quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Trump deve mudar políticas de Biden e impedir desmembramento do Google


Presidente eleito já expressou ceticismo em relação a uma possível divisão da big tech. Google enfrenta processo nos EUA contra monopólio nas buscas Reuters Donald Trump deve reduzir parte das políticas antitruste adotadas durante o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, incluindo a tentativa da gestão anterior de desmembrar o Google, da Alphabet, por causa de seu domínio nas buscas online, afirmam especialistas. Espera-se que Trump dê continuidade aos processos contra grandes empresas de tecnologia, vários dos quais começaram em seu primeiro mandato, mas seu recente ceticismo em relação a uma possível divisão do Google destaca o poder que ele terá sobre como esses processos serão conduzidos. "Se você fizer isso, vai destruir a empresa? O que você pode fazer sem quebrá-la é garantir que seja mais justa", disse Trump em um evento em Chicago, em outubro. Atualmente, o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) dos EUA está conduzindo dois processos antimonopólio contra o Google -- um sobre buscas na plataforma e outro sobre tecnologia de publicidade, bem como um processo contra a Apple. A Comissão Federal de Comércio dos EUA está processando a Meta e a Amazon. O que Elon Musk pode ganhar com Trump na presidência? Google começou a ser julgado em setembro nos EUA; entenda o caso O DOJ apresentou uma série de possíveis soluções no caso do processo de busca, incluindo fazer com que o Google se desfaça de partes de seus negócios, como o navegador Chrome, e encerre os acordos que o tornam o mecanismo de busca padrão em dispositivos como o iPhone da Apple. Mas o julgamento sobre essas correções não ocorrerá até abril de 2025, com uma decisão final saindo provavelmente em agosto. Isso dá a Trump e ao DOJ tempo para mudar de rumo, se assim desejarem, disse William Kovacic, professor de direito da Universidade George Washington. "Ele certamente está em posição de controlar a disposição do DOJ para a fase de recursos", disse Kovacic, que presidiu a Comissão Federal de Comércio no governo do então presidente George W. Bush. Trump durante comício em 24 de outubro de 2024 Carlos Barria/Reuters É provável que Trump também recue em algumas políticas que irritaram negociadores durante o governo Biden, disseram os advogados. Uma delas é a relutância em fazer acordos com empresas que se fundem, o que antes era comum e permitia que as empresas resolvessem os problemas de concorrência que as agências levantavam sobre os acordos, tomando medidas como a venda de parte do negócio. A FTC e o DOJ provavelmente descartariam as diretrizes de análise de fusões elaboradas durante o governo Biden, disse Jon Dubrow, sócio do escritório de advocacia McDermott Will & Emery. "As diretrizes de fusões de 2023 eram muito hostis às fusões e aquisições", disse ele, ecoando uma opinião amplamente difundida em Wall Street. A proibição da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) sobre a maioria das cláusulas de não concorrência em contratos entre empregador e empregado pode ser mais vulnerável a uma ação judicial movida pela Câmara de Comércio dos EUA, se a FTC votar para não defendê-la. Cerca de 30 milhões de pessoas, ou 20% dos trabalhadores dos EUA, assinaram cláusulas de não concorrência, de acordo com a FTC. A agência está atualmente apelando de uma decisão judicial que bloqueou a regra. Mas essas ações para desmantelar o trabalho da presidente da FTC, Lina Khan, dependerão da confirmação de um substituto indicado por Trump para dar à comissão bipartidária de cinco membros uma maioria republicana. As iniciativas de Khan se concentraram no que ela considerava danos sociais causados pela consolidação corporativa sem controle, atraindo elogios tanto dos democratas quanto de alguns republicanos, incluindo o vice-presidente eleito JD Vance. Mas alguns membros das comunidades empresarial e jurídica criticaram sua abordagem por considerá-la muito agressiva. No entanto, não se espera que Trump reduza drasticamente a fiscalização antitruste. Um número semelhante de casos de fusões foi apresentado durante seu primeiro mandato e durante os dois primeiros anos do governo Biden, de acordo com uma análise do escritório de advocacia Sheppard Mullin. Como a vitória de Trump afeta o Brasil? Quem são e quanto faturam os maiores influenciadores do mundo, segundo a Forbes

WhatsApp lotado? Veja quais conversas ocupam mais espaço e como apagar fotos e vídeos antigos


Aplicativo pode ficar mais rápido se você apagar algumas fotos, vídeos e mensagens; veja como fazer. Logo do WhatsApp REUTERS/Thomas White O seu WhatsApp tem travado constantemente? Isso acontece enquanto você digita ou escuta e grava um áudio? Esses problemas podem ser recorrentes em celulares que estão com armazenamento cheio ou quando o próprio aplicativo de mensagens está lotado de conversas ou mídias, como fotos e vídeos. Nesses casos, a melhor opção é fazer uma limpa no aplicativo. Veja como fazer isso: 🍎 iPhone (iOS) Primeiro, toque em "Configurações"; Depois, escolha a opção "Armazenamento e Dados"; Vá até o menu "Gerenciar armazenamento"; Toque em "Maior do que 5 MB" e selecione uma conversa específica; Escolha as mídias que deseja excluir e toque em "Apagar". 🤖 Android Primeiro, toque no ícone de "três pontinhos" no canto superior direito e selecione "Configurações"; Vá na opção "Armazenamento e dados"; Em seguida, escolha "Gerenciar armazenamento"; Toque em "Maior do que 5 MB" ou selecione uma conversa específica; Escolha as mídias que deseja apagar e toque em "Apagar". Além disso, você pode apagar conversas diretamente da tela inicial do seu WhatsApp. No iOS, basta selecionar um chat, tocar no nome da pessoa ou no número de telefone (no topo da tela) e rolar para baixo até encontrar a opção "Limpar Conversa". No Android, abra uma conversa e toque nos três pontinhos no topo da tela. Em seguida, toque em "Mais" e "Limpar conversa". Isso apagará todas as mensagens de texto, vídeos e fotos do celular. LEIA TAMBÉM: Como limitar quem pode te colocar em grupos no WhatsApp? WhatsApp vai permitir salvar contatos pelo computador; veja como fazer Meta AI: o que é e como usar a nova inteligência artificial do WhatsApp Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger Meta AI no WhatsApp: o que é a nova ferramenta de inteligência artificial e como utilizar Google libera modo de voz em português no robô Gemini

Primeiro leilão de obra de arte feita por robô arrecada R$ 7,4 milhões

Com 2,2 metros de altura, o retrato de matemático inglês desenvolvido pelo robô ultra-realista Ai-Da, ultrapassou o preço estabelecido pela casa de leilões nesta quinta (7). Um retrato do matemático inglês Alan Turing se tornou nesta quinta-feira (7) a primeira obra de arte criada por um robô humanoide vendida em leilão, por US$ 1,3 milhão (R$ 7,4 milhões). Com 2,2 metros de altura, o retrato, intitulado "A.I. God", obra do robô ultra-realista Ai-Da, ultrapassou o preço estabelecido pela casa de leilões Sotheby's Digital Art Sale, de US$ 180 mil. A venda "é um marco na história da arte moderna e contemporânea e reflete a interseção crescente entre a tecnologia de IA e o mercado de arte global", ressaltou a Sotheby's. "O valor-chave do meu trabalho é a sua capacidade de servir como catalisador do diálogo sobre as tecnologias emergentes", expressou o Ai-Da, por meio da inteligência artificial. "Um retrato do pioneiro Alan Turing convida o público a refletir sobre a natureza divina da IA e da informática, considerando as implicações éticas e sociais desses avanços", acrescentou. Com formato de mulher, o robô é um dos mais avançados do mundo, e foi projetado pelo especialista em arte moderna e contemporânea Aidan Meller. "Os maiores artistas da História celebraram e questionaram as mudanças sociais", disse ele. "Por se tratar de uma tecnologia, o robô Ai-Da é o artista perfeito para discutir o desenvolvimento atual da tecnologia e o seu legado." A máquina é capaz de gerar ideias por meio de conversas com membros do estúdio, e foi dela a sugestão de criar um retrato de Turing. Os membros do estúdio lhe perguntaram sobre o estilo, a cor, o conteúdo, tom e a textura que usaria. Depois, colocaram uma foto de Turing na frente das câmeras dos seus olhos e o robô produziu a pintura. Meller liderou a equipe que criou o Ai-Da com especialistas em inteligência artificial das universidades inglesas de Oxford e Birmingham. Segundo esse especialista em arte, Turing, que se tornou famoso como matemático, pioneiro da informática e criptógrafo durante a Segunda Guerra Mundial, havia expressado suas preocupações relacionadas ao uso da IA já na década de 1950. "Os tons apagados e os planos faciais quebrados" da obra parecem evocar "os problemas que Turing alertou que enfrentaríamos no gerenciamento da IA", comentou Meller. O trabalho do Ai-Da é "etéreo e perturbador", e "continua questionando aonde nos levará o poder da IA e a corrida global para aproveitar o seu potencial", acrescentou.

Elon Musk diz que vitória de Trump é apenas o começo de suas ambições políticas


Bilionário doou seu dinheiro e tempo para a campanha do presidente eleito. O que ele espera em troca? Elon Musk, bilionário dono da Tesla e da rede social X, durante evento de apoio a Trump em outubro Evan Vucci/AP Elon Musk foi um dos maiores e mais conhecidos apoiadores de Donald Trump durante sua campanha bem-sucedida para voltar à Casa Branca. O bilionário, que declarou seu voto para o republicano em julho, formou o America PAC e financiou o grupo político pró-Trump com pelo menos US$ 118 milhões do próprio dinheiro, já teve um retorno de mais de US$ 20 bilhões em apenas um dia após a oficialização da vitória do republicano. Mas o que ele espera em troca? Na terça-feira (5), dia da eleição americana, ao fazer uma transmissão ao vivo direto de seu jatinho, a caminho da Flórida para participar da festa de apuração dada por Trump, Musk disse aos seguidores que a campanha presidencial de 2024 é apenas o começo de suas ambições políticas. "O America PAC vai continuar depois desta eleição e se preparar para as eleições de meio de mandato e quaisquer eleições intermediárias. Vai influenciar fortemente", afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Doadores ricos há muito tempo usam os bolsos gordos para moldar o cenário político, mas estrategistas republicanos ressaltam que Musk tem poder e apelo únicos. Além de sua imensa riqueza - a Bloomberg estima seu patrimônio líquido em mais de US$ 260 bilhões -, ele tem um enorme e engajado grupo de seguidores on-line e o controle de uma grande plataforma de mídia social. “Você tem o homem mais rico do mundo, que também é o dono do maior ou mais visível quadro de mensagens políticas on-line, que também é um dos mais proeminentes representantes do Partido Republicano. Nós vemos essas partes independentemente, mas é único vê-las se unirem em uma função”, destaca Tyler Brown, ex-diretor digital do Comitê Nacional Republicano, ao "The Washington Post". "Secretário de corte de custos" Publicamente, Trump e Musk já haviam anunciado que, em caso de vitória nas urnas, o bilionário deve trabalhar em uma comissão do governo. Recentemente, em entrevista à rede de TV Fox News, o ex-presidente contou que o papel do aliado no governo seria o de "secretário de corte de custos". No comício realizado pelo republicano no Madison Square Garden, em Nova York, dois dias antes da eleição, o empresário, inclusive, falou abertamente sobre os planos para fazer cortes no Orçamento do governo federal. "Vamos tirar o governo das suas costas e do seu bolso. Seu dinheiro está sendo desperdiçado e o Departamento de Eficiência Governamental vai consertar isso”, gabou-se, afirmando que os cortes chegariam aos US$ 2 trilhões - quantia muito maior do que os orçamentos dos Departamentos de Defesa, Educação e Segurança Interna juntos. O Departamento de Eficiência Governamental, já chamado de DOGE pelos apoiadores de Trump, seria um escritório governamental que Musk supervisionaria de fora do governo. A ideia é que ele use o mesmo bisturi que utilizou para fazer cortes no Twitter depois que comprou a empresa e a renomeou como X. Musk, inclusive, já começou a trabalhar com um copresidente da equipe de transição de Trump, Howard Lutnick, presidente-executivo da empresa de Wall Street Cantor Fitzgerald e um amigo de longa data de Trump. Lutnick, que apresentou Musk no comício de domingo, é amplamente visto como um potencial secretário do Tesouro de Trump e ponte do republicano com a comunidade empresarial. No X, ele postou foto com o bilionário e já falou sobre a parceria deles na comissão. “Você terá dois empreendedores muito agressivos trabalhando juntos nas respostas. Nada que Musk faz leva tempo. Howard é muito parecido, e eles já estão reunindo ideias”, acredita Newt Gingrich, um aliado de Trump que serviu como presidente da Câmara na década de 1990. Initial plugin text Apesar das declarações públicas, não está claro como tal agência funcionaria e como seria financiada. Um ex-funcionário do governo federal, que trabalhou com Trump durante seu primeiro mandato, afirma ao "The Washington Post" que não acredita que o republicano vá levar à frente esses planos de cortes tão grandes. Segundo ele, o Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca lutou para fazer Trump aprovar cortes de gastos em agências federais durante seu mandato presidencial. No entanto, ele frequentemente concordava, mas mudava de ideia após ser influenciado por um aliado político, um programa de TV ou um líder do Congresso. “A noção de que qualquer indivíduo - Elon Musk ou outro - terá autoridade para remodelar sozinho o governo federal é ingênua, na melhor das hipóteses. Ele está dizendo US$ 2 trilhões em cortes. Sob qual autoridade? Como? É impossível. Não vai acontecer”, diz Holtz-Eakin, presidente do American Action Forum. Conflito de interesses Outra questão complicada em relação à presença de Musk no governo Trump, apontam especialistas, é um enorme conflito de interesses, já que empresas dele - a SpaceX e a Tesla - são contratadas federais. A grande influência dele sob o novo presidente, não só o fará ganhar milhões de dólares a mais, como pode permitir que ele sugira ações que afetam as agências que regulam suas empresas nas indústrias espacial e automobilística. Elon Musk (à esquerda), bilionário e dono da rede social X, e Donald Trump, candidato republicano à presidência dos EUA. David Swanson/Reuters/Alex Brandon/AP Ainda de acordo com o "The New York Times", mesmo antes de Trump ser reeleito, o bilionário o procurou com um pedido para sua transição presidencial: que alguns funcionários da SpaceX fossem contratados como altos funcionários do governo, inclusive no Departamento de Defesa, um de seus maiores clientes. O vínculo da SpaceX com o governo atualmente é tão grande que autoridades do Pentágono estão preocupadas de estar dependendo demais da empresa para lançamentos de foguetes, de acordo com o jornal. Na Nasa, que também tem grandes contratos com a empresa, Musk pode pressionar para que a agência adote sua obsessão de longa data com viagens a Marte, no lugar de suas ambições atuais de retornar à Lua. "Ter um bom amigo na Casa Branca pode ser algo muito bom para a Tesla e a SpaceX. Você tem que se preocupar com decisões que não são as melhores para os contribuintes quando você tem esse tipo de relacionamento", disse Scott Amey, conselheiro geral do Project on Government Oversight, um grupo que monitora contratos federais, particularmente no Pentágono, ao "Times". Procurados, tanto pelo "The Washington Post" como pelo "The New York Times", o bilionário e executivos da SpaceX e da Tesla não responderam a pedidos de comentários. Um porta-voz da equipe de transição de Trump também não. LEIA TAMBÉM: O que Musk pode ganhar com Trump na presidência? Entenda por que dólar, juros futuros e bitcoin dispararam depois da vitória de Donald Trump Eleições dos EUA: efeitos da vitória de Trump afetam dólar, juros e criptomoedas

Motoristas de Uber vão pedir código ao passageiro antes de iniciar viagem? Entenda mudança


Função de segurança, chama de U-Código, exige PIN dos passageiros em corridas com motoristas que ativarem o recurso no aplicativo. Motorista de aplicativo Uber Dan Gold/ Unsplash A Uber anunciou nesta quinta-feira (7) a expansão do recurso U-Código para os motoristas parceiros. A ferramenta de segurança exige que o passageiro forneça uma senha ao condutor antes do início da viagem — o PIN é gerado e exibido no aplicativo. Segundo a empresa, mesmo que o usuário não tenha o U-Código configurado em sua conta, ainda precisará informar o código ao motorista caso ele tenha o recurso habilitado. O uso do U-Código é opcional, permitindo que o motorista o ligue ou desligue a qualquer momento. A Uber disse que a novidade já estava em testes em algumas cidades do Brasil. "Além do nome e foto do motorista, a placa e o modelo do veículo, os usuários também podem ter mais tranquilidade ao checar o carro correto com a opção de U-Código ativada", completou. A empresa explica que os motoristas interessados em usar o U-Código podem ativar a função na "Central de Segurança" do aplicativo e, em seguida, tocar em "Verificação de U-Código". Já os usuários podem habilitar a ferramenta acessando "Conta", "Configurações", "Verifique sua Viagem" e, por fim, ativando "Use PIN para verificar viagens". O app também oferece a opção de utilizar o U-Código apenas durante a madrugada, entre 21h e 6h. Para isso, basta ativar essa configuração na mesma tela. LEIA TAMBÉM: Números desconhecidos no WhatsApp adicionam usuários a grupos de propaganda sem autorização Após fechar escritório no Brasil, X anuncia vaga de gerente no país Inteligência artificial será uma das áreas de TI mais demandadas no Brasil em 2025 Meta AI no WhatsApp: o que é a nova ferramenta de inteligência artificial e como utilizar O que são os supertênis, armas para atletas profissionais e amadores 'voarem' Por que os jovens estão deixando de usar aplicativos de relacionamento?

Austrália proibirá acesso a redes sociais a menores de 16 anos


O governo australiano já havia manifestado neste ano sua intenção de restringir o acesso de menores às redes sociais, mas ainda não tinha estabelecido uma idade específica. Plataformas serão responsáveis por implementar essa restrição de idade e enfrentarão multas significativas caso não adotem a medida Christian Wiediger / Unsplash A Austrália proibirá por lei o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, anunciou nesta quinta-feira (7) o primeiro-ministro Anthony Albanese, prometendo agir contra empresas de tecnologia que não protejam adequadamente os jovens usuários. Plataformas como Facebook, TikTok e Instagram serão responsáveis por implementar essa restrição de idade e enfrentarão multas significativas caso não adotem a medida, advertiu o líder de centro-esquerda. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O governo australiano já havia manifestado neste ano sua intenção de restringir o acesso de menores às redes sociais, mas ainda não tinha estabelecido uma idade específica. A futura lei "é para mães e pais. As redes sociais estão realmente prejudicando as crianças, e eu vou acabar com isso", declarou Albanese à imprensa. "A responsabilidade não será dos pais ou dos jovens. Não haverá sanções para os usuários", esclareceu. O projeto, que conta com o apoio dos dois principais partidos australianos, será apresentado esta semana aos líderes regionais e territoriais e será submetido ao Parlamento no final de novembro. Uma vez aprovada, as plataformas tecnológicas terão um ano para estudar como implementar a restrição. Albanese argumentou que os algoritmos dessas redes oferecem conteúdos perturbadores a crianças e adolescentes, que são altamente influenciáveis. "Recebo conteúdos no sistema que não quero ver. Imagine um jovem vulnerável de 14 anos", afirmou. "As meninas veem imagens de certos tipos de corpos que têm um impacto real", acrescentou. O primeiro-ministro explicou que estabeleceram a idade em 16 anos após uma série de verificações durante testes conduzidos pelo governo. Flórida restringe redes sociais para menores de 16 anos Batalha contra as redes sociais A iniciativa levanta dúvidas entre especialistas quanto à viabilidade prática de implementar uma restrição de idade tão rigorosa. "Já sabemos que os métodos atuais de verificação de idade não são confiáveis, muito fáceis de burlar ou comprometem a privacidade do usuário", comentou Toby Murray, pesquisador da Universidade de Melbourne. A Meta, empresa matriz do Facebook e do Instragram, afirmou que "respeitará qualquer limitação de idade que o governo pretenda adotar". Contudo, a diretora de segurança da empresa, Antigone Davis, advertiu que esse tipo de lei "corre o risco de nos fazer sentir melhor, como se estivéssemos adotando ações, mas os adolescentes e os pais não estarão em um lugar melhor". A rede social Snapchat recordou um comunicado da entidade patronal DIGI que alerta que a proibição poderia impedir o acesso dos adolescentes "a apoio de saúde mental". O projeto do governo prevê algumas exceções para plataformas como o YouTube, que estudantes podem precisar utilizar para deveres de casa ou outras razões. A Austrália está na vanguarda dos esforços globais para controlar os conteúdos nas redes sociais. O governo introduziu uma lei para "combater a desinformação" neste ano, que concede amplos poderes para multar gigantes da tecnologia que não cumpram suas obrigações de segurança online. O organismo regulador da internet na Austrália está em uma batalha contra a rede social X de Elon Musk, a qual acusa de não fazer o suficiente para remover conteúdo prejudicial. Casal brasileiro encontra aranha 'gigante' em banheiro na Austrália

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Números desconhecidos no WhatsApp adicionam usuários a grupos de propaganda sem autorização


Brecha no app permite adição de usuários a grupos de spam, afetando até quem tem o aplicativo configurado para permitir a entrada em grupos apenas por contatos conhecidos. Spam no WhatsApp Web adiciona usuários a grupos mesmo sem autorização Reprodução Uma brecha no WhatsApp tem permitido que números desconhecidos adicionem usuários a grupos de propaganda, mesmo sem a sua autorização. O problema existe ao menos desde setembro, como indicam relatos nas redes sociais. A situação afeta até mesmo quem configurou o aplicativo para permitir a inclusão em grupos apenas por contatos conhecidos. As mensagens de spam só aparecem no WhatsApp Web, e não no aplicativo para celular. Não está claro por que o serviço está permitindo esse tipo de contato, que pode ser usado por golpistas. Ao ser adicionado nos grupos, que costumam aparecer com o título "Nome desconhecido", o usuário é impedido de interagir pois é excluído logo em seguida. "Você não pode enviar mensagens para o grupo porque não participa dele", diz o aviso. Em geral, as mensagens envolvem empresas de diferentes segmentos, como renegociação de dívidas, contratação de planos de saúde, loterias, transportadoras, lojas de suplementos e empresas de telefonia. Elas incluem ainda um número de telefone ou um link para um canal de atendimento. O g1 procurou as empresas citadas nas mensagens e aguarda posicionamento. A Meta, dona do WhatsApp, também foi procurada, mas não houve resposta da empresa. Como denunciar números e grupos desconhecidos Em tese, o recurso do WhatsApp que permite limitar quem pode te colocar em grupos deveria resolver a situação. Com a opção, seria possível escolher se todos ou apenas contatos podem te adicionar nesse tipo de conversa. Como ela não está funcionando totalmente, a melhor saída é denunciar o grupo ou o número para a plataforma. Veja abaixo como fazer: Na tela da conversa, clique nos três pontinhos (⋮); Clique "Mais" e, em seguida em "Denunciar"; Escolha se você quer apagar a conversa – esta opção fica ativada por padrão, por isso, considere tirar prints das mensagens antes de confirmar o bloqueio; Selecione "Denunciar"; Informe por que o número está sendo bloqueado, como "conteúdo indesejado" – se você não optar por bloquear o contato, esta tela não será exibida. Se o conteúdo for grave e incluir questões como ameaças à vida, também é recomendado fazer uma denúncia formal à polícia. Spam no WhatsApp Web adiciona usuários a grupos mesmo sem autorização Reprodução Spam no WhatsApp Web adiciona usuários a grupos mesmo sem autorização Reprodução

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...