quarta-feira, 24 de julho de 2024

X volta a mostrar emoji de arma real em vez de pistola d'água


Para Elon Musk, dono do X, a arma de brinquedo é 'feia e burra'. Com a decisão, a rede social inverte a tendência seguida por grandes plataformas e fabricantes de celulares desde 2016. X trocou emoji de pistola d'água por símbolo de arma real Reprodução/Emojipedia O X fez uma atualização em seu pacote de emojis: o símbolo de pistola d'água foi trocado pelo de um revólver. A alteração foi feita há cerca de uma semana e, por enquanto, só afeta como o desenho é exibido na rede social pelo computador. Com a mudança, o Twitter volta a exibir o emoji de arma com seu significado original. Mas inverte a tendência que outras redes sociais e fabricantes de celulares seguiram desde 2016, ao passar a apresentar o ícone como uma pistola d'água. A mudança foi apoiada por Elon Musk, dono da rede social: "A pistola d'água é burra e feia", afirmou o bilionário na última sexta-feira (19). O engenheiro de software do X que se apresenta como Yacine B afirmou ser o responsável pela troca e já tinha usado a rede social para apontar "esquerdistas" como culpados pelo uso do emoji da pistola d'água. "Precisamos trazer de volta o emoji de arma verdadeiro", escreveu Yacine, em junho. Mudança no emoji de arma Em 2016, a Apple foi a primeira a deixar de mostrar emoji de arma real, de acordo com o levantamento do site Emojipedia, que acompanha novidades nos símbolos usados pelas plataformas. A decisão foi vista como um posicionamento da empresa, depois que uma associação de Nova York pediu que o símbolo deixasse de ser usado "como um gesto simbólico para limitar o acesso a armas". No mesmo ano, a Apple e a Microsoft votaram contra a criação de um emoji de rifle que havia sido proposto como um símbolo de tiro esportivo dentro de um pacote de ícones olímpicos. Evolução de como o emoji de arma foi mostrado pelas principais plataformas e fabricantes de celulares Reprodução/Emojipedia

Por que Paris 2024 se protege de possíveis ataques cibernéticos da Rússia durante Olimpíadas


Organização dos Jogos teme manobras agressivas no espaço que poderiam levar à interferência nas comunicações e na transmissão de televisão e à exibição de mensagens políticas russas. Policiais franceses patrulham lado externo do Estádio Parque dos Príncipes antes da partida de futebol masculino entre Uzbequistão e Espanha, durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024, em Paris, no dia 24 de julho Franck Fife/AFP Faltando apenas alguns dias para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, as autoridades francesas estão preocupadas com a possibilidade de grandes ações cibernéticas direcionadas às infraestruturas digitais. Elas também temem manobras agressivas no espaço que poderiam levar à interferência nas comunicações e na transmissão de televisão. Na mira das autoridades está a Rússia, que já praticou esse tipo de ação no passado. É um ataque de hackers o que as autoridades francesas mais temem. Imagine só este cenário possível: 26 de julho de 2024, 19h30, cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. O desfile naval parte ao longo do Rio Sena, com os cais, Notre-Dame e a Pont-Neuf como pano de fundo, um panorama sublime listado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O mundo inteiro estaria assistindo, e o momento seria mágico. De repente, linhas cinzas embaçariam os aparelhos de televisão do mundo todo, sendo imediatamente substituídas por imagens que não têm nada a ver com as Olimpíadas. Uma mensagem política ou imagens violentas seriam então transmitidas pelo mondovision, o sistema de transmissão simultânea de imagens de televisão para várias partes do mundo usando satélites. Um verdadeiro pesadelo para os organizadores e para a França, o país anfitrião. Paris anuncia esquemas de segurança para a cerimônia de abertura das Olimpíadas Um cenário tecnicamente possível "Os russos sabem como falsificar sinais. Sabemos que eles evocaram essa possibilidade e não há muita razão para que não ajam, portanto, há uma preocupação real”, diz um oficial sênior do exército francês cujo trabalho é rastrear as ações de Moscou. "Não é tão fácil fazer isso, mas é uma hipótese que acreditamos ser possível, porque nessa área a Rússia tem recursos bastante substanciais", sublinhou o militar. "Seja em termos de capacidades espaciais ou de ataques a segmentos terrestres ou espaciais, eles têm capacidades militares muito fortes no que chamamos de confronto híbrido. Funciona um pouco como um site: você digita um endereço, mas tecnicamente é possível manipular a solicitação para enviá-la a outro site, como é feito na guerra eletrônica. Mas é sempre difícil atribuir esses modos de ação”, concorda Marion Buchet, especialista em telecomunicações espaciais. Leia também Faxineiros receberão mais de R$ 11 mil para controlar ratos em Paris Grindr, aplicativo de relacionamento gay, tem busca bloqueada na área da Vila Olímpica de Paris; usuários reclamam Camas ‘antissexo’ testadas e aprovadas em Paris: atletas olímpicos criam trend após polêmica Falsificação de sinal: um risco muito real Vários casos de substituição de conteúdo em um canal de televisão foram documentados recentemente e, em vista do contexto de tensão diplomática com a França, possivelmente atribuídos à Rússia. De acordo com o jornal ucraniano "LB", entre 20 de fevereiro e 9 de maio, foram registrados pelo menos 12 casos de interferência (ou falsificação de sinal) com satélites de telecomunicações operados por companhias francesas, luxemburguesas e suecas. Em 21 de março, duas semanas após a adesão da Suécia à Otan, a interferência da Rússia e da Crimeia teve como alvo dois satélites suecos, o Astra 4A e o SES-4.  Em 28 de março, a mídia ucraniana relatou interferência no transponder 11766H no satélite Astra 4A da SES (Luxemburgo), que retransmite 39 canais de televisão, incluindo muitos canais ucranianos. A interferência também foi relatada durante a retransmissão do programa ucraniano Yedyni Novyny, no canal polonês Belsat. Em 20 de junho, a SES reconheceu que essa interferência havia afetado a distribuição de conteúdo televisivo na Europa, especialmente na Ucrânia.  Em março, a Viasat (EUA) anunciou que a interferência russa no satélite Hotbird 13E da Eutelsat (França) havia afetado o fluxo de transmissão de cinco canais ucranianos: Provence, Eco TV, Natalie, Milady Television e Karavan TV. De acordo com a operadora, esses canais foram submetidos à substituição de conteúdo por vídeos de propaganda russa e também enfrentaram problemas técnicos de som. Em 17 de abril, foi observada interferência no canal de televisão ucraniano Freedom, por meio do satélite Hot Bird 13G da Eutelsat. Durante 18 minutos, os hackers substituíram o conteúdo transmitido no canal Freedom pela retransmissão do canal de TV russo Za Zhyzn. Em pelo menos dois casos, foi registrada a substituição do conteúdo de um canal infantil por programas violentos, principalmente em 9 de maio, em programas ucranianos e letões. Guerra no espaço Há alguns anos, a Rússia vem aumentando a militarização do espaço e, desde 2017, vem praticando manobras de aproximação e inspeção por meio de “subsatélites”, comumente conhecidos como “bonecos russos”.  As tentativas russas de abordagens hostis no espaço para espionar, invadir ou desativar satélites comerciais são agora uma iniciativa recorrente. "A agressão russa no espaço remonta a 2018, quando o foguete russo Luch/Olymp K-2 chegou muito perto de um satélite de telecomunicações franco-italiano Athena-Fidus. Um evento semelhante ocorreu novamente em 2023. Além das tentativas de espionagem, havia também o temor de que o contato físico resultasse na destruição do nosso satélite. Na época, a Ministra da Defesa Florence Parly reagiu de forma extremamente proativa, levando ao nascimento da estratégia de defesa espacial francesa e à criação do Comando Espacial”, observa Marion Buchet.  Desde o início da guerra na Ucrânia, os sinais de GPS essenciais para a navegação aérea têm sido regularmente bloqueados no mar Báltico. Mísseis antissatélite Mas Moscou também implantou todo um arsenal de armas terrestres para intervir no espaço, em particular o programa de mísseis antissatélite Nudol. Em 15 de novembro de 2021, o exército russo disparou um míssil antissatélite de seu território contra o satélite COSMOS 1408, um de seus antigos satélites em órbita baixa (a uma altitude de cerca de 470 km). Como resultado, mais de 1.500 pedaços de detritos com mais de 10 centímetros foram criados, forçando a Estação Espacial Internacional (ISS) a realizar manobras de proteção e colocando em risco a vida dos astronautas da ISS. Até o momento, mais de 60 pedaços de detritos permanecem em órbita.  A destruição física de um satélite é tecnicamente possível há décadas, mas é altamente prejudicial em termos de geração de detritos no espaço. A Rússia também tem um programa para um míssil antissatélite disparado de um avião de caça MIG-31B. Chamado de Burevestnik, as autoridades afirmam que ele está em desenvolvimento.  Moscou também tem um projeto de armas de energia direcionada: o programa de laser Peresvet. Ele consiste em um sistema de laser rebocado por um caminhão. Uma declaração do Ministério da Defesa da Rússia em dezembro de 2018 disse que o sistema havia entrado em “serviço de combate experimental” e poderia “combater efetivamente qualquer ataque aéreo e até mesmo satélites de combate em órbita”. De acordo com especialistas, ele seria capaz de ofuscar temporariamente os satélites de observação, mas não destruí-los.  Em 24 de fevereiro de 2022, um ataque cibernético possivelmente atribuído à Rússia teve como alvo a rede KA-SAT, uma rede de telecomunicações baseada em satélite e de acesso à internet de banda larga operada pela Viasat. De acordo com o relatório de incidentes da Viasat, o invasor conseguiu desativar a conexão de 10 mil terminais. Embora o suposto objetivo fosse atacar as conexões de rede do exército ucraniano, milhares de usuários de rede na Europa foram afetados pela manobra.  (Com Louis Champier) Rússia condena jornalista americano por espionagem

Perdas de seguradoras com apagão cibernético podem chegar US$ 1 bilhão com clientes registrando sinistro, diz jornal


Setor se prepara para reivindicações de vários setores que tiveram impacto financeiro na última sexta (19). Ainda assim, alguns especialistas dizem que é cedo para estimar os prejuízos. Após apagão cibernético, seguradoras podem ter que lidar com sinistro de US$ 1 bilhão, diz jornal REUTERS/Bing Guan Muitas seguradoras devem ser acionadas com seus clientes reivindicando para recuperar as suas perdas causadas pelo apagão cibernético global da última sexta-feira (19). Especialistas ouvidos pelo jornal Financial Times estimam que o setor deve ter de lidar com até US$ 1 bilhão em sinistro. 💻Entenda a interrupção cibernética que deu 'tela azul' em vários países O problema paralisou o funcionamento de aeroportos, hospitais, emissoras de TV, entre outros setores. Segundo a Microsoft, quase 9 milhões de aparelhos que rodam o sistema operacional Windows foram afetados. O apagão foi motivado por uma atualização em uma ferramenta chamada Falcon, produzida pela empresa CrowdStrike. Ela é utilizada para detectar possíveis invasões hackers e uma de suas clientes é justamente a Microsoft. Máquinas que rodam MacOS (Apple) e Linux não foram afetadas. "As seguradoras estão se preparando para centenas, se não milhares, de notificações de sinistros de empresas impactadas pela CrowdStrike", disse Ryan Griffin, sócio especializado em segurança cibernética na corretora de seguros McGill and Partners, em entrevista à Reuters. Tanto a CrowdStrike como a Microsoft não comentaram sobre o assunto. "Os danos econômicos podem chegar a dezenas de bilhões de dólares", completou Nir Perry, CEO da CyberWrite, uma plataforma de risco de seguro cibernético. Segundo o Financial Times, alguns executivos de seguradoras, no entanto, dizem que ainda é cedo para estimar o impacto nos seguros. Assim pensa Kelly Butler, chefe da Marsh no Reino Unido, a maior corretora de seguros do mundo. Por que o Brasil não foi tão afetado no apagão cibernético? Ainda assim, Kelly Butler confirmou ao jornal que aproximadamente 100 de seus clientes acionaram o seguro pedindo suporte para as perdas motivadas pela CrowdStrike. "A maioria delas foi por interrupção de negócios ou indisponibilidade do sistema", confirmou Butler ao Financial Times. "Algumas apólices de seguro cibernético excluem eventos não maliciosos, e há períodos de carência e franquias que as empresas terão que considerar antes de fazer uma reclamação com suas seguradoras", disse Perry à Reuters. Especialistas ouvidos pelo portal Business Insider dizem que a CrowdStrike não é obrigada a cobrir o prejuízo que seus clientes tiveram na sexta-feira. Mas deve reembolsar com as taxas de assinatura do programa Falcon. LEIA TAMBÉM: Instagram: como desativar notas temporárias de seus amigos que fazem posts 'inundarem' seu feed Especialistas criticam atualização no sistema da CrowdStrike, que travou computadores pelo mundo: 'Recuperação é manual e lenta' O grupo brasileiro de ódio a mulheres que fabrica com IA imagens pornô falsas sob encomenda

terça-feira, 23 de julho de 2024

Entrega atrasada em 'sites de blusinhas'? Empresas alegam alta demanda, e consumidores se queixam nas redes


A partir de 1º de agosto, começa a valer a lei que cria taxação de 20% sobre compras internacionais abaixo de US$ 50. Antes da aprovação da norma, produtos com preços menores não eram tributados. Apps da Shopee, Shein e AliExpress Getty Images via BBC Sites de compras internacionais — os populares sites das "blusinhas" — estão sendo alvo de queixas de consumidores nas redes sociais nos últimos dias por atraso nas entregas. Um desses sites, a Shein, enviou e-mails a consumidores informando que o envio dos produtos adquiridos no site vai demorar "mais do que o normal" devido ao "aumento das encomendas". Na semana que vem, as empresas vão começar a pagar impostos de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A taxação deve ser repassada aos preços ao consumidor. A nova taxação foi sancionada pela Presidência da República em 27 de junho. Nas redes sociais, consumidores estão se queixando no atraso das entregas. Além de contatos por e-mail, as notificações de demora no envio da plataforma também são incorporadas ao aplicativo, com a seguinte mensagem: No aviso por e-mail, a Shein empresa informa: "Estimado, obrigada por fazer compras com o SHEIN. Gostaríamos de te pedir desculpa; o nosso tempo de processamento está a demorar mais do que o normal devido ao aumento de encomendas. Exortamos o nosso armazém a processar e enviar a nossa encomenda com prioridade máxima. Um aviso de envio irá atualizá-lo assim que tudo estiver preparado. Obrigado pela sua compreensão". A empresa também menciona "capacidade de envio insuficiente na transportadora". Esse termo também está sendo bastante procurado nas redes. "Devido à capacidade de envio insuficiente da transportadora, há um atraso no seu pacote. Estamos agilizando o processo de envio no seu pacote. Pedimos desculpa pelo atraso e agradecemos a compreensão". Print aviso de atraso em entrega de compras internacionais Reprodução Outra empresa que vem sendo alvo de reclamação na demora dos itens é a Shopee, também popular entre os brasileiros. Nas redes sociais, consumidores se queixam dos atrasos nas remessas desde junho. Os comentários incluem relatos de atrasos de até 2 meses em função da suposta sobrecarga da demanda. Além disso, expressam preocupações com a possibilidade de serem taxados caso o produto não chegue antes da data prevista para o início da taxação. A norma para a tributação, no entanto, não funciona bem assim (entenda mais abaixo). Reclamações compras internacionais atrasadas Reprodução Reclamações atrasos em compras Reprodução Em nota, a Shein informou que atrasos nas entregas ocorrem em períodos de alta demanda, que são sazonais e não estão ligados à taxação. "A Shein informa que eventuais atrasos em entregas podem ocorrer devido às variações periódicas de demandas e não têm relação com o início da cobrança de imposto no dia 1º de agosto", informou a empresa em nota. A Shoppee disse que somente 10% de suas vendas são internacionais. A Amazon, outra empresa que faz esse tipo de entrega, informou que não divulga dados específicos sobre as encomendas. Em nota, disse que: "A Amazon Brasil informa que os produtos vendidos na Loja de Compras Internacionais de valor até US$50 receberão a nova taxação de 20% a partir do dia 31 de julho de 2024." A Ali Express não tinha informação sobre os atrasos até a última atualização desta reportagem, mas ficou de passar os dados. Início da cobrança A cobrança do tributo de importação começa oficialmente na próxima quinta-feira, 1º de agosto, segundo as regras determinadas pelo governo federal. Porém, para cumprir com o prazo necessário para os ajustes das declarações de importação, alguns e-commerces optaram por antecipar a cobrança dos impostos para este sábado, 27. Esse é o caso do AliExpress e da Shopee, que já informaram que as compras de até US$ 50 efetuadas em suas plataformas a partir do dia 27 contarão com a taxa de importação de 20%. Além da taxa, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de 17% continuará incidindo sobre os preços dos produtos. Varejistas passam a cobrar imposto de 20% neste sábado; veja como ficam os preços G1 em 1 Minuto: Compras internacionais de US$ 50: veja como ficam os preços Taxa das 'blusinhas' O projeto de lei que definiu a taxação das compras internacionais de até US$ 50 foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de junho, após ser aprovado no Congresso Nacional. Calculadora do g1 mostra como ficam os preços das compras internacionais de US$ 50 Pela regra anterior, essas compras estavam sujeitas apenas à incidência do ICMS, um imposto estadual. O novo texto inclui no preço, antes do ICMS, um imposto de importação de 20% sobre o valor da compra. A introdução dessa cobrança foi negociada entre o Congresso (que não queria aumentar a carga tributária) e a área econômica do governo (que tenta elevar a arrecadação). 🔎 Seguindo as regras aduaneiras, os 20% do imposto de importação serão cobrados em cima do valor do produto (mais eventuais cobranças de frete ou seguro) e incluídos no preço exposto ao consumidor. Outros 17% do ICMS vão incidir sobre o valor da compra já somado ao imposto de importação. Por exemplo, uma compra que, no total, custe US$ 50 terá a cobrança, primeiro, dos 20% do imposto de importação, passando a custar US$ 60 para o consumidor final. Depois, haverá a incidência dos 17% do ICMS sobre esses US$ 60, com o valor final para o consumidor chegando a US$ 72,29 — ou R$ 382,93, com a cotação do dólar nesta quarta-feira.

Tim, Vivo e Oi são multadas em quase R$ 5 milhões por propaganda enganosa sobre 5G


Secretaria Nacional do Consumidor concluiu que empresas não informaram clientes da forma adequada quando ainda ofereciam versão limitada do 5G. Claro também foi multada pelo órgão em maio. Os desafios para a expansão da rede 5G no Brasil Reprodução/TV Globo As operadoras de telefonia Tim, Vivo e Oi foram multadas em R$ 4.797.156,33, ao todo, por veicularem propagandas enganosas sobre 5G. A decisão foi tomada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. As multas variam e consideram a condição econômica de cada operadora e a gravidade das infrações, informou a Senacon nesta terça-feira (23): a Tim foi penalizada em R$ 2 milhões; a Vivo, em R$ 1,4 milhão; e a Oi, em R$ 1,33 milhão. Em maio, a Claro já tinha sido multada em R$ 922 mil. Segundo a secretaria, consumidores foram induzidos ao erro por acreditarem que poderiam usar o 5G completo, quando, na verdade, as operadoras ofereciam tecnologias mais limitadas, conhecidas como DSS (sigla em inglês para "compartilhamento dinâmico de espectro") e refarming. Neste caso, o serviço aproveita a rede 4G para oferecer qualidade próxima à do 5G, mas sem todos os benefícios da versão conhecida como "standalone", que oferece mais velocidade e um baixo tempo de latência. Ao não explicarem corretamente sobre a versão do 5G que estava sendo usada, as empresas violaram normas do Código de Defesa do Consumidor que tratam sobre clareza e veracidade de informações veiculadas, avaliou a Senacon. A decisão prevê que as operadoras deverão depositar o valor de suas multas no Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). As empresas podem recorrer em um prazo de até dez dias. LEIA TAMBÉM: Governo avalia liberar Fortune Tiger no Brasil e bloquear acesso a sites do exterior Hacker coloca à venda suposta lista de quase 10 bilhões de senhas: você deve se preocupar? Por que o Brasil não foi tão afetado por pane global cibernética quanto EUA e Europa? Guia do 5G: tire suas dúvidas

Instagram: Como desativar as notas temporárias de seus amigos que aparecem em Reels e nas publicações


Rede social liberou para todo mundo a opção de adicionar comentários que são exibidos em um balão em cima das postagens. Instagram Notas também está disponível em publicações no feed e no Reels Divulgação/Instagram a O Instagram começou a liberar para todos os usuários a opção de notas temporárias em publicações e no Reels. O recurso exibe comentários flutuantes feitos por seus amigos em cima das postagens. Assim como aquelas que ficam nas mensagens diretas (DM), essas notas expiram e desaparecem do post depois de três dias. Mas a pessoa pode excluir o comentário antes desse período. Alguns usuários, no entanto, têm reclamando dessa novidade, pois, além de aparecer sob as publicações, você pode ver notas de seus amigos em posts de gente que você não segue. Veja seguir uma forma de desativá-las: abra o Instagram e vá até o perfil da pessoa que você deseja desativar as notas temporárias; no perfil dela, toque no botão "Seguindo" e, depois, vá em "Silenciar"; na próxima tela, ative a função "Notas em publicações e reels", para deixar de visualizar. Segundo o Instagram, a outra pessoa não será notificada sobre essa ação. Quem optar por manter as notas ativadas, a própria pessoa pode definir, antes de publicar, quem deve visualizar aquele comentário: seguidores que você segue de volta ou se apenas os amigos que estão no seu "Close Friends" ("Amigos próximos", em português). LEIA TAMBÉM Notebook gamer: g1 testa 3 modelos de entrada Wi-Fi público tem risco baixo, mas pode permitir golpes; veja dicas para se prevenir Apagão global cibernético afetou 8,5 milhões de aparelhos com o Windows, diz a Microsoft Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Por que o Brasil não foi tão afetado no apagão cibernético? Por que o Brasil não foi tão afetado no apagão cibernético?

Notebook gamer: g1 testa 3 modelos de entrada


Máquinas da Asus, Dell e Lenovo conseguem ter um bom desempenho em vários jogos, mas não espere usar os portáteis por muito tempo longe da tomada. Guia de compras: notebooks para jogar Juan Silva/g1 Jogar no notebook não precisa ser uma experiência que custa dezenas de milhares de reais. Máquinas consideradas “de entrada” pelos fabricantes fornecem uma experiência razoável nos games. Esses notebooks são destinados a gamers que querem se divertir com os títulos mais recentes, mas sem ter que pagar pelo alto desempenho dos modelos topo de linha. O Guia de Compras testou três desses notebooks: Asus TUF Gaming F15 Dell G15 Lenovo LOQ As três máquinas contam com configurações técnicas similares e esperadas para um notebook dessa categoria (veja o mínimo esperado para cada tipo de portátil). As especificações incluem telas de 15,6 polegadas com resolução Full HD, processador Intel Core i5 de 12ª ou 13ª gerações, 8 GB ou 16 GB de memória RAM e placa de vídeo Nvidia GeForce RTX3050. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Todas rodam Windows 11 e contam com aplicativos gratuitos que ajudam a escolher o modo de desempenho do computador. Veja os resultados a seguir e, ao final da reportagem, a conclusão e como foram feitos os testes. Asus TUF Gaming F15 O Asus TUF Gaming F15 é, entre os notebooks da avaliação, o modelo mais leve e compacto. Pesa “apenas” 2,20 kg, contra 2,8 kg do Dell G15. Notebooks para jogar tendem a ser mais pesados que os comuns. Para comparação, um portátil “normal” para trabalhar e estudar fica na faixa do 1,5 kg ou menos. O modelo mede 35,4 x 25,1 x 2,24 cm (largura x profundidade x altura). Por conta das dimensões e menor peso, é o mais confortável para colocar em uma mochila e levar para outros locais para jogar. O equipamento era vendido por volta de R$ 5.800 nas lojas on-line consultadas em julho. Configurações e design Nas configurações, o TUF F15 conta ainda com tela com taxa de atualização de 144 Hz (quantas vezes a tela “pisca” para atualizar as informações), a mais alta entre os modelos da avaliação. A máquina conta ainda com 16 GB de RAM, placa RTX 3050 com 4 GB dedicados e armazenamento por SSD de 512 GB. Asus TUF Gaming F15 Divulgação O processador é um Intel Core i5 de 12ª geração, uma das mais recentes. As conexões incluem uma porta Ethernet (para internet cabeada), 1 porta Thunderbolt 4 com DisplayPort (para monitor externo), 1 porta USB 3.2 tipo C com suporte a DisplayPort e Nvidia G-Sync, dois conectores USB A 3.2 e um HDMI 2.1. A máquina também está pronta para conexões Wi-Fi 6, mais velozes que o Wi-Fi 5, e tem 2 alto-falantes embutidos compatíveis com tecnologia Dolby Atmos. No design, o Asus F15 tem acabamento que lembra metal. A fabricante cita certificação militar MIL-STD 810, que promete maior resistência contra quedas e acidentes cotidianos. O teclado do ASUS F15 é o único dos três modelos com iluminação RGB, que pode ser customizada. O da Lenovo tem apenas retroiluminação branca, e o Dell, laranja. Software para games O Aura é o app do Asus TUF F15 que serve para personalizar a iluminação do teclado. É possível criar perfis de luz e cores para cada game, mas foi algo que não funcionou direito durante os testes. Tem um botão no teclado dedicado para alternar entre os tipos de iluminação. Já o Armoury Crate serve para monitorar a performance e alternar entre modos silencioso, desempenho e turbo. Asus Armoury Crate em uso Reprodução Esse app também cria uma espécie de biblioteca de todos os jogos instalados no notebook e permite gerenciar periféricos e controlar áudio e microfone. Também conta com um botão dedicado para abrir o app pelo teclado. Desempenho, bateria e nível de ruído Das três máquinas, o Asus TUF Gaming F15 ficou em último lugar nos testes de desempenho. Quando estava ligado na tomada, rodou bem quase todos os jogos. A exceção ficou com Cyberpunk 2077, que não saiu da faixa entre 30 e 40 quadros por segundo. Ao ser usado fora da tomada, o desempenho caiu bastante. No Cyberpunk 2077, caiu de 50 para 4 quadros por segundo, travando por um instante. Cyberpunk 2077 no Asus TUF F15 com baixa taxa de quadros por segundo Reprodução O nível de ruído foi acima do normal, um tanto barulhento. O ruído aumentou conforme os ajustes de performance – especialmente quando o modo Turbo foi ligado. A duração da bateria do Asus foi equivalente à dos demais notebooks da avaliação, com uso estimado em 1 hora de jogo fora da tomada. Dell G15 O Dell G15 é o notebook com o processador mais recente entre os três modelos do teste – um Intel Core i5 de 13ª geração, contra 12ª no da Asus e no da Lenovo. Também é o modelo mais caro, sendo vendido por R$ 6.000 nas lojas on-line pesquisadas em julho, e o mais pesado, com 2,8 kg. O portátil mede 35,7 x 27,4 x 2,6 cm (largura x profundidade x altura). Configurações e design As especificações técnicas do Dell G15 incluem ainda uma tela com taxa de atualização de 120 Hz, 8 GB de RAM (a menor entre os três portáteis da avaliação) e 512 GB de armazenamento SSD. O modelo tem 6 GB de RAM na placa de vídeo RTX 3050– contra apenas 4 GB no Asus e no Lenovo. Nas conexões, são 1 porta HDMI, uma USB-C com suporte a DisplayPort (para ligar a um monitor externo), 3 portas USB-A 3.2 e conector Ethernet para internet cabeada. Também tem conexão Wi-Fi 6. O design lembra bastante o de modelos mais caros da Dell, da linha Alienware. A construção em plástico tem uma base um pouco mais fina na frente. Dell G15 Reprodução Quanto mais próximo à tela, o notebook fica mais grosso e tem uma espécie de “paralama” na área das conexões, atrás do display, por conta das saídas de ar. O teclado é retroiluminado em tons laranja, sem possibilidade de trocar as cores. Software para games O Dell G15 vem com o Alienware Command Center instalado. O aplicativo serve para criar uma biblioteca integrada de todos os jogos e monitora a performance da máquina durante os jogos. Alienware Command Center Reprodução É possível deixar uma janela sobreposta do app quando está jogando com as principais informações de monitoramento. Desempenho, bateria e nível de ruído Na hora de jogar, o Dell G15 ficou entre o desempenho mais estável do Lenovo LOQ e a performance um pouco menor do Asus TUF F15. Durante os testes, rodou bem os games fora da tomada – com exceções ao Cyberpunk 2077 e ao Tomb Raider. Os títulos mais antigos, como GTA V, rodaram sem travar. Cyberpunk 2077 em ação no Dell G15 Reprodução Vale ressaltar que o G15 alterna entre o modo desempenho (mais potente) e equilibrado (menos potente) toda vez que é conectado/desconectado da tomada. O modelo conta com uma tecla dedicada para iniciar ou desligar o modo de maior desempenho. O notebook da Dell foi o menos ruidoso dos três, sendo bastante silencioso no modo equilibrado e mais barulhento no modo desempenho. A duração da bateria do G15 também ficou em 1 hora de jogo. A única diferença em relação aos demais é que o sistema não alerta o jogador que a bateria vai acabar durante o game. No Asus e no Lenovo, aparece uma mensagem para ligar o produto à tomada. Lenovo LOQ O Lenovo LOQ é o notebook mais barato do teste, sendo vendido por R$ 5.500 nas lojas da internet consultadas em julho. Vale ressaltar que a avaliação foi feita em uma versão do portátil com a placa RTX 3050, mas ela estava indisponível nas lojas on-line na hora da publicação. A fabricante oferece uma versão menos potente com placa NVidia RTX 2050, que pode ter um desempenho menor, mas custa menos, na faixa dos R$ 4.000. O LOQ foi a máquina que teve o melhor desempenho na hora de jogar. Porém, conta com algumas limitações de hardware que não estão presentes nos concorrentes, como a tela com 60Hz de taxa de atualização, a mais “lenta” do teste. O computador pesa 2,4 kg e mede 35,9 x 26,4 x 2,2 cm (largura x profundidade x altura). Configurações e design De acordo com a ficha técnica, o Lenovo LOQ conta com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento SSD. O processador é um Intel Core i5 de 12ª geração, similar ao do notebook da Asus. Nas portas, são uma USB-C 3.2 com DisplayPort, três portas USB 3.2, uma HDMI e Ethernet (RJ45). Como ocorre com o modelo da Asus, o Lenovo LOQ tem compatibilidade com redes Wi-Fi 6, mais velozes. Lenovo LOQ Divulgação O design do produto conta com acabamento em plástico e ventoinhas com luz azul na parte traseira – o detalhe mais "gamer" do produto. O teclado tem retroiluminação branca, sem opção de RGB como no modelo da Asus. Software para games O LOQ veio com o aplicativo Legion Arena, que também cria uma biblioteca de jogos instalados. Legion Arena, para organizar games no PC Reprodução O diferencial do Arena para os apps dos concorrentes avaliados é que ele organiza melhor os jogos de plataformas on-line, como Epic Games, GamePass (Xbox), Battle.net e Ubisoft. Desempenho, bateria e nível de ruído O Lenovo LOQ, na comparação com os outros modelos, foi o único que não mostrou diferença de desempenho quando desligado da tomada. Rodou muito bem os jogos pesados, desde o GTA V (lançado há mais tempo) até o Cyberpunk 2077 (com lançamento mais recente), que ficou estável na faixa dos 50-60 quadros por segundo. No modo economia de bateria foi um pouco pior: Tomb Raider travou bem de leve, chegando nos 40 fps. No modo desempenho, flutuou de 50 a 80 fps. GTA V no Lenovo LOQ Reprodução O notebook permite alternar entre modo de uso normal e de performance – porém alternar não é algo tão intuitivo como nos concorrentes. É necessário usar um atalho de teclado (function+Q). Fora da tomada, a bateria do Lenovo LOQ também durou 1 hora de jogo. Conclusão RELAÇÃO CUSTO/BENEFÍCIO: Dos três modelos, a melhor relação custo/benefício fica com o Lenovo LOQ, o mais barato e o único dos notebooks a manter o desempenho apenas usando a bateria interna. Do ponto de vista da configuração técnica, o Dell G15 é o modelo com as especificações mais avançadas, como o processador Intel de 13ª geração e mais memória RAM na placa de vídeo dedicada RTX 3050. O G15 também foi o mais silencioso durante o uso nos testes com games. No quesito facilidade de transporte, o Asus TUF F15 é o mais leve dos três, com 2,2 kg, sendo mais confortável para carregar na mochila, caso necessário. ATENÇÃO PARA A BATERIA: Os três notebooks do teste funcionaram bem com os jogos selecionados. Porém, vale ressaltar que o desempenho desses computadores tende a cair ao serem removidos da tomada. E, se quiser jogar contando apenas com a bateria do notebook, lembrar que ela deve durar uma hora, no máximo. Os modelos da Dell e da Asus tiveram uma queda de performance quando isso ocorreu. Como foram feitos os testes Os notebooks foram escolhidos pela categoria de produto (notebooks gamers mais básicos). Os produtos foram enviados por empréstimo pelas fabricantes e serão devolvidos. A Acer não respondeu aos pedidos do Guia de Compras para empréstimo de um modelo (Acer Nitro) para o comparativo. Os notebooks foram avaliados pelo seu desempenho em games na configuração máxima nos títulos Forza Horizon 5, Shadow of the Tomb Raider, GTA V, Little Kitty Big City e Cyberpunk 2077. Foi usado um controle sem fios de PlayStation 4 para comandar os jogos. Os testes incluíram checar se o jogo “trava” ou perde performance com a queda da taxa de quadros por segundo (FPS). Foram levados em consideração também o design, o peso e dimensões da máquina e o nível de calor e ruído durante as partidas. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. 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