quarta-feira, 2 de abril de 2025

Amazon faz oferta para comprar TikTok nos EUA, diz jornal


TikTok tenta nova estratégia para não ser banido dos EUA Dado Ruvic/Illustration/Reuters A Amazon fez uma oferta para comprar o TikTok e assumir a operação da rede social nos Estados Unidos, segundo informações do jornal The New York Times. O valor da proposta não foi divulgado. Apesar disso, o jornal afirma que pessoas envolvidas nas negociações não acreditam que o acordo entre as duas empresas será fechado. O TikTok e a Amazon foram procuradas para comentar a informação, mas não responderam ao contato do jornal. Esta reportagem está em atualização.

O que é Cobalt Strike, programa citado em depoimento sobre monitoramento da Abin ao Paraguai


Funcionário da Abin relatou à PF suposta invasão aos sistemas do governo paraguaio. Ação tinha como objetivo obter dados sigilosos sobre valores em negociação de Itaipu, segundo o depoimento. Cobalt Strike Divulgação/Fortra O programa Cobalt Strike foi citado por um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em depoimento à Polícia Federal sobre a suposta espionagem brasileira ao Paraguai. Segundo o relato, nessa operação, houve o uso de ferramentas de intrusão como Cobalt Strike e o envio de e-mails com engenharia social para capturar senhas, cookies de sessão e acessos de autoridades paraguaias. Suposta espionagem paralela da Abin causa atrito entre Brasil e Paraguai O objetivo seria obter informações sigilosas sobre negociações da usina de Itaipu, que pertence aos dois países. Em nota, o governo Lula disse que interrompeu a ação assim que ficou sabendo dela, em março de 2023. As informações foram publicadas pelo portal UOL. A TV Globo teve acesso a trechos do depoimento. O que é o Cobalt Strike Cobalt Strike Divulgação/Fortra O Cobalt Strike é um programa preventivo: ele serve para empresas simularem invasões a sistemas internos e identificar brechas que devem ser corrigidas antes que ocorram ataques reais. E funciona como um programa comum de computador, com um visual simples que permite configurar o ataque que será testado. Ele é vendido pela empresa americana de cibersegurança Fortra, que diz ter clientes como IBM e Coca-Cola. O Cobalt Strike foi criado em 2012 e comprado pela Fortra em 2020. A licença básica para usar o programa custa US$ 3.540 (cerca de R$ 20 mil). Como o Cobalt Strike funciona Para atacar o computador da empresa ou de terceiros, o Cobalt Strike pode aproveitar alguma vulnerabilidade de segurança já conhecida. Ou usar o chamado "phishing", tática em que a vítima é induzida a baixar um arquivo malicioso por um anexo no e-mail ou um link falso, por exemplo. Com acesso à máquina atacada, o programa instala o "beacon", um arquivo malicioso que se comunica com o atacante e realiza comandos enviados por ele. "A partir do momento em que você insere o 'beacon' em um computador externo, você pode inserir qualquer coisa dentro dessa máquina, como um vírus", disse o diretor de operações da empresa de segurança da informação Grupo Aplidigital, Fellipe Canale. Segundo o especialista, o usuário comum pode ser vítima e perder o controle de seu computador. Mas cibercriminosos preferem alvos grandes, como empresas, por terem uma possiblidade maior de retorno financeiro. Governo do Paraguai convoca embaixador do Brasil Programa tem versão pirata O gerente de engenharia de segurança da Check Point Software, Fernando de Falchi, explica ainda que existem relatos de uma versão falsa usada para atacar terceiros. "É uma cópia pirata em que mexem no código e vendem com outras características para trabalhar com ataques não legítimos". "A ideia do Cobalt Strike é ter um teste de penetração. A ideia do cibercriminoso é alterar a ferramenta e ela funcionar para o que ele quiser", destaca. Em junho de 2024, a National Crime Agency (NCA), agência do governo do Reino Unido, coordenou uma operação internacional contra versões pirata do programa. "Desde meados da década de 2010, versões pirateadas e não licenciadas do software, baixadas por criminosos em mercados ilegais e na dark web, ganharam a reputação de serem a principal ferramenta de intrusão em redes para quem busca realizar ataques cibernéticos", descreveu a NCA na época. O método atrai cibercriminosos porque é difícil identificar a invasão, diz Canale. "É um sistema muito bem-feito e precisa de ferramentas muito boas de cibersegurança para conseguir identificar e barrar essa comunicação". World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

Por que Val Kilmer perdeu a voz e como IA pode ter ajudado ator a 'falar' no filme 'Top Gun'


Kilmer forneceu registros de sua voz para uma empresa de inteligência artificial treinar um algoritmo capaz de recriá-la. No entanto, os produtores de 'Top Gun: Maverick' negam ter usado a tecnologia no filme. Val Kilmer em 11 de setembro de 2011 Jason Merritt / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP Val Kilmer, ator que viveu o Batman em "Batman Eternamente", morreu nesta terça-feira (1º), aos 65 anos, devido a uma pneumonia. A informação é do The New York Times e a causa da morte foi confirmada por sua filha, Mercedes Kilmer. Seu último filme foi "Top Gun: Maverick" (2022), no qual reprisou o papel do tenente Tom "Iceman" mais de 30 anos após a versão original. No entanto, sua participação no longa gerou dúvidas, pois ele havia perdido a capacidade de falar devido a um câncer na garganta. O diagnóstico veio em 2014, e o ator passou por vários tratamentos, incluindo uma traqueotomia, até perder a voz, segundo o portal Business Insider. Ele só confirmou a doença publicamente em 2017. As revistas Variety e Fortune dizem que os produtores de "Top Gun: Maverick" afirmam não ter usado inteligência artificial. No entanto, há relatos de que a tecnologia foi empregada para recriar a voz de Kilmer. Ator forneceu horas de gravações de sua voz Aparição de Val Kilmer em 'Top Gun: Maverick' Reprodução Segundo a revista Variety, o próprio Val Kilmer anunciou, em 2021, que havia firmado um acordo com a Sonantic, uma empresa de inteligência artificial especializada em conversão de texto em fala. Ele forneceu horas de gravações de sua voz para treinar um algoritmo capaz de recriá-la. Segundo a BBC, Val Kilmer compartilhou 40 anos de gravações caseiras, incluindo registros dele falando com uma caixa de voz após a cirurgia de câncer. "Geramos mais de 40 modelos de voz diferentes e selecionamos o melhor, de mais alta qualidade e mais expressivo", afirmou John Flynn, cofundador da Sonantic, à Forbes. No entanto, ele não associou esse trabalho diretamente ao filme "Top Gun: Maverick". "Sou grato a toda a equipe da Sonantic que restaurou minha voz com maestria de uma maneira que nunca imaginei ser possível", disse Kilmer. Segundo a Fortune, Mercedes Kilmer acompanhou o pai nas gravações de "Top Gun". "Eles foram capazes de dublá-lo com sua própria voz, o que é incrível. É um feito tão técnico, ser capaz de projetar sua voz dessa maneira, que é uma extensão do feito técnico do filme", disse ela em entrevista ao portal Page Six. Val Kilmer, ator de 'Batman' e 'Top Gun', morre aos 65 anos IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

terça-feira, 1 de abril de 2025

Apenas 2 dos top 10 bilionários da tecnologia viram suas fortunas encolherem em um ano; veja quem


A maioria ficou mais rica de um ano para o outro, mas Bill Gates e Steve Ballmer, ambos da Microsoft, viram suas fortunas encolherem, segundo a lista da Forbes. Musk, Zuckerberg e Bill Gates: por que os bilionários da tecnologia estão 'mais pobres' em 2023 Reprodução A revista Forbes divulgou a lista das pessoas mais ricas do mundo em 2025. Como acontece todos os anos, o ranking é dominado por bilionários do setor de tecnologia, incluindo Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos. Comparado ao ano passado, a maioria deles aumentou sua fortuna em 2025. No entanto, a lista revela que dois nomes perderam dinheiro: Bill Gates e Steve Ballmer, ambos bilionários que fizeram fortuna na Microsoft. No ranking de 2024, no setor de tecnologia, Gates era o 5º mais rico, enquanto Ballmer ocupava a 6ª posição. Em 2025, Ballmer aparece em 7º lugar, e Gates caiu para 8º. Entre os demais bilionários da tecnologia, o destaque é Elon Musk - sua fortuna saltou de US$ 195 bilhões em 2024 para US$ 342 bilhões neste ano, um crescimento expressivo em relação aos seus colegas. Veja, a seguir, as pessoas mais ricas da tecnologia em 2025, segundo a Forbes: 1º Elon Musk Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder Fortuna em 2025: US$ 342 bilhões Fortuna em 2024: US$ 195 bilhões Fortuna em 2023: US$ 180 bilhões Dono do X, da Tesla e da SpaceX, Elon Musk é hoje a pessoa mais rica do mundo, atrás apenas de Mark Zuckerberg, da Meta. Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, o empresário nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve 12 filhos. Atualmente, o bilionário também faz parte da equipe de governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, de quem é um dos principais aliados e ajudou a eleger. Musk comanda o Departamento de Eficiência (DOGE), uma espécie de conselho voltado para cortes de gastos públicos. 2º Mark Zuckerberg Mark Zuckerberg, CEO da Meta AP Photo/David Zalubowski Fortuna em 2025: US$ 216 bilhões Fortuna em 2024: US$ 177 bilhões Fortuna em 2023: US$ 64 bilhões Mark Zuckerberg é o atual CEO da Meta, grupo responsável pelas maiores redes sociais do planeta, como Facebook, Instagram, WhatsApp, além do Threads — sua plataforma mais recente. Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha apenas 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, hoje, detém cerca de 13% das ações do grupo. Em 2021, ele mudou o nome da empresa para Meta, a fim de direcionar o foco dela para o metaverso — uma estratégia que até o momento não mostrou resultados. 3º Jeff Bezos Lauren Sanchez e Jeff Bezos chegam à festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Fortuna em 2025: US$ 215 bilhões Fortuna em 2024: US$ 194 bilhões Fortuna em 2023: US$ 114 bilhões Jeff Bezos é o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 215 bilhões, segundo a Forbes. Ele é o fundador da gigante varejista Amazon, dono do jornal Washington Post e da Blue Origin, empresa aeroespacial. Bezos é de Albuquerque, no Novo México (EUA). É formado em engenharia elétrica e ciências da computação pela Universidade de Princeton. Ele começou a carreira em Wall Street, que deixou para fundar a Amazon em 1994, ainda como uma loja on-line de livros chamada de "Cadabra". Ele deixou o cargo de CEO da Amazon em 2021 para ter mais tempo e energia para focar no Washington Post, do qual é dono desde 2013, e na Blue Origin. Bezos já foi o homem mais rico do mundo em julho de 2017 e entre 2018 e 2021. 4º Larry Ellison Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Fortuna em 2025: US$ 192 bilhões Fortuna em 2024: US$ 141 bilhões Fortuna em 2023: US$ 107 bilhões Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. Assim como Musk, ele investiu na montadora Tesla e atuou no conselho da empresa de 2018 até 2022. No ano passado, Ellison ganhou posições no ranking com a valorização da Oracle em meio ao esforço para incorporar inteligência artificial aos seus serviços em nuvem, o que impulsionou os resultados do primeiro trimestre e ajudou a diminuir a diferença em relação aos líderes de mercado. Além disso, a Oracle está fazendo parcerias com provedores de serviços de nuvem rivais, para tornar mais simples para os clientes conectarem seus dados entre fornecedores. 5º Larry Page Larry Page, em foto de 19 de agosto de 2004 Kathy Willens/AP PHOTO Fortuna em 2025: US$ 144 bilhões Fortuna em 2024: US$ 114 bilhões Fortuna em 2023: US$ 79 bilhões Larry Page é cofundador do Google e tem hoje uma fortuna de US$ 144 bilhões. Em 2015, ele e Sergey Brin criaram a Alphabet, o "guarda-chuva" debaixo do qual estão as várias empresas do grupo, incluindo o Google, responsável pelo buscador, o YouTube, o Chrome, o Android e o Gmail. Page deixou de ser CEO a Alphabet em 2019, mas permaneceu como membro do conselho e acionista controlador. 6º Sergey Brin Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Fortuna em 2025: US$ 138 bilhões Fortuna em 2024: US$ 110 bilhões Fortuna em 2023: US$ 76 bilhões Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os EUA quando tinha 6 anos de idade, após o antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet em dezembro de 2019, mas também continuou como acionista controlador e membro do conselho. 7º Steve Ballmer Steve Ballmer Arquivo pessoal Fortuna em 2025: US$ 118 bilhões ⬇️ Fortuna em 2024: US$ 121 bilhões Fortuna em 2023: US$ 80 bilhões Steve Ballmer entrou na Microsoft em 1980 como funcionário número 30 e liderou a empresa entre 2000 e 2014. No mesmo ano em que se aposentou, ele comprou o time de basquete Los Angeles Clippers, da NBA. Ballmer também passou a focar na filantropia, doando mais de US$ 2 bilhões em um fundo recomendado por doadores, segundo a Forbes. 8º Bill Gates Bill Gates durante Fórum Econômico Mundial de 2018 em Davos. Denis Balibouse/Reuters Fortuna em 2025: US$ 108 bilhões ⬇️ Fortuna em 2024: US$ 128 bilhões Fortuna em 2023: US$ 104 bilhões Bill Gates é o fundador da Microsoft e, hoje, tem uma fortuna de US$ 108 bilhões. Ele foi presidente-executivo da dona do Windows por 25 anos, permaneceu como presidente até 2014 e deixou o conselho em 2020. Atualmente, ele tem investimentos em dezenas de empresas e é um dos maiores proprietários de terras agrícolas nos EUA. Gates já foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2017, com intervalos em 2008, 2010 e 2013. Perdeu o posto definitivamente quando foi ultrapassado por Jeff Bezos. 9º Jensen Huang Jensen Huang, fundador da empresa de tecnologia NVIDIA. Reprodução/Instagram/NVIDIA Fortuna em 2025: US$ 98 bilhões Fortuna em 2024: US$ 77 bilhões Fortuna em 2023: US$ 21 bilhões Nascido em Taiwan, Jensen Huang é cofundador da Nvidia, fabricante de chips e semicondutores que tem se tornado a queridinha na bolsa de valores norte-americana graças aos investimentos que tem feito em inteligência artificial (IA). Huang preside a companhia desde a sua fundação, em 1993. E o império fez com que ele se tornasse agora a 16ª pessoa mais rica do mundo no ranking geral da Forbes. 10º Michael Dell Michael Dell Reprodução/X Fortuna em 2025: US$ 97 bilhões Fortuna em 2024: US$ 91 bilhões Fortuna em 2023: US$ 50 bilhões Michael Dell é fundador da companhia com seu nome, a Dell Technologies. A empresa foi fundada em 1984 em um dormitório universitário e, hoje, é um dos destaques no ramo da computação. IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

OpenAI levanta US$ 40 bilhões e passa a ser avaliada no patamar de SpaceX e ByteDance


Com novos investimentos, dona do ChatGPT valerá US$ 300 bilhões, quase o dobro do estimado em outubro passado. Principal financiador é o grupo japonês SoftBank. Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas Dado Ruvic/Reuters A OpenAI anunciou na última segunda-feira (31) que levantará até US$ 40 bilhões em uma nova rodada de financiamento liderada pelo SoftBank Group. Com isso, a dona do ChatGPT passa a ser avaliada em US$ 300 bilhões, quase o dobro do que foi estimado em uma rodada anterior, em outubro. E fica no patamar de empresas como SpaceX e ByteDance, dona do TikTok, que são de capital fechado (não estão na bolsa de valores). Investimento depende de mudanças O SoftBank, grupo japonês de investimentos em tecnologia, disse que vai financiar a startup de inteligência artificial com US$ 10 bilhões em meados de abril e mais US$ 30 bilhões em dezembro. Os recursos dessa nova rodada serão usados em pesquisa de inteligência artificial, expansão de infraestrutura computacional e aprimoramento de ferramentas, segundo a OpenAI. Mas esses investimentos dependem de a OpenAI se tornar uma companhia com fins lucrativos até o final do ano. Se essa reestruturação fracassar, o SoftBank disse que o valor total de investimento na rodada cairá para US$ 20 bilhões. A OpenAI está fazendo uma parceria com a SoftBank e a Oracle para estabelecer uma rede de data centers no âmbito do projeto norte-americano de IA Stargate, orçado em US$ 500 bilhões. "A IA é uma força definidora que está moldando o futuro da humanidade. Nossa parceria ampliada com a OpenAI acelera nossa visão compartilhada para desbloquear todo o seu potencial", disse Masayoshi Son, presidente-executivo do SoftBank Group. O SoftBank planeja distribuir US$ 10 bilhões de seu investimento total para outros coinvestidores que não foram citados. Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à Reuters que o restante do financiamento virá de Microsoft, Coatue Management, Altimeter Capital e Thrive Capital. "A OpenAI tem planos muito ambiciosos em muitas frentes e precisa de muito capital para atingir esses objetivos", disse Gil Luria, analista da D.A. Davidson & Co. "A lista de investidores que desejam apoiar esse escopo diminuiu e pode estar amplamente limitada à SoftBank, que pode não ter o capital necessário."

'Eu a encontrei por 30 segundos — e ela me perseguiu depois por 4 anos'


Vítimas contam ao programa Panorama, da BBC, como uma 'stalker' postou milhares de mensagens abusivas sobre elas nas redes sociais. Esta foto mostra o momento em que Sam Wall (à esquerda) conheceu Brad Burton (ao centro) e seu amigo Alan Price (à direita) em Birmingham Alan Price via BBC O encontro entre o palestrante motivacional Brad Burton e Sam Wall durou menos de um minuto. Ela posou para uma foto com ele depois de participar de um de seus workshops e, mais tarde, deixou um depoimento bastante elogioso em vídeo. Não foi nada extraordinário, diz Burton. "Apenas uma das milhares de pessoas que eu devo ter conhecido ao longo dos anos." Dois anos depois, ela começou a atacá-lo online. Em centenas de postagens, Wall o descreveu como manipulador, psicopata e abusador sociopata. Dia após dia, ela o acusou de fazer ameaças de morte, quebrar suas janelas e matar seu gato — todas alegações falsas. "Ela colocou isso nas redes sociais, em todas as plataformas. Ela estava pintando uma imagem de que, em algum momento, eu havia feito todas essas coisas, e estava tentando encobri-las", contou Burton ao programa Panorama, da BBC. "Como você prova uma negativa? Que eu não havia envenenado o gato? A rede social e a maneira como ela funciona, é: você é culpado até provar sua inocência." Wall, uma consultora de rede social de 55 anos, se declarou culpada das acusações de stalking (perseguição) e envio de mensagens falsas no Tribunal de Magistrados de Manchester em novembro do ano passado. O anúncio da sentença dela foi adiado pela segunda vez na semana passada, mas o juiz disse a ela para esperar uma pena de prisão. A equipe jurídica de Wall informou que um laudo psiquiátrico mostrou que ela tem transtorno delirante crônico. A condenação dela foi em relação a duas vítimas — Burton e a empresária Naomi Timperley —, que foram alvos de mensagens abusivas nos últimos quatro anos. "Foi simplesmente horrível, realmente horrível, e não sei por que isso aconteceu", diz Timperley. "Ainda me sinto muito ansiosa, às vezes fico muito triste." O programa Panorama, da BBC, conversou com outras vítimas que dizem ter sido perseguidas por Wall em um período de mais de 10 anos. Algumas nunca haviam se encontrado com Wall, enquanto outras a conheciam apenas de vista. Na época em que Wall atacou Burton, ele administrava uma rede que apoiava centenas de pequenas empresas em todo o Reino Unido. Muitas de suas postagens abusivas eram detalhadas — uma delas tinha 20 mil palavras. Algumas foram compartilhadas no LinkedIn, onde ela tinha 30 mil seguidores —, a mesma plataforma que Burton usava para promover seu trabalho. Embora a pandemia de covid-19 tenha sido um duro golpe, ele diz que ela ajudou a afundar seu negócio. Wall também alegou falsamente que Burton a assediava havia 10 anos — e que ele havia sido preso. Burton postou fotos dele online para provar que não estava na prisão. Wall respondeu alegando que seu gêmeo psicopata estava tirando as fotos, e aparecendo em eventos para encobrir o fato de que ele havia sido preso. Alan Price, amigo de Burton, sabia que Wall estava mentindo sobre a alegação de 10 anos, porque ele os havia apresentado no workshop dois anos antes. "Ela está dizendo a todo mundo que Brad Burton está na prisão, mas eu estava em Burnham-on-Sea, em Somerset, comendo curry com ele", conta Price. Em uma tentativa de detê-la, Burton procurou um advogado que o aconselhou a enviar uma carta de cease and desist ("cessar e desistir", um pedido para cessar uma atividade sob pena de ação judicial). Wall então respondeu publicando a carta online, e dizendo que ele poderia processá-la — mas que ela não tinha dinheiro. Timperley só conhecia Wall de vista — ela a seguia no Twitter, e elas estavam conectadas no LinkedIn. Ela também foi alvo de centenas de mensagens, acusada de danos criminais, de destruir o negócio de Wall e de se unir a outras pessoas para realizar gang stalking (perseguição conduzida por um grupo). Wall também alegou falsamente que Timperley havia sido presa por assédio. "Fui atacada pessoalmente no Instagram, Twitter, LinkedIn e Facebook, e acusada de coisas realmente vis", ela relata. Wall continuou seus ataques online mesmo depois de ter sido acusada de stalking. A empresária Justine Wright, de Manchester, foi alvo por mais de uma década. Ela contratou Wall por alguns meses e, quando ela foi embora, a perseguição online começou. Wright é consultora de marketing, e Wall atacava repetidamente seus clientes — grandes empresas — com alegações falsas. Justine não conhecia Brad Burton, mas Wall a acusou de conspirar com ele para envenenar seu gato. As pessoas podem ficar surpresas com o número de vítimas, e com o fato de Wall não ter disfarçado sua identidade, afirma Rory Innes, CEO da Cyber Helpline, instituição beneficente que ajuda vítimas de crimes online. Mas ele diz que isso é comum. "É um caso terrível, e vai causar danos a muitas pessoas, e mudar suas vidas. Mas isso está acontecendo com centenas de milhares de pessoas todos os anos." O programa Panorama conversou com outras vítimas que não querem ser identificadas. Uma delas conta que foi perseguida por mais de uma década, durante a qual Wall enviou milhares de mensagens de texto, além de e-mails de 10 mil palavras para seus amigos e contatos profissionais. Wall também aparecia no trabalho dele fingindo ser sua esposa, diz ele, e acusando-o de abuso doméstico. Todas as vítimas reclamaram com as empresas de rede social sobre as postagens de Wall, mas elas não foram retiradas do ar. O advogado especializado em redes sociais Paul Tweed disse ao programa Panorama que não ficou surpreso com a falta de ajuda das empresas. Encontro entre o palestrante motivacional Brad Burton e Sam Wall durou menos de um minuto; depois, ela passou a persegui-lo Furkan Elveren/Unsplash "Elas decidem o que deve ser retirado, quando deve ser retirado e como deve ser retirado. E elas vão dizer, quando você perguntar a elas, que cumprem a lei", ele acrescenta. O LinkedIn diz que não pode comentar sobre usuários individuais, mas não permite bullying ou assédio, e vai tomar medidas contra qualquer coisa que viole suas políticas. Instagram, Facebook e X (antigo Twitter) não responderam ao pedido de comentário do Panorama. Nenhuma das empresas retirou do ar as mensagens abusivas de Wall, apesar de o programa Panorama ter informado a elas sobre a condenação dela há dois meses. Na semana passada, ela postou outra mensagem abusiva sobre Burton. A organização beneficente Cyber Helpline estima que 600 mil pessoas denunciam perseguição online à polícia todos os anos. Outra instituição de caridade, a Suzy Lamplugh Trust, afirma que menos de 2% das denúncias de stalking e assédio terminam em condenação. No ano passado, uma grande análise feita por órgãos policiais constatou que existe uma falta de compreensão sobre a perseguição online, e evidências de que a polícia não a leva a sério. O conselho para as vítimas de stalking online é básico: não se envolva, mantenha registros e denuncie à polícia. Mas as pessoas com quem o programa Panorama conversou fizeram isso, e o abuso continuou. Burton e Timperley ficaram insatisfeitos com a resposta que receberam da polícia da Grande Manchester (GMP, na sigla em inglês). Os resultados para as vítimas são realmente precários, diz Roy Innes, da Cyber Helpline. "Pouquíssimos destes casos realmente acabam sendo investigados", ele afirma. "E quando uma investigação acontece, o elemento tecnológico pode significar que leva anos para chegar ao ponto em que as evidências estão sendo analisadas." Um porta-voz da GMP diz que os atrasos no sistema de Justiça criminal mais amplo afetaram o caso de Wall, e que a polícia obteve resultados positivos para mais de 3 mil vítimas desse tipo de crime no ano passado. Entramos em contato com Wall para comentar, mas ela não respondeu. Enquanto isso, Burton diz que a perdoa. "Espero que ela receba a ajuda de que precisa, e encontre paz em sua própria vida", diz ele.

'Insulto à própria vida’: o que artista do Studio Ghibli pensava sobre inteligência artificial antes de virar trend do ChatGPT


Feito foi comemorado por Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, dona do ChatGPT. Estética do estúdio japonês viralizou com lançamento de gerador de imagens integrado ao aplicativo, mas novidade levanta questões sobre direitos autorais. Maiara e Maraisa, Ronaldinho Gaúcho e Ana Maria Braga: famosos entram na trend do 'Studio Ghibli' Reprodução A internet foi tomada nos últimos dias por imagens no estilo do Studio Ghibli, estúdio de animação japonês que criou filmes como "A Viagem de Chihiro" e "Meu Amigo Totoro". A trend surgiu no ChatGPT, que liberou um gerador de imagens e ganhou 1 milhão de usuários em apenas uma hora na tarde de segunda-feira (31), de acordo com Sam Altman, CEO da OpenAI, dona do aplicativo. Apesar de divertida, a trend levanta questões sobre direitos autorais e a apropriação do estilo de artistas pela inteligência artificial. O executivo não revelou quantos usuários o ChatGPT tem ao todo, mas lembrou do lançamento em 2022, quando o serviço surpreendeu a todos ao atingir a marca de 1 milhão de usuários em apenas cinco dias. Com a trend, voltou à tona uma antiga declaração de fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, de 84 anos. Em 2016, ele disse ter ficado "totalmente enojado" ao ver a demonstração de um vídeo criado com inteligência artificial. Miyazaki disse que "nunca desejaria incorporar essa tecnologia" ao seu trabalho. "Sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida", afirmou na ocasião. O Studio Ghibli não se manifestou após a criação de imagens no estilo de seus filmes viralizar. Já a OpenAI está preocupada com o uso intenso de seu gerador de imagens e anunciou um limite temporário de três imagens por dia na versão gratuita do ChatGPT. "É superdivertido ver as pessoas adorando imagens no ChatGPT. Mas nossas GPUs [unidades de processamento gráfico] estão derretendo", disse Altman. Governo Trump usa IA para ridicularizar prisão de imigrante e é criticado: 'Desumano' Críticas à OpenAI A OpenAI foi criticada por um grupo de mais de 400 atores, cineastas e músicos, que acusaram a empresa de trabalhar para "enfraquecer ou eliminar" proteções de direitos autorais para treinamentos de sistemas de IA. A própria OpenAI admite que o uso da estética de terceiros é um ponto de atenção e diz ter colocado uma barreira para o robô não criar esse tipo de imagem. No entanto, a empresa faz uma exceção em casos como o do Studio Ghibli. "Continuamos a evitar gerações no estilo de artistas vivos individuais, mas permitimos estilos de estúdio mais amplos – que as pessoas usaram para gerar e compartilhar algumas criações originais de fãs verdadeiramente encantadoras e inspiradas", disse a OpenAI ao g1. A empresa afirmou que seu objetivo é dar o máximo de liberdade criativa aos usuários. "Estamos sempre aprendendo com o uso e o feedback do mundo real, e continuaremos refinando nossas políticas à medida que avançamos". LEIA TAMBÉM: Grok, IA de Musk, diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X 'Nunca tinha ouvido falar em incel': a conversa de um adolescente com os pais sobre a série 'Adolescência' VÍDEO: Foguete de startup alemã explode logo após o lançamento na Noruega IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...