sexta-feira, 2 de maio de 2025

Maioria dos iPhones vendidos nos EUA virá da Índia, diz CEO da Apple


Empresa estima que tarifas de Trump adicionem US$ 900 milhões aos custos no trimestre, mas afirma estar confiante no negócio. Tim Cook, presidente-executivo da Apple, no lançamento do iPhone 15 Loren Elliott/Reuters O CEO da Apple, Tim Cook, disse nesta quinta-feira (1º) que a maioria dos iPhones vendidos nos EUA no atual trimestre virá da Índia, enquanto iPads e outros dispositivos virão do Vietnã, em uma tentativa de evitar os impactos das tarifas de Donald Trump. Os lucros da Apple nos primeiros três meses do ano superaram as expectativas de Wall Street graças à alta demanda por seus iPhones, e a empresa disse que, até aqui, as tarifas tiveram um efeito limitado nos resultados. Cook acrescentou que, para o trimestre atual, supondo que as coisas não mudem, a Apple espera ver US$ 900 milhões adicionados aos seus custos como resultado das tarifas, mas disse que a empresa continua "confiante" neste negócio. A Apple faturou US$ 24,78 bilhões, ou US$ 1,65 por ação, nos primeiros três meses do ano — um aumento de 4,8% em relação aos US$ 23,64 bilhões, ou US$ 1,53 por ação, no mesmo período do ano anterior. A receita subiu 5,1%, para US$ 95,36 bilhões, ante US$ 90,75 bilhões. Para escapar de ‘tarifaço’, Apple encheu seis aviões com Iphones feitos na Índia Os analistas, em média, esperavam lucro de US$ 1,62 por ação sobre receita de US$ 94,19 bilhões, de acordo com uma pesquisa da FactSet. Os números do período de janeiro a março fornecem um instantâneo de como a Apple estava se saindo antes da revelação do presidente Trump de tarifas abrangentes, em abril, que abalaram os mercados financeiros em meio a temores de que uma guerra comercial reacenderia a inflação e empurraria a economia dos EUA para uma recessão. "Embora seja provável que parte do crescimento das vendas tenha sido impulsionada pelos consumidores acelerando as compras antes dos aumentos tarifários esperados, as margens permaneceram saudáveis do outro lado do balanço", disse Thomas Monteiro, analista da Investing.com. A dependência da Apple de fábricas chinesas para produzir seus iPhones e outros dispositivos empurrou a criadora de tendências tecnológicas para a mira da guerra comercial de Trump. A exposição da Apple às fábricas chinesas fez com que suas ações caíssem 23% logo após o anúncio do presidente sobre a severidade das tarifas recíprocas, o que apagou temporariamente US$ 773 bilhões em valor de mercado para os acionistas. Quando Trump indicou inicialmente que suas tarifas de 145% sobre produtos fabricados na China se aplicariam ao iPhone, os consumidores dos EUA correram para as lojas para comprar novos dispositivos, em vez de arriscar que os preços subissem depois que as tarifas começassem a aumentar os custos. Mas a enxurrada de compras em pânico não aparecerá até que a Apple divulgue seus resultados para o trimestre de abril a junho. Cook sinalizou sua intenção de permanecer em boas relações com Trump, organizando reuniões privadas com ele e doando pessoalmente US$ 1 milhão para a segunda cerimônia de posse do presidente, antes de se sentar no estrado quando Trump foi empossado em 20 de janeiro. A Apple anunciou posteriormente planos de investir US$ 500 bilhões nos EUA, enquanto contratava 20 mil trabalhadores durante os próximos quatro anos. Influenciadora viraliza ao simular parto de bebê Reborn Globo inaugura transmissão experimental da DTV+, que deve revolucionar a TV aberta Hackers deixam Coreia do Norte bilionária com criptomoedas

quinta-feira, 1 de maio de 2025

WhatsApp deixa de funcionar em iPhones antigos na próxima segunda; saiba se o seu modelo será afetado


A partir de 5 de maio de 2025, o aplicativo funcionará apenas em iPhones que rodam o sistema iOS 15.1 ou superior. iPhone X, novo smartphone da Apple. Marcelo Brandt/G1 O WhatsApp deixará de funcionar em iPhones mais antigos a partir da próxima segunda-feira (5). A partir dessa data, o app será compatível apenas com modelos que rodam o iOS 15.1 ou versões mais recentes. Com a mudança, aparelhos que pararam nas versões 13 e 14 do sistema da Apple também perderão acesso ao aplicativo. Em sua Central de Ajuda, o WhatsApp vem exibindo a seguinte mensagem: "a partir do dia 5 de maio de 2025, o WhatsApp será compatível apenas com iOS 15.1 e posterior". Para continuar usando o aplicativo, a pessoa precisa atualizar o sistema do iPhone ou transferir a conta para um aparelho com uma versão mais recente. Veja abaixo como conferir a versão do seu iOS e se há atualização disponível: Toque no ícone "Ajustes"; Depois, vá em "Geral" e "Atualização de Software"; Em seguida, verifique a última versão instalada. No momento, segundo a Central de Ajuda do WhatsApp, não há alterações para quem usa Android. O requisito continua sendo o Android 5.0 ou superior. Por que isso acontece? Aplicativo do WhatsApp em um iPhone Reuters O WhatsApp explica que, anualmente, verifica os softwares Android e iOS (iPhone) mais antigos e com menos utilizadores. Após fazer o levantamento, o aplicativo pode deixar de receber atualizações de segurança, o que é um problema para o usuário, já que a correção de falhas ocorre constantemente em qualquer aplicativo. Além disso, sistemas operacionais antigos não terão capacidade para executar as novas funcionalidades que o WhatsApp ganhar. Segundo a empresa, esse procedimento é normal no "setor tecnológico". LEIA TAMBÉM: Empresa que escaneou íris de brasileiros faz parceria com Tinder para combater fraudes no app Google promete treinar 1 milhão de brasileiros em IA com seus cursos; veja como se inscrever Globo inaugura transmissão experimental da DTV+, que deve revolucionar a TV aberta Globo inaugura transmissão experimental da DTV+, que deve revolucionar a TV aberta Influenciadora viraliza ao simular parto de bebê Reborn Brasileiros treinam inteligência artificial para abordar temas como racismo e nazismo

Epic Games vence Apple na Justiça, e Fortnite deve voltar à loja do iPhone nos EUA


Juíza do caso afirma que CEO da Apple ignorou alertas internos e permitiu prática anticompetitiva ao manter restrições na App Store. 'Fortnite' lança modo 'O chão é lava' Divulgação/Fortnite Uma juíza federal repreendeu duramente a Apple após concluir que a dona do iPhone violou deliberadamente uma liminar judicial em um processo antitruste movido pela Epic Games, criadora do jogo Fortnite. O CEO e fundador da Epic, Tim Sweeney, anunciou na rede social X que o jogo Fortnite voltará à App Store da Apple nos Estados Unidos na próxima semana. Procurada, a Apple ainda não havia comentado a decisão. A juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, havia determinado que a Apple reduzisse as barreiras que protegiam seu sistema de pagamento exclusivo para transações digitais no aplicativo e permitisse que os desenvolvedores incluíssem links para métodos de pagamento alternativos. Na quarta-feira, Gonzalez Rogers concluiu que a Apple violou a liminar de 2021, que, segundo ela, buscava "restringir e proibir a conduta anticompetitiva da fabricante do iPhone" e seus preços. "As tentativas contínuas da Apple de interferir na concorrência não serão toleradas", afirmou a juíza, que declarou a empresa em desacato. Ela ordenou que a Apple "não impeça mais os desenvolvedores de se comunicarem com os usuários, nem cobre ou imponha novas comissões sobre compras feitas fora do aplicativo". A Epic entrou com a ação antitruste em 2020, alegando que a Apple havia construído um monopólio ilegal em torno da loja de apps App Store, que fatura bilhões de dólares por ano com seu sistema de pagamento exclusivo, cobrando comissões entre 15% e 30% sobre transações realizadas nos aplicativos. Embora Gonzalez Rogers tenha rejeitado as alegações de monopólio, determinou que a Apple eliminasse as restrições mencionadas. A Suprema Corte dos EUA rejeitou o recurso da Apple em janeiro de 2024. "Em contraste com o depoimento inicial da Apple no tribunal, documentos comerciais contemporâneos revelam que a Apple sabia exatamente o que estava fazendo e a cada passo escolheu a opção mais anticompetitiva", escreveu o juiz na quarta-feira. Ela acusou Alex Roman, vice-presidente de finanças da empresa, de mentir "descaradamente" sob juramento. "Internamente, (executivo de longa data da Apple) Phillip Schiller defendeu que a Apple cumprisse a liminar, mas o CEO da companhia, Tim Cook, ignorou Schiller e, em vez disso, permitiu que o diretor financeiro Luca Maestri e sua equipe financeira o convencessem do contrário. Cook escolheu mal", escreveu Gonzalez Rogers. A juiza encaminhou o assunto ao Procurador dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia para investigar se os processos criminais de desacato são apropriados. Influenciadora viraliza ao simular parto de bebê Reborn Globo inaugura transmissão experimental da DTV+, que deve revolucionar a TV aberta Brasileiros treinam inteligência artificial para abordar temas como racismo e nazismo

'Virei influenciadora aos 60 anos, e a fama me fez ter burnout'


Marcela Pedraza estava pensando em aposentar quando perfil nas redes sociais começou a ganhar popularidade. Em seu perfil @pilatesmarcelapedraza, Marcela compartilha vídeos com exercícios para o corpo Arquivo pessoal / Marcela Pedraza Marcela Pedraza nunca imaginou que a fama fosse chegar aos 60 anos, e muito menos que viria por meio do seu trabalho como fisioterapeuta. Mas, em 2020, confinada em casa por causa das restrições impostas na Colômbia devido à pandemia de covid-19, ela passou a se interessar pelo mundo das redes sociais. "Eu estudei a vida inteira. No meu consultório, as pessoas brincam que eu sou a 'rainha do caderno', porque o tempo que tenho, eu estou estudando, fazendo resumos, escrevendo reflexões", conta Pedraza à BBC News Mundo — o serviço em espanhol da BBC — após um dia gravando vídeos para seu perfil no Instagram, onde ela acumula quase dois milhões de seguidores. "Chegou um momento que eu pensei: 'bom, vou fazer 60 anos, daqui a pouco ou eu me aposento ou eu morro, e preciso achar um jeito de deixar tudo o que eu estudei para o mundo'", disse. "Ainda que o corpo humano não mude anatomicamente, seus hábitos mudam. Hoje em dia somos muito mais sedentários, fazemos tudo — até mesmo as compras do mercado — de maneira digital, e o corpo humano foi feito para se mover." Os conselhos de Pedraza encontraram uma audiência desesperada para se movimentar em meio à pandemia, e seu perfil começou a ganhar popularidade. Mas a velocidade com que isso aconteceu acabou fazendo com que Pedraza tivesse comportamentos que ensinava seus pacientes a evitar. "Um dia entrei em um restaurante morrendo de fome e não conseguia engolir a comida. Mastigava, mas não conseguia engolir. Estava com disfagia, um sintoma claro de burnout, de esgotamento profissional." A descoberta da fisioterapia Marcela se formou em fisioterapia e estuda o movimento do corpo há 35 anos Arquivo pessoal/Marcela Pedraza Pedraza descobriu o movimento da mesma forma que fazemos quando somos crianças: explorando e cometendo muitos erros. "Eu parecia um macaco quando criança, porque desde que tinha meus 5 anos, vivia subindo nas árvores, me pendurava em cordas, nas barras do parquinho...e minha mãe sofria com isso", lembra. "Tive umas 16 fraturas: quebrei a mão, a clavícula, os pés...vivia engessada. E quando tirava o gesso, ia para a fisioterapia e me recuperava. Mas depois caía de novo e quebrava algum outro osso. A vida inteira tive contato com a fisioterapia e a reabilitação." Quando Pedraza estava prestes a se formar no Ensino Médio, e a buscar por carreiras, uma de suas irmãs sugeriu que ela se tornasse fisioterapeuta. "Eu pensei: 'é isso que quero fazer da minha vida!' Mas não aquela terapia tradicional, em que te perguntam se o cotovelo dói, colocam uma bolsa quente, mandam você mexer o braço várias vezes antes de marcar uma nova consulta para a semana seguinte." E ela encontrou um outro tipo de prática: o pilates. "Cada pessoa que atendo, eu tento mudar a vida dela para melhor". 2020: o ano em que tudo mudou Marcela ensina pilates usando objetos que as pessoas têm em casa Arquivo pessoal/Marcela Pedraza Em abril de 2020, as autoridades na Colômbia impuseram medidas rígidas de isolamento social por causa da pandemia de covid-19. Pedraza viu então uma oportunidade: "Como eu também estava isolada em casa, pensei: 'Vou dar aulas pelo Zoom'". O objetivo era ensinar as pessoas a usarem objetos que tinham em casa para fazer pilates, uma prática desenvolvida pelo treinador físico Joseph Pilates no início do século 20, coordenando a respiração com movimentos do corpo. "Durante as aulas, eu dizia: 'Pegue uma bola de pilates. Não tem? Não tem problema, use duas almofadas. Não tem um elástico? Use um cinto. Não tem halteres de um quilo? Use um saco de arroz'", contou. Durante o confinamento, Pedraza teve a companhia do filho, Alejandro, que tinha experiência usando redes sociais. Quando Alejandro percebeu a popularidade das aulas da mãe, ele sugeriu que ela criasse uma conta no Instagram e passasse a publicar os conteúdos lá em vez de só compartilhar as aulas no Zoom. E ela ouviu o conselho. A chegada da fama — e do 'burnout' No mundo das redes sociais, é difícil saber qual tipo de conteúdo vai viralizar e qual não. Mas, no caso de Pedraza, tudo conspirava para que seus vídeos viralizassem. As pessoas estavam trabalhando em casa, ficavam muito tempo sentadas, e precisavam encontrar uma forma de se movimentar. "Na pandemia, todo mundo estava trabalhando de um computador, sentado em uma cadeira qualquer. Ninguém tinha uma cadeira de escritório. Grande parte das pessoas usava a mesa da sala de jantar para trabalhar, algo que até serve por uma ou duas horas, mas não por oito, nove horas." Os números de seguidores de Pedraza começaram a subir rapidamente. Em pouco tempo ela ultrapassou os 300 mil seguidores e a demanda de trabalho aumentou. "Eu passei de 18 mil seguidores e 100, 200 mensagens por dia para 1,9 milhão de seguidores. E trabalhando das 5 da manhã até meia-noite, gravando, editando, publicando vídeo e respondendo as pessoas." A fisioterapeuta Marcela Pedraza passou de 18 mil para 1,9 milhão de seguidores em seu perfil no Instagram durante a pandemia Crédito: Arquivo pessoal / Marcela Pedraza Em meio à correria da nova profissão, a de 'influenciadora', Pedraza passou a notar alguns comportamentos estranhos no corpo. "Comecei a acordar no meio da noite, do nada. Dormia cinco horas, acordava às três da manhã, e mesmo sem ter preocupações, não conseguia voltar a dormir. Quando meu alarme tocava às 5h30, eu me levantava exausta. Durante o dia, eu nem sentia o cansaço, só continuava trabalhando. E muitas vezes eu pulava até o almoço." Pedraza explica que esses já eram sintomas de 'burnout' ou esgotamento profissional — um estado em que o estresse causado pelo trabalho leva o corpo à beira de um colapso. Ela lista quatro perguntas que as pessoas podem se fazer para saber se tem sintomas de burnout, e que podem servir como sinais de que o corpo está pedindo socorro. Você está dormindo à noite, em silêncio, e de repente acorda às 2 ou 3 da manhã sem motivo? Você tem problemas gastrointestinais? Dificuldade para ir ao banheiro, intestino irritado, gastrite ou dor de estômago? Sente dor no pescoço com frequência? Acorda com o pescoço dolorido? Sente dores no corpo sem uma causa aparente? Na mão, no ombro ou no joelho? Em um momento mais crítico, Pedraza perdeu a habilidade de comer. "Mastigava, mas não conseguia engolir. Estava com disfagia, um sintoma claro de burnout", lembra. Uma nova fase O pilates é uma prática que busca coordenar movimentos do corpo com a respiração Getty Images Ao perceber que a saúde da mãe estava se deteriorando por causa de um projeto que haviam começado juntos, Alejandro sugeriu que ela aumentasse a sua equipe — de três para 14 pessoas — para que fosse possível continuar com o trabalho de forma saudável. Hoje, Pedraza continua publicando vídeos diariamente em seu perfil e dá aulas ao vivo. Ela também carrega uma grande lição que de vida após passar pelo burnout e pela fama. "Os jovens, às vezes, estão muito focados em ganhar dinheiro e serem famosos. Ficam ricos, mas quando adoecem, o dinheiro não consegue lhes comprar saúde", afirma a fisioterapeuta, que acrescenta: "Tudo que eu passei acabou sendo um aprendizado que hoje eu ensino: se você não está dormindo bem, tem dores de cabeça, pula as refeições porque não tem tempo ou fome...cuidado, porque você pode estar entrando em um quadro de burnout. E quando ele chega, não passa em uma semana, leva pelo menos um ano para se recuperar."

Empresa que escaneou íris de brasileiros faz parceria com Tinder para combater fraudes no app


Acordo entre World e dona do Tinder começa com fase de testes no Japão e usa identificação digital para confirmar se usuário é humano. World: empresa que escaneou íris de brasileiros anuncia parceria com o Tinder para combater 'fraudes' no app Divulgação/World A Tools For Humanity, empresa responsável pelo projeto World, que escaneia a íris de pessoas, anunciou nesta quarta-feira (30) uma parceria com a Match Group, dona do aplicativo de relacionamentos Tinder. Segundo as empresas, o objetivo da parceria é evitar fraudes no aplicativo e garantir que o usuário do Tinder seja, de fato, uma pessoa real — e não um robô. A Match Group vai iniciar um teste com o World ID — identificação digital de quem já teve a íris escaneada — em uma fase piloto no Japão. "À medida que a IA continua avançando, a capacidade de confirmar que uma pessoa real está por trás de cada interação será essencial para preservar a confiança e a autenticidade online", disse o projeto World em comunicado. World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris Uma imagem divulgada pela Tools For Humanity mostra que quem já teve a íris escaneada poderá vincular seu World ID ao Tinder para obter o selo azul de verificação. O perfil também exibirá um selo adicional do projeto World, indicando que o usuário foi autenticado e confirmado como um humano. Desde novembro de 2024, a World vinha escaneando a íris de milhares de brasileiros. Segundo os responsáveis pelo projeto, mais de 400 mil pessoas se cadastraram em pontos de atendimento na cidade de São Paulo. Em troca, os participantes tinham direito a receber criptomoedas. No entanto, em fevereiro deste ano, a empresa decidiu suspender voluntariamente novos registros de íris no Brasil, após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibir a remuneração pela coleta desse dado biométrico. Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. Fábio Tito/g1 Miriam Wimmer, relatora da ANPD, afirmou que a compensação financeira oferecida pela World "configura uma interferência indevida na livre manifestação de vontade dos titulares de dados". Na ocasião, a empresa informou que, apesar da pausa, suas lojas físicas permaneceriam abertas para fornecer informações ao público. O que é a World A World é uma rede administrada pela World Foundation, organização sem fins lucrativos que se define como gestora, e não dona, da iniciativa. O projeto foi criado pela Tools for Humanity, empresa que hoje diz colaborar com o aplicativo e as câmeras usadas para tirar fotos da íris de usuários. Tanto a World quanto a Tools for Humanity foram fundadas por Alex Blania, CEO das duas entidades, e Sam Altman, CEO da OpenAI (dona do ChatGPT). A World Foundation levantou US$ 115 milhões (R$ 680 milhões na cotação atual) em sua rodada de investimento mais recente, em maio de 2023. O projeto conta ainda com operadores "operadores parceiros" responsáveis pelos locais de verificação e pagos pela World Foundation para atender os usuários. Até fevereiro de 2025, eram 55 pontos em São Paulo, número que vinha subindo rapidamente desde novembro de 2024, quando eram 10 unidades. LEIA TAMBÉM: Google promete treinar 1 milhão de brasileiros em IA com seus cursos; veja como se inscrever IA no mercado do trabalho: veja previsões e análises de executivos de big techs no Web Summit Rio Governo processa Meta por permitir golpes com símbolos oficiais e imagens de políticos Foto da íris: criptomoeda desvaloriza 50% desde lançamento de projeto no Brasil Brasileiros pagos para escanear a íris enfrentam dificuldades com aplicativo do projeto Influenciadora viraliza ao simular parto de bebê Reborn

Google promete treinar 1 milhão de brasileiros em IA com seus cursos; veja como se inscrever


Cursos de curta duração podem ser boas apostas como introdução à IA, segundo Patricia Florissi, diretora técnica do Google Cloud. Área tem altos salários, mas escassez de profissionais. Inteligência artificial Kacper Pempel/ REUTERS Especialistas em inteligência artificial estão entre os mais procurados no mercado de trabalho. E, apesar dos salários altos, que podem ultrapassar os R$ 20 mil por mês, muitas pessoas não apostam na área por considerá-la muito difícil. Mas o que fazer para quebrar essa barreira? Uma saída pode ser apostar em cursos rápidos, que fazem uma introdução à inteligência artificial. O Google Cloud, empresa de computação em nuvem do Google, se comprometeu a treinar 1 milhão de brasileiros em inteligência artificial e tecnologias de nuvem. O anúncio foi feito na terça-feira (29), durante o Web Summit Rio Para isso, a empresa oferece programas de formação em parceria com instituições de ensino, além de cursos no canal do Google Cloud no YouTube e na plataforma Cloud Skills Boost. Eles incluem treinamentos sobre inteligência artificial generativa, infraestrutura de nuvem, análise de dados e cibersegurança. Os cursos são gratuitos e têm conteúdo em português. Segundo a empresa, a plataforma já tem 648 cursos em português, sendo 49 de IA generativa. Emprego em tecnologia: IA ganha espaço, e segurança da informação domina contratações Como se inscrever Clique neste link para ver o catálogo de cursos do Google. Busque pelo assunto que deseja aprender; Filtre por tipo, nível e idioma do curso; Depois, clique no curso e siga as instruções da página. O material pode se apresentado em módulos ou em resumos. O site tem ainda a seção "Caminhos", que reúne vários cursos rápidos dentro de programas de treinamento. Emprego em tecnologia: IA ganha espaço, mas segurança da informação domina contratações Curso rápido é porta de entrada Segundo Patricia Florissi, diretora técnica do Google Cloud, os cursos rápidos e gratuitos são uma boa saída para quem pensa em ingressar na carreira, mas ainda tem dúvidas. "Se não sabe o que fazer, comece, quebre a inércia. Mesmo porque, se você começar e depois ver que não deu certo, o aprendizado já será valioso", disse Patricia ao g1, durante o Web Summit Rio. Patricia Florissi, diretora técnica do Google Cloud, durante o Web Summit Rio Vaughn Ridley/Web Summit via Sportsfile Nascida em Recife, Patricia faz parte de uma equipe de apoio para Will Grannis, chefe de tecnologia do Google Cloud. Para ela, o avanço da inteligência artificial fez uma espécie de divisa entre quem sabe e quem não sabe usar a tecnologia. Isso vale não só para desenvolvedores, mas também para quem usa assistentes como Gemini e ChatGPT. "Você não vai perder o seu emprego para a inteligência artificial. Vai perder o emprego para alguém que entende como atingir o potencial completo da inteligência artificial", afirmou. O projeto do governo para brasileiros 'venderem' seus dados para empresas O que é a IA física, aposta da Nvidia para acelerar criação de robôs humanoides Segurança da informação em alta: veja como entrar no setor A técnica do Google Cloud acredita que a inteligência artificial ainda terá um salto de qualidade ao entender melhor o contexto e resolver problemas mais complexos. "O ano de 2025 será de avanços intensos do que a gente chama de reasoning, a capacidade da inteligência artificial de raciocinar", disse Patricia durante seu painel no Web Summit Rio. DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?

IA no mercado do trabalho: veja previsões e análises de executivos de big techs no Web Summit Rio


Representantes de grandes empresas de tecnologia como Nvidia, IBM, Microsoft, Meta e Groq estiveram no Web Summit Rio em 2025 e falaram sobre os novos desafios da inteligência artificial. Todos concordam que estamos vivendo uma revolução. Representantes de grandes empresas de tecnologia como Nvidia, IBM, Microsoft, Meta e Groq estiveram no Web Summit Rio 2025. Divulgação A presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, respondeu uma das perguntas mais recorrentes durante os quatro dias de Web Summit Rio 2025. Afinal, as ferramentas de inteligência artificial vão roubar nossos empregos? "Os profissionais e as pessoas não vão ser substituídos por IA em seus empregos. Eles vão ser substituídos por outros profissionais que sabem utilizar a IA", respondeu Laham. O g1 esteve no maior evento de tecnologia do mundo, que levou mais de 30 mil pessoas ao Riocentro, na Zona Oeste do Rio, entre domingo (27) e quarta-feira (30), e ouviu representantes de grandes empresas sobre o impacto da IA no mercado de trabalho. A conclusão de todos segue a mesma linha: a tecnologia será fundamental para todos os setores da economia, mas não substituirá o ser humano em todas as suas funções. 'Revolução' Para Maren Lau, vice-presidente regional da Meta para a América Latina, a IA representa uma revolução e abre um mundo de novas possibilidades. "A tecnologia em si é incrível, mas a grande maravilha é o que você, o que nós, o que o mundo vai fazer com ela. Abrir a IA para o mundo cria oportunidades para todos nós. Então vamos poder sonhar mais alto", disse Maren Lau. 'Aprendizado' Apesar de tantas novidades e dúvidas surgindo ao mesmo tempo, Márcio Aguiar, diretor-executivo da Nvidia, umas das gigantes do Vale do Silício, garante que as pessoas não precisam se desesperar. Para ele, o momento é de aprendizado. "É só o início. Se você não fez nada e acha que está super atrasado, não é verdade. Estamos só no início do ponto de inflexão da IA. Tem muito ainda a ser feito", comentou. "Se vocês ainda não começaram sua jornada e têm duvidas de como aplicar a IA no seu negócio, eu quero te tranquilizar. Isso é normal. Vamos chegar todos nesse ponto de inflexão", completou Aguiar. 'Efeito líquido positivo' Segundo Chris Stephens, CTO de campo da Groq, as previsões que indicam um cenário apocalíptico de dominação das máquinas devem ficar apenas nos filmes de ficção cientifica. Ele aponta a tecnologia como grande aliado do ser humano em qualquer área. "Eu costumo ser uma pessoa bastante otimista, apesar de ser da geração X. Pelo que eu entendo, todos os avanços tecnológicos da história, como a agricultura e outros avanços, sempre no final das contas tivemos um efeito líquido positivo para o mundo. Estou otimista para que isso aconteça agora novamente." O especialista, porém, acredita que o problema atual com a IA é a velocidade das inovações. Na opinião dele, as pessoas precisam se qualificar para esse novo mundo. "Agora a velocidade será bem diferente, e é importante observar isso. A IA vai mudar praticamente tudo. Não sei se alguém aqui viveu a época antes da internet, e como a vida era em comparação com a vida de hoje. É esse tipo de revolução que estamos vivendo. E tem outras coisas que nem sabemos como seremos impactados", analisou o executivo da Groq. Google libera nova IA que gera vídeos a partir de textos Alfabetização em IA Durante o Web Summit, o mantra repetido a todo momento é sobre a necessidade de aprendizado. Segundo os especialistas, não importa a área de atuação, todos vão precisar se alfabetizar em IA para não ficarem ultrapassados. LEIA TAMBÉM: O que é a IA física, aposta de gigante da tecnologia para acelerar criação de robôs humanoides Paes anuncia ‘Rio AI City’ e promete colocar cidade entre os 10 maiores hubs de IA do mundo Presidente do STF diz que velocidade da evolução tecnológica dificulta regulação da IA A definição de alfabetização em IA pode ser resumida pela capacidade de compreender vários aspectos da inteligência artificial, incluindo seus recursos, limitações e considerações éticas. A IBM é uma das empresas que oferece cursos de aprimoramento em IA, como anunciou durante o Web Summit. "A gente precisa levar em consideração essa jornada de alfabetização. Todos precisam ter. A alfabetização em IA é grande parte do que fazemos. Cursos, ciência de dados, ética no uso de IA. (...) Esses são os cursos que oferecemos para todos", disse Justina Nixon-Saintil, diretora de impacto da IBM. "É importante usar a IA para fazer trabalhos que podem ser automatizados e deixar os seres humanos com as atividades mais criativas. Como trabalhar junto com a IA para fazer o que você precisa? Como usar os pedidos certos para ela fazer o que eu você quer? Isso vai aumentar o impacto econômico das empresas", completou Justina. O Web Summit 2025 deve injetar mais de R$ 170 milhões na economia da cidade, segundo a Prefeitura do Rio. Divulgação Para Márcio Aguiar, diretor-executivo Nvidia, as grandes empresas já estão buscando maneiras de qualificar seus funcionários. Contudo, ele alerta para a importância de as empresas entenderem como usar essas novas ferramentas. "A alfabetização em IA tem acontecido nas grandes empresas. A pergunta é o que significa para o meu trabalho ter um gerador de imagens ou outros sistemas. Ele não veio para me substituir e sim para tornar o meu trabalho ainda melhor", orientou o executivo. Já Chris Stephens, da Groq, lembrou de como era o mundo antes do lançamento do ChatGPT, que ampliou a utilização de IA generativa no planeta. "No dia 29 de novembro de 2022, antes do ChatGPT, as pessoas não pesavam nisso. Mas no dia seguinte apareceu uma nova era. As pessoas e as máquinas estão aprendendo. Agora, dois ou três anos depois, todo mundo está trabalhando nessas áreas. Precisamos ampliar essa competência mesmo nas equipes mais tradicionais", reforçou o executivo da Groq.

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...