quinta-feira, 26 de junho de 2025

Redes sociais não serão responsabilizadas por todos os posts criminosos, mesmo após decisão do STF, dizem especialistas


Advogados destacam que punição dependerá da constatação de falhas sistêmicas na moderação. STF amplia a responsabilidade das plataformas digitais pelo que publicam Redes sociais não serão responsabilizadas por todos os posts criminosos, mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar situações em que esses conteúdos devem ser derrubados sem ordem judicial, dizem especialistas ouvidos pelo g1. Até então, o Marco Civil, que rege a internet no Brasil, só previa isso em casos de posts com cenas de cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado, sem a autorização dos participantes. Mas a mudança determinada pelo STF só valerá quando a Justiça entender que existiu falha sistêmica das plataformas, segundo advogados. "O caso individual, a princípio, serve para lançar luz sobre o tema, mas a responsabilização só ocorre se for identificado um problema maior, recorrente", disse Álvaro Palma, advogado constitucionalista e professor da FGV Direito Rio. O que dizem as redes sociais sobre decisão do STF O que o STF mudou em relação às redes O julgamento no STF sobre as redes foi encerrado nesta quinta (26), mas os ministros já tinham formado maioria no último dia 11. Além da conclusão dos votos, faltava que acertassem os detalhes sobre em quais casos se daria essa responsabilização das redes, o que também foi feito nesta quinta. O Supremo definiu três formas de atuação das redes sociais contra posts ilegais, conforme o tipo de crime encontrado: remoção proativa, sem necessidade de notificação/ordem judicial - para casos considerados graves, como discurso de ódio, racismo, pedofilia, pornografia infantil, incitação à violência, crimes contra a mulher, tráfico de pessoas e defesa de golpe de Estado; remoção após ordem judicial - para crimes contra a honra (como calúnia, injúria e difamação) remoção após notificação extrajudicial (pelo usuário ou advogados, por exemplo) - para "danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos", ou seja, para os demais crimes. Quem decide se existe falha recorrente? Segundo o STF, conteúdos como discurso de ódio, racismo, pedofilia, incitação à violência e defesa de golpe de Estado devem ser removidos pelas plataformas de forma proativa e imediata — mesmo sem notificação prévia ou decisão judicial. A responsabilidade civil, no entanto, só se aplica quando houver uma falha sistêmica, segundo Carlos Affonso Souza, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS). Ele explica que não existe uma definição jurídica precisa do que é uma falha sistêmica, mas que, de forma geral, se refere a situações em que falhas recorrentes das plataformas permitem a disseminação massiva de conteúdos ilícitos, gerando impactos graves e coletivos à sociedade. Para Affonso, essa decisão do Supremo faz sentido, até porque as plataformas não teriam capacidade de monitorar tudo que circula nelas, mesmo com a ajuda de programas específicos. “Não existe no mundo um software capaz de identificar com 100% de precisão, por exemplo, um ato antidemocrático.” No entanto, ele alerta que, até agora, não está definido quem decidirá se houve falha recorrente nas plataformas. “O Supremo incorporou a ideia de risco sistêmico, que veio do PL das Fake News, mas não explicou quem decide se o risco é sistêmico: se será um juiz, o Ministério Público ou algum novo órgão”, afirmou. O 'meio termo' que preocupa Já o cenário em que as plataformas poderão ser responsabilizadas se não removerem o conteúdo ilegal após uma notificação extrajudicial pode levar a novos problemas, na visão de Affonso. Isso porque, diferente dos casos graves, em que a remoção deve ser feita sem notificação, o STF não determinou quais crimes se enquadram nessa situação. “Minha crítica é que, agora, praticamente todo o conteúdo ilícito foi jogado nessa prateleira. Isso pode levar à remoção excessiva de conteúdos lícitos, pois as plataformas vão preferir não correr riscos.” Para Álvaro Palma, da FGV Direito Rio, a ideia de que possa haver remoções desnecessárias não se sustenta. “Já existe controle. Hoje, ele é feito com base nos termos e condições de uso das plataformas. O que o Estado está dizendo agora é que esses mecanismos são insuficientes”, avalia. Crimes contra a honra Para crimes contra a honra (como calúnia, injúria e difamação), o STF manteve a necessidade de ordem judicial prévia para a remoção do conteúdo. “Você se sentiu injuriado? Só depois que sair a decisão judicial — e se ela for descumprida — é que a plataforma poderá ser responsabilizada. Isso não mudou”, explica Palma. Affonso concorda com a decisão do Supremo. “Se (esses crimes) entrassem na lógica da notificação extrajudicial, isso poderia reduzir a visibilidade de denúncias, o que seria negativo”, afirma. O que muda com a decisão do STF sobre responsabilidade das redes Arte/g1 Plenário do STF durante julgamento sobre o Marco Civil da Internet Ton Molina/STF Veja mais: O desgastante trabalho humano por trás do ChatGPT: 'Não é tão emocionante quando descobrimos o que envolve' Vazamento de dados expõe 16 bilhões de senhas; veja como se proteger

O que dizem as redes sociais sobre ampliação da responsabilidade sobre conteúdo publicado


STF decidiu que plataformas poderão ser punidas se não derrubarem posts criminosos ou ofensivos após notificação. Em casos mais graves, deve agir mesmo sem ordem judicial. STF forma maioria a favor de responsabilizar redes sociais O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) ampliar a responsabilidade das redes sociais sobre conteúdo publicado. Oito ministros votaram a favor e três, conta. As plataformas poderão ser punidas se não derrubarem posts criminosos ou ofensivos após notificação. Em casos mais graves, deve agir mesmo sem ordem judicial, determinou o STF. Remoção 'proativa' de racismo, discurso de ódio: o que o STF decidiu sobre as redes O julgamento foi encerrado nesta quinta, mas o Supremo já tinha formado maioria no último dia 11. Além da conclusão dos votos, faltava também que os ministros acertassem os detalhes sobre em quais casos se daria essa responsabilização das redes. O g1 procurou as principais redes sociais após a conclusão do julgamento. A Meta, proprietária do Instagram e do Facebook, afirmou: "Estamos preocupados com as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil". O Google, dono do YouTube, afirmou que analisa a decisão, "em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos". A big tech se refere a um dos artigos do Marco Civil, a lei que rege a internet, criada em 2014 e que estava no foco do julgamento do STF. O artigo 21 já previa a possibilidade de responsabilidade quando a plataforma digital não tomasse providências de retirada de conteúdo após uma notificação extrajudicial feita pela vítima ou advogado. Mas, até então, se aplicava a situações específicas, como a divulgação de cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado, sem a autorização dos participantes. Os demais casos eram contemplados no artigo 19 do Marco Civil, que só responsabilizava as plataformas caso elas desrespeitassem uma decisão judicial de remover o conteúdo. Agora, o STF determina que as redes sociais não devem atuar somente depois de uma ordem da Justiça. Em alguns casos, a remoção deverá acontecer de forma imediata, mesmo sem notificação extrajudicial ou ordem judicial, e a omissão pode levar a plataforma a ser punida. Para a Meta, "enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil". O Google disse ainda que, "ao longo dos últimos meses, o Google vem manifestando suas preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital". A Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), que tem entre seus associados TikTok, Google, Meta (dona de Instagram, Facebook e WhatsApp), entre outras plataformas, diz que segue avaliando os impactos da decisão e "reforça a importância de que as teses de aplicação da decisão garantam segurança jurídica, proporcionalidade e respeito à liberdade de expressão". O que muda com a decisão do STF sobre responsabilidade das redes Arte/g1 Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X Julian Christ/Unsplash

STF define que redes podem ser responsabilizadas por postagens de terceiros após notificação extrajudicial

Corte considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que exigia decisão judicial para remoção de conteúdos ofensivos. STF discute como redes sociais serão responsabilizadas por postagens O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26), por 8 votos a 3, que o artigo 19 do Marco Civil da Internet — o que trata de responsabilidade das redes sociais — é parcialmente inconstitucional. Isso significa que as redes sociais deverão ser responsabilizadas por postagens irregulares de seus usuários. O tribunal entendeu que as regras vigentes hoje — remoção só com decisão judicial — não são suficientes para preservar a dignidade das pessoas. O STF também definiu a tese para a aplicação desse entendimento. Ou seja, o tribunal estabeleceu como se dará essa responsabilização das redes. Uma das principais mudanças daqui para frente é que as redes deverão levar em conta a notificação extrajudicial para remover um conteúdo irregular. Se, após essa notificação, a rede não retirar a postagem e a Justiça considerar, mais adiante, que a postagem era irregular, a rede será punida. Plataformas estão sujeitas à responsabilização civil caso não removam conteúdo após notificação extrajudicial feita pela vítima ou seu advogado, decidiu o STF. Em casos de crimes contra a honra — por exemplo, difamação — as plataformas estão sujeitas à responsabilização civil caso não removam conteúdo após notificação extrajudicial feita pela vítima ou seu advogado. Remoção 'proativa' O entendimento da Corte também prevê que, em casos de discurso de ódio, racismo, pedofilia, incitação à violência ou a golpe de Estado, as plataformas devem agir de forma proativa para remover o conteúdo, mesmo sem notificação prévia. A decisão altera a lógica de funcionamento das redes no Brasil e deve levar as empresas de tecnologia a rever protocolos de denúncia e moderação de conteúdo, além de ampliar sua responsabilidade sobre o que circula em suas plataformas. Base jurídica A tese vencedora considera que o artigo 19 do MCI não oferece proteção suficiente aos direitos fundamentais – especialmente à honra, dignidade e imagem das pessoas – e, por isso, é parcialmente inconstitucional. Enquanto não houver nova legislação, o STF definiu que o artigo 19 deve ser interpretado da seguinte forma: A decisão não se aplica a regras da legislação eleitoral, preservando atos normativos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Provedores podem ser responsabilizados civilmente nos termos do artigo 21 do Marco Civil por danos gerados por conteúdo de terceiros, inclusive quando se tratar de contas inautênticas;

Sósia de Jeff Bezos posa para fotos e confunde turistas em Veneza


Sósia de Jeff Bezos em Veneza, onde será o casamento do bilionário Marco Bertorello/ AFP Um sósia de Jeff Bezos está em Veneza, onde será o casamento do bilionário, posando para fotos ao lado de turistas. Muitos se confundem e acham que estão diante do verdadeiro fundador da Amazon. O casamento do fundador da Amazon com a jornalista Lauren Sánchez vai durar três dias. Começa nesta quinta-feira (26) e vai até sábado (28). A festa atraiu famosos, como as Kardashians, que já chegaram à cidade. A maratona de eventos deve custar até US$ 56 milhões, segundo a agência Reuters. O valor reforça o estilo de vida extravagante de Bezos, atualmente o terceiro homem mais rico do mundo, segundo a Forbes. A mega-celebração, inclusive, virou alvo de protestos de moradores locais contra o turismo em massa na cidade. Bezos e noiva chegam a Veneza para casamento milionário de três dias

Famosos chegam a Veneza para casamento de Bezos; veja quem foi convidado


Oprah, Kim Kardashian e Tom Brady já estão na cidade italiana, onde cerca de 250 convidados participarão da celebração de três dias do fundador da Amazon e sua noiva, Lauren Sánchez. Kim Kardashian chega para casamento de Jeff Bezos e Lauren Sánchez em Veneza Andrea Pattaro/AFP Os famosos que estão na lista do casamento do fundador da Amazon, Jeff Bezos, e da jornalista Lauren Sánchez já chegaram a Veneza, na Itália, para os três dias de festa, entre esta quinta-feira (26) e sábado (28). Uma delas foi a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, que pousou no aeroporto Marco Polo de Veneza com seu jato particular, de acordo com a agência Associated Press. Oprah Winfrey em Veneza para casamento de Jeff Bezos e Lauren Sánchez Andrea Pattaro/AFP O ex-jogador de futebol americano Tom Brady chegou logo depois. Já a família Kardashian veio com a mãe, Kris Jenner, e as irmãs Kim e Khloe. Khloe Kardashian em Veneza Andrea Pattaro/AFP Ivanka Trump, filha do presidente dos EUA, Donald Trump, e o marido Jared Kushner, que chegaram ainda na terça-feira (24), aproveitaram o tempo extra para passear e fazer compras, segundo a agência Reuters. Entre 200 e 250 convidados devem participar das festas. Entre outros nomes especulados estão famosos como Mick Jagger, Leonardo DiCaprio, Jay-Z, Beyoncé e Bill Gates. Ex-jogador de futebol americano Tom Brady em Veneza, onde participará do casamento de Jeff Bezos e Lauren Sánchez Andrea Pattaro/AFP Segundo a imprensa italiana, Bezos e Sánchez trocarão alianças e votos na sexta-feira (27) na ilha de San Giorgio Maggiore, em frente ao Arsenale, onde haverá uma grande festa no sábado. Jeff Bezos e Lauren Sanchez deixam hotel em Veneza para irem a local de seu casamento Yara Nardi/Reuters Bezos e noiva chegam a Veneza para casamento milionário de três dias

Presidente do México diz que vai processar SpaceX por poluição ligada a lançamentos de foguetes


Claudia Sheinbaum afirma que lançamentos feitos perto da fronteira afetam o meio ambiente e que medidas legais serão tomadas com base em normas internacionais. Starship, nave mais poderosa do mundo, em foto divulgada em 11 de outubro de 2024 Divulgação/SpaceX A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quarta-feira (25) que o governo vai processar a SpaceX, empresa espacial do bilionário Elon Musk, por causa da poluição provocada por lançamentos de foguetes próximos ao território mexicano. A Starbase, principal base de lançamentos da SpaceX, fica no sul do Texas (EUA), perto do estado mexicano de Tamaulipas, na fronteira nordeste do país. Ambientalistas locais afirmam que a atividade na região tem causado poluição em fontes de água e deixado destroços de foguetes espalhados pelo local. Grupos conservacionistas do México e dos Estados Unidos também alertam para os riscos à fauna local, como tartarugas marinhas e aves costeiras que vivem na área. "Estamos revisando tudo que tem a ver com o lançamento de foguetes, que ocorre muito próximo da nossa fronteira, os impactos que isso tem na região e, dentro do marco das leis internacionais, vamos tomar as medidas legais cabíveis", disse Sheinbaum, durante sua coletiva de imprensa matinal. Claudia Sheinbaum Reprodução / X O anúncio foi feito uma semana após um foguete Starship da SpaceX explodir durante um teste em solo. A explosão causou uma grande bola de fogo e incêndios na base de testes, segundo a própria empresa. A presidente afirmou que o processo não tem relação direta com esse incidente, mas com "os impactos à segurança e ao meio ambiente" causados pelos lançamentos. "Vamos iniciar um processo porque, de fato, há poluição", reforçou. Segundo a imprensa local, praias de Tamaulipas foram encontradas com destroços que seriam do foguete que explodiu na semana passada. LEIA TAMBÉM: Starship, da SpaceX, explode durante teste no Texas; veja vídeo Honda testa foguete reutilizável que dá ré e faz pouso em solo; veja Vazamento de dados: como criar senhas fortes e proteger suas contas Bezos e noiva chegam a Veneza para casamento milionário de três dias Moradores de Veneza protestam contra a festa de casamento de Jeff Bezos Conheça o maior foguete da história, criado pela empresa de Elon Musk

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Vazamento de dados: como criar senhas fortes e proteger suas contas


Criminosos reuniram 16 bilhões de senhas em diferentes bases de dados, segundo o site Cybernews. Recursos de segurança disponíveis em sites e aplicativos aumentam proteção de contas. Como criar uma senha forte, difícil de ser violada, e proteger suas contas Registros como CPF, e-mail, data de nascimento e número de celular foram expostos em vazamento de dados nos Correios. A empresa disparou e-mails para usuários na quinta-feira (25) e disse que 2% da base de usuários foi afetada. Em outro caso, mais de 16 bilhões de senhas foram expostas, como revelou na semana passada o site Cybernews. O número foi contestado por outros especialistas, mas os dois casos são lembretes para proteger contas de e-mail, redes sociais e outros serviços na internet. Isso inclui principalmente ter senhas fortes e que não se repetem entre os diferentes serviços que você utiliza. E sempre desconfiar de mensagens e ligações em que outras pessoas pedem códigos ou informações pessoais. Mas, além disso, é possível usar recursos de segurança oferecidos por sites e aplicativos. Uma delas é a autenticação em dois fatores, em que é preciso ter outra informação além da senha para conseguir acessar uma conta. Confira as dicas abaixo para diminuir os riscos de invasão às suas contas: Crie senhas fortes Use senhas diferentes para cada site Use autenticação em duas etapas Ative chaves de acesso (passkeys) Desconfie de abordagens suspeitas Crie senhas fortes No caso de vazamento em um serviço que você usa, o recomendado é mudar a senha adotada naquela plataforma. A medida é importante para que sua conta não seja invadida por quem teve acesso ao conteúdo vazado. Mas como saber quais contas estão em risco? Uma opção é o site "Have I Been Pwned", que reúne registros sobre vazamentos de dados e permite verificar se o seu e-mail está em algum vazamento, o que é um alerta para você atualizar suas senhas o quanto antes. Outras orientações importantes incluem não compartilhar suas senhas com conhecidos e não deixar as credenciais salvas em aplicativos de bloco de notas. Siga as dicas abaixo para ter senhas mais difíceis de serem descobertas: crie senhas longas, que são mais difíceis de serem descobertas por tentativa e erro – uma dica é usar truques para criar senhas mais criativas, como pequenos trechos de frases ou músicas importantes para você; use letras maiúsculas e minúsculas, além de números e caracteres especiais, como @ e $; evite senhas óbvias, crie senhas que são frases porque são facilmente memorizáveis e difíceis de serem descobertas. Voltar ao início. Use senhas diferentes para cada site Uma senha forte não significa muito se for usada em todos os sites em que você tem conta. Isso porque, em caso de vazamento em um deles, a credencial pode ser testada em outros serviços. É importante criar senhas diferentes para cada site. Para lembrar de todas elas, use gerenciadores de senhas (saiba mais). Eles têm criptografia, dificultando o acesso de terceiros a informações privadas. Veja algumas opções gratuitas: Gerenciador de Senhas do Google (integrado ao navegador Chrome e à conta Google); LastPass; Microsoft (integrado ao Authenticator para Android, também pode ser usado no Windows, no Edge e com extensão para o Chrome); KeePass (com Keepass2Android para sincronizar suas senhas no Android). Opções pagas incluem Dashlane, 1Password e Dropbox Passwords. Voltar ao início. Use autenticação em duas etapas As redes sociais e outros aplicativos famosos oferecem a autenticação de dois fatores, que entra em ação sempre que há uma tentativa de acessar sua conta a partir de um novo aparelho. Com a proteção dupla, o login só é autorizado depois que você fornece a senha e um segundo fator, que costuma ser gerado na hora por meio de um aplicativo de autenticação ou de uma notificação em um dispositivo confiável. Clique aqui para saber como ativar a proteção na conta do WhatsApp, do Instagram, do Facebook, do Google, do TikTok, do X e do Telegram. E clique aqui para ver como ativar na conta gov.br. Voltar ao início. Ative chaves de acesso (passkeys) Empresas de tecnologia como Google, Apple, Microsoft têm defendido o uso de chaves de acesso (passkeys), que prometem ser mais seguras do que o método padrão de login e senha. Com as chaves de acesso, o acesso a sites e aplicativos é feito usando apenas a impressão digital, o reconhecimento facial ou o código PIN do seu celular (veja como elas funcionam). A ideia é que você não precise mais se preocupar em lembrar tantas senhas e tenha um meio confiável (sua biometria, por exemplo) para acessar esses serviços. A opção é oferecida por empresas como Google, WhatsApp, TikTok, X, iCloud e Microsoft. Voltar ao início. O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha em apps e redes sociais Onur Binay/Unsplash Desconfie de abordagens suspeitas Não é preciso haver vazamento para roubar credenciais de vítimas. Criminosos podem tentar enganar a pessoa para que ela mesma informe suas informações privadas, o que pode ser feito por meio de sites e e-mails fraudulentos, por exemplo. A prática conhecida como phishing visa utilizar mensagens que parecem autênticas para roubar informações. Por isso, é importante verificar se o link do site é realmente o endereço que você deseja visitar – criminosos podem criar uma réplica em que a URL tem apenas algumas letras diferentes da original. Outra recomendação é analisar com atenção o que está escrito no site ou no e-mail e se perguntar por que você recebeu o conteúdo, que tipo de informação estão pedindo e se algo parece estranho. Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger Voltar ao início. VÍDEO: Como acontece um vazamento de dados? Chaves de acesso substituem senhas por impressão digital ou reconhecimento facial, por exemplo Altieres Rohr/G1

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...