terça-feira, 14 de outubro de 2025

Uber muda regras e anuncia carros que não serão mais aceitos em 2026; veja lista completa


Volkswagen Nivus GTS: veja como acelera a versão esportiva do SUV O aplicativo de mobilidade Uber anunciou mudanças nos critérios para aceitar veículos nas categorias Black e Comfort — consideradas de nível premium pela empresa — a partir de janeiro de 2026. Com isso, modelos como Citroën Basalt e Renault Kardian ficaram de fora da nova lista. Uber Black Na categoria Black, as alterações envolvem tanto o ano mínimo de fabricação quanto os modelos que não serão mais aceitos. Nas principais capitais do país, por exemplo, o Volkswagen Virtus só será aceito se for fabricado a partir de 2026. Já modelos como Renault Duster, Volkswagen Nivus e Honda City só poderão operar na categoria se foram fabricados a partir de 2023. Nas cidades de São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Fortaleza (CE) e Goiânia (GO), os veículos precisam ter fabricação mínima de 2019. Em Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Salvador (BA) e Campinas (SP), serão aceitos apenas carros fabricados a partir de 2018. No Rio de Janeiro (RJ), o limite é ainda mais flexível: veículos de 2017 em diante poderão operar na categoria. Veja a lista dos modelos excluídos da categoria Black: Carros excluídos da categoria Black Para que um carro seja aceito na categoria Black, além do modelo, a Uber estabelece critérios como: Ar-condicionado; Quatro portas; Cores permitidas: preto, chumbo, prata, cinza, azul-marinho, marrom ou branco. Além disso, os motoristas precisam ter realizado mais de 100 viagens em outras categorias da plataforma (exceto Uber Moto, Envios Moto e Uber Táxi) e manter uma média de avaliações de usuários igual ou superior a 4,85 pontos. Segundo a empresa, as mudanças foram definidas com base em pesquisas com usuários e análises do mercado automotivo. “Os veículos da nova lista foram determinados com base em aspectos apontados pelos usuários como importantes na hora de escolher viagens nas categorias Comfort e Black”, informou a Uber em comunicado. Citroën Basalt divulgação/Citroën LEIA MAIS Shineray estreia linha premium no Brasil com moto de R$ 33 mil; veja detalhes Juros altos e fim do acordo comercial com a Colômbia pesam e produção de carros cai em setembro, diz Anfavea O que é a viscosidade do óleo lubrificante de carro? Uber Comfort A categoria Comfort, que fica logo abaixo da Black, também passará por mudanças. “Teremos alteração tanto no ano mínimo de fabricação quanto nos modelos aceitos”, diz o comunicado. O único modelo que será excluído da categoria Comfort, independentemente do ano de fabricação, é o sedã Renault Logan. A regra entra em vigor em 6 de janeiro de 2026. Veja o ano mínimo de fabricação que cada modelo precisa ter para continuar a operar na categoria Comfort: Mudanças na categoria Comfort As exigências para os veículos da categoria Comfort incluem: Ar-condicionado; Quatro portas. Já os motoristas precisam ter mais de 100 viagens em outras categorias da plataforma (exceto Uber Moto, Envios Moto e Uber Táxi). A média mínima de avaliações varia conforme a cidade: 4,85 pontos para Brasília, Caxias do Sul, Curitiba, Joinville, Londrina e Porto Alegre; 4,80 pontos para as demais cidades do país. Renault Kardian com câmbio manual divulgação/Renault

Por que cada vez mais analistas falam em 'bolha' da inteligência artificial prestes a estourar


Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, surpreendeu ao responder a perguntas de jornalistas durante a conferência DevDay nesta semana, algo raro entre executivos de tecnologia. Altman admitiu que há partes do segmento de inteligência artificial que "estão meio infladas neste momento". "Sei que é tentador escrever uma reportagem falando em bolha", disse Altman respondendo à pergunta da BBC, sentado ao lado dos principais profissionais da OpenAI, responsável por produtos como o ChatGPT. No Vale do Silício, região dos Estados Unidos onde estão sediadas as principais empresas de tecnologia, o debate sobre se as empresas de inteligência artificial (IA, ou AI, em inglês) estão supervalorizadas tem ganhado fôlego. Céticos, alguns apenas em ambientes privados e outros agora na esfera pública, questionam se a disparada no valor de mercado dessas empresas pode ser, ao menos em parte, resultado do que chamam de "engenharia financeira". Em outras palavras, há quem tema que essas empresas estejam valendo mais do que deveriam. Altman disse esperar ver investidores cometendo erros e startups sem futuro faturando fortunas. Mas ele ressaltou que, com a OpenAI, "algo de verdade está acontecendo". Nem todos estão convencidos. Nos últimos dias, alertas sobre uma bolha da IA vieram do Banco da Inglaterra, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e também de Jamie Dimon, chefe do banco JP Morgan, que disse à BBC que "o nível de incerteza deveria estar mais presente na mente da maioria das pessoas". E aqui no Vale do Silício, frequentemente considerado o polo tecnológico do mundo, as preocupações crescem. Em debate realizado no Museu da História do Computador, no Vale do Silício, também nesta semana, o pioneiro em IA Jerry Kaplan disse a uma plateia lotada que já viveu quatro bolhas. Ele está especialmente preocupado agora, dado o montante de dinheiro em jogo, que é muito maior do que na chamada bolha das empresas ponto com — como ficou conhecida a crise de especulação que aconteceu na bolsa americana no final dos anos 1990. Há muito mais a perder. "Quando [a bolha] estourar, vai ser muito ruim, e não apenas para quem trabalha com IA", disse. "Vai arrastar o restante da economia junto." Apesar das preocupações, alguns especialistas veem oportunidades. Na Stanford Graduate School of Business, que formou diversos empreendedores de tecnologia, a professora Anat Admati afirma que é difícil prever uma bolha e só é possível ter certeza após seu estouro. "É muito difícil prever uma bolha. E você não pode afirmar com certeza que estava em uma até que ela tenha estourado", disse. Mas os dados preocupam muitos. Empresas ligadas à IA responderam por 80% dos ganhos surpreendentes da Bolsa americana neste ano, e a Gartner, empresa americana de pesquisa e consultoria em tecnologia da informação, estima que os gastos globais com IA devem chegar a US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8,4 trilhões) antes do fim de 2025 — a título de comparação, a soma de todos os bens e serviços produzidos (PIB) no Brasil em 2024 chegou a R$ 11,7 trilhões. Um emaranhado de acordos A OpenAI, que popularizou a IA com o ChatGPT em 2022, está no centro de um emaranhado de acordos atualmente sob intensa análise. Por exemplo, em setembro de 2025, a OpenAI firmou um contrato de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 560 bilhões) com a fabricante de chips Nvidia, atualmente a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo. Em agosto, a Nvidia divulgou uma receita de US$ 46,7 bilhões (cerca R$ 247,5 bilhões) no segundo trimestre do ano, um aumento de 56% em relação ao mesmo período de 2024. O acordo amplia um investimento anunciado anteriormente no caminho inverso, da Nvidia na OpenAi, com a expectativa de que a OpenAI construa centros de dados usando os chips avançados da Nvidia. Mas na segunda-feira (13/10), a OpenAI anunciou planos de comprar equipamentos de desenvolvimento de IA no valor de bilhões de dólares da AMD, fabricante de chips rival da Nvidia, em um negócio que pode torná-la uma das maiores acionistas da empresa. Vale lembrar que a OpenAI é uma companhia privada, sem ações negociadas na Bolsa de Valores, embora recentemente tenha sido avaliada em meio trilhão de dólares (cerca de R$ 2,8 trilhões). A gigante de tecnologia Microsoft também é investidora significativa na OpenAI, e a empresa de computação em nuvem Oracle mantém um contrato de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,7 trilhão) com a OpenAI. O projeto Stargate da OpenAI, no Estado americano do Texas, financiado com apoio da Oracle e do conglomerado japonês SoftBank e anunciado na Casa Branca durante a primeira semana do governo Donald Trump, cresce a cada mês. Além disso, a Nvidia detém participação na startup de IA CoreWeave, que fornece parte da enorme infraestrutura da OpenAI. Especialistas do Vale do Silício alertam que, à medida que esses arranjos financeiros complexos se tornam cada vez mais comuns, eles podem estar distorcendo a percepção sobre a demanda por IA. Algumas pessoas não estão poupando palavras sobre o assunto, chegando a chamar os acordos de "financiamento circular" ou até de "financiamento de fornecedor", quando uma empresa investe ou empresta dinheiro a seus próprios clientes para que eles continuem comprando. "Sim, os empréstimos de investimento são sem precedentes", disse Altman na segunda-feira (13/10). Mas ele acrescentou: "Também é sem precedentes empresas crescerem em receita tão rápido." A receita da OpenAI cresce rapidamente, mas é importante ressaltar que a companhia nunca teve lucro. E não é um bom sinal que as pessoas com quem a BBC conversou continuem mencionando a Nortel, a fabricante canadense de equipamentos de telecomunicações que tomou empréstimos de forma intensa para financiar negócios de seus clientes e, assim, inflar artificialmente a demanda por seus produtos. Por sua vez, Jensen Huang, da Nvidia, defendeu o acordo com a OpenAI à CNBC na segunda-feira (13/10), afirmando que a empresa não é obrigada a comprar a tecnologia da sua companhia com o dinheiro investido. "Eles podem usar como quiserem", disse Huang. "Não há exclusividades. Nosso objetivo principal é apoiá-los e ajudá-los a crescer, e fazer o ecossistema crescer também." Sinais claros Kaplan, pioneiro em IA, identifica sinais de que o setor e, portanto, a economia em geral, pode estar em apuros. Em momentos de euforia, diz ele, empresas anunciam grandes iniciativas e planos de produtos para os quais ainda não têm capital. Enquanto isso, investidores de varejo se apressam para entrar na onda das startups. A valorização das ações da fabricante de chips AMD nesta semana pode indicar que investidores tentam lucrar com a máquina de riqueza do ChatGPT e, enquanto isso acontece, a infraestrutura física real, destinada a atender à aparentemente insaciável demanda por mais desenvolvimento de IA, está sendo construída. "Estamos criando um novo desastre ecológico feito pelo homem: enormes centros de dados em locais remotos, como desertos, que vão enferrujar e liberar substâncias nocivas ao meio ambiente, sem ninguém para ser responsabilizado, porque construtores e investidores já terão ido embora", disse Kaplan. Hoje, há 162 data centers espalhados pelo Brasil, conforme estimativas da Associação Brasileira de Data Centers (não há dados públicos oficiais), com capacidade instalada em torno de 750MW e 800MW. Algo dessa magnitude, para efeito de comparação, é semelhante ao consumo de energia de uma cidade de cerca de 2 milhões de habitantes, conforme estimativas feitas por técnicos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a pedido da reportagem. Usando a mesma analogia do consumo de eletricidade por habitante (que não é uma comparação perfeita, mas serve para dar dimensão da magnitude), a demanda por energia projetada para os data centers em 2038 equivaleria à de uma cidade de 43 milhões de habitantes, quase quatro vezes a população da cidade de São Paulo (11,5 milhões, conforme o Censo 2022). Data centers que têm a capacidade de treinar, implementar e disponibilizar aplicações e serviços de IA são equipados com circuitos eletrônicos com chips de alto desempenho (como o H100 da Nvidia) que consomem muito mais energia do que os tradicionais. Com a popularização do uso da inteligência artificial, contudo, a expansão prevista para a próxima década deve multiplicar esse número em mais de 20 vezes. Mesmo que estejamos em uma bolha, a esperança do Vale do Silício é que os investimentos feitos agora não se percam necessariamente. "O que me conforta é que a internet foi construída sobre as cinzas do excesso de investimento na infraestrutura de telecomunicações de ontem", disse Jeff Boudier, que desenvolve produtos no hub de IA Hugging Face. "Se há excesso de investimento em infraestrutura para cargas de trabalho de IA, pode haver riscos financeiros associados", afirmou. "Mas isso vai viabilizar muitos novos produtos e experiências, incluindo aqueles que nem estamos imaginando hoje." Há muitos que acreditam no potencial da IA de transformar a sociedade. A questão é se o dinheiro para financiar as ambições das principais empresas do setor pode estar se esgotando. "A Nvidia parece ser o credor ou investidor final", disse Rihard Jarc, fundador da newsletter UncoverAlpha. "Quem mais teria capacidade hoje de investir US$ 100 bilhões (cerca de R$ 560 bilhões) em outra empresa?"

Como um iPhone roubado ajudou a polícia a desbaratar gangue acusada de enviar à China mais de 40 mil celulares


Veja os vídeos que estão em alta no g1 A polícia de Londres afirma ter desmantelado uma quadrilha internacional suspeita de contrabandear até 40 mil celulares roubados do Reino Unido para a China no último ano. A Polícia Metropolitana afirma que essa é a maior operação já realizada no Reino Unido contra roubos de telefones. As autoridades dizem que 18 suspeitos foram presos e mais de 2 mil aparelhos roubados foram encontrados. A polícia acredita que a gangue possa ser responsável pela exportação de até metade de todos os telefones roubados em Londres, onde ocorre a maioria dos roubos de celulares no Reino Unido. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A BBC News teve acesso à operação, incluindo detalhes sobre os suspeitos, seus métodos e às batidas policiais em 28 propriedades em Londres e Hertfordshire. A investigação foi iniciada depois que uma vítima rastreou um telefone roubado no ano passado. "Foi na véspera de Natal, quando uma vítima rastreou eletronicamente seu iPhone roubado até um armazém perto do aeroporto de Heathrow", disse o policial Mark Gavin. A equipe de segurança do aeroporto descobriu que o telefone estava em uma caixa com outros 894 telefones. Celular roubado ou furtado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham por cidades e preocupam especialistas A caixa à esquerda continha o telefone que deu início a toda a investigação BBC Os agentes descobriram que quase todos os telefones tinham sido roubados e estavam sendo enviados para Hong Kong. Outras remessas foram então interceptadas e os agentes utilizaram técnicas forenses nas embalagens para identificar dois homens. À medida que a investigação se concentrava nos dois homens, as imagens das câmaras corporais da polícia captaram os agentes, alguns com tasers em punho, realizando interceptação de um carro no meio da estrada. No interior, agentes encontraram dispositivos embrulhados em papel alumínio, em uma tentativa dos infratores de transportar os dispositivos roubados sem serem detectados. Vários telefones, alguns embrulhados em papel alumínio, foram encontrados no carro após a prisão dos dois cidadãos afegãos. BBC Os homens, ambos cidadãos afegãos na casa dos 30 anos, foram acusados de conspirar para receber bens roubados e conspirar para ocultar ou remover bens criminosos. Quando foram detidos, dezenas de telefones foram encontrados no carro e cerca de 2 mil outros aparelhos foram descobertos em propriedades ligadas a eles. Um terceiro homem, um cidadão indiano de 29 anos, foi acusado dos mesmos crimes. O detetive Gavin afirmou que "encontrar o carregamento original de telefones foi o ponto de partida para uma investigação que revelou uma quadrilha internacional de contrabando, que acreditamos ser responsável pela exportação de até 40% de todos os telefones roubados em Londres". Dois homens são presos durante uma abordagem no meio da estrada por um carro da polícia sem identificação, conforme visto nas imagens da câmera corporal. BBC Na semana passada, os policiais realizaram mais 15 prisões por suspeita de roubo, receptação de bens roubados e conspiração para roubar. Todos os suspeitos, exceto um, são mulheres, incluindo uma cidadã búlgara. Cerca de 30 dispositivos foram encontrados durante as batidas policiais realizadas na madrugada. O número de telefones roubados em Londres quase triplicou nos últimos quatro anos, passando de 28.609 em 2020 para 80.588 em 2024. Três quartos de todos os telefones roubados no Reino Unido são agora roubados em Londres. As mais de 20 milhões de pessoas que visitam a capital todos os anos e pontos turísticos como West End e Westminster são alvos potenciais para roubos e furtos de celulares. BBC News acompanhou policiais em operações contra gangue envolvida no contrabando de telefones BBC Os dados mais recentes do Escritório Nacional de Estatísticas revelaram que os "roubos pessoais" aumentaram em toda a Inglaterra e País de Gales em 15% no ano que terminou em março de 2025, atingindo o seu nível mais alto desde 2003. Acredita-se que a crescente demanda por telefones usados, tanto no Reino Unido quanto no exterior, seja um dos principais fatores por trás do aumento dos roubos — e muitas vítimas acabam nunca recuperando seus aparelhos. 'Estão deixando de traficar drogas e passando para a telefonia' "Estamos ouvindo dizer que alguns criminosos estão deixando de traficar drogas e passando para o negócio de telefonia, porque é mais lucrativo", disse a ministra da Polícia, Sarah Jones. "Se você rouba um telefone que vale centenas de libras, dá para entender por que os criminosos que estão um passo à frente e querem explorar novos crimes estão se voltando para esse ramo." Autoridades afirmam que a gangue criminosa tinha como alvo específico os produtos da Apple devido à sua lucratividade no exterior. A investigação da Polícia Metropolitana descobriu que os ladrões de rua estavam recebendo até 300 libras por aparelho (cerca de R$ 2,1 mil) - e a polícia afirmou que os dispositivos roubados estão sendo vendidos na China por até 4 mil cada (R$ 28,5 mil), uma vez que têm acesso à Internet e são mais atraentes para aqueles que tentam contornar a censura. Os ladrões de celulares costumam usar bicicletas elétricas ou ciclomotores para fugir em alta velocidade BBC 'Maior operação do país' O comandante Andrew Featherstone, responsável pelo combate ao roubo de celulares na Polícia Metropolitana, afirmou: "Esta é a maior operação contra o roubo e furto de celulares no Reino Unido, no âmbito da série de operações mais extraordinárias que a Polícia Metropolitana já realizou." "Desmantelamos redes criminosas em todos os níveis, desde ladrões de rua até grupos internacionais do crime organizado que exportam dezenas de milhares de dispositivos roubados todos os anos." Muitas vítimas de roubo de telefones têm criticado a polícia por não fazer o suficiente. As reclamações mais frequentes incluem o fato de os policiais não prestarem assistência quando as vítimas informam à polícia a localização exata em tempo real de seus telefones roubados usando o Find My iPhone da Apple ou serviços de rastreamento semelhantes. 'Acho que a Polícia deveria fazer muito mais' No ano passado, Natalie Mitchel, 29 anos, teve seu celular roubado na Oxford Street, no centro de Londres. Ela entrou em contato com a BBC para dizer que agora se sente nervosa quando visita a capital. "É realmente desconcertante estar aqui e, obviamente, não tenho certeza de quem está ao meu redor. Estou preocupada com minha bolsa, estou preocupada com meu celular", disse ela. "Acho que a Polícia Metropolitana deveria fazer muito mais — talvez instalar mais câmeras de vigilância ou ver se há alguma maneira de colocar policiais à paisana para lidar com esse problema." Por sua vez, a Polícia Metropolitana — que nos últimos meses tem publicado no TikTok e em outras plataformas de mídia social vários vídeos de policiais enfrentando ladrões de celulares — afirma que os roubos pessoais diminuíram 13% e os furtos caíram 14% em Londres neste ano. Ela afirma que até 80 policiais a mais estão se juntando à equipe do West End para se concentrar em crimes como roubo de celulares. A força policial terá que dispensar quase 2 mil policiais, além de cortar vários serviços para lidar com um rombo de 260 milhões de libras (R$ 1,8 bilhão) em seu orçamento no próximo ano. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que a Polícia Metropolitana estava reforçando o policiamento visível em toda a cidade e realizando operações especiais em áreas críticas, como Westminster e West End, o que resultou em centenas de prisões e milhares de aparelhos celulares apreendidos. Criticando a facilidade com que os telefones roubados podem ser reutilizados, ele acrescentou: "Continuarei a exortar a indústria de telefonia móvel a agir com mais rigor e rapidez no combate a esse crime, tornando os aparelhos roubados inutilizáveis". "Precisamos de uma ação global coordenada para acabar com esse comércio e construir uma Londres mais segura para todos." Oxford Street, no centro de Londres, é um dos pontos em que turistas são alvos de furtos BBC

Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil


Estados Unidos lidera como o país que mais emprega brasileiros. Pexels/RF._.studio Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas, segundo levantamento da plataforma de câmbio voltada para profissionais TechFX. Dos 1.428 desenvolvedores brasileiros entrevistados e que atuam no exterior, 1.220 trabalham para organizações americanas, com salários médios que chegam a US$ 110 mil anuais (cerca de R$ 598 mil). O estudo também destaca outros destinos: Canadá e Austrália aparecem empatados em segundo lugar, com 1,85% cada, seguidos pelo Reino Unido (1,85%), Argentina (1,55%), Portugal (1,16%), México (1%) e Alemanha (0,62%). No mercado, esses profissionais são conhecidos como Global Workers: trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro. Essa modalidade oferece a vantagem de acesso a salários mais altos, flexibilidade de tempo e liberdade geográfica, sem a necessidade de migrar para outro país. Mas afinal, como conseguir oportunidades em empresas do exterior sem sair do Brasil? É preciso ser fluente em inglês? O g1 conversou com especialistas, que dão dicas práticas e explicam os direitos desses profissionais a seguir: 👩🏽‍💻 Perfil profissional mais procurado ✍🏽 Fluência em Inglês 🔎 Como encontrar vagas 💸 Modalidades de Contratação ➡️ Direitos e cuidados legais 🦁 Declaração para o IR 🎯 Vantagens e desafios MEIs agora podem pagar o DAS por cartão de crédito; veja como fazer 👩🏽‍💻 Perfil profissional mais procurado Uma outra pesquisa da TechFX, feita com 1.433 brasileiros que atuam remotamente para empresas internacionais, mostra uma forte concentração em uma única área: a tecnologia. Do total, 1.251 profissionais – ou 87,6% – trabalham nesse setor. (saiba como entrar) Outras áreas aparecem em números muito menores: Produto: 41 pessoas (2,9% do total) Sucesso do Cliente: 38 pessoas (2,7% do total) Design: 37 pessoas (2,6% do total) Marketing: 20 pessoas (1,4% do total) Operações: 14 pessoas (1% do total) Recursos Humanos: 13 pessoas (0,9% do total) Apesar da pesquisa ter como base os clientes da empresa, os dados refletem uma tendência clara: atuar na área de tecnologia, especialmente em desenvolvimento, aumenta significativamente as chances de conseguir uma vaga em empresas internacionais. “Embora a área de tecnologia realmente concentre uma grande demanda global, empresas que estão expandindo suas operações para o Brasil, por exemplo, precisam montar times completos. Isso inclui áreas como vendas, RH, atendimento ao cliente, entre outras. Não há uma limitação por formação”, explica Gustavo Sèngès, especialista em carreiras globais. O Diretor da HireRight no Brasil, autor e mentor de carreiras, destaca que não existe uma única formação. As oportunidades se concentram em áreas como tecnologia, design, marketing digital, vendas, atendimento ao cliente, RH e operações. Para ele, a tendência é que o modelo se expanda cada vez mais, atingindo diferentes segmentos e níveis de senioridade. Isso porque, existem também vagas para funções que não exigem formação específica como gestão, atendimento ao cliente e vendas. Outro ponto destacado por Gustavo Sèngès é que esse mercado não é exclusivo apenas para profissionais mais jovens. Segundo o especialista, o mais importante é a capacidade de entrega e adaptação ao modelo de trabalho remoto global. “Isso não é verdade. Trata-se de um mercado altamente democrático. Já vi e acompanhei contratações de profissionais das mais diversas idades atuando em equipes multiculturais e intergeracionais com total sucesso”, completa Sèngès. ✍🏽 Fluência em outros idiomas O inglês continua sendo uma das habilidades mais valorizadas para quem busca uma carreira internacional, mas não é necessário ter a fluência de um nativo. O chamado “inglês funcional”, que serve para se comunicar com clareza, participar de reuniões e expressar ideias de forma eficaz, já pode abrir portas. Especialistas destacam que o nível exigido varia conforme o cargo: posições de liderança e de contato direto com clientes costumam pedir domínio avançado, enquanto funções operacionais podem ser exercidas com conhecimento intermediário. Além disso, o acesso ao aprendizado está cada vez mais democrático. O que antes era restrito a cursos caros hoje pode ser alcançado por meio de aplicativos, canais no YouTube, podcasts, perfis especializados e até ferramentas de inteligência artificial. Um exemplo é o ChatGPT, que ajuda a revisar textos, preparar currículos e simular entrevistas. Além disso, os avanços em tradução simultânea em ferramentas de comunicação entre equipes prometem romper as fronteiras da comunicação. “Em termos de carreira e retorno salarial, aprender inglês pode ser um dos melhores investimentos a se fazer. Cada vez mais, plataformas de AI gratuitas oferecem a possibilidade de aprender e praticar inglês, como uma porta de entrada para o aprendizado”, explica o CEO da TechFX, Eduardo Garay. Plataformas de IA gratuitas também oferecem oportunidades para praticar o idioma, tornando o inglês um dos investimentos mais vantajosos para crescimento profissional e retorno salarial. “O mais importante é ter confiança na sua capacidade de se comunicar e buscar o aprendizado contínuo. O inglês ainda é uma das principais habilidades técnicas exigidas neste mercado de global workers", completa Gustavo Sèngès. 🔎 Como encontrar vagas Especialistas afirmam que conquistar a primeira oportunidade em uma empresa internacional exige planejamento e proatividade. O ponto de partida é compreender o funcionamento do mercado global: os formatos de contratação, as principais demandas e como suas habilidades podem se encaixar nesse contexto. Essa análise inicial ajuda a destacar pontos fortes, identificar áreas de desenvolvimento e estruturar uma narrativa profissional consistente. Além disso, é essencial elaborar um currículo em inglês e se preparar para entrevistas – que ainda são um dos maiores desafios para brasileiros. De acordo com o especialista em carreiras globais Gustavo Sèngès, existem três caminhos principais para ingressar nesse mercado: Recrutadores estrangeiros: manter um perfil atualizado e bem posicionado em plataformas como o LinkedIn aumenta as chances de ser encontrado. Networking (ou “netplaying”): cultivar relações de forma genuína, ajudando e sendo ajudado, amplia as possibilidades. Muitas vezes, a oportunidade surge dentro do próprio círculo de contatos. Busca ativa por vagas: aplicar constantemente, ajustar estratégias e aprender com os processos seletivos. Estar presente em plataformas especializadas e treinar entrevistas são passos fundamentais. Entrar nesse mercado é uma jornada que exige estratégia, coragem e resiliência. As carreiras não são lineares, mas sim feitas de tentativas, erros e acertos. Contar com mentorias ou cursos pode acelerar muito esse caminho. De modo geral, os profissionais que conseguem vagas em empresas internacionais atendem a dois requisitos básicos: dominar a comunicação em inglês e ter pelo menos três anos de experiência na área. Segundo o CEO da TechFX, Eduardo Garay, esses critérios concentram 98% das oportunidades no exterior. O LinkedIn aparece como a principal vitrine para os brasileiros nesse processo, sendo responsável por quase 60% das contratações. 💸 Modalidades de Contratação Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ). Neste caso, o profissional contratado tem uma empresa aberta em seu nome e se torna prestador de serviços para a contratante, emitindo notas fiscais, além de ser responsável pelo pagamento de impostos e contribuições. Dentro dessa modalidade de trabalhadores com CNPJ entram, por exemplo, os microempreendedores individuais (MEIs) e os microempresários (MEs). A diferença entre os dois tipos está no faturamento anual, das atividades, no número de funcionários permitidos e no regime de tributação. O vínculo com o contratante não é classificado como uma relação de emprego. Sendo assim, o profissional não possui direitos trabalhistas assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias remuneradas, auxílio-transporte e carteira assinada. (confira a diferença) Apesar disso, esse modelo tem acesso a benefícios previdenciários. É o caso da aposentadoria por idade ou invalidez e auxílio-doença. Basta apenas que o prestador pague as contribuições mensais em dia e cumpra a carência necessária para cada benefício. (entenda como funciona) O profissional PJ tem mais flexibilidade porque pode definir a própria jornada. A remuneração também tende a ser maior. É que esse profissional não tem encargos trabalhistas e a empresa contratante não precisa arcar com os benefícios previstos no regime CLT. Em geral, essas economias são recompensadas no salário. Por outro lado, caberá ao PJ arcar com custos de alimentação, transporte, equipamentos, etc, salvo se o contrato com a empresa para o qual prestará serviços prever a oferta desses benefícios. E também "não existe um valor mínimo de remuneração e nem piso salarial, como o salário de empregados CLT", ressalta a advogada trabalhista Iara Neves. "O valor é definido na negociação entre as partes. O pagamento pode ser mensal, por projeto ou por hora." Outra modalidade é a contratação via Employer of Record (EOR), em que uma intermediadora formaliza o vínculo no país. Nesse caso, o profissional é registrado pela CLT e tem acesso a benefícios como plano de saúde e férias, embora o salário seja pago pela empresa estrangeira. Em geral, o EOR é uma empresa terceirizada que assume todas as responsabilidades legais e administrativas de um empregador no país, atuando em nome de outra empresa que não tem presença legal local. Neste caso, essa empresa terceirizada é o empregador oficial, cuidando da folha de pagamento, impostos, benefícios e conformidade com as leis trabalhistas locais, permitindo que empresas contratem talentos internacionalmente sem precisar se estabelecer no país. Também existe a modalidade de autônomos: profissionais que não têm CNPJ e trabalham ou prestam serviços sem vínculo empregatício. Neste caso, o pagamento é feito diretamente para a pessoa física. Porém, o trabalhador precisa estar atento aos tributos e à declaração de Imposto de Renda. (veja abaixo como funciona) Segundo especialistas, a escolha do modelo não cabe ao trabalhador, mas sim à contratante. Organizações globais, sobretudo de tecnologia, tendem a preferir o PJ, enquanto companhias em fase de expansão no Brasil optam pelo vínculo CLT via empresas terceiras. ➡️ Direitos e cuidados legais Segundo Antonio Vasconcellos Junior, sócio fundador do AVJ Advogados Associados, quando um brasileiro presta serviços para uma empresa estrangeira, mas reside no Brasil, a legislação aplicável é a brasileira – neste caso a CLT. Isso só não se aplica caso houver condição mais favorável prevista pela lei do país contratante. Um exemplo é a jornada reduzida de 6 horas diárias de trabalho, em razão das regras da empresa estrangeira. O especialista ainda destaca que os profissionais contratados como PJ não têm os direitos da CLT, mas podem negociar cláusulas específicas no contrato de trabalho, como bônus, pausas de descanso e benefícios adicionais. Antes de aceitar uma vaga no exterior, o advogado recomenda uma revisão contratual por um especialista. Isso porque, em casos de conflitos, a Justiça do Trabalho brasileira pode ser acionada se a contratação ou transferência ocorreu no Brasil. Por outro lado, não terá competência quando o vínculo for firmado diretamente no exterior. “Existem exceções em situações específicas, como serviços prestados em navios ou aeronaves de bandeira brasileira, ou em embaixadas e consulados do Brasil localizados no exterior”, explica. O Brasil mantém acordos internacionais de previdência social com alguns países, permitindo o cômputo de tempo de contribuição, mas ainda não há um tratado global que unifique direitos trabalhistas. Por isso, o advogado destaca que é fundamental manter as contribuições previdenciárias em dia. “É possível optar pelo plano que melhor se adeque à sua situação para ter acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença”, explica. (veja como contribuir) Por fim, Vasconcellos reforça a importância de investigar bem a empresa contratante e manter clareza sobre direitos e obrigações: “O que parece um sonho pode virar um pesadelo sem os devidos cuidados”. “É sempre importante manter-se informado sobre os direitos trabalhistas e regras tributárias/previdenciárias, especialmente em um contexto global. Além disso, cada situação é única, e consultar um advogado especializado pode ser fundamental para garantir que seja cumprido o que foi prometido”, completa o advogado trabalhista. 🦁 Declaração de IR Profissionais que prestam serviços para empresas estrangeiras devem ficar atentos à tributação no Brasil e à declaração do Imposto de Renda (IR), que varia conforme o regime de contratação. Segundo Thais Ribeiro, advogada do L.O. Baptista Advogados, os autônomos que recebem remuneração de uma empresa estrangeira devem converter os valores em moeda estrangeira para reais usando a taxa de câmbio do dia do pagamento, divulgada pelo Banco Central. Esses valores recebidos precisam ser declarados no carnê-leão, para apuração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), cuja alíquota é progressiva e pode chegar a 27,5%. (veja o que é e como emitir) O imposto deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento, e todas as informações precisam ser replicadas na declaração no ano seguinte. Além disso, é necessário contribuir para o INSS como contribuinte individual e, quando aplicável, pagar o ISS (Imposto sobre Serviços), definido pelo município. (entenda como funciona) Se houver tratado de bitributação entre o Brasil e o país da empresa contratante, é possível compensar no Brasil o imposto já pago no exterior, desde que o valor também seja informado no carnê-leão. Para quem presta serviços por meio de Pessoa Jurídica (PJ), a operação é considerada uma exportação de serviços, segundo a especialista Veronica Melo de Souza, sócia do Gaia Silva Gaede Advogados. A exportação de serviços ocorre quando uma empresa brasileira presta serviços a um cliente no exterior e recebe o pagamento em moeda estrangeira. Nesse sentido, os pagamentos da empresa internacional vão diretamente para a PJ. Ou seja: quando o profissional opta por prestar serviços por meio de uma pessoa jurídica aberta no Brasil, é a empresa que deve declarar e tributar as receitas, de acordo com o regime tributário escolhido — seja Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. “Neste caso, o imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) é devido normalmente e calculado de acordo com o regime de tributação da Pessoa Jurídica (PJ), que geralmente é o Simples Nacional ou Lucro Presumido”, explica Verônica Melo de Souza. “O trabalhador recebe os valores apenas pela PJ e deve informá-los em sua Declaração de Ajuste Anual como pró-labore, no campo de rendimentos tributáveis, ou como distribuição de lucros e dividendos, no campo de rendimentos isentos, conforme a forma de contabilização”, completa a advogada Thais Ribeiro. Já o regime CLT exige que a empresa estrangeira tenha CNPJ no Brasil para recolher encargos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e INSS. Por isso, é raro que empregadores internacionais contratem diretamente com registro em carteira. Muitas vezes, eles utilizam empresas intermediárias, que assumem a folha de pagamento, recolhem impostos e contribuições — a contratação via Employer of Record (EOR) já citada nesta reportagem. Por isso, os especialistas recomendam que profissionais busquem orientação de contadores ou advogados especializados, garantindo que todos os impostos e contribuições sejam pagos corretamente e evitando problemas com a Receita Federal. 🎯 Vantagens e desafios Um exemplo de profissional que conquistou uma vaga em uma empresa norte-americana, mantendo residência no Brasil, é Roque Santos, engenheiro de software sênior, que vive em Salvador, na Bahia. A experiência internacional veio após um incentivo inesperado: sua professora de inglês sugeriu que ele participasse de entrevistas com empresas estrangeiras para praticar o idioma em situações reais. O exercício acabou rendendo uma proposta de trabalho. Segundo ele, o maior desafio não foi técnico, mas lidar com entrevistas em inglês. “Tudo era novidade. Consegui explicar bem a minha experiência, soar inteligente e claro nas entrevistas foi um desafio, para mim, muito maior que o técnico”, conta. No dia a dia, Roque explica que mantém uma rotina parecida com a que tinha no Brasil, mas destaca diferenças marcantes: menos reuniões, ausência de microgerenciamento e uma relação de maior confiança com a equipe. “Temos muito mais liberdade com o nosso tempo, mas como contrapartida somos responsabilizados pelas nossas entregas”, explica. O trabalho exige um “overlap” de 4 a 6 horas diárias no fuso horário da empresa contratante. Isso significa que ele precisa estar online por pelo menos este período durante o horário oficial de trabalho da empresa. A comunicação é feita principalmente pelo Slack, enquanto e-mails são pouco utilizados. Para ele, clareza e efetividade na comunicação foram tão importantes quanto às competências técnicas. Diplomas, por outro lado, não pesaram no processo de contratação. “Nunca precisei entregar uma cópia formal do meu diploma para a empresa que trabalho. Fui perguntado se me formei, onde e quando”, afirma. Sobre remuneração, Roque explica que os salários iniciam no mesmo patamar do Brasil, e aumentam conforme o crescimento na empresa. “No início, você pode entrar ganhando ‘pouco’, mas a diferença é que esse pouco normalmente se iguala ao salário do Brasil, mas lá esse é seu piso, e não o teto”, afirma. Como a empresa não tem sede por aqui, o contrato é feito diretamente, cabendo ao trabalhador organizar-se via PJ para fins tributários. Entre as dificuldades, o engenheiro cita a insegurança no início, tanto pela barreira do idioma quanto pela diferença cultural e pela ausência de feedbacks constantes. Em contrapartida, a autonomia e a confiança mútua com a equipe foram pontos positivos. O conselho para quem quer seguir o mesmo caminho é direto: investir no inglês. “Saber se comunicar é o principal fator para conquistar a vaga. Depois disso, prepare-se para a entrevista: estude a empresa e mostre interesse real”, recomenda. Defender home office nas redes custou o emprego deles Fui demitido, e agora? Veja dicas do que fazer

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Microsoft encerra suporte ao Windows 10 nesta terça; veja consequências


Windows decreta fim da temida 'tela azul'; veja como será nova versão A Microsoft encerra nesta terça-feira (14) o suporte ao Windows 10, lançado em 2015. A partir de agora, o sistema não receberá mais atualizações, correções de segurança nem suporte técnico. A Microsoft recomenda que os usuários migrem para o Windows 11, disponível desde 2021. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quais são as consequências para os usuários? Nem todos os computadores são compatíveis com a transição do Windows 10 para o Windows 11. Para esses casos, a Microsoft oferece um pacote de atualizações estendidas, com duração de um ano e preço de US$ 30 (cerca de R$ 163). Quantos usuários serão afetados? Procurada pela AFP, a Microsoft não informou quantos usuários seriam afetados pelo fim do suporte. Segundo a Consumer Reports, cerca de 650 milhões de pessoas em todo o mundo ainda usavam o Windows 10 em agosto. O Public Interest Research Group estima que até 400 milhões de computadores não são compatíveis com o Windows 11. LEIA MAIS: Windows decreta fim da temida 'tela azul'; veja como será nova versão Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger Associações protestam contra decisão da Microsoft Entidades de defesa do consumidor protestaram contra o fim do suporte ao Windows 10. Nos Estados Unidos, a Consumer Reports afirmou que computadores incapazes de rodar o Windows 11 ainda eram vendidos em 2022 e 2023, o que deve torná-los obsoletos em apenas três anos. Na França, uma coalizão com 22 associações lançou uma petição pedindo atualizações gratuitas até 2030. Quais são os riscos? Usuários que permanecerem no Windows 10 podem ficar mais expostos a ataques cibernéticos, alertam especialistas. "Ao deixar de receber as atualizações, ele não estará mais protegido contra as ameaças cibernéticas mais recentes", diz Martin Kraemer, analista de segurança da KnowBe4. Ele afirma que o Windows 10 tende a se tornar alvo preferencial de hackers que exploram falhas de segurança. O analista Paddy Harrington, da consultoria americana Forrester, alerta que aplicativos também podem ser afetados. "Os desenvolvedores dependem do sistema operacional para garantir certas funções. Sem atualizações, o fornecedor não pode garantir que seu aplicativo continue funcionando corretamente", diz Harrington. O antivírus é uma alternativa? Questionados sobre a eficácia dos programas antivírus, os especialistas apontam que eles são insuficientes para um sistema operacional desatualizado. "A proteção desses programas tem um limite. É melhor do que nada, mas essa é uma solução temporária", diz Paddy Harrington. Quem não puder instalar o Windows 11 também pode migrar para outro sistema, como o Linux, que é gratuito. "Se os aplicativos forem compatíveis com esse sistema operacional e as ferramentas de gerenciamento e segurança o suportarem, é uma boa opção", afirma Harrington. Microsoft Windows 10 foi lançado em 2015 Unsplash Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade

VÍDEO: Starship, maior nave do mundo, faz sobrevoo com ótimas imagens da Terra antes de pousar no mar


Starship faz sobrevoo com ótimas imagens da Terra antes de pousar no mar A Starship, maior nave do mundo, fez novas imagens da Terra durante um sobrevoo na segunda-feira (13). Esta foi a 11ª vez que a SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, lança este modelo do veículo espacial (veja ao final como foram as outras missões). O vídeo mostra os minutos finais da missão com ângulos a partir do motor e da lateral da Starship. Naquele momento, a nave estava desacelerando no retorno do espaço, mas ainda voava a cerca de 10.000 km/h e acima de 40 km de altitude. Logo depois, a Starship pousa no Oceano Índico. A transmissão da SpaceX mostrou o momento em que a nave fica coberta por chamas após tocar o mar (veja abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja como foi o pouso da 11ª missão da Starship, maior nave do mundo A SpaceX conseguiu atingir os principais objetivos nessa missão: reutilizar o mesmo foguete Super Heavy (a parte inferior da nave) do 8º voo e pousá-lo no Golfo do México cerca de 10 minutos após o lançamento (saiba mais abaixo); lançar oito simuladores de satélites da Starlink (empresa de internet de Musk) no espaço – a SpaceX já tinha realizado essa manobra no 10º lançamento da maior nave do mundo; reacender os foguetes da cápsula (a parte superior) da Starship no espaço e pousá-la no Oceano Índico. ➡️Antes do lançamento, a SpaceX anunciou o plano de tentar uma nova configuração dos motores do propulsor durante a descida do 11º voo. A empresa afirmou que, na trajetória até o pouso no Golfo do México, o propulsor ficaria com 13 dos 24 motores acionados. Então, ele diminuiria para 5 motores no trecho que exige mais precisão na descida. E, depois, com 3 motores para o mergulho no Golfo do México. "O objetivo principal do teste de voo é medir a dinâmica real do veículo enquanto os motores desligam durante a transição entre as diferentes fases", explicou a SpaceX. A Starship deverá ser a nave usada para levar astronautas da Nasa de volta à Lua até 2027 dentro do programa Artemis. Com um contrato de US$ 3 bilhões (R$ 16 bilhões), a SpaceX se tornou uma das mais importantes participantes da corrida espacial dos EUA e da China rumo à Lua. Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham por cidades e preocupam especialistas Local que abriga base da SpaceX, de Musk, agora é oficialmente uma cidade no Texas Sobrevoo da Starship antes de pouso no Oceano Índico Reprodução/SpaceX Como foram os outros testes? No primeiro lançamento, em abril de 2023, a Starship explodiu quando ainda estava acoplada ao Super Heavy. Uma falha nos motores fez a empresa ativar um sistema de destruição para explodir o foguete. Veja como foi o 1º lançamento da Starship No segundo teste, em novembro de 2023, o Super Heavy explodiu, mas logo após se separar da nave. A Administração Federal de Avião dos EUA (FAA, na sigla em inglês) investigou o acidente e afirmou que a SpaceX identificou a necessidade de realizar 17 correções na nave. Veja como foi o 2º lançamento da Starship O terceiro voo aconteceu em março de 2024 e durou 50 minutos. A Starship foi destruída, mas a empresa considerou esse teste um avanço porque nunca tinha ido tão longe neste tipo de missão. Veja como foi o 3º lançamento da Starship O quarto teste foi em junho de 2024 e foi o primeiro bem-sucedido. A Starship conseguiu pousar no Oceano Índico, e o Super Heavy, no Golfo do México, como planejado. Starship completou seu 1º voo bem-sucedido na 5ª tentativa Na quinta missão, em outubro de 2024, a empresa conseguiu o retorno inédito do Super Heavy com a captura no ar pelos "braços da plataforma" e o pouso da Starship no Oceano Índico. A cápsula explodiu, como já era esperado, segundo a companhia. A manobra de retorno do foguete para a base de lançamento pode tornar voos espaciais mais baratos. Em teste da SpaceX, propulsor da Starship pousa com sucesso na torre de lançamento No sexto teste, em novembro de 2024, a SpaceX não conseguiu fazer com que o foguete Super Heavy retornasse para a plataforma de lançamento, como aconteceu no mês anterior. O foguete acabou pousando no Golfo do México poucos minutos depois do lançamento, o que estava previsto caso não houvesse condições ou o comando específico do diretor da missão para repetir a manobra. A nave pousou no Oceano Índico cerca de uma 1h após decolar. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, assistiu à missão do local do lançamento, com Elon Musk. Trump já tinha anunciado que o bilionário iria liderar o novo Departamento de Eficiência Governamental durante o seu mandato. SpaceX lança nave, mas não traz foguete de volta para plataforma No sétimo voo, em janeiro de 2025, a empresa de Musk conseguiu repetir manobra em que o foguete Super Heavy é levado de volta à plataforma de lançamento. SpaceX pousa foguete na plataforma, mas perde contato com nave Starship Mas a SpaceX perdeu o contato com a nave, pouco antes do pouso, o que já tinha acontecido em outros testes. Daquela vez, um vídeo registrou destroços da Starship riscando o céu no Haiti. Por segurança, voos comerciais que cruzavam a região do Caribe foram forçados a desviar de suas rotas. A empresa disse que os destroços caíram em áreas designadas para tal. SpaceX faz 8º voo da Starship, recupera foguete, mas perde contato com a nave No oitavo voo da Starship, no início de março, a SpaceX perdeu novamente o contato com a nave cerca de 10 minutos após o lançamento. Vídeos registraram os destroços da nave no céu na região das Bahamas (veja abaixo). Segundo o governo dos EUA, 240 voos no país foram prejudicados pela explosão. Apesar disso, pela terceira vez, a empresa conseguiu "capturar" em pleno ar o foguete que transportou a nave, pouco antes de ele pousar, e colocá-lo de volta na plataforma de decolagem. Fragmentos de nave da SpaceX rasgam os céus e causam atrasos em voos Na nona missão, que aconteceu em maio, a SpaceX perdeu o controle com a nave 40 minutos após o lançamento. Ela deveria pousar no Oceano Índico. Outra Além disso, a nave não conseguiu abrir a porta para lançar sua carga — oito simuladores de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. E, apesar de conseguir reaproveitar o foguete propulsor Super Heavy pela primeira vez, perdeu o contato com o equipamento durante a descida. Por que deu (quase) tudo errado no 9º voo da Starship? No décimo voo, em agosto, a Starship conseguiu lançar pela primeira vez carga no espaço, um conjunto de oito simuladores de satélites da Starlink. A nave conseguiu reacender seu motor no espaço e pousou no Oceano Índico. SpaceX lança novo voo da Starship, maior nave do mundo Conheça o maior foguete da história, criado pela empresa de Elon Musk

SpaceX lança Starship, maior nave do mundo, pela 11ª vez; foguete pousa com sucesso no oceano


Veja os vídeos que estão em alta no g1 A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, lançou nesta segunda-feira (13) o 11º voo da Starship, nave mais poderosa do mundo. A decolagem, que não é tripulada, aconteceu em Boca Chica, no estado americano do Texas, por volta das 20h25, no horário de Brasília. A missão já teve sucesso no seu primeiro objetivo: pousar o Super Heavy (foguete, que é a parte inferior da nave) no Golfo do México. A cápsula (a parte superior) deve cair no Oceano Índico, o que ainda não aconteceu. Segundo a SpaceX, o propulsor desta missão já foi usado no 8º voo da Starship, em março. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja transmissão ao vivo: SpaceX lança Starship, maior nave do mundo, pela 11ª vez 11º lançamento da Starship Reprodução/SpaceX Gif mostra 11º lançamento da Starship Reprodução O plano para o novo voo prevê uma nova configuração dos motores do propulsor durante a descida. Na trajetória até o pouso no Golfo do México, ele ficará com 13 dos 24 motores acionados. Então, diminuirá para 5 motores no trecho que exige mais precisão na descida. E, depois, ficará com 3 motores para o mergulho no Golfo do México. "O objetivo principal do teste de voo é medir a dinâmica real do veículo enquanto os motores desligam durante a transição entre as diferentes fases", explicou a SpaceX. O plano também prevê que o estágio superior da Starship lance simuladores de satélites da Starlink no espaço e faça experimentos focados no retorno para a plataforma de lançamento em futuras missões. A SpaceX disse que trabalha com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) e organizações internacionais para integrar as operações de tráfego aéreo. A empresa afirmou que no 10º voo da Starship, em agosto, a FAA reabriu todo o espaço aéreo em apenas 9 minutos, evitando interrupções significativas na região. Local que abriga base da SpaceX, de Musk, agora é oficialmente uma cidade no Texas Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX Como foram os outros testes? No primeiro lançamento, em abril de 2023, a Starship explodiu quando ainda estava acoplada ao Super Heavy. Uma falha nos motores fez a empresa ativar um sistema de destruição para explodir o foguete. Veja como foi o 1º lançamento da Starship No segundo teste, em novembro de 2023, o Super Heavy explodiu, mas logo após se separar da nave. A Administração Federal de Avião dos EUA (FAA, na sigla em inglês) investigou o acidente e afirmou que a SpaceX identificou a necessidade de realizar 17 correções na nave. Veja como foi o 2º lançamento da Starship O terceiro voo aconteceu em março de 2024 e durou 50 minutos. A Starship foi destruída, mas a empresa considerou esse teste um avanço porque nunca tinha ido tão longe neste tipo de missão. Veja como foi o 3º lançamento da Starship O quarto teste foi em junho de 2024 e foi o primeiro bem-sucedido. A Starship conseguiu pousar no Oceano Índico, e o Super Heavy, no Golfo do México, como planejado. Starship completou seu 1º voo bem-sucedido na 5ª tentativa Na quinta missão, em outubro de 2024, a empresa conseguiu o retorno inédito do Super Heavy com a captura no ar pelos "braços da plataforma" e o pouso da Starship no Oceano Índico. A cápsula explodiu, como já era esperado, segundo a companhia. A manobra de retorno do foguete para a base de lançamento pode tornar voos espaciais mais baratos. Em teste da SpaceX, propulsor da Starship pousa com sucesso na torre de lançamento No sexto teste, em novembro de 2024, a SpaceX não conseguiu fazer com que o foguete Super Heavy retornasse para a plataforma de lançamento, como aconteceu no mês anterior. O foguete acabou pousando no Golfo do México poucos minutos depois do lançamento, o que estava previsto caso não houvesse condições ou o comando específico do diretor da missão para repetir a manobra. A nave pousou no Oceano Índico cerca de uma 1h após decolar. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, assistiu à missão do local do lançamento, com Elon Musk. Trump já tinha anunciado que o bilionário iria liderar o novo Departamento de Eficiência Governamental durante o seu mandato. SpaceX lança nave, mas não traz foguete de volta para plataforma No sétimo voo, em janeiro de 2025, a empresa de Musk conseguiu repetir manobra em que o foguete Super Heavy é levado de volta à plataforma de lançamento. SpaceX pousa foguete na plataforma, mas perde contato com nave Starship Mas a SpaceX perdeu o contato com a nave, pouco antes do pouso, o que já tinha acontecido em outros testes. Daquela vez, um vídeo registrou destroços da Starship riscando o céu no Haiti. Por segurança, voos comerciais que cruzavam a região do Caribe foram forçados a desviar de suas rotas. A empresa disse que os destroços caíram em áreas designadas para tal. SpaceX faz 8º voo da Starship, recupera foguete, mas perde contato com a nave No oitavo voo da Starship, no início de março, a SpaceX perdeu novamente o contato com a nave cerca de 10 minutos após o lançamento. Vídeos registraram os destroços da nave no céu na região das Bahamas (veja abaixo). Segundo o governo dos EUA, 240 voos no país foram prejudicados pela explosão. Apesar disso, pela terceira vez, a empresa conseguiu "capturar" em pleno ar o foguete que transportou a nave, pouco antes de ele pousar, e colocá-lo de volta na plataforma de decolagem. Fragmentos de nave da SpaceX rasgam os céus e causam atrasos em voos Na nona missão, que aconteceu em maio, a SpaceX perdeu o controle com a nave 40 minutos após o lançamento. Ela deveria pousar no Oceano Índico. Outra Além disso, a nave não conseguiu abrir a porta para lançar sua carga — oito simuladores de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. E, apesar de conseguir reaproveitar o foguete propulsor Super Heavy pela primeira vez, perdeu o contato com o equipamento durante a descida. Por que deu (quase) tudo errado no 9º voo da Starship? No décimo voo, em agosto, a Starship conseguiu lançar pela primeira vez carga no espaço, um conjunto de oito simuladores de satélites da Starlink. A nave conseguiu reacender seu motor no espaço e pousou no Oceano Índico. SpaceX lança novo voo da Starship, maior nave do mundo Conheça o maior foguete da história, criado pela empresa de Elon Musk

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