sábado, 8 de junho de 2024

Atleta espanhola de marcha atlética comemora antes da hora, é ultrapassada e vira meme


A espanhola Laura García-Caro foi ultrapassada a cinco metros da linha de chegada no Campeonato Europeu de Roma. A ucraniana Lyudmila Olyanovska garantiu a medalha de bronze. Atleta comemora antes da linha de chegada e é ultrapassada durante prova de marcha atlética Reprodução/RTVE Bombou nas redes sociais: a atleta espanhola Laura García-Caro estava a cinco metros da linha de chegada quando começou a comemorar a medalha de bronze, mas foi ultrapassada pela ucraniana Lyudmila Olyanovska. A derrota aconteceu durante a prova feminina de marcha atlética do campeonato Europeu de Atletismo de Roma, nesta sexta (7), e virou meme nas redes sociais: "por isso não se deve comemorar antes da hora". Nas imagens, é possível ver quando García-Caro carrega uma bandeira da Espanha, ergue os braços, olha para as câmeras e sorri. A ucraniana aproveita o deslize da adversária e avança. Segundo a Televisão Espanhola (RTVE), a Real Federação Espanhola de Atletismo (RFEA) apresentou queixa alegando que a ucraniana correu na reta final, não seguindo todas as técnicas da marcha. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Cozinheira perde R$ 80 mil em dois meses: relatos de quem perdeu tudo com cassinos online


Autônoma começou a jogar para passar o tempo e em pouco tempo estava apostando altas quantias no 'jogo do foguete'. Advogada perdeu R$ 100 mil um ano após chegar a jogo indicado por influenciadora. Patrícia é cozinheira e diz que perdeu mais de R$ 80 mil em jogos de cassino online. Arquivo Pessoal "Acordava de madrugada para jogar. Ganhava, mas rapidamente a ganância me dominava e eu não parava até perder tudo". Esse é um dos muitos relatos de quem tem enfrentado problemas com dependência em jogos no Brasil. Em uma comunidade online, quase 500 pessoas se reúnem para desabafar e buscar apoio para parar de perder dinheiro e retomar o controle de suas vidas. 💸 Duas mulheres que perderam altos valores em pouco tempo em apostas online contaram ao g1 o processo que as levou até esse caminho. 🚨 Em comum, está a vontade de alertar outras pessoas sobre os riscos da dependência. 🎰 Os jogos citados nesta reportagem são do tipo caça-níquel online, que foram autorizados no Brasil pela lei 14.790/2023, a mesma que regulamentou o funcionamento das bets – como são chamadas as plataformas de apostas esportivas. No entanto, eles são diferentes das apostas esportivas que envolvem desempenho de atletas reais. 🎰 Pela lei sancionada, menores de 18 anos não podem fazer apostas. Também é vedada a participação de pessoas diagnosticadas com ludopatia, que é a compulsão por jogos de azar. 🎰 A lei autoriza que esse tipo de jogo de resultado aleatório seja ofertado exclusivamente online – ou seja, não permite a instalação de máquinas físicas para a realização desse tipo de jogo, e proíbe a veiculação de "afirmações infundadas" sobre as chances de ganhar. LEIA TAMBÉM: Minutos pagantes: promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor Nesta reportagem, você vai ver: Patrícia: cozinheira que perdeu R$ 80 mil em 2 meses Juliana*: advogada que perdeu R$ 100 mil Relatos de jogadores Grupo de Ajuda Como proteger quem se vicia? 💸🚀Cozinheira perdeu R$ 80 mil em dois meses: "comparo ao crack" Cozinheira faz alerta sobre vício em cassinos online O relato que abriu esta reportagem é de Patrícia, cozinheira de 43 anos do interior de São Paulo. Ela disse que entrou no mundo dos jogos online de forma despretensiosa, mas o vício acabou levando todas suas economias. "A evolução do vício é muito rápida e comparo mesmo ao crack. Eu zerei R$ 80 mil em dois meses sem perceber", disse a cozinheira. Patrícia é casada, tem quatro filhos e um neto. Ela conta que nunca gostou de apostas por causa de um trauma familiar, já que um irmão havia perdido praticamente tudo em jogos. Mas, sua relação com os jogos começou a mudar no final de 2020. Um dia, enquanto cuidava do neto doente, ela recebeu uma propaganda no celular de um jogo online que envolvia apostas. Por curiosidade, ala acessou o link e começou a jogar. "Nessa época eu estava com as minhas contas em dia. Eu trabalho vendendo as minhas marmitas e o negócio ia muito bem. Além disso, eu inha uma reserva no banco", conta. Patrícia é cozinheira e vende marmitas sob encomenda. Arquivo Pessoal A primeira aposta veio no jogo conhecido como crash, ou "jogo do foguete". (Entenda mais abaixo) "Entrei para passar o tempo. O meu neto logo melhorou e voltou para a creche, mas eu, sem perceber, estava me afundando", recorda. "Acordava de madrugada para jogar. Ganhava, mas rapidamente a ganância me dominava e eu não parava até perder tudo. Nem percebi o dinheiro saindo da conta, mas lembro que no aniversário do meu neto eu não tinha dinheiro para ajudar na festa", conta. Desse dia em diante, a vida da Patrícia saiu dos eixos: 💸 começou a pegar empréstimo; 💸 deixou de pagar contas básicas; 💸 vendeu o celular; 💸 emprestou dinheiro com agiota. Quando decidiu pegar R$ 5 mil emprestados com um agente financeiro informal (agiota), ao invés de pagar as contas atrasadas, a cozinheira tentou lucrar mais uma vez com os jogos online. "Coloquei tudo no jogo porque, na minha cabeça, eu tinha o controle e poderia fazer R$ 100 por dia e sair desse buraco. Perdi os R$ 5 mil em minutos", recorda. Minutos pagantes: promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor 💥 'Minha conta explodiu como um foguete' Imagem ilustrativa mostra mulher acompanhando rede social em telefone celular. g1 Patrícia conta que o jogo que a viciou é conhecido como "jogo do foguete", mas que também tem em outras versões, como "jogo do aviãozinho", disponíveis em várias plataformas. Nele, o usuário aposta na decolagem de uma aeronave e é preciso finalizar o lance antes que ela exploda. Quanto mais alto o foguete for, mais o apostador ganha. No entanto, se ele cair antes, todo o dinheiro é perdido. "Foi nesse jogo que eu mais perdi dinheiro. Minha conta bancária que explodiu como um foguete depois disso. Depois desse jogo, passei a apostar também nos slots, que são os caça-níqueis", relata. Cerca de um ano após a primeira aposta, o vício da Patrícia foi revelado para a família da pior maneira possível. "Meu marido vendeu o carro e colocou R$ 10 mil na minha conta, porque não gostava de mexer com banco. [ele] Falou para deixar guardado para dar entrada em outro carro. No entanto, Patrícia torrou o dinheiro em novas apostas. "Em menos de um mês ele veio falar comigo e precisei contar a verdade. Foi horrível", conta. Foi após essa conversa que a situação de sua saúde mental se agravou, com um quadro de ansiedade e depressão. Em 2022 e 2023, Patrícia viveu altos e baixos. No meio do ano passado a situação parecia estar melhorando e, com a venda de marmitas, ela começou a quitar dívidas. Mas, veio a recaída, que é algo com que luta até hoje. ❌ Entre as tentativas de se livrar do vício, está a instalação de um aplicativo que bloqueia os jogos. No entanto, nas crises de abstinência, Patrícia volta a permitir o acesso. "Hoje eu vendo o almoço para comprar a janta e não tenho condições para pagar uma ajuda profissional. E a ajuda gratuita é demorada. A ajuda tem que ser emergencial, não pode ser uma consulta por semana. Acho que para vencer o essencial é a família, que tem que tirar o celular e o cartão", conta. Recentemente, a cozinheira conheceu o grupo Jogadores Anônimos em mais uma tentativa de se livrar do vício dos jogos online. A instituição nasceu nos EUA nos anos 1950, quando os jogos eram outros, mas as histórias eram parecidas. (Saiba mais sobre o grupo abaixo). LEIA TAMBÉM: Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram e incomodam usuários; entenda Entenda o que muda com novas regras para apostas esportivas online 'Jogo do Tigre', 'Aviator' e mais: promessas de dinheiro fácil colecionam reclamações 💸🐯 Perdi R$ 100 mil em um ano Em outro grupo de ajuda online, encontramos Juliana*, uma advogada do Paraná que decidiu falar sob a condição de anonimato. Ela conta que viu a vida mudar em pouco mais de um ano por causa de um simples jogo online que acessou em um momento de relaxamento. “Eu sempre vi os outros falando de jogos e apareceu uma influenciadora dizendo que estavam dando um bom ganho e que daria para tirar uma renda. Eu fiquei dias pensando naquilo e os anúncios foram aumentando, até que eu entrei", recorda. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho Matheus Moreira O primeiro contato com jogos de aposta online foi com o chamado “jogo do tigrinho”, também disponível em várias plataformas. Ela conta que apostou R$ 30 e perdeu, mas na segunda tentativa apostou R$ 50 e acabou tendo o primeiro lucro. O dinheiro, no entanto, logo começou a ir embora nas apostas seguintes. "Eu comecei com R$ 30 e acabei perdendo R$ 100 mil com esses joguinhos online", conta ela. As idas e vindas envolveram empréstimos bancários e dívidas com familiares. "Ganhei um pouco, mas perdi o valor depois. Pensei em recuperar e comecei a apostar R$ 100, depois parti para R$ 500 e foi indo”, disse Juliana. As apostas foram migrando para outros tipos de jogos com dinâmicas semelhantes, mas com nomes diferentes, como o jogo do coelho, do ratinho e do touro. As coisas começaram a sair do controle quando ela e o marido planejaram a festa de aniversário da filha. Ele tinha dado R$ 1 mil para Juliana, que seria a parte dele nos gastos, mas ela acabou gastando tudo nas apostas. Para tentar recuperar esse dinheiro, a advogada se endividou. “Eu tinha um limite de R$ 20 mil no banco e acabei pegando R$ 5 mil. Mas eu joguei e perdi esse dinheiro todo em um dia, tentando recuperar o dinheiro que o meu marido me deu”, contou. Após esse episódio, Juliana foi ao banco e conseguiu liberar R$ 30 mil em empréstimo e a tentação do jogo a pegou mais uma vez. Foi quando a bola de neve das dívidas saiu do controle para ela. Sempre na tentativa de pagar a dívida anterior, a advogada acumulava emrpéstimos e apostava mais e mais dinheiro. Além do banco, ela acabou pegando dinheiro emprestado com familiares. Quando o salário caía na conta, a média para o valor ir todo embora era de apenas cinco horas. "Teve um dia que perdi todo o meu salário e o meu marido me viu no banheiro chorando. Ele decidiu me ajudar, emprestando dinheiro. Eu quitei todas as dívidas, mas ao invés de devolver como combinado, acabei jogando tudo novamente". Assim, a emoção das rodadas ganhas e a frustração do dinheiro perdido tomaram conta da advogada, que agora passava o dia jogando e via a vida familiar e profissional sendo prejudicada. “Eu não conseguia focar em nada. A minha casa estava de ponta cabeça, não dava atenção para o meu trabalho. Foi quando eu comecei a cair na real e a procurar grupos de ajuda, com pessoas que passam pelo mesmo problema que eu. Poucas pessoas da minha família sabem”, revela. No início deste ano, Juliana conseguiu parar de jogar, e nesta quarta-feira (5), ela comemorou quatro meses longe das apostas online. “Estou focando novamente, tentando trabalhar. Estou voltando, pagando as minhas dívidas aos poucos e não pretendo voltar a jogar nunca mais, mas é uma luta muito grande”, conclui. Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Jogadores Anônimos Cláudio* faz parte dos Jogadores Anônimos há 11 anos e está sem jogar há dez . Ele conta que o trabalho do grupo é manter uma porta aberta para acolher quem precisa de ajuda, seja de maneira presencial ou virtual. “A gente acolhe aquele jogador que está sofrendo lá fora, com qualquer tipo de aposta, seja na bolsa de valores, jogo do aviãozinho, de tigrinho, qualquer tipo de aposta”, diz. 🎲 Ludopatia, ou vício em jogos de azar, é classificada pelos CID-10-Z72.6 (mania de jogo e apostas) e CID-10-F63.0 (jogo patológico). A Irmandade de Jogadores Anônimos surgiu nos Estados Unidos em 1957 e teve a primeira reunião no Brasil em março de 1993. Segundo Claudio, o grupo tem crescido muito nos últimos anos, com a chegada de muito mais jovens do que antigamente. "A maioria das pessoas que chega está com esse problema relacionado às apostas online. Considero que essa febre online é o novo crack da sociedade brasileira e o bônus que oferecem para continuarem jogando é uma verdadeira armadilha para amarrar a pessoa dentro do jogo", conta. Imagem ilustrativa de jogos de aposta online. Fábio Santos/g1 “Quando atravessa a linha da compulsão, quando uma pessoa perde seu salário em apenas uma hora de jogo, essa pessoa precisa de ajuda... O jogo sempre vai existir, eu é que não posso voltar. Eu não posso mais me castigar dentro do jogo”, fala Cláudio. A chave para se manter longe das apostas, segundo ele, é tentar controlar os atos. “Não controlo os meus pensamentos. Posso até pensar na primeira aposta, mas eu penso mais no dia de hoje”, diz. “Hoje eu sou uma pessoa útil à sociedade, sou uma pessoa dentro da minha família, dentro da minha empresa”, completa. Proteção aos jogadores A lei sancionada pelo governo federal no fim de 2023 sobre apostas onlines veda a participação de pessoas diagnosticadas com ludopatia. O g1 procurou a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) para entender como as plataformas protegem pessoas viciadas de retornarem aos jogos. Segundo o diretor de comunicação da ANJL, Leonardo Benites , a ludopatia é um vício que tem picos seguidos de processos de arrependimento, que gera a sensação de recuperar o que se perdeu, formando um ciclo vicioso. Para proteger quem passa por essas crises, o setor utiliza uma ferramenta que possilita a exclusão parmanente das plataformas. "Todos os operadores sérios têm um processo de autoexclusão. Ou seja, no momento do arrependimento o cliente pode logar na plataforma e se autoexcluir e, com isso, não importa o que ele faça, não será aceito novamente. Isso já consegue inibir os picos de mania no momento que ele tem o pico da ludoparia", completa. Além disso, diz Benites, as plataformas utilizam ferramentas individualizadas para evitar excessos. "Algumas usam gatilhos quando têm grandes perdas. Elas limitam a quantidade de depósitos para conta que tem perdido muito. São limites graduais, então para o jogador poder depositar uma grande quantidade de dinheiro, ele precisa de um tempo", fala. Ele explica que, por ainda não haver licença estabelecida, há uma variação de ferramentas nas plataformas, mas uma portaria divulgada pelo governo em outubro do ano passado estabelece algumas regras, como a autoexclusão, limitação de tempo, limitação de perdas e período de pausa. 🎯 A Associação Nacional de Jogos e Loterias reúne as empresas GaleraBet/PlayTech, Big Brasil, F12, PagBet, BetNacional, Mr. Jack, Parimatch, BetFast, Aposta Ganha, Liderança Capitalização, ZRO Bank, Okto, Propane, PAAG, Clear Sale e BetBox tv. Regulamentação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou no fim do ano passado a lei que regulamenta o mercado de apostas esportivas online no Brasil. A lei sancionada tributa empresas e apostadores, bem como estabelece regras para a exploração das apostas e define a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade. Para uma empresa de apostas online atuar no país, terá de pagar R$ 30 milhões para obter a licença de operação. Somente podem explorar as apostas esportivas as empresas constituídas segundo a legislação brasileira, com sede e administração no território nacional. Procurado pelo g1, o Ministério da Fazenda, responsável pela Secretaria de Prêmios e Apostas, não retornou sobre como é feita a fiscalização para impedir que pessoas diagnosticadas com ludopatia possam jogar online. *Juliana e Cláudio são nomes fictícios. Os entrevistados pediram para não serem identificados.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Campeões em mandar áudio e figurinhas: veja o que o dono do WhatsApp disse sobre os brasileiros


Brasileiros mandam quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que qualquer outro país, disse Mark Zuckerberg durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (6). O CEO da Meta também aproveitou para falar sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada à empresa no Brasil. Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg O Brasil envia quatro vezes mais mensagens de voz no aplicativo do que em qualquer outro país, segundo o CEO da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg. "As pessoas no Brasil enviam mais figurinhas, participam mais de enquetes e enviam quatro vezes mais mensagens de voz no WhatsApp do que em qualquer outro país", afirmou. A fala de Zuckerberg foi transmitida durante um evento global em São Paulo, o "Meta Conversations", nesta quinta-feira (6). "Um país que realmente abraçou o poder da mensageria para se conectar, expressar-se e fazer negócios. Vocês tornaram o 'Zap Zap' algo próprio e vocês estão entre as pessoas mais ativas do mundo no app". Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anuncia novidades para o WhatsApp, Instagram e Facebook em evento realizado em São Paulo Divulgação/Meta No vídeo, o fundador da rede social também aproveitou para falar sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger. A "IA da Meta" deve ser lançada, no Brasil, em julho. A tecnologia promete interagir com os usuários, gerar imagens, criar textos e responder perguntas. O serviço chega em português e é um assistente virtual (ou "chatbot") que interage com os usuários nas redes sociais das empresas, respondendo a perguntas, criando textos e também gerando imagens. A iniciativa tenta concorrer com outras IAs do mercado como o ChatGPT, da OpenAI, e o CoPilot, da Microsoft, foi apresentada nos Estados Unidos em abril. A tecnologia usada pela "IA da Meta" é a Llama 3, que é uma espécie de “cérebro” do assistente. No WhatsApp, por exemplo, a Meta afirma que a IA vai ajudar as empresas, respondendo às perguntas mais populares que são recebidas no aplicativo de mensagens para que possam ajudar rapidamente os clientes a encontrar as respostas que desejam. Segundo Zuckerberg, o objetivo da Meta é "construir o melhor serviço de IA do mundo". Mark Zuckerberg afirma que Brasil envia 4x mais áudios no WhatsApp do que qualquer outro país Meta/ Reprodução Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Sonda chinesa coleta amostras do lado oculto da Lua 'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime

Por que a venda ilegal de celulares triplicou em um ano? E quais são os riscos de aparelhos irregulares?


Aparelhos entram no Brasil sem pagar impostos e, em alguns casos, chegam a ser 30% mais baratos do que celulares de empresas que seguem todas as regras. Ainda que pareçam vantajosos, eles podem trazer prejuízo se usarem materiais de baixa qualidade. Celulares irregulares representa 25% do mercado brasileiro, segundo IDC Pongsawat Pasom/Unsplash Um concorrente que triplicou de tamanho e já representa 25% das vendas de celulares no Brasil criou um sinal de alerta nos demais fabricantes. O problema é que não se trata de uma marca, e sim de contrabando. Esses aparelhos, em sua maioria chineses, entram no Brasil de forma ilegal, sem pagar impostos, e têm preços muito mais vantajosos. Em alguns casos, eles são 30% mais baratos do que celulares de empresas que seguem todas as regras. E estão disponíveis em cada vez mais lojas: Amazon e Mercado Livre tiveram que tirar ofertas dos maiores vendedores de celulares irregulares de seus marketplaces, em que terceiros podem usar os sites como vitrines para anunciar seus produtos. A oferta em canais conhecidos, aliada aos descontos agressivos e à possibilidade de entrega rápida, são alguns dos fatores que têm levado ao aumento do mercado de celulares irregulares no Brasil, segundo especialistas ouvidos pelo g1. Esse segmento, também chamado de mercado cinza, parece vantajoso no primeiro momento, mas pode trazer mais prejuízos aos compradores (saiba mais abaixo). Essa reportagem aborda: O que é o mercado cinza de celulares? Por que o mercado de celulares irregulares cresceu no Brasil? Como o mercado cinza afeta a venda legal de celulares? Quais são os riscos de comprar celulares que não têm autorização? Como descobrir se um celular é irregular? Vendas de celulares irregulares representam 25% do mercado brasileiro Isso envolve principalmente a falta da certificação desses aparelhos por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ou de outro órgão aceito por ela. Mas a conta também inclui celulares roubados ou que não estão cumprindo todas as regras O que é o mercado cinza de celulares? O mercado cinza (ou o comércio irregular) de celulares se refere a produtos que, de alguma forma, não seguem todas as regras estabelecidas pelas fabricantes. Isso envolve principalmente a falta da certificação desses aparelhos por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ou de outro órgão aceito por ela. Mas a conta também inclui celulares roubados ou que tiveram especificações técnicas alteradas sem aprovação da fabricante. Por que o mercado de celulares irregulares cresceu no Brasil? O contrabando de celulares sempre teve muita visibilidade por envolver produtos que são pequenos – e, consequentemente, fáceis de transportar – e que têm alto valor no mercado. Mas esse mercado aumentou com o crescimento de lojas online, de acordo com Luiz Claudio Carneiro, diretor de dispositivos móveis de comunicação da Associação Brasileira da Indústria Elétrica (Abinee), que representa as fabricantes de celulares. "O grande diferencial, que mudou a realidade do contrabando no país, foi o marketplace. Antes, você precisava sair de casa e ir ao local. Hoje, pelo marketplace, você compra um telefone contrabandeado de manhã e, no outro dia a tarde, está na sua casa", afirmou. No primeiro trimestre de 2024, foram vendidos 8,5 milhões de smartphones legais. No mesmo período, 2,9 milhões de unidades do tipo foram comercializadas no mercado irregular. A retirada de anúncios de smartphones irregulares de Amazon e Mercado Livre foi uma ordem da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que acatou uma denúncia da Abinee. Para apresentar a denúncia, a associação comprou alguns celulares para confirmar as irregularidades e analisou os 50 maiores vendedores de aparelhos indevidos, que, em alguns casos, comercializavam 5.000 smartphones por mês. A estimativa da Abinee é de que cerca de 90% deles sejam de uma única marca, que não foi revelada pela entidade. "Ninguém é contra o marketplace. O que a gente reivindica é que ele siga a legislação brasileira, que cumpra com as obrigações regulatórias, que pague impostos, assim como toda a indústria". Os celulares irregulares ficam mais baratos por não pagarem PIS/Cofins, IPI, ICMS e Imposto de Importação, segundo a Abinee. Estes impostos são cobrados das marcas que atuam legalmente no país. Como o mercado cinza afeta a venda legal de celulares? O comércio legal de smartphones teve uma pequena queda de 0,5% no primeiro trimestre de 2024, em relação ao mesmo período do ano passado. E, na comparação com o quarto trimestre de 2023, houve um crescimento de 5%. Mas é a expansão do mercado irregular que preocupa, já que ela afeta toda a cadeia: desde fabricantes de componentes dos celulares até instituições de ensino que recebem investimentos em pesquisa e desenvolvimento com base no faturamento das marcas. E consumidores estão aceitando investir cada vez mais para ter celulares irregulares: enquanto o preço médio no comércio legal cresceu 3%, o do mercado cinza subiu 26% (na comparação entre o primeiro trimestre de 2024 e o mesmo período de 2023). Compare o preço médio de celulares do comércio legal com os do mercado cinza "É um momento bem crítico", diz Andreia Sousa, analista de consumo da consultoria IDC Brasil. "O cenário veio aumentando nos últimos seis meses de 2023 e, agora, vemos que é uma situação muito difícil de controlar". Outros países da América Latina também registraram crescimentos do mercado irregular de celulares, segundo a IDC, especialmente pela facilidade de comprar esses aparelhos com o crescimento do comércio online. "A gente vê um mercado cinza se consolidando. Por mais que existam algumas ações para tentar bloquear, chegou em um patamar muito grande para conseguir erradicar isso", avalia Andreia. Quais são os riscos de comprar celulares que não têm autorização? Ainda que muitos celulares do "mercado cinza" possam funcionar corretamente, eles oferecem mais riscos aos consumidores do que os vendidos legalmente. Segundo a Anatel, esses aparelhos podem: 📝 Não oferecer o período de garantia da representante da marca no Brasil, porque os aparelhos foram comprados no exterior; 📞 Registrar quedas de chamadas e falhas na conexão de internet por não necessariamente seguirem padrões de redes nacionais; 📱 Colocar usuários em risco por usarem softwares maliciosos que têm acesso indevido a dados pessoais; 🪫 Usar material de baixa qualidade e apresentar mau funcionamento de baterias pela falta de avaliações quanto à segurança elétrica e os limites de exposição a campos eletromagnéticos, o que pode expor usuários a níveis inadequados de radiação; 📡 Causar redução da cobertura de telefonia se forem usados em larga escala, o que acontece por conta do desempenho ruim – se muitos aparelhos usam capacidade acima da necessária na comunicação com a rede, as antenas de telefonia passam a atender menos dispositivos. Como descobrir se um celular é irregular? Um preço muito abaixo do normal é o primeiro sinal de que o celular pode ser irregular. Mas também é possível indicar que o aparelho tem origem suspeita se: O anúncio incluir termos como "global version" (versão global), sugerindo que o aparelho não foi fabricado especificamente para o Brasil; Nas especificações, o campo do número de homologação do celular na Anatel estiver em branco; O vendedor informar o código de barras (também chamado de EAN), e o número começar com 693, 694 ou 695, apontando que o produto é voltado para a China – o EAN do Brasil começa em 789 e 790; O vendedor oferecer garantia de até 90 dias – o mercado legal costuma oferecer um ano de garantia; O aparelho não vem com manual de instruções em português do Brasil, e seu carregador não está no padrão brasileiro. A Anatel também conta com uma ferramenta que indica se o celular tem certificação e, portanto, se é regular. Basta visitar este link e informar o IMEI, que pode ser encontrado na caixa ou na bateria do celular ou ao ligar para *#06# – saiba mais sobre o IMEI. Batizado de Consulta Celular Legal, o site também diz se o smartphone foi roubado ou furtado. Em todas essas situações, a agência pode bloquear a conexão do aparelho e impedi-lo de fazer ligações e se conectar à internet. Se houver irregularidade sobre a certificação, ele apresenta a mensagem "O IMEI informado possui restrição de uso". Neste caso, a orientação é entrar em contato com a loja que vendeu o aparelho ou com a fabricante. Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião

Minutos pagantes: promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor


Pessoas afiliadas infringem regras para receber comissão das bets, enganando jogadores que buscam aumentar os ganhos. Setor defende regulamentação para lidar com o problema e responsabilizar fraudadores. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho Matheus Moreira Popular nas redes sociais e no WhatsApp, a estratégia para jogos de caça-níquel online conhecida como minutos pagantes é uma fraude, segundo especialistas e representantes do próprio setor de apostas. De acordo com os promotores da estratégia, os minutos pagantes seriam momentos em que os jogos tendem a pagar mais prêmios: se o minuto pagante for 9, o jogo poderia pagar mais em horários que terminam em 9, como 12h59 ou 15h19. Uma tática comum é dizer que há um bug (erro) no jogo e que, ao seguir uma série de ações durante os supostos minutos pagantes, seria possível ganhar dinheiro. Isso não funciona, diz Ana Paula Gatti, diretora da Associação Brasileira dos Bingos, Cassinos e Similares (Abrabincs), que define a promessa como parte de “universo paralelo de comercialização de estratégias secretas” infundadas. “Se comprovada a inexistência de minutos pagantes, e se for certificada a aleatoriedade dos jogos, estamos diante da figura de influenciadores que estão enganando seus seguidores para obter lucros com a venda de estratégia falsa e com o comissionamento da perda desses apostadores; que podem estar sendo lesados duplamente”, disse. Caso, eventualmente, a estratégia funcione, aí a fraude está na plataforma, segundo Ana Paula. Isso porque os caça-níqueis são jogos de azar e, por princípio, os resultados devem ser gerados de forma aleatória, sem padrão definido, e os resultados devem ser imprevisíveis – semelhante ao que acontece nas loterias. Leia mais Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram e incomodam usuários; entenda Lula sanciona lei que regulamenta apostas esportivas, mas veta isenção de IR para ganhos de até R$ 2,1 mil Governo publica novas regras para empresas que atuam com apostas esportivas e de jogos online Os números que aparecem no caça-níquel online são gerados por meio de um RNG (Gerador de Números Aleatórios, na sigla em português). As imagens que aparecem no caça-níquel como frutas, sinos, sacos de moeda, tigres – daí a popularização da expressão "jogo do tigrinho" – são apenas representações visuais desses números. “Não existe nada que um cliente possa fazer antes ou durante [uma rodada de um jogo caça-níquel] que possa influenciar no resultado”, afirma Leonardo Benites, diretor de comunicação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as plataformas de jogos online. Por que, então, a tática de minutos pagantes é tão popular? Segundo especialistas e representantes do próprio setor, a promessa dos minutos pagantes é feita, muitas vezes e de forma irregular, por afiliados das plataformas de apostas, que ganham comissão de acordo com o volume de apostas que conseguem atrair para ela. Essa promessa é divulgada de forma massiva em sites. Nos últimos 30 dias, por exemplo, o termo teve mais menções no WhatsApp que o ministro Fernando Haddad e um volume semelhante a Bolsa Família, segundo dados da Palver, que monitora 70 mil grupos públicos do aplicativo de mensagens. Segundo Luis Fakhouri, diretor da Palver, o fato de "minutos pagantes" apresentar uma consistência no número de menções diárias ao termo traz indícios de envio automatizado. A ANJL diz que os afiliados pegos divulgando estratégias falsas para obtenção de ganhos nos jogos, deve ser expulso pela plataforma expulso da associação. "O problema fica no colo do operador [casa de apostas], porque quando aquele cliente descobre que, na verdade, passou por um golpe, foi enganado, o único contato que ele tem é com o operador. E aí o operador fala, 'olha, não sabemos de nada disso que está acontecendo'", diz Benites, diretor de comunicação da associação. Presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), Magnho José defende o estabelecimento de normas mais claras sobre os jogos online. "Essa conduta dos influenciadores só será resolvida com a regulamentação porque as plataformas vão ter responsabilidade sobre o que os influenciadores estão sugerindo aos seus seguidores”, diz. Lei de 2023 autorizou jogos de caça-níquel online Os jogos de caça-níquel online foram autorizados no Brasil pela lei 14.790/2023, a mesma que regulamentou o funcionamento das bets – como são chamadas as plataformas de apostas esportivas. A lei autoriza que esse tipo de jogo de resultado aleatório seja ofertado exclusivamente online – ou seja, não permite a instalação de máquinas físicas para a realização desse tipo de jogo, e proíbe a veiculação de "afirmações infundadas" sobre as chances de ganhar.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Brasil envia 4x mais áudios no WhatsApp do que qualquer outro país, diz Mark Zuckerberg


Informação foi divulgada durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (6). O CEO da Meta também aproveitou para falar sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada à empresa no Brasil. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anuncia novidades para o WhatsApp, Instagram e Facebook em evento realizado em São Paulo Divulgação/Meta O Brasil envia quatro vezes mais mensagens de voz no aplicativo do que em qualquer outro país, segundo o CEO da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg. "Um país que realmente abraçou o poder da mensageria para se conectar, expressar-se e fazer negócios. Vocês tornaram o 'Zap Zap' algo próprio e vocês estão entre as pessoas mais ativas do mundo no app". "As pessoas no Brasil enviam mais figurinhas, participam mais de enquetes e enviam quatro vezes mais mensagens de voz no WhatsApp do que em qualquer outro país", afirmou. A fala de Zuckerberg foi transmitida durante um evento global em São Paulo, "Meta Conversations", nesta quinta-feira (6). No vídeo, o fundador da rede social também aproveitou para falar sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger. A "IA da Meta" deve ser lançada, no Brasil, em julho. A tecnologia promete interagir com os usuários, gerar imagens, criar textos e responder perguntas. O serviço chega em português e é um assistente virtual (ou "chatbot") que interage com os usuários nas redes sociais das empresas, respondendo a perguntas, criando textos e também gerando imagens. A iniciativa tenta concorrer com outras IAs do mercado como o ChatGPT, da OpenAI, e o CoPilot, da Microsoft, foi apresentada nos Estados Unidos em abril. A tecnologia usada pela “IA da Meta” é a Llama 3, que é uma espécie de “cérebro” do assistente. No WhatsApp, por exemplo, a Meta afirma que a IA vai ajudar as empresas, respondendo às perguntas mais populares que são recebidas no aplicativo de mensagens para que possam ajudar rapidamente os clientes a encontrar as respostas que desejam. Segundo Zuckerberg, o objetivo da Meta é "construir o melhor serviço de IA do mundo". Mark Zuckerberg afirma que Brasil envia 4x mais áudios no WhatsApp do que qualquer outro país Meta/ Reprodução Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Sonda chinesa coleta amostras do lado oculto da Lua 'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime

Saiba como vai funcionar o 1º satélite geoestacionário produzido no Brasil para monitorar eventos climáticos extremos


Previsão é que satélite seja lançado até 2030, com investimento de pelo menos R$ 5 bilhões. Novo satélite será produzido no Inpe, em São José dos Campos Divulgação/INPE O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Clezio de Nardin, anunciou na manhã desta quinta-feira (6) que o Brasil e a China vão produzir, em cooperação, um satélite meteorológico capaz de prever eventos climáticos extremos. O satélite geoestacionário, segundo Clezio, apesar de não ser integralmente produzido em solo brasileiro, será o primeiro desenvolvido no país. O custo gira em torno de R$ 5 bilhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp "É o primeiro satélite que é desenvolvido no Brasil, o primeiro satélite geoestacionário meteorológico, inclusive. O geoestacionário meteorológico é a primeira vez que nós vamos ter", afirmou. LEIA TAMBÉM Brasil vai produzir com a China satélite capaz de monitorar eventos climáticos extremos, diz Inpe A expectativa do Inpe é que o satélite seja lançado "o mais breve possível", até 2030 -- no máximo até 2031. Agora serão discutidas todas as questões técnicas do lançamento e os detalhes da operação. "Nós vamos ter que discutir quem vai fazer o quê, que parte vai ser feita no Brasil, que parte vai ser feita na China, aonde que nós vamos integrar, se ele vai ser integrado no nosso laboratório de integração e teste, se ele vai ser integrado na China, da onde ele vai ser lançado", explicou. Brasil vai produzir com a China satélite capaz de monitorar eventos climáticos extremos Como vai funcionar Segundo Clezio, o Brasil entra para um seleto grupo de países que constroem satélites geoestacionários. Na avaliação do diretor, a novidade fará com que o país ganhe 'musculatura' com o desenvolvimento do equipamento. "O Inpe vai encarar esse desafio. O Brasil vai encarar esse desafio. Nós vamos entrar nesse seleto grupo que constrói seus próprios satélites, mesma coisa que nós fizemos com todos os demais satélites da família Cbers". O satélite geoestacionário será lançado a 36 mil quilômetros de altitude. A efeito de comparação, o Amazônia-1, que é considerado de órbita baixa, tem 750 quilômetros de altura, assim com o Cbers, com cerca de 630 quilômetros de altitude. INPE vai produzir novo satélite em parceria com a China O satélite que deve ser lançado nos próximos anos ficará orbitando a Terra em órbita equatorial, exatamente em cima do ponto onde ele estará estacionado. "A órbita dele em volta da Terra é exatamente o período de rotação da Terra, de modo que o movimento aparente dele em relação à Terra é como se ele tivesse geoestacionado", explicou De Nardin. O objetivo do Inpe, agora, é conseguir ter o controle do satélite anunciado. "A tecnologia vai ser discutida daqui para frente e vai depender de quem vai fazer qual parte do satélite, se nós vamos fazer a carga útil, se nós vamos fazer o controle, mas obviamente nós temos intenção e interesse muito grande em partir para o controle do satélite. E algumas partes do satélite nós queremos contratar na indústria usando a metodologia de encomenda tecnológica para que o satélite seja gradativamente nacionalizado e fortalecendo a indústria nacional, obviamente". Atualmente, o Brasil já possui um satélite geoestacionário, mas que não foi produzido no país: o SGDC-1 (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação), que foi comprado e é operado em Brasília (DF), mas é voltado apenas para comunicações estratégicas do país. "Nós vamos começar a fazer geoestacionário no Brasil e isso é um avanço gigantesco. Ele é nosso e é meteorológico, então é para imediato benefício social de todos os países vizinhos, mas principalmente o povo brasileiro que está fazendo um grande esforço para ajudar a desenvolver toda essa tecnologia", finalizou. De acordo com o diretor do Inpe, o novo equipamento será capaz de monitorar eventos extremos, como, por exemplo, o que causou enchentes no Rio Grande do Sul. Chuvas fortes que atingiram o estado no último mês deixaram mais de 170 mortos. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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