quarta-feira, 9 de abril de 2025

China censura conteúdos sobre tarifas nas redes sociais


Maioria das buscas por 'tarifa' ou '104', em referência à nova alíquota dos EUA para o país, foi bloqueada na rede social chinesa Weibo. Mensagens no WeChat que destacavam impacto negativo do tarifaço de Trump foram derrubadas. Rede social chinesa Weibo Reuters/Florence Lo A China começou a censurar nesta quarta-feira (9) alguns conteúdos relacionados a tarifas em redes sociais, depois que as taxas "recíprocas" dos Estados Unidos sobre dezenas de países entraram em vigor, incluindo tarifas de 104% sobre produtos chineses. Hashtags e buscas por "tarifa" ou "104" foram, em sua maioria, bloqueadas na rede social chinesa Weibo, com páginas mostrando uma mensagem de erro. Enquanto isso, publicações que criticavam os EUA eram as mais acessadas no país. Hashtags que sugerem que os EUA estão com escassez de ovos ficaram entre as mais vistas no Weibo, incluindo uma criada pela emissora estatal chinesa CCTV. Em publicação no Weibo, a CCTV disse que os americanos estão "agitando a bandeira tarifária de forma ostensiva, impondo tarifas sobre os produtos de aço e alumínio da União Europeia", mas também estão "escrevendo cartas aos países europeus em voz baixa, pedindo ovos com urgência". A censura também se estendeu ao aplicativo de mensagens WeChat, onde muitas publicações de empresas chinesas que destacavam o impacto negativo do tarifaço foram retiradas da plataforma, segundo uma análise da Reuters. As publicações censuradas foram todas marcadas com o mesmo rótulo afirmando que o "conteúdo era suspeito de violar leis, regulamentos e políticas relevantes". Por outro lado, proliferaram nas redes sociais comentários que retratam os EUA como um parceiro comercial globalmente irresponsável, enquanto a China se prepara para uma luta comercial mais ampla contra a maior economia do mundo. China retalia mais uma vez e anuncia tarifas de 84% sobre produtos dos EUA Grande Firewall A China controla a internet com um sistema conhecido como "Grande Firewall". As publicações nas redes sociais são rotineiramente censuradas quando consideradas prejudiciais aos interesses do país. Plataformas estrangeiras, como Instagram e X, são bloqueadas, em um sistema que criou um mercado cativo para alternativas nacionais. A China pode ser substituída por países como Vietnã e Índia na produção para os EUA, de acordo com o advogado Pang Jiulin, de Pequim. Ele diz que, diante da posição americana, a China não tem outra saída a não ser "lutar até o fim". Mas destaca que, com a decisão da China de aumentar as tarifas para produtos dos EUA, "os chineses pagarão um preço maior por seus produtos norte-americanos favoritos", como aparelhos da Apple e carros da Tesla. As ações chinesas caíram 7% na segunda-feira (7), com o Índice Composto de Xangai registrando seu pior dia em cinco anos. Nesta quarta-feira (9), elas fecharam em alta, impulsionadas por promessas estatais de apoio aos mercados locais. LEIA TAMBÉM: Celulares chineses no Brasil: conheça as marcas que chegaram ao país nos últimos tempos ‘Você tem sangue nas mãos': veja o que funcionária demitida pela Microsoft disse em protesto Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? Gigantes da tecnologia acumulam prejuízos com 'tarifaço'

‘Tarifaço’ de Trump: como está a fortuna dos homens mais ricos do mundo desde o início das tarifas


Em dois dias, as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam um total de US$ 536 bilhões. Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, que foram à posse do presidente dos EUA demonstrar apoio, acumulam perdas bilionárias. Gigantes da tecnologia acumulam prejuízos com 'tarifaço' Enquanto os mercados globais de ações tentam se recuperar do anúncio de Donald Trump de tarifas recíprocas a mais de 180 países, bilionários que deram apoio ao presidente dos EUA calculam os prejuízos. Somente nos dois primeiros dias de negociações após o anúncio do “Dia da Libertação”, na última quarta-feira (2), as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam um total de US$ 536 bilhões. Foi a maior perda de riqueza em dois dias já registrada pelo índice de bilionário da Bloomberg. Dentro desse grupo, estão os magnatas que apoiaram Trump e participaram de sua posse em janeiro, mas agora veem suas riquezas encolherem. Veja três gigantes que foram atingidos pela turbulência do mercado. Elon Musk Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. Matt Rourke/ AP Foto O homem mais rico do mundo e o CEO da Tesla foi o maior atingido até agora. A Tesla já estava enfrentando uma potencial reação de compradores que demonstram preocupações sobre o comportamento controverso de Musk. Desde o anúncio do tarifaço, o bilionário teve uma perda de US$ 30 bilhões do patrimônio pessoal. O número é ainda maior quando analisadas as perdas desde o início do ano. Até agora, a riqueza estimada de Musk caiu US$ 130 bilhões. A recente queda nas ações da Tesla tornou a SpaceX o ativo mais valioso do bilionário. Mesmo assim, Musk continua sendo confortavelmente a pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 300 bilhões. Jeff Bezos Jeff Bezos sofreu perdas bilionárias após prejuízo da Amazon Paul Ellis/Pool Photo via AP O fundador da Amazon e proprietário do jornal “The Washington Post” teve perdas que somam US$ 24 bilhões desde o anúncio do “tarifaço”. O valor de mercado da Amazon, um dos principais vendedores de bens importados de todo o mundo, caiu centenas de bilhões de dólares este ano. Os vendedores com sede na China têm mais de 50% de participação de mercado do mercado de terceiros da Amazon, enquanto os negócios de serviços na nuvem também dependem de tecnologia produzida principalmente por fabricantes em países asiáticos, como Taiwan. Bezos, a segunda pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido estimado em US$ 190 bilhões, viu US$ 46 bilhões serem eliminados de fortuna pessoal dele desde janeiro. Mark Zuckerberg Mark Zuckerberg, CEO da Meta AP Photo/David Zalubowski O CEO da Meta, proprietário do Instagram e do WhatsApp, teve a próxima maior perda, com prejuízo de US$ 28 bilhões desde a semana passada. Mark Zuckerberg é a terceira pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido estimado em US$ 180 bilhões, e foi atingido por uma queda no valor da Meta. As ações do bilionário caíram quase 14% em dois dias, já que a guerra tarifária atingiu particularmente as empresas de tecnologia. Muitas das maiores empresas do mundo dependem de mercados na Ásia, que agora têm as tarifas mais pesadas impostas por Trump, para manufatura, compras de chips de computador e serviços de Tecnologia da Informação. Menos de 24 horas após a confirmação da vitória de Donald Trump na corrida presidencial pelo Congresso americano, Zuckerberg anunciou mudanças nas políticas das plataformas para “restaurar a liberdade de expressão” e “acabar com a escalada de censura que vinha sendo imposta por governos na Europa, Ásia, América e até mesmo pelo governo dos EUA”. Após realizar a mudança na Meta semanas antes de Trump assumir o cargo, o que foi visto como um aceno ao republicano, e participar da posse de Trump com outros bilionários, o magnata também viu mais de US$ 28 bilhões varridos de sua fortuna pessoal em 2025.

Câmera digital: como escolher para tirar fotos mais divertidas que as do celular


A geração Z acha que é melhor usar uma câmera (mesmo que antiga) do que o smartphone na hora de fotografar. Saiba o que tem de diferente nesses modelos, novos ou usados. Geração Z prefere câmeras digitais a fotografar com o celular Pixabay/Pexels Ter uma câmera digital Cyber-shot já foi símbolo de status entre os fotógrafos amadores – para não citar a Mavica, que usava disquetes e guardava uma ou duas fotos apenas. 📸 Mas a popularidade das câmeras no celular, cada vez melhores, deixou esse tipo de produto no passado. Agora, a geração Z começa a redescobrir a fotografia digital sem precisar usar um smartphone. Fotografar com uma câmera digital em 2025 pode passar pelos equipamentos guardados nas gavetas dos parentes que trocaram o filme 35 mm pelo digital no início dos anos 2000 – se a bateria suportar carga ainda. Ou partir para modelos novos, com recursos de conectividade e uma qualidade de imagem melhor que a de um celular. O Guia de Compras separou 5 dicas para entender os termos usados nas câmeras digitais e ajudar na hora da compra de um equipamento desses, novo ou usado. Ao final, uma seleção de 5 câmeras digitais novas disponíveis nas lojas da internet. 📲 Não é um celular As câmeras digitais usam sensores maiores para capturar as imagens e têm lentes com melhor qualidade óptica que as dos smartphones. Também vêm com recursos que aumentam controles e ajustes na hora do clique, como exposição, velocidade de exposição e sensibilidade à luz. Verifique a resolução máxima da câmera – para referência, um celular bom tira fotos de 12, 48 ou até 100 megapixels. As câmeras mais antigas vão ter resoluções menores, entre 10 e 16, por exemplo. Bom lembrar que, por outro lado, os celulares utilizam recursos de computação do telefone para aprimorar as imagens finais. Isso dá aquela sensação de foto mais natural nas câmeras antigas. Outro diferencial, tanto nos modelos novos como nos antigos, é a presença do zoom óptico nas câmeras. O zoom ajuda a aproximar dos objetos fotografados e oferece melhor qualidade do que o zoom digital dos celulares. 🗃️ Não se esqueça do armazenamento No celular, as fotos disputam espaço com o sistema do telefone e os demais aplicativos. Nas câmeras digitais, a adoção dos cartões de memória deixa a vida muito mais simples – se um encher de fotos e vídeos, basta colocar outro. Só não pode esquecer de descarregar as imagens no computador depois para publicar nas redes sociais. O padrão para a maioria das câmeras desde os anos 2010 são os cartões SD ou microSD. Algumas câmeras mais antigas da Sony podem ainda usar um formato proprietário (MemoryStick). Se for comprar uma câmera usada, verifique se vem com um cabo de transferência de dados ou leitor de cartões para conectar ao PC. 🔋E da bateria As câmeras digitais permitem a troca da bateria por uma nova, cheia de carga– algo que é impossível em um celular atual. Mas é preciso comprar a bateria extra à parte, dependendo de cada modelo. Se for procurar um modelo usado, verifique com o vendedor a condição da bateria e se ela vem com o carregador. 🤳 Cheque os outros recursos As câmeras mais novas contam com bluetooth e wi-fi para se conectar ao computador ou ao celular, permitindo sincronizar imagens e copiá-las para outro aparelho. Telas que se movem para a frente, para ajudar na hora da selfie e mesmo a capacidade de filmar na vertical (algo que era exclusivo do celular até pouco tempo atrás) são outros diferenciais. Estabilização de imagem é outro recurso importante. Esse recurso ajuda a deixar as fotos menos tremidas, principalmente em locais com pouca luz, e é algo comum em modelos antigos e novos. Foto instantânea: g1 testa 3 aparelhos que revelam a imagem na hora 📷 Quais as diferenças entre os tipos de câmera digital? DSLR são aquelas usadas, no geral, por profissionais ou amadores mais entusiasmados. São câmeras grandes, que trocam de lentes e permitem controles manuais mais avançados na hora de dar o clique. As DSLR têm um espelho mecânico entre o sensor e a lente, usado para refletir a luz da cena a ser fotografada para um visor óptico. Esse espelho também ajuda a proteger o sensor contra poeira na hora de trocar a lente da câmera. São os modelos com os maiores sensores de imagem e qualidade muito acima de um celular. Mirrorless são modelos que também oferecem controles mais avançados e permitem a troca de lentes. A principal diferença para as DSLR é a ausência do espelho mecânico, o que as leva a ter um corpo menor em comparação com as DSLR. E, por conta da ausência do espelho, o enquadramento da foto é feito pela tela LCD na traseira e por um visor eletrônico. O sensor de imagem aqui também é menor, mas a qualidade ainda fica acima de um celular topo de linha, como o iPhone 16 Pro, por exemplo, que tem 48 megapixels de resolução. Compactas são câmeras digitais que não deixam trocar as lentes – tudo vem integrado em um corpo único. Como as velhas Sony Cyber-shot. Algumas permitem o uso de controles manuais e maiores ajustes na hora da foto, outras só fotografam em modo automático. Instantâneas são aquelas que imprimem a foto na hora, em papel (leia o teste). Veja a seguir uma lista com 5 câmeras digitais novas, com modelos compactos, para gravar vídeos ou mesmo imprimir as imagens. Os preços nas lojas on-line consultadas no começo de abril iam de R$ 1.400 a R$ 14.000. Agfaphoto Realishot DC9200 Canon Powershot G7X Mark III Kodak Mini Shot 2 Minolta MND20 Sony ZV-E10 Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta Como tirar fotos instantâneas mais legais

terça-feira, 8 de abril de 2025

Celulares chineses avançam no Brasil: entenda como as principais fabricantes operam no país


Vivo Mobile anunciou produção na Zona Franca de Manaus e é a terceira chinesa a chegar ao país em menos de um ano. Marca é do grupo chinês BBK Electronics, que também é dono da Oppo e da Realme. Xiaomi Redmi Note 13 Pro 5G Darlan Helder/g1 A presença chinesa no mercado de celulares no Brasil cresceu na última terça-feira (7), com a chegada da Vivo Mobile (sem relação com a operadora) com o nome de Jovi. Nos últimos 12 meses, ao menos três marcas de smartphones da China chegaram ao país. Como outras fabricantes estrangeiras, a Vivo Mobile tem acordo com uma empresa nacional – neste caso, a GBR Componentes – para produzir aparelhos na Zona Franca de Manaus. Algumas apostam na importação dos aparelhos e na distribuição por meio de parceiras. A Vivo Mobile lidera as vendas na China, com 18% do mercado no último trimestre de 2024, segundo a consultoria Counterpoint Research. No mundo, é a quarta maior, atrás da americana Apple, da sul-coreana Samsung e da também chinesa Xiaomi. Em comunicado sobre o Brasil, a Vivo Mobile disse que seus celulares começarão a ser vendidos ainda neste segundo trimestre. Os aparelhos serão produzidos na Zona Franca de Manaus pela empresa GBR Componentes. Marcas que mais vendem smartphones no mundo b A Vivo Mobile é a terceira marca do grupo chinês BBK Electronics a ser lançada no Brasil. A empresa também é dona da Oppo e da Realme. A Oppo anunciou seu retorno em maio de 2024, num modelo com celulares produzidos pela Multi (ex-Multilaser) . Foi a segunda tentativa da marca, que tinha sido ensaiado a chegada no país em 2022. A Realme foi lançada no Brasil ainda antes, em 2020. A marca importa aparelhos, mas diz ter planos de estabelecer produção local. GUIA DE COMPRAS testou celulares chineses; saiba mais g1 testa 3 aparelhos que custam menos de R$ 1.500 Loja da Oppo no Vietnã Divulgação/Oppo Mais recentemente, em janeiro de 2025, foi a vez do lançamento da Honor, que tinha 6% de participação no restante da América Latina no último trimestre de 2024, segundo a Counterpoint. A empresa diz que fabrica seus celulares na China e, no Brasil, faz as adequações às normas locais, como manuais e embalagens em português por meio de uma parceria com a DL, responsável pela distribuição. A DL também presta esse serviço para a Xiaomi, que tinha 15% do mercado e era a terceira com mais vendas na América Latina no último trimestre de 2024, de acordo com a Counterpoint. A Xiaomi está no Brasil de forma ininterrupta desde 2019 – o primeiro lançamento da empresa no país aconteceu em 2015. A Infinix, da chinesa Transsion, está no Brasil desde 2021 em parceria com a Positivo, que fica responsável pela montagem dos aparelhos no país. Chinesas dominam mercado cinza Os celulares chineses são maioria no mercado cinza, termo que se refere a aparelhos que não seguem todas as regras, como a certificação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 2024, a Amazon e o Mercado Livre tiveram que tirar ofertas dos maiores vendedores de celulares irregulares de seus marketplaces, em que terceiros podem usar os sites como vitrines para anunciar seus produtos. Para saber se o celular tem certificação, portanto, é regular, basta visitar este link e informar o IMEI, que pode ser encontrado na caixa ou na bateria do celular ou ao ligar para *#06# – saiba mais sobre o IMEI. Batizado de Consulta Celular Legal, o site também diz se o smartphone foi roubado ou furtado. Em todas essas situações, a agência pode bloquear a conexão do aparelho e impedi-lo de fazer ligações e se conectar à internet. Se houver irregularidade sobre a certificação, ele apresenta a mensagem "O IMEI informado possui restrição de uso". Neste caso, a orientação é entrar em contato com a loja que vendeu o aparelho ou com a fabricante. Duelo de inteligência artificial: Galaxy S25 x iPhone 16

‘Você tem sangue nas mãos': veja o que funcionária demitida pela Microsoft disse em protesto


A engenheira de software Ibtihal Aboussad foi demitida após se manifestar contra uma parceria entre a big tech e o Exército israelense. Fala aconteceu na celebração do 50º aniversário da empresa. Funcionária da Microsoft confronta executivo em evento da empresa A engenheira de software Ibtihal Aboussad foi demitida na segunda-feira (7) pela Microsoft após interromper a comemoração do 50º aniversário da empresa, na última sexta (4), para protestar contra uma parceria da empresa com o Exército israelense, segundo informações da Associated Press. Aboussad confrontou o chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, enquanto ele discursava (veja no vídeo acima). A ação forçou Suleyman a interromper sua palestra, que estava sendo transmitida ao vivo do campus da Microsoft em Redmond, Washington (EUA). Outra funcionária protestou contra a empresa no evento e também foi demitida. O g1 questionou a Microsoft sobre as demissões e aguarda posicionamento da empresa. A Microsoft afirmou, em um comunicado ainda na sexta-feira, que oferece "muitos caminhos para que todas as vozes sejam ouvidas”. “É importante ressaltar que pedimos que isso seja feito de uma forma que não cause interrupção dos negócios. Se isso acontecer, pedimos que os envolvidos realoquem-se. Estamos comprometidos em garantir que nossas práticas comerciais mantenham os padrões mais elevados”, disse a empresa na nota. 'Você tem sangue nas mãos', disse funcionária A funcionária levantou em direção ao palco e se dirigiu ao executivo. “Vergonha de você, Mustafa. Você diz se importar em usar a IA para o bem, mas a Microsoft vende armas de IA para o Exército israelense. Cinquenta e cinco mil pessoas morreram e a Microsoft alimenta esse genocídio em nossa região, Mustafa”, disse Aboussad. Nesse momento, o chefe de IA da Microsoft tenta acalmar a situação. “Obrigado pelo seu protesto, eu estou te ouvindo”, disse. A funcionária, no entanto, continuou a confrontar o executivo e citou sua ascendência síria. Segundo o The Guardian, o pai de Suleyman emigrou do país árabe para Londres, onde o chefe da IA da Microsoft nasceu. Ela também atirou ao palco um cachecol keffiyeh, que se tornou um símbolo de apoio ao povo palestino. “Você é sírio. Você sabe disso, Mustafa. Você lucra com a guerra. Vergonha de você, você lucra com a guerra”, repetiu a funcionária, que foi contida por uma segurança na sequência. “Pare de usar a IA para o genocídio, Mustafa. Pare de usar a IA para o genocídio na nossa região. Você tem sangue nas mãos. Toda a Microsoft tem sangue nas mãos. Como vocês ousam celebrar enquanto a Microsoft está matando crianças?”, disse ela enquanto era retirada. Ibtihal Aboussad, então engenheira de software da Microsoft, protesta durante evento de aniversário de 50 anos da empresa AP Photo/Jason Redmond De acordo com o grupo No Azure for Apartheid, que protestou contra a venda da plataforma Azure, da Microsoft, para Israel, Aboussad foi informada de sua demissão na segunda. Ela trabalhava na sede canadense da empresa, em Toronto. Na carta de demissão, a Microsoft acusou a engenheira de software de má conduta e disse que ela agiu para “ganhar notoriedade” e causar a maior interrupção possível. A Microsoft também afirmou que ela poderia ter manifestado suas preocupações de forma confidencial, para um gerente, e disse que ela fez “acusações hostis, não provocadas e altamente inapropriadas” contra Suleyman e a empresa. A Microsoft afirmou à engenheira que sua conduta “foi tão agressiva e perturbadora” que ela “precisou ser escoltada para fora da sala pela segurança”. Segundo protesto Uma segunda funcionária da empresa, Vaniya Agrawal, interrompeu uma parte posterior do evento, durante um painel que incluía o atual CEO, Satya Nadella, o cofundador Bill Gates e o ex-CEO Steve Ballmer. Ela também foi demitida na segunda-feira, segundo a AP. Agrawal se preparava para deixar a empresa em 11 de abril, mas recebeu um e-mail comunicando sua demissão imediata. Negócios com Israel Uma investigação da Associated Press mostrou, em fevereiro, que modelos de IA da Microsoft e da OpenAI foram usados como parte de um programa militar israelense para selecionar alvos de bombardeio durante as recentes guerras em Gaza e no Líbano. O protesto das funcionárias na sexta foi o de maior repercussão, mas não o primeiro, envolvendo o trabalho da Microsoft com Israel. Em fevereiro, cinco membros da Microsoft foram retirados de uma reunião com o CEO Satya Nadella por protestar contra esses contratos. Veja mais: 'Minha filha não queria mais voltar para a escola': o sofrimento de vítimas de nudes feitos com IA Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes?

Funcionárias da Microsoft são demitidas após confrontarem executivos em evento de aniversário


Trabalhadores interpelaram CEOs, durante comemoração do 50º aniversário da empresa, em protesto contra uma parceria entre a Microsoft e o Exército israelense. Empresa diz oferecer 'muitos caminhos para que vozes sejam ouvidas'. Ibtihal Aboussad, então engenheira de software da Microsoft, protesta durante evento de aniversário de 50 anos da empresa AP Photo/Jason Redmond A Microsoft demitiu duas funcionárias que interromperam a comemoração do 50º aniversário da empresa para protestar contra o fornecimento de tecnologia para o Exército israelense, segundo um grupo que representa os trabalhadores. Os protestos ocorreram na sexta-feira (4). A primeira a protestar foi a engenheira de software Ibtihal Aboussad, que confrontou o chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, enquanto ele discursava. Uma segunda funcionária, Vaniya Agrawal, interrompeu uma parte posterior do evento. As duas foram demitidas. Na carta de demissão de Aboussad, a Microsoft acusou a engenheira de software de má conduta e disse que ela agiu para “ganhar notoriedade” e causar a maior interrupção possível. Sobre Agrawal, a empresa disse que a funcionária já havia pedido demissão e cumpria aviso prévio, mas determinou seu imediato desligamento na segunda-feira (7), cinco dias antes do previsto. O g1 também questionou a Microsoft sobre as demissões e aguarda posicionamento da empresa. Apple tem perdas pelo 3º dia consecutivo após tarifaço de Trump ‘Microsoft tem sangue nas mãos’, disse funcionária Em seu protesto, Ibtihal Aboussad gritou em direção ao executivo. “Vocês dizem se importar em usar a IA para o bem, mas a Microsoft vende armas de IA para o exército israelense. Cinquenta mil pessoas morreram e a Microsoft alimenta esse genocídio em nossa região”, afirmou. Segundo o site The Verge, a funcionária chamou Suleyman de “war profiteer” – uma pessoa que lucra com a guerra. O protesto forçou Suleyman a interromper sua palestra, que estava sendo transmitida ao vivo do campus da Microsoft em Redmond, Washington. Entre os participantes do 50º aniversário da empresa estavam o cofundador Bill Gates e o ex-CEO Steve Ballmer. A Microsoft disse que Suleyman tentou acalmar a situação. “Obrigado pelo seu protesto, estou ouvindo vocês”, ele disse. Aboussad continuou a gritar e disse que Suleyman e “toda a Microsoft” têm sangue nas mãos. Ela também atirou ao palco um cachecol keffiyeh, que se tornou um símbolo de apoio ao povo palestino, antes de ser retirada do evento. Instagram proíbe menores de 16 anos de fazerem lives sem autorização dos pais Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? Demissões De acordo com o grupo No Azure for Apartheid, que protestou contra a venda da plataforma Azure, da Microsoft, para Israel, Aboussad foi informada de sua demissão na segunda-feira. Ela trabalhava na sede canadense da Microsoft, em Toronto. Na carta à funcionária, a Microsoft disse a Aboussad que ela poderia ter manifestado suas preocupações de forma confidencial, para um gerente, e afirmou que ela fez “acusações hostis, não provocadas e altamente inapropriadas” contra Suleyman e a empresa. A Microsoft afirmou à engenheira que sua conduta “foi tão agressiva e perturbadora” que ela “precisou ser escoltada para fora da sala pela segurança”. A outra funcionária Vaniya Agrawal se preparava para deixar a empresa em 11 de abril, mas recebeu um e-mail na segunda-feira comunicando sua demissão imediata. A Microsoft afirmou, em um comunicado na sexta-feira, que oferece "muitos caminhos para que todas as vozes sejam ouvidas”. “É importante ressaltar que pedimos que isso seja feito de uma forma que não cause interrupção dos negócios. Se isso acontecer, pedimos que os envolvidos realoquem-se. Estamos comprometidos em garantir que nossas práticas comerciais mantenham os padrões mais elevados.” Negócios com Israel Uma investigação da Associated Press mostrou, em fevereiro, que modelos de IA da Microsoft e da OpenAI foram usados como parte de um programa militar israelense para selecionar alvos de bombardeio durante as recentes guerras em Gaza e no Líbano. O protesto das funcionárias na sexta foi o de maior repercussão, mas não o primeiro, envolvendo o trabalho da Microsoft com Israel. Em fevereiro, cinco membros da Microsoft foram retirados de uma reunião com o CEO Satya Nadella por protestar contra os contratos.

Anatel aprova expansão da Starlink, de Elon Musk, no Brasil; empresa vai poder operar mais 7,5 mil satélites

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta terça-feira (8) a expansão do sistema de satélites da Starlink, do bilionário Elon Musk, no Brasil. Com a decisão, a empresa vai poder lançar mais 7,5 mil satélites. Hoje, a Starlink está autorizada a operar 4,4 mil satélites no Brasil até 2027. O aval da Anatel nesta terça mantém o prazo até 2027. Embora autorize a companhia, a Anatel emitiu um "alerta regulatório" sinalizando a necessidade de revisar a norma que regulamenta a operação dos chamados satélites de "baixa órbita" --tecnologia usada pela empresa de Musk.

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...