terça-feira, 4 de novembro de 2025

OpenAI nega boato de que ChatGPT deixou de dar conselhos jurídicos e médicos


Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Circula na internet a informação de que uma atualização do ChatGPT passou a impedir o robô de dar conselhos jurídicos e médicos. ❌ Mas a afirmação é falsa, segundo Karan Singhal, chefe de IA em saúde da OpenAI, em post publicado na rede social X. "O comportamento do modelo permanece inalterado", escreveu Karan. "O ChatGPT nunca substituiu o aconselhamento profissional, mas continuará sendo um excelente recurso para ajudar as pessoas a compreenderem informações jurídicas e de saúde", completou. A informação falsa afirma que, desde o mês passado, a IA deixou de ser um consultor para se tornar uma "ferramenta de educação". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Initial plugin text A fake faz uma interpretação equivocada de uma atualização publicada em 29 de outubro deste ano pela OpenAI, que lista uma série de usos proibidos do ChatGPT. Entre eles está: "fornecimento de aconselhamento personalizado que requer uma licença, como aconselhamento jurídico ou médico, sem o envolvimento adequado de um profissional licenciado". Essa regra, no entanto, não é nova. Ela já constava nas Políticas de Uso anteriores da OpenAI, de janeiro de 2025. O que a empresa quer dizer é que os usuários não podem usar a IA para dar aconselhamento jurídico, médico/de saúde ou financeiro sem revisão por um profissional qualificado. LEIA TAMBÉM: Fones permitem tradução em tempo real, mas tem uma 'pegadinha'; g1 testou OpenAI pagará US$ 38 bilhões para ter infraestrutura da Amazon na corrida pela IA Neo: quanto custa robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas ChatGPT AP Photo/Matt Rourke Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Apple anuncia o novo Iphone 17 Pro

AirPods Pro 3 e Galaxy Buds3 Pro permitem tradução em tempo real, mas tem uma 'pegadinha'; g1 testou


Fones que 'traduzem' vários idiomas: g1 testa AirPods Pro 3 e Galaxy Buds3 Pro Os AirPods Pro 3, da Apple, e Galaxy Buds3 Pro, da Samsung, são fones sem fios que "traduzem" diversos outros idiomas para o português, direto no seu ouvido. É como se fosse o "peixe Babel" da série de ficção científica "O Guia do Mochileiro das Galáxias" transportado para o mundo real. Só que, no lugar do peixinho alienígena, são fones de ouvido. A tradução funciona direito em várias línguas, com uma pegadinha: quem faz essa tarefa é a inteligência artificial no celular, não o fone de ouvido sozinho. O acessório só reproduz o som da voz robótica nos seus ouvidos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na Apple, são apenas seis idiomas traduzidos, por enquanto. Na Samsung, mais de 30. Mas a tecnologia não funciona com qualquer fone. No caso da Apple, é restrito a modelos da fabricante. Na Samsung, a tradução de chamadas e de conversas é compatível com qualquer fone de ouvido. Mas apenas parte dos recursos (chamada modo Escuta) é exclusiva para os fones da marca. O Guia de Compras testou os dois modelos de fones "tradutores" e conta a seguir como eles funcionam. Os resultados são bastante parecidos, com poucas diferenças. Veja a seguir. AirPods Pro 3 (à esquerda) ao lado do Galaxy Buds3 Pro Henrique Martin/g1 Como é nos AirPods Pro 3 Com quais fones funciona: AirPods Pro 2 e 3, AirPods 4 com ANC (cancelamento de ruído). Com quais celulares é compatível: todos com Apple Intelligence (15 Pro/Pro Max, todos das linhas 16 e 17). Quais idiomas traduz: alemão, espanhol (Espanha), francês, inglês (EUA e Reino Unido) e português. A Apple promete lançar novos idiomas até o final de 2025. Preço dos fones: R$ 2.600 (valor consultado no final de outubro nas lojas da internet) O app Traduzir, quando aberto com os AirPods Pro 3 conectados a um iPhone 17 (leia o teste), mostra a opção Traduzir ao Vivo. Basta escolher os idiomas, fazer um download das línguas selecionadas e iniciar a conversa. Vale notar que, por enquanto, a Samsung tem mais opções de idiomas, incluindo orientais. O resultado é que você fala no seu idioma, a mensagem traduzida aparece na tela. Traduções ao vivo: no iPhone 17 (à esquerda) e no Galaxy S25 Edge (à direita) Reprodução Os AirPods reproduzem o som nos ouvidos, com um intervalo de poucos segundos. É preciso virar a tela do smartphone para a outra pessoa ler ou pressionar o “play" para a voz traduzida (do seu idioma) sair pelos alto-falantes. A Samsung tem um diferencial interessante na mesma função: ao dividir a tela, o outro lado fica virado para a frente da outra pessoa. Assim, não é preciso girar o telefone para mostrar a frase. Caso seu interlocutor esteja usando AirPods compatíveis com a Tradução ao Vivo, ele vai conseguir ouvir a conversa no idioma dele. As conversas têm um pequeno atraso de segundos na tradução, já que todo o processamento da linguagem é feito pela IA no celular (mesmo se não tiver conexão à internet). Quando o papo acabar, é só encerrar com o “X" na tela do iPhone. Os resultados foram muito parecidos com os obtidos nas traduções com a Samsung em alemão e inglês. Os microfones dos AirPods Pro 3 pareceram melhor calibrados para a conversação. Alguns ruídos captados podem se tornar palavras na conversação feitas pelo concorrente. Mas ambos têm problemas de entender as marcas de pontuação em português. É comum uma pergunta se tornar uma afirmação. A Apple permite ativar o recurso de Tradução ao Vivo de diversos modos: direto no app Traduzir, configurando o botão de Ação do iPhone para abrir o aplicativo, usando a assistente virtual Siri com o comando “Siri, iniciar tradução ao vivo” e por um atalho na Central de Controle. O mais legal e inesperado (pela forma) é pressionar as duas hastes dos AirPods Pro 3 para abrir a Tradução ao Vivo. O aplicativo Traduzir do iPhone ainda funciona no viva-voz, com microfone e alto-falantes, nos recursos Traduzir, Conversa e Câmera (com tradução de imagens). Apenas o Tradução Ao Vivo é restrito aos AirPods 3 e demais aparelhos compatíveis. Modo de tradução ao vivo no iPhone: ao vivo ou por telefone Reprodução Além do modo ao vivo, a tradução no iPhone/AirPods Pro 3 também permite traduzir ligações telefônicas. Basta ligar (ou atender) e clicar no botão “mais" na tela para escolher a tradução em tempo real. Como é nos Galaxy Buds3 Pro Com quais fones funciona: Algumas funções (modo Escuta) são exclusivas para os Galaxy Buds3 (Pro, Buds3 e FE) e Buds Core. Outras, como a tradução de chamadas e de conversas, funciona em qualquer fone, com ou sem fios. Com quais celulares é compatível: todos os modelos com Galaxy AI (linhas Z, S e alguns da série A lançados nos últimos dois anos) Quais idiomas traduz para o português: 31 línguas, incluindo alemão, espanhol, francês, inglês, russo, coreano, japonês e chinês. Preço dos fones: R$ 1.400 (valor consultado no final de outubro nas lojas da internet) O aplicativo Intérprete funciona com dois modos: Escuta e Conversa. O Conversa é o mais parecido com a Tradução ao vivo da Apple. Basta abrir o app, escolher os idiomas a serem traduzidos e iniciar o papo. Como acontece nos iPhones, a tradução é lida por uma voz automática no fone de ouvido e aparece na tela. Um diferencial da Samsung é que não é preciso girar o celular para mostrar a tradução do que você diz. O Intérprete divide a tela em duas partes, cada uma com o texto virado para quem está lendo – se quiser, dá para inverter a posição. O processo de tradução no modo Conversa é similar ao que ocorre nos AirPods Pro 3, com um pequeno atraso de segundos até a voz chegar aos fones. Nos testes em alemão e inglês, os resultados foram bem parecidos com os dos AirPods Pro 3, com a diferença de o Samsung captar mais ruídos externos e inserir na conversação. Ambos tiveram problemas de entender a entonação de pontuação em português, como perguntas que se tornam afirmações. Já o modo Escuta é mais parecido com aqueles serviços de tradução simultânea em aulas e palestras. Essa é a funcionalidade exclusiva dos fones da marca. Serve para momentos em que você precisa ouvir a tradução e entender o que está sendo dito, sem precisar falar com outra pessoa. Ao encerrar os dois modos, é só sair do Intérprete. A última conversa estará lá guardada, basta tocar no microfone para reiniciar o processo. A tela de tradução do Galaxy S25 Edge fica invertida para quem lê a tradução; app permite usar recursos no WhatsApp Reprodução A Samsung também permite usar o recurso de tradução ao vivo em ligações telefônicas, incluindo as pelo WhatsApp e no Google Meet. Conclusão O uso de inteligência artificial para traduzir conversas é, finalmente, uma boa utilização da tecnologia entre tantas outras funcionalidades questionáveis presentes em quase todo celular de 2025. Os produtos da Apple (AirPods Pro 3 e iPhone 17) e da Samsung (Galaxy Buds3 Pro e Galaxy S25 Edge) entregam o que prometem, que é uma tradução simples e rápida, mas sujeita a algumas falhas. Só não dá para levar a sério tudo que os fabricantes dizem, como o fato de os fones “traduzirem” as frases. Eles são só uma parte do processo todo, que é feito mesmo pelo celular. De qualquer forma, os resultados das duas marcas é bastante satisfatório e vai ajudar bastante quem não entender nada de um idioma durante uma viagem e traduzir conversas de forma básica. Veja a seguir uma lista com os fones testados e celulares compatíveis com a tecnologia de tradução por inteligência artificial. Os preços iam de R$ 350 a R$ 2.600 nos fones de ouvido e de R$ 5.500 a R$ 8.000 nos celulares. Os valores foram consultados nas principais lojas da internet no final de outubro. AirPods Pro 3 AirPods 4 com cancelamento de ruído iPhone 17 Galaxy Buds3 Pro Galaxy Buds Core Galaxy S25 FE Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 5 diferenças entre o iPhone 17 e o iPhone 16

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Criminosos ampliam o uso da inteligência artificial nas fraudes


Polícia Civil do RS prende quatro suspeitos de aplicar fraudes milionárias com inteligência artificial Na semana passada, acompanhei mais uma edição do Annual Women’s Retirement Symposium, seminário que discute como proteger o patrimônio das pessoas aposentadas ou a caminho de fazê-lo. O tema central foi o aumento de fraudes e golpes impulsionados pela utilização de inteligência artificial. Norte-americanos acima dos 55 anos detêm 70% da riqueza pessoal do país – e se tornaram os principais alvos dos criminosos. Acredito que situação semelhante ocorre no Brasil, por isso as informações são valiosas para nós. Norte-americanos acima dos 55 anos detêm 70% da riqueza pessoal do país – e se transformaram nos principais alvos dos criminosos cibernéticos Age without limits Segundo levantamento do instituto Pew Research, 73% dos americanos já foram vítimas de algum tipo de fraude. O FBI estima que, ano passado, idosos nos Estados Unidos perderam US$ 4,885 bilhões, o equivalente a 26 bilhões de reais – valor que representa um aumento de 43% em relação a 2023. O mais grave é o crescimento de golpes relacionados a criptomoedas, sendo que o grupo mais afetado foi o da faixa acima dos 60. Matthew Strope, coordenador da área contra fraudes da consultoria financeira Robinhood, alertou para o nível de sofisticação alcançado com o uso da inteligência artificial: “um cliente recebeu uma ligação com a voz da neta aos prantos, explicando que tinha se envolvido num acidente de trânsito. Em seguida, um suposto advogado entrou no circuito pedindo dinheiro para resolver o problema. A voz da jovem havia sido clonada a partir de uma postagem que ela fizera numa rede social”. A técnica dos criminosos consiste em explorar a emoção das vítimas e criar um senso de urgência, portanto a recomendação é: dar uma pausa, refletir e se proteger. A pausa é para pôr a cabeça para funcionar: no caso citado, por que um advogado estaria no local do acidente? Esse momento de reflexão serve para a pessoa se livrar da pressão a que está sendo submetida e evita que caia numa cilada. As instituições financeiras têm criado mecanismos para impedir os golpes, bloqueando movimentações que fujam do perfil dos clientes. Ainda assim, não é o bastante. O mais importante é se manter alerta. O chamado phishing-based malware é um ataque cibernético no qual a vítima é induzida a instalar um software malicioso através de um link ou arquivo infectado. O objetivo é roubar dados, controlar sistemas e causar danos financeiros. Exemplos comuns incluem um e-mail que parece ser do seu banco, dizendo que sua conta será bloqueada, ou dos correios, avisando sobre uma encomenda que ficou retida. Para se proteger, tenha sempre em mente: Desconfie de mensagens urgentes ou alarmantes. Verifique o remetente e o domínio do e-mail. Nunca baixe arquivos de fontes desconhecidas. Use antivírus e mantenha o sistema atualizado. Ative a autenticação em dois fatores, que exige duas formas distintas de verificação para confirmar a identidade do usuário.

OpenAI pagará US$ 38 bilhões para ter infraestrutura da Amazon na corrida pela IA


Veja os vídeos que estão em alta no g1 A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou um acordo de US$ 38 bilhões (R$ 204 bilhões) com a AWS, divisão de computação na nuvem da Amazon, para comprar capacidade adicional de desenvolvimento para sua plataforma de inteligência artificial. Assim, a startup continua sua ambiciosa campanha por mais potência computacional e de armazenamento, junto a provedores de nuvem, como a AWS, e fabricantes de chips, para garantir sua competitividade na corrida pela IA. A OpenAI pretende a ser a primeira do setor a desenvolver um modelo de IA geral, conhecido como AGI (na sigla em inglês), que se iguale ao conjunto das capacidades intelectuais humanas. 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno "Desenvolver a IA mais avançada requer capacidades de cálculo muito grandes e confiáveis", explicou o diretor da OpenAI, Sam Altman, em comunicado. "Nossa parceria com a AWS reforça o ecossistema que apoiará esta nova fase e tornará a IA avançada acessível para todos". A negociação fez subir as ações da Amazon na bolsa de Nova York, e também refletiu positivamente para a Nvidia, cujos chips serão utilizados nessa parceria (saiba mais abaixo). Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Possível bolha da IA Na semana passada, Altman revelou que a OpenAI assumiu compromissos de U$ 1,4 trilhão (R$ 7,5 trilhões) com fornecedores de serviços na nuvem e da indústria de chips. Esses contratos exigirão 30 gigawatts (GW) de eletricidade, o que equivale a mais de 2% da capacidade total instalada nos Estados Unidos no final de 2023, segundo dados da EIA, a agência de informação energética dos EUA. Uma parte dos investidores mostra cada vez mais cautela diante do frenesi de compras da OpenAI. Isso porque as receitas projetadas da empresa para este ano giram em torno de US$ 13 bilhões (R$ 69,7 bilhões), mas estima-se que ela não será lucrativa antes de 2029, conforme admitido pelo próprio Altman. Questionado sobre o tema em um episódio do podcast "BG2 Pod" publicado na última sexta-feira (31), Altman demonstrou sinais de irritação e respondeu que a OpenAI gerará "muito mais" receitas do que essa estimativa. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Como será o convênio com a AWS O acordo com a AWS foi o primeiro desde que a OpenAI formalizou sua nova estrutura, na qual a empresa tem mais liberdade para se afastar de suas origens sem fins lucrativos e gerar benefícios para seus investidores. O convênio com a AWS tem duração de sete anos e assegura à OpenAI disponibilidade adicional imediata na nuvem, com um lançamento completo antes do final de 2026. A parceria anunciada baseia-se na colaboração existente entre as duas empresas, com os modelos mais abertos da OpenAI já disponíveis nos servidores da Amazon. Apagão na nuvem da Amazon derruba aplicativos e serviços ao redor do mundo As infraestruturas de nuvem que a AWS colocará à disposição da empresa californiana serão baseadas principalmente em processadores do gigante Nvidia, os GPUs (Unidades de Processamento Gráfico), considerados os mais avançados do mercado. Elas não serão utilizadas apenas para trabalhos nos novos modelos da OpenAI, mas também para operar o ChatGPT e gerenciar as solicitações dos mais de 800 milhões de usuários semanais da plataforma, especificou a companhia. A OpenAI opta pelos chips da Nvidia, em vez dos desenvolvidos pela AWS, que, segundo especialistas, atingiram níveis de desempenho agora próximos aos GPUs da líder mundial do setor. Parceira privilegiada da OpenAI, da qual controla 27% do capital após ter investido mais de US$ 13 bilhões (R$ 69,7 bilhões), a Microsoft aceitou há alguns meses a ideia de que a startup de São Francisco busque capacidades de nuvem em outros lugares. Isso mostra que a Microsoft, embora também forneça serviços de nuvem, já não consegue atender toda a demanda de seus clientes em termos de armazenamento e processamento de dados. O que é nuvem? Toda empresa que trabalha com processamento de dados precisa de computadores para armazenar informações, arquivos e softwares. Esses computadores, que geralmente são grandes equipamentos com alta capacidade, podem ser mantidos pela própria empresa em sua sede ou em outro lugar. Como isso custa caro e exige manutenção constante, as empresas optam por terceirizar essa estrutura e contratam companhias com maior capacidade de manter esses supercomputadores, como AWS, Azure, Google Cloud, Oracle e IBM. Nuvem é o nome dado ao serviço que permite transferir, guardar e processar dados em outros lugares, usando a internet. Pessoas também usam serviços na nuvem ao salvarem fotos no Google Fotos e no iCloud, da Apple, ou ao rodar jogos online, sem baixar e instalar programas, por exemplo.

domingo, 2 de novembro de 2025

Plataformas piratas de streaming deixam de funcionar no Brasil após decisão da Argentina, diz Anatel


Mensagem de erro em aplicativos de streaming piratas foram publicadas nas redes sociais. Reprodução A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que as operações de uma série de plataformas ilegais de streaming foram interrompidas neste sábado (1º). Os serviços piratas estavam hospedados em servidores na Argentina e tinham milhares de consumidores no Brasil. A derrubada ocorreu, segundo a Anatel, por decisão da justiça argentina. Como as plataformas estavam ancoradas no país vizinho, a medida impactou a oferta dos serviços ilegais no Brasil. A ação é um desdobramento de uma operação da Argentina de combate a uma rede ilegal de distribuição de conteúdo audiovisual. O processo conta com a colaboração de uma série de entidades contra a pirataria, como a Aliança Contra a Pirataria Audiovisual (ALIANZA). A Anatel afirmou que não integra o processo que levou à interrupção dos streamings piratas. A agência também informou que, além dos aplicativos desativados neste sábado, outros ainda estão sendo interrompidos. De acordo com a autarquia, mais de 30 plataformas foram encerradas neste final de semana como consequência direta da ordem judicial argentina. Um dos serviços derrubados é o 'My Family Cinema', popular no Brasil. Alerta aos consumidores Anatel inaugura laboratório de combate aos aparelhos de 'gatonet' O combate à pirataria é uma das frentes de atuação da Anatel. Ao longo dos últimos meses, a agência tem lançado ações para enfrentar o mercado ilegal de distribuição audiovisual e dos aparelhos TV Box, popularmente chamados de "gatonet" A agência afirma que o consumo de conteúdos por meio de plataformas ilegais e dos aparelhos TV Box pode trazer riscos ao consumidor. Segundo a Anatel, estes serviços podem abrir portas para que dados dos consumidores sejam roubados por criminosos. A utilização das plataformas e dos aparelhos piratas também podem levar a ataques cibernéticos e violações de segurança. "É importante lembrar ao consumidor brasileiro que assine apenas serviços regulares no país e que desconfie de pacotes ofertados a valores muito baixos e/ou por fornecedores desconhecidos", diz a agência.

Neo: quanto custa robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas


Neo: conheça robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas Um novo robô promete dispensar humanos de tarefas domésticas como lavar, dobrar e passar roupas. Batizado de Neo, ele foi criado pela 1X Technologies, empresa de Palo Alto, cidade americana no Vale do Silício. O dispositivo foi lançado na última terça-feira (28) e começará a ser entregue para os primeiros compradores dos Estados Unidos em 2026. Ele ficará disponível em mais mercados em 2027, segundo a fabricante. É possível adquirir o robô nos modelos de compra ou aluguel. A primeira custa US$ 20 mil e dá aos clientes prioridade na entrega. Já a segunda custa US$ 499 por mês e só garante a entrega em uma segunda etapa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com a 1X Technologies, o Neo pode ser configurado para automatizar uma lista de tarefas e terminar as ações no horário definido por seu proprietário. A empresa cita ações como dobrar roupas, organizar estantes, arrumar cômodos, por exemplo. Também é possível marcar a visita de especialistas e personalizar o robô para fazer outras tarefas. Segundo a fabricante, o robô também foi criado para reconhecer quando alguém fala com ele e, então, responder a comandos. Ele também pode reconhecer objetos ao seu redor e usar sua "memória" para dar continuidade a conversas. O Neo pode agendar consultas médicas, definir lembretes sobre aniversários, salvar itens em listas de compras, entre outras tarefas, afirmou a empresa. Robô Neo Divulgação/1X Technologies O modelo de inteligência artificial usado pelo Neo é capaz de se adaptar aos mais variados ambientes e melhorar com o tempo. "O Neo será entregue para os primeiros usuários com a capacidade de realizar tarefas básicas e, com o uso contínuo, aprenderá e desenvolverá novas habilidades", disse a 1X Technologies. LEIA TAMBÉM: Figure 03: robô faxineiro rival foi eleito uma das melhores invenções do ano 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Como ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa a valer US$ 5 trilhões Robô Neo Divulgação/1X Technologies Robô Neo pode interagir com humanos Divulgação/1X Technologies Robô Neo Divulgação/1X Technologies Robô Neo pode arrumar objetos em casa Divulgação/1X Technologies Robô Neo pode interagir com humanos Divulgação/1X Technologies Robô Neo tem versões nas cores bege, cinza e marrom Divulgação/1X Technologies Conheça o robô faxineiro eleito uma das melhores invenções do ano

sábado, 1 de novembro de 2025

Por que grandes empresas de tecnologia como a Amazon estão demitindo milhares de funcionários


Por que grandes empresas de tecnologia como a Amazon estão demitindo milhares de funcionários BBC A gigante da tecnologia Amazon confirmou na última terça-feira (28) que planeja cortar milhares de empregos, reduzindo sua força de trabalho global em "aproximadamente 14 mil cargos". A decisão alimentou uma preocupação antiga: a de que a inteligência artificial (IA) está começando a substituir trabalhadores. A gigante da tecnologia juntou-se a uma lista crescente de empresas nos Estados Unidos que apontam a tecnologia de IA como motivo por trás das demissões. Mas alguns questionam se a IA é totalmente responsável por isso — e expressam ceticismo sobre se as recentes demissões de grande destaque são realmente um sinal claro do impacto da tecnologia no emprego. A Chegg, empresa de educação online, citou as "novas realidades" da IA ao anunciar, na segunda-feira (27), uma redução de 45% em sua força de trabalho. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quando a Salesforce, que oferece serviço como software em nuvem, cortou 4 mil cargos de atendimento ao cliente no mês passado, seu diretor-executivo afirmou que agentes de IA estavam realizando esse trabalho. A gigante americana de logística UPS afirmou, na terça-feira, que cortou 48 mil empregos desde o ano passado. A presidente da empresa de entregas já havia relacionado as demissões, em parte, ao uso de aprendizado de máquina (machine learning em inglês), que permite que computadores aprendam e melhorem com a experiência. Mas extrapolar as declarações de executivos durante cortes é "possivelmente a pior forma" de determinar os efeitos da IA sobre os empregos, avalia Martha Gimbel, diretora-executiva do Budget Lab, centro de pesquisa em economia da Universidade de Yale, nos EUA. Segundo ela, dinâmicas específicas de cada empresa costumam influenciar esses movimentos. "Há uma tendência real — porque todos estão muito assustados com o possível impacto da IA no mercado de trabalho daqui pra frente — de reagir de forma exagerada a anúncios isolados de empresas", afirmou Gimbel. Certos grupos da força de trabalho — como recém-formados e funcionários de centros de dados, por exemplo — são, de fato, particularmente vulneráveis à adoção da tecnologia. Um estudo recente do Federal Reserve, o banco central americano, em Saint Louis, no Estado de Missouri, encontrou uma correlação entre ocupações com maior presença de IA e aumentos no desemprego desde 2022. Mas Morgan Frank, professor da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, estudou o risco de desemprego por ocupação e descobriu que os únicos trabalhadores afetados pelo lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, foram os do setor de apoio administrativo e de escritório. Para eles, a probabilidade de solicitar seguro-desemprego aumentou no início de 2023, segundo ele — imediatamente após a chegada do chatbot desenvolvido pela OpenAI. Já para as ocupações de computação e matemática, "não há nenhuma mudança perceptível na tendência em torno do lançamento do ChatGPT", disse Frank. "Tanto os trabalhadores de tecnologia quanto os administrativos estão em um mercado de trabalho mais difícil do que há alguns anos", afirmou. "Mas eu seria cético em dizer que a IA é a razão de tudo isso", acrescentou. 'Padrões' de contratação e demissão Professor defende que impacto do ChatGPT em empregos foi limitado Getty Images via BBC A Amazon e muitas de suas concorrentes no setor de tecnologia contrataram em ritmo acelerado nos anos que antecederam a pandemia de coronavírus e nos primeiros meses dela, quando o Federal Reserve (Fed) reduziu as taxas de juros dos Estados Unidos para quase zero. Segundo especialistas, esse movimento de contratações acabou preparando essas empresas para reduções futuras em sua força de trabalho — uma dinâmica separada do boom da inteligência artificial generativa observado nos últimos três anos. O Fed também começou a elevar as taxas de juros aproximadamente na mesma época em que o ChatGPT foi lançado. "Muito dessa conversa soa muito diferente para as pessoas porque a expressão 'inteligência artificial' está no meio dela", disse Martha Gimbel, do Budget Lab. "Mas, até agora, nada do que vi parece diferente dos padrões típicos de contratação e demissão das empresas, especialmente neste ponto de um ciclo econômico." Uma grande questão, acrescentou ela, é como serão os padrões de contratação quando a economia voltar a um período de crescimento sólido. A longo prazo, disse Gimbel, será fundamental distinguir entre as perdas de empregos provocadas por fatores cíclicos e as causadas pela IA. Se, por exemplo, a economia dos EUA entrar em recessão, cargos em recursos humanos e marketing seriam cortes esperados. Esses empregos, porém, também estão entre os mais expostos à IA — o que complica a tarefa de identificar se os cortes resultam das condições macroeconômicas, da adoção da tecnologia, ou de uma combinação das duas coisas. Amazon na linha de frente A Amazon, que confirmou o plano de cortar cerca de 14 mil cargos corporativos, afirmou que precisa estar "organizada de forma mais enxuta" para aproveitar as oportunidades oferecidas pela inteligência artificial. A empresa vem apresentando bom desempenho. Em julho, divulgou resultados trimestrais que superaram as expectativas de Wall Street em vários aspectos — incluindo um aumento de 13% nas vendas em relação ao ano anterior, totalizando US$ 167,7 bilhões (R$ 902,8 bi). Enrico Moretti, professor de economia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que as maiores empresas de tecnologia, como a Amazon, estão na linha de frente dos cortes de empregos relacionados à IA, "em parte porque são tanto produtoras quanto consumidoras de IA". Ainda assim, ele reconhece que uma correção após o forte ritmo de contratações durante a pandemia também pode ter motivado a nova rodada de demissões da empresa. A Amazon provavelmente consegue automatizar funções mais rapidamente do que a maioria de suas concorrentes por causa de sua escala, afirmou Lawrence Schmidt, professor associado de finanças na escola de gestão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (o MIT). "Não é nada absurdo pensar que a Amazon queira eliminar certos tipos de cargos — ou deixar de contratar mais pessoas para determinadas funções — se essas atividades puderem ser rapidamente automatizadas", disse Schmidt. "Independentemente do que aconteça com o número total de empregos", acrescentou, "é de se esperar que haja uma realocação." Nuvem da Amazon cai e derruba serviços no mundo todo

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...