terça-feira, 31 de dezembro de 2024

'Bug do milênio' completa 25 anos: por que o caos digital na virada do século nunca aconteceu


Temor de que sistemas de bancos, telefonia, transporte, energia e outros seriam interrompidos em todo o mundo não se concretizou, e apenas problemas pontuais foram identificados. Falha foi contornada com esforço conjunto de empresas e governos. Falha em computadores após atualização da CrowdStrike causou 'tela azul' em aeroporto de Newark, nos EUA, em julho de 2024 Bing Guan/Reuters Uma pane geral capaz de interromper a operação de sistemas de bancos, telefonia, transporte, energia: assim era tratado o "bug do milênio", também conhecido como "problema do ano 2000". A teoria era de que muitas máquinas ao redor do mundo não entenderiam a virada de 31 de dezembro de 1999 para 1º de janeiro de 2000. Isso faria com que os registros feitos a partir do novo ano não fossem armazenados corretamente. Onde estava o problema? Sistemas mais antigos registravam o ano com apenas dois dígitos ("99" em vez de "1999", por exemplo), padrão adotado para "economizar" espaço de armazenamento. Na virada para 2000, eles passariam a mostrar "00", o que poderia ser confundido com 1900. Na tentativa de evitar o bug, empresas e governos investiram tempo e dinheiro para atualizar sistemas. A Organização das Nações Unidas (ONU) criou um grupo de cooperação, e a bolsa de valores de Nova York investiu US$ 30 milhões em uma correção feita entre 1988 e 1995, segundo o Guardian. Na França, o banco Crédit Agricole investiu cerca de 140 milhões de euros, e a operadora de telefonia France Telecom (hoje chamada Orange) destinou 160 milhões de euros para este objetivo. Central de operações contra o 'bug do milênio' em Los Angeles, nos EUA Jim Ruymen/AFP/Arquivo O que aconteceu em 2000? O esforço deu certo e, nos primeiros instantes de 2000, sistemas ao redor do mundo tiveram apenas erros pontuais que não chegaram nem perto de uma interrupção global. No Japão, duas usinas nucleares tiveram pequenas falhas sem que isso representasse perigo, enquanto, nos Estados Unidos e na Austrália, algumas máquinas de passagens e caça-níqueis exibiram datas erradas, segundo informou a BBC, na época. No Brasil, algumas linhas telefônicas chegaram a ficar bloqueadas, mas a avaliação foi de que isso aconteceu por contas das várias ligações de felicitações na virada do ano, e não pelo bug do milênio, como também afirmou a BBC. "Na época, agências de risco previram prejuízos bilionários, mas, na prática, não aconteceu nada muito grave", disse Marcelo Pena, bacharel em ciência da computação e um dos coordenadores do Guia dos Entusiastas da Ciência, projeto de divulgação científica ligado à Universidade Federal do ABC (UFABC), em entrevista ao g1. "O susto maior foi para sistemas em linguagens que não se conseguia colocar esses quatro dígitos. Isso acabou prejudicando uma ou outra empresa que não se atentou ao problema", destacou Kalinka Branco, professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC/USP). Como a catástrofe global não aconteceu, muitos passaram a achar que o alerta tinha sido exagerado, disse Martyn Thomas, professor emérito de tecnologia da informação da Gresham College, na Inglaterra, ao Guardian. "O bug do milênio era real e o esforço coordenado internacionalmente foi um grande sucesso. Dezenas de milhares de falhas foram evitadas", afirmou. "Nós que trabalhamos dias, noites e fins de semana nos irritamos quando pessoas ignorantes pensam que, porque tivemos sucesso, a ameaça não era séria". Relembre a reportagem sobre os 20 anos do bug do milênio veiculada em 2019 no SP1: Duas décadas do "Bug do Milênio" Patinho Feio: como funcionava o primeiro computador brasileiro, criado há mais 50 anos Um novo 'bug do milênio' é possível? Por conta de outro padrão de data usado em muitas máquinas, já é possível prever o dia em que uma nova falha poderá acontecer: 19 de janeiro de 2038, às 3h14min07s (no padrão UTC, três horas à frente do horário de Brasília). Esse bug é conhecido como "Y2K38" e está ligado ao padrão de hora utilizado por sistemas Unix. O formato soma o total de segundos passados desde 1º de janeiro de 1970, à 0h. Neste padrão, 1º de janeiro de 2025, à 0h (no fuso UTC), por exemplo, é exibido como "1735700400". Isso é útil porque pessoas e sistemas em diferentes partes do mundo podem se referir facilmente ao mesmo momento no tempo, sem levar o fuso horário em consideração. O que vai causar o bug Y2K38? Computadores usam números binários, formados apenas por 0 e 1. Em modelos antigos, de 32 bits, é possível exibir sequências de até 32 algarismos zeros e uns, o que permite representar cerca de 2 bilhões de segundos. Levando em conta que o padrão Unix começa em 1970, sistemas de 32 bits podem registrar datas até o ano de 2038. Em 19 de janeiro de 2038, algumas máquinas mais antigas podem voltar a mostrar a data como 1970. Mas calma: a maioria dos sistemas mais recentes já saem de fábrica com o padrão de 64 bits, que tem uma capacidade muito maior para mostrar datas. Isso não significa que panes globais não possam acontecer novamente. Em julho de 2024, vários sistemas foram paralisados após erro na atualização da ferramenta de segurança CrowdStrike. O problema levou ao cancelamento de voos e impactou a operação de bancos, serviços de saúde e serviços públicos ao redor do mundo. "As atualizações de software podem resolver problemas como no caso do bug do milênio, em que a mudança para quatro dígitos permitiu a sistemas guardar informações, mas, quando são indevidas, podem fazer com que um sistema todo trave", avaliou Kalinka, do ICMC/USP. "Como a gente hoje é muito dependente de nuvem, se esses sistemas falharem, pode causar muito mais problema", disse Marcelo. "Se falhar o sistema da nuvem, afeta todo mundo que a usa. Esse é um problema muito mais perigoso". 'Tela azul': entenda o que provocou o apagão global em computadores

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

O que mudou no Instagram em 2024 (e você talvez não saiba)


Rede social ganhou agendamento e edição de DMs, novas fontes e animações para Stories e Reels, além de maior limite para carrosséis e novidades nas figurinhas. Ícone do Instagram. REUTERS/Thomas White O Instagram anunciou uma série de novos recursos para os usuários ao longo de 2024, muitos deles focados nas DMs (mensagens diretas), além de funcionalidades também voltadas para os Stories. Veja o que mudou no WhatsApp em 2024 Entre as principais novidades estão o agendamento e a edição de mensagens, novas fontes e animações para Stories e Reels, além da possibilidade de publicar até 20 fotos e vídeos no carrossel, uma das últimas atualizações anunciadas neste ano. Relembre abaixo as principais mudanças do Instagram em 2024. Até 20 fotos e vídeos no carrossel Instagram agora permite 20 fotos ou vídeos no carrossel Reprodução/Instagram Em 2024, o Instagram passou a permitir a publicação de até 20 fotos ou vídeos no carrossel. Antes, o recurso permitia até 10 conteúdos por postagem. Com essa atualização, a plataforma de Mark Zuckerberg se aproximou mais do TikTok, que, hoje, suporta até 35 conteúdos em seu carrossel. Mesmo com o limite ampliado, ainda é possível mesclar adicionando fotos e vídeos em uma só publicação. Nos perfis, as publicações com múltiplas imagens são indicadas com um ícone no canto superior que simula fotografias sobrepostas. Novas fontes para Stories e Reels Instagram ganhou novas fontes para Stories e Reels em 2024 Divulgação/Instagram Neste ano, os usuários passaram a contar com novas fontes e animações de texto para Stories e Reels. A atualização trouxe estilos mais criativos, incluindo fontes sombreadas, cursivas e no estilo máquina de escrever, além da possibilidade de adicionar movimento aos textos. Atualmente, o Instagram oferece 9 fontes diferentes e 9 estilos de animação. Editar DMs por até 15 minutos Instagram ganhou edição de mensagens diretas em 2024. Divulgação/Instagram Em 2024, pela primeira vez, o Instagram permitiu que os usuários editassem mensagens diretas (DMs) enviadas para amigos. "Agora você pode editar uma mensagem até 15 minutos após o envio, em caso de algum erro ou se algo não estiver certo", anunciou a empresa no lançamento. Para usar o recurso, basta tocar e pressionar a mensagem enviada, selecionar "Editar", ajustar o texto e, em seguida, tocar no ícone de avião para confirmar. Outra novidade lançada junto com o recurso de edição foi a possibilidade de fixar até três conversas no topo da DM, facilitando o acesso rápido aos chats na rede social. Agendamento de DM Instagram permitiu neste ano o agendamento de mensagens diretas. Reprodução/Instagram Ainda sobre mensagens diretas, foi em 2024 que a plataforma da Meta passou a permitir o agendamento de DMs, um dos últimos recursos anunciados pela rede social no ano. A função, que está um pouco escondida na plataforma, funciona da seguinte forma: primeiro, escreva a mensagem; depois, no lado direito, pressione e segure o ícone de avião (com cuidado para não enviar a mensagem). Em seguida, escolha a data e o horário desejados para o envio, e pronto. A mensagem não aparecerá no chat imediatamente, mas será enviada no horário programado. Comentários nos Stories Mensagem que indica que o 'Hype' está ativo aparece para os usuários, avisando que um comentário no Story ficará público Reprodução/Instagram Uma nova funcionalidade do Instagram passou a permitir que os usuários comentem publicamente nos Stories dos perfis que seguem. Chamada de "Hype", a ferramenta permite publicar um comentário aberto em um Story, visível para qualquer seguidor que visualizar a publicação. O recurso não substitui as mensagens diretas (DMs), que continuam disponíveis para interações privadas nos Stories. Os comentários feitos pelo balão de Hype aparecem na parte inferior do próprio Story, de forma similar aos comentários exibidos durante transmissões ao vivo, sendo visíveis para todos os seguidores. Mais figurinhas no Stories Efeito "Polaroid" no Story do Instagram. Divulgação/Instagram Aproveitando a popularidade das figurinhas interativas nos Stories, o Instagram lançou quatro novas opções: "Sua Vez Musical", "Molduras", "Revelar" e "Recortes". O "Sua Vez Musical" transforma o seu Story em um template musical, permitindo que você compartilhe suas músicas favoritas com os seguidores, que também podem compartilhar as deles. Já o "Molduras" aplica um efeito de Polaroid às imagens, reveladas ao balançar o celular. O recurso "Revelar" permite postar Stories ocultos, que só podem ser visualizados pelos seguidores que enviarem uma DM. Por fim, o "Recortes" transforma fotos e vídeos da galeria do celular em figurinhas, deixando Stories e Reels ainda mais personalizados. Desativar confirmação de leitura de DMs Instagram agora permite remover a confirmação de leitura nas DMs Divulgação/Instagram O Instagram permitiu neste ano que você leia uma mensagem recebida na DM (mensagem direta) sem que a pessoa que a enviou descubra. Para isso, é preciso desativar o recurso de confirmação de leitura. Vale lembrar que, se você desativar a confirmação, também não poderá saber quando as pessoas leem as suas mensagens. Para ativar a função, basta seguir este passo a passo: Abra o perfil no Instagram, clique no campo superior direito, representado por "Três traços"; Em seguida, toque em "Configurações e privacidade"; Depois, clique em “Mensagens e respostas ao story”; Agora vá até "Mostrar confirmação de leitura" e desative a opção. Meta IA no Instagram Assim como o WhatsApp e o Facebook, o Instagram também agora traz o Meta AI Reprodução/Meta O assistente de IA gratuito e integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook foi outra grande novidade da Meta. Funcionando como um ChatGPT nos serviços da empresa, ele pode criar textos, planejar atividades e gerar imagens a partir de descrições simples. A IA também pode traduzir conteúdos, sugerir receitas, auxiliar na educação e no aprendizado, além de ajudar na elaboração de planejamentos. No Instagram, o Meta AI está disponível na área de DMs, na barra de pesquisa. Segundo a empresa, a ferramenta está sendo disponibilizada gradualmente para os usuários. Meta AI no WhatsApp: o que é a nova ferramenta de inteligência artificial e como utilizar WhatsApp começa a liberar recurso que converte áudios em textos; veja como usar Como o Instagram tem sido cada vez mais usado como Tinder

domingo, 29 de dezembro de 2024

Como aumentar a segurança da conta gov.br


Organização criminosa está sendo investigada por invadir contas de usuários da plataforma para fazer empréstimos e procurações com os dados das vítimas; saiba como aumentar a proteção. Conta gov.br Reprodução/Banco Central Uma organização criminosa está sendo investigada por invadir contas de usuários da plataforma gov.br para fazer empréstimos e procurações com os dados das vítimas. No aplicativo, é possível acessar documentos como a carteira de identidade digital, carteira de trabalho e carteira de habilitação. O golpe foi divulgado em uma reportagem do Fantástico. Para manter a sua contra protegida, o portal do governo descreve duas opções nesse sentido: verificação da conta em duas etapas e gestão de dispositivos. Essas opções só estão disponíveis para contas nível prata ou ouro. Veja como aumentar o nível da sua conta gov.br. Verificação em duas etapas Ao ativar esta funcionalidade, também conhecida como duplo fator de autenticação, sempre que você acessar algum serviço com a sua conta gov.br, será necessário inserir um código de acesso gerado no seu aplicativo gov.br. Isso garante uma dupla proteção para a sua conta, porque mesmo que um criminoso tenha acesso ao seu CPF e senha, por exemplo, ele não conseguirá acessar a conta sem o código de segurança. Como habilitar a verificação em duas etapas: faça login no aplicativo gov.br no seu smartphone (só é possível pelo aplicativo); selecione "segurança da conta"; acesse a opção "verificação em duas etapas"; clique em "habilitar verificação em duas etapas"; pronto. Agora, para acessar o gov.br será preciso informar o código de acesso gerado em seu aplicativo — além, do CPF e da senha (já necessários antes). Como obter o código para verificação em duas etapas: faça login no aplicativo gov.br pelo aplicativo; selecione "gerar código de acesso" — disponível na página de login, embaixo do item "entrar com gov.br" ou na página principal, em "serviços". Mas atenção: a única forma de obter o código de segurança é através do aplicativo gov.br. O código da verificação em duas etapas não é enviado por SMS; Para o código ser gerado corretamente, é necessário que a data e a hora do dispositivo estejam sincronizadas com a rede. Gestão de dispositivos Essa ferramenta permite que o usuário: saiba quais dispositivos acessaram a conta e quando; qual serviço acessado; qual navegador utilizado; IP (endereço que identifica o dispositivo na internet ou em uma rede local) e a data de autorização (para dispositivos autorizados); implemente a opção "habilitar acesso apenas por dispositivos autorizados", que restringe o acesso à conta somente aos dispositivos aprovados. Como habilitar a gestão de dispositivos: faça login no aplicativo gov.br; selecione "segurança da conta"; clique em "gerenciar dispositivos"; será possível saber informações sobre os últimos dispositivos que acessar a conta (listas acima); selecione a opção "habilitar acesso apenas por dispositivos autorizados"; pronto. Agora, sempre que você for acessar um serviço digital de um novo dispositivo, será preciso autorizá-lo pelo aplicativo gov.br antes. Ao autorizar o dispositivo, ele poderá acessar sua conta gov.br sem restrições e você não receberá avisos quando isso acontecer. Mas atenção: o acesso por diferentes navegadores de internet, ainda que no mesmo aparelho, será apresentado como um novo dispositivo; não será necessário autorizar o dispositivo nos casos em que a conta já tiver uma camada extra de segurança como: login com certificado digital; login sem senha (QR code); verificação em duas etapas. LEIA TAMBÉM: Reconhecimento facial, impressão digital, senha, PIN ou desenho: qual método de bloqueio deixa o celular mais seguro? Como compartilhar sua localização em tempo real pelo celular Android 15 tem ‘Modo ladrão’, ‘Espaço privado’ e comunicação por satélite O que é o 5G puro?

A evolução dos celulares: conheça a história desse aparelho que mudou o mundo


Esse é o tema da série "Como Funciona", da rede britânica BBC. Série 'Como Funciona' remonta história do celular Os celulares viraram parte das nossas vidas. Mas já parou para pensar na história desse aparelho que mundo o mundo? Esse é o tema da série "Como Funciona", da rede britânica BBC. Veja no vídeo acima. O começo: do rádio aos carros Na mesma década e no mesmo país da engenhoca de pulso do detetive Dick Tracy, os telefones começaram a entrar nos carros. Tecnologia para poucos. Três usuários podiam se conectar ao mesmo tempo. Em 1947, um cientista percebeu que uma rede de estações de transmissão menores, operando em áreas reduzidas, funcionaria melhor do que uma grande antena tentando cobrir uma área cada vez maior, com cada vez mais usuários. As antenas menores, porém mais espalhadas, eram uma sacada engenhosa, mas difícil de pôr em prática. Foram precisos 30 anos para ser implementada - na década de 1970. Telefones instalados em automóveis Reprodução/TV Globo A primeira chamada móvel Em abril de 1973, Marty Cooper, cientista da Motorola, fez a primeira chamada de um telefone de pulso. "O Dick Tracy tinha um telefone de pulso. Então a gente foi exatamente por aí, a ideia de que um telefone na mão é uma extensão da pessoa", conta Marty Cooper, inventor do celular. Apenas dez anos mais tarde a empresa lançaria um celular. Em 1973, Marty Cooper, cientista da Motorola, fez a primeira chamada de um telefone de pulso Reprodução/TV Globo A evolução até o iPhone Em 2010, o iPhone 4 da Apple foi lançado. A mão abafava a antena do aparelho e o celular perdia o sinal. A solução? Uma simples capinha, que impedia o contato direto da mão com a estrutura do aparelho. "Parece só uma capa. Na verdade, isso cria uma proteção. A sua mão não encosta no telefone, o que é suficiente para fazer uma chamada", conta Hannah Fry, criadora da série. Em 2010, o iPhone 4 da Apple foi lançado. Reprodução/TV Globo Ainda em 2010 um fato curioso: na Coreia do Sul, o inverno rigoroso impôs um desafio: com o frio e a neve, era impossível digitar no celular usando luvas. A solução? Usar uma salsicha no lugar do dedo. Isso acontece porque, assim como o corpo humano, esse alimento contêm água e sais minerais, que conduz eletricidade, ao contrário de materiais como madeira. Salsicha usada para mexer no celular Reprodução/TV Globo Do touchscreen à câmera digital A revolução na tela dos celulares aconteceu em 2007, no ano do lançamento do primeiro iPhone. Mas a tecnologia touchscreen começou a ser criada muito antes, na década de 1960, para facilitar o controle de tráfego aéreo. Na época, o código de cada voo era digitado num computador. A tecnologia touchscreen começou a ser criada na década de 1960 Reprodução/TV Globo Outra estrela dos smartphones é o sensor da câmera digital. Sua história remonta aos anos 1970, quando a Kodak criou o primeiro modelo, que tinha o tamanho de uma torradeira. O engenheiro Steve Sasson foi o encarregado da tarefa. Quem fez a câmera digital entrar nos celulares pela primeira vez foi uma empresa japonesa, a Sharp, em parceria com a menor operadora da época no Japão, a J-Phone. Início da câmera digital nos celulares Reprodução/TV Globo A interface amigável e o impacto da Apple O sistema operacional dos celulares também é fruto de décadas de evolução. Inspirado nos computadores de uma empresa chamada Xerox, com menus, símbolos e ícones no lugar de códigos e palavras, ele tornou os dispositivos mais acessíveis. A Apple adaptou essas ideias, revolucionando primeiro os computadores e, depois, os celulares. Do passado ao futuro Com mais de 120 anos de história, o telefone móvel é o resultado do desenvolvimento de diferentes tecnologias que começaram lá na virada do século dezenove para o século vinte com a invenção do rádio. Este ano, começou o futuro do celular, com a chegada da inteligência artificial aos aparelhos. Celulares do futuro Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e Amazon Music trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito.

sábado, 28 de dezembro de 2024

Trump pede à Suprema Corte que suspenda lei que poderia banir o TikTok

ByteDance, proprietária do aplicativo, tem até 19 de janeiro para vender a plataforma e manter o funcionamento no país. Por que o TikTok pode ser banido dos Estados Unidos? O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu à Suprema Corte do país que suspenda uma lei federal sobre o TikTok que pode impedir o funcionamento do popular aplicativo de mídia social ou forçaria sua venda, sob o argumento de que ele deveria ter tempo após assumir o cargo para buscar uma "resolução política" para o caso. O TikTok e sua proprietária, a ByteDance, lutam para manter o aplicativo online nos Estados Unidos após o Congresso aprovar, em abril, sua proibição, a menos que a empresa controladora chinesa do aplicativo o venda até 19 de janeiro. A plataforma e a empresa tentaram derrubar a lei, e a Suprema Corte concordou em analisar o caso. Mas se o tribunal não decidir a favor da ByteDance e não houver desinvestimento, o aplicativo poderá ser efetivamente proibido nos Estados Unidos em 19 de janeiro, um dia antes da posse de Trump. "Este caso apresenta uma tensão sem precedentes, nova e difícil entre os direitos de liberdade de expressão de um lado e as preocupações com a política externa e a segurança nacional do outro", disse Trump nesta sexta-feira (27) em um documento. "Tal suspensão daria ao presidente Trump a oportunidade vital de buscar uma solução política que poderia evitar a necessidade da Suprema Corte de decidir essas questões constitucionalmente significativas", acrescentou o documento. Defensores da liberdade de expressão disseram separadamente à Suprema Corte nesta sexta-feira que a lei dos EUA contra o TikTok, de propriedade chinesa, evoca os regimes de censura implementados por inimigos autoritários dos Estados Unidos. Trump indicou no início desta semana que era a favor de o TikTok continuar operando nos Estados Unidos pelo menos por algum tempo, dizendo que havia recebido bilhões de visualizações na plataforma de mídia social durante sua campanha presidencial. O Departamento de Justiça dos EUA argumentou que o controle chinês do TikTok representa uma ameaça contínua à segurança nacional, posição apoiada pela maioria dos parlamentares dos EUA. O TikTok diz que o Departamento de Justiça deturpou os vínculos do aplicativo de mídia social com a China, argumentando que seu mecanismo de recomendação de conteúdo e os dados dos usuários são armazenados nos Estados Unidos em servidores de nuvem operados pela Oracle Corp, enquanto as decisões de moderação de conteúdo que afetam os usuários dos EUA também são tomadas nos Estados Unidos. Saiba mais: Deputados dos EUA pedem que Google e Apple se preparem para remover o TikTok de suas lojas em janeiro Canadá manda fechar escritório do TikTok no país; governo cita 'risco à segurança nacional' CEO do TikTok é questionado sobre sua nacionalidade no Senado dos EUA Robô conversa com outros robôs e os convoca para largarem seus empregos

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Explosões de pagers e ataques com míssil hipersônico e drones: como tecnologia entrou nos campos de batalha em 2024


Rússia lançou novo míssil balístico hipersônico contra a Ucrânia, e Israel demonstrou capacidade inédita de detonar vários aparelhos simultaneamente em ofensiva contra o grupo extremista Hezbollah. Como tecnologia entrou nos campos de batalha em 2024 A tecnologia esteve nos campos de batalha em 2024 com explosões inéditas de equipamentos eletrônicos, armas mais poderosas e novos ataques com drones. Israel fez uma série de ataques contra alvos do grupo extremista Hezbollah, no Líbano. Em setembro, diversos pagers e walkie-talkies explodiram, demonstrando uma capacidade inédita de detonar aparelhos simultaneamente. As explosões de pagers e walkie-talkies deixaram mais de 3.600 feridos e mataram 37 pessoas, incluindo homens que integravam o Hezbollah e duas crianças. Na maior ofensiva contra o Hezbollah em duas décadas, Israel conseguiu destruir a infraestrutura do grupo. Em novembro, houve o anúncio de um cessar-fogo entre o país e o grupo extremista. Explosão de pager no Líbano Reprodução/TV Globo Míssil hipersônico e ataques por drones Em novembro, a Ucrânia fez seu primeiro ataque ao território russo com mísseis dos Estados Unidos, após autorização do governo americano. A Rússia respondeu em um ataque com seu novo míssil balístico hipersônico. Rússia e Ucrânia também usaram drones para atingir os adversários. Um deles, realizado em dezembro, destruiu um prédio residencial em Kazan, na Rússia. Os drones também foram usados no Oriente Médio, onde a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza produziu novos conflitos. Em abril, o Irã disparou mais de 300 mísseis e drones contra Israel. Foi uma resposta à ofensiva contra o consulado do Irã em Damasco, capital da Síria. Parte do ataque iraniano foi interceptado pelo sistema de defesa de Israel, que contra-atacou com disparos contra bases militares do Irã. Ataque de novo míssil hipersônico russo ao território da Ucrânia Reprodução/TV Globo

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

WhatsApp libera novos recursos para o Ano Novo


Figurinhas, reações e efeitos para videochamadas com tema de Ano Novo estão disponíveis por tempo limitado, até 3 de janeiro. WhatsApp libera novos recursos para o Ano Novo Divulgação Neste final de ano, o WhatsApp liberou novas figurinhas, efeitos para videochamadas e reações a mensagens com o tema Ano Novo. Os recursos ficam disponíveis por tempo limitado, até 3 de janeiro. Para ter acesso às novidades, é preciso estar com o aplicativo atualizado na versão mais recente disponível na loja de aplicativos — tanto no Android, quanto no iOS. Confira as novidades: Pacote de figurinhas Pacote de figurinhas de Ano Novo Reprodução O WhatsApp criou um pacote de figurinhas temáticas de Ano Novo. Para acessá-las, siga o passo a passo: abra uma conversa no WhatsApp; clique no ícone de figurinhas, do lado direito do espaço designado para texto; selecione o ícone "+"; aperte no pacote de figurinhas do Ano Novo; selecione a opção "adicionar às minhas figurinhas". Filtros para videochamadas Filtro vídeochamada Ano Novo Divulgação Durante videochamadas, é possível selecionar um filtro ou efeito comemorativo do Ano Novo. Para isso, siga o passo a passo: entre em uma videochamada no WhatsApp; toque no ícone de efeito localizado no canto superior direito da tela; deslize entre as opções disponíveis; selecione o filtro ou plano de fundo desejado. Reações a mensagens Reações de Ano Novo Divulgação É possível reagir a mensagens com emojis 🎊🥳🎉🍾🥂 e ver uma animação de confetes ao enviar ou receber a reação. Para isso, siga o passo a passo: toque e segure uma mensagem na conversa para selecioná-la; clique no ícone de "+" à direita das reações padrão; selecione a reação que deseja enviar. Veja mais: O que mudou no WhatsApp em 2024 (e talvez você não saiba) WhatsApp começa a liberar recurso que converte áudios em textos; veja como usar ChatGPT 'cria' voz do Papai Noel para interações por áudio e vídeo

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...