terça-feira, 26 de agosto de 2025

SpaceX lança Starship, maior nave do mundo, pela 10ª vez

SpaceX lança Starship, maior nave do mundo, pela 10ª vez Nave conseguiu liberar carga no espaço pela primeira vez. Agora, ela segue trajetória até seu pouso. Esta é a terceira tentativa para o 10º voo da Starship, nave mais poderosa do mundo.. A missão já foi adiada duas vezes, devido a problemas na nave e ao mau tempo no Texas, onde o lançamento acontecerá.. A Starship faz testes sem tripulação para, no futuro, transportar pessoas e carga para a Lua e para Marte.

Starship, maior nave do mundo, faz lançamento inédito de cargas no espaço


Starship em transmissão da SpaceX, em 26 de agosto de 2025 Reprodução/SpaceX A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, lançou o 10º voo teste da Starship, a nave espacial mais poderosa do mundo, nesta terça-feira (26). O lançamento saiu de Boca Chica, no estado americano do Texas, por volta das 20h30 (horário de Brasília). Assim como os anteriores, o voo não é tripulado. Pela primeira vez, a nave conseguiu lançar carga útil no espaço — oito protótipos de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. Na 9ª missão, a Starship tinha tentado a façanha, sem sucesso (. Além disso, a empresa de Musk conseguiu pousar o foguete propulsor Super Heavy (parte de baixo da Starship) no Golfo do México, conforme planejava. A Starship ainda pretende reacender um único motor Raptor no espaço e pousar a parte superior da nave em segurança. Acompanhe o 10º lançamento ao vivo Initial plugin text Antes do lançamento desta terça, o 10º voo da maior nave do mundo já tinha sido adiado duas vezes. No domingo (24), devido a um vazamento de oxigênio líquido na plataforma de lançamento, e, na segunda-feira (25), devido às condições climáticas. A Starship vem sendo testada, sem tripulantes, desde abril de 2023 (veja abaixo como foi cada voo). A supernave deverá ser um dos veículos da missão Artemis III, um projeto da agência aeroespacial dos EUA (Nasa) que pretende levar os primeiros humanos à Lua desde a missão Apollo 17, de 1972. O início está previsto para setembro de 2026. Musk também pretende usar a Starship em voos a Marte, onde o homem nunca chegou. Como retorno de foguete da SpaceX para base pode tornar voos espaciais mais baratos Como foram os outros testes? No primeiro lançamento, em abril de 2023, a Starship explodiu quando ainda estava acoplada ao Super Heavy. Uma falha nos motores fez a empresa ativar um sistema de destruição para explodir o foguete. Veja como foi o 1º lançamento da Starship No segundo teste, em novembro de 2023, o Super Heavy explodiu, mas logo depois de se separar da nave. A Administração Federal de Avião dos EUA (FAA, na sigla em inglês) investigou o acidente e afirmou que a SpaceX identificou a necessidade de realizar 17 correções na nave. Veja como foi o 2º lançamento da Starship O terceiro voo aconteceu em março de 2024 e durou 50 minutos. A Starship foi destruída, mas a empresa considerou esse teste um avanço porque nunca tinha ido tão longe neste tipo de missão. Veja como foi o 3º lançamento da Starship O quarto teste foi em junho de 2024 e foi o primeiro bem-sucedido. A Starship conseguiu pousar no Oceano Índico, e o Super Heavy, no Golfo do México, como planejado. Starship completou seu 1º voo bem-sucedido na 5ª tentativa Na quinta missão, em outubro de 2024, a empresa conseguiu o retorno inédito do Super Heavy com a captura no ar pelos "braços da plataforma" e o pouso da Starship no Oceano Índico. A cápsula explodiu, como já era esperado, segundo a companhia. A manobra de retorno do foguete para a base de lançamento pode tornar voos espaciais mais baratos. Em teste da SpaceX, propulsor da Starship pousa com sucesso na torre de lançamento No sexto teste, em novembro de 2024, a SpaceX não conseguiu fazer com que o foguete Super Heavy retornasse para a plataforma de lançamento, como aconteceu no mês anterior. O foguete acabou pousando no Golfo do México poucos minutos depois do lançamento, o que estava previsto caso não houvesse condições ou o comando específico do diretor da missão para repetir a manobra. A nave pousou no Oceano Índico cerca de uma 1h depois de decolar. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, assistiu à missão do local do lançamento, com Elon Musk. Trump já tinha anunciado que o bilionário iria liderar o novo Departamento de Eficiência Governamental durante o seu mandato. SpaceX lança nave, mas não traz foguete de volta para plataforma No sétimo voo, em janeiro de 2025, a empresa de Musk conseguiu repetir manobra em que o foguete Super Heavy é levado de volta à plataforma de lançamento. SpaceX pousa foguete na plataforma, mas perde contato com nave Starship Mas a SpaceX perdeu o contato com a nave, pouco antes do pouso, o que já tinha acontecido em outros testes. Daquela vez, um vídeo registrou destroços da Starship riscando o céu no Haiti. Por segurança, voos comerciais que cruzavam a região do Caribe foram forçados a desviar de suas rotas. A empresa disse que os destroços caíram em áreas designadas para tal. SpaceX faz 8º voo da Starship, recupera foguete, mas perde contato com a nave No oitavo voo da Starship, no início de março, a SpaceX perdeu novamente o contato com a nave cerca de 10 minutos após o lançamento. Vídeos registraram os destroços da nave no céu na região das Bahamas (veja abaixo). Segundo o governo dos EUA, 240 voos no país foram prejudicados pela explosão. Apesar disso, pela terceira vez, a empresa conseguiu "capturar" em pleno ar o foguete que transportou a nave, pouco antes de ele pousar, e colocá-lo de volta na plataforma de decolagem. Fragmentos de nave da SpaceX rasgam os céus e causam atrasos em voos Na nona missão, que aconteceu em maio, a SpaceX perdeu o controle com a nave 40 minutos após o lançamento. Ela deveria pousar no Oceano Índico. Outra Além disso, a nave não conseguiu abrir a porta para lançar sua carga — oito simuladores de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. E, apesar de conseguir reaproveitar o foguete propulsor Super Hevay pela primeira vez, perdeu o contato com o equipamento durante a descida. Por que deu (quase) tudo errado no 9º voo da Starship? Conheça o maior foguete da história, criado pela empresa de Elon Musk Starship Arte/ g1 Conheça a Starship Veja mais: Recorde mundial: robô monta cubo mágico em 0,1 segundo e entra para o Guinness Amazon lança 27 satélites de internet ao espaço para competir com Starlink

iPhone 17: Apple anuncia data de evento em que deve revelar novo celular


iPhone 16 em loja da Apple em Londres, em 6 de outubro de 2024 Reuters/Hollie Adams/File Photo A Apple informou nesta terça-feira (26) que vai realizar seu evento anual em 9 de setembro, quando se espera que a empresa revele novos iPhones, relógios e outros dispositivos. Com o lema "De cair o queixo", o evento será realizado no Steve Jobs Theater, no Apple Park, e servirá como uma vitrine para os esforços da empresa na integração da inteligência artificial em seus dispositivos. Os anúncios da empresa serão acompanhados de perto por investidores receosos sobre a empresa estar perdendo terreno para rivais mais velozes na corrida para implementar a tecnologia de IA. Segundo reportagens da mídia, a Apple também vai revelar uma versão mais fina do seu iPhone mais recente, possivelmente com a marca iPhone Air ecoando suas linhas iPad Air e MacBook Air. A empresa também deve apresentar novas gerações do Apple Watch e do iPad Pro, além de uma versão mais rápida do dispositivo de realidade aumentada Vision Pro, de acordo com a Bloomberg News. Evento em que Apple deve apresentar iPhone 17 tem o lema "De cair o queixo" Reprodução/Apple Diferenças entre o iPhone 16e e o iPhone 16

Relator na Câmara quer votar até dezembro regulamentação de trabalhadores de app


Freepik O relator da comissão especial da Câmara que analisa a proposta de regulamentação de trabalho por aplicativo, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), diz esperar que a Casa vote o texto ainda este ano. Coutinho definiu o cronograma de debate do projeto nesta terça-feira (26). O plano foi apresentado e referendado pelos membros do colegiado. 🚗Segundo o relator, o objetivo é concluir as discussões da proposta ainda no mês de novembro. Augusto Coutinho planeja realizar, ao menos, dez audiências públicas com trabalhadores e empresas do setor de transporte e de delivery por app. 📅A expectativa, de acordo com Coutinho, é que um parecer seja apresentado e votado, pela comissão especial, até a segunda semana de novembro. Depois desta fase, a proposta poderá ser analisada pelo plenário principal da Câmara. O relator defende que o Congresso regulamente as relações de trabalho por aplicativo para evitar um "desprazer de algum tribunal legislar por nós". "Na minha opinião, hoje a relação do trabalhador com as plataformas é uma relação injusta. É uma relação em que o trabalhador não tem nenhuma segurança em nada. E também é preciso dar às próprias plataformas segurança jurídica, para que elas saibam quais as obrigações deles", afirmou o deputado. Augusto Coutinho projeto que o texto poderá ser votado pelo conjunto dos deputados ainda em dezembro deste ano. "A ideia é que a gente vote o relatório até o dia 15 de novembro e a gente tenha até o final do ano para votar em plenário. Acho que é uma matéria importante que a gente precisava ao final desse ano entregar ao Brasil uma legislação dessa matéria", declarou. O projeto Motoristas de app: projeto prevê remuneração mínima A proposta em discussão pelo colegiado foi apresentada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). O texto contempla trechos de um outro projeto, apresentado pelo governo federal no ano passado, que ficou travado em razão de divergências políticas. 📄O projeto define regras para a cobrança de taxas pelas empresas e prevê como deverá ser a remuneração dos trabalhadores. 💵Há, por exemplo, veto à cobrança de taxa sobre gorjetas pagas aos profissionais. A proposta também determina que os trabalhadores de app serão considerados como contribuintes individuais da Previdência Social. O texto prevê que alíquota da contribuição previdenciária será de 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição para trabalhadores de família de baixa renda. O relator da comissão especial afirmou que a proposta deve ser "alargada" para tratar de "qualquer serviço realizado por meio de aplicativo ou plataforma digital, e não apenas dos serviços de transporte de pessoas e de entrega de bens".

Entenda como o governo Trump virou sócio da Intel


Governo dos EUA adquire ações da Intel REUTERS/Dado Ruvic/Illustration A Intel e o presidente Donald Trump confirmaram, na sexta-feira (22), que o governo dos EUA será dono de 9,9% da fabricante de chips norte-americana, em um investimento que soma US$ 11,1 bilhões. Segundo a Reuters, a transação deve ser concluída nesta terça-feira (26). A compra, no entanto, foi feita com um dinheiro que a Intel já receberia do governo dos Estados Unidos. Os valores usados na transação são parte de subsídios aprovados à Intel durante o governo de Joe Biden. Agora, Donald Trump decidiu mudar a forma desse apoio: em vez de repassar o dinheiro diretamente, o governo passará a ter participação acionária na empresa. O investimento total de US$ 11,1 bilhões está dividido dessa forma: US$ 5,7 bilhões em subsídios previstos pela Lei Chips, aprovada no governo Biden, ainda não pagos à empresa; US$ 3,2 bilhões de um subsídio relacionado ao programa Secure Enclave, também da era Biden, ainda não pago à empresa; Outros US$ 2,2 bilhões em subsídios da Lei Chips que a Intel já recebeu do governo americano. O governo também obteve desconto de 17,5% na compra. As ações da Intel, que valiam US$ 24,80 no fechamento da sexta-feira, foram adquiridas por US$ 20,80 cada uma, segundo a Reuters. 🔍O que foi a Lei Chips? Aprovada durante o mandato de Biden, a Lei Chips destinou US$ 52 bilhões em incentivos para a indústria de chips impulsionar a produção de semicondutores no país. Donald Trump na Casa Branca AP Photo/Evan Vucci EUA ‘não pagaram nada’, diz Trump Trump afirmou que os EUA “não pagaram nada” pelas ações, já que usaram subsídios como moeda de troca. O presidente disse que o acordo surgiu durante uma reunião na semana passada com o CEO da Intel, Lip Bu Tan, dias depois de Trump ter pedido a renúncia do executivo devido a suas ligações anteriores com a China. Em comunicado, a Intel classificou o acordo como “histórico” e disse que ele mostra a confiança do governo na empresa e em seu papel estratégico na indústria de semicondutores. A Intel também informou que o governo será um acionista passivo, sem direito a voto no conselho nem acesso a informações internas. Trump ameaça taxar China e países que regulam empresas de tecnologia em 200% Risco para o negócio Nos últimos anos, a Intel passou por problemas de gestão e perdeu sua liderança no setor de fabricação de chips para a TSMC, de Taiwan. Além disso, também foi superada pela Nvidia na corrida por chips de inteligência artificial. As ações da Intel fecharam em alta de 5,5% na sexta-feira com a notícia da participação acionária do governo, mas caíram 1% nas negociações pós-mercado, após a empresa detalhar os termos do acordo. Segundo a Reuters, a Intel informou na segunda-feira (25) que a presença do governo como acionista pode representar riscos para os negócios, eventualmente prejudicando vendas internacionais ou limitando a capacidade da empresa de obter futuros subsídios. A participação também reduziria a influência de voto de outros acionistas, pois os poderes do governo sobre regulamentações que afetam a Intel podem limitar a capacidade da empresa de buscar transações em benefício dos sócios, segundo o documento obtido pela agência. Estratégia controversa de Trump Embora seja incomum para o governo dos EUA adquirir uma participação em uma empresa tão grande como a Intel, isso está alinhado à tendência de Trump de intervir no mercado durante seu segundo mandato, segundo a agência Deutsche Welle. As fabricantes de chips Nvidia e AMD também concordaram neste mês em pagar 15% da receita de suas vendas na China ao governo dos EUA. Outro exemplo foi a recente venda da siderúrgica americana US Steel para a japonesa Nippon Steel, em um acordo que garantiu ao governo dos EUA a golden share, que dá amplo poder de veto sobre decisões corporativas da US Steel e o direito de nomear um membro do conselho. Houve também o anúncio, em julho, de que o governo dos EUA se tornaria o maior acionista da única mina de terras raras em operação nos EUA, de propriedade da MP Materials. "A gestão Trump está realmente adotando uma visão ampla do que é possível em termos de intervenções do governo dos EUA no setor privado e forçando muito os limites", afirmou à DW Geoffrey Gertz, pesquisador sênior do Centro para uma Nova Segurança Americana, de Washington. Ele descreveu as medidas como "incomuns" e fez uma distinção entre as políticas que estimulam setores inteiros e a estratégia direcionada de Trump, que fecha acordos pontuais com empresas específicas. "Essa é uma abordagem bem diferente de estabelecer padrões ou diretrizes de política industrial para todo o setor." No entanto, também existe apoio à abordagem de Trump, especialmente quando se trata de setores considerados estrategicamente importantes na rivalidade entre os EUA e a China, como semicondutores e terras raras. "A Intel é mais do que apenas uma empresa, e acho que a decisão de investir deve ser aplaudida", disse à DW Sujai Shivakumar, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington. "É hora de entender que esse tipo de política industrial é a norma nas economias avançadas, e que os governos estão fornecendo essa forma de apoio amplo. Se nos agarrarmos a esse mito de um mercado puro aqui nos EUA, corremos o risco de perder terreno em um dos setores mais estratégicos do século", acrescentou.

Rival do ChatGPT, Perplexity cria fundo para pagar veículos de jornalismo por conteúdo em buscas com IA


Perplexity, plataforma de IA REUTERS/Dado Ruvic A ferramenta de inteligência artificial Perplexity anunciou nesta segunda-feira (25) que começará a pagar milhões de dólares a meios de comunicação como parte de um novo modelo para compartilhar os lucros das buscas com empresas jornalísticas. Os veículos que se tornarem parceiros da companhia receberão pagamentos quando seu trabalho for utilizado pelo navegador ou pelo assistente de IA da Perplexity para responder a consultas ou solicitações, informou a startup sediada em San Francisco. "Estamos compensando os meios de comunicação com o modelo adequado para a era da IA", anunciou a empresa em seu blog. Os pagamentos serão administrados por meio de um serviço de assinatura que será lançado nos próximos meses, chamado Comet Plus, que a Perplexity descreve como um programa que garante que veículos e jornalistas se beneficiem dos novos modelos de negócio que a IA oferece. Foi reservado um fundo comum de US$ 42,5 milhões (R$ 230 milhões) para compartilhar com os meios, e espera-se que ele aumente com o tempo, acrescentou. "Conforme a web evoluiu além da informação para incluir conhecimento, ação e oportunidades, o excelente conteúdo de veículos e jornalistas ganha ainda mais importância", explicou a equipe da Perplexity. A Perplexity é uma startup em ascensão no Vale do Silício, e seu motor de busca baseado em IA é frequentemente citado como um potencial disruptor para o Google. No entanto, a empresa foi processada por meios como o Wall Street Journal, o New York Times e o japonês Yomiuri Shimbun, que alegam que ela se beneficia injustamente de seu trabalho. Um modelo de repartição de receitas por parte da Perplexity seria um gesto de conciliação com os veículos e ajudaria a dissipar as acusações de oportunismo. Diferentemente do ChatGPT ou do Claude, da Anthropic, a Perplexity fornece respostas atualizadas que frequentemente incluem links para os materiais de origem, permitindo que os usuários verifiquem a informação.

Tribunal francês abre investigação contra rede social Kick após morte de influenciador em live


Morte de influenciador em live: o que é a Kick, rede social que abrigou transmissão Um tribunal de Paris abriu uma investigação preliminar contra a plataforma australiana Kick. A medida ocorre após a morte do influenciador francês Raphaël Graven, de 46 anos, durante uma transmissão ao vivo na semana passada, informou a agência Reuters nesta terça-feira (26). A justiça vai apurar se a empresa ofereceu conscientemente serviços ilegais, como a transmissão de vídeos de ataques à integridade pessoal, e se cumpriu a legislação europeia sobre serviços digitais, que obriga a notificação de riscos à vida ou à segurança dos usuários. Na semana passada, o Ministério Público de Nice, no sul da França, já havia aberto um inquérito para investigar a causa da morte de Raphaël Graven. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Conhecido como “Jean Pormanove” e “JP”, o streamer participava de vídeos em que aparecia sendo submetido a violência e outras humilhações, principalmente por dois homens que eram seus parceiros de conteúdo, conhecidos pelos pseudônimos “Narutovie” e “Safine”. O vídeo da morte, transmitido ao vivo na plataforma Kick, foi amplamente compartilhado na rede social. Segundo usuários, as imagens mostram o momento imediatamente anterior à morte de Graven, ou anterior à descoberta de que ele estava morto. No vídeo, o influenciador aparece inconsciente sob um edredom numa cama. Na sequência, é possível ver dois outros homens. Em um determinado momento, um deles atira uma pequena garrafa de plástico na direção de Graven. Na quarta-feira (20), a Kick confirmou que baniu os criadores envolvidos na morte do influenciador. O que é a Kick? Influenciador Jean Pormanove, que morreu durante uma transmissão ao vivo na França X/@JeanPormanove A Kick é uma plataforma de lives com foco em jogos criada em dezembro de 2022. Com mais de 50 milhões de usuários, ela ganhou espaço ao ficar com apenas 5% do valor gerado por influenciadores com assinaturas de seus seguidores. A concorrente Twitch, por outro lado, cobra 50% de taxa, mas tem mais de 105 milhões de usuários. Alguns influenciadores migraram para a Kick por conta de suas regras de moderação flexíveis. A plataforma já permitiu lives que violaram direitos autorais, exibiram conteúdo de sites adultos e promoveram debate com um nazista, segundo reportagem publicada em 2023 pela Bloomberg. Na época, a plataforma disse que estava ampliando seus esforços de moderação e que não tolerava discurso de ódio. Na última quinta-feira (14), a plataforma comemorou a estreia de MrBeast, conhecido como maior influenciador do mundo. Ele fez uma live em que arrecadou US$ 12 milhões para o seu projeto de acesso a água potável. Sobre a morte do influenciador, a Kick afirmou à RFI que não responderia a questionamentos sobre a morte de Graven por conta de sua política de privacidade. Mas um porta-voz disse à BBC que a plataforma estava "revisando com urgência" as circunstâncias da morte do influenciador. "Estamos profundamente tristes com a perda de Jean Pormanove e expressamos nossas condolências à sua família, amigos e comunidade", afirmou. O porta-voz também disse que as diretrizes de comunidade foram "projetadas para proteger os criadores" e que a empresa estava comprometida em manter esses padrões. Quem são os donos da Kick? Rede social Kick Reprodução/Kick A Kick foi criada pelos empresários australianos Edward Craven e Bijan Tehrani, também donos do cassino online Stake. Cada um deles tem fortuna avaliada em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 15,4 bilhões), segundo a Forbes. O patrimônio deles veio principalmente de jogos de cassino virtuais em que usuários apostam criptomoedas. A Kick e a Stake ganharam notoriedade em 2024 ao patrocinarem a Sauber, equipe de Fórmula 1 que hoje tem o brasileiro Gabriel Bortoleto como um de seus pilotos e que adotou as cores verde e preto das duas marcas em seus carros. Segundo a Forbes Australia, Craven e Tehrani entraram no ramo em 2013, quando o bitcoin valia cerca de US$ 100 (cerca de R$ 550), e aproveitaram a valorização da criptomoeda. A Stake, por exemplo, foi fundada em 2017, quando o bitcoin era vendido por mais de US$ 10 mil (R$ 55 mil). A Kick trouxe prejuízo de US$ 100 milhões para os empresários desde a sua criação, estima a Forbes. Isso não é uma exclusividade da plataforma: a Twitch existe desde 2011 e nunca conseguiu registrar lucro. Ainda de acordo com a revista, as regras de moderação fracas da Kick dificultaram seus esforços em atrair anunciantes para o serviço. O que significa o ícone de óculos nos Stories do Instagram? 'Qual é a minha bênção?': trend com o ChatGPT viraliza e divide opiniões nas redes sociais O seu cérebro quando você assiste a um vídeo em velocidade 1,5

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...