segunda-feira, 10 de junho de 2024

iOS 18: veja quais iPhones vão receber atualização


Por enquanto, o iOS 18 está disponível apenas para desenvolvedores. A Apple deve disponibilizar o novo sistema operacional para todo mundo em setembro, durante o lançamento do possível iPhone 16. Novo iOS 18 Apple/Reprodução A Apple apresentou nesta segunda-feira (10) o iOS 18, a nova versão do sistema operacional dos iPhones. A empresa também divulgou quais modelos receberão a atualização e quais ficarão de fora (veja abaixo quais são). Por enquanto, o iOS 18 está disponível apenas para desenvolvedores. A Apple deve disponibilizar o software para todo mundo durante o lançamento do possível iPhone 16, em setembro deste ano. ✅ Veja quais iPhones vão receber o iOS 18: iPhone 15, 15 Plus, Pro e Pro Max; iPhone 14, 14 Plus, Pro e Pro Max; iPhone 13, 13 Mini, Pro e Pro Max; iPhone 12, 12 Mini, Pro e Pro Max; iPhone 11, 11 Pro e Pro Max; iPhone XS e iPhone XS Max; ❌ Veja quais iPhones NÃO recebem o iOS 18: iPhone SE (2020) e posterior. iPhone XR; iPhone X; iPhone 8; iPhone 8 Plus. iOS 18 Reprodução/Apple Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT

Como ataque de hackers russos paralisou transfusões de sangue em Londres


O NHS, sistema de saúde público britânico, afirma que não é possível processar o sangue dos pacientes com a mesma frequência por causa do ataque cibernético da semana passada. Ação também levou ao cancelamento de exames e cirurgias em Londres GETTY IMAGES via BBC Um ataque cibernético realizado na semana passada levou ao cancelamento de cirurgias, exames e transfusões de sangue nos principais hospitais de Londres, no Reino Unido. Acredita-se que um grupo de hackers russo, conhecido como Qilin, esteja por trás do ataque do tipo ransomware, que teve como alvo a Synnovis, empresa que presta serviços de patologia para hospitais do NHS, sistema de saúde público britânico. Em decorrência do ataque, os hospitais afetados não estão conseguindo processar o sangue correspondente dos pacientes com a mesma frequência de sempre. O NHS Blood and Transplant, órgão público responsável pelas doações de sangue, está fazendo então um apelo para que doadores do tipo sanguíneo "O" (com fator Rh positivo e negativo) marquem uma consulta para doar, no intuito de aumentar os estoques, uma vez que este tipo sanguíneo é considerado seguro para todos os pacientes. Memorandos enviados a funcionários do NHS e serviços de atenção primária à saúde em Londres alertaram para um "incidente crítico". Os ataques do tipo ransomware geralmente envolvem hackers obtendo acesso a uma rede de computadores e criptografando arquivos ou bloqueando os usuários de seus sistemas até que um resgate seja pago. Hospitais lançaram um apelo por mais doações de sangue EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK via BBC Para realizar cirurgias e procedimentos que exigem transfusão de sangue, os hospitais estão precisando usar o tipo sanguíneo "O". E, como o sangue tem um prazo de validade de 35 dias, os estoques precisam ser continuamente reabastecidos, explicou o NHS. Isso significa que serão necessárias mais unidades do que o normal deste tipo de sangue nas próximas semanas. O sangue "O" negativo, conhecido como tipo sanguíneo universal, pode ser recebido por qualquer pessoa. É usado em emergências ou em qualquer outra situação em que o tipo sanguíneo do paciente seja desconhecido. Ambulâncias aéreas e veículos para atendimento de emergência transportam suprimentos de "O" negativo. Apenas 8% da população possui sangue tipo "O" negativo, mas ele representa cerca de 15% das demandas hospitalares. Já "O" positivo é o tipo sanguíneo mais comum, de 35% dos doadores, e pode ser recebido por qualquer pessoa com fator Rh positivo. Isto significa que três em cada quatro pessoas, ou 76% da população, podem se beneficiar de uma doação de sangue "O" positivo. Na campanha para doação de sangue nesta semana, foi revelado que são necessárias três doações de sangue a cada minuto nos hospitais. Segurança dos pacientes "A segurança do paciente é nossa prioridade absoluta", afirmou Gail Miflin, médica chefe do NHS Blood and Transplant. “Quando os hospitais não conhecem o tipo sanguíneo de um paciente ou não conseguem um correspondente, é seguro usar o sangue tipo 'O'." "Para auxiliar os hospitais de Londres na realização de mais cirurgias e na prestação do melhor atendimento possível a todos os pacientes, precisamos de mais doadores 'O' negativo e 'O' positivo do que o habitual", acrescentou. O professor Stephen Powis, diretor médico do NHS England, o serviço público de saúde da Inglaterra, disse que os funcionários estavam se "desdobrando para minimizar o transtorno significativo para os pacientes" causado pelo ataque cibernético. "Sabemos que uma série de cirurgias e consultas foram adiadas ou transferidas para outros hospitais vizinhos não afetados pelo ataque cibernético, à medida que priorizamos os serviços de patologia para os casos clinicamente mais urgentes", completou. 'Um duro lembrete' "Lamentamos muito a inconveniência que isso está causando aos pacientes, usuários do serviço e qualquer outra pessoa afetada", afirmou a Synnovis por meio de um porta-voz. "Estamos fazendo o nosso melhor para minimizar o impacto, e vamos continuar em contato com os serviços locais do NHS para manter as pessoas atualizadas com os desdobramentos." O porta-voz acrescentou que a empresa havia "investido fortemente" para "garantir que o sistema de informática seja o mais seguro possível". "Este é um duro lembrete de que este tipo de ataque pode acontecer com qualquer pessoa a qualquer momento e que os indivíduos por trás dele não têm escrúpulos em relação a quem suas ações podem afetar." A empresa comunicou ainda que o incidente foi denunciado às autoridades de segurança pública e ao Escritório do Comissário de Informações (ICO, na sigla em inglês), órgão responsável por garantir a privacidade de informações sobre os cidadãos do país. "Estamos trabalhando com o Centro Nacional de Segurança Cibernética e a Equipe de Operações Cibernéticas", acrescentou o porta-voz. 'O tipo mais grave de ransomware' De acordo com o ex-CEO do Centro Nacional de Segurança Cibernética, Ciaran Martin, hackers russos estão por trás do ataque cibernético. Em entrevista ao programa de rádio Today, da BBC, ele disse que o grupo criminoso estava "atrás de dinheiro", quando atacou a Synnovis. "Acreditamos que seja um grupo russo de criminosos cibernéticos que se autodenomina Qilin", afirmou Martin. Segundo ele, o grupo, que opera na chamada dark web, atuava "livremente dentro da Rússia" — e já havia atacado empresas automotivas e tribunais australianos. "Eles estão simplesmente em busca de dinheiro", afirmou, acrescentando que o governo britânico tem uma política de não pagar resgates. Ele disse à BBC que era "improvável" que o grupo criminoso soubesse que causaria interrupções nos atendimentos de saúde quando organizou o ataque. "Há dois tipos de ataque de ransomware. Um deles é quando roubam um monte de dados e tentam extorquir você a pagar para que não sejam divulgados, mas este caso é diferente. É o tipo mais grave de ransomware, em que o sistema simplesmente não funciona", explicou. Martin afirmou ainda que o ataque foi "um dos mais graves que já vimos neste país". "Neste caso, não é realmente uma questão de dados, é uma questão de serviços. Os criminosos estão ameaçando publicar dados, mas sempre fazem isso. Aqui a prioridade é o restabelecimento dos serviços." Complexidade da infraestrutura digital acaba abrindo portas para ataques GETTY IMAGES via BBC O especialista em segurança cibernética Steve Sands, do Instituto Chartered para Tecnologia da Informação, disse que os ataques de ransomware são agora uma "ameaça sempre presente para instituições essenciais, de escolas a hospitais". "É claro que os criminosos não têm escrúpulos, e vão atacar qualquer organização cujas defesas cibernéticas não sejam suficientemente robustas", acrescentou. "Precisamos garantir que todas as organizações do setor público tenham planos de contingência para gerir ataques cibernéticos, que os funcionários recebam treinamento regularmente sobre os riscos e que haja investimento suficiente na resiliência do software." "Quem quer que forme o próximo governo, precisa garantir que o NHS disponha destes recursos, e que seja gasto corretamente, para garantir que vidas não sejam colocadas em risco." Awais Rashid, chefe do Grupo de Segurança Cibernética da Universidade de Bristol, no Reino Unido, lembrou que as infraestruturas digitais costumam ser uma combinação complexa de vários sistemas diferentes e provedores de serviços terceirizados. "Assim, os ataques cibernéticos podem ter impactos em cascata significativos e substanciais, como estamos vendo nesta situação em que os serviços essenciais de saúde estão sendo afetados", observou. LEIA TAMBÉM: Como 30 mil pessoas pegaram HIV e hepatite C ao receber transfusões no Reino Unido Ataque hacker interrompe funcionamento de hospitais nos Estados Unidos e FBI abre investigação

Apple apresenta iOS 18, com recurso que bloqueia apps de iPhone com biometria; veja novidades


Empresa revela nesta segunda-feira (10) novas versões de seus sistemas operacionais. WWDC 2024, evento anual da Apple para desenvolvedores Divulgação/Apple A Apple realiza nesta segunda-feira (10) a WWDC, seu evento anual para desenvolvedores. Uma das novidades é o iOS 18, nova versão do sistema operacional para iPhone. O iOS 18 ganhou mais opções de personalização. Agora, é possível bloquear aplicativos e exigir uma verificação por biometria para ele ser aberto, o que promete oferecer mais privacidade aos usuários. Os ícones de aplicativos na tela inicial poderão ser posicionados em qualquer lugar, sem precisar obedecer a "grade" que deixa todos alinhados. O sistema também ganhou um novo modo noturno, em que os usuários poderão escolher outras cores para personalizar aplicativos. A Central de Controle, que dá acesso a opções de Wi-Fi, Bluetooth, controle de som, brilho, entre outros, ganhou um visual mais limpo, com ícones mais arredondados e com mais opções de personalizar o tamanho dos atalhos. Novo iOS 18 Apple/Reprodução A empresa também apresentou o visionOS 2, nova versão do sistema para seus óculos de realidade virtual Vision Pro. Entre as novidades, está a possibilidade de expandir a tela do MacBook para o Vision Pro, deixando a visualização mais imersiva. Os óculos também chegarão para outros 13 países, mas, por enquanto, o Brasil ainda não está na lista. visionOS 2, sistema operacional para o Apple Vision Pro Reprodução/Apple Tim Cook, CEO da Apple Reprodução/Apple

Como primeiro 'bordel cibernético' com bonecas de IA vem gerando discussões entre críticos e defensores


Nesse tipo de negócio, os clientes têm a oportunidade de interagir verbal e fisicamente com 'pessoas' criadas por inteligência artificial. Apesar disso, empresas do ramo do entretenimento adulto admitem que os interessados nessas experiências precisam ter cautela. Bonecas do 'bordel cibernético' Cybrothel estão sendo preparadas com IA DIVULGAÇÃO/CYBROTHEL No final deste mês, adultos em Berlim poderão reservar uma hora com uma boneca sexualizada feita de inteligência artificial (IA), quando o primeiro bordel cibernético do mundo lançará seu serviço após uma fase de testes. Os clientes poderão interagir verbal e fisicamente com personagens feitos de IA. "Muitas pessoas se sentem mais confortáveis ​​em compartilhar assuntos privados com uma máquina, porque ela não julga", defende Philipp Fussenegger, fundador e proprietário da Cybrothel. "Antes, havia um interesse significativo em bonecas com dubladoras, onde os usuários podiam apenas ouvir a voz e interagir com a boneca. Agora, há uma demanda ainda maior por interação com inteligência artificial." Uma análise da consultoria SplitMetrics revelou que os aplicativos de IA com a finalidade de oferecer companhia chegaram a 225 milhões de downloads na loja virtual Google Play Store. "Espero que mais desenvolvedores de aplicativos observem essa tendência e procurem maneiras para esse setor ser ainda mais inovador e monetizado", aponta o gerente geral da SplitMetrics, Thomas Kriebernegg. Usar a IA para oferecer companhia aos usuários pode ser algo lucrativo, diz Misha Rykov, pesquisador de privacidade do projeto Privacy Not Included, da Fundação Mozilla. "Dado que a maioria dos chatbots [assistentes virtuais] cobra taxas e que a tecnologia principal foi desenvolvida em outro lugar [como Open AI], parece um negócio com alta margem de lucro. Além disso, esses aplicativos coletam dados pessoais e muitas vezes os compartilham com terceiros, como anunciantes — um modelo de negócios testado e comprovado." Kerry McInerney diz que é importante saber com quais bases os chatbots sexuais estão sendo treinados JASON SHELDON/JUNCTION 10 PHOTOGRAPHY Mas a fusão da IA ​​com negócios do ramo de entretenimento adulto disparou o alarme. Um problema está nas tendências inerentes à IA generativa, que produz novos conteúdos com base nos dados com os quais foi treinada. Existe o risco de que estereótipos de gênero retrógrados sobre sexo e prazer estejam presentes em chatbots sexuais, diz Kerry McInerney, pesquisadora sênior do Centro Leverhulme para o Futuro da Inteligência, da Universidade de Cambridge. "É crucial que compreendamos que tipos de conjuntos de dados são usados ​​para treinar chatbots sexuais, caso contrário, corremos o risco de replicar ideias sobre sexo que rebaixam o prazer feminino e ignoram o sexo que existe fora das relações heterossexuais." Existe também o risco de dependência, diz Rykov, que afirma que os chatbots de IA têm como alvo pessoas solitárias, principalmente homens. “A maioria dos chatbots de IA que analisamos têm alto potencial viciante e vários danos em potencial, especialmente para usuários com problemas de saúde mental.” Ele também indica que já foram encontrados em chatbots menções a assuntos como abuso, violência e pedofilia. Há também a questão da privacidade. Os chatbots de companhia são projetados para coletar "uma quantidade sem precedentes de dados pessoais". Rykov acrescenta que 90% dos aplicativos analisados ​​pela Mozilla "podem compartilhar ou vender dados pessoais", enquanto mais da metade não permite que os usuários excluam dados pessoais. Outros alertam sobre os possíveis impactos negativos desse uso da IA nas relações do mundo real. "Algumas dificuldades podem surgir se encontros reais forem profundamente decepcionantes porque não atendem aos padrões estritamente definidos que os usuários experimentam na pornografia de IA", aponta Tamara Hoyton, consultora sênior do serviço de aconselhamento para relacionamentos Relate. Hoyton acrescenta que, em alguns casos, a pornografia de IA pode levar os usuários a áreas perigosas. "Não há nada de errado com um pouco de fantasia, e muitas pessoas são despertadas por pensamentos sobre os quais não têm absolutamente nenhuma intenção de agir; a pornografia com IA pode ser vista assim." “Mas se isso esbarrar na questão do consentimento, por exemplo, em que há um senso de possessão [sobre um objeto sexual], ou que todos serão a projeção daquilo que o excita, com base na experiência do usuário, então há um problema.” Alguns argumentam que a IA poderia substituir trabalhadores do sexo GETTY IMAGES As empresas que utilizam IA na indústria do entretenimento adulto reconhecem que é necessário ter cautela, mas argumentam que essa tecnologia tem um papel importante a desempenhar. Philipp Hamburger, chefe de IA da Lovehoney, diz que a empresa pretende “melhorar a experiência sexual dos seus clientes, em vez de substituí-la, o que é uma fronteira importante a traçar”. Outros acreditam que a IA terá um efeito positivo no setor. Ruben Cruz é o cofundador da The Clueless Agency, com sede em Barcelona, ​​que criou uma das primeiras influenciadoras de IA, Aitana Lopez. Ele ressalta que a indústria do sexo sempre existirá e que a IA pode ajudar a mitigar preocupações éticas, garantindo que esse ramo não conte com pessoas reais — na prostituição ou na produção de filmes pornô, por exemplo. “Esta mudança visa garantir que nenhuma pessoa, homem ou mulher, tenha de ser explicitamente sexualizada no futuro.” Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Microsoft anuncia linha de computadores com foco em inteligência artificial 'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime

domingo, 9 de junho de 2024

Ligação, áudio ou texto? as regras de etiqueta para conversas por WhatsApp no ambiente de trabalho

Especialista em carreira dá dicas para você não errar ao mandar mensagens no ambiente de trabalho. Você é do time que detesta enviar e receber mensagens de voz ou do que manda "podcasts" diários aos amigos? No Brasil, o segundo parece estar ganhando: os brasileiros enviam quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que em qualquer outro país do mundo. Foi o que contou Mark Zuckerberg, dono da plataforma, que inclusive se referiu ao app como ZapZap (do jeito que os brasileiros gostam de chamar). O aplicativo de mensagem deixou de ser um meio de conversar apenas com amigos e familiares e passou a envolver todos os aspectos da vida das pessoas, até o trabalho. Com isso, também surgiram "regras" ou "boas práticas" de como se comunicar por ele (veja dicas abaixo). "Estamos vivendo a 'plataformização' das conversas cotidianas. As redes sociais oferecem funcionalidades que nos apropriamos e isso passa a conformar as nossas práticas e, sobretudo, a nossa comunicação", explica ao g1 Issaaf Karhawi, do núcleo de pesquisa de comunicação e mídias digitais da USP (Universidade de São Paulo). Segundo a pesquisadora, conforme uma sociedade passa a utilizar uma nova ferramenta para se comunicar, novos contratos e arranjos sociais surgem. "Como resultado disso, nós começamos a desenhar uma 'conduta ética' entre as plataformas. O que se espera em cada uma delas e como nos apresentamos em cada uma", diz. É essa diferença entre as características de cada rede social que faz com que uma mesma pessoa possa se comportar de maneira completamente diferente no LinkedIn, no Instagram ou no WhatsApp, por exemplo. "Se pensamos no impacto do WhatsApp no espaço de trabalho, hoje já começamos a discutir coisas do tipo 'será que é razoável ou não receber mensagem do chefe no final de semana', 'será que ele é um espaço de trabalho ou é pessoal', 'será que uma pessoa com quem nunca falei pode mandar áudio sem antes se apresentar'?", explica Issaaf Karhawi. Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg 🎙️Por que mandamos tanto áudio? Não há embasamento científico que explique a adesão massiva dos brasileiros às mensagens em áudio. Mas, para a especialista, o fato do Brasil ser um país acostumado a consumir formatos audiovisuais pode ter influenciado. "A telenovela tem uma importância ímpar na sociedade brasileira. Ela foi responsável por um certo 'letramento audiovisual' da população. Já estávamos habituados", explica. A outra hipótese está relacionada a educação básica no Brasil. Quase 9 milhões de brasileiros de 18 a 29 anos não concluíram a escola. "É evidente que uma funcionalidade de envio de áudio terá mais adesão, pois oferece uma maior acessibilidade", conclui. 💡 Dicas para não errar mandando zap no trabalho Ligação, áudio ou mensagem? "A comunicação em texto é sempre mais delicada porque o receptor da mensagem pode perceber a entonação que ele quiser, o áudio já ajuda nesse aspecto. Mas quando assunto precisa ser mais detalhado, a ligação é a melhor opção", explica Mariana Torres, especialista em Recursos Humanos e Carreira. Na dúvida de como ter uma comunicação mais assertiva, sempre pergunte como a outra pessoa prefere falar. E claro, se for a primeira mensagem não se esqueça de fazer uma breve introdução em texto sobre você e qual é o assunto da conversa. Veja as dicas da especialista para cada formato: 🖊️ Texto Evite textos muito longos e sem pausas. Pode escrever tudo em uma mensagem, mas colocar um 'enter' entre parágrafos ajuda na leitura. Nada de abreviar palavras ou usar gírias, é uma comunicação formal. Cuidado com erros de digitação. Cuidado com palavras de dupla interpretação, precisa ter cuidado redobrado com texto. 🎙️Áudio Prefira um ambiente sem ruídos. Nada de áudios muito longos (mais de 3 minutos): se for um podcast, é sinal que deveria ter sido uma ligação. Cuidado com a qualidade do som. Usar um fone de ouvido com microfone é uma boa opção. 📱Ligação Garanta que a conexão está boa. Uma ligação com muitas falhas pode interferir negativamente na comunicação. Seja objetivo no assunto.

O que são 'cookies' na internet e como eles funcionam?

"Clique para aceitar nossos cookies". A frase já se tornou usual para milhões de usuários. Entenda para que eles foram criados e quais as opções para quem navega na internet. Os cookies são arquivos criados por sites para coletar informações sobre a sua navegação na internet. Eles são transferidos para o seu dispositivo e podem servir para vários objetivos, como oferecer mais comodidade. Isso inclui, por exemplo, manter a conta de um serviço ativa para você não precisar preencher login e senha toda vez, ou salvar os itens que você colocou anteriormente no carrinho de compras do site de uma loja. O aviso "Clique para aceitar nossos cookies" que vemos ao acessar algum site, por sua vez, tem relação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê a possibilidade de multas para quem descumprir regras sobre tratamento de informações. Ela é inspirada no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GPDR), criado pela União Europeia em 2018. Em vários casos, antes de clicar em "Aceitar cookies", é possível selecionar botões como "Minhas opções" para alterar o que será armazenado. Mas, na pressa, algumas pessoas acabam optando por aceitar tudo. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema. Existe algum risco? O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam? Em geral, os cookies não representam perigo, já que eles costumam guardar códigos aleatórios – e não dados pessoais – para identificar usuários. Ainda assim, sites com práticas não recomendadas podem usá-los para armazenar nome, e-mail ou telefone, por exemplo. É o que explica Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky no Brasil. "Um website poderá guardar qualquer informação em um cookie, incluindo dados pessoais do usuário cadastrado – o que, claro, não é recomendado", destaca Assolini. Mesmo sem coletar dados pessoais, os arquivos podem ter informações sobre seu histórico na internet. Cookies de terceiros, presentes em mais de um site, são capazes de identificar os termos que você busca e mostrar anúncios publicitários sobre eles em outras páginas, por exemplo. "Quem nunca fez uma busca de um produto no Google e depois, durante a navegação de internet, começou a ver propaganda daquele produto? Esse rastreamento se dá por cookies", diz Assolini. Em 2024, o Google começou o bloqueio do uso de cookies de terceiros em seu navegador Chrome para algumas pessoas. A empresa diz que, a partir de agora, passa a apostar em uma alternativa "mais focada em privacidade". Quais riscos os cookies representam? Como as empresas de tecnologia vendem publicidade on-line? Em dispositivos compartilhados por várias pessoas, há um risco com cookies que mantêm sua conta logada. Com eles, terceiros podem acessar livremente suas contas. A dica nesses casos é sempre fazer o logout, isto é, encerrar a sessão antes de deixar de usar o dispositivo. O analista também destaca que há meios de limitar a coleta informações por meio de cookies. "Você pode configurar o seu navegador para apagar os cookies, usar bloqueadores de propaganda, bloqueadores de rastreadores que também usam cookies", diz Assolini (veja dicas ao final do texto). Por que pedem que o usuário aceite os cookies? Alguns sites passaram a mostrar o aviso sobre cookies para cumprir regras da GDPR, que precisa ser seguida por empresas que processam dados de pessoas que estão na União Europeia, mesmo que não estejam sediadas na região. O regulamento europeu determina que sites devem receber consentimento para usar cookies, exceto em casos necessários. Ele também indica que, após a autorização dos usuários, as páginas devem oferecer o mesmo destaque para uma opção de voltar atrás e retirar a permissão. O Brasil não tem uma lei específica sobre cookies, mas especialistas apontam que seu uso é analisado no contexto do tratamento de dados. Pela LGPD, os sites que operam informações de usuários devem seguir alguns princípios, como os de necessidade, finalidade e transparência. "Não há nenhuma regra que obrigue que haja 'autorização' do usuário, por exemplo", diz Mariana Rielli, coordenadora de projetos do Data Privacy Brasil. No entanto, Mariana explica que, "uma vez que se considere a coleta de cookies um tratamento de dados pessoais, a LGPD se aplica como um todo, logo suas regras gerais devem ser seguidas". Segundo Paulo Rená, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é preciso ficar claro para o usuário o motivo para o cookie ser coletado. "Tem que ser dito que os dados vão ser usados porque senão o site não funciona ou que tem alguns usos que são só para publicidade", afirma. Geralmente, essas detalhes são apresentados na Política de Privacidade dos sites. O que acontece se eu não aceitar? Em alguns sites, os avisos de cookies permitem controlar o que será coletado. Os termos variam, mas essas janelas costumam destacar a coleta de cookies necessários, que não pode ser desativada para não comprometer o funcionamento da página. Entre os cookies que podem ser recusados, estão os de marketing, que rastreiam sua navegação para mostrar anúncios; os funcionais, usados para o site lembrar que a conta está logada, por exemplo; e os de estatísticas, que servem para a página criar relatórios sobre a quantidade de visitas. Além das configurações para cada site, é possível mudar preferências em navegadores para restringir cookies de terceiros. Confira dicas para manter a segurança na internet

Direita radical usa TikTok para ganhar jovens nas eleições do Parlamento da UE, que terminam hoje


Público está na mira de políticos após regiões da União Europeia diminuírem idade mínima de votação para 16 anos; pesquisa mostra que maioria dos jovens se informa sobre bloco através de redes sociais. Pesquisas recentes feitas pela União Europeia mostraram que redes sociais são a principal fonte de informação de jovens entre 15 e 30 anos do bloco. arte/ GloboNews Termina neste domingo (9) a votação nos 27 países da União Europeia para eleger um novo Parlamento. As projeções mostram um avanço expressivo da extrema direita na conquista de cadeiras na Casa. Nas busca de votos, o TikTok se tornou um campo de batalha importante para partidos de direita. Políticos radicais vêm atraindo a atenção dos jovens online, com uma estratégia incomparável nas redes sociais. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, por exemplo, acumula mais de 1,6 milhão de seguidores no TikTok. Além de Meloni, autoridades de extrema direita, como o premiê da Hungria, Viktor Orbán, e o grande nome atual do populismo francês, Marine Le Pen, acumulam um número significativo de seguidores – e todos fizeram publicações em peso sobre as eleições europeias na rede social. Com cortes de vídeos rápidos, músicas atraentes e mensagens simples, autoridades tratam de questões polêmicas no continente, como imigração e apoio à Ucrânia. A qualquer sinal de interação, o algoritmo da plataforma impulsiona ainda mais vídeos relacionados ao conteúdo. “A extrema direita investiu nas redes sociais desde muito cedo – e agora está colhendo os frutos”, diz o professor de ciência política na Universidade Livre de Bruxelas, Dave Sinardet, à rede britânica BBC. A adaptação da mensagem política para atrair a “geração TikTok” acaba sendo vista como um grande laboratório experimental dos líderes populistas durante as eleições, que incluem nas postagens trechos de aparições bombásticas na televisão e discursos inflamados. ALIANÇA NA DIREITA: as 3 mulheres decisivas para o futuro da União Europeia Rede social como fonte de informação Análise: Eleições para Parlamento europeu mostram avanço da extrema direita na Europa Uma pesquisa realizada em abril pela própria União Europeia, a poucos meses da votação, mostra como as redes sociais se tornaram a principal fonte de informações entre os europeus entre 15 e 30 anos que estão aptos a votar. Respondendo à questão “Como você se informa sobre a UE?”, a maioria (56%) afirma utilizar as redes sociais para se manter informado sobre o bloco. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A televisão é o segundo canal mais importante de informações da faixa etária, seguida da imprensa on-line (que contempla podcasts e plataformas de notícias). Uma pequena proporção (6%) relata não se manter informada sobre a UE. A votação neste ano traz um contexto importante de mudança na legislação de vários países, que diminuíram a idade mínima para votação. Na Alemanha, Malta, Áustria e Bélgica, os jovens de 16 anos poderão participar destas eleições. Na Grécia, a redução de idade para votar caiu para 17 anos. Nas últimas eleições europeias, em 2019, a representação de jovens nas urnas atingiu um patamar recorde, com votos destinados, na maioria, a partidos verdes, que defendiam políticas climáticas mais eficientes. Na época, a preferência pelas legendas ambientalistas foi anunciada como “onda verde” Neste ano, mais de seis em cada dez jovens cidadãos da União Europeia afirmaram que iriam votar. No entanto, uma mudança significativa vem à tona com a votação: no lugar de uma “onda verde”, pode ocorrer a concretização de um impulso mais significativo para a direita desde a fundação da União Europeia.

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...