terça-feira, 8 de abril de 2025

Instagram muda regra e exige autorização dos pais para menores de 16 anos fazerem lives


Empresa também anunciou que o Conta de Adolescente, recurso de controle parental, também será expandido para Facebook e Messenger, com proteções automáticas para adolescentes. Ícone do Instagram. REUTERS/Thomas White A Meta anunciou nesta terça-feira (8) que menores de 16 anos serão proibidos de fazer transmissões ao vivo no Instagram. Segundo a empresa, aqueles que quiserem fazer lives terão que ter autorização dos pais ou responsáveis para isso. A companhia informou que os menores não poderão desativar o recurso que desfoca imagens com suspeita de nudez nas mensagens diretas (DMs), a menos que os pais autorizem. A Meta afirma que essas novidades estarão disponíveis a partir de hoje. Ambos os controles estão dentro na Conta de Adolescente, um recurso anunciado pela empresa no ano passado, que reúne ferramentas de segurança para menores de 16 anos. Com ele, adolescentes precisam da autorização dos pais para alterar configurações na rede social. A Conta de Adolescente foi anunciada pela primeira vez em setembro de 2024, com previsão de lançamento para janeiro de 2025, inicialmente apenas no Instagram. Agora, a Meta informou que o recurso também está chegando ao Facebook e ao Messenger. "A Conta de Adolescente no Facebook e no Messenger oferecerá proteções automáticas semelhantes para limitar conteúdo inadequado e o contato indesejado, bem como maneiras de garantir que o tempo dos adolescentes seja bem aproveitado", disse a empresa. A expansão da Conta de Adolescente está sendo lançada nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. "Levaremos a experiência para adolescentes em outras regiões", afirmou a Meta, sem revelar uma data. Conta de Adolescente também está chegando ao Facebook e ao Messenger Divulgação/Meta LEIA TAMBÉM: Vivo, maior marca de celulares da China, chega ao Brasil com o nome Jovi 'Minha filha não queria mais voltar para a escola': o sofrimento de vítimas de nudes feitos com IA Apple tem perdas pelo 3º dia consecutivo após tarifaço de Trump 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X

Vivo, maior marca de celulares da China, chega ao Brasil com o nome Jovi


Fabricante, que não tem relação com a operadora de mesmo nome, já iniciou produção na Zona Franca de Manaus e diz apostar em suporte local para conquistar consumidores no país. Vivo mobile desembarca ao Brasil sob a marca Jovi Reprodução/Vivo Mobile A Vivo Mobile, uma marca chinesa que não tem relação com a operadora de telefonia de mesmo nome, anunciou que está chegando ao Brasil sob a marca Jovi. Por aqui, a companhia vai produzir celulares na Zona Franca de Manaus, ampliando a disputa por um mercado que, além de marcas consagradas como Samsung e Motorola, conta com forte presença de modelos distribuídos por meio do contrabando. "Para consolidar seu compromisso com o país e agilizar a distribuição dos dispositivos, a Jovi já iniciou a produção de seus primeiros smartphones na Zona Franca de Manaus", afirmou a empresa em comunicado. Segundo a Jovi, os aparelhos da marca estão previstos para chegar ao mercado brasileiro no segundo trimestre deste ano. A companhia não revelou valores de investimentos ou detalhes de seus planos para o Brasil. Marca Jovi Reprodução/Jovi "Além de fomentar o desenvolvimento local, essa decisão garante maior competitividade, aproxima a marca do consumidor brasileiro e torna o suporte técnico e o serviço de pós-venda mais acessíveis — fatores fundamentais para estabelecer confiança entre fabricante e público", completou a companhia. Em 2024, ela se tornou a maior empresa de celulares do maior mercado do mundo, a China, à frente de Huawei e Apple. Recentemente, o Brasil viu outras marcas chinesas de smartphones desembarcarem no país. Depois da Realme, que estreou em 2020 em solo nacional, chegaram em seguida a Oppo e a Honor. LEIA TAMBÉM: Apple tem perdas pelo 3º dia consecutivo após tarifaço de Trump Microsoft faz 50 anos: como a big tech saiu de uma garagem e se tornou um império bilionário da tecnologia iPhone, games e compras online: como tarifaço deve afetar consumidor dos EUA 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

DOGE, de Musk, usa IA para espionar funcionários federais dos EUA e buscar mensagens anti-Trump, diz agência


Segundo fontes da Reuters, membros do departamento comandado pelo bilionário estão monitorando toda a comunicação de pelo menos uma agência federal em busca de hostilidade ao presidente Donald Trump e sua agenda política. Elon Musk durante reunião de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pool via AP Photo Autoridades do governo Trump informaram a alguns funcionários que a equipe de tecnólogos do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), comandado por Elon Musk, está usando inteligência artificial para espionar a comunicação entre os servidores, segundo fontes da agência de notícias Reuters. De acordo com as informações das duas fontes, pelo menos uma agência federal, a de Proteção Ambiental, está alvo do monitoramento. O objetivo seria buscar hostilidade ao presidente Donald Trump e sua agenda política. “Fomos informados de que eles estão procurando por linguagem anti-Trump ou anti-Musk”, conta uma delas, revelando que o Microsoft Teams, amplamente usado para chamadas e bate-papos virtuais, é um dos softwares alvos de escrutínio e que um dos gerentes da agência orientou: "Tenha cuidado com o que você diz, o que você digita e o que você faz". Segundo outra pessoa familiarizada com o trabalho do departamento, a equipe DOGE também está usando, "pesadamente", o chatbot Grok, a inteligência artificial de Musk, para buscar novos cortes dentro do governo federal. E o aplicativo Signal - o mesmo usado por autoridades de alto escalão para comemorar resultado de uma operação no Iêmen em grupo de bate-papo onde jornalista foi adicionado por engano - é a forma de comunicação usada pelos membros, o que viola regras federais de manutenção de registros, porque as mensagens podem ser configuradas para desaparecer após um período de tempo. “Se eles estão usando o Signal e não fazendo backup de todas as mensagens em arquivos federais, então eles estão agindo ilegalmente”, explica Kathleen Clark, especialista em ética governamental da Universidade de Washington em St. Louis. O uso de IA e do Signal reforça as preocupações entre especialistas em segurança cibernética e especialistas em ética governamental de que o DOGE está operando com transparência limitada e que o bilionário Musk ou o governo Trump poderiam usar informações coletadas com IA para promover seus próprios interesses ou para perseguir alvos políticos.

Denúncias contra conteúdo criminoso no Discord aumentaram 272% no primeiro trimestre de 2025

Entre as violações mais comuns no ambiente digital estão a chantagem com fotos íntimas, indução à automutilação, estupro virtual e incitação ao suicídio. O Fantástico deste domingo (6) como a políticia está se infiltrando em comunidades online — especialmente no Discord — para combater crimes brutais contra menores de idade. Denúncias contra conteúdo criminoso no Discord aumentaram 272% no 1º trimestre de 2025 O Fantástico deste domingo (6) mostrou como policiais e promotores de diferentes regiões do país estão se infiltrando em comunidades online — especialmente no Discord — para combater crimes brutais contra menores de idade. (veja no vídeo acima). Em 2023, a reportagem já havia mostrado que crimes estavam sendo praticados no Discord. As denúncias contra conteúdo criminoso na plataforma aumentaram 272% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. 'Sua filha não está dormindo, sua filha vai ser vítima de um estupro virtual', diz agente infiltrado no Discord para combater crimes contra menores Em nota, o Discord disse que as ações horríveis dos grupos investigados nessa operação não têm espaço na plataforma e que conta com equipes especializadas dedicadas a combater esse tipo de grupo criminoso. "Eles evoluíram em alguns pontos, no que diz respeito, por exemplo, à detecção de imagens de abuso sexual infantil. Eles usam algoritmos de detecção automática para remover estes conteúdos. Houve um avanço no que diz respeito à cooperação com autoridades, mas isso se limita ao pós-fato", explica Thiago Correa Tavares, presidente da Sefernet Brasil e professor de Direito de Tecnologia. "Quando a plataforma começou a atuar no Brasil eles sequer tinham um canal para as autoridades requisitarem este tipo de dado. Isso foi criado depois das duas matérias do Fantástico", conta. Como os pais podem ajudar na experiência digital dos filhos 💡 Converse com frequência Reserve ao menos um momento por semana para dialogar com seu filho sobre o que ele vê e por onde circula na internet. "A primeira forma de você se certificar de que seus filhos estão vivendo uma experiência virtual segura, saudável, é você dialogar com seu filho. É você ter pelo menos uma vez na semana uma conversa mínima que seja, para você saber o que é que ele vê, por onde ele circula", explica Hugo Monteiro Ferreira, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco. 💡 Reforce cuidados com estranhos no ambiente virtual Ensine seus filhos a não interagir com desconhecidos online, da mesma forma que faria no mundo real. "A gente tem, inclusive, o hábito de dizer, não converse com estranhos. Essa mesma lógica se aplica para a plataforma Discord, para qualquer relação virtual. " 💡Respeite os limites de idade para uso de telas Siga as recomendações médicas sobre o uso de dispositivos por crianças e adolescentes. "Atualmente, a gente tem legislação no Brasil que ajuda bastante. Por exemplo, criança até 7 anos não deve utilizar telas. Essa é uma orientação da Associação Brasileira de Pediatria há muito tempo. Dos 7 aos 13 anos, por exemplo, usar para funções pedagógicas, usar com bastante acompanhamento, sem deixar que seu filho ou sua filha passem a viver uma experiência contínua com as telas. Eu sugiro que liberar mesmo a partir dos 16 anos. Mas liberar mesmo, nesse caso, não significa liberar para tudo", explica o especialista. Falta de regulamentação das redes sociais No Brasil, um projeto de lei que nasceu no Senado com o objetivo de regulamentar as redes sociais enfrentou forte oposição e acabou engavetado na Câmara dos Deputados em abril do ano passado. Agora, o governo federal pretende apresentar uma nova proposta nos próximos meses. Enquanto não há uma legislação que obrigue as plataformas a agir de forma mais incisiva, o trabalho de proteger crianças e adolescentes na internet recai sobre as famílias e as autoridades. Um exemplo é o caso de uma menina de apenas 12 anos, resgatada pela polícia enquanto era vítima de um estupro virtual. “Se não fosse você, eu ainda estaria sofrendo tudo que eu sofria na web e não ia conseguir sair daquele inferno. Tia, sério, você é um anjo na minha vida”, disse a garota à delegada responsável pelo caso. VEJA A REPORTAGEM COMPLETA Veja iniciativas que monitoram a internet para evitar abusos contra crianças e adolescentes Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1, Globoplay, Deezer, Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e Amazon Music trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

'Minha filha não queria mais voltar para a escola': o sofrimento de vítimas de nudes feitos com IA


Vítimas relatam trauma após sofrer com fotos alteradas e transformadas em nudes com uso de IA. Propostas que tramitam no Congresso podem as aumentar penas de prisão para criminosos. Vítimas de 'deep nude' sofreram com Furkan Elveren/Unsplash "Foi um choque o dia que minha filha me mostrou uma foto dela sem roupa que estava circulando em grupos de conversas. Eu não imaginava que pessoas que conviviam com ela desde pequena poderiam fazer uma coisa desse tipo." O relato é de Fernanda (nome fictício), mãe de uma adolescente de 15 anos, que teve fotos retiradas de sua rede social, alteradas e transformadas em nudes com uso de inteligência artificial (IA). A imagem, que mostra a adolescente com os seios expostos, circulou em um grupo de conversa de meninos que estudavam na mesma sala de aula, em um colégio particular do Rio de Janeiro, no ano passado. Após a descoberta, a família trocou a adolescente de escola. A prática de criar deep nudes ou nudes falsos, expondo mulheres na internet sem autorização delas, tem se tornado cada vez mais comum. Casos envolvendo alunos que alteraram e divulgaram fotos de colegas de sala e até mesmo de professoras já foram registrados em São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Mato Grosso. ENTENDA: o que são deep nudes Divulgar imagens manipuladas é crime O Código Penal, em seu artigo 216-B, criminaliza o ato de produzir e divulgar montagens e imagens manipuladas para terem cunho sexual. A pena pode variar de seis meses a um ano de prisão, além de multa. Se as imagens envolvem menores de 18 anos, há também a punição prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente para quem "simular a participação de menores de idade em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual". A pena varia, nesses casos, entre um e três anos de prisão, além de multa. Ela é aplicada a quem comercializa, distribui ou divulga esse tipo de imagem por qualquer meio. "Mesmo que a pessoa afirme que não sabia que a imagem era falsa ou que estava apenas repassando o conteúdo, a lei entende que o simples ato de divulgar material íntimo não autorizado já configura crime", explica Fábio Diniz, presidente do Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime. "A divulgação de imagens íntimas, reais ou não, sem o consentimento da vítima, fere diretamente a sua dignidade, podendo gerar processo judicial", acrescenta. Candidatas são vítimas de deep nudes -- manipulações por inteligência artificial em fotos e vídeos, colocando-as em poses eróticas ou atos sexuais Congresso discute leis para endurecer penas O Projeto de Lei 3.821/24 foi aprovado na Câmara dos Deputados em fevereiro e busca aumentar a pena para quem manipula, produz ou divulga conteúdo de nudez ou ato sexual falso gerado por inteligência artificial ou por outros meios tecnológicos. O texto precisa ainda ser votado pelo Senado. Se o projeto for aprovado e virar lei, o crime pode ser punido com prisão de dois a seis anos e multa. A mudança prevê um aumento da pena se a vítima for mulher, criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência e em casos de disseminação em massa em redes sociais ou plataformas digitais do conteúdo manipulado. Já o Projeto de Lei 370/2024 inclui o uso de inteligência artificial ou de qualquer outra tecnologia que altere imagem ou voz da vítima como agravante, o que possibilita o aumento da pena no crime de violência psicológica contra a mulher. Essa proposta foi aprovada no Congresso e agora aguarda a sanção do presidente para se tornar lei. "A própria legislação, aos poucos, tenta se adaptar a esses novos contextos. Agora, mais do que deixar as leis mais duras, é importante conseguirmos ter maior aplicabilidade da lei e a apuração rápida desses crimes. Porque muitas vezes é difícil localizar o infrator, e consequentemente, aplicar a punição", analisa Lucas Uster, advogado especializado em direito digital. Para Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, corresponsabilizar as plataformas pode ser um caminho para que haja uma maior fiscalização na criação desse tipo de conteúdo, além do endurecimento das penas. Jovens denunciam amigo por criar falsos nudes com IA e divulgar imagens Traumas, chantagem e extorsão No caso da adolescente de 15 anos do Rio de Janeiro, a mãe relata diz que a menina descobriu que a foto fake havia sido divulgada no grupo de alunos após uma amiga dela ver a imagem. "Minha filha chorou muito e não queria mais voltar para a escola. Além da vergonha, tem a questão de que a foto havia sido alterada, supostamente, por alguns colegas", conta a mãe. Para superar o trauma, a menina faz acompanhamento psicológico. Além disso, ela passou a evitar postar fotos em suas redes sociais. "Como toda adolescente dessa idade, ela gostava de fazer dancinhas e postar fotos. Mas ela ficou com muito medo do que podem fazer com as fotos dela. Hoje, quando ela posta é apenas stories, que desaparecem após um dia", detalha a mãe. Situação semelhante enfrentou Rafaela Ferrari Kley, mestre em direito internacional público e especialista em criptomoedas. Ela teve uma foto sua alterada com o uso de inteligência artificial, e criminosos tentaram extorqui-la. "Eu recebi uma mensagem na minha rede social e ao abrir vi que a pessoa me pedia bitcoins para não divulgar uma foto minha nua. A imagem havia sido roubada do meu perfil e alterada", conta. Rafaela relata que não cedeu à chantagem e não fez o pagamento exigido. "Apesar da exposição, a foto tinha algumas imperfeições que mostravam que era manipulada. Por isso, decidi que não faria o pagamento e alertei os meus seguidores sobre o que estava acontecendo", acrescenta. O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade Acesso fácil a aplicativos Para produzir essas montagens, há sites e aplicativos destinados a esse tipo de edição, "tirando a roupa" e até mesmo simulando as partes íntimas, com base em fotos comuns. Esses softwares muitas vezes são gratuitos e não exigem muito conhecimento técnico. "Esse tipo de crime está acontecendo por alguns motivos. O primeiro deles é a abundância de imagens que as pessoas acabam deixando públicas nas redes sociais. E o segundo é o avanço da inteligência artificial, que permite a criação desse tipo de imagem com uma facilidade que até então não existia", explica Arthur Igreja. "Antes a pessoa precisava ser um expert em edição de fotos, usar uma série de softwares e hoje basta fazer a descrição daquilo que se quer." Esforço articulado de prevenção Os especialistas também afirmam que apenas a resposta penal não é suficiente. É necessário um esforço articulado entre diversos setores para prevenir e combater esse tipo de crime. Nesse sentido, os especialistas entendem que o Estado deveria investir em educação digital desde a infância e promover campanhas de conscientização para que as vítimas sejam orientadas sobre seus direitos e sobre como denunciar rapidamente esse tipo de conteúdo. "Promover a educação e cidadania digital é fundamental para prevenir a criação e disseminação de deep nudes. Campanhas educativas devem informar sobre os riscos associados ao compartilhamento e as consequências legais da manipulação não autorizada de conteúdo", afirma Rony Vainzof, professor especializado em direito digital, proteção de dados e segurança cibernética e conselheiro titular do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber). Vainzof também destaca o papel fundamental de pais e educadores para orientar os jovens sobre uso responsável das novas tecnologias e sobre "a responsabilidade por seus atos, especialmente quando podem causar dor e sofrimento a terceiros". Como denunciar Para denunciar esse tipo de crime, o primeiro passo é reunir e preservar todas as evidências possíveis: capturas de tela, links de sites ou redes sociais onde a imagem foi publicada, mensagens de terceiros que tenham recebido ou compartilhado o conteúdo, por exemplo. Após reunir as provas, é importante denunciar imediatamente o conteúdo por meio dos canais oficiais da plataforma onde ele foi publicado. Quanto mais rápida a denúncia for feita, maior a chance de interromper a disseminação e minimizar os danos causados. Em seguida, deve ser registrado um boletim de ocorrência, de preferência em delegacias especializadas em crimes cibernéticos para a investigação criminal. Se na cidade não houver uma delegacia especializada, essa ocorrência pode ser feita em qualquer delegacia. Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar  'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada já existe na vida real

Celular Seguro: localização de aparelhos em outros estados sugere redes interestaduais de crime, diz governo


Cruzamento de dados indica, por exemplo, que aparelhos roubados em São Paulo, de onde partiram 210 notificações, foram encontrados em pelo menos 15 estados diferentes, como Amazonas, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul. Programa Celular Seguro começa a enviar alertas pra aparelhos roubados ou furtados Após a ativação da nova etapa do programa Celular Seguro, o governo federal identificou indícios de atuação de redes interestaduais de comércio ilegal de celulares roubados ou furtados. Segundo o Ministério da Justiça, os alertas enviados nesta segunda-feira (7) a usuários de celulares com restrições revelam que muitos aparelhos foram parar em estados diferentes daqueles onde os crimes ocorreram. O cruzamento de dados indica, por exemplo, que aparelhos roubados em São Paulo, de onde partiram 210 notificações, foram encontrados em pelo menos 15 estados diferentes, como Amazonas, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul. Situação semelhante foi registrada no Rio de Janeiro, que emitiu 174 alertas, com celulares localizados também em estados como Alagoas, Ceará, Minas Gerais e Pará. O Ceará aparece com 95 notificações emitidas para aparelhos identificados em oito unidades da federação. “Essa nova ferramenta do Celular Seguro tem o objetivo de recuperar o celular roubado e também, ao mesmo tempo, descobrir e revelar quem está comercializando esse tipo de celular”, afirmou ao g1 o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto. Celulares 'viajaram' pelo país Veja abaixo em quais estados estavam os celulares roubados que foram identificados pelo governo nesta segunda: São Paulo – 210 notificações para celulares roubados. Foram identificados aparelhos em: Amazonas: 2 Bahia: 13 Ceará: 3 Distrito Federal/Goiás: 1 Maranhão: 3 Minas Gerais: 3 Paraná: 3 Pernambuco: 3 Rio de Janeiro: 20 Rio Grande do Norte: 1 Rio Grande do Sul: 3 São Paulo: 178 Sergipe: 1 Rio de Janeiro – 174 mensagens para celulares roubados. Foram identificados aparelhos em: Alagoas: 1 Bahia: 3 Ceará: 4 Minas Gerais: 2 Pará: 1 Paraná: 2 Pernambuco: 2 Rio de Janeiro: 149 Rio Grande do Sul: 1 São Paulo: 9 Ceará – 95 mensagens enviadas para celulares roubados. Foram identificados aparelhos em: Amazonas: 2 Bahia: 4 Ceará: 85 Minas Gerais: 1 Paraná: 1 Rio Grande do Norte: 1 Rondônia: 1 São Paulo: 2 Notificações e responsabilização A ferramenta permite o envio automático de alertas do Ministério da Justiça para usuários que inserirem chips novos em aparelhos já cadastrados como roubados, furtados ou extraviados no banco de dados desde dezembro de 2023. Mensagem que o Ministério da Justiça vai mandar para celulares roubados Divulgação Só nesta segunda, foram enviados 1.118 alertas em todo o país. A mensagem informa que há restrição sobre o IMEI (número de identificação do aparelho) e orienta que o usuário acesse o site do programa Celular Seguro para regularizar a situação. Segundo o governo, quem tiver adquirido o celular de forma legítima e tiver nota fiscal deve comparecer espontaneamente a uma delegacia para esclarecer os fatos. Caso não possua nota, o recomendado é devolver o aparelho. “Essa notificação enviada hoje tem o cuidado com a pessoa de boa-fé, que adquiriu o aparelho. Por isso ela está no campo administrativo, para que o usuário possa espontaneamente comparecer”, disse Manoel Carlos. “Não se deve colocar seu CPF limpo em um celular sujo. É isso que o governo federal está tentando auxiliar as pessoas a evitarem”, completou o secretário. Alvo são os receptadores Além da recuperação dos aparelhos, o governo quer atingir os receptadores — aqueles que revendem ou comercializam celulares roubados. Segundo o secretário, quem vende celulares com restrição fomenta o crime e faz novas vítimas. “É muito importante que o consumidor exija nota fiscal quando for adquirir um aparelho celular usado. Quem comercializa celular roubado fomenta esse tipo de delito e, além disso, faz uma nova vítima”, declarou. Consulta antes de comprar O Ministério da Justiça reforça que os consumidores devem consultar o site do Celular Seguro antes de comprar um aparelho usado. Basta inserir o número do IMEI — que aparece nas configurações do celular — no campo “Celulares com restrição”. Se não houver impedimento, aparecerá a mensagem: “IMEI sem restrições”. A pasta também avalia medidas adicionais para reforçar o combate ao comércio ilegal e proteger os consumidores de boa-fé, especialmente em regiões com alta incidência de revenda de aparelhos sem procedência comprovada.

Veja como funciona a nova fase do programa Celular Seguro, para combater roubos e furtos em todo o país


Usuários de aparelhos com restrições por furto, roubo ou extravio começaram a receber no celular mensagens do Ministério da Justiça. Foram 1.118 só nesta segunda-feira (7). Programa Celular Seguro começa a enviar alertas pra aparelhos roubados ou furtados O governo federal lançou uma nova etapa do programa Celular Seguro, com uma ferramenta inédita que amplia o combate aos roubos e furtos de celulares em todo o país. A partir desta segunda-feira (7), usuários de aparelhos com restrições por furto, roubo ou extravio começaram a receber no celular mensagens do Ministério da Justiça. Foram disparadas 1.118 mensagens para todo país só nesta segunda (como na imagem abaixo): Mensagem que o Ministério da Justiça vai mandar para celulares roubados Divulgação A medida tem como foco desestimular o comércio ilegal de celulares roubados. “O principal objetivo é, além de recuperar os celulares roubados, identificar quem vende, quem comercializa e quem está alimentando esse ciclo de crimes”, explicou o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto. Veja abaixo como vai funcionar: Como funcionam os novos alertas Sempre que um novo chip for inserido em um celular com registro de restrição e o aparelho voltar a se conectar à rede, o sistema envia um alerta automático ao novo número. A mensagem informa que há um bloqueio ativo sobre o IMEI — o número de identificação único do aparelho — e orienta o usuário a acessar o site celularseguro.gov.br para regularizar a situação. O que fazer se receber o alerta No site do programa, o cidadão recebe as instruções de como proceder se receber a mensagem: 📲Se tiver a nota fiscal, deve comparecer a uma delegacia para comprovar a posse do aparelho. 📲Se não tiver nota fiscal, também deve ir à delegacia para devolver o celular de forma voluntária. 📲Segundo o Ministério da Justiça, esse comparecimento espontâneo pode evitar a abertura de inquérito policial e a responsabilização por crimes como receptação. 📦 Consulta antes de comprar Para quem pretende comprar um celular usado, é possível verificar se o aparelho tem alguma restrição no próprio site do Celular Seguro. Basta: Acessar o campo “Celulares com restrição”; Digitar o número do IMEI do aparelho (encontrado nas configurações ou digitando *#06#); Se estiver regular, aparece a mensagem “IMEI sem restrições”. 🔐 Bloqueio imediato e proteção Além dos alertas, o programa Celular Seguro permite que o próprio dono bloqueie o aparelho roubado ou furtado, afetando o funcionamento do chip e o acesso a aplicativos bancários. O sistema está disponível no site oficial e em aplicativos para Android e iOS, com login via Gov.br.

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...