nasa já têm outros instrumentos de observação da Terra, mas o PACE oferecerá mais detalhes. A agência espera que ele mostre, por exemplo, como gases poluentes e cinzas vulcânicas afetam a vida de microrganismos marítimos. "O PACE irá nos ajudar a aprender, como nunca antes, como as partículas na nossa atmosfera e nos nossos oceanos podem identificar os principais fatores que afetam o aquecimento global", disse o administrador da Nasa, Bill Nelson. O satélite é equipado com um equipamento hiperespectral, que permite investigar os oceanos a partir de um espectro de cores que varia entre luzes ultravioleta e quase infravermelhas. Segundo a Nasa, o equipamento permitirá que pesquisadores observem pela primeira vez a partir do espaço quais comunidades de microrganismos estão presentes em cada região do planeta com uma precisão diária. "Os cientistas e gestores de recursos costeiros podem usar os dados para ajudar a prever a saúde de peixes, rastrear a proliferação de algas nocivas e identificar alterações no ambiente marinho", disse a agência. A Nasa enviou ainda dois polarímetros, instrumentos usados para identificar mudança na orientação da luz em contato com uma substância. SpaceX fez o lançamento O equipamento foi lançado a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, do bilionário Elon Musk, na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos. Anteriormente, o lançamento estava previsto para terça-feira (6), mas foi adiado devido às condições climáticas. O lançamento foi, então, remarcado para quarta (7), mas foi novamente remarcado por conta de "ventos terrestres" que impediram as verificações de pré-lançamento. Após os atrasos, o lançamento foi considerado um sucesso. Segundo a Nasa, o equipamento se separou do foguete Falcon 9 e está em órbita, a 677 km da superfície da Terra. LEIA TAMBÉM: Por que a Nasa está apostando em empresas privadas para promover exploração na Lua Veja como funciona o chip da empresa de Elon Musk implantado na cabeça de uma pessoa Biohacking: como e por que seres humanos estão implantando chips no próprio corpo Veja FOTOS do lançamento do satélite da Nasa Técnicos da NASA e da SpaceX encapsulam com segurança a espaçonave PACE Divulgação - Nasa Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, Ocean Ecosystem (PACE) da NASA, do Cabo Canaveral REUTERS/Joe Skipper Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) da NASA, de Cabo Canaveral REUTERS/Joe Skipper Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) da NASA, de Cabo Canaveral REUTERS/Joe Skipper

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Cientistas usam inteligência artificial para ler pergaminhos carbonizados há cerca de 2 mil anos


Material foi danificado após uma erupção vulcânica na antiga cidade de Herculano, na Itália. Os pesquisadores puderam decifrar o conteúdo usando a tecnologia e venceram o Desafio Vesúvio 2023. Escritos traziam reflexões sobre música, alimentação e prazeres da vida. Cientistas usam inteligência artificial para ler pergaminhos carbonizados há cerca de 2 mil anos. Divulgação/Vesuvius Challenge Os jovens cientistas Youssef Nader, Luke Farritor e Julian Schilliger foram premiados no Desafio Vesúvio após usarem inteligência artificial (IA) para decifrar passagens de pergaminhos de Herculano carbonizados há cerca de 2 mil anos. O Desafio Vesúvio (ou Vesuvius Challenge) foi criado em 2023 para promover estudos e descobertas sobre registros nos pergaminhos de Herculano. Segundo a agência Deutsche Welle (DW), esses materiais estavam em uma biblioteca na antiga cidade de Herculano, na Itália, e foram danificados após uma erupção vulcânica. Armazenados hoje na biblioteca em Nápoles, também na Itália, os cerca de 800 pergaminhos queimados não podem ser abertos, pois existe o risco de quebrá-los. IA conseguiu decifrar materiais Em meados de 1800, eles foram encontrados por um fazendeiro local. Durante muito tempo, várias pessoas tentaram decifrar esses rolos de papiros, mas sem sucesso. Os três cientistas explicaram que usaram tomografia computadorizada para escanear o papiro, achatando o material para detectar tinta na página com o auxílio de IA e modelos de aprendizado de máquina. A tecnologia utilizada, porém, não foi treinada para identificar letras do grego antigo. Mas coletando os registros capturados pela tomografia computadorizada, a IA combinou cada mancha e reconstruiu as letras, gerando as escritas, segundo a DW. Pergaminhos Divulgação/Vesuvius Challenge Segundo o Desafio Vesúvio, até o momento, foi possível desenrolar e ler cerca de 5% do primeiro pergaminho. "Nossa equipe trabalhou arduamente e conseguiu uma transcrição preliminar de todas as colunas reveladas", revelou. As primeiras análises revelam que os pergaminhos traziam reflexões sobre música, alimentação e prazeres da vida. "É muito gratificante saber que essas coisas estão disponíveis e que agora temos um mecanismo para lê-las e que isso criará todo um campo de estudo e análise para os classicistas", disse Brent Seales, professor de ciência da computação e cocriador do Desafio Vesúvio, em entrevista à CNN americana. "Em 2024, nosso objetivo é passar de 5% de um pergaminho para 90% de todos os quatro pergaminhos que digitalizamos e estabelecer as bases para ler todos os 800", disse o Desafio Vesúvio em comunicado. LEIA TAMBÉM: Meta vai identificar imagens criadas por IA no Facebook, Instagram e Threads Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa Biohacking: como e por que seres humanos estão implantando chips no próprio corpo Xiaomi apresenta na China seu primeiro carro elétrico Xiaomi apresenta na China seu primeiro carro elétrico Nova York realiza primeiros testes com "carros voadores" Nova York realiza primeiros testes com "carros voadores" Você comeria esta sobremesa impressa em 3D? Você comeria esta sobremesa impressa em 3D?

Preço do Amazon Prime terá segundo reajuste no Brasil


Assinatura de pacote da Amazon ficará 33,5% mais cara a partir de 8 de março. Em maio de 2022, a empresa já havia anunciado aumento de 50% no valor da mensalidade. Amazon Prime Video AP Photo/Patrick Semansky A Amazon informou nesta quinta-feira (8) que a assinatura do Amazon Prime vai aumentar de R$ 14,90 para R$ 19,90, o que representa um reajuste de 33,5%. O novo preço começa a valer em 8 de março e será cobrado na data de pagamento escolhida por cada usuário. A assinatura do Amazon Prime dá direito aos serviços de streaming de vídeo e áudio da empresa, além de liberar frete grátis em determinados produtos e um catálogo de livros digitais e jogos. Este será o segundo reajuste do Amazon Prime no Brasil. O primeiro tinha sido anunciado em maio de 2022, quando o preço subiu de R$ 9,90 para R$ 14,90 por mês. Na ocasião, a mudança representava um aumento de 50% no valor da mensalidade. No comunicado sobre a nova mudança, a plataforma informou que usuários poderão adiar o reajuste se mudarem a assinatura para o plano anual até 7 de março. Ao escolher essa modalidade, é preciso pagar de uma vez R$ 119 (o equivalente a R$ 9,92 por mês). Para usuários nos Estados Unidos, a Amazon começou a mostrar anúncios em seu streaming de vídeo. A empresa afirmou que a mudança, válida desde 29 de janeiro, foi feita para manter investimentos em conteúdo, segundo o site The Verge. A empresa de Jeff Bezos informou na última quinta-feira (1º) que faturou US$ 170 bilhões (cerca de R$ 850 bilhões) no quarto trimestre de 2023, resultado que ficou acima da expectativa de analistas. LEIA TAMBÉM: Google lança versão avançada do Gemini, sua inteligência artificial mais poderosa Por que Taylor Swift ameaça processar jovem que monitora voos de seu jatinho nas redes sociais 'Surpreendente' e 'estranho': o que dizem as avaliações sobre os óculos Vision Pro, da Apple Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15

Google lança versão avançada do Gemini, sua inteligência artificial mais poderosa, e aposenta o nome 'Bard'


Agora, tanto a interface usada para conversar com o robô quanto o motor que alimenta a plataforma serão chamados de Gemini. Segundo o Google, a ideia é deixar claro que as pessoas estão o modelo mais complexo da empresa. Gemini terá aplicativo para Android e será integrado ao app do Google para iOS Divulgação/Google O Google começa a liberar nesta quinta-feira (8) a versão avançada e o aplicativo de sua inteligência artificial (IA) mais poderosa. E a ferramenta usada para interagir com o robô foi renomeada: antes conhecida como Bard, agora ela será chamada de Gemini. Com a mudança, o Google unifica nomes de iniciativas nesta área. Agora, tanto a interface que serve para conversar com o robô quanto o motor responsável por alimentar a plataforma serão chamados de Gemini. Segundo o Google, o objetivo é deixar claro para as pessoas que elas estão usando o Gemini, tratada como sua inteligência artificial mais poderosa. Veja as novidades anunciadas pela empresa: 💵 O Gemini Advanced, que dá acesso à versão mais completa do robô, agora está disponível em inglês – ele pode ser acessado no Google One AI Premium, plano que custa US$ 19,99 por mês; ✍️ Em breve, usuários do Gemini Advanced poderão usar a IA em outros serviços da empresa (Gmail, Documentos, Planilhas, Apresentações e Meet) -- até hoje, a integração estava disponível apenas para usuários do Google Workspace e do Google Cloud; 📱 Além da versão web, o Gemini (antigo Bard) terá um aplicativo para Android e estará no app do Google para iOS – a atualização chega primeiro nos Estados Unidos e em inglês, mas será liberada em breve para mais países e idiomas. O que é o Gemini Advanced? O Gemini Advanced é a versão paga do "ChatGPT do Google". Enquanto o plano gratuito dá acesso ao modelo de IA "Pro 1.0", voltado para tarefas mais simples, o plano pago oferece o "Ultra 1.0", que promete ser útil para ações mais complexas e que exigem mais raciocínio lógico. O "Ultra 1.0" conseguiu superou especialistas humanos em um teste de conhecimento e solução de problemas que combina 57 áreas, como matemática, física, história, direito e medicina, de acordo com a empresa. O Google diz que, neste modelo, o Gemini pode manter conversas mais longas e interpretar melhor o contexto a partir de mensagens mais antigas. É possível usar esta versão para criar questionários sobre o assunto você está estudando ou criar códigos de programação complexos, por exemplo. Gemini Advanced Divulgação/Google Como usar o Gemini no Android e no iOS? O Gemini terá um aplicativo próprio para Android, onde vai substituir o Google Assistente em várias tarefas, como definir alarmas, fazer ligações e controlar dispositivos inteligentes. No iOS, ele será integrado ao app do Google, que mostrará um botão para começar a conversa com a IA. As versões do Gemini para Android e iOS chegarão primeiro para os EUA e em inglês, mas serão liberadas para mais países e idiomas em breve. Com o robô no celular, será possível interagir por texto, voz ou foto. Gemini, inteligência artificial do Google, terá aplicativo para Android e será integrado ao app do buscador no iOS Divulgação/Google Como funciona o Gemini, a inteligência artificial mais poderosa do Google

Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15


Celular da Samsung se diferencia da Apple por conta dos recursos de inteligência artificial – mas será que muda algo no uso cotidiano? Veja os resultados do teste. Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15 O Apple iPhone 15 e o Samsung Galaxy S24 são aparelhos indicados para quem procura boas câmeras e desempenho veloz em um celular novo. Também são alternativas para quem não pensa em gastar tanto nos recursos mais avançados dos modelos mais caros dessas marcas – o iPhone 15 Pro Max e o Galaxy S24 Ultra, com câmeras mais sofisticadas e acabamento em titânio. O Guia de Compras testou os dois aparelhos que oferecem grande parte das funcionalidades dos irmãos mais caros, por um preço um pouquinho mais razoável. Ambos são o objeto de desejo de muita gente, que quer saber como eles se funcionam e se comparam. Foram avaliados desempenho, bateria, design e câmeras, além dos recursos de inteligência artificial do recém-lançado Galaxy S24. O iPhone 15 também tem recursos de IA. Mas a Apple ainda não fala muito sobre o tema. Veja o resultado da avaliação a seguir e, ao final, a conclusão e como foram feitos os testes. Apple iPhone 15 O iPhone 15 é um celular da Apple que tira excelentes fotos, conta com uma tela muito boa e uma bateria que dura bastante. O produto foi lançado no Brasil no final de setembro de 2023. O aparelho roda o sistema operacional iOS 17. Sua principal diferença em relação aos iPhones mais antigos é a adoção do conector USB-C, que substitui o antigo padrão Lightning. Qualquer cabo usado para recarregar a maioria dos aparelhos Android também serve para o iPhone. O iPhone 15 com 128 GB de armazenamento era vendido nas lojas on-line em fevereiro por R$ 7.300. A Apple ainda oferece versões com 256 GB (R$ 8.100) e 512 GB (R$ 9.600). Samsung Galaxy S24 O Samsung Galaxy S24 faz parte da nova geração dos celulares da marca, lançada no final de janeiro. Tira ótimas fotos e tem uma excelente duração de bateria. O smartphone roda sistema Android 14. A grande novidade que a Samsung oferece nessa linha são os recursos de inteligência artificial integrados, alguns feitos pela própria marca e outros desenvolvidos em parceria com o Google. São truques interessantes de usar, mas não servem como principal fator para escolha de um telefone. No começo de fevereiro, o Galaxy S24 com 128 GB de armazenamento era vendido por R$ 5.400. A Samsung também vende o aparelho com 256 GB (R$ 6.500). Desempenho O iPhone 15 foi mais rápido que o Galaxy S24 nos testes de performance (leia ao final como eles são feitos). Esses testes avaliam o uso simulado do aparelho no dia a dia. De qualquer forma, nenhum dos dois ficou lento ou travou durante o uso. Vale ressaltar que o uso de alguns recursos de IA no Galaxy S24 leva um tempo maior para mostrar seu resultado – como modificar fotos, por exemplo, ou criar vídeos simulando a passagem de tempo baseado em uma foto. Mas não trava. Para games e vídeos, o Galaxy S24 foi mais rápido que o iPhone 15 nos testes de desempenho gráfico – chegando ao dobro de desempenho em uma das avaliações. No teste que comparou o iPhone 14 ao Galaxy S23, os resultados de desempenho e vídeo foram similares, com a Apple sendo mais rápida em um e a Samsung, em outro. Bateria Os dois celulares podem passar bastante tempo longe da tomada. Durante os testes, o Galaxy S24 bateu 14h04 de uso e o iPhone 15, 11h40. É sempre bom ressaltar que cada pessoa tem um padrão de uso e que, na prática, o celular não vai ficar sem bateria após esse período. Também dá para ativar o modo de economia de energia nos dois aparelhos, caso seja necessário. Design Vistos de frente e de lado, Galaxy S24 e iPhone 15 são bastante parecidos, com uma estrutura de alumínio nas laterais. A tela do Samsung é 0,1 polegada maior – 6,2” no Galaxy, contra 6,1” na Apple. As dimensões são quase as mesmas – 147 x 70,6 x 7,6 mm (altura x largura x espessura) no Galaxy contra 147,6 x 71,6 x 7,8 mm no iPhone. O Galaxy é um pouco mais leve (167 gramas) que o concorrente (171 gramas). O acabamento traseiro de ambos é feito em vidro, com o diferencial de o Samsung contar com três câmeras e o iPhone, apenas duas. O iPhone 15 tem versões nas cores azul, verde, roxo, amarelo, branco, preto e vermelho. Já o Galaxy S24 conta com opções em preto, creme, violeta e cinza. Câmeras Com 48 megapixels de resolução na câmera principal do iPhone 15 e 50 mp na do Galaxy S24, é quase impossível tirar fotos ruins com os celulares. c O iPhone 15 tem duas câmeras na traseira – a principal e uma ultragrande angular, de 12 megapixels. Com o sensor maior, o modelo da Apple consegue tirar fotos com zoom de 2x, mesmo sem ser um zoom óptico como no Galaxy S24. É um truque: o iPhone recorta e aproxima a imagem de 48 megapixels, gerando uma foto boa de 12 mp. Já o Galaxy S24 traz três lentes na traseira: a principal, uma teleobjetiva de 10 mp e uma grande angular de 12 mp. No zoom, o modelo da Samsung chega a 3x de zoom óptico, sem precisar “recortar” a imagem como no concorrente. O zoom digital máximo do iPhone chega a aproximar 10x com um resultado razoável se a iluminação estiver muito boa. No Galaxy, chega a 30x, mas a perda de qualidade é perceptível. Veja no exemplo abaixo: e Em ambos os aparelhos é possível tirar as fotos na resolução máxima, mas vale lembrar que os arquivos costumam ocupar mais espaço. Na configuração automática, as fotos da Apple ficam com 24 mp e as da Samsung, com 12 mp. Comparando as fotos lado a lado, uma diferença é visível. As fotos do Galaxy S24 ficam com a coloração amarelada e "quentes". E as do iPhone 15 tendem a ficar mais neutras. Nas selfies (ambos com 12 mp de resolução), ocorre o contrário: as do iPhone 15 parecem mais realistas que as do Galaxy S24. Nos retratos, uma diferença interessante: o desfoque das câmeras dos dois celulares é excelente, separando a pessoa/objeto fotografado do fundo. Mas o iPhone permite uma edição póstuma com o efeito, sem precisar tirar a foto com modo Retrato ativado – basta estar com a câmera ativada. À noite, com menos luz, o resultado das duas câmeras também é muito bom. Na foto abaixo, a versão feita com o Galaxy S24 passou por edição com o recurso de inteligência artificial para tentar remover a almofada: a Mas, na galeria abaixo, o Galaxy S24 parece deixar a imagem mais clara e o céu mais iluminado – no iPhone, a sensação é de noite mesmo. a Recursos de inteligência artificial A Samsung diz que o principal diferencial da linha Galaxy S24 é o uso integrado de recursos de inteligência artificial. Durante os testes com o celular da marca, foi possível utilizar todos e entender que eles são uma funcionalidade útil para o dono do aparelho. Mas é preciso lembrar que esses “truques” são complementares ao smartphone e não serão utilizados o tempo todo. Os mais úteis são o recurso de “circular para buscar” e o editor avançado de fotos. O primeiro, ativado com um toque na base da tela, permite fazer buscas no Google circulando palavras ou imagens, com resultados bastante rápidos. Nada que um app do buscador não faria, com a facilidade de apenas rabiscar na tela e ter uma resposta quase imediata. O segundo é integrado ao editor de fotos e complementa alguns recursos que a Samsung já oferecia, como um “apagador de objetos” nas imagens. Esse editor utiliza a IA para gerar “pedaços” de imagens. Basta selecionar o recurso, desenhar em torno do item que será modificado e mover, aumentar ou reduzir ou até excluir o item. Em sentido horário: imagem original, seleção, apagamento e substituição das árvores no editor de IA do Galaxy S24 Henrique Martin/g1 A IA preenche, de forma automática, as partes que foram removidas ou aumentadas na imagem. Os resultados são bastante aceitáveis – mas a imagem nova ganha um selinho para dizer que foi modificada. É o processo que mais leva tempo para mostrar um resultado. Veja na galeria abaixo. As duas imagens feitas com a câmera principal, mas a do Galaxy tem uma pequena diferença na edição: s Os demais recursos de IA são para uso bastante pontual. O “assistente de mensagens” auxilia a acertar o tom de um texto a ser enviado por SMS, WhatsApp ou e-mail, sugerindo correções ou modificações de acordo com o interlocutor. O tradutor de chamadas, com o nome de “live translate”, vira um intermediário em ligações telefônicas entre diversos idiomas. É útil, porém nada que vá ser utilizado todos os dias pela maioria das pessoas. Também tem recursos de resumir informações: o navegador de internet permite transformar uma notícia longa em tópicos rápidos para ler. O gravador de voz pode criar um resumo de uma entrevista, por exemplo. Resumo e tradução de notícia gerado pelo Galaxyss24 Henrique Martin/g1 A câmera do Galaxy S24 também utiliza recursos de IA – como ajuste automático de contraste nas fotos. Mas isso já estava presente em versões antigas da linha Galaxy S e A. A Apple não fala abertamente sobre o tema inteligência artificial, mas cita em seu site que: “O chip A16 Bionic possibilita inúmeros recursos avançados, como a fotografia computacional usada para as fotos de 24 MP e os retratos de última geração, o Isolamento de Voz para ligações e o desempenho fluido para jogos com gráficos pesados”. Outros recursos de fotografia, como o foco automático para imagens estilo Retrato e grandes panoramas – que colam várias fotos em uma só – utilizam recursos de IA. Ou as "live photos", que permitem edição de imagem e movimento após a captura. Nas fotos abaixo, a foto feita com o iPhone 15 passou por um ajuste que transformou a imagem "live photo" (que é um pequeno vídeo gravado) em uma com maior tempo de exposição, deixando o rastro d'água com sensação de movimento. Rumores de internet indicam que a próxima versão do sistema operacional iOS, que deve ser anunciada no meio do ano, poderá vir com mais recursos de IA integrados. Conclusão Apesar de não serem os top de linha das suas marcas, o Galaxy S24 e o iPhone 15 são celulares bastante completos. Eles são confortáveis de segurar, têm telas grandes, câmeras excelentes e não travam. A IA do Samsung pode parecer lenta em algumas funções, mas é assim mesmo. E as baterias duram bastante. A escolha entre um ou outro depende do que você já tem em mãos, seja um iPhone ou um Android mais antigos. Se for um modelo de 2020 ou antes, pode valer a pena atualizar para um iPhone 15 ou Galaxy S24. Se optar por um iPhone mais antigo, saiba qual escolher. Se for um celular mais novo, talvez não valha tanto a pena trocar, já que os recursos e câmeras do S24 e do iPhone 15 não são muito diferentes dos modelos anteriores. A atualização do sistema operacional é um ponto interessante entre as marcas. A Samsung diz que a linha Galaxy S24 terá sete anos garantidos de atualizações do Android. A Apple não fala de maneira aberta sobre upgrades do iOS, mas costuma atualizar os celulares com uma nova versão do sistema iOS por cinco ou seis anos após seu lançamento, dependendo do modelo. Seguindo essa lógica, o iPhone 15 deve ter novas versões do iOS até 2028 ou 2029. Como foram feitos os testes Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros. Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação. Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização máxima de cada aparelho (144 Hz no Motorola, 120 Hz no Realme e Samsung e 60Hz no da Apple). A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos. Os produtos foram cedidos para o teste e serão devolvidos. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. 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Entenda por que você deve ativar o modo avião durante os voos


Quando habilitado, o recurso desativa dados móveis, wi-fi, bluetooth, NFC e GPS do celular para impedir interferências nas aeronaves. Modo avião do celular: por que é preciso ativar o recurso durante voos Darlan Helder/g1 Ativar o modo avião durante o voo é regra em companhias aéreas do mundo inteiro. A desobediência a essa determinação pode resultar em interferência no funcionamento de alguns equipamentos das aeronaves. Veja a explicação e o riscos nesta reportagem. Os modelos mais modernos de celulares têm conexões que usam ondas eletromagnéticas (ou "ondas de rádio") para troca de informações, e essas tecnologias podem afetar alguns aviões. É por esse motivo que os smartphones precisam ser colocados no modo avião especialmente durante a decolagem e o pouso — os momentos considerados mais críticos na viagem. O que acontece quando o modo avião é ativado? Esta funcionalidade desliga a transmissão e recepção de ondas de rádio em um dispositivo eletrônico portátil (caso de celulares). A principal fonte de interferência eletromagnética no avião é a transmissão intencional. Quando o telefone está no modo avião, esse risco é eliminado. Ou seja, a comunicação do piloto, com radares e navegação, acaba não sendo prejudicada. "Uma das faixas de frequência utilizadas para comunicação dos celulares é próxima à faixa utilizada por um dos instrumentos de navegação de avião. A probabilidade de haver interferência não é grande, mas ela existe", explica ao g1 Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o modo avião desliga as interfaces de comunicação sem fio do aparelho. São elas: 🌐 dados móveis 📶 wi-fi 🎧 Bluetooth 📱NFC 📡 GPS Mas, atualmente, alguns aparelhos permitem religar o wi-fi e o bluetooth mesmo com a função "modo avião" ainda ativada, mantendo desligada somente a rede móvel do celular. Dessa forma, o passageiro poderá conectar o aparelho à internet do avião e usar o bluetooth para conectar um fone de ouvido, por exemplo. "Antigamente, o modo avião era muito preciso, e os fabricantes não tinham total confiança de que as funções de comunicação de fato estavam totalmente isoladas", diz Jorge Henrique Bidinotto, da Universidade de São Paulo (USP). "Ao que parece, isso mudou nos últimos anos. Por isso, hoje se confia em deixar o telefone nesse modo, em que não se pode comunicar, mas se pode utilizar para outras funções, como vídeos, música, jogos etc." Uma vantagem do modo avião ligado é que o celular não ficará buscando pelas antenas das operadoras (ERBs) durante o voo, o que ajuda a economizar bateria. LEIA TAMBÉM: 🔋 Sem bateria? g1 testa 4 celulares que duram o dia todo 📱 RG, CPF, CNH e mais: veja como usar 7 documentos digitais Aeronaves correm risco de sofrer interferência de sinal? Especialistas do setor explicaram ao g1 que o risco de interferência existe e que varia de acordo com a aeronave. Por exemplo, em Boeings 787-9 Dreamliner, um dos aviões comerciais mais avançados da atualidade, a interferência é nula. As aeronaves de modelo A320 também não são afetadas quando testadas com interferências das transmissões intencionais nas frequências de wi-fi, bluetooth, NFC e GPS. Segundo a Anatel, até hoje, não houve nenhum registro de interferência nos voos no Brasil causado por aparelhos celulares dentro da aeronave. A Anac informa que, no caso de transporte comercial de passageiros, todas as aeronaves são certificadas, inclusive quanto à interferência de sinais eletromagnéticos. O órgão explica que, durante a certificação, os aviões são submetidos a extensos testes para determinar se eles atingem um nível aceitável quanto à interferência desses sinais, em diferentes fases do voo. Esse nível mínimo tem evoluído ao longo do tempo e é definido por fóruns internacionais, do qual a Anac participa ativamente. O que dizem as companhias aéreas sobre o assunto: A Gol informou que segue integralmente as recomendações da Anac e do fabricante da aeronave para mitigar qualquer risco relacionado ao assunto. A Azul afirmou que suas aeronaves têm autorização para uso dos equipamentos eletrônicos portáteis em modo avião durante todo o voo, inclusive com wi-fi ativado, sem que ocorra nenhuma interferência. A Latam declarou que segue o disposto pela Anac no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil, que indica que "é vedado utilizar e é vedado ao operador de uma aeronave autorizar a utilização de qualquer dispositivo eletrônico portátil em qualquer aeronave civil registrada no Brasil". "O motivo principal é não causar interferência com os sistemas de comunicações ou de navegação da aeronave na qual está sendo utilizada." 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