sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Apple começa a vender no Brasil os AirPods Pro 3 com tradução ao vivo; veja preço


Apple anuncia o novo Iphone 17 A Apple iniciou nesta sexta-feira (10) as vendas dos novos AirPods Pro 3 no Brasil por R$ 2.699. A principal novidade dos fones deste ano é o recurso que permite traduzir conversas em tempo real (veja abaixo como funciona). Os dispositivos foram anunciados em setembro, durante o lançamento do iPhone 17. Outras novidades deles são o sensor de batimentos cardíacos e a certificação IP57, que indica resistência à água e ao suor. Além dos fones, a Apple também começou a vender no Brasil os novos relógios Apple Watch Series 11, que trazem alertas para usuários caso sejam detectados sintomas de pressão alta, um recurso que alguns rivais já oferecem. A empresa afirmou que a função dependerá da aprovação de reguladores em cada país. A fabricante ainda apresentou uma nova geração do Apple Watch SE, versão mais acessível do seu relógio inteligente. Veja os preços dos novos Apple Watch no Brasil: Apple Watch SE 3 - R$ 3.299 Apple Watch 11 - R$ 5.499 Apple Watch Ultra 3 - R$ 10.499 Como funciona a tradução ao vivo dos AirPods Apple AirPods Pro 3 Reprodução/Apple Existem duas formas de usar a tradução ao vivo. Na primeira, o usuário mantém os AirPods Pro no ouvido e usa o iPhone como tela horizontal, que mostra a transcrição em tempo real no idioma da outra pessoa. Na segunda, as duas pessoas utilizam os fones, e a tradução é feita diretamente no ouvido. Segundo a Apple, essa opção é a mais prática (veja na imagem abaixo). O recurso está disponível em cinco idiomas: português (Brasil), inglês, francês, alemão e espanhol. Segundo a empresa, até o fim do ano os AirPods Pro também terão suporte a japonês, coreano, chinês e italiano. Segundo o site da Apple, a função de tradução ao vivo está disponível nos AirPods Pro 3, Pro 2 e AirPods 4 com cancelamento de ruído. iPhone Air: o que a Apple fez para criar o celular mais fino de sua história No vídeo de demonstração, a Apple informou que a função pode ser ativada com um simples gesto: basta apertar a haste dos fones, que emite um som para indicar o início do modo de tradução. Quando o recurso é ativado, o cancelamento de ruído dos fones reduz o volume da voz de quem fala, para que o usuário consiga se concentrar apenas na fala convertida, explica a companhia. Demonstração de tradução ao vivo nos AirPods Pro. Reprodução/Apple "A função não traduz apenas palavras soltas, mas também o significado de cada frase", explicou uma porta-voz da Apple durante a apresentação. A novidade é alimentada por áudio computacional e pela Apple Intelligence, sistema de inteligência artificial da empresa para seus dispositivos. "Um detalhe importante é que o recurso depende mais do iPhone do que dos próprios fones. A tradução é feita pela Apple Intelligence, sistema de inteligência artificial da empresa, disponível apenas nos modelos mais recentes, do iPhone 15 Pro em diante", explica Filipe Espósito, especialista em Apple. LEIA TAMBÉM: IA no celular: o que vale a pena usar? g1 testou funções no iPhone 16e, Moto Razr 60 Ultra e Galaxy S25 Edge Apple 'mata' iPhone 15 e dá desconto no iPhone 16 Modo IA: Google começa a liberar versão repaginada da busca que lembra ChatGPT Apple anuncia os novos AirPods Pro 3 Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Veja como localizar celular perdido pelo computador, seja iPhone ou Android


Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app Perder o celular ou o fone de ouvido pode ser uma dor de cabeça. Mas sabia que existe um recurso que permite localizar o seu aparelho, seja ele Apple ou Android? Essas funcionalidades são nativas, ou seja, já vêm instaladas nos smartphones. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ataque no WhatsApp com foco no Brasil pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger Veja abaixo como usar cada uma. ➡️​iPhone O serviço de localização da Apple pode ser usado no serviço "Buscar", também conhecido como "Find My". Ele pode ser acessado pelo navegador em iCloud.com/find ou em outros iPhones, iPads e Macs. No serviço, é possível localizar todos os dispositivos da marca salvos na sua conta, incluindo endereço exato onde eles estão, itinerário, nível de bateria e até emitir um alerta sonoro para encontrá-los. Veja o passo a passo para usar o "Buscar". No navegador Acesse iCloud.com/find, toque em "Iniciar sessão" e insira seu e-mail e senha (Apple ID); No topo da tela, clique em "Todos os dispositivos"; Escolha o dispositivo e visualize a localização do item. No iPhone Abra o aplicativo "Buscar"; Vá em "Dispositivos"; E escolha o aparelho que deseja localizar. Se o aparelho estiver desligado, o Find My exibirá a localização dele nas últimas 24 horas. A Apple dá a opção de ativar a notificação assim que ele for encontrado (ou reativado quando voltar a ter a bateria carregada). ➡️​Android É possível localizar um celular Android pelo navegador no site google.com/android/find. Assim como na Apple, você também pode instalar o aplicativo "Encontre Meu Dispositivo" para Android. Além dos smartphones que rodam Android, o serviço do Google pode localizar relógios inteligentes, fones de ouvidos e tablets, desde que eles sejam compatíveis. Veja como usar: No navegador Acesse google.com/android/find; Faça login com a sua conta do Google; Selecione o aparelho a ser localizado; Visualize no mapa o local onde ele está. No Android Abra o aplicativo "Encontre Meu Dispositivo"; Escolha o dispositivo que deseja localizar; Você pode visualizar a localização, a quantidade de bateria e emitir som para encontrá-lo. "Encontre o meu dispositivo" Reprodução/Google Como notificar quem encontrou celular? Se você teve o dispositivo roubado, furtado ou perdido, os serviços da Apple e do Google também podem ser usados para se comunicar a pessoa que encontrou seu celular. Para o iPhone, ative o "modo perdido" no site do iCloud ou no "Buscar". A funcionalidade permite deixar uma mensagem para que a pessoa que localizar o aparelho possa entrar em contato com você. No Android, dentro do "Encontre o meu Dispositivo", escolha a opção "Proteger dispositivo". Na próxima tela, adicione uma mensagem para a pessoa que encontrar o aparelho entrar em contato com você. Depois isso, o seu Android ficará bloqueado. Cuidado com falsos contatos Há casos em que, quando o aparelho é colocado no modo perdido, os criminosos podem entrar em contato com a vítima ou familiares solicitando login e senha de sua conta no Google ou na Apple. Geralmente, essas abordagens acontecem por SMS, com links maliciosos que pedem dados sensíveis para desbloquear o aparelho, como aconteceu com o influenciador Pedrão (veja a imagem abaixo). Jamais clique nesses links e sempre opte por usar as ferramentas nativas de localização fornecidas pelas empresas do telefone. Influenciador teve celular furtado no Rock in Rio e recebeu link falso para localizá-lo Reprodução/Twitter LEIA TAMBÉM: Falhas roubam a cena em lançamento de óculos da Meta; Zuckerberg culpa Wi-Fi 'Não Me Perturbe' e prefixo 0303: o que mudou nas regras do telemarketing Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Figure 03: robô faxineiro é eleito uma das melhores invenções do ano; veja como ele funciona


Veja os vídeos que estão em alta no g1 A nova geração de um robô que coloca dobra roupas, limpas mesas e faz entregas foi eleito uma das melhores invenções de 2025 pela revista Time. Criado pela empresa americana Figure, ele foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (9) como um modelo capaz de realizar os mais diferentes trabalhos manuais. Entre os investidores da Figure, estão a Nvidia, a OpenAI, a Microsoft e o empresário Jeff Bezos. Seus principais concorrentes são a Tesla, que tem o robô humanoide Optimus, e a chinesa Unitree, que possui um cão-robô. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As demonstrações apontam que o Figure 03, como o robô foi chamado, pode colocar roupas e sabão na máquina de lavar, separar objetos em pilhas e manusear itens que exigem mais precisão dos dedos, como ovos e cartas de baralho. A Figure afirmou que o novo robô será o primeiro a ser produzido em larga escala e poderá ser usado até mesmo em sua linha de produção, afirmou a reportagem da Time, que acompanhou testes do modelo na sede da fabricante. A revista disse que o robô faz as tarefas, mas nem sempre de forma perfeita. Em mais de uma tentativa de colocar roupas na máquina, ele deixou cair uma peça e não conseguiu pegá-la de volta. Ele também teve dificuldade para dobrar camisetas. Robô faxineiro Figure 03 Divulgação/Figure O fundador e CEO da Figure, Brett Adcock, admitiu as limitações, mas disse que elas podem ser resolvidas com ajustes na rede neural Helix, que serve de base para o robô executar as tarefas. Ainda assim, nesta primeira etapa, o robô será restrito para um grupo limitado de parceiros e não será liberado para fins domésticos, um dos focos da fabricante. "Queremos que o robô seja capaz de fazer a maioria das coisas em casa, de forma autônoma, o dia todo", disse Adcock à Time. "Ainda não chegamos lá. Acreditamos que podemos chegar lá em 2026, mas é um grande avanço". O plano da Figure também inclui usar coletar informações coletadas pelo robô na casa dos usuários, segundo a Time. A empresa disse que a ideia é treinar futuros modelos de inteligência artificial, desfocando dados pessoais capturados pelo dispositivo. O que mudou no Figure 03 Na comparação com seu antecessor, o Figure 03 ficou mais leve – o peso caiu de 80 kg para 70 kg. Mas a altura de 1,68m, a velocidade de 1,2 m/s e a capacidade de transportar até 20 kg continuam iguais. O robô agora tem articulações menores e mais fortes, peças mais baratas e mãos mais finas para tarefas que exigem mais delicadeza. Ele também ganhou suporte para comandos de voz e um recurso de "memória", que o permite lembrar onde estão objetos. No momento, são exemplares do Figure 02 que estão em ação em algumas empresas. Desde o início do ano, a segunda geração do robô tem sido usada 10 horas por dia, 5 dias por semana em uma fábrica da montadora BMW. Robô humanoide Figure 03 Divulgação/Figure Como o robô funciona O robô humanoide manteve a rede neural Helix, uma estrutura criada pela Figure que busca simular o sistema cognitivo humano. Uma parte dessa rede tenta replicar a lógica. Para isso, ela usa um modelo de inteligência artificial treinado com textos e imagens para o robô a entender o ambiente ao seu redor e decidir que ações tomar. Os comandos são enviados para a parte que simula o sistema nervoso e consegue dar instruções para as dezenas de articulações do robô, que podem fazer até 200 movimentos por segundo. Uma terceira parte se concentra nos reflexos para que o robô mantenha o equilíbrio e não caia facilmente. A empresa considera essa etapa fundamental para a segurança, já que a queda do robô pode causar ferimentos a humanos. A empresa também usa gravações de pessoas reais em tarefas domésticas para o robô aprender a executar as ações. Para aprender a dobrar roupas, ele precisou de 80 horas de vídeo, considerado pouco para treinar um dispositivo como esse. Robô humanoide Figure 03 Divulgação/Figure O que é a Figure A Figure foi fundada em 2022 e está baseada no Vale do Silício. A empresa tem cerca de 360 funcionários e foi avaliada em US$ 39 bilhões após receber um aporte de US$ 1 bilhão em setembro, segundo a Time. A aposta do fundador da Figure é que, em 10 anos, a maior empresa do mundo será uma fabricante de robôs humanoides. Ele também avalia o mercado em US$ 40 trilhões (R$ 215 trilhões). "Cada casa terá um humanoide", disse Brett Adcock à Time. "Acreditamos que haverá bilhões na força de trabalho. Eles estarão na área da saúde e, com o tempo, também estarão no espaço, ajudando a construir colônias em diferentes planetas". Adcock, de 39 anos, fundou em 2013 o serviço de empregos Vettery, vendido por US$ 110 milhões. Em 2018, ele criou a fabricante de aeronaves elétricas Archer Aviation, na qual ficou até 2022, quando fundou a Figure. Robô humanoide consegue dobrar e empilhar roupas

Pacote da Tesla paga bilhões a Musk mesmo se ele não cumprir metas “ambiciosas como ir a Marte”


Elon Musk em foto de setembro de 2025 AP Photo/Julia Demaree Nikhinson Quando os diretores da Tesla ofereceram a Elon Musk o maior pacote de remuneração executiva da história corporativa em setembro, isso tranquilizou os investidores ao estabelecer que ele teria que alcançar marcos equivalentes a uma “missão a Marte” para ganhar US$ 878 bilhões em ações da Tesla ao longo de 10 anos. A proposta do conselho dizia que Musk teria que “transformar completamente a Tesla e a sociedade como a conhecemos” em áreas como robótica e direção autônoma, além de valor de mercado e lucros. Caso contrário, Musk receberia “zero” a menos que atingisse esses objetivos “incrivelmente ambiciosos”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No entanto, Musk pode lucrar dezenas de bilhões de dólares sem cumprir a maioria dessas metas, segundo uma análise da Reuters sobre os objetivos de desempenho e mais de uma dúzia de especialistas em remuneração executiva, avaliação de empresas, robótica e tendências automotivas, incluindo direção autônoma. Ele poderia receber mais de US$ 50 bilhões ao atingir apenas algumas das metas mais fáceis estabelecidas pelo conselho — metas que não necessariamente revolucionariam os produtos ou os negócios da Tesla, segundo a revisão da Reuters. Mesmo atingindo apenas duas das metas mais fáceis, junto com um crescimento modesto das ações, Musk embolsaria US$ 26 bilhões — mais do que a remuneração vitalícia dos oito CEOs mais bem pagos combinados, grupo que inclui Mark Zuckerberg (Meta), Larry Ellison (Oracle), Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia), segundo análise da empresa de pesquisa Equilar para a Reuters. As metas de vendas de veículos de Musk são excepcionalmente fáceis de alcançar, segundo quatro especialistas do setor automotivo. Se Musk vender, em média, 1,2 milhão de carros por ano na próxima década, ele ganha US$ 8,2 bilhões em ações se o valor de mercado da Tesla crescer de US$ 1,4 trilhão hoje para US$ 2 trilhões em 2035 — abaixo da média de crescimento de mercado de longo prazo. Isso representa meio milhão de carros a menos por ano do que a Tesla vendeu em 2024. Na terça-feira, a Tesla lançou versões mais baratas de seus modelos mais vendidos — o SUV Model Y e o sedã Model 3 — para tentar reverter a queda nas vendas. Outras três metas de desenvolvimento de produto são escritas com linguagem vaga, o que pode garantir pagamentos substanciais a Musk sem aumentar significativamente os lucros, segundo seis especialistas da indústria de robótica e direção autônoma que revisaram os objetivos para a Reuters. LEIA MAIS Juros altos e fim do acordo comercial com a Colômbia pesam e produção de carros cai em setembro, diz Anfavea Brasil emplaca 1,6 milhão de motos até setembro, com a Honda CG como a mais vendida; veja a lista Toyota retomará produção no Brasil em novembro; motores virão do Japão Tesla e Musk não responderam aos pedidos de comentário Em comunicado, um porta-voz do conselho da Tesla afirmou: “O pacote de remuneração proposto na verdade vale zero para nosso CEO, a menos e até que os acionistas vejam o valor da empresa quase dobrar e uma meta operacional seja alcançada.” A proposta exige que Musk permaneça como executivo da Tesla por pelo menos sete anos e meio para receber qualquer compensação em ações. No entanto, Musk teria direito de voto associado às ações assim que as metas forem atingidas. No mês passado, Musk disse em sua rede social X que o pacote “não se trata de ‘remuneração’, mas de garantir influência suficiente sobre a Tesla para garantir segurança caso venhamos a construir milhões de robôs.” Na proposta, o conselho afirma que Musk é “motivado por mais do que formas convencionais de remuneração.” Carros autônomos, robôs-taxi e robótica Tesla Cybercab divulgação/Tesla Cada meta concede a Musk 1% das ações da Tesla se ele também atingir marcos de valorização entre US$ 2 trilhões e US$ 8,5 trilhões. Uma das metas exige 10 milhões de assinaturas do software “Full Self-Driving” da Tesla, que atualmente não dirige sozinho sem intervenção humana. A meta não exige que o sistema seja totalmente autônomo, apenas que seja um “sistema de direção avançado”. Esse é um “termo inventado” sem definição padrão na indústria, disse William Widen, professor de direito da Universidade de Miami especializado em direção autônoma. Especialistas dizem que a meta de assinaturas pode ser facilmente alcançada com a redução do preço — atualmente US$ 8.000 à vista ou US$ 99 por mês. A principal concorrente da Tesla em veículos elétricos, a chinesa BYD, já oferece sistema semelhante gratuitamente. “Se eu fosse o advogado pessoal de Musk, gostaria dessas definições,” disse Matthew Wansley, professor da Faculdade de Direito Cardozo, em Nova York, especializado em direção autônoma. Outra meta exige um milhão de robôs-táxi em operação comercial e especifica carros “sem motorista humano no veículo.” Essa definição pode ser mais restritiva, mas quatro especialistas disseram que pode ser interpretada como permitindo controle remoto ou por alguém no banco do passageiro — como a Tesla faz atualmente em seu primeiro teste de robô-táxi em pequena escala em Austin, Texas. O contrato de trabalho de Musk também estabelece a meta de um milhão de robôs, aparentemente referindo-se aos robôs humanoides Optimus, prometidos há tempos por Musk. Mas a meta não especifica “humanoide” e pode ser interpretada de forma ampla, segundo dois especialistas da indústria de robótica. Ela define “bot” como “qualquer robô ou outro produto físico com mobilidade usando inteligência artificial.” “É uma formulação totalmente vaga,” disse Christian Rokseth, analista da empresa de pesquisa Humanoid.guide, especializada em robótica e IA. Os investidores, segundo ele, esperam um robô humanoide. Metas modestas valem bilhões Cumprir duas metas de produto em uma década, junto com uma valorização de US$ 2,5 trilhões, rende a Musk US$ 26,4 bilhões em ações. Cumprir três metas e alcançar US$ 3 trilhões em valor de mercado rende US$ 54,6 bilhões. Isso significa que Musk pode ganhar essas quantias sem entregar Teslas autônomos — o produto emblemático que ele promete há uma década. Gene Munster, sócio da gestora Deepwater Asset Management, investidora da Tesla, disse que, apesar da linguagem vaga no contrato de desempenho, os investidores acabarão cobrando dele a entrega de produtos transformadores. “Se as pessoas começarem a perceber que há algo estranho nisso, ele estará em apuros,” disse Munster. Na proposta de remuneração, o conselho da Tesla declarou que Musk é a única pessoa capaz de transformar a empresa em uma gigante da inteligência artificial. O conselho acrescentou que Musk, durante as negociações, levantou a possibilidade de “priorizar outros empreendimentos” caso não chegassem a um acordo sobre a remuneração. Especialistas em governança corporativa disseram que o conselho está assumindo um risco enorme ao apostar tão explicitamente seu futuro em um único líder. Wei Jiang, vice-reitora da escola de negócios da Universidade Emory, disse que o conselho da Tesla concedeu a Musk um “monopólio” sobre o cargo mais alto da empresa. Uma boa governança corporativa, segundo ela, exige abraçar um “mercado competitivo e fluido para CEOs.” g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil A parte difícil: lucros As metas de desempenho mais difíceis para Musk provavelmente são aquelas relacionadas ao lucro — uma medida sem margem para interpretações. Os diretores estabeleceram oito metas de lucro entre US$ 50 bilhões e US$ 400 bilhões em ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA), em comparação com os US$ 16,6 bilhões que a Tesla registrou em 2024. O negócio de veículos elétricos da Tesla, que representa quase toda a sua receita, está se deteriorando, com modelos envelhecidos enfrentando forte concorrência. Seu único modelo mais recente, o Cybertruck, fracassou. No entanto, a forma como a remuneração de Musk está estruturada permite pagamentos massivos sem que ele atinja nenhuma meta de lucro. Cada objetivo, combinado com um aumento no valor de mercado, oferece o mesmo pagamento de 1% em ações. Assim, Musk recebe o mesmo valor por cumprir metas relativamente fáceis — como vendas de veículos ou assinaturas do FSD — que receberia por aumentar os lucros em cinco vezes, para US$ 80 bilhões. As metas de valorização estabelecidas pelo conselho podem se mostrar muito mais fáceis do que as metas de lucro. O valor da Tesla poderia atingir US$ 2 trilhões, por exemplo, se as ações crescerem modestos 6,4% ao ano na década seguinte à aprovação do pacote de remuneração em 3 de setembro. Isso representa um crescimento mais lento do que a média anual de 8,5% do S&P 500 nos últimos 30 anos e menos da metade da média de 13,2% do Nasdaq. Seth Goldstein, analista da Morningstar que acompanha a Tesla, disse que a valorização da empresa poderia facilmente ultrapassar US$ 3 trilhões ao longo de uma década com desempenho médio de mercado. Ele apontou, no entanto, que o valor da Tesla já está amplamente baseado em “produtos futuros que ainda não existem.” Para que Musk reivindique os maiores pagamentos oferecidos pelo conselho da Tesla, Goldstein disse: “vamos precisar começar a ver produtos reais.” Kevin Murphy, professor de finanças da Universidade do Sul da Califórnia e testemunha especialista da Tesla na defesa do pacote de remuneração de Musk de 2018, reconheceu que as metas de vendas de veículos e valorização de US$ 2 trilhões não são “muito difíceis”, mas que apenas alcançá-las não satisfará os acionistas. Tampouco os “alguns bilhões” das metas mais fáceis significam muito para Musk, que se importa mais com conquistas tecnológicas históricas, disse Murphy. Os acionistas, segundo ele, estão focados nas metas mais difíceis e nos maiores pagamentos porque acreditam que Musk — e somente Musk — pode alcançá-los. “Vale a pena?”, disse Murphy. “Os acionistas parecem achar que sim.”

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Adolescente de 13 anos é detido nos EUA após perguntar ao ChatGPT como matar o amigo na escola


Adolescente é preso por pergunta sobre assassinato ao ChatGPT Um adolescente de 13 anos foi detido nos Estados Unidos depois de perguntar para o ChatGPT: "Como matar meu amigo no meio da aula?". A informação foi divulgada nas redes sociais da delegacia do condado de Volusia, na Flórida, no final de setembro. Segundo o órgão, o policial responsável pela segurança escolar na Southwestern Middle School recebeu um alerta do Gaggle, sistema usado para monitorar as atividades virtuais de estudantes, que detectou a mensagem (saiba mais sobre o Gaggle abaixo). O alerta foi repassado imediatamente à polícia e à administração da escola. Ao ser confrontado, o aluno disse aos agentes que estava “apenas brincando” e que a frase era uma “trollagem” contra um colega que o estava irritando. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Suicídios de adolescentes impulsionam onda de processos contra plataformas de IA nos EUA De acordo com o registro da ocorrência enviado pela delegacia ao g1, o estudante afirmou que apagou o texto logo em seguida e que não mostrou a mensagem para ninguém. Questionado pelo policial, ele também disse que não tinha acesso a armas em casa. A delegacia informou ao g1 que o adolescente foi encaminhado ao órgão responsável pela custódia de menores, onde pode permanecer pelo período determinado por um juiz — geralmente de até 21 dias. "Mais uma 'bincadeira' que acabou criando uma emergência na escola. Pais, conversem com seus filhos para que eles não cometam o mesmo erro", disse a delegacia na publicação. Como ativar proteção no celular para limitar tempo e atividade do seu filho online ChatGPT agora permite controlar o uso por menores e avisa pais sobre conversas sensíveis; saiba como ativar Como o Gaggle monitora estudantes e alerta sobre riscos Adolescente na cama mexendo no celular. Freepik O Gaggle, tecnologia usada no caso do adolescente, escaneia contas escolares em busca de conteúdos nocivos. Ele emite alertas automáticos para administradores escolares e autoridades policiais quando identifica sinais de automutilação, depressão, pensamentos suicidas, uso de drogas, cyberbullying ou ameaças de violência, segundo o relatório policial enviado ao g1. Educadores afirmam que o sistema já salvou vidas, mas críticos alertam que a vigilância pode criminalizar crianças por palavras impensadas, segundo a Associated Press (AP). “Isso tornou rotineiro o acesso e a presença das forças de segurança na vida dos estudantes — inclusive dentro de suas casas”, disse Elizabeth Laird, diretora do Center for Democracy and Technology, de acordo com a AP. Veja mais: TikTok recomenda conteúdo sexual e pornografia para crianças, denuncia relatório Pais culpam ChatGPT por suicídio do filho e processam OpenAI Mãe processa Roblox e Discord após filho de 15 anos sofrer abuso online

Ataque no WhatsApp com foco no Brasil pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger


Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sua conta no WhatsApp Web pode ser atacada por um novo vírus que induz vítimas a baixar arquivos que tomam o comando do computador e roubam senhas de banco. Para piorar, ele é capaz de se replicar em mensagens para seus contatos e grupos no aplicativo. Batizado de Sorvepotel, o vírus também utiliza e-mails como uma segunda forma de se espalhar, de acordo com pesquisadores da empresa de cibersegurança Trend Micro que identificaram o ataque (veja ao final como se proteger). O nome tem uma origem curiosa: os servidores usados pelos cibercriminosos para enviar comandos de ataques estão em endereços que lembram a expressão "sorvete no pote". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Brasil é o foco deste ataque e registrou 457 das 477 vítimas identificadas até agora, de acordo com a Trend Micro. Até o momento, não houve casos significativos de roubo de dados ou bloqueio de arquivos, indicando que o objetivo atual do vírus é se espalhar para mais dispositivos, afirmam os pesquisadores. O WhatsApp orienta usuários a clicarem apenas em links ou arquivos de pessoas conhecidas e diz que trabalha para tornar o aplicativo mais seguro (leia a nota ao final). 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Elon Musk se torna a 1ª pessoa a acumular fortuna de US$ 500 bilhões Como funciona o ataque Os criminosos usam o WhatsApp para disparar supostos comprovantes de pagamento ou orçamentos de empresas, por exemplo. "Baixa o [arquivo] ZIP no PC e abre", diz uma das mensagens. Um ZIP permite comprimir vários arquivos e pastas em apenas um arquivo, facilitando a transferência de conjuntos de dados. Ao optar por esse formato, os criminosos podem enviar de uma só vez para a vítima comandos maliciosos em mais de um arquivo. Segundo a Trend Micro, o ataque se concentra em: roubar credenciais ao exibir versões adulteradas de sites de bancos e corretoras de criptomoedas; assumir o controle do WhatsApp Web para enviar o arquivo malicioso para todos os contatos da vítima. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que o sistema bancário "possui robustas estruturas de monitoramento de seus sistemas e utiliza o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação". Uma das estratégias é instalar um arquivo que é executado a cada inicialização da máquina, garantindo que o vírus esteja sempre ativo. Para a vítima, além de ter suas senhas roubadas, há o risco de ter a conta banida no WhatsApp. Isso porque a plataforma pode considerar o envio repetido de mensagens como spam, uma prática não recomendada. Mensagem no WhatsApp induz vítima a baixar vírus Reprodução/Trend Micro Hackers tomam controle do computador Capaz de transformar a máquina em um "zumbi", a tática se aproveita da distração das vítimas e não envolve uma falha no WhatsApp, segundo o líder técnico da Trend Micro Brasil, Marcelo Sanches. "É aberta uma porta de comunicação e, a partir disso, o sistema de ataque passa a receber instruções, podendo se atualizar ou receber comandos externos. A máquina da vítima fica sob comando do atacante". A investigação apontou que o Sorvepotel afetou "mais organizações governamentais e de serviços públicos, mas também vitimou organizações de indústria, tecnologia, educação e construção". "Nesse momento, esse ataque é orientado a vítimas no Brasil. Tanto é que na execução do malware, ele faz algumas checagens de idiomas, localização, formato da data para validar se aquilo tem relação com um usuário brasileiro". Como se proteger A Trend Micro diz que criminosos parecem ter como foco computadores corporativos, mas atacam em contas de WhatsApp Web de funcionários, que usam os dispositivos para ver mensagens pessoais. Os pesquisadores orientam funcionários e empresas a: desativar downloads automáticos no WhatsApp restringir downloads em dispositivos corporativos realizar treinamentos sobre riscos de baixar arquivos suspeitos; desconfiar de mensagens que pedem permissões em navegadores; confirmar com a pessoa por outros meios (telefone ou pessoalmente) se o envio do arquivo foi intencional. Leia a nota do WhatsApp: "Independentemente do serviço de mensagens que você use, só clique em links ou abra arquivos de pessoas que você conhece e confia. Estamos sempre trabalhando para tornar o WhatsApp o lugar mais seguro para a comunicação privada, e é por isso que criamos camadas de proteção que oferecem mais contexto sobre com quem você está conversando ao receber uma mensagem de alguém que você não conhece – além de proteger suas conversas pessoais com a criptografia de ponta a ponta." Leia a nota da Febraban: "O Cyber Lab Febraban monitora incidentes e ataques dessa natureza desde sua criação, em 2020. Nesse período, já foram mais de 149.000 eventos compartilhados com associados e parceiros através de sistemas, relatórios e reuniões de inteligência. O sistema bancário possui robustas estruturas de monitoramento de seus sistemas e utiliza o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação, como mensageria criptografada, autenticação biométrica, tokenização, e usam tecnologias como big data, analytics e inteligência artificial em processos de prevenção de riscos. Estes processos são continuamente aprimorados, considerando os avanços tecnológicos e as mudanças no ambiente de riscos. Neste ano deverão investir quase R$ 48 bilhões em tecnologia e segurança da informação, por meio do monitoramento constante de suas respectivas infraestruturas, sendo que deste total 10% são voltados para a prevenção a fraudes segurança."

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet; Brasil tem casos em 10 estados


O estado de São Paulo é o que tem mais casos de uso de deepfakes sexuais em escolas, segundo levantamento da SaferNet Brasil Carlos Henrique Dias/g1 O estado de São Paulo registrou quatro deepfakes sexuais em escolas, segundo levantamento da SaferNet Brasil divulgado nesta segunda-feira (6). O Brasil teve 16 casos em 10 das suas 27 unidades da federação de 2023 a 2025. 🔍As deepfakes sexuais são imagens de nudez ou teor sexual criadas com inteligência artificial sem o consentimento das pessoas retratadas, violando a privacidade e a dignidade das vítimas. O mapeamento faz parte do estudo “Uso indevido de IA generativa: perspectivas sobre riscos e danos centradas nas crianças”, conduzido pela ONG sobre o mau uso de inteligência artificial generativa para o cometimento de crimes contra crianças e adolescentes. A pesquisa é financiada com recursos do fundo SafeOnline, gerido pela Unicef. A tecnologia é capaz de gerar novos conteúdos a partir de dados e comandos humanos, criando imagens totalmente sintéticas ou manipulando fotos e vídeos reais para montar cenas hiper-realistas com rostos e corpos alterados. No dia 2 de setembro deste ano, pais de estudantes de uma escola particular de Itapetininga, interior paulista, denunciaram a manipulação de imagens de nudez com uso de inteligência artificial feita por um colega. Os pais procuraram a polícia para registrar boletim de ocorrência e o estudante foi suspenso, conforme a escola. Já em Itararé, também no interior de São Paulo, dois adolescentes, de 15 e 16 anos, passaram a ser investigados pela Polícia Civil por serem suspeitos de criar nudes falsos de estudantes de uma escola estadual no dia 30 de setembro do ano passado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, os adolescentes teriam utilizado Inteligência Artificial para montar as imagens. O caso foi registrado como: simular participação de criança ou adolescente em cena de sexo e produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio. Casos em cinco regiões do Brasil De acordo com a SaferNet, o levantamento — conduzido de forma contínua desde 2023 até agora — identificou 16 casos de deepfakes sexuais envolvendo ao menos 72 vítimas nas cinco regiões do país. Os estados com registros são: Alagoas: 1 Bahia: 1 Mato Grosso: 1 Minas Gerais: 1 Pará: 1 Paraíba:2 Pernambuco:1 São Paulo: 4 Rio de Janeiro: 2 Rio Grande do Sul: 1 Ao todo, foram identificados 57 agressores, todos com menos de 18 anos quando os atos ocorreram. A maioria dos casos noticiados pela imprensa aconteceu em escolas privadas. As informações foram levantadas a partir da análise de centenas de reportagens de veículos nacionais e locais. A SaferNet alerta que o número real pode ser maior. A ONG confirmou de forma independente mais três casos não noticiados pela imprensa — dois no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal — com pelo menos outras 10 vítimas e um agressor identificados. “Embora o número de casos identificados até o momento seja menor em comparação às ocorrências de imagens de abuso e exploração sexual sem o uso de IA, chama a atenção o fato de não haver, por parte das autoridades brasileiras, um monitoramento sobre a incidência desses crimes, nem se as investigações sobre esses casos têm avançado, dificultando a compreensão da real dimensão do problema”, afirma a organização. Também foram identificados 57 agressores. Todos os envolvidos nos casos enumerados até agora tinham menos de 18 anos quando os atos aconteceram. Em quase todos os episódios noticiados pela imprensa, os crimes ocorreram em instituições de ensino privadas. As informações foram levantadas a partir da análise de centenas de reportagens publicadas por veículos nacionais e locais. A SaferNet diz que número de casos pode ser bem maior, pois recebeu informações e confirmou de forma independente mais três casos não noticiados pela imprensa: dois no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal, com pelo menos mais 10 vítimas e um agressor identificados. "Embora o número de casos identificados até o momento seja menor em comparação às ocorrências de imagens de abuso e exploração sexual sem o uso de IA, chama a atenção o fato de não haver, por parte das autoridades brasileiras, um monitoramento sobre a incidência desses crimes, nem se as investigações sobre esses casos têm avançado, dificultando a compreensão da real dimensão do problema", afirma a organização. SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet Divulgação/SafarNet Sobre a pesquisa Por conta dessa lacuna, a SaferNet iniciou a pesquisa para ouvir relatos de vítimas e testemunhas. Por isso, todos os relatos poderão ser feitos de forma anônima e segura diretamente por meio do formulário (clique aqui) ou com a ajuda de profissionais de saúde mental do canal de ajuda da SaferNet. “Sabemos que pode ser muito difícil falar sobre isso, mas a voz das vítimas é essencial para dimensionar o problema e ajudar outros adolescentes no futuro. Com a pesquisa, queremos elaborar um relatório inédito no Brasil sobre o tema e incentivar autoridades públicas a construir uma resposta a essa demanda com soluções que façam diferença no dia a dia dos adolescentes”, afirma Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da SaferNet. Segundo Juliana, a pesquisa também ajudará com recomendações sobre melhores abordagens nesses casos, inclusive medidas não restritivas de liberdade nos casos envolvendo adolescentes, para os quais são necessárias respostas que também os considerem como sujeitos em desenvolvimento.

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