terça-feira, 25 de junho de 2024

Os 12 filhos de Elon Musk


Bilionário confirmou que teve mais um bebê no começo deste ano. Ele já era pai de 11 e perdeu o primogênito ainda recém-nascido, por morte súbita. O bilionário Elon Musk confirmou, no último sábado (2,) que teve seu 12º filho no começo deste ano. A criança, que não teve nome e gênero divulgados, é o terceiro bebê dele com Shivon Zills, executiva da Neuralink, a startup de Musk que atua no segmento de saúde e chips cerebrais. Além de Zills, Musk teve seis filhos com a primeira mulher, Justine Musk, sendo que um deles teve morte súbita semanas após nascer. Ele também é pai de três crianças com a cantora Grimes. Veja quem são os 12 filhos de Elon Musk g1 Com 52 anos, Musk era, na última segunda-feira (24), o homem mais rico do mundo, pela lista da Forbes. Ele é dono de negócios diversos, como o antigo Twitter, que rebatizou de X, a fabricante de carros elétricos Tesla, a empresa aeroespacial SpaceX, que tem um braço para internet via satélite chamado Starlink, além da Neuralink. Polêmico, arruma briga até com o Brasil: quem é Elon Musk Nomes exóticos e rejeição pela filha Os filhos de Elon e Justine já são jovens: os gêmeos Griffin e Vivian, que é uma mulher trans, nascidos em 2004, e os trigêmeos Damian, Saxon e Kai, de 2006. Em 2022, Vivian pediu a alteração de identidade e quis tirar o sobrenome do bilionário por "não desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma", conforme relatou na documentação para solicitar a mudança. Musk e Grimes se envolveram a partir de 2018, após o empresário ter se separado de Justine e também encerrado um segundo casamento sem filhos. O empresário e a cantora chamaram a atenção pelos nomes exóticos dos filhos que tiveram: X AE A-XII, nascido em 2020 e chamado também de "X"; Exa Dark Sideræl Musk, em 2022; e Techno Mechanicus, revelado na biografia do empresário, publicada em 2023. Ele tem o apelido "Tau". Elon Musk e Grimes no Met Gala 2018 Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo No ano passado, Musk levou o pequeno X a uma reunião com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que estava nos Estados Unidos para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O que era para ser só um encontro com o líder de um país levou a uma situação desconfortável para o bilionário. "Cadê a sua esposa?", disse o presidente turco. "Ela está em São Francisco. Mas estamos separados. Eu cuido dele a maior parte do tempo", respondeu Musk. Veja o momento no vídeo abaixo. Elon Musk entra em saia-justa ao ser questionado sobre ex-mulher Com Shivon Zills, Musk teve os gêmeos Strider, um menino, e Azure, uma menina, em 2021. O fato só se tornou público no ano seguinte, por meio de uma reportagem do "Business Insider". Zills costuma postar vídeos e fotos dos bebês se divertindo em casa, em jogos de hockey e também acompanhando o pai. Uma foto dos quatro juntos foi divulgada pelo biógrafo de Musk, o jornalista Walter Isaacson, em 2023, na época do lançamento do livro. A chegada do um terceiro filho do casal, no começo deste ano, tinha sido reportada pela agência Bloomberg, mas Musk só foi confirmou o fato no sábado, ao site "Page Six", . Musk disse que o nascimento do seu 12º filho não era um segredo porque a família e os amigos do casal sabem, mas que seria estranho ter feito um anúncio para a imprensa. Elon Musk e Shivon Zills com primeiros dois filhos do casal; o nascimento de um terceiro foi confirmado pelo bilionário neste ano Reprodução/Twitter @WalterIsaacson Veja também: Como bloquear o ‘Jogo do tigrinho’ no Whatsapp

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Elon Musk confirma que teve 12º filho, com executiva da Neuralink


Bilionário e Shivon Zills já tinham gêmeos. Ele também teve filhos com outras duas ex-mulheres: saiba quem são. Elon Musk e Shivon Zills com primeiros dois filhos do casal; o nascimento de um terceiro foi confirmado pelo bilionário neste ano Reprodução/Twitter @WalterIsaacson Elon Musk confirmou ao site americano "Page Six" que teve um terceiro filho com Shivon Zills, executiva da Neuralink, a startup do bilionário que atua no segmento de saúde e chips cerebrais. A criança nasceu em 2023 e Musk disse ao site que isso não era um segredo porque a família e os amigos do casal sabem, mas que seria estranho ter feito um anúncio para a imprensa. Ele não comentou o nome e nem o gênero da criança. Os dois já tinham um casal de gêmeos e, assim, Musk soma agora 12 filhos, com três mulheres. Veja abaixo quem são. Com 52 anos, Musk é, atualmente, o homem mais rico do mundo, pela lista da Forbes, e é dono de negócios diversos: o antigo Twitter, que rebatizou de X, a fabricante de carros elétricos Tesla, a empresa aeroespacial SpaceX, que tem um braço para internet via satélite chamado Starlink, além da Neuralink. Polêmico, arruma briga até com o Brasil: quem é Elon Musk Quem são os herdeiros de Musk O filho primogênito de Musk, com Justine Musk, morreu por causas naturais ainda recém-nascido. Depois, o casal teve outros cinco filhos, que hoje são jovens adultos: os gêmeos Griffin e Vivian, que é uma mulher trans, nascidos em 2004, e os trigêmeos Damian, Saxon e Kai, em 2006. Em 2022, Vivian pediu a alteração de identidade e quis tirar o sobrenome do bilionário por "não desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma", conforme relatou na documentação para solicitar a mudança. Musk teve ainda três filhos com a cantora Grimes. O casal chamou a atenção pelos nomes exóticos das crianças: X AE A-XII, nascido em 2020; Exa Dark Sideræl Musk, em 2022; e Techno Mechanicus, revelado na biografia do empresário, publicada em 2023. No ano passado, Musk levou X a uma reunião com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que estava nos Estados Unidos para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O que era para ser só um encontro com o líder de um país levou a uma situação desconfortável para o bilionário. "Cadê a sua esposa?", disse o presidente turco. "Ela está em São Francisco. Mas estamos separados. Eu cuido dele a maior parte do tempo", respondeu Musk. Veja o momento no vídeo abaixo. Elon Musk entra em saia-justa ao ser questionado sobre ex-mulher

'Jogo do tigrinho' e outros cassinos online contratam influenciadores mirins e direcionam propaganda para crianças no Instagram

A estratégia agressiva de promoção dos cassinos online - com milhares de propagandas e perfis de spam - agora está avançando sobre as crianças nas redes sociais, mostra uma investigação do Instituto Alana, entidade de proteção à infância, verificada pela BBC News Brasil. Propagandas fraudulentas do "Jogo do Tigrinho" invadem celulares e redes sociais Jogos de azar na internet, entre eles o que ficou popularmente conhecido como "jogo do tigrinho", estão pagando influenciadores mirins brasileiros para divulgar as casas de apostas para crianças e adolescentes no Instagram. A estratégia agressiva de promoção dos jogos de azar na internet, que já é conhecida por usuários de redes sociais, agora está sendo direcionada especificamente para os perfis de crianças e adolescentes, mostra uma investigação do Instituto Alana, organização voltada à proteção dos direitos das crianças. As crianças e adolescentes que têm feito a divulgação dos jogos de azar tem entre 6 e 16 anos e um grande alcance entre brasileiros — os canais têm de cerca de 200 mil e a mais de 9,5 milhões de seguidores, muitos deles também crianças. Os jogos de azar são ilegais e proibidos no Brasil. Divulgá-los e promover seu uso por crianças e adolescentes fere leis de proteção à infância e regras de entidades como o Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O envolvimento de crianças em jogos de azar e a publicidade deles para essa faixa etária são considerados ainda especialmente danosos por médicos por se tratar de uma idade em que há uma maior vulnerabilidade ao vício. "São publicidades abusivas, ilegais, porque são de produtos e serviços que são caracterizados como jogos de azar", diz Maria Mello, coordenadora do programa Infância e Consumo do Instituto Alana. "Geram danos para a integridade física e psíquica das crianças que elas anunciam." Para proteger as crianças e adolescentes envolvidos, a BBC News Brasil não divulga nomes dos oito influenciadores identificados na investigação do Alana. Mas a reportagem verificou que propagandas dos jogos ilegais eram exibidos em seus perfis no Instagram e verificou que todos estavam ativos até segunda-feira (24/6). Os influenciadores mirins divulgam stories (posts temporários) e outras publicações com demonstração dos jogos, fazem sorteios de prêmios para quem adquirir bilhetes, alegam supostos ganhos obtidos com as apostas e incentivam de diversas formas seus seguidores a aderir aos jogos. Familiares das crianças também participam das divulgações. Nos comentários, é possível ver a interação com outros perfis que têm imagens e linguagem infantil. Segundo o Alana, isso é uma indicação de que essas propagandas têm de fato atingido outras crianças e adolescentes. Mas, segundo o instituto, o alcance preciso só seria possível de ser mensurado com a liberação de dados pelo Instagram, mas a rede social disse à BBC News Brasil que não divulga estes dados. O Instagram não tem, entre as suas opções para reportar postagens problemáticas, uma opção que se refira à violação dos direitos das crianças por meio de propaganda ilegal, como aponta a investigação do Alana e a verificação da BBC News Brasil. O Alana denunciou as postagens como "golpe ou fraude", mas recebeu como resposta que os posts "não violavam as diretrizes da comunidade". Procurada pela reportagem, a Meta informou que retirou dos perfis os posts que continham propaganda de jogos de azar. No entanto, os perfis de menores de 13 anos (idade mínima para ter uma conta no Instagram, segundo a própria plataforma) continuam no ar. "Não permitimos menores 13 anos em nossas plataformas, salvo em casos de contas gerenciadas por um responsável", disse a empresa. A reportagem não conseguiu contato com nenhum dos 20 cassinos online envolvidos nas divulgações. O único que tinha um cadastro de pessoa jurídica brasileiro identificável não respondeu à tentativa de contato da BBC News Brasil. Ilegais no Brasil Os cassinos online têm se tornado muito populares entre público brasileiro apesar de serem ilegais. "Eles são altamente viciantes, são programados para criar dependência e quase sempre vão resultar na perda de dinheiro", afirma Maria Mello, do Alana. "É algo programado para que você tenha mais perdas do que ganhos no processo." A entidade entregou um dossiê sobre o assunto ao Ministério Público Federal em 6 de junho e pediu que uma investigação seja aberta pelo órgão. A entidade defende que a Meta, empresa que controla o Instagram, seja responsabilizada pela exibição das propagandas para menores de idade e intimada a derrubar sua veiculação. O Ministério Público diz que recebeu a denúncia do Alana e que a Promotoria de Justiça de Infância e Juventude pediu informações ao Instagram sobre os fatos. Em 19 de junho, um projeto de lei para legalizar os jogos de azar no Brasil foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O autor da proposta, o senador Irajá Silvestre (PSD-TO), justificou dizendo que as apostas são uma “atividade econômica relevante”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Casa e também ser aprovada pela Câmara dos Deputados para então ir à sanção pelo presidente para entrar em vigor. As chamadas "bets", casas de apostas esportivas na internet, foram regulamentadas no país em dezembro do ano passado. Mas antes mesmo da legalização, os brasileiros já haviam gastado mais de R$ 54 bilhões em 11 meses em 2023, dinheiro enviado para empresas que atuavam no exterior, segundo o Banco Central. Jogos de azar como o “Fortune Tiger”, conhecido como o "jogo do tigrinho", são diferentes das bets porque os resultados dependem unicamente dos algoritmos criados pelas empresas. Já as apostas esportivas dependem de critérios previamente estabelecidos e resultados de campeonatos. A publicidade de ambos para crianças é proibida por uma série de regulamentações nacionais do Conar e do Conanda. Os jogos de azar são ilegais no Brasil para todos os públicos. As polícias de diversos Estados têm atuado contra os influenciadores adultos que promovem o jogo por considerar que eles cometem estelionato. A Polícia Civil de Alagoas realizou uma operação de busca e apreensão em 18 de junho contra um destes influenciadores. Um dia antes, a Polícia Civil de São Paulo havia executado outro mandado de busca e apreensão. Quais os riscos do 'jogo do tigrinho'? Um dos jogos de azar mais populares na internet, o “jogo do tigrinho” foi retirado da Play Store, loja de aplicativos para usuários do Android, a plataforma de celular mais usada no país, após reclamações. Mas é possível instalá-lo no telefone com uma série de links disponibilizados pelos influenciadores que fazem a divulgação. No entanto, há inúmeros jogos de cassino online ainda disponíveis na Play Store — a BBC News Brasil encontrou ao menos 198 em uma única pesquisa. Os jogos em geral funcionam como caça-níqueis: o jogador precisa sortear combinações específicas para receber um prêmio em dinheiro. Há inúmeras variações das mecânicas, mas, em todos, o resultado depende exclusivamente do algoritmo criado pela casa de aposta. Assim como caça-níqueis físicos, os jogos são programados para darem alguns pequenos ganhos no curto prazo, mas, no total, geram enormes prejuízos para os usuários, diz Maria Mello, do Alana. Médicos e pesquisadores alertam que o nível de vício gerado por jogos de azar é equivalente à dependência química causada por cigarro, álcool e drogas ilegais. “Sabemos há muito tempo, por inúmeras pesquisas, que dependências sócio comportamentais como jogos de azar geram uma dependência equivalente à dependência química”, explica o psiquiatra Rodrigo Machado, colaborador do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP(, centro que é referência sobre o assunto na América Latina. “O transtorno do jogo funciona através dos mesmos mecanismos, ele modifica o sistema de recompensa do cérebro.” O comportamento que causa dependência, explica Machado, estimula a liberação de dopamina — um dos hormônios responsáveis pela sensação de prazer — no corpo. Quando há uma exposição reiterada àquele comportamento, a pessoa pode perder o controle, não conseguindo mais parar sem ajuda. Isso não acontece com todos. Um comportamento capaz de causar dependência produz mais este efeito em pessoas que têm uma vulnerabilidade: quando, por exemplo, os outros sistemas que deveriam atuar para controlar os impulsos, como uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal, não estão em equilíbrio. “A vulnerabilidade pode ser genética, social, ambiental”, explica Machado. No caso dos jogos de azar, o que estimula a liberação de dopamina nas pessoas com dependência não é a vitória, mas o risco. A dependência causa uma mudança no cérebro, explica Machado, e a pessoa fica muito mais sensível àquele estímulo gerado pelo comportamento viciante. Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis à dependência porque seu córtex pré-frontal não está totalmente desenvolvido, diz Machado. “É por isso inclusive que adolescentes tendem a se comportar de maneira mais impulsiva, que têm menos condições de avaliar risco.” A maioria das pessoas que se tornam dependentes, explica o médico, tiveram o primeiro contato com o jogo (ou outro comportamento viciante) na infância ou adolescência. “Quanto mais precoce o contato, maior a chance da pessoa desenvolver dependência. Por isso é extremamente perverso o avanço dos jogos de azar sobre as crianças”, afirma. Cassinos online podem ser ainda mais viciantes do que os caça-níveis físicos, porque usam diversos mecanismos chamados elementos de design de manipulação. “Eles são coloridos, oferecem prêmios e medalhas virtuais, têm bonequinhos e desenhos para pressionar o usuário a continuar, contagens regressivas rápidas para que a pessoa não tenha tempo de perder a atenção, têm propagandas em que você não acha o botão para sair”, explica Machado. “Enfim, uma série de mecanismos que promovem uma restrição da possibilidade escolha. E as crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis a esse mecanismo.” Outro fator dos jogos online apontado como facilitador da dependência, especialmente para as crianças, é o fato de que eles podem ser facilmente acessados de qualquer lugar — não é preciso o deslocamento para um cassino, como no caso de caça-níqueis físicos. O efeito da propaganda Tanto Rodrigo Machado quanto o Instituto Alana destacam que as crianças são mais vulneráveis também à propaganda — e o fato do jogo ilegal estar sendo promovido por outras crianças agrava esse fator. “Existe um espelhamento. Para uma criança e especialmente para um adolescente, ver alguém como ele aumenta muito a chance de querer reproduzir aquele comportamento”, diz o pesquisador da USP. “Isso é da natureza humana, é parte de uma necessidade de sentir parte de um grupo, e é especialmente forte nesses estágios da vida.” É por isso que existem recomendações contrárias ao uso de crianças e adolescentes para veiculação de propaganda em uma série de órgãos de fiscalização. A resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente), por exemplo, explicita que o uso de “apresentadores infantis” em peças publicitárias é um dos elementos com potencial de seduzir crianças para o consumo de forma abusiva. Tanto o Conanda quanto o Conar vedam o emprego de elementos lúdicos — como personagens animados, a exemplo do tigrinho — e de manipulação do universo infantil na comunicação publicitária. No documento entregue ao Ministério Público, o Alana cita o artigo 227 da Constituição Federal, que fala sobre proteção integral e a responsabilidade compartilhada na garantia de direitos de crianças e adolescentes. “Estado, famílias e sociedade, incluindo as empresas, devem atuar em conjunto para assegurar a proteção das crianças, adolescentes e jovens e a promoção dos seus direitos”, reforça a instituição. Maria Mello, do Alana, aponta que houve avanços importantes ao longo dos últimos anos em relação à regulação de propaganda direcionada às crianças nos meios de comunicação tradicionais, como televisão, mídia impressa. "Agora é preciso que isso seja transferido e fiscalizado na internet”, diz Mello. No documento entregue ao Ministério Público, o Alana pede a investigação das casas de aposta que fazem a promoção dos jogos ilegais, mas seu pedido principal é para que o MP peça à Justiça que a Meta seja intimada a tomar atitudes para combater a divulgação dos cassinos online para crianças. “O mais fundamental aqui é a gente perceber o tamanho da ilegalidade da conduta do Instagram, porque a plataforma não só permite, ela viabiliza essas publicações”, diz Maria Mello. “Essas propagandas jamais conseguiriam atingir o mesmo público se não fosse a plataforma.” Além disso, ao intimar o Instagram, a Justiça conseguiria a retirada do ar de diversas propagandas ao mesmo tempo, diz ela. Sendo que o combate às casas de apostas em si é mais pulverizado — e muitas delas são baseadas no exterior. A BBC News Brasil procurou a Meta, que afirmou que suas políticas "não permitem conteúdos potencialmente voltados a menores de 18 anos que tentem promover jogos online envolvendo valores monetários". A empresa disse que removeu "os posts dessa natureza das contas apontadas pela reportagem" e que usa "uma combinação de tecnologia e revisores humanos para identificar conteúdos e contas que violem" suas políticas. "Estamos sempre trabalhando para aprimorar a nossa abordagem em prol de um ambiente seguro para todos", disse a Meta. A empresa, no entanto, não respondeu por que não tem uma categoria de denúncia para postagens que incentivem jogos de azar ilegais nem por que o Instagram não proíbe em absoluto a publicidade de jogos de azar, que continuam ilegais no Brasil. A Meta também não respondeu por que o Instagram não tem regras específicas para resguardar os direitos dos influenciadores digitais mirins. A empresa também não divulgou o alcance que as publicidades de cassinos voltadas para crianças tiveram nos 8 perfis analisados. Os influenciadores mirins O instituto Alana aponta ainda a irregularidade e os potenciais danos às crianças e adolescentes que fazem a veiculação das propagandas de jogos de azar. As crianças e adolescentes dos oito perfis analisados pelo Alana são do Ceará, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. O conteúdo que elas postam variam entre compartilhamento da sua rotina, postagens de humor, dancinhas e música. E, longe de ser algo esporádico, o incentivo para a inscrição, o depósito de dinheiro e o uso dos jogos de azar é uma prática constante nos canais. “O Instagram tem permitido a atuação dos influenciadores mirins muito provavelmente sem a observação das normas legais em relação ao que a gente chama de trabalho infantil artístico”, afirma Maria Mello. Segundo ela, embora muitos dos influenciadores sejam acompanhados por familiares na divulgação das propagandas, isso não impede que o trabalho das crianças seja explorado de forma abusiva. “As crianças e adolescentes muito provavelmente não têm um acompanhamento adequado desse tipo de atuação", diz Mello. "Para que crianças façam esse trabalho artístico, é necessário um alvará judicial e uma análise para garantir que elas não estejam sendo exploradas e tenham seus direitos garantidos."

INSS confirma indícios de que informações de beneficiários foram expostas em vazamento


Vulnerabilidade levou órgão a suspender senhas e revisar protocolos. Número de reclamações caiu, indicando que brecha realmente pode ter sido utilizada para fraude. Fachada da Previdência Social INSS/ Divulgação O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou nesta segunda-feira (24) que há indícios de que informações sigilosas de pessoas com aposentadorias e benefícios sociais e assistenciais sofreram vazamento. A vulnerabilidade do sistema do INSS foi confirmada ao jornal "Folha de S.Paulo", pelo presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que publicou reportagem sobre o assunto, e também ao g1. Segundo o INSS, gestões passadas firmaram acordos de cooperação com órgãos governamentais que também têm acesso aos dados, e não havia controle sobre senhas concedidas anteriormente. "O INSS informa que, devido ao aumento de solicitações de informações – detectado pelos setores de monitoramento do INSS e da Dataprev –, o sistema o Suíbe, antes acessível por senha e login por outros órgãos e servidores, teve a sua política de segurança atualizada. Agora, é preciso utilizar certificado digital e criptografia para ter acesso ao sistema", informou o INSS, por meio de nota. Essas senhas foram suspensas em maio, e, pelo novo procedimento instaurado, agora é preciso ter validação em duas etapas por VPN, o que, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão, "vai dificultar o acesso malicioso de informações". Coluna TecLógica: Como proteger seus dados na internet? O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, confirmou por meio da assessoria de imprensa que as reclamações na ouvidoria envolvendo empréstimo consignado caíram para pouco mais de 400 em maio, após a suspensão das senhas. Entre janeiro e março, a média foi de mais de 900 registros de ocorrência por mês. Em abril, recuou para 553. Não é possível liberar novos benefícios por meio do sistema acessado, mas ele contém dados cadastrais de pessoas com valores já concedidos, entre outras informações. O órgão informou que não é possível saber, até o momento, quantos vazamentos aconteceram.

Foto instantânea: g1 testa 3 aparelhos que revelam a imagem na hora


"Polaroides" modernas usam filme ou papel para criar resultados no momento, mas têm diferenças nos tamanhos e na foto impressa. O g1 testou modelos da Fujifilm e da Kodak. Como tirar fotos instantâneas mais legais Tirar uma foto instantânea em 2024 significa muitas coisas além do óbvio, que é capturar a imagem e esperar a cena aparecer no papelzinho (não precisa chacoalhar, viu?). Essa ação pode incluir outros itens, como: 📸 Uma câmera digital que imprime na hora, mas também se conecta ao celular. 🖨️ Imprimir em papel fotográfico com imagens vindas do smartphone. 📷 E usar uma câmera analógica com filme instantâneo. Para avaliar como é essa experiência, o Guia de Compras testou três dispositivos que levam as imagens ao papel de formas diferentes: Fujifilm Instax Mini 12 Fujifilm Instax Mini Link 2 Kodak Mini Shot 3 São poucas as opções disponíveis nas lojas on-line para fotografia instantânea. A Fuij tem vários modelos das Instax à venda – a Mini 12 e a Mini Link 2 estão entre os mais novos – e a Kodak lançou recentemente a câmera/impressora Mini Shot 3. Quem tem saudades das fotos na Polaroid precisa gastar mais. Os modelos mais novos da marca saudosista não estão disponíveis nas lojas nacionais e precisam ser importados dos Estados Unidos ou China, por isso não entraram na avaliação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Foto instantânea ainda é uma brincadeira cara. Além do preço das câmeras e impressoras, que variava entre R$ 450 e R$ 1.500 em junho, tem o valor do papel de impressão – cada foto acaba saindo entre R$ 2,60 e R$ 5. Veja os detalhes de cada produto a seguir e, ao final, a conclusão. Câmera analógica Instax Mini 12 Filme para Instax Mini com 20 poses A Instax Mini 12 é uma câmera fotográfica analógica com filme instantâneo. É um dispositivo de operação simples e que tira fotos que ficam prontas em minutos. A câmera custava R$ 450 nas lojas da internet consultadas na metade de junho. Um kit com dois filmes, com 10 exposições cada, saía na faixa dos 80 – cada fotografia custa R$ 4, em média. É o mesmo filme utilizado na impressora Instax Mini Link 2. Usar a Instax Mini 12 é muito fácil. Basta abrir a tampa traseira para encaixar o cartucho com filme – só alinhar as setas amarelas para não errar – e girar a lente para ligar o dispositivo. Instax Mini 12 vista de frente e por trás Henrique Martin/g1 Não pode se esquecer de colocar as pilhas AA no compartimento, senão não funciona. A fabricante não indica por quanto tempo duram as baterias. Para fotografar, não é preciso configurar nada. Só esperar a câmera identificar de forma automática as condições de luz, o fotógrafo enquadrar a cena no visor óptico e apertar o botão de disparo. Na sequência, a foto sai pela ranhura na parte superior do equipamento e leva cerca de 90 segundos para revelar e ficar pronta. Um visor na tampa traseira mostra quantos cliques ainda estão disponíveis naquele filme O flash é automático e não pode ser desativado. A única configuração adicional está no modo close-up, ativado ao girar mais um pouco a lente. É para tirar selfies melhores ou fotos mais próximas. Um espelho na frente da câmera ajuda a enquadrar melhor a pose na hora da selfie. Para as selfies noturnas, em ambientes fechados, na comparação com os demais aparelhos do teste, a Mini 12 deixa o rosto com uma iluminação forte, mas não exagerada como da Kodak Mini Shot 3. É comum esse tipo de câmera criar um "efeito fantasma" meio borrado. A Mini 12 não tem timer, então a foto sai do jeito que estiver posada na hora do clique. Selfies com flash: Instax Mini 12 (à esquerda), feita no celular e impressa na Mini Link 2 e capturada e impressa na Kodak. Henrique Martin/g1 O único ponto negativo de usar a Instax Mini 12 é o fato de a câmera ter um botão de disparo bastante sensível. É comum tirar fotos sem querer só de tocar no disparador e “perder" uma imagem. Os resultados são compatíveis com o que se espera de uma câmera instantânea e essa é parte da diversão de usar um aparelho desses. As fotos de 62 x 46 mm podem sair borradas, com fundo escuro, com cores estouradas, na captura daquele momento específico. Nessa hora a gente lembra que fotografia não precisa ter tudo em foco com nitidez máxima, como estamos acostumados com as câmeras poderosas dos smartphones. Fotos feitas com a Instax Mini 12 Henrique Martin/g1 É difícil até comparar os resultados da Instax Mini 12 com os da Mini Shot 3, já que o modelo da Kodak é uma câmera digital com impressora integrada, com fotos em papel diferente, formato maior e que também consegue se conectar ao celular. Fotografia em papel: como fazer suas fotos impressas e reveladas durarem mais Impressora Instax Mini Link 2 A Instax Mini Link 2 é uma impressora de fotos que usa o mesmo filme da câmera Instax Mini 12. Desse modo, é possível imprimir fotos direto do celular. O produto era vendido na faixa dos R$ 920 nas lojas on-line consultadas. A Mini Link 2 usa uma bateria interna recarregável, com duração estimada de 100 impressões. Com o filme encaixado no compartimento traseiro, como na Mini 12, basta baixar o app Instax (para iPhone e Android) e conectar os equipamentos por bluetooth. O aplicativo em português é o grande diferencial da impressora. Ele acessa a câmera, a galeria de imagens do celular e até mesmo imprime cenas de um vídeo. Tem diversos modos de edição e ajustes da foto. Na comparação com o app da Kodak, o da Fujifilm oferece mais recursos. Os modos de impressão podem ser definidos como padrão (mais claros e neutros) ou “modo Instax”, para ficar com o estilo das câmeras da marca. E tem recursos extras na impressora, como o botão na lateral. Ele acende um LED, que pode ser usado para “desenhar com luz” nas fotos feitas pelo celular. Ao editar e mandar imprimir, o resultado sai pela ranhura na lateral, como na Mini 12. Os resultados são também similares aos da câmera com filme. Fotos com foco perfeito e nítidas vão sair mais escuras, por exemplo. São diferentes das impressas pelo celular com a Kodak Mini Shot 3, por exemplo. Lá, elas ficam mais claras e “lavadas" se colocadas lado a lado. Fotos impressas com a Instax Mini Link 2 Henrique Martin/g1 O processo de impressão é diferente do utilizado pela Kodak. Na Fujifilm, o equipamento utiliza uma faixa de luzes que expõe a imagem no filme – o que é bastante inteligente, já que ela está "criando" uma imagem digital em um meio analógico. Na Kodak, é um papel especial impresso (como em uma impressora jato de tinta) em vários passos, com uma camada por cor (ciano, amarelo e vermelho) e mais uma protetora contra marcas de dedo e exposição à luz. Câmera/impressora Kodak Mini Shot 3 Cartucho para câmera Kodak com 30 fotos A Kodak Mini Shot 3 é uma câmera de 10 megapixels de resolução com uma impressora integrada. A câmera não salva as imagens em sua memória interna nem tem entrada para cartões para armazenamento. Por conta disso, é preciso fotografar e imprimir ou usar a câmera do celular e deixar a Mini Shot 3 apenas como impressora – desse modo, ela é mais parecida com a Instax Mini Link 2. A câmera era o produto mais caro do teste, vendida por R$ 1.450 nas lojas on-line consultadas em junho. O cartucho com 30 fotos estava sendo vendido entre R$ 80 e R$ 150 no mesmo período. Cada foto custa entre R$ 2,6 e R$ 5. O modelo da Kodak utiliza uma bateria recarregável, que dura até 20 impressões, de acordo com a fabricante. Câmera/impressora Kodak Mini Shot 3 Henrique Martin/g1 A câmera já veio com um cartucho com 30 fotos instalado. Para trocar, basta abrir o compartimento inferior. Na função da câmera, a Mini Shot 3 oferece funções minimalistas: fotografar, mostrar a imagem na telinha traseira e selecionar para imprimir. Kodak Mini Shot 3: a tela mostra as 5 últimas imagens capturadas Henrique Martin/g1 Para ativar o flash, é preciso navegar entre as opções do aparelho. A fabricante diz ainda que o produto vem com um “espelho para selfie”, que precisa ser colado manualmente ao lado da lente. O da unidade enviada para os testes estava colado em um plástico dentro da caixa e precisou ser encaixado na frente. Por não ter memória interna, o equipamento consegue guardar de forma temporária até cinco imagens. Se desligar o produto, as fotos se perdem se não forem levadas para o papel. O processo de impressão é feito em camadas (uma por cor: ciano, amarelo, vermelho, mais uma de proteção) e demora quase o mesmo tempo para as fotos das Instax se tornarem nítidas, em torno dos 90 segundos. A qualidade das imagens da câmera ao serem impressas é boa, com cores mais fortes e brilhantes na comparação do que ocorre com os produtos da Instax. As impressões saem no formato 7,6 x 7,6 cm, maiores que as da Fuji, de 6,2 x 4,6 cm. Fotos impressas com a Kodak Mini Shot 3 Henrique Martin/g1 As fotos contam com um acabamento contra marcas de dedos. Segundo a fabricante, as impressões podem durar mais de 100 anos (veja como conservar fotos). O aplicativo para celular – todo em inglês, como os menus do aparelho – é mais básico que o da Instax Mini Link 2. Com acesso à galeria de fotos do smartphone, dá para editar as imagens, ajustar brilho, contraste e saturação e definir bordas coloridas – ou como as de negativos de filmes – para as impressões. Conclusão Testar três métodos tão distintos para trazer fotos para o papel significa comparar o que é possível, como a qualidade das imagens, a velocidade de impressão, a duração da bateria. O resultado é um processo bastante pessoal e único – tem quem goste mais das fotos das Instax, pela aura retrô, tem quem goste mais da Kodak, pelo maior brilho e cores. Na ponta do lápis, quem quer o melhor dos dois mundos na fotografia instantânea deve optar por uma impressora, não por uma câmera. Selfies feitas com flash automático ou desativado, feitas na Mini 12, Mini Link 2 e Kodak Henrique Martin/g1 É um equipamento mais caro que a câmera analógica, mas que abre um mundo de possibilidades de usar as lentes e sensores do celular – que são bem melhores – em um formato tradicional e conhecido. Na comparação entre as impressoras da Fujifilm e da Kodak, a primeira oferece a melhor relação custo/benefício. Fotos editadas no app para celular e impressas na Instax Mini Link 2 (à esquerda) e Kodak Mini Shot 3 (à direita) Henrique Martin/g1 Vendida por R$ 915, a Instax Mini Link 2 é um ótimo acessório para o fotógrafo de smartphone que quer tirar fotos com borda e fazer brincadeiras com texto e desenhos na imagem. A Kodak Mini Shot 3 oferece um formato diferente de imagem e cores mais vivas na impressão. Mas sua câmera pode ser ignorada pela ausência de memória interna e é um produto mais caro, vendido na faixa dos R$ 1.450. Como foram feitos os testes As câmeras e impressoras foram usadas por 4 semanas, com dezenas de imagens capturadas. Foram avaliados a facilidade de uso, a duração da bateria, a troca de filme/cartucho de papel durante o uso cotidiano dos aparelhos. As fabricantes cederam os equipamentos por empréstimo, além de filme/papel adicional. As câmeras e impressoras serão devolvidas. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

domingo, 23 de junho de 2024

Entenda o que a Meta diz sobre a coleta de informações de usuários para treinar IA e saiba passo a passo para evitar


Empresa de Mark Zuckerberg controla as redes sociais Instagram e Facebook, além do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY Reuters A Meta, empresa de Mark Zuckerberg e que controla as redes sociais Instagram e Facebook, além do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, atualizou seus termos de uso para, através de publicações abertas de usuários, aprimorar e treinar seu serviço de inteligência artificial (IA). A mudança aconteceu em 16 de junho. 🤔 O que diz a Meta sobre a coleta de informações? Na Central de Privacidades da Meta, que pode ser acessada no Instagram, a empresa diz que: usa informações que estão publicamente disponíveis online; usa informações compartilhadas nos produtos e nos serviços da empresa. 🤔 Isso inclui o conteúdo postado pelo usuário? Segundo a Meta, essas informações podem abranger publicações ou fotos e legendas. ❌ Há algo que não é usado? De acordo com a empresa, o conteúdo das mensagens privadas com amigos e familiares não é usado. 📑 É possível se opor? Também na Central de Privacidades, a Meta diz que os usuários têm "direitos relacionados à forma como suas informações são usadas para IA na Meta", o que inclui o direito de se opor ao uso de informações compartilhadas. 🚶‍♂️ E como fazer isso? Logado no seu Instagram, siga o passo a passo a seguir: no feed de fotos, clique nos três tracinhos que ficam os alto do campo direito. então, você, usuário, vai cair na página "configurações e atividades". em seguida, role até o fim da página e clique em "sobre"; depois, selecione "política de privacidade". 📱Nesta etapa, você vai cair nessa outra página, fora do aplicativo chamada, "Política de Privacidade". Então, logado, siga com o passo a passo nessa mesma página: clique nos três tracinhos horizontais no canto superior direito; no menu de opções, clique em "outras políticas e artigos" e, imediatamente, em "como a Meta usa informações para recursos e modelos de IA generativa"; em seguida, abrirá uma nova página chamada "oposição quanto ao uso das suas informações para IA na Meta; então, role até o fim da página e clique em "direito de se opor" (é um escrito, destacado em azul, no meio do texto). Aí... É hora de preencher um formulário para, segundo o documento, exercer o direito de "não querer que suas informações compartilhadas nos nossos produtos e serviços sejam usadas para desenvolver e melhorar a IA na Meta". ⏳ A remoção é instantânea? Segundo a Meta, não. O texto diz que as solicitações de objeção serão analisadas de acordo com as leis de proteção de dados relevantes. "Se a sua solicitação for atendida, ela será aplicada a partir do momento que for aceita", diz o texto. 🏛️ LGPD - Está em vigor no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados, que rege como as empresas podem armazenar, usar e tratar dados de cidadãos brasileiros. Ela estabelece diretrizes sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais. A Meta diz que pode "processar informações sobre você para desenvolver e melhorar a IA na Meta, mesmo se você se opuser ou não usar nossos produtos e serviços". Como exemplo, a empresa diz que isso poderia acontecer se o usuário ou suas informações: aparecerem em uma imagem compartilhada nos produtos ou serviços por alguém que os usa. forem mencionados em publicações ou legendas que outra pessoa compartilhar nos produtos e serviços. Meta Conversations Durante o "Meta Conversations", evento que aconteceu no Brasil no início de junho, Zuckerberg falou, por videoconferência, sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada aos seus produtos — a "IA da Meta". "Nosso objetivo é construir o melhor serviço de IA do mundo tanto em qualidade quanto em usabilidade. E estou animado para anunciar que vamos lançar o Meta AI em português no próximo mês, junto com vários outros novos idiomas", disse Zuckerberg. "Isso significa que mais pessoas ao redor do mundo poderão fazer perguntas ao assistente em qualquer um de nossos aplicativos. Recebemos muitos comentários positivos até agora e estou animado para que todos vocês experimentem. Acho que vocês ficarão realmente impressionados", prometeu. 🌍 Como é em outros lugares no Mundo? A Meta pretende seguir o mesmo em outros países, incluindo os que fazem parte da União Europeia, o que deve acontecer a partir de 26 junho e já é alvo de reclamações. Segundo a agência de notícias APF, os esforços da Meta no continente estão sendo dificultados pelas leis de privacidade de dados mais rigorosas. O grupo NOYB, com sede em Viena, liderado pelo ativista Max Schrems, queixou-se a 11 vigilantes nacionais da privacidade sobre os planos de formação em IA da Meta e instou-os a parar a empresa antes de começar a treinar a próxima geração do Llama, tecnologia usada pela "IA da Meta" que é uma espécie de "cérebro" do assistente. Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 1 Reprodução Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 2 Reprodução Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 3 Reprodução Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 4 Reprodução Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 5 Reprodução Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 7 Reprodução Passo a passo para evitar que Meta use dados para treinar IA 8 Reprodução

Os escritores que ajudam a inteligência artificial a falar que nem gente


Se você está preocupado com a forma como a IA afetará seu trabalho, o mundo dos redatores pode oferecer um vislumbre do futuro. Como a inteligência artificial irá afetar o seu trabalho? Serenity Strull/BBC/Getty Images A carreira do redator Benjamin Miller (nome fictício) vinha bem até o início de 2023. Ele chefiava uma equipe de mais de 60 redatores e editores, publicando artigos e postagens em blogs para promover uma empresa da área de tecnologia e revender dados sobre tudo, desde imóveis até carros usados. Para ele, "era um trabalho realmente envolvente" – uma oportunidade de exercer sua criatividade e colaborar com especialistas em uma série de assuntos diferentes. Até que, um dia, o gerente de Miller contou a ele sobre um novo projeto: "eles queriam usar a inteligência artificial para reduzir os custos". Por força do seu contrato de confidencialidade, Miller pediu à BBC que não o identificasse, nem divulgasse o nome da companhia. Um mês depois, a empresa adotou um sistema automatizado. O gerente de Miller digitava o título de um artigo em um formulário on-line e o modelo de IA gerava um esboço baseado naquele título. Miller recebia então um alerta no seu computador e, em vez de criarem suas próprias ideias, seus redatores produziam artigos com base naquele esboço. Miller fazia a edição final do material e as histórias eram publicadas. Após poucos meses de adaptação ao novo sistema, Miller recebeu a notícia de que haveria uma segunda etapa da automação. O ChatGPT passaria então a escrever totalmente os artigos e a maior parte da sua equipe foi demitida. As poucas pessoas restantes passaram a desempenhar uma tarefa ainda menos criativa: editar o texto criado pelo ChatGPT, de qualidade inferior, para que ele parecesse mais humano. O processo prosseguiu até que, em 2024, a empresa demitiu o restante da equipe e Miller ficou sozinho. "De um momento para outro, passei a fazer o trabalho de todos os demais", ele conta. Todos os dias, ele abria os documentos escritos por IA para corrigir os erros estereotipados do robô, produzindo sozinho o trabalho que costumava empregar dezenas de pessoas. "Eu estava basicamente fazendo a limpeza para que os textos parecessem menos esquisitos, cortando a linguagem estranha e formal ou excessivamente animada", descreve Miller. "Eu tinha mais trabalho de edição do que com os redatores humanos, mas era sempre o mesmo tipo de edição. O problema, na verdade, é que era simplesmente muito repetitivo. Comecei a sentir que eu era o robô." A experiência de Miller reflete uma mudança mais abrangente. Em diversos setores, a IA está sendo empregada para produzir trabalho que, antes, era domínio exclusivo da mente humana. A inteligência artificial, muitas vezes, custa menos que uma pessoa, mas os pioneiros no seu uso aprendem rapidamente que, nem sempre, ela traz os mesmos resultados. Agora, pessoas como Miller se veem levadas a se unir aos mesmos robôs que estão roubando seus empregos, para dar aos algoritmos um pouco de humanidade. É um exército oculto que faz com que a IA pareça melhor do que realmente é. Se a eficiência da IA aumentar significativamente, esta será uma solução temporária. Do contrário, a história de Miller pode antecipar o que o futuro reserva para outras profissões. Será que a inteligência artificial vai roubar seu emprego? É difícil responder. Afinal, estamos em uma encruzilhada preocupante. Alguns especialistas alertam que os robôs superinteligentes logo irão substituir a maior parte do trabalho humano. Já outros acreditam que a tecnologia talvez nem se aproxime desta possibilidade. E existem também os que defendem que estamos caminhando rumo a um futuro de colaboração entre a IA e os seres humanos, sem que haja competição. O fato é que, em escala muito menor, alguns profissionais já enfrentam consequências preocupantes. E, se existe um trabalho que os grandes modelos de linguagem alimentados pela IA generativa podem fazer, é reunir palavras e parágrafos, o que coloca os redatores na linha de frente. O medo de perder trabalho para as ferramentas de redação alimentadas por inteligência artificial foi uma das principais questões que levaram à greve de roteiristas nos Estados Unidos, no ano passado. E outros setores de criação enfrentam preocupações similares sobre seu futuro, com a chegada de ferramentas de IA capazes de gerar imagens, áudio e vídeo a partir do zero. 'Acrescentando o toque humano' O impacto da IA já está atingindo os copywriters – os redatores de marketing e outros conteúdos para empresas. Em alguns setores de marketing, a IA é uma bênção. Ela pode ser uma ferramenta útil para acelerar o trabalho e aumentar a criatividade. Mas outros redatores, especialmente os que estão começando suas carreiras, afirmam que a inteligência artificial está dificultando a busca por empregos. Por outro lado, alguns também observaram o surgimento de um novo tipo de função, embora ela pague muito menos: corrigir os textos de má qualidade criados pelos robôs. "Estamos acrescentando o toque humano, o que, muitas vezes, exige edição profunda e crescente do texto", afirma a redatora de marketing Catrina Cowart, de Lexington, no Estado americano de Kentucky. Ela trabalha na edição de textos gerados por IA. "A gramática e a escolha das palavras simplesmente parecem estranhas", diz. "Você está sempre cortando palavras floreadas, como 'portanto' e 'todavia', que não se encaixam na escrita casual." "Você também precisa verificar todas as informações, porque a IA simplesmente inventa coisas. Isso consome muito tempo, porque não são só as grandes ideias. A IA alucina com pequenas incoerências, em linhas descartáveis que você nunca notaria." Cowart afirma que a humanização da inteligência artificial, muitas vezes, leva mais tempo do que escrever um artigo do zero – e a remuneração é menor. "Nas plataformas de emprego onde você encontra este tipo de trabalho, normalmente você ganha cerca de US$ 0,10 [cerca de R$ 0,54] por palavra", ela conta. "Mas isso é para você escrever. Este é considerado um trabalho de edição, de forma que, normalmente, você recebe de um a cinco centavos [de dólar – cerca de R$ 0,05 a R$ 0,27] por palavra." "É um trabalho horrível, tedioso e eles pagam quase nada por isso." Outros setores presenciaram exemplos similares de seres humanos ganhando pouco para alimentar as máquinas em silêncio. Este trabalho inclui, por exemplo, ajudar os sistemas de processamento automático de pedidos a marcar as imagens usadas para treinar os próprios sistemas de visão por IA. Mas, para algumas pessoas do mundo dos copywriters, a chegada da IA pode ser algo bom ou ruim, dependendo de como elas a utilizam e do estágio de cada um em suas carreiras. Alguns redatores afirmam que incorporar as ferramentas ao seu processo criativo pode até melhorar o seu trabalho. O Instituto Norte-Americano de Escritores e Artistas (AWAI, na sigla em inglês) é uma organização que oferece treinamento e recursos para escritor freelancer. O instituto promove uma série de cursos sobre inteligência artificial para seus membros. A presidente da AWAI, Rebecca Matter, conta que as aulas de IA passaram a ser, de longe, as mais populares do instituto. Para Matter, a inteligência artificial "é uma ferramenta incrível. O risco para as pessoas que têm a redação como carreira não é que a IA tome seus empregos, mas sim que elas precisem se adaptar. Isso pode ser desconfortável, mas acho que é uma enorme oportunidade." Ela conta que a transição para o mundo da IA tem sido suave para a maior parte dos redatores que ela conhece. Na verdade, a inteligência artificial se tornou uma parte tão inerente do processo que muitos profissionais passaram a acrescentar "políticas de IA" pessoais aos seus websites profissionais, explicando como eles usam a tecnologia. A redatora Rebecca Dugas tem nove anos de experiência e afirma que a IA tem sido uma "bênção", que permite que ela entregue seu trabalho com a mesma qualidade em uma fração do tempo. "Uso a IA sempre que meus clientes se sentem confortáveis com isso", conta Dugas. "Seja para troca de ideias, pesquisa de mercado ou para reescrever parágrafos quando estou batendo a cabeça contra a parede para encontrar uma forma, ela tem sido uma parceira de criação incrível." Mas Dugas entende por que seus clientes podem ter reservas ao uso da tecnologia. Sua própria política de IA explica que Dugas dispensa o uso da inteligência artificial para os clientes que assim preferirem – mas eles devem se preparar para pagar mais. A maior energia mental e o tempo necessário para completar o trabalho fazem com que seus projetos livres de IA tenham um preço mais alto. Com o aperfeiçoamento da IA, Dugas espera que algumas empresas passem a usar o ChatGPT e outras ferramentas para atender suas necessidades de redação, substituindo os seres humanos. "Mas acho que, mesmo agora, estamos chegando a um ponto em que as empresas percebem que, se você não entender de marketing, não pode julgar a eficácia da produção da IA", defende ela. Por isso, Dugas acredita que sempre haverá trabalho bem remunerado para redatores talentosos e estabelecidos. Mas os redatores no outro lado do espectro da carreira podem não ter a mesma sorte. Atualmente, muitos dos que se encontram nessa posição enfrentam as diversas contradições modernas. 'Driblando' os detectores de IA Muito do trabalho de copywriting vem dos donos de websites que querem artigos para gerar mais tráfico vindo do Google. Mas o buscador fez uma série de anúncios importantes no ano passado, descrevendo seus esforços para retirar conteúdo "inútil" dos resultados de busca. Estas novidades despertaram temores de que o gigante da tecnologia venha a penalizar websites que incluam conteúdo gerado por IA. O Google defende que a redação por inteligência artificial é aceitável, desde que o conteúdo tenha alta qualidade – o que não eliminou as preocupações. O resultado é que passou a ser prática comum, em parte do mundo do copywriting, passar o texto por software de detecção de IA. E, no último ano, surgiu uma onda de redatores que afirmam terem perdido seus empregos por falsas acusações de detectores de inteligência artificial. Segundo Cowart, muitas plataformas de redatores freelancers que possuem software de detecção de IA estão, paralelamente, contratando pessoas para editar conteúdo produzido por robôs. Ou seja, em alguns cantos do ecossistema, quase tudo gira em torno de esforços para evitar a aparência da inteligência artificial. "Eles estão vendendo conteúdo gerado por IA e pagando você para consertá-lo", explica Cowart. "E, ao mesmo tempo, enviam e-mails sobre como escrever como seres humanos, para não acionar seu detector de IA. É muito ofensivo." O pior é que os detectores são atualizados regularmente para acompanhar as contínuas mudanças das empresas que produzem robôs de IA. Ou seja, as regras sobre o que pode fazer o seu texto ser marcado como gerado por inteligência artificial mudam constantemente. "É frustrante, pois existe um milhão de formas de dizer a mesma coisa, mas qual é mais humana? Não gosto de ficar adivinhando", lamenta ela. 'Demissão automatizada' A experiência de Miller humanizando a IA terminou abruptamente. Depois de meses daquele trabalho repetitivo de edição, ele foi chamado para uma reunião inesperada. E foi demitido em 5 de abril de 2024 – o mesmo dia em que um terremoto atingiu a cidade de Nova York, onde ele mora. A empresa decidiu que Miller era apenas mais uma etapa desnecessária de intervenção humana. "Fui demitido meio que de forma automatizada", ele conta. Felizmente, Miller logo encontrou uma nova oportunidade – um tanto irônica, diga-se de passagem. Ele conseguiu um emprego na empresa de tecnologia Undetectable AI, que produz software para dificultar a identificação de IA na redação de textos. Em outras palavras, Miller está ajudando uma empresa que usa inteligência artificial para fazer o trabalho que ele foi obrigado a fazer, depois que a mesma IA tomou seu próprio trabalho. O executivo-chefe de tecnologia da Undetectable AI, Bars Juhasz, afirma que ferramentas como as produzidas pela sua empresa certamente trazem efeitos negativos para o mercado de trabalho. Mas ele é otimista sobre o futuro do mundo profissional. "Quando o automóvel surgiu em uma era de cavalos e carruagens, as pessoas reagiram como se fosse o fim do mundo, mas a sociedade sempre se adapta." "Acho que iremos ver muitos empregos serem substituídos, e os freelancers serão os mais atingidos. Sinto muito por eles. Mas as pessoas que estão sendo pagas para humanizar a IA são fantásticos exploradores de oportunidades." "É claro que não é um grande emprego, mas eles, de fato, reconheceram uma nova função em um momento de redefinição da ideia de produtividade. As pessoas que conseguirem aprender a trabalhar com a tecnologia ficarão bem", acredita Juhasz. Miller não se orgulha do seu tempo nas minas de humanização da IA. "Contribuí com grande parte do lixo que está saturando e destruindo a internet", ele conta. "Ninguém estava nem lendo aquilo na época em que saí, pois é simplesmente lixo." Miller acredita que a companhia simplesmente vai retirar os artigos de IA editados por ele. "Será como se aquilo nunca tivesse sequer existido." Vídeos Entrevista: Governo contrata criadora do ChatGPT Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT

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