sexta-feira, 5 de abril de 2024

Lâmpada inteligente: g1 testa 5 modelos para começar a montar a casa conectada


Elgin, LEDVance, Steck e TP-Link iluminam bem com luz branca, mas o brilho deixa a desejar quando começam a trocar de cores. Guia de compras: teste com lâmpadas conectadas Vitor Souza Pereira/g1 Lâmpadas inteligentes simplificam a iluminação de casa e são um primeiro passo para ter um lar automatizado. 💡 Elas podem ser programadas para acender em horários específicos, deixam a tonalidade da luz mais clara ou colorida e tornam os ambientes mais aconchegantes à noite. Até dançam conforme a música, literalmente. E, se quiser, dá para comandar as luzes usando a voz. O Guia de Compras testou 5 lâmpadas com conectividade wi-fi. Os modelos estão mais baratos, mais fáceis de configurar e oferecem mais funcionalidades que os analisados no início de 2022. As lâmpadas testadas foram: Elgin SmartColor 10W Elgin SmartColor 30W LEDVance Smart+ Steck Lâmpada LED RGBW Wi-Fi 12W TP-Link Tapo L530E As lâmpadas custavam entre R$ 50 e R$ 130 nas lojas on-line consultadas no início de abril. Em 2022, o preço começava em R$ 70. O que os produtos da avaliação têm em comum: Soquete padrão E27, igual ao das lâmpadas LED convencionais São capazes de mostrar 16 milhões de cores Controle por app no celular (Android ou iOS) ou assistente de voz (Alexa/Google) São bivolt Quatro das lâmpadas testadas têm potência entre 8,7W e 12W, as mais comuns encontradas nas lojas on-line. A exceção no comparativo é a Elgin SmartColor 30W, a única que o Guia de Compras encontrou com a potência de 30W. Demais lâmpadas de 30W estavam disponíveis apenas na cor branca, sem opções de conectividade wi-fi nem opção colorida. OUTROS GUIAS: SEM COLOCAR NO ARROZ: o que fazer se o celular cair na água? IPHONE ANTIGO: saiba até qual versão ainda vale a pena comprar PRIVACIDADE: o que usar para destruir dados de etiquetas e embalagens TODOS OS GUIAS DE COMPRAS Vale ressaltar que lâmpadas conectadas precisam ser encaixadas em dispositivos como luminárias e abajures, não no teto de uma sala em um grande candelabro. O motivo é simples: o interruptor precisa ficar ligado o tempo inteiro – mesmo apagada, a lâmpada segue conectada para saber se vai acender ou precisa cumprir alguma programação de cena. Se a lâmpada for ligada direto em um spot no teto, existe a chance de esbarrar no interruptor e cortar a energia por acidente. Veja a seguir o que cada lâmpada consegue oferecer e leia a conclusão ao final da reportagem. Elgin SmartColor 10W A Elgin SmartColor 10W é uma lâmpada de configuração rápida, com ótimo desempenho na luz branca (fria ou quente). Como ocorre na grande parte desses dispositivos, a iluminação colorida não é tão brilhante. O modelo é o mais barato da avaliação, sendo vendido na faixa dos R$ 50 nas lojas on-line consultadas em abril. A garantia é de 1 ano. Outros dois modelos da avaliação são bastante similares à Elgin SmartColor 10W – a LEDVance Smart+ e a TP-Link Tapo L530E. São lâmpadas com potência na faixa entre 8 e 10W (equivalentes a 60W em uma luz LED tradicional) e com quantidade de lúmens (número que indica quanto brilha uma lâmpada) similar, na faixa dos 800 lúmens para os três modelos. Isso significa que são bem claras com a luz branca, mas a iluminação colorida é mais fraquinha, como dá para ver abaixo na comparação com as demais lâmpadas. Veja abaixo os cinco modelos comparados, com brilho no máximo: De cima para baixo: Elgin 10W, Elgin 30W, LEDVance, Steck e TP-Link Henrique Martin/g1 A lâmpada pode ser instalada em luminária ou spot e requer o uso de um app da fabricante, chamado Elgin Smart, que vai guiar no processo de conectar a lâmpada à rede wi-fi da casa. É preciso fazer um cadastro de conta por e-mail e criar uma senha no aplicativo. O app é bastante similar ao utilizado pela Steck em sua lâmpada conectada – as duas empresas usam uma plataforma chamada Tuya, que pode ser personalizada de acordo com cada fabricante. App da Elgin para controle de lâmpada conectada Reprodução Pelo Elgin Smart, é possível programar a iluminação, como acender a lâmpada antes do pôr do sol, ajustar cenas como trabalhar, ler ou deixar luz suave e sincronizar as cores com a música que está sendo reproduzida no ambiente. Esse recurso musical utiliza o microfone do celular que está com o app instalado e é mais indicado para uso em festas. A luz muda mesmo – e rápido – de acordo com as batidas da canção em reprodução. O app também serve para conectar a lâmpada da Elgin a assistentes digitais, como Alexa ou Google Assistente. Desse modo, usando o aplicativo do smartphone ou um alto-falante conectado, é possível acionar a lâmpada com a voz. Também dá para comandar outros itens de casa inteligente da mesma marca, como câmeras, por exemplo. Elgin SmartColor 30W A Elgin SmartColor 30W é a maior, mais cara e mais potente lâmpada da avaliação. O modelo custava R$ 130 nas lojas da internet pesquisadas em abril e a garantia é de 1 ano. Quando colocada ao lado da sua “irmã" Elgin SmartColor 10W, dá para entender os motivos de ser a mais cara e maior em tamanho. Apesar do bocal compatível com o padrão E27 (de rosquear), essa lâmpada é muito grande – e não cabe em qualquer luminária. Lâmpada da Elgin de 30W ao lado da de 10W Henrique Martin/g1 A fabricante indica que esse modelo de 30W é feito para uso em ambientes com bastante espaço: garagens, varandas e salões de festas. A Elgin, porém, ressalta que essa lâmpada não deve ser utilizada em áreas de churrasqueiras, por conta do calor. Vale notar que a Elgin SmartColor 30W é o único modelo que o Guia de Compras encontrou com essa potência (e cores) nas lojas on-line. Demais lâmpadas de 30W estão disponíveis apenas na cor branca, sem outras cores ou conectividade wi-fi. A luz branca é bastante forte e preenche todo o ambiente com muito brilho tanto no modo branco como o colorido, por conta dos 30W de potência. Isso é equivalente a uma lâmpada convencional de 150W. Em lúmens, são 2.600 – mais que o triplo de algumas das concorrentes na avaliação (Elgin, LEDVance e TP-Link). A configuração é feita pelo mesmo app Elgin Smart, usado pela lâmpada SmartColor 10W. Dá para programar horários, definir perfis de iluminação e sincronizar a luz com música. Durante os testes feitos em um spot convencional, foi o único modelo que esquentou bastante durante o uso, sendo necessário esperar esfriar para poder trocar. A recomendação da fabricante de requerer bastante espaço se mostrou bastante válida. LEDVance Smart+Wifi Clássica A 9W A LEDVance Smart+Wifi Clássica A 9W é uma lâmpada conectada de configuração rápida e simples, vendida na faixa dos R$ 70 nas lojas on-line consultadas em abril. A garantia da fabricante é de 2 anos. É o único modelo da avaliação compatível com o padrão Matter para casa conectada. O Matter é uma espécie de "tradutor universal" para a casa conectada, fazendo com que aparelhos de vários fabricantes – como lâmpadas, câmeras de segurança, aspiradores-robô, fechaduras, entre outros – falem a mesma "língua", usando um só aplicativo, independentemente da marca. Mas o Matter ainda é muito recente e depende da adoção no mundo real – marcas como Apple, Samsung, Amazon e Google já se comprometeram a lançar produtos compatíveis com o padrão. Na iluminação, a LEDVance Smart+Wifi Clássica A 9W é bastante parecida com o modelo de 10W da Elgin e o de 8,7W da TP-Link: ótimo brilho na cor branca – ajustável entre tons frios e quentes –, mas mais reduzido nos tons coloridos. Na hora da instalação, o aplicativo pediu um cadastro rápido com envio de código de segurança por e-mail, a senha da rede wi-fi e encontrou rápido o dispositivo. Os controles pelo app são mais refinados na comparação com os da Elgin e da Steck. Dá para definir por tom – vermelho ou azul, por exemplo – ao clicar na cor, definindo o nível de saturação e de brilho. App da LEDVance para controle da lâmpada – com padrão Matter Reprodução O aplicativo também tem ajustes de modos de uso (trabalho, leitura, entre outros), permite programação de horários e controle da luz por música, assim como os comandos por voz (com Alexa ou Google Assistente). Steck RGBW Wi-Fi 12W Entre as lâmpadas da avaliação, a Steck Lâmpada LED RGBW Wi-Fi 12W é uma das mais poderosas – tem 12W de potência, perdendo nesse quesito apenas para a Elgin SmartColor 30W. A lâmpada custava R$ 70 nas lojas on-line pesquisadas no início de abril. A garantia da fabricante é de 1 ano. A potência maior do modelo da Steck reflete em uma luz mais forte e brilhante, tanto no modo branco como colorido. Os 12W do LED são equivalentes a uma lâmpada convencional de 75W. Dá para ver na imagem abaixo – tirada no escuro, apenas com a lâmpada do teste acesa e na mesma configuração da câmera para todos os modelos – que a Steck permite ver a cor da parede atrás no modo branco, algo mais escondido nas concorrentes. Steck RGBW Wi-Fi 12W Henrique Martin/g1 O aplicativo – chamado apenas Steck – é “gêmeo" do utilizado pela Elgin, apenas com cores diferentes. No teste de 2022, isso foi visto em outras marcas de lâmpadas conectadas, como Geonav, Positivo e Intelbras, que usam uma plataforma chamada Tuya – que é adaptada de acordo com o fabricante, compartilhando os recursos. App da Steck: igual ao da Elgin Reprodução Os recursos de Elgin e Steck são os mesmos, com as mesmas telas para comandar vários aparelhos conectados da marca, ajustar os temas e programações de iluminação, configurar assistentes digitais e até sincronizar a luz com música. Só muda o nome mesmo. TP-Link Tapo L530E 8W A TP-Link Tapo L530E é a lâmpada conectada de menor potência da avaliação – 8,7W – mas com os mesmos 806 lúmens (número que indica quanto brilha uma lâmpada) do modelo da LEDVance, de 10W. O dispositivo custava na faixa dos R$ 70 nas lojas on-line consultadas em abril, com garantia de 2 anos da fabricante. A iluminação fornecida pela TP-Link Tapo é similar à encontrada na Elgin SmartColor 10W e na LEDVance Smart+. As luzes na cor branca (com tons quentes ou frios) iluminam bastante, mas as coloridas deixam um pouco a desejar – algo comum a quase todos os modelos da avaliação. O aplicativo da TP-Link, porém, tem algumas diferenças em comparação com os demais apps. A configuração padrão – com e-mail, código de acesso e senha – é similar aos outros, mas o aplicativo Tapo permite um controle mais refinado da iluminação, como ocorre com o app da LEDVance. Dá para escolher a cor direto em uma lista, sem precisar ficar navegando por uma roda de cores (como na Elgin e Steck). O aplicativo para celular Tapo também é o único entre os avaliados com informações sobre consumo de energia das lâmpadas, o que ajuda a entender melhor – e talvez dar uma ideia – do quanto será gasto por dia, semana e mês. Tapo: com informações sobre consumo de energia Reprodução Pelo Tapo, é possível ainda configurar modos de uso predefinidos, , programar os temporizadores de iluminação e até mesmo definir se a lâmpada deve acender aos poucos, com brilho progressivo, em vez de acender com o brilho total de uma só vez. 💡Conclusão CUSTO-BENEFÍCIO: Entre as cinco lâmpadas testadas, dois modelos apresentam a melhor relação custo e benefício. A Elgin SmartColor 10W, tem um brilho forte no branco, não muito no colorido, mas é a mais barata da avaliação – na faixa de R$ 50 ou menos. O modelo da Steck também merece destaque por ter a lâmpada de tamanho convencional (tirando a Elgin SmartColor 30W) com o brilho mais forte e que deixa um ambiente colorido ou branco bem iluminado, sem passar a sensação de que fica muito escuro no local. PARA MAIOR BRILHO: a Elgin SmartColor 30W é, sem dúvida, a lâmpada mais brilhante do teste. Mas é preciso levar em consideração o preço (em torno dos R$ 130) e que ela é um produto grande, que não cabe em qualquer luminária e requer bastante espaço para instalação. O QUE MUDOU DE 2022 PARA CÁ: Dá para dizer que as lâmpadas conectadas estão mais fáceis de configurar – os apps apresentam menos erros no geral e encontram os dispositivos bem mais rápido. Apesar de grande parte das lâmpadas de 2022 também estar na faixa dos 800 lúmens, a impressão é que as lâmpadas de 2024 estão mais brilhantes no modo colorido. E recursos como sincronização da luz com música não existiam na primeira avaliação. COMO FORAM FEITOS OS TESTES: As lâmpadas foram usadas algumas horas por dia em março, sendo avaliadas as funções de acender e apagar em horários programados, ajustar modos de iluminação (como trabalho, lazer, leitura, foco, por exemplo) e uso de outras funcionalidades, como a sincronia com música ambiente. As lâmpadas foram escolhidas baseadas em outras marcas populares nas lojas on-line que não tinham sido testadas na avaliação anterior. Apenas a Ekaza não enviou um modelo. Os produtos foram enviados por empréstimo e serão devolvidos. ATENÇÃO COM O WI-FI: todas as lâmpadas do teste requerem um roteador compatível com redes 2,4GHz, que fornecem maior estabilidade de sinal pela casa. As fabricantes indicam que alguns equipamentos fornecidos por operadoras de telefonia, como modems com Wi-Fi, podem não funcionar com as lâmpadas. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. 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quinta-feira, 4 de abril de 2024

Por que Taiwan é tão importante no mercado de chips e como uma interrupção na produção poderia afetar o mundo


País asiático atingido por terremoto na última quarta-feira (3) produz 90% dos semicondutores mais avançados do planeta. Seus clientes são big techs, montadoras e indústrias de todo o mundo. Por que Taiwan é considerada potência na fabricação de chips e como uma interrupção na produção pode impactar o mundo Getty Images Os Estados Unidos concentram as principais empresas de tecnologia do mundo, como Apple, Amazon e Microsoft. Mas o "coração" dos produtos dessas e de muitas outras companhias, o chip, é produzido principalmente em um lugar bem longe dali: Taiwan. Na última quarta-feira (3), o país asiático foi atingido pelo terremoto mais forte registrado lá em 25 anos, e fábricas de chips chegaram a paralisar algumas operações ao longo do dia para avaliar os impactos. Os primeiros relatos são de que não houve danos graves. Mas o tremor levantou a preocupação sobre como um desastre natural poderia desestabilizar o fornecimento desses componentes e causar um baque ainda maior do que a recente "crise dos chips", que atingiu a indústria entre 2020 e 2023 e freou até a produção de carros. ⚡Afinal, o que é um chip? É um componente muito pequeno, feito de material semicondutor, principalmente o silício (encontrado na areia). O chip contém um circuito eletrônico e é considerado semicondutor porque deixa passar menos eletricidade do que o cobre, por exemplo, mas não chega a ser um isolante. Fazendo a eletricidade passar e parar de passar, os chips permitem, por exemplo, que aparelhos eletrônicos executem comandos ao apertar de um botão ou que dados sejam armazenados, entre muitas funções. 🤳 Quem depende dos chips: não é só celular que tem chip... ele está no cartão do banco, nas geladeiras, nas máquinas de lavar, em lâmpadas de LED, nos aviões. Nos carros atuais, são usados milhares de chips em diversos sistemas, como computador de bordo, gerenciamento do motor e controle de navegação. ‘Guerra dos Chips’: como Taiwan se tornou centro de disputa política e econômica entre China e EUA ⚙️Por que Taiwan domina: os EUA inventaram o chip, mas hoje o país asiático produz 90% dos modelos mais avançados usados no mundo. Inclusive aqueles necessários para desenvolver inteligência artificial, que são bastante sofisticados. Taiwan investiu no ramo a partir dos anos 70, deixando de ser uma região conhecida pela produção agrícola e se transformando no centro de exportação dos chips mais avançados do mundo. Como grupo de jovens engenheiros tornou Taiwan uma potência em microchips A maior companhia do setor em todo o mundo fica lá. Fundada em 1987, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) fornece componentes para clientes como a Apple, criadora do iPhone, e a Nvidia, que se tornou uma das empresas mais valiosas do mundo graças ao desenvolvimento de chips mais complexos, aqueles usados para inteligência artificial. "Praticamente todo celular, a maioria dos computadores e qualquer banco de dados do mundo tem chips produzidos pela TSMC e só ela é capaz de produzir. 90% dos chips de processamento mais avançados do planeta saem de lá", diz Chris Miller, historiador e autor de "A Guerra dos Chips". Fábrica de chips da TSMC, a maior produtora do mundo no setor, sediada em Taiwan Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Ltd. O império da TSMC inclui nove fábricas em Taiwan. A empresa também está construindo uma unidade no Japão e pretende ter outras nos EUA e na Alemanha. Ela emprega 73 mil pessoas, de acordo com a "Forbes". Segundo o "The New York Times", a Coreia do Sul , onde fica a Samsung, está logo atrás de Taiwan no "poder" de fabricação de chips. Só que os semicondutores taiwaneses ainda são menores e mais rápidos que os sul-coreanos. O domínio de Taiwan causou até uma crise política com os EUA, que, por meio de sanções, “proibiram” o país de exportar a tecnologia para a China, alegando que os chineses querem desenvolver armas táticas de guerra. Do Vale do Silício a Taiwan: veja a evolução tecnológica mundial da produção dos chips O que acontece se a produção de chips parar O mercado de chips já vive uma crise e impacta várias empresas de diferentes setores. Uma possível paralização poderia agravar o cenário. A pandemia de coronavírus impulsionou a venda de dispositivos eletrônicos para as pessoas trabalharem em casa, lembra? Ao mesmo tempo, a indústria automotiva reduziu a demanda por chips no início da pandemia, mas voltou com força no final de 2020. No entanto, as montadoras sentiram dificuldade para conseguir os semicondutores que necessitavam, inclusive modelos mais simples de chips. Em 2022, várias fabricantes pararam e deixaram de produzir veículos devido à falta deles. Um levantamento da consultoria Gartner divulgado em 2021 indicou que a escassez também atrasou o lançamento e a oferta de celulares. O que dizem as principais empresas De acordo com a agência Reuters, a TSMC disse que suspendeu o trabalho temporariamente em suas fábricas após o terremoto para avaliar os impactos. Ainda nesta quarta, em nota enviada à agência NPR, informou que apenas "um pequeno número de equipamentos foi danificado, em certas unidades", impactando parcialmente as operações. "Em todo caso, não houve prejuízo em ferramentas essenciais", afirmou a empresa. A United Microelectronics Corp (UMC), rival da TSMC no país, disse que todos os funcionários estavam seguros e que suas fábricas funcionavam normalmente na última quarta, ainda segundo informações da Reuters. Algumas máquinas foram desligadas, mas a empresa trabalhava para reiniciá-las. A NPR apontou que, considerando o volume de produção concentrado no país, analistas de mercado dizem que, mesmo interrupções mínimas pode atrasar o envio da produção e gerar prejuízos de milhões de dólares. Fantástico mostra centro de pesquisa de chips nos EUA; veja VÍDEO Fantástico mostra como funciona uma fábrica de chips; veja VÍDEO Veja no Fantástico uma disputa mundial que coloca em risco a produção e o comércio de chips Veja no Fantástico uma disputa mundial que coloca em risco a produção e o comércio de chips

'Fui colocada em deepfake pornô pelo meu melhor amigo'


Em entrevista à BBC, jovem inglesa conta como descobriu que o responsável por usar sua imagem era um de seus melhores amigos. 'Fui colocada em deepfake pornô pelo meu melhor amigo' GETTY IMAGES via BBC “Jodie” encontrou fotos suas usadas em pornografia deepfake na internet — e, na sequência, descobriu algo ainda mais chocante. Em entrevista ao programa de rádio File on 4, da BBC, ela contou sobre o momento em que percebeu que o responsável era um de seus melhores amigos. AVISO: contém linguagem ofensiva e descrições de violência sexual. Na primavera de 2021, Jodie (nome fictício) recebeu um link para um site de pornografia de uma conta de e-mail anônima. Ao clicar, ela se deparou com imagens explícitas e um vídeo do que parecia ser ela fazendo sexo com vários homens. O rosto de Jodie havia sido adicionado digitalmente ao corpo de outra mulher — o que é conhecido como “deepfake”. Alguém havia postado fotos do rosto de Jodie em um site de pornografia, dizendo que ela o deixava “muito excitado” — e perguntando se outros usuários do site poderiam fazer "pornografia fake" com ela. Em troca dos deepfakes, o usuário se oferecia a compartilhar mais fotos de Jodie e detalhes sobre ela. Falando pela primeira vez sobre a experiência, Jodie, que está agora com 20 e poucos anos, relembra: “Eu gritava, chorava, mexia violentamente no meu telefone para entender o que estava lendo e o que estava vendo." “Sabia que aquilo poderia realmente arruinar minha vida”, acrescenta. Jodie se forçou a navegar pelo site pornô, e conta que sentiu seu “mundo inteiro desmoronar”. Ela havia se deparado com uma imagem específica — e percebido algo terrível. Uma série de acontecimentos desconcertantes Não era a primeira vez que Jodie havia sido alvo. Na verdade, era o ápice de anos de abusos anônimos online. Quando Jodie era adolescente, ela descobriu que seu nome e fotos estavam sendo usados ​​em aplicativos de relacionamento sem o seu consentimento. Isso durou anos, e ela chegou a receber uma mensagem no Facebook de um estranho, em 2019, que disse que iria encontrá-la na estação de Liverpool Street, em Londres, para um encontro. Ela contou ao desconhecido que não era com ela que ele vinha falando. E lembra que ficou “nervosa”, porque ele sabia tudo sobre ela, e havia conseguido encontrá-la online. Ele foi atrás dela no Facebook depois que a “Jodie” do aplicativo de relacionamento havia parado de responder. Em maio de 2020, durante o lockdown imposto pela pandemia de covid-19 no Reino Unido, Jodie também foi alertada por um amigo sobre uma série de contas no Twitter que estavam postando fotos dela, com legendas sugerindo que ela era uma profissional do sexo. "O que você gostaria de fazer com a pequena adolescente Jodie?", dizia uma legenda ao lado de uma imagem de Jodie de biquíni, que havia sido retirada de sua conta privada nas redes sociais. As contas do Twitter responsáveis pela postagem destas imagens tinham nomes como “expositor de vagabunda” e “chefe pervertido”. Todas as imagens que estavam sendo usadas, Jodie havia compartilhado em suas redes sociais com amigos próximos e familiares — com mais ninguém. Ela descobriu depois que estas contas também postavam imagens de outras mulheres que ela conhecia da universidade, assim como de sua cidade natal, Cambridge. “Naquele momento, tive uma sensação muito forte de que estava no centro daquilo, e que aquela pessoa estava tentando me machucar”, afirma. Leia também: O que fazer se o celular cair na água? Um quarto dos celulares vendidos no Brasil é irregular OpenAI, dona do ChatGPT, revela nova ferramenta de clonagem de voz Contra-ataque Jodie começou a entrar em contato com as outras mulheres nas fotos para avisá-las, incluindo uma amiga próxima que vamos chamar de Daisy. “Eu simplesmente me senti mal”, conta Daisy. Juntas, as amigas descobriram muitas outras contas no Twitter postando fotos delas. “Quanto mais a gente procurava, pior ficava”, diz Daisy. Ela enviou mensagens aos usuários do Twitter, perguntando onde eles haviam conseguido as fotos. A resposta foi que as fotos eram “envios” de remetentes anônimos que queriam que fossem compartilhadas. “É um ex-namorado ou alguém que se sente atraído por você”, respondeu um usuário. Daisy e Jodie elaboraram uma lista de todos os homens que seguiam ambas nas redes sociais — e que poderiam acessar os dois álbuns de fotos. As amigas concluíram que devia ser o ex-namorado de Jodie. Ela o confrontou, e o bloqueou. Por alguns meses, as postagens pararam — até que alguém entrou em contado por um e-mail anônimo. “Desculpe permanecer anônimo”, dizia o e-mail, “mas vi que esse cara estava postando fotos suas em subreddits (comunidades da plataforma Reddit) medonhos. Sei que isso deve ser muito assustador". Jodie clicou no link e foi direcionada à rede social Reddit, onde um usuário havia postado fotos de Jodie e de duas amigas dela, numerando-as: 1, 2 e 3. Outras pessoas online foram convidadas a participar de um jogo — com qual destas mulheres você faria sexo, se casaria ou mataria. Abaixo da postagem, 55 pessoas já haviam comentado. As fotos utilizadas no site eram recentes, e haviam sido postadas depois que Jodie bloqueou o ex-namorado. As amigas perceberam então que haviam culpado a pessoa errada. Seis semanas depois, a mesma pessoa anônima entrou em contato novamente por e-mail – desta vez, para alertar sobre os deepfakes. 'A traição máxima' Ao elaborar a lista, Jodie e Daisy descartaram alguns homens em quem confiavam completamente, como membros da família — e o melhor amigo de Jodie, Alex Woolf. Jodie e Alex estabeleceram um forte laço de amizade quando eram adolescentes — foi o amor que compartilhavam pela música clássica que aproximou os dois. Alex Woolf (entrevistado aqui no programa Newsnight, da BBC) era um dos melhores amigos de Jodie BBC Jodie buscou consolo em Woolf quando descobriu que seu nome e fotos estavam sendo usados ​​em aplicativos de relacionamento sem o seu consentimento. Woolf se formou em música pela Universidade de Cambridge e ganhou o prêmio de Jovem Compositor do Ano da BBC em 2012, além de ter aparecido no programa britânico Mastermind em 2021. “Ele [Woolf] estava muito consciente dos problemas enfrentados pelas mulheres, especialmente na internet”, diz Jodie. "Eu realmente achava que ele era partidário." No entanto, quando ela viu as imagens pornográficas deepfake, havia uma foto dela de perfil com a imagem do King's College, da Universidade de Cambridge, atrás. Ela se lembrava claramente de quando havia sido tirada — e que Woolf também estava na foto. Ele também foi a única pessoa com quem ela havia compartilhado a imagem. Era Woolf quem havia se oferecido para compartilhar mais fotos originais de Jodie em troca das mesmas serem transformadas em deepfakes. “Ele sabia o impacto profundo que aquilo estava tendo na minha vida”, diz Jodie. "E ainda assim, ele fez isso." 'Completamente envergonhado' Em agosto de 2021, Woolf, de 26 anos, foi condenado por retirar imagens de 15 mulheres, incluindo Jodie, das redes sociais e enviá-las para sites de pornografia. Ele foi condenado a 20 semanas de prisão, com liberdade condicional por dois anos, e a pagar a cada uma de suas vítimas £ 100 de indenização. Woolf disse à BBC que está “totalmente envergonhado” do comportamento que levou à sua condenação — e que está “profundamente arrependido” por suas ações. “Penso no sofrimento que causei todos os dias, e não tenho dúvidas de que continuarei a fazer isso pelo resto da vida”, afirmou. “Não há desculpas para o que fiz, nem posso explicar adequadamente por que agi de forma tão desprezível com base nesses impulsos na época.” Woolf nega ter qualquer relação com o assédio que Jodie sofreu antes dos eventos pelos quais ele foi acusado. Para Jodie, descobrir o que seu amigo havia feito foi a "traição e humilhação máxima”. "Repassei todas as conversas que tivemos, quando ele havia me consolado, me apoiado e sido gentil comigo. Era tudo mentira", diz ela. Entramos em contato com o X (antigo Twitter) e o Reddit sobre as postagens. O X não respondeu, mas um porta-voz do Reddit declarou: "Imagens íntimas não-consensuais (NCIM, na sigla em inglês) não têm lugar na plataforma Reddit. O subreddit em questão foi banido". O site pornô também foi retirado do ar. Em outubro de 2023, o compartilhamento de pornografia deepfake se tornou um crime como parte da Lei de Segurança Online no Reino Unido. Há dezenas de milhares de vídeos deepfake online. Uma pesquisa recente descobriu que 98% são pornográficos. Jodie está indignada, no entanto, com o fato de que a nova lei não criminaliza uma pessoa que pede a outras para criarem um deepfake, que foi o que Alex Woolf fez. Também não é ilegal criar um deepfake. “Isso está afetando milhares de mulheres, e precisamos ter leis e ferramentas adequadas para impedir que as pessoas façam isso”, ela conclui. Influenciadora chinesa viraliza ao mostrar produtos à venda por apenas 3 segundos em lives; VÍDEO Influenciadora chinesa viraliza ao mostrar produtos à venda por apenas 3 segundos em lives Apple Vision Pro: veja ao vídeo abaixo para saber primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

quarta-feira, 3 de abril de 2024

WhatsApp e Instagram apresentam instabilidade nesta quarta-feira


WhatsApp e Instagram apresentam instabilidade nesta quarta-feira Richard Drew/AP O WhatsApp e o Instagram apresentam instabilidade no Brasil e no mundo nesta quarta-feira (3). O site Downdetector, que reúne relatos de instabilidade em sites de plataformas, registra 95 mil reclamações de usuários brasileiros sobre problemas para enviar mensagens no WhatsApp. Já no Instagram são 735 notificações de usuários que não estão conseguindo atualizar o feed. WhatsApp apresenta instabilidade nesta quarta-feira (3). Reprodução Downdetector Usuários relataram instabilidade no Instagram nesta quarta-feira (3) Downdetector/Reprodução

Como descobrir a senha do seu Wi-Fi no Windows e no Mac?


Você não precisa mexer nas configurações do roteador para descobrir a credencial da sua rede. Computadores que rodam Windows e MacOS podem exibir a senha da sua internet nos ajustes do sistema. Como descobrir a senha do Wi-Fi salva no Windows e no Mac? Unsplash/Joseph Frank Vamos supor que você comprou um celular novo. Só que, na hora de configurá-lo, se deu conta de que esqueceu a senha do seu Wi-Fi. E agora? O que fazer? Felizmente, é possível descobrir a senha da sua rede de internet sem mexer nas configurações do seu roteador. Para isso, você só precisa entrar nos ajustes de um computador que já esteja conectado à sua rede. Tanto notebooks Windows como os Macs, da Apple, têm o recurso de visualização. Veja como fazer: Como descobrir a senha do meu Wi-Fi 💻 Windows 11 toque no botão iniciar (ícone do Windows) e, depois, "Configurações"; agora, vá na opção "Redes e internet", localizada no canto direito; depois, toque em "Wi-Fi" e "Propriedades de [nome da sua internet]"; desça a página até "Exibir a chave de segurança do Wi-Fi" e, então, toque no botão "Exibir" para visualizar a senha. 💻 Windows 10 toque no botão iniciar (ícone do Windows) e, depois, "Configurações"; vá em "Rede & Internet", "Status" e "Rede e Centro de Compartilhamento". em seguida, ao lado de "Conexões", selecione o seu Wi-Fi; em Status do Wi-Fi, selecione "Propriedades sem fio"; depois, vá na guia "Segurança" e selecione a caixa "Mostrar caracteres". A senha do seu Wi-Fi será exibida na área "Chave de segurança". 🍎 MacOS (MacBook) no Mac, abra o Finder, depois "Aplicativos" no canto superior esquerdo e "Utilitários"; em seguida, toque em "Acesso às chaves" e, no canto esquerdo, toque em "Sistemas"; depois, na barra de pesquisa (Buscar), procure pelo nome da sua rede Wi-Fi e clique duas vezes em cima dela; uma outra janela será aberta e, então, marque a caixa "Mostrar senha". O sistema pedirá para você inserir a sua senha de administrador do notebook. Feito isso, pronto, você já pode visualizar a senha da sua rede. LEIA TAMBÉM: Como recuperar conta do Instagram após esquecer a senha Golpes no PIX: veja 7 dicas para não cair em ciladas virtuais WhatsApp libera novas opções de formatação de mensagens; veja como usar Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas

terça-feira, 2 de abril de 2024

Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes


Ranking revela que os principais bilionários do planeta 'estão mais ricos do que nunca' e no setor da tecnologia não foi diferente. Zuckerberg, Bill Gates, Steve Ballmer, Larry Page, Sergey Brin e o chefão da Nvidia são os principais destaques. Musk, Zuckerberg e Bill Gates: por que os bilionários da tecnologia estão 'mais pobres' em 2023 Reprodução A Forbes divulgou nesta terça-feira (2) o ranking das pessoas mais ricas do mundo em 2024. A lista concentra alguns bilionários do setor da tecnologia. Zuckerberg, Bill Gates, Steve Ballmer, Larry Page, Sergey Brin foram os que mais viram suas fortunas decolarem de um ano para o outro. Ainda que não esteja no top 10, Jensen Huang, presidente da Nvidia, também aparece em destaque. Huang tinha US$ 21 bilhões em 2023 e esse número saltou para US$ 77 bilhões em 2024. Por outro lado, Zhang Yiming, fundador da ByteDance, dona do TikTok, é um dos que viram o patrimônio cair. Hoje, ele tem US$ 43 bilhões; em 2023, esse número estava em US$ 45 bilhões. Em 2023, o seleto clube apresentava queda em sua riqueza, devido ao aumento das taxas de juros e a desvalorização das ações. Mas, em 2024, o cenário é outro: os bilionários "estão mais ricos do que nunca", segundo a revista. Veja quem são: Elon Musk Elon Musk veste fantasia para festa de Halloween da modelo Heidi Klum, em Nova York Evan Agostini/Invision/AP Fortuna em 2023: US$ 180 bilhões Fortuna em 2024: US$ 195 bilhões Dono do X (ex-Twitter), da Tesla e da SpaceX, Elon Musk é hoje a segunda pessoa mais rica do mundo, atrás apenas do francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH. Em 2023, Musk viu a sua fortuna despencar para US$ 180 bilhões. Segunda a Forbes, a queda naquele ano foi motivada após ele desembolsar US$ 44 bilhões para adquirir o Twitter. A compra fez com que as ações da Tesla despencassem, afetando sua riqueza. Agora, o sul-africano viu a sua riqueza crescer novamente, alcançando US$ 195 bilhões. Jeff Bezos Jeff Bezos, fundador da Amazon, em 6 de junho de 2019. AP Photo/John Locher Fortuna em 2023: US$ 114 bilhões Fortuna em 2024: US$ 194 bilhões Jeff Bezos, fundador da gigante do varejo Amazon e novamente o terceiro homem mais rico do mundo, também viu sua fortuna saltar de US$ 114 bilhões em 2023 para US$ 194 bilhões agora em 2024. Bezos já foi o homem mais rico do mundo em julho de 2017 e entre 2018 e 2021. Ele já caiu para o quarto lugar, mas voltou para o terceiro em 25 de janeiro de 2023, quando a fortuna do indiano Gautam Adani - anteriormente o terceiro mais rico - caiu. LEIA TAMBÉM: Taylor Swift e Magic Johnson entram para a lista de bilionários da Forbes Bilionários da Forbes: veja quem são as mulheres mais ricas em 2024 Mark Zuckerberg Mark Zuckerberg Reprodução / Instagram Fortuna em 2023: US$ 64,4 bilhões Fortuna em 2024: US$ 177 bilhões O presidente-executivo da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg, viu sua riqueza crescer novamente, atingindo agora US$ 177 bilhões. A Forbes lembra que "ninguém ganhou mais, em termos de dólares, do que Zuckerberg" em 2024. Segundo a revista, enquanto a Meta fazia demissões ao longo do ano passado e investia em inteligência artificial (IA), as ações da empresa triplicaram, contribuindo para a riqueza de Zuckerberg. Em 2014, ele chegou a ser o terceiro homem mais rico do setor de tecnologia dos Estados Unidos. Na época, ele tinha uma fortuna avaliada em US$ 34 bilhões. Larry Ellison Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Fortuna em 2023: US$ 107 bilhões Fortuna em 2024: US$ 141 bilhões Larry Ellison, cofundador da empresa de softwares Oracle, ocupa a quinta colocação como pessoa mais rica do planeta. Para se ter ideia da evolução, o empresário estava em oitavo lugar na lista dos mais ricos em 2022. Na lista de 2023, comparado a outros bilionários da tecnologia, Larry já estava em uma situação melhor, sem registrar queda no patrimônio. Assim como Musk, ele investiu na montadora Tesla e atuou no conselho da empresa de 2018 até 2022. Bill Gates Bill Gates disse que mudanças fundamentais ocorrerão por meio da inteligência artificial Getty Images via BBC Fortuna em 2023: US$ 104 bilhões Fortuna em 2024: US$ 128 bilhões Bill Gates é outro nome conhecido que também viu sua riqueza despencar em 2023. O fundador da Microsoft tinha US$ 129 bilhões em 2022, US$ 104 bilhões em 2023 e, agora, US$ 128 bilhões. Gates foi presidente-executivo da Microsoft por 25 anos, permaneceu como presidente até 2014 e deixou o conselho em 2020. Atualmente, ele tem investimentos em dezenas de empresas e é um dos maiores proprietários de terras agrícolas nos EUA. Ele já foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2017, com intervalos em 2008, 2010 e 2013. Perdeu o posto definitivamente quando foi ultrapassado por Jeff Bezos. Steve Ballmer Steve Ballmer Arquivo pessoal Fortuna em 2023: US$ 80 bilhões Fortuna em 2024: US$ 121 bilhões Steve Ballmer, ex-presidente-executivo da Microsoft, figura no ranking da Forbes na 10ª colocação, com US$ 121 bilhões em fortuna em 2024. Ballmer liderou a Microsoft no período de 2000 a 2014. Após a sua saída, ele focou na filantropia, doando mais de US$ 2 bilhões em um fundo recomendado por doadores, segundo a Forbes. Larry Page Larry Page Photo credit: niallkennedy on Visualhunt.com Fortuna em 2023: US$ 79 bilhões Fortuna em 2024: US$ 114 bilhões Larry Page é cofundador do Google e tem hoje uma fortuna de US$ 114 bilhões, um crescimento expressivo em relação ao número de 2023. Page deixou de ser CEO da controladora do Google, a Alphabet, em 2019, mas permaneceu como membro do conselho e acionista controlador. Hoje, ele é um investidor fundador da empresa de exploração espacial Planetary Resources e financia as startups de carros voadores Kitty Hawk e Opener. Sergey Brin Sergey Brin, em foto de 27 de junho de 2012 Paul Sakuma/AP Photo Fortuna em 2023: US$ 76 bilhões Fortuna em 2024: US$ 110 bilhões Fundador do Google junto a Page, Sergey Brin também viu sua fortuna crescer de forma expressiva, alcançando US$ 110 bilhões. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet (dona do Google) em dezembro de 2019, mas continuou como acionista controlador e membro do conselho. Fugindo do antissemitismo, Brin migrou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos. Ele é, hoje, um dos imigrantes mais ricos do país. Outros nomes... Michael Dell, presidente da Dell Technologies: fortuna de US$ 91 bilhões Jensen Huang, presidente da Nvidia: fortuna de US$ 77 bilhões Zhang Yiming, fundador da ByteDance, dona do TikTok: fortuna de US$ 43 bilhões Colin Huang, fundador da PDD Holdings: fortuna de US$ 38 bilhões Shiv Nadar, cofundador da HCL: fortuna de US$ 36 bilhões MacKenzie Scott, filantropa e ex-esposa do fundador da Amazon, Jeff Bezos: fortuna de US$ 35 bilhões

segunda-feira, 1 de abril de 2024

OpenAI, dona do ChatGPT, revela nova ferramenta de clonagem de voz


Com uma amostra de apenas 15 segundos da voz, a nova IA, chamada de Voice Engine, é capaz de duplicar a fala dessa pessoa. Empresa diz que 'planeja manter a tecnologia sob estrito controle até que sejam implementadas medidas de segurança'. OpenAI Reuters/Dado Ruvic/Illustration A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, revelou uma ferramenta de clonagem de voz, chamada de Voice Engine, que pode duplicar a fala de alguém com base em uma amostra de apenas 15 segundos da voz da pessoa. A ferramenta ainda não está disponível para todo mundo e a empresa planeja manter ela sob estrito controle até que sejam implementadas medidas de segurança para impedir falsificações de áudio destinadas a enganar os ouvintes. "Reconhecemos que gerar fala que se assemelha às vozes das pessoas apresenta sérios riscos, que estão especialmente em destaque em um ano de eleições", disse a empresa em comunicado. "Estamos envolvendo parceiros dos Estados Unidos, governos, mídia, empresas de entretenimento, educação, sociedade civil e outros setores para garantir que estamos incorporando seus feedbacks conforme construímos", acrescentou. Pesquisadores de desinformação temem o uso generalizado de softwares alimentados por inteligência artificial (IA) em um ano eleitoral. Admitindo esses problemas, a OpenAI afirmou que está "adotando uma abordagem cautelosa e informada para um lançamento mais amplo devido ao potencial de uso indevido de vozes sintéticas". A OpenAI disse que seus parceiros que estão testando o Voice Engine concordaram com as regras, incluindo a necessidade de consentimento explícito e informado de qualquer pessoa cuja voz seja duplicada. Também deve ficar claro para o público quando as vozes que estão ouvindo são geradas por IA, acrescentou a empresa. "Implementamos um conjunto de medidas de segurança, incluindo marca d'água para rastrear a origem de qualquer áudio gerado pelo Voice Engine, bem como monitoramento proativo de como ele está sendo usado", garantiu a companhia. Em fevereiro, a OpenAI também revelou um modelo de inteligência artificial que cria vídeos realistas a partir de texto curtos. Batizado de Sora, ele foi liberado para análises de especialistas e ainda não está disponível ao público. "O Sora pode criar vídeos de até 60 segundos com cenas altamente detalhadas, movimentos de câmera complexos e vários personagens com emoções vibrantes", explica a empresa. Robô da criadora do ChatGPT que gera vídeos com IA a partir de textos comete gafes; veja exemplos Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT ChatGPT: como usar o robô no dia a dia ChatGPT: como usar o robô no dia a dia

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