sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Data centers serão construídos no espaço em até 20 anos, diz Bezos: 'Tem energia solar 24h'


Jeff Bezos, fundador da Amazon, durante evento na Itália em outubro de 2025 REUTERS/Remo Casilli O fundador da Amazon, Jeff Bezos, afirmou nesta sexta-feira (3) que data centers gigantes poderão ser construídos no espaço em até 20 anos. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua. "É difícil saber exatamente quando -- são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos. A declaração foi feita durante conversa com John Elkann, presidente da Ferrari e da Stellantis, na Semana Italiana de Tecnologia, em Turim. Segundo ele, os equipamentos "serão mais bem construídos no espaço, porque lá temos energia solar 24 horas por dia, 7 dias por semana". "Não há nuvens, nem chuva, nem clima", acrescentou o diretor-executivo da Amazon. "No espaço, seremos capazes de superar o custo dos data centers terrestres nas próximas décadas." LEIA TAMBÉM: Projeto Stargate: como serão novos data centers bilionários nos EUA Veja como serão os primeiros data centers de IA no Brasil Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Demanda crescente de energia O número de data centers cresce rapidamente com o avanço da inteligência artificial e da computação em nuvem, o que eleva a demanda por eletricidade e água para resfriar servidores. A ideia de construir os equipamentos no espaço já desperta interesse em grandes empresas de tecnologia, diante do forte aumento da demanda por energia na Terra. Apesar do disso, especialistas apontam desafios: manutenção difícil, problemas para atualizações, custos altos de lançamento e riscos de falhas em foguetes. Bezos afirmou que a ida de data centers para a órbita segue uma tendência de usar o espaço para melhorar a vida na Terra. “Isso já aconteceu com os satélites meteorológicos e de comunicação. O próximo passo serão os data centers e, depois, outros tipos de manufatura”, declarou. Casamento de Jeff Bezos, fundador da Amazon, gera protestos em Veneza

Intoxicação por metanol: por dentro do mercado clandestino de lacres falsos, tampas e garrafas de bebidas alcoólicas


Anúncio de tampas de bebidas alcoólicas à venda em página do Facebook BBC/Reprodução Rótulos e tampas de bebidas famosas, selos apresentados como se fossem da Receita Federal e garrafas de marcas de gin, vodka e whisky circulam livremente em grupos de Facebook, abertos ou fechados, dedicados à compra e venda desses itens, segundo apurou a BBC News Brasil. Os anúncios prometem entrega para "todo o Brasil" e venda em grande escala, de milhares de produtos. Entre os interessados estão perfis com nomes e logotipos de adegas de diferentes estados do país. Em apenas um desses grupos há mais de 10 mil participantes, além de outros menores e com acesso restrito. Um vendedor com DDD do Rio de Janeiro, por exemplo, oferece garrafas de um whisky de marca internacional por R$ 5 a R$ 10 a unidade, a depender da quantidade comprada. O valor é praticamente dez vezes o que se conseguiria em uma empresa de reciclagem, por exemplo. Em conversa por WhatsApp com a BBC, um vendedor de selos diz que o produto sai a R$ 1,30 por selo, e ofereceu um pacote com 1 mil unidades. Ele não confirmou a origem do material e não quis fornecer mais detalhes. Nos últimos dias, autoridades brasileiras advertiram sobre um número atípico de casos de pessoas intoxicadas por metanol devido ao consumo de bebidas alcoólicas contaminadas com a substância — que pode provocar mortes e danos irreversíveis, como cegueira. Existe a suspeita de que bebidas possam ter sido adulteradas com metanol, já que muitos dos casos relatados são de pessoas que beberam em bares. As autoridades também trabalham com a hipótese de algum problema de contaminação no envase de garrafas. Em um dos grupos vistos pela BBC, um perfil de uma adega no interior do Mato Grosso do Sul diz procurar lacres e tampas de uma famosa marca de whisky — e, na mesma publicação, aparecem outros compradores interessados. Também são anunciadas garrafas descritas como "zero", além de caixas, tampas e adesivos. Os vendedores chegam a publicar vídeos para demonstrar a suposta qualidade dos produtos e oferecem envio pelos Correios. Na prática, esses grupos funcionam como uma feira livre virtual: vendedores e compradores expõem seus números de WhatsApp, com DDDs de vários estados. Em alguns casos, há moderação e é preciso pedir autorização para entrar. Em outros, o acesso é totalmente aberto. A venda de garrafas, em si, não é um crime, mas diversos especialistas alertam que é uma prática comum no mercado paralelo de falsificação de bebidas alcoólicas. Vendedores contatados pela reportagem dizem não saber qual é o destino das garrafas. Entre os anunciantes há também empresas de reciclagem e até pessoas que se apresentam como colecionadores. A BBC News Brasil procurou a Meta, responsável pelo Facebook, mas ainda não houve um posicionamento sobre o caso. Anunciante diz que vende rótulo e 'selo da Receita Federal' em grupo BBC/Reprodução 'Quem vende sabe que o objetivo é o descaminho' Um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou que o mercado ilegal das bebidas alcoólicas movimentou R$ 56,9 bilhões no Brasil, aumento de 224% em relação a 2017. O modus operandi da falsificação passa pela reutilização de garrafas de marcas legítimas, segundo a entidade. De acordo com o Fórum, é comum na falsificação a prática do refil, com a reutilização dos vasilhames para envasamento das bebidas adulteradas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas de bebidas. Uma ação recente da Polícia Civil em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, encontrou um depósito em que estavam sendo higienizadas ao menos 20 mil garrafas. Para Lucien Belmonte, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Vidro (Abividro), a falta de fiscalização faz com que o crime compense nesse setor. Ele diz que o correto seria que estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas destinem as garrafas para contêineres de reciclagem ou contratem um serviço de coleta. "Já vi garrafas com tampa sendo vendidas a R$ 450. Obviamente isso não é para fazer abajur, mas para encaminhar para falsificação", diz. "Quem vende sabe que o objetivo é o descaminho, que é para esquema de falsificação." Ele destacou um projeto de lei, colocado no regime de urgência pela Câmara dos Deputados, que classifica como crime hediondo a adulteração de alimentos, incluindo bebidas, e avalia que esse comércio das garrafas com o objetivo de falsificação também deveria ser punido. "Hoje não há um crime específico. É preciso ter uma interpretação alargada da lei para tipificar." Como é o controle das bebidas destiladas? O controle de destilados importados, como gin ou vodka, é feito pela utilização de selos, que são impressos pela Casa da Moeda e aplicados nas tampas das garrafas. O selo autêntico tem uma holografia que mostra as letras R, F ou B. Segundo a Receita Federal, o selo está relacionado a aspectos tributários, sem preocupação específica com o conteúdo das garrafas ou composição do produto. Já a autorização de entrada no país de bebidas importadas cabe ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que é responsável por verificar e autorizar previamente a importação desses produtos e avaliar identidade, qualidade e segurança. Entidades reclamam da suspensão de um sistema de rastreamento de bebidas, o Sicobe, que tinha sido implementado em 2008, mas foi desativado em 2016 sob alegação de altos custos de manutenção (cerca de R$ 1,4 bilhão ao ano). Houve uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado para religá-lo, mas o caso foi judicializado e está pendente de uma decisão no Supremo Tribunal Federal. Um estudo feito em 2023 e assinado por dois economistas da Fia Consultoria explica como funcionava o Sicobe: sensores instalados na linha de produção registravam a quantidade de bebidas engarrafadas em lata ou em garrafas. Os dados eram então encaminhados à Receita Federal, sem depender de notificações voluntárias das produtoras de bebidas. "O sistema reduz fraudes e evita subnotificação da produção", diz o estudo. Esse sistema, no entanto, fazia o monitoramento de cervejas e refrigerantes, não dos destilados, segundo nota divulgada pela Receita Federal. Ainda assim, especialistas avaliam que algum tipo de rastreamento precisa ocorrer para coibir a falsificação, mesmo que por meio de outro sistema. "Um comerciante mal-intencionado pode comprar a bebida original, vendê-la e depois, ao invés de mandar o vasilhame pra reciclagem, vender pra esse mercado paralelo, por um valor mais caro", diz Sérgio Pereira da Silva, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Combate à Falsificação. SIlva avalia que é necessário que haja algum tipo de rastreabilidade dos produtos e que só os selos não dão conta do problema. "Hoje você encontra facilmente selos falsificados pra comprar. A mesma gráfica que falsifica o rótulo também falsifica o selo." Para o delegado aposentado da Polícia Federal e consultor em compliance e segurança, Jorge Pontes, falta controle da produção de bebida no Brasil. "Antes o controle era muito melhor. Tem que ter algum tipo de controle estatal. Não dá pra deixar só na mão de particulares, pois cria-se um ambiente propício para a criminalidade", diz. "Hoje o chamado 'follow the product' [siga o produto] é tão importante quanto o 'follow the money' [siga o dinheiro] em investigações. O poder público precisa saber o que está sendo produzido, quanto está sendo produzido." O pesquisador-sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) Nívio Nascimento, que participou de um estudo da entidade que cita o contrabando de bebidas alcoólicas, ressalta que esse tipo de crime sempre existiu, mas a novidade percebida nos últimos anos é a inserção e o interesse cada vez maior do crime organizado. "Muitas vezes associamos facções ao comércio de cocaína, maconha e outros ilícitos. Mas hoje o cenário é de diversificar a atuação. Houve uma infiltração robusta do crime organizado em diversos setores da economia, como o da bebida." Ainda não há evidências, vale lembrar, de que os casos de contaminação em São Paulo estejam ligados a facções. "Nesse momento há pouca informação disponível para concluir se há participação do PCC. É preciso esperar investigações para entender o que aconteceu", disse. g1: Brasil tem 59 notificações de intoxicação por metanol; entenda

Apple remove apps que rastreavam polícia de imigração nos EUA após pressão de Trump


Apple perde US$ 250 milhões após tarifaço de Trump Reprodução/TV Globo; Reuters/Mike Segar A Apple anunciou nesta quinta-feira (2) que removeu da App Store o ICEBlock, um popular aplicativo usado para rastrear ações da polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), além de outros programas semelhantes, após pressão do governo do presidente Donald Trump. O ICEBlock enviava alertas sobre a presença de agentes do Immigration and Customs Enforcement em determinadas áreas. O órgão tem sido central na política de imigração de Trump, marcada por batidas e prisões frequentes de migrantes. No dia 18 de agosto, o ICEBlock informou em sua conta na rede social BlueSky que havia ultrapassado a marca de 1 milhão de usuários. "Acabamos de receber uma mensagem da App Review da Apple informando que o #ICEBlock foi removido da App Store por 'conteúdo censurável'. Acreditamos que isso ocorreu devido à pressão do governo Trump. Respondemos e vamos lutar contra isso", escreveu a empresa no BlueSky após o banimento. "Com base nas informações que recebemos das autoridades policiais sobre os riscos de segurança associados ao ICEBlock, removemos esse aplicativo e outros semelhantes da App Store", informou a Apple em comunicado. ICEBlock chegou a ser um dos apps mais baixados na App Store. Reprodução/BlueSky ICEBlock Desde o início do governo Trump, o ICE realizou operações em instalações com imigrantes no país. A agência também prendeu portadores de visto e residentes permanentes que, segundo críticos, foram alvo da administração por defenderem causas pró-palestinas. Grupos de direitos humanos afirmam que o governo Trump viola garantias constitucionais de liberdade de expressão e de acesso ao devido processo legal.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Mais finos que um lápis: g1 testa o iPhone Air e o Galaxy S25 Edge


Mais finos que um lápis: g1 testa o iPhone Air e o Galaxy S25 Edge O recém-lançado iPhone Air e o Samsung Galaxy S25 Edge (à venda desde maio) chamam a atenção pela espessura reduzida, menor do que a largura de um lápis. Eles fazem parte de uma nova tendência dos fabricantes de privilegiarem o design dos smartphones. Para deixar o Air e o S25 Edge bonitos, as marcas tiveram que deixar alguns recursos de lado, reduzindo o número de câmeras e a capacidade da bateria, na comparação com os celulares normais. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp O Guia de Compras testou ambos para entender essas mudanças. Spoiler: eles ficam muito mais práticos para usar. Os dois cabem bem no bolso, são resistentes, as fotos saem excelentes e os celulares ficaram longe da tomada por bastante tempo, mais do que o esperado. Samsung Galaxy S25 Edge, um lápis e o iPhone Air Henrique Martin/g1 O ponto negativo é que ainda são muito caros. No começo de outubro, o iPhone Air ia de R$ 10.499 (256 GB) a R$ 13.499 (1 TB) nas lojas on-line pesquisadas. O Galaxy S25 Edge saía na faixa dos R$ 5.000 (256 GB) a R$ 6.600 (512 GB). Leia os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. iPhone Air Samsung Galaxy S25 Edge Design iPhone Air, um lápis e o Samsung Galaxy S25 Edge Henrique Martin/g1 O design dos dois celulares testados traz algumas vantagens inesperadas no uso cotidiano. A primeira é que eles são muito mais confortáveis para ver vídeos casuais no sofá ou na cama, por serem mais fáceis de segurar. Mesmo com as telas grandes, cansa menos utilizar com uma mão só por conta da espessura. Outra mudança é na hora de fotografar com a câmera traseira. Fica mais simples segurar os aparelhos na horizontal, em um mundo tomado pelos vídeos e fotos verticais. Precisa de capinha? Não necessariamente, já que o acessório acaba com a graça do telefone. Capinhas e bumpers são indicados para aumentar ainda mais a proteção do aparelho. Apple e Samsung usaram estruturas de titânio na carcaça dos aparelhos, com proteção de vidro reforçado na frente e na traseira. No lançamento do iPhone 6, em 2014, a Apple sofreu com o “bendgate”, quando o celular dobrava e quebrava com facilidade por ser bastante fino (6,9 milímetros). Não é o caso do Air nem do Edge. Outros aparelhos premium das marcas têm estruturas de alumínio, mais leve. É o caso do iPhone 17, 17 Pro e 17 Pro Max e do Galaxy S25 e S25 Plus. O S25 Ultra também usa titânio. O iPhone Air tem apenas 5,6 mm de espessura e pesa 165 gramas. Isso representa 30% a menos que a espessura de um iPhone 17 (8 mm). Já o Galaxy S25 Edge tem 5,8 mm de espessura e pesa 163 gramas. São 19,4% a menos na comparação da espessura do Galaxy S25 (7,2 mm). A tela do Air é de 6,5 polegadas. A do S25 Edge, um pouco maior, com 6,7 polegadas. Para comparação, os iPhones 17 e 17 Pro têm tela de 6,3 polegadas. O iPhone 17 Pro Max e o Galaxy S25 Ultra, de 6,9". A maneira como os produtos foram pensados mostra muito da filosofia de cada fabricante ao criar um novo smartphone. No Air, a Apple concentrou a maioria dos componentes (memória, processador, chips de redes, sensor da câmera) em uma área mais grossa chamada de platô. Interior do iPhone Air Divulgação/Apple O resto foi reservado para a bateria. Para conseguir isso, a fabricante precisou fazer algumas concessões, removendo algumas partes. Entre elas, a gaveta do chip do celular (funciona apenas com o chip digital, o eSIM) e um alto-falante (o Air tem som apenas no topo, que prejudica na hora de ver vídeos na horizontal). Além disso, o celular tem apenas uma câmera, contra duas do iPhone 17 e três do 17 Pro/Pro Max. Já a Samsung projetou o Edge como um celular normal, só que mais compacto. A fabricante diz que utilizou um novo sistema de encaixe dos componentes, com “precisão de 0,1 mm”. O Galaxy S25 tem 0,2 milímetro a mais na espessura e pesa 2 gramas a menos que o iPhone Air. Com isso, a Samsung conseguiu colocar mais itens na estrutura: a gaveta do chip, uma segunda câmera (grande angular), alto-falante estéreo (em cima e embaixo), além de uma bateria com capacidade um pouco maior. Galaxy S25 Edge: imagem da Samsung mostra o esquema interno do celular Samsung/Divulgação Desempenho e bateria iPhone Air e Galaxy S25 Edge são aparelhos topo de linha com configurações técnicas bem próximas aos smartphones mais avançados das fabricantes. O Air utiliza o processador A19 Pro, o mesmo usado nos iPhone 17 Pro e 17 Pro Max. O S25 Edge, o Snapdragon 8 Elite, que também está no Galaxy S25 e outros modelos premium da Samsung. Nos testes de desempenho (veja ao final como são feitos), que simulam tarefas do dia a dia, o Air foi mais veloz que o Edge. Na avaliação de vídeo, que mede como o celular lida com games e reprodução de mídia, o Edge passou à frente do Air. A duração da bateria não foi tão ruim quanto o imaginado por conta do design, que reduz a capacidade de carga do aparelho. Para referência, dá para encontrar aparelhos normais que passam das 14 horas, como o iPhone 16e (veja o teste) e o Moto Razr 60 Ultra (leia a avaliação). O iPhone Air demorou cerca de 12 horas para atingir 20% da carga. No Galaxy S25 Edge foram 12h34. Câmeras iPhone Air e Galaxy S25 Edge vistos por trás: menos câmeras que os modelos mais poderosos das marcas Henrique Martin/g1 Apple e Samsung têm ao menos duas ou três câmeras em seus celulares topo de linha: uma grande angular, a principal e uma para dar zoom. O Air vem com apenas uma câmera principal, com 48 megapixels de resolução. A aproximação de 2x é um truque: o iPhone recorta e traz para perto a imagem de 48 megapixels, gerando uma foto boa de 12 MP. No zoom digital, o Air chega a 10x. As fotos em modo retrato, aquelas com o fundo desfocado, saem boas. Mas, se não tem uma segunda lente, como o Air desfoca o que está em segundo plano? Tudo é feito pelo processador de imagem do sensor junto chip A19 Pro. Dá para dizer que é “inteligência artificial” também. O S25 Edge tem duas câmeras. A principal, com 200 megapixels de resolução, também com 2x de zoom óptico. O zoom digital, por sua vez, vai a 10x, como no Air. Veja abaixo como cada um dos celulares aproxima as imagens. A segunda câmera do S25 Edge é uma grande angular de 12 MP capaz de tirar fotos macro. Na foto abaixo, dá para perceber que a lente macro do S25 Edge entrou em ação, mas o celular desfocou menos o fundo. Já o iPhone Air perdeu alguns detalhes, mas desfocou mais o fundo. c As imagens geradas pelos aparelhos são excelentes. A diferença de estilo de captura para cada marca é perceptível. Imagens feitas no Air ficam mais amareladas e até um pouco mais escuras, as do S25 Edge estão claras e com uma nitidez bem alta. Nas fotos noturnas, o S25 Edge se mostrou melhor ao equilibrar o contraste entre áreas claras e escuras da foto. os testou ambos para entender essas mudanças. Spoiler: eles ficam muito mais prátis Faz falta a grande angular no iPhone Air, principalmente em cenários mais abertos. Na hora da selfie, o iPhone Air é bem mais divertido. Tem uma câmera de 18 megapixels cheia de truques. O melhor é ajustar o enquadramento de forma automática dependendo do número de pessoas na imagem. Se é apenas uma, dá zoom no rosto. Entra mais gente em cena, ela corrige sozinha e deixa a foto na vertical, mais aberta, ou transforma em horizontal. Isso tudo sem precisar girar o telefone. Selfie no iPhone Air: câmera ajusta o enquadramento de forma automática Fábio Tito/g1 As do Galaxy S25 Edge, com 12 megapixels de resolução, ficam boas, mas não há nada de diferente na hora do clique. Conclusão iPhone Air e Galaxy S25 Edge vistos de frente Henrique Martin/g1 Essa nova categoria de celulares não é para todo mundo. Mas é bom lembrar que essa ainda é a primeira geração. Pode-se imaginar o que vamos ver nas próximas, com mais miniaturização de componentes e melhoria nas tecnologias de bateria. O design avançado e a miniaturização dos componentes deixaram os aparelhos bem caros. Some a isso os materiais utilizados para manter a estrutura deles à prova de dobra, como o titânio e vidros reforçados. Hoje, parecem ser voltados mais a um público que quer ter o “modelo diferente da hora” do que quem precisa de muita bateria e mais câmeras no celular. Mas, se você procura alto desempenho, com uma duração aceitável de bateria, com menos opções de câmeras, tanto o iPhone Air quanto o Galaxy S25 Edge são uma boa pedida. Fica a diferença de sistema operacional – iOS e sua integração com produtos Apple ou Android e sua conectividade com PCs e outros dispositivos. Como foram feitos os testes Os aparelhos foram emprestados pelas fabricantes e serão devolvidos. Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros. Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação. Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização no padrão de fábrica. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. 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OpenAI, dona do ChatGPT, atinge US$ 500 bilhões e supera SpaceX como maior startup do mundo


Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas Dado Ruvic/Reuters A OpenAI, dona do ChatGPT, atingiu US$ 500 bilhões em valor de mercado após funcionários atuais e antigos venderem US$ 6,6 bilhões em ações , segundo as agências Reuters e Bloomberg. Até então, a OpenAI era avaliada em US$ 300 bilhões. Agora, a empresa de Sam Altman ultrapassou a SpaceX, de Elon Musk, como a startup mais valiosa do mundo, segundo a Bloomberg. Mesmo sem registrar lucro, a OpenAI vem expandindo sua atuação com parcerias em infraestrutura tecnológica, incluindo Oracle e SK Hynix, acrescenta a agência. As ações foram compradas por um grupo de investidores que inclui Thrive Capital, SoftBank, Dragoneer Investment Group, MGX e T. Rowe Price, informou a Reuters. Segundo a agência, a empresa havia autorizado a venda de até US$ 10 bilhões em ações no mercado secundário. Sam Altman, CEO da Open AI REUTERS/Shelby Tauber O negócio se soma ao aporte anterior da SoftBank, que já havia investido US$ 40 bilhões na OpenAI em uma rodada de financiamento primário. A transação acontece em meio à disputa de grandes empresas de tecnologia por talentos em inteligência artificial. A Meta, por exemplo, investe bilhões na Scale AI e contratou o CEO da empresa, Alexandr Wang, de 28 anos, para liderar uma nova unidade de superinteligência. Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

Cidade do Japão limita uso de dispositivos digitais a duas horas por dia


Pessoa olha aplicativo de mensagens no celular Joana Caldas/g1 Para tentar fazer com que seus cidadãos reduzam o tempo em frente às telas, uma cidade do Japão aprovou uma lei que limita uso de dispositivos digitais a duas horas por dia. A lei foi ideia do prefeito de Toyoake, que tem cerca de 68 mil habitantes e fica em subúrbio industrial, e foi aprovada por 12 votos a 7 na Assembleia Municipal na semana passada. Essas duas horas não abrangem o tempo gasto no horário de trabalho e nas escolas. "É muito triste terminar o dia olhando para o smartphone o tempo todo em casa. Espero que os cidadãos mudem de comportamento", defendeu ele ao falar sobre o projeto ao jornal americano "The New York Times". Em vigor desde esta quarta-feira (1º), a lei, no entanto, é mais simbólica. As autoridades não rastrearão o uso de smartphones pelos moradores e não haverá penalidades, segundo autoridades municipais, por exceder a recomendação de duas horas. No entanto, no Japão, há uma forte pressão social para seguir as diretrizes oficiais, e os líderes de Toyoake esperam que os moradores reduzam voluntariamente o uso de dispositivos digitais — e optem por dormir mais e passar mais tempo com os familiares. Alguns moradores não gostaram da lei, alegando que o governo está se intrometendo na vida de seus cidadãos. Autoridades municipais receberam centenas de telefonemas e mensagens com críticas, e uma petição pedindo a revogação da lei circula pelas redes sociais. "Não me importo nem um pouco em enfrentar críticas. Só quero que as famílias tenham mais tempo para se comunicar e que mais pessoas durmam mais", afirmou o prefeito, que tem dois filhos, de 7 e 10 anos de idade. Mães e pais criam um movimento para tenta adiar o uso do celular dos filhos

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Elon Musk se torna a 1ª pessoa a acumular fortuna de US$ 500 bilhões


Bilionário Elon Musk, dono do X, SpaceX e Tesla. Getty Images via BBC O empresário Elon Musk se tornou a primeira pessoa no mundo a registrar um patrimônio superior a USS$ 500 bilhões (R$ 2,66 trilhões). A informação foi confirmada pelo rastreador de bilionários da revista Forbes nesta quarta-feira (1º). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O bilionário já havia batido o recorde dos US$ 400 bilhões (R$ 2,128 trilhões) em patrimônio. Atualmente, Musk é a pessoa mais rica do mundo estando US$ 150 bilhões (R$ 798 bilhões) à frente de Larry Ellison, o segundo colocado. Musk nasceu na África do Sul e é dono de empresas como Tesla, Space X e X (antigo Twitter). Ainda segundo a Forbes, a participação do bilionário na Tesla é responsável por US$ 191 bilhões (R$ 1,016 trilhão) de sua fortuna. Nesta quarta (1º), as ações da companhia subiram quase 4%. Além disso, os 42% que Musk detém da Space X representam US$ 168 bilhões (R$ 893,8 bilhões). Já a xAI, que engloba o X, representa US$ 60 bilhões (R$ 318,6 bilhões) de sua fortuna. LEIA MAIS: A trajetória de Elon Musk O que arquivos de Epstein dizem sobre Elon Musk Grok, inteligência artificial de Elon Musk, exalta Hitler em posts no X

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...