sexta-feira, 11 de abril de 2025

Katy Perry deve viajar ao espaço na segunda com tripulação feminina; veja o que esperar da missão


Cantora estará acompanhada da noiva de Jeff Bezos, fundador da Blue Origin, e de outras quatro mulheres. Voo está previsto para segunda-feira (14), às 10h30. Katy Perry vai viajar ao espaço em missão da Blue Origin com tripulação feminina A cantora Katy Perry vai viajar ao espaço com uma tripulação 100% feminina em uma missão da Blue Origin, empresa de foguetes do bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon. O lançamento está previsto para segunda-feira (14), às 10h30 (horário de Brasília). Segundo a empresa, esta será a primeira tripulação exclusivamente feminina a ir ao espaço desde a missão Vostok 6, de 1963, em que a russa Valentina Tereshkova viajou sozinha. Além de Katy, a missão contará com outras cinco mulheres, incluindo a jornalista Lauren Sánchez, noiva de Bezos (veja a tripulação completa abaixo). Por cerca de 10 minutos, elas participarão de um voo suborbital, em que a nave não ultrapassa os limites da atmosfera terrestre. Ainda assim, o veículo supera a Linha de Kárman, ponto a 100 km de altitude usado por convenção como o início do espaço. Voo orbital x suborbital: entenda as diferenças da viagem da SpaceX para as da Blue Origin A missão foi chamada de NS-31 por ser o 31º lançamento da nave New Shepard. Este será o 11º voo da Blue Origin com passageiros. Ao todo, 52 pessoas já foram ao espaço com a cápsula, segundo a empresa. "Enquanto no voo orbital a nave consegue circular a Terra, ou seja, partir e retornar à atmosfera a partir de um mesmo ponto, o voo suborbital não tem velocidade para completar essa trajetória, então a nave sobe até um ponto máximo e depois cai em queda livre de volta à Terra", explicou o astrofísico Cassio Barbosa, em reportagem do g1 em 2021. 👩‍🚀Quem vai estar na missão? Katy Perry vai ao espaço com tripulação 100% feminina g1 Quer viajar para o espaço? 'Passeio' para turistas custa a partir de R$ 1 milhão; veja valores pagos por ricaços 🚀Os voos históricos (e pausa) da Blue Origin A Blue Origin começou a enviar turistas e celebridades para o espaço em julho de 2021. Jeff Bezos, dono da empresa, participou da 1ª missão tripulada da New Sheaprd, que também marcou o primeiro voo espacial de uma tripulação civil sem piloto. Em outubro daqueel ano, foi a vez do ator William Shatner, famoso por interpretar o Capitão Kirk na série "Jornada nas estrelas". Então com 90 anos de idade, ele se tornou a pessoa mais velha a ir ao espaço. Tripulação da New Shepard, incluindo o 'Capitão Kirk', posa para fotos após voo da Blue Origin Mike Blake/Reuters O Brasil também teve um representante: em junho de 2022, o engenheiro Victor Hespanha embarcou em uma nave da empresa e se tornou o segundo brasileiro a viajar ao espaço. Em setembro de 2022, um foguete da Blue Origin caiu pouco após o lançamento, devido a uma falha. A missão não era tripulada, e ninguém ficou ferido, segundo a companhia. Após o incidente, a empresa interrompeu os voos com passageiros por quase dois anos. O retorno aconteceu em maio de 2024, com uma missão que levou seis turistas ao espaço. Turistas deixam cápsula após 8º voo espacial da Blue Origin SpaceX faz 8º voo da Starship, recupera foguete, mas perde contato com a nave

Katy Perry viajará ao espaço em nave da Blue Origin

Voo está previsto para segunda-feira (14), às 10h30. Cantora será acompanhada por Lauren Sánchez, noiva de Jeff Bezos, e por outras quatro mulheres. Katy Perry viajará ao espaço em nave da Blue Origin Voo está previsto para segunda-feira (14), às 10h30. Cantora será acompanhada por Lauren Sánchez, noiva de Jeff Bezos, e por outras quatro mulheres. Passageiras farão viagem espacial de cerca de 10 minutos na nave New Shepard, da Blue Origin.. Esta é a 1ª tripulação feminina desde 1963, quando a russa Valentina Tereshkova foi sozinha ao espaço.. Missão fará voo suborbital, em que a nave não ultrapassa limites da atmosfera. Veja como é esse tipo de voo.. Passeio de turistas ao espaço custa a partir de US$ 1 milhão. Veja valores pagos por ricaços.

Musk é mal-visto por mais da metade dos americanos, apontam pesquisas


Levantamento feito pelo estatístico Nate Silver aponta que 53,5% dos americanos têm uma opinião desfavorável ao bilionário. Reprovação cresceu com eleições e posse de Trump. Elon Musk é a pessoa mais rica do mundo em 2025 A popularidade de Elon Musk caiu entre os americanos, segundo uma média de pesquisas calculada pelo estatístico Nate Silver. Dados desta sexta-feira (11) apontam que 53,5% dos americanos tem uma opinião desfavorável sobre o bilionário, dono da Tesla e da SpaceX. O levantamento reúne 177 pesquisas realizadas entre janeiro de 2024 e março de 2025. Pesquisas mais recentes têm maior peso no cálculo da média. A queda na aprovação de Musk começou em abril de 2024 e teve momentos de recuperação, como após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais. Veja o gráfico mais abaixo. No fim de março de 2024, 45,6% dos americanos avaliavam Musk positivamente, enquanto 38,9% tinham uma visão desfavorável. No fim de julho, a maioria dos entrevistados já tinha uma opinião negativa sobre ele. À época, Musk havia declarado apoio a Trump na corrida presidencial. Durante a campanha eleitoral, os índices de favorabilidade e desfavorabilidade ficaram estáveis e próximos, com empate dentro da margem de erro. No dia das eleições, em 5 de novembro de 2024, 42,9% dos americanos tinham uma opinião desfavorável sobre Musk, enquanto 41,9% o avaliavam positivamente. Em dezembro, após a vitória de Trump, a aprovação de Musk voltou subir, chegando a 45%, mas caiu novamente no mês seguinte. Desde a posse do republicano, em 20 de janeiro deste ano, o percentual de pessoas com uma visão negativa sobre Musk subiu de 46,7% para 53,5%. Já a aprovação passou de 41% para 39,6%. Polêmicas Desde que assumiu o comando do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), Elon Musk se envolveu em uma série de polêmicas. O bilionário foi criticado tanto pela oposição quanto por membros do próprio partido de Donald Trump por ter acesso a dados sensíveis do governo. Especialistas também levantaram questionamentos sobre um possível conflito de interesses, já que empresas de Musk possuem contratos milionários com o governo dos Estados Unidos. Além disso, aliados de Trump começaram a se incomodar com o destaque que Musk passou a receber na imprensa americana, muitas vezes ofuscando o próprio presidente. No início deste mês, o site Politico afirmou que Musk está de saída do governo. Segundo a publicação, a decisão foi tomada em consenso entre ele e Trump. Nesta semana, Musk voltou a chamar a atenção ao se envolver em uma disputa com Peter Navarro, assessor comercial de Trump. A imprensa americana relatou que o bilionário estava incomodado com o tarifaço imposto pelo presidente a outros países. Navarro, apontado como um dos principais arquitetos da medida, chegou a ser chamado de "imbecil" por Musk em uma rede social. A Casa Branca minimizou a polêmica, afirmando que "garotos são assim mesmo". Elon Musk em um evento de luta livre que aconteceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. Matt Rourke/ AP Foto

Trump quer iPhone feito nos EUA, mas aparelho custaria 3 vezes mais, diz analista


Custos trabalhistas e dificuldades de transferir a complexa cadeia de produção do aparelho da China para os Estados Unidos encareceriam a operação, segundo especialistas. Para escapar de ‘tarifaço’, Apple encheu seis aviões com Iphones feitos na Índia Transferir a produção de iPhones da China para os Estados Unidos é improvável no curto prazo e deixaria o aparelho três vezes mais caro, apontam analistas. O alerta acontece em meio à guerra tarifária entre EUA e China. Nesta quinta-feira (10), Trump determinou uma taxa de 145% sobre os produtos importados da China, principal centro de fabricação do iPhone. No dia seguinte, a China retaliou e elevou as tarifas sobre produtos dos EUA para 125%. O principal objetivo de Trump é estimular a indústria nacional dos EUA, uma das suas grandes promessas de governo. Nesse contexto, o presidente espera que os iPhones passem a ser fabricados no país. Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, citou o plano da Apple de investir US$ 500 bilhões no país até 2028 como evidência dessa possibilidade. Especialistas mostram, no entanto, que essa transição não é tão simples assim. Entenda. iPhone fabricado nos EUA seria até 3x mais caro Para o analista da empresa de investimentos Wedbush Securities Dan Ives, um iPhone produzido nos EUA seria mais que o triplo do produzido na China. Um iPhone fabricado no país asiático vendido por US$ 1.000 nos EUA custaria mais de US$ 3.000 se fosse montado em território norte-americano, segundo o analista disse à Associated Press (AP). "Os preços mudariam tão drasticamente que é difícil de compreender", disse Ives. "A ideia de fabricar iPhones nos EUA é inviável", resumiu. Já os especialistas do Bank of America (BofA) dizem que fabricar o aparelho da Apple nos EUA aumentaria em 90% o seu custo no país, segundo relatório aos clientes informado pela Bloomberg na quarta-feira (9). Analistas falam que preço do iPhone poderia até triplicar se produto fosse produzido nos EUA, como Trump quer fazer. Apple e Reuters Por que o iPhone ficaria mais caro? Os principais motivos por trás do encarecimento de um iPhone eventualmente fabricado nos EUA são os custos trabalhistas e as dificuldades de transferir a complexa cadeia de produção do aparelho para o país. Para o Bank of America, só os custos com trabalhadores nos EUA aumentariam em 25% o gasto da produção do aparelho. Mas, segundo o banco, o problema vai além, já que os EUA teriam que continuar importando peças usadas para a fabricação do iPhone da China por um bom tempo. Dan Ives, analista da Wedbush Securities, também afirmou que a transferência da cadeia produtiva do iPhone para os EUA levaria pelo menos três anos e custaria caro. Vale destacar que a Apple começou a construir uma rede de fabricação na China na década de 1990 e transferi-la para os EUA não seria nada fácil. Em um post no X, Ives disse que transferir 10% da cadeia de suprimentos asiática da Apple para os EUA levaria três anos e US$ 30 bilhões, em um processo com grandes interrupções. "Dizer que podemos simplesmente fabricar isso nos EUA é uma afirmação que subestima incrivelmente a complexidade da cadeia de suprimentos da Ásia e a maneira como eletrônicos, chips, semicondutores, hardware, smartphones, etc. são feitos para os consumidores dos EUA nos últimos 30 anos", disse ele em um relatório, segundo a CBS News. Investimento da Apple nos EUA tem outro foco O plano da Apple mencionado pela secretária de imprensa da Casa Branca foi anunciado pela empresa em fevereiro. Ele prevê o investimento de US$ 500 bilhões e a contratação de 20 mil pessoas nos EUA até 2028, mas não inclui a fabricação de iPhones no país. Em vez disso, a Apple prometeu financiar um data center em Houston, no Texas, para desenvolvimento de inteligência artificial — uma tecnologia que a empresa está expandindo, acompanhando a tendência do setor. Apesar disso, a ideia é um desejo da equipe do atual presidente. Além de Leavitt, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, também falou sobre a possibilidade de fabricação do aparelho no país. "O exército de milhões e milhões de seres humanos rosqueando pequenos parafusos para fabricar iPhones, esse tipo de coisa, vai chegar à América", disse Lutnick à CBS News, em 6 de abril. Gigantes da Tecnologia perdem R$ 3,8 trilhões com Trump

quinta-feira, 10 de abril de 2025

'Para eles, as mulheres são o problema’: o que é incel, submundo misógino que se espalha na internet

Grupo faz parte da 'machosfera', rede virtual que espalha visões hipermasculinas em plataformas diversas e ódio às mulheres. Entenda o que são incels, redpills e outros 10 termos da série ‘Adolescência’ A série Adolescência corre o mundo desde o seu lançamento em março ao trazer à superfície o submundo virtual dos incels, abreviação para os autoproclamados "celibatários involuntários" (involuntary celibates, em inglês). Este ecossistema masculino, onde imperam misoginia e ressentimento, pode pegar espectadores desavisados de surpresa, mas, na verdade, é um fenômeno longevo, cujos primeiros sinais datam da virada do século. E também está presente no Brasil, falando frequentemente a jovens e adolescentes. Atropelador de Toronto fazia parte desse grupo Veja a conversa de um adolescente com os pais sobre a série 'Adolescência' Estudiosos definem o universo incel como comunidades em fóruns virtuais de homens heterossexuais que se percebem como incapazes de atrair o interesse romântico e sexual das mulheres. Quase sempre, membros atribuem a falta de apelo à sua aparência física e a uma suposta inferioridade biológica — ou, ainda, ao fato de não serem ricos ou sociáveis o bastante. Nas últimas duas décadas, eles encontraram na internet um terreno fértil e se alimentam de uma gama de histórias tão conspiratórias quanto distorcidas. O que começa como frustração e falta de autoestima se converte em ódio contra as mulheres, sujeitas a todo tipo de acusação. Elas são descritas como ardilosas, incapazes de sentir empatia ou amor e interessadas apenas por homens fisicamente atraentes. Há anos, especialistas alertam ainda para o poder da comunidade incel de incitar violência — seja autoinfligida, contra mulheres ou por ataques massivos — e espalhar ultrarradicalismo, inclusive com contornos supremacistas. Os incels são frequentemente descritos como um dos subgrupos mais perigosos da chamada "machosfera", uma rede virtual que espalha visões hipermasculinas em plataformas diversas, com diferentes graus de radicalização. "Estes são grupos organizados, que entendem que a mulher é o grande problema da sociedade. Na medida que os direitos das mulheres avançam, o movimento sente a masculinidade fragilizada e busca resgatá-la como ela era tempos atrás", explica a cientista política Bruna Camilo, que monitorou interações entre usuários incel do Brasil no Telegram entre 2021 e 2022 para uma pesquisa na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Brasileiros inspirados nos EUA Em 2022, o Serviço Secreto dos Estados Unidos descreveu o extremismo misógino dos incels como ameaça nacional. Eles servem de inspiração para pares brasileiros, que mantém um vocabulário adaptado ao contexto nacional e são ideologicamente conectados à extrema direita. Um relatório produzido por especialistas para o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em 2023 classificou os grupos masculinistas, dos quais os incels são um expoente, como uma das principais fontes de discurso de ódio e extremismo na internet. Os incels no Brasil já migraram de fóruns especializados para grandes plataformas, como TikTok, Instagram, YouTube e Discord, esta última popular entre adolescentes e adultos que jogam online. Os seus membros não costumam se identificar publicamente com a nomenclatura incel, mantida nas esferas de interação privada, mas reproduzem as mesmas ideias e terminologia. Segundo Camilo, dentre os termos mais característicos dos incels brasileiros estão expressões chulas específicas para se referir tanto a mulheres feministas quanto conservadoras. Nem aquelas que clamam para si um lugar subserviente estão poupadas da misoginia. A pesquisadora também encontrou recorrentes expressões de apoio a Olavo de Carvalho, guru da extrema direita brasileira falecido em 2022, e a rememoração do caso Eloá Cristina Pimentel — adolescente de 15 anos sequestrada e assassinada pelo seu ex-namorado em 2008 —, retratado como exemplo do que fazer quando uma mulher ignora um homem. "Os incels são majoritariamente meninos ou jovens que têm dificuldade de socialização. Às vezes, é o menino desajeitado, que não sabe se comportar naquela época de namoro e se afirmar enquanto menino", afirma a cientista política. "Isso é muito comum na adolescência, porque é uma fase de transformação. Então, ele vai procurar na internet alguma forma de aceitação e pertencimento." Instagram proíbe menores de 16 anos de fazerem lives sem autorização dos pais 'Minha filha não queria mais voltar para a escola': o sofrimento de vítimas de nudes feitos com IA Origem com uma jovem canadense Foi nos anos 1990 que uma jovem canadense inadvertidamente cunhou o termo incel. Ela criou um site chamado O Projeto de Celibato Involuntário da Alana, no qual relatava a sua dificuldade em experimentar uma vida sexual e amorosa. O seu objetivo era se conectar com outros internautas solitários. Mas, nos anos consecutivos, a ideia acabaria apropriada por homens frustrados na internet e se tornaria o embrião de um movimento incel internacional. "É como ser a cientista que descobriu a fissão nuclear e depois descobre que ela está sendo usada como uma arma de guerra", disse Alana, que manteve o sobrenome anônimo, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian em 2018. Em 2021, a nacionalidade mais comum no maior fórum incel anglófono era a Alemanha, segundo relatório produzido para a União Europeia (UE). Os incels alemães demonstravam sentimentos de inferioridade em relação a homens brancos e loiros. Por sua vez, homens brancos na Suécia se sentiam menos atraentes. Já na França, os usuários se ressentiam dos direitos conquistados pelas mulheres, acreditando que o país se tornara hiperfeminista e destruíra os direitos dos homens. "À medida que esses espaços cresceram, os incels desenvolveram sua própria ideologia e valores, canonizaram seus heróis e identificaram seus vilões", afirmou o documento. Chad, Stacy e Pílulas Pretas Nas entranhas do submundo incel anglófono, moram arquétipos derrogatórios para mulheres e homens sexualmente ativos. Elas são chamadas de Stacy, representando um suposto tipo de mulher superficial, promíscua e inatingível. Já eles são chamados de Chad e seriam populares e musculosos. A imaginação incel orbita ainda ao redor da chamada "regra 80/20", segundo a qual 80% das mulheres se atraem por 20% dos homens. A ela se atribui o insucesso romântico dos incels — uma Stacy só se interessaria sexualmente por um Chad, ou sempre estaria pronta para deixar um homem supostamente inferior por ele. Ao se dar conta dessa realidade, um homem "engoliria a pílula vermelha" (redpill, em inglês), ou seja, despertaria para os preceitos centrais do movimento incel. O termo faz referência ao filme Matrix e, na última década, se desdobrou na "pílula preta" (blackpill), hoje também em crescimento no Brasil. "Blackpill é uma versão mais radicalizada de redpill. Eu diria que temos que tomar muito cuidado com esse movimento, que de fato discursa sobre morte às mulheres", explica Camilo. Extremismo e saúde mental Uma pesquisa encomendada pelo governo britânico apontou que uma minoria de incels declara abertamente apoio à violência, enquanto os últimos anos tiveram um número pequeno, porém crescente, de ataques associado ao movimento. Já o relatório da UE dividiu as plataformas onde os incels interagiam, pelo menos até 2021, como de alto ou baixo risco, com as mais populares, tais como YouTube e X, sendo menos propensas à violência do que fóruns e websites endógenos. Ao invés de abordagens contra violência e terrorismo, especialistas argumentam que a melhor resposta ao fenômeno incel passa pela saúde mental. Estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, revelaram que incels tendem a sofrer de depressão severa, ansiedade, pensamentos suicidas e solidão, além de acumularem diagnósticos ou sintomas de autismo em maior frequência. "Nossas descobertas destacam a importância do apoio personalizado à saúde mental dos incels, pois eles parecem ter erros de pensamento específicos sobre os relacionamentos sexuais que podem afetar seus relacionamentos interpessoais", disse o coautor Andrew Thomas, ao comentar uma pesquisa com 151 incels. Para o professor, terapias especializadas podem "interromper o viés de confirmação que alimenta crenças tóxicas" dos incels. Por sua vez, os autores do relatório para a UE recomendam o desenho de programas que possam alcançar os incels na internet e a criação de espaços alternativos voltados ao público masculino. "De muitas maneiras, a comunidade incel funciona como um grupo de apoio emocional online", explica o relatório. "Faltam espaços alternativos online para que homens e meninos se envolvam em discussões sobre relacionamentos sexuais, namoro, rejeição e vergonha." Questionado sobre iniciativas para reagir ao fenômeno incel no Brasil e outras formas de extremismo, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania não respondeu até o fechamento da reportagem. Veja mais: Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes?

Samsung anuncia celular de entrada com 5G a R$ 1.099


Modelo 'A06' — linha de entrada da fabricante — terá preço sugerido de R$ 1.099. Mas a empresa negocia com as operadoras a venda do modelo por R$ 899. Novo modelo da Samsung com tecnologia 5G Samsung/Reprodução A Samsung anunciou nesta quinta-feira (10) o lançamento de um modelo de entrada com tecnologia 5G. O A06 — linha de entrada da fabricante — terá preço sugerido de R$ 1.099. Mas a empresa negocia com as operadoras a venda do modelo por R$ 899. Duelo de inteligência artificial: Galaxy S25 x iPhone 16 Atualmente, o Galaxy A15 com 5G, lançado em janeiro de 2024, é vendido em promoção por varejistas abaixo dos R$ 1.000. O preço que foi sugerido pela própria fabricante no lançamento, no entanto, é bem maior – R$ 1.599. Com isso, se uma promoção semelhante for aplicada ao novo modelo de entrada, a tecnologia 5G pode ficar disponível por valores menores que R$ 899, segundo o vice-presidente da Samsung, Gustavo Assunção. "Há uma erosão natural do [preço do] produto no seu ciclo de vida [...]. Qual a diferença? Hoje, a gente está lançando esse aparelho por R$ 1.099 como valor recomendado e também sofrerá as ações promocionais que aconteceram com o A15", afirmou. "Nossa expectativa é que, com a parceria com as operadoras, já saia de partida a R$ 899. E, naturalmente, em ações promocionais pontuais certamente achará o produto abaixo desse valor nos próximos meses", completou o executivo. Novo modelo da Samsung com tecnologia 5G Samsung/Reprodução Preço médio O preço médio dos aparelhos 5G, segundo a Samsung, é de R$ 2.780. Já os celulares 4G são negociado a R$ 901, em média. A disparidade de valores é considerada um impeditivo para democratizar o acesso à tecnologia 5G. "O que a Samsung quer encorajar é a opção pelo 5G", afirmou Assunção. - Esta reportagem está em atualização

Apple transportou 1,5 milhão de iPhones da Índia para os EUA para escapar de tarifaço, diz agência


Cerca de seis jatos cargueiros com capacidade de 100 toneladas foram utilizados a partir de março, segundo fontes. Objetivo era fugir das altas taxas que Donald Trump impôs ao país asiático quando anunciou o tarifaço, semana passada. Apple fretou seis aviões cargueiros para levar iPhones aos EUA HAL9001/Unsplash A Apple fretou aviões cargueiros para transportar cerca de 1,5 milhão de iPhones, ou 600 toneladas, da Índia para os Estados Unidos, após aumentar a produção no país asiático para evitar o 'tarifaço' do presidente Donald Trump, disseram fontes à Reuters. Cerca de seis jatos cargueiros com capacidade de 100 toneladas foram utilizados a partir de março. Um deles partiu nesta semana, exatamente quando as novas taxas entraram em vigor, segundo a fonte e um funcionário do governo indiano. O peso embalado de um iPhone 14 e seu cabo de carregamento é de cerca de 350 gramas, segundo medições da Reuters, totalizando cerca de 1,5 milhão de iPhones para uma carga total de 600 toneladas. A Apple e o Ministério da Aviação da Índia não responderam a um pedido de comentário feito pela agência. 📲 Apple também faz iPhone no Brasil; entenda Analistas alertaram que os preços de iPhones nos EUA poderiam aumentar, dada a alta dependência da Apple das importações chinesas. Principal centro de fabricação dos dispositivos, a China está sujeita à maior sobretaxa de Trump, de 125%, anunciada nesta quarta (9).  A sobretaxa é muito maior que os 26% de imposto de importação cobrados de produtos indianos quando os embarques ocorreram. Nesta quarta, Trump suspendeu as tarifas a todos os países, exceto a China, por 90 dias. Segundo uma das fontes próximas da estratégia logística da Apple, a empresa queria "driblar a tarifa" de Trump ao despachar os iPhones da Índia para os EUA de avião. A empresa também teria feito lobby com as autoridades aeroportuárias indianas para agilizar o processo alfandegário no aeroporto de Chennai. O objetivo era reduzir o tempo de 30 horas para seis , segundo a fonte. A Apple vende mais de 220 milhões de iPhones por ano em todo o mundo. A Counterpoint Research estima que, agora, 20% do total de importações de iPhone para os EUA vem da Índia, e o restante continua vindo da China. Trump aumentou gradualmente as tarifas dos EUA sobre a China, chegando a 125% na quarta-feira, em comparação com os 54% aplicados no primeiro anúncio do tarifaço, na semana passada. Com o imposto de 54%, o preço de US$ 1.599 do iPhone 16 Pro Max, topo de linha, nos EUA teria subido para US$ 2.300, segundo cálculos baseados em projeções da Rosenblatt Securities. Reação às tarifas Na Índia, a Apple buscou aumentar em 20% a produção de iPhones na maior fábrica da Foxconn no país, que trabalhou inclusive aos domingos, acrescentou a fonte. Duas outras fontes diretas confirmaram que a fábrica da Foxconn em Chennai funciona agora aos domingos. A fábrica produziu 20 milhões de iPhones no ano passado, incluindo os modelos mais recentes do iPhone (15 e 16). À medida que a Apple diversifica sua produção para além da China, ela coloca a Índia em uma posição estratégica. A Foxconn e a Tata, seus dois principais fornecedores no país, têm três fábricas no total, e mais duas estão sendo construídas. A Apple levou cerca de oito meses para planejar e acelerar o processo alfandegário em Chennai. O governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, pediu às autoridades que apoiassem a Apple, disse uma fonte do alto escalão do governo. As remessas da Foxconn da Índia para os Estados Unidos atingiram US$ 770 milhões em janeiro e US$ 643 milhões em fevereiro, em comparação com a faixa de US$ 110 milhões a US$ 331 milhões nos quatro meses anteriores, segundo dados alfandegários. Mais de 85% das remessas aéreas de janeiro e fevereiro da Foxconn foram descarregadas em Chicago, Los Angeles, Nova York e São Francisco. A Foxconn não se manifestou.

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...