sábado, 17 de fevereiro de 2024

Por que empregos nas gigantes de tecnologia perderam o encanto


Um dia considerada a melhor indústria para se trabalhar, as Big Techs veem sua estrela manchada, em meio a demissões em massa e cortes de gastos, levando funcionários do setor a refletir sobre seus próximos passos. Os primeiros sinais de desaceleração surgiram em março de 2022, com o aumento da inflação e das taxas de juros restringindo o crescimento das empresas Getty Images Um dia consideradas o ápice da carreira na área, as vagas nas chamadas Big Techs (gigantes da tecnologia) têm perdido o brilho. Demissões em massa e cortes de gastos têm levado funcionários das gigantes da tecnologia a repensar seus próximos passos. Michael conta que começou na empresa em que hoje trabalha na primavera de 2021 querendo se provar ao lado dos melhores engenheiros de software do mundo. "Eles fazem alguns projetos muito complexos. Quando você se junta a eles, você supostamente está se juntando aos melhores. Você sente que está trabalhando em um lugar que aumenta o valor da sua marca como pessoa", diz. Inicialmente, tudo correu bem. Michael diz que conseguiu trabalhar em projetos de alto impacto, mostrando seu valor para desenvolvedores seniores. Os benefícios também ajudavam. "Era uma Big Tech típica, que oferecia enormes benefícios, com um ótimo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal", diz ele. "Em comparação com meus empregadores anteriores, era uma maravilha: tinha comida gratuita, verba de bem-estar e seguro de saúde. E as pessoas eram incríveis - era um ambiente de trabalho agradável, embora às vezes parecesse uma seita." Mas o primeiro sinal de que algo começava a mudar veio em março de 2022. Em meio à desaceleração econômica, o serviço de lavanderia gratuito foi retirado. Logo vieram mais cortes - o horário dos jantares para os trabalhadores que estavam no final do horário mudou e passou a conflitar com o último transporte gratuito saindo do campus de Nova York. Assim, os funcionários passaram a ter que escolher entre jantar ou ganhar carona para casa. "As pessoas reclamaram - especialmente os mais jovens. Era um ambiente de muito mimo." Meses depois, cortes nos benefícios foram seguidos por cortes de funcionários - Michael foi um dos 11 mil funcionários demitidos em novembro daquele ano, em meio a uma desaceleração mais ampla do setor de tecnologia. Seu próximo passo foi deixar o universo das gigantes da tecnologia completamente. Ele agora trabalha em finanças, em um grande banco de investimento. É um trabalho que ainda oferece projetos interessantes, diz Michael, e ele sente que tem uma segurança de emprego maior. "Se você tivesse me perguntado antes, eu teria dito que trabalharia para outra empresa das cinco gigantes em seguida. Mas há todo um mundo fora da Big Tech." Até pouco tempo, vagas em tecnologia - especialmente entre os principais nomes como Meta (dona do Facebook e Whatsapp), Alphabet (grupos de empresas do Google) e Amazon - estavam entre os empregos mais desejáveis disponíveis, oferecendo aos candidatos salários de seis dígitos, benefícios luxuosos e a perspectiva de estar na vanguarda da inovação. Mas desde o verão de 2022 o setor está cheio de cortes, demissões e incertezas. Em alguns casos, as empresas também restringiram o trabalho remoto, tornando o retorno ao escritório uma questão disciplinar. Uma recuperação parece distante. De acordo com o site que analisa a indústria Layoffs.fyi, 23.670 trabalhadores foram demitidos em 85 empresas de tecnologia apenas em janeiro de 2024, incluindo Microsoft, Amazon, eBay e Google. E alguns trabalhadores estão começando a procurar empregos fora do setor em que um dia já competiram para fazer parte. 'A tecnologia era o lugar para se estar' Antes das demissões, as empresas de tecnologia eram mais conhecidas por uma cultura de oferecer aos funcionários benefícios gratuitos e comodidades premium em escritórios de alto nível. Comida no escritório, academia, salas de jogos e de meditação eram uma forma de manter os trabalhadores no local pelo maior tempo possível. Mas também funcionavam como meio de atrair talentos. Scott Dobroski, especialista em tendências de carreira da Indeed, em São Francisco, diz que os candidatos, especialmente em tecnologia, conectam-se com a marca do empregador e a cultura da empresa. Isso mudou após a pandemia. À medida que a economia vacilou na primavera de 2022, o aumento da inflação e das taxas de juros restringiu o crescimento das empresas. Isso inicialmente levou a congelamentos de contratações e, em seguida, a demissões em todo o setor no final de 2022, que seguem acontecendo. "A pandemia de Covid-19 foi um acontecimento único que mudou a trajetória das empresas, superestimando a demanda e as contratações", diz Dobroski. "Depois de sair muito forte em 2021, as empresas de tecnologia tiveram que, de repente, recuar no recrutamento." Consequentemente, o setor de tecnologia tornou-se menos desejável para muitos trabalhadores, de acordo com os Melhores Empregos do Indeed de 2024. Medido por salário, flexibilidade e crescimento, apenas três em seu top 25 são funções de tecnologia, contra 11 da edição de 2023. "Embora os empregos de tecnologia continuem oferecendo altos salários e níveis acima da média de trabalho flexível, eles caíram significativamente em termos de crescimento", diz Dobroski. "Candidatos normalmente querem se juntar a empresas que estão florescendo, nas quais sentem que podem crescer. Mas quando as demissões são anunciadas, isso não apenas reduz as oportunidades de mudança no mercado de trabalho - prejudica a reputação dos empregadores e sinaliza incerteza." Não é apenas quem está em busca de um emprego que se afasta. Aqueles que atualmente trabalham no setor relatam desencantamento. Alessandra trabalha para uma empresa da tecnologia blockchain em Londres. Ela diz que escolheu o setor após entrar pela primeira vez na sede de seu empregador como estagiária. "Fiquei impressionada com o escritório - fez parecer que a tecnologia era o lugar para se estar. A natureza rápida e inovadora foi o que mais chamou minha atenção: como se eu pudesse fazer parte de algo novo." Como muitas no setor, a empresa de Alessandra foi afetada pela desaceleração da tecnologia. Em fevereiro de 2023, um dos produtos de blockchain deixou de ser oferecido. As demissões continuaram desde então - sua equipe já foi reduzida em cinco vezes. Os funcionários também são obrigados a ir ao escritório três dias por semana, ou lidar com as consequências. "Meu dia alterna entre ser super intenso, quando parece que as coisas estão 'decolando', e longos períodos de não fazer absolutamente nada", diz ela. Sua desilusão se estende para além de sua empresa e da própria indústria. "Aparentemente, é uma questão de sorte em qualquer parte da tecnologia em que você caia. No momento, a IA está decolando, então todos os outros sentem que estão sendo deixados para trás. Não é apenas a minha empresa: o mercado não sabe o que precisa fazer para ter sucesso, ou para onde está indo. Eu não me sinto mais inspirada, ou com aquela animação de quando entrei no escritório pela primeira vez." Aqueles que permanecem na indústria da tecnologia relatam desencantamento Getty Images 'Os dias de glória voltarão' Dobroski acredita que a empolgação com os empregos no setor de tecnologia só retornará quando a economia se recuperar totalmente, as demissões terminarem e as empresas retomarem a contratação em massa. Até lá, apenas certos papéis permanecem cobiçados. "A história já mostrou que, quando há crescimento de emprego, esse é o sinal de que há oportunidades para candidatos", diz ele. "Por hora, existem áreas dentro da indústria que ainda são muito atraentes para talentos de tecnologia, como equipes de IA entre Big Tech e start-ups." Embora ele tenha deixado a indústria, Michael diz que ainda trabalharia para uma empresa de Big Tech no futuro. "Os benefícios são ótimos, e você é levado a trabalhar em grandes problemas que um dia pode apontar e dizer: 'eu desenvolvi isso'. Os dias de glória voltarão: alguns anos após a desaceleração econômica e voltaremos a 2021. Talentos da tecnologia sempre serão escassos." Mas, por enquanto, muitos trabalhadores de tecnologia estão começando a buscar vagas em outros lugares. "A maioria dos meus colegas sente o mesmo: estamos trabalhando para algo que não vai a lugar algum", diz Alessandra. "E depois de ver tantos colegas próximos serem demitidos de repente ou pedirem demissão, perdemos a fé no que estamos tentando alcançar. A maioria de nós está planejando a estratégia de saída da empresa - e alguns até mesmo da indústria." Demissões na Meta: por que empresas de tecnologia estão vivendo 'tempestade perfeita' Por que empresas de tecnologia estão sofrendo perdas históricas na Bolsa americana Por que gigantes da tecnologia estão demitindo em massa

Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs'


Nesta semana, a empresa se tornou a 4ª mais valiosa do mundo após superar a Alphabet e a Amazon. Investimentos em chips usados no treinamento de modelos de inteligência artificial têm contribuído para o crescimento. Prédio da Nvidia em Taiwan REUTERS/Ann Wang A alta demanda por chips usados por modelos de inteligência artificial mexeu com o ranking das empresas mais valiosas do mundo: a Nvidia, que domina o segmento, tomou a 4ª posição da lista, superando Amazon e Alphabet (controladora do Google). O feito aconteceu na quarta-feira (14), quando a Nvidia alcançou a marca de US$ 1,8 trilhão (quase R$ 9 trilhões) em valor de mercado, crescendo 49% só em 2024. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é ainda maior: 223%. O crescimento também deixou ainda mais rico o fundador e presidente-executivo da empresa, o taiwanês Jensen Huang. Sua fortuna aumentou em US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) neste ano, totalizando US$ 64 bilhões (R$ 318 bilhões). Ele é o 23º mais rico do mundo, segundo a Bloomberg. Entenda nesta reportagem: O que faz a Nvidia? Por que a Nvidia está crescendo? O que vem a seguir? O boom da Nvidia em 2024 Ana Moscatelli/Arte g1 O que faz a Nvidia? A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify. A companhia controla cerca de 80% do mercado de chips de inteligência artificial de ponta, segundo a Reuters. Seus principais produtos neste setor são as unidades de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês) H100 e A100. E a fabricação de GPUs vai além da inteligência artificial: a Nvidia produz versões para computadores pessoais desses componentes, importantes especialmente para o funcionamento de games. Foi nesse setor, inclusive, que a empresa ficou mundialmente conhecida. SORA: modelo de IA da dona do ChatGPT cria vídeos realistas a partir de texto Por que a Nvidia está crescendo? Os resultados da Nvidia são explicados principalmente pelos altos investimentos de outras companhias em sistemas de inteligência artificial. O departamento que produz chips usados por este setor foi um dos destaques do balanço mais recente da empresa: 💰 A Nvidia faturou US$ 18,1 bilhões no trimestre encerrado em outubro de 2023, o que representou crescimento de 206% sobre o mesmo período do ano anterior 💵 Do faturamento total, US$ 14,5 bilhões vieram do setor de data center, que inclui chips usados para inteligência artificial 📈 O lucro líquido, que desconta as despesas da empresa, cresceu 1.259% e chegou a US$ 9,2 bilhões Na próxima quarta-feira (21), a Nvidia divulgará um novo balanço, agora sobre ao trimestre encerrado em janeiro. A projeção de analistas é de que o faturamento da empresa cresceu 118% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo a CNBC. "A Nvidia é uma das poucas que vende chips usados no treinamento de modelos de inteligência artificial como Llama 2 [da Meta] e GPT-4 [da OpenAI]", disse ao g1 Matheus Popst, sócio da gestora de investimentos Arbor Capital. "Agora, o mercado está tentando entender o quão grande será o mundo de IA". A construção desses sistemas depende de milhares de chips como o H100. A Meta, por exemplo, pretende chegar a 350 mil unidades do componente até o fim de 2024, segundo a Reuters. O preço de cada H100 não é revelado pela empresa, mas gira entre US$ 16 mil e US$ 100 mil, ainda de acordo com a Reuters. A relação do crescimento da Nvidia com mais investimentos do mercado em inteligência artificial é confirmada pelo presidente-executivo da empresa, Jensen Huang. "Nações e provedores regionais de soluções em nuvem estão investindo em nuvens de IA para servir à demanda local, e empresas de software empresarial estão adicionando copilotos e assistentes de IA às suas plataformas", disse Huang em outubro, quando o balanço mais recente foi anunciado. Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, em foto de 12 de fevereiro de 2024 Reuters/Amr Alfiky Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos O que vem a seguir? A Nvidia pode enfrentar um cenário menos favorável nos próximos meses: além de AMD e Intel, duas fabricantes tradicionais de chips, a empresa terá que lidar com o surgimento de componentes produzidos por seus clientes. Microsoft, Google, Amazon e Meta são algumas das que já anunciaram planos de fabricar seus chips de inteligência artificial e se tornarem menos dependentes de terceiros. Por isso, a Nvidia planeja entrar em um novo setor, o de componentes sob medida para empresas de computação em nuvem. Segundo a Reuters, a ideia é criar uma alternativa de receita para contornar a redução dos gastos com chips de uso geral, como o H100. Algumas empresas têm deixado esses componentes e apostado em chips personalizados conforme suas necessidades porque, entre outros fatores, a mudança ajuda a reduzir o consumo de energia e, consequentemente, os custos de operação. O setor de chips personalizados para data centers deve crescer em 2024 e ser avaliado em US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões), segundo a Reuters. A alta deve continuar em 2025 e poderá contribuir para novos resultados expressivos da Nvidia. LEIA TAMBÉM: Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Dumbphones: o que são os 'celulares burros' que têm adeptos pelo mundo

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Robô da criadora do ChatGPT que gera vídeos com IA a partir de textos comete gafes; veja exemplos

Em um dos comandos solicitados, é pedido para que a IA crie um vídeo com uma bola de basquete passando pelo aro e explodindo. Mas, no conteúdo gerado, o objeto acaba se duplicando e vaza o aro. Empresa admite que tecnologia pode errar. Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes A OpenAI, dona do robô ChatGPT, anunciou na quinta-feira (15) seu mais novo modelo de inteligência artificial (IA) que gera vídeos de até 60 segundos a partir de texto curtos. A tecnologia, batizada de Sora, impressiona por criar imagens realistas, só que, em alguns casos, ela apresenta erros bizarros. A própria OpenAI admite que a IA ainda não está precisa e compartilha alguns exemplos em que ela comete gafes (veja no vídeo acima). Em um dos comandos, é pedido para que o Sora gere um vídeo de bola de basquete passando pelo aro e explodindo. No vídeo, porém, a bola acaba se duplicando e vaza o aro. Em outro exemplo, é dado este comando: "[Criar um vídeo de] arqueólogos descobrindo cadeira de plástico no deserto". Como reposta, a inteligência artificial cria um vídeo em que a cadeira voa, se replica sozinha e, por fim, parece um papel (veja no vídeo acima). Segundo a OpenAI, o Sora pode ter dificuldade para reproduzir a física de uma cena complexa e pode não entender lógicas de causa e efeito. "Por exemplo, uma pessoa pode dar uma mordida em um biscoito, mas depois o biscoito não ter marca de mordida", explica. "O modelo também pode confundir detalhes espaciais de um 'prompt', por exemplo, misturando direita e esquerda, e pode ter dificuldades com descrições precisas de eventos que ocorrem ao longo do tempo, como seguir uma trajetória específica de câmera." LEIA TAMBÉM: Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Por que as gigantes de tecnologia fazem demissões em massa apesar de lucros recordes Zuckerberg testa Apple Vision Pro, critica rival e diz que prefere óculos da Meta Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT ChatGPT: como usar o robô no dia a dia ChatGPT: como usar o robô no dia a dia

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

OpenAI, dona do ChatGPT, lança modelo que cria vídeos realistas com inteligência artificial


Segundo a empresa, o Sora consegue criar vídeos de até 60 segundos a partir de descrições em texto. Sora é o modelo da OpenAI capaz de criar vídeos Divulgação/OpenAI A OpenAI, criadora do robô ChatGPT, revelou nesta quinta-feira (15) um modelo de inteligência artificial que cria vídeos realistas a partir de comandos em texto. Batizada de Sora, a ferramenta foi liberada para análises de especialistas e não foi liberada ao público. "A Sora pode criar vídeos de até 60 segundos com cenas altamente detalhadas, movimentos de câmera complexos e vários personagens com emoções vibrantes", explicou a OpenAI. A empresa disse que disse que vai adotar várias medidas de segurança antes de disponibilizar o Sora em seus produtos. Isso inclui o trabalho com especialistas em áreas como desinformação, conteúdo de ódio e preconceito. A empresa também divulgou exemplos de vídeos criados com inteligência artificial. Eles não existem e foram criados a partir de instruções que incluem personagens e estilo de vídeo, por exemplo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Inteligência artificial: mulheres negras sofrem mais erros em abordagens de reconhecimento facial do que brancos


Em entrevista ao podcast O Assunto, pesquisadores chamam atenção para falhas em tecnologia usada para capturar foragidos. O reconhecimento facial na segurança pública tem sido usado em capitais como Recife, Olinda, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, que usaram a tecnologia para capturar foragidos durante o carnaval. Mas pesquisadores da área vem chamando atenção para falhas de verificação em diferentes grupos populacionais. "Principalmente mulheres negras sofrem com mais erros desse sistema do que homens brancos", destaca Daniel Edler, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP. "Os sistemas de vigilância e avaliação de monitoramento não são ferramentas neutras, ainda mais quando usadas pela polícia", diz. "Se você tiver um sistemas que é treinado basicamente com rostos de universitários americanos você vai ter rostos de homens brancos - e um sistema muito bem treinado para identificar homens brancos." Suspeitos foram encontrados pelas câmeras de reconhecimento facial SSP-BA Leia também Com mais de mil prisões na BA, sistema de reconhecimento facial é criticado por 'racismo algorítmico'; inocente ficou preso por 26 dias Atualmente, a margem de erro nos sistemas de reconhecimento facial é de 8%. Segundo o pesquisador, até mesmo uma precisão de 99,9% poderia ter um efeito danoso em grandes centro urbanos, onde uma malha de câmeras pode, facilmente, "capturar dez milhões de rostos por dia". "A gente ainda teria dez mil casos de erros por dia. É ruim para a operação policial, porque o policial vai deixar a base da patrulha desprotegida [para fazer a abordagem] e há, obviamente, um problema de direitos humanos." Especialista explica como funciona o reconhecimento facial Especialista fala sobre como é o reconhecimento facial na segurança pública Ouça a entrevista completa no podcast O Assunto

Nvidia supera Google e Amazon, e se torna 4ª empresa mais valiosa do mundo


Otimismo com a fabricante de chips é motivada, sobretudo, pela corrida das empresas com a inteligência artificial. Sede da Nvidia, em Santa Clara, Califórnia, nos Estados Unidos REUTERS/Robert Galbraith A fabricante de chips para computação móvel Nvidia se tornou a quarta mais valiosa do mundo nesta quarta-feira (14), desbancando gigantes de tecnologia, como Amazon e Alphabet (controladora do Google). As ações da Nvidia subiram cerca de 2,5% no último pregão, em um dia marcado por um otimismo dos investidores globais com as ações de empresas de tecnologia. em especial as que estão bem-posicionadas em inteligência artificial. (saiba mais abaixo) A alta fez valor de mercado da companhia atingir a marca de US$ 1,825 trilhão (mais R$ 9 trilhões). Com esse número, a Nvidia ultrapassou os US$ 1,821 trilhão da Alphabet e os US$ 1,776 trilhão da Amazon. É, assim, a terceira empresa mais valiosa dos Estados Unidos. Agora, a Nvidia fica atrás somente de: Microsoft, com valor de mercado de mais de US$ 3 trilhões; Apple, com valor de mercado de US$ 2,843 trilhões; e Saudi Aramco, com valor de mercado de US$ 2,061 trilhões. Empolgação com a inteligência artificial A Nvidia é uma das empresas que mais surfam a onda da inteligência artificial, justamente por conta dos produtos de hardware e software que oferece, importantes para o funcionamento das máquinas. Assim, com empresas de diferentes segmentos em uma corrida para implementar a inteligência artificial aos seus negócios, as fabricantes desses produtos tendem a se beneficiar pela alta na demanda — o que muito agrada aos investidores. Somente entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, as suas ações já disparam mais de 55%. No acumulado em 12 meses, a alta é ainda mais impressionante, quase 210%. No começo deste mês, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo para as ações da empresa em 21% — o que, na prática, significa que o banco acredita que os papéis ainda devem se valorizar. Avaliações como essa, de grandes bancos e casas de análise, são tidas como reforço positivo para investidores que procuram papéis para apostar. Em relatório, Toshiya Hari, analista da instituição, disse acreditar que a Nvidia "permanecerá como o padrão ouro do setor em um futuro próximo devido às suas robustas ofertas de hardware e software e, principalmente, ao ritmo em que continua a inovar". LEIA TAMBÉM: Por que as gigantes de tecnologia fazem demissões em massa apesar de lucros recordes *Com informações da agência de notícias Reuters

Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos


Em 2023, mais de 200 mil roubos e furtos de celulares foram registrados apenas na cidade de São Paulo. Veja dicas de segurança para proteger senhas e dados pessoais, além de orientações sobre o que fazer se o smartphone for roubado ou furtado. Em um mês de funcionamento do aplicativo "Celular Seguro" foram registrados mais de 12 mil alertas de bloqueio Os roubos e furtos de celulares para acessar aplicativos de bancos instalados nos aparelhos e tirar o dinheiro das vítimas se tornou comum no Brasil. Em 2023, foram mais 200 mil roubos e furtos de celulares somente na cidade de São Paulo, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz com base em dados da Secretaria da Segurança Pública do estado. Diante do crescente problema, o governo federal criou o programa Celular Seguro, que tem o objetivo de inibir o acesso de criminosos aos aplicativos com bloqueios realizados por bancos parceiros – saiba como se cadastrar. O g1 ouviu especialistas para reunir dicas para manter aplicativos de banco e smartphone seguros, além de orientações sobre o que fazer em caso de furto ou roubo e de transferências bancárias indevidas. Confira abaixo. Como se proteger? Para se proteger desse tipo golpe, é fundamental redobrar os cuidados com as configurações de segurança do celular e dos aplicativos. Isso porque o aparelho guarda muitas informações que podem permitir que os criminosos recuperem ou mudem as senhas usando, por exemplo, dados armazenados em e-mails, redes sociais ou outras ferramentas disponíveis no smartphone. O presidente da Associação Brasileira de Proteção de Dados (ABPDados), Renato Opice Blum, explica que, quando um aparelho é roubado desbloqueado, fica mais fácil para os bandidos violarem certas medidas de segurança ou redefinirem senhas de acesso. "Em tese, se o celular tiver bloqueado, com uma senha relativamente complexa e com a atualização do sistema operacional, isso por si só já impediria ou deixaria muito difícil o acesso indevido. Mas se o criminoso acessar o celular, ele vai ter também acesso ao SMS da pessoa, muitas vezes ao e-mail e pode conseguir alterar as senhas ou receber a dupla autenticação para ingressar nos aplicativos", afirma. Veja abaixo dicas de especialistas e recomendações da Febraban (Federação Brasileira de Bancos): Use sempre uma configuração de bloqueio da tela de início do celular e opte pela opção de bloqueio automático mais rápida (30 segundos, por exemplo); Mantenha o sistema operacional do celular atualizado e verifique sempre se há atualizações de aplicativos pendentes; Nunca utilize o recurso de “lembrar/salvar senha” em navegadores e sites; Jamais anote senhas em blocos de notas, e-mails, mensagens de WhatsApp ou outros locais do celular; Procure usar senhas fortes e não repetir o código de acesso ao seu banco para uso em outros aplicativos, e-mail ou sites de compras; Utilize ferramentas de segurança adicionais como biometria, reconhecimento facial e dupla autenticação (a segunda senha) em apps e também no e-mail; Nas configurações do aparelho, desative as notificações e funções que são exibidas independentemente do bloqueio de tela inicial; Coloque um PIN também no chip do celular. Dessa forma, se o aparelho for reiniciado, será necessário inserir o código pessoal para uso da linha e envio e recebimento de SMS. O que fazer se o celular for roubado? A primeira providência a ser tomada no caso de roubo ou perda, estando o aparelho desbloqueado ou não, é apagar os dados remotamente. Isso pode ser feito acessando as páginas que a Apple (no caso do iPhone) e o Google (para celulares com o sistema Android) criaram para localizar dispositivos perdidos. Veja como fazer no iPhone Veja como fazer no Android Tela de controle do Google permite rastreamento de celular e exclusão de dados Reprodução Só depois de ter os dados apagados, comunique a operadora de que o aparelho foi roubado, para que sua linha seja bloqueada. Se você fizer isso antes de deletar os dados e a linha for cancelada e seu smartphone ficar sem internet, o comando para limpar o dispositivo não vai chegar. Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger As entidades de defesa do consumidor recomendam ainda entrar em contato com o banco para o bloqueio do app e da conta, seja pelo Celular Seguro ou diretamente com a empresa, e que seja registrado também um boletim de ocorrência. Em resumo, a vítima deve: Acessar as páginas criadas pela Apple (no caso do iPhone) e pelo Google (para celulares com o sistema Android) para limpar todo o conteúdo do aparelho de maneira remota. Notificar imediatamente o banco para que medidas de segurança sejam adotadas, como bloqueio do app do banco, da senha de acesso e da própria conta; Avisar à operadora de telefonia para o bloqueio imediato do chip e do IMEI (Identidade Internacional de Equipamento Móvel); a partir do bloqueio, o aparelho ficará impedido de se conectar a redes móveis; Trocar as senhas e as configurações de autenticação das contas e dos aplicativos instalados no smartphone, incluindo redes sociais e e-mail; Acessar a ferramenta Registrato do Banco Central para verificar se os seus dados não foram utilizados para abertura de contas ou empréstimos. Vítima pode pedir ressarcimento do banco, diz Idec O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que é responsabilidade dos bancos garantir a segurança dos aplicativos e das operações financeiras e explica que as vítimas que tiverem suas contas limpas por esse tipo de golpe têm direito a pedir ressarcimento de um eventual prejuízo. "O consumidor pode e deve entrar e contato com o banco para ser ressarcido, inclusive porque o banco tem todo o aparato tecnológico para identificar movimentações sucessivas ou em valor considerável que fogem do padrão da pessoa, e tem condições de bloquear esse tipo de transação", afirma o advogado do Idec Michel Roberto de Souza. Segundo ele, cabe ao banco comprovar que não existiu alguma falha de segurança e que a culpa teria sido exclusiva do consumidor. Os consumidores que enfrentarem algum problema com o banco neste tipo de situação podem fazer também uma reclamação contra a instituição financeira no site do Banco Central e no Procon. "Sempre há a possibilidade também de entrar com uma ação no juizado especial de pequenas causas. No valor de até 20 salários mínimos a pessoa não precisa ser acompanhada de um advogado, pode se dirigir pessoalmente", lembra Souza. 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China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...