sexta-feira, 4 de abril de 2025

iPhone, games e compras online: como tarifaço deve afetar consumidor dos EUA


Celular da Apple deve ficar mais caro nos EUA, segundo analistas, e Nintendo adia pré-venda do Switch 2 para avaliar impacto das tarifas do presidente americano. iPhone 16 Pro Max JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP As novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (2) devem aumentar os preços para consumidores americanos no curto prazo. Muitas empresas de tecnologia vendem nos EUA produtos fabricados fora do país, que agora enfrentarão taxas maiores. Para analistas, os novos custos serão repassados, ao menos em parte, para os consumidores. É o que pode acontecer com o iPhone, que tem a maior parte da produção na China, para a qual os EUA vão cobrar uma nova tarifa de 34%. Agora, a Apple deve decidir se os novos custos serão absorvidos, o que reduzirá sua margem de lucro, ou repassados aos consumidores. Se as novas taxas forem repassadas para clientes, o preço do iPhone 16 Pro Max nos EUA pode subir de US$ 1.599 para quase US$ 2.300, segundo afirmou a Reuters com base em projeções da empresa de investimentos Rosenblatt Securities. Gigantes de tecnologia perdem mais US$ 800 bilhões na sexta O mercado de games também poderá ser impactado. A Nintendo anunciou nesta sexta (4) que vai adiar o início da pré-venda do Switch 2, que aconteceria na próxima quarta-feira (9). A data tinha sido revelada na última quarta, horas antes do anúncio do tarifaço de Trump. Agora, a empresa diz que vai "avaliar o impacto potencial das tarifas e das condições de mercado em evolução" e promete atualizar seu cronograma em uma data posterior. Lojas online como Amazon e eBay também podem ser afetadas, já que boa parte dos produtos de seus sites são de vendedores parceiros que estão na China. Trump fez uma exceção para semicondutores, o que, segundo a revista Wired, deve poupar empresas como a Nvidia, que fabricam unidades de processamento gráfico com chips de Taiwan. Ainda assim, a empresa está entre as que mais perderam valor de mercado desde o tarifaço. Na sexta-feira (4), o prejuízo chegava a US$ 393 bilhões, ficando atrás apenas da Apple, que perdeu US$ 533 bilhões. LEIA TAMBÉM: Trump adia em 75 dias prazo para venda do TikTok nos EUA Trump vira meme após impor tarifas contra ilha de pinguins Como se cadastrar no Celular Seguro? E como será o aviso para aparelhos roubados? Trump impõe tarifas contra ilha sem habitantes e povoada por pinguins e focas

Gigantes de tecnologia perdem mais US$ 800 bilhões nesta sexta, ainda sob efeito do tarifaço de Trump


Queda após medida do presidente dos EUA chega a US$ 1,8 trilhão. Maior prejudicada é a Apple, que produz iPhones principalmente na China e perdeu meio trilhão de dólares em dois dias. Facebook, Apple, Google e Microsoft Montagem/Reuters O grupo das sete principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos perdeu mais US$ 802 bilhões em valor de mercado nesta sexta-feira (4), dois dias após o tarifaço anunciado pelo presidente americano Donald Trump. A perda acumulada desde quarta-feira (4) chega a US$ 1,8 trilhão no grupo que inclui Alphabet (Google), Amazon, Apple, Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp), Microsoft, Nvidia e Tesla, segundo levantamento da Elos Ayta. Entre as chamadas "Sete Magníficas", a Apple foi a mais impactada, que viu seu valor de mercado cair em meio trilhão de dólares nos últimos dois dias. Apesar disso, a empresa segue como a mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 2,8 trilhões. Veja quanto cada empresa perdeu nesta sexta e o acumulado dos dois dias pós-tarifaço. Apple: -US$ 222 bilhões (-US$ 533 bilhões) Nvidia: -US$ 183 bilhões (-US$ 393 bilhões) Microsoft: -US$ 99 bilhões (-US$ 166 bilhões) Tesla: -US$ 90 bilhões (-US$ 140 bilhões) Amazon: -US$ 79 bilhões (-US$ 265 bilhões) Meta: -US$ 68 bilhões (-US$ 200 bilhões) Alphabet: -US$ 61 bilhões (-US$ 137 bilhões) Segundo o New York Times, a alta das tarifas deve atingir em cheio a Apple, que tem 90% dos iPhones fabricados na China. Com o "tarifaço", os custos anuais para a empresa para produzir na no país asiático devem subir em US$ 8,5 bilhões, de acordo com a empresa de investimentos Morgan Stanley. O iPhone, o iPad e o Apple Watch trazem a maior parte do faturamento anual da empresa, de cerca de US$ 400 bilhões, segundo o NYT. Agora, a empresa deve decidir se os novos custos serão absorvidos, o que reduzirá sua margem de lucro, ou repassados aos consumidores. Se as novas taxas forem repassadas para clientes, o preço do iPhone 16 Pro Max nos EUA pode subir de US$ 1.599 para quase US$ 2.300, segundo afirmou a Reuters com base em projeções da empresa de investimentos Rosenblatt Securities, que estima aumento de custos em 43%. Trump impõe tarifas contra ilha sem habitantes e povoada por pinguins e focas

Trump adia em 75 dias prazo para venda do TikTok nos EUA


Presidente americano disse que prorrogou o prazo porque a transação exige mais trabalho para garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas. O presidente americano, Donald Trump Jornal Nacional O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou em 75 dias o limite para a venda da operação do TikTok no país. O anúncio foi feito em sua plataforma social Truth Social nesta sexta-feira (4). "Uma transação requer mais trabalho para garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas, por isso assino uma ordem executiva para manter o TikTok em funcionamento por mais 75 dias", escreveu Trump.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Gigantes da tecnologia acumulam US$ 3,8 trilhões em perdas no governo Trump


Tesla, empresa de veículos elétricos de Elon Musk, perdeu quase 40% do seu valor de mercado desde o início do governo do republicano. O presidente americano, Donald Trump Jornal Nacional As principais empresas de tecnologia do mundo acumulam US$ 3,8 trilhões em perdas durante o governo do presidente dos EUA Donald Trump. O levantamento, feito a pedido do g1, considera a variação no valor de mercado dessas companhias entre 20 de janeiro, data da posse de Trump, e esta quinta-feira (3), um dia após o tarifaço anunciado pelo presidente. O grupo inclui sete gigantes da tecnologia: Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, e Alphabet, dona do Google, Tesla, Amazon, Apple e Microsoft. Entre elas, a produtora de chips Nvidia registrou a maior queda no período, de US$ 889 bilhões (26,4% do seu valor em 20 de janeiro). Já a que teve a maior perda proporcionalmente foi a Tesla, empresa de veículos elétricos do bilionário Elon Musk. Do dia 20 de janeiro até quinta-feira (3), a companhia perdeu US$ 509 bilhões, quantia corresponde a quase 40% do seu valor no início do governo de Trump. Musk, que lidera do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) no governo Trump, tem sido criticado por seu alinhamento com pautas de extrema direta. Recentemente, inclusive, concessionárias da Tesla foram alvo de ataques nos EUA. Gigantes da tecnologia perdem valor no governo Trump Gui Sousa/g1 Impactos do tarifaço Um dia após Trump anunciar as novas tarifas de importação, as big techs perderam juntas US$ 772 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em valor de mercado. Isso aconteceu de quarta (2) para quinta (3). O valor considera as cinco principais empresas de tecnologia dos EUA: Apple, Amazon, Meta, Alphabet (Google) e Microsoft. A Apple teve a maior perda entre elas, com prejuízo de US$ 311 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em seu valor de mercado no período (veja abaixo). Empresas de tecnologia têm prejuízo após tarifaço de Trump Gui Sousa/g1 Veja mais: Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli'

iPhone pode ficar mais caro nos EUA e custar até US$ 2.300 com novas tarifas de Trump


Preço do celular poderá subir 43% se a empresa repassar para clientes novos custos de taxas de importação, disse uma empresa de investimentos ouvida pela Reuters. Maior parte dos iPhones é produzida na China. iPhone 16 Manuel Orbegozo/Reuters O preço do iPhone nos Estados Unidos poderá subir até 43% se a Apple repassar aos consumidores os custos das novas tarifas anunciadas pelo presidente americano Donald Trump. O cálculo é baseado em projeções de analistas da empresa de investimentos Rosenblatt Securities enviadas à agência Reuters. Veja quanto custariam alguns dos modelos de iPhones nos EUA, considerando a conversão direta na cotação desta quinta-feira (3). iPhone 16e: de US$ 599 (cerca de R$ 3.372) para US$ 856 (R$ 4.819) iPhone 16: de US$ 799 (R$ 4.500) para US$ 1.142 (R$ 6.400) iPhone 16 Pro Max: de US$ 1.599 (R$ 9.002) para US$ 2.300 (R$ 12.948) A Apple tem 90% dos iPhones fabricados na China, para quem Trump impôs uma nova taxa de 34% para importar produtos para os EUA. Se essas taxas persistirem, a Apple tem uma escolha difícil: absorver a despesa extra ou repassá-la aos clientes. Parte de sua produção foi transferida para o Vietnã e a Índia, que foram impactados com novas tarifas de 46% e 26%, respectivamente. A Apple precisaria aumentar seus preços em pelo menos 30%, em média, para compensar as taxas de importação, de acordo com o cofundador da Counterpoint Research, Neil Shah. Um aumento acentuado no preço pode reduzir a demanda do iPhone e dar uma vantagem à Samsung, que produz na Coreia do Sul, para a qual a nova tarifa é de 25%. Trump vira meme após impor tarifas contra ilha de pinguins A expectativa é de que a Apple não consiga repassar mais de 10% de seus novos custos para clientes, afirmou à Reuters o analista de ações da CFRA Research, Angelo Zino. "Esperamos que a Apple adie qualquer aumento significativo nos preços dos celulares até o outono, quando o iPhone 17 será lançado, já que é assim que ela costuma lidar com aumentos de preços planejados", disse, em referência ao outono no hemisfério norte, que vai até o fim de dezembro. A empresa não respondeu a um pedido de comentário. Mais de 220 milhões de iPhones por ano pela Apple. Seus maiores mercados incluem os EUA, a China e a Europa. Outros analistas apontam que as vendas do iPhone estão fracas nos principais mercados, porque o Apple Intelligence, conjunto de recursos com inteligência artificial, não entusiasmou os clientes. Em seu primeiro mandato, Trump impôs tarifas sobre grande parte das importações chinesas, numa tentativa de pressionar empresas americanas a voltarem a produzir nos EUA ou em países próximos, como o México. Na época, a Apple conseguiu isenções para vários produtos. Desta vez, Trump ainda não concedeu nenhuma isenção. A empresa disse em fevereiro que investirá mais de US$ 500 bilhões e criará 20 mil empregos nos EUA, após o chamado de Trump para empresas voltarem a produzir no país. LEIA TAMBÉM: Apple fecha com perda de US$ 311 bilhões após tarifaço Trump vira meme após impor tarifas contra ilha de pinguins Como se cadastrar no Celular Seguro? E como será o aviso para aparelhos roubados? Duelo de inteligência artificial: Galaxy S25 x iPhone 16 Trump impõe tarifas contra ilha sem habitantes e povoada por pinguins e focas

Felipe Neto se lança pré-candidato à Presidência, e fãs perguntam se anúncio é real


Em vídeo publicado nesta quinta-feira (3), o influenciador também anunciou o lançamento de uma nova rede social. Felipe Neto anuncia candidatura à presidência e lançamento de nova rede social Reprodução O influenciador Felipe Neto se lançou pré-candidato à Presidência e anunciou que vai criar uma rede social em um vídeo publicado nesta quinta-feira (3). Nos comentários, muitas pessoas questionaram se o anúncio é real. "Primeiro de abril não foi ontem?", escreveu um usuário. Procurada pelo g1, a assessoria de Felipe Neto respondeu por mensagem de texto: "Em breve terá mais novidades e informações….. rsrs. Não posso falar nada, mas amanhã ao meio dia você saberá". "Após esse período de profunda reflexão e estudos documentados no meu diário, que me acompanha desde o começo dessa jornada, eu anuncio a minha pré-candidatura à Presidência da República", disse o influenciador. No vídeo, Felipe Neto diz que baseia suas opiniões no "domínio da informação" e em seu anseio de ser o "guardião da verdade". E que construiu um "legado financeiro e na comunicação" que já "alimenta o estômago e o ego". "Eu quero ser presidente porque eu, embora seja um homem de fora da política, eu tenho ao meu lado a maior arma do nosso tempo: o uso das redes", disse. "Então, por que não usar a dependência das redes a favor do povo?"

Big techs perdem mais de US$ 700 bilhões em valor de mercado após 'tarifaço' de Trump


Maior prejudicada foi a Apple, que tem boa parte dos iPhones são produzidos na China, que agora terá taxa de 34% para importar produtos aos Estados Unidos. Facebook, Apple, Google e Microsoft Montagem/Reuters As big techs fecharam a quinta-feira (3) com perda de US$ 772 bilhões (R$ 4,3 trilhões) em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta. A queda acontece após o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Apple teve a maior queda entre as big techs, com queda de US$ 311 bilhões (R$ 1,7 trilhão) entre quarta (2) e esta quinta-feira (3). As ações da empresa na bolsa de Nova York terminaram o dia com queda de 9,25%. Trump impôs uma taxa de 34% para a importação de produtos chinesas — até então eram 20% para 34% (veja a lista com todos os países afetados). Segundo o New York Times, essa alta deve atingir em cheio a Apple, que tem 90% dos iPhones fabricados na China. Com o "tarifaço", os custos anuais para a empresa para produzir na no país asiático devem subir em US$ 8,5 bilhões, de acordo com a empresa de investimentos Morgan Stanley. O iPhone, o iPad e o Apple Watch trazem a maior parte do faturamento anual da empresa, de cerca de US$ 400 bilhões, segundo o NYT. Agora, a empresa deve decidir se os novos custos serão absorvidos, o que reduzirá sua margem de lucro, ou repassados aos consumidores. Se as novas taxas forem repassadas para clientes, o preço do iPhone 16 Pro Max nos EUA pode subir de US$ 1.599 para quase US$ 2.300, segundo afirmou a Reuters com base em projeções da empresa de investimentos Rosenblatt Securities, que estima aumento de custos em 43%. Trump vira meme após impor tarifas contra ilha de pinguins Grok, IA de Musk avalia Lula como melhor marido e sugere preferência pelo budismo Após Trump anunciar novas tarifas sobre a China ainda em seu primeiro mandato, a Apple migrou parte de sua produção para o Vietnã e a Índia. Mas os países agora enfrentarão taxas de 46% e 26%, respectivamente. Analistas ouvidos pela Reuters também apontam que as novas tarifas podem dar uma vantagem para a Samsung. A empresa fabrica seus celulares na Coreia do Sul, para a qual a tarifa será de 25%. A Apple disse em fevereiro que investirá mais de US$ 500 bilhões e criará 20 mil empregos nos EUA, após o chamado de Trump para empresas voltarem a produzir no país. Outras big techs também foram afetadas, mas em menor proporção. A ações da Microsoft caíram 2,1%, enquanto as Alphabet, dona do Google, caíram 3,2%. As ações das fabricantes de computadores Dell e HP têm queda de 15% e 12%, respectivamente. Big techs na posse de Trump O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, foi um dos chefes de big techs e outras empresas do ramo que participaram em janeiro da posse de Donald Trump para seu segundo mandato como presidente dos EUA. Além dele, Sundar Pichai (Google), Mark Zuckerberg (Meta), Jeff Bezos (Amazon), Elon Musk (Tesla, SpaceX e X), Shou Zi Chew (TikTok) e Sam Altman (OpenAI) também compareceram à cerimônia. A presença foi vista como uma tentativa de se aproximar do governo Trump. Todas as big techs fizeram doações para o fundo de posse do presidente americano. Após a posse, Tim Cook postou os parabéns a Trump em sua conta no X. O CEO da Apple disse que estava ansioso para trabalhar com a nova administração e continuar entregando inovação e vagas de emprego para o crescimento da "grande nação". Da esq para dir: Sundar Pichai (CEO do Google), Shou Zi Chew (CEO do TikTok), Tim Cook (CEO da Apple) e Elon Musk (dono do X, de costas) na posse de Trump Saul Loeb/GettyImages via AFP Os CEOs Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Google) e Elon Musk (Tesla, SpaceX e X) na cerimônia de posse. Julia Demaree Nikhinson/REUTERS Trump impõe tarifas contra ilha sem habitantes e povoada por pinguins e focas

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...