segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Crise dos chips: impacto no preço de celulares e produtos é inevitável, diz Samsung


Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Vários produtos eletrônicos, como telefones celulares e TVs, podem ter seu preço impactado por causa da crise global dos chips de memória RAM, segundo TM Roh, CEO da Samsung. A tecnologia, componente essencial para o funcionamento dos produtos, está em falta no mercado, aumento o custo para a produção dos dispositivos. Especialistas ouvidos pelo g1 já haviam alertado que celulares e outros eletrônicos podem ficar mais caros em 2026 por causa desse cenário. "Como esta situação é sem precedentes, nenhuma empresa está imune ao seu impacto", disse Roh em entrevista à agência Reuters. Na entrevista, o executivo não descartou o aumento dos preços de produtos como telefones celulares, TVs e eletrodomésticos e afirmou ser "inevitável" que eles sofram algum impacto. Ao mesmo tempo, TM Roh disse que a Samsung, maior fabricante de TVs do mundo, está trabalhando estratégias de longo prazo com seus parceiros para minimizar esse efeito. Mercado concentrado em IA O avanço da inteligência artificial está no centro dessa turbulência. Fabricantes têm direcionado investimentos e produção para chips mais avançados, usados em data centers de IA, o que reduziu a oferta de memórias tradicionais. Muitas empresas têm investido pesado em chips de inteligência artificial e em grandes data centers, o que reduziu a disponibilidade de componentes para a fabricação de memória RAM, explica Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, uma das principais empresas do setor. Segundo Vizaco, as fabricantes passaram a priorizar memórias mais avançadas, usadas em data centers de IA, por serem mais lucrativas. Com isso, a produção de modelos mais antigos diminuiu, e os estoques encolheram. Preço maior ou memória menor Com menos unidades no mercado, a escassez dos chips pode gerar dois efeitos, segundo especialistas: 👎levar empresas a vender produtos com menos memória do que o ideal; 💰 encarecer dispositivos, como citado no início da reportagem. O g1 pesquisou o preço de uma memória RAM DDR4 de 16 GB da linha Corsair Vengeance RGB Pro. Na plataforma de comparação de preços Zoom, o produto custava R$ 650 em 10 de novembro. A partir de 2 de dezembro, o valor passou a R$ 1.599, uma alta de cerca de 146%. Valor de memória RAM passou de R$ 650 para R$ 1.590 em poucas semanas. Reprodução/Zoom No Brasil, o consumidor pode sentir ainda mais no bolso por causa de fatores adicionais, como câmbio, impostos e custos logísticos, o que tende a tornar os reajustes mais agressivos, explica Márcio Andrey Teixeira, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e membro do IEEE. Paulo Vizaco, da Kingston, afirma ainda que os consumidores podem passar a ver fabricantes entregando celulares com configurações mais simples, mas cobrando o mesmo valor que era praticado antes. Em um evento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) com jornalistas, no início de dezembro, Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil e que faz parte da Abinee, afirmou que "hoje, setores como o de tecnologia e o automotivo correm o risco de sentir esses impactos, especialmente a partir de 2026". "No passado, a escassez era pontual e ligada a problemas de produção em fábricas, agora temos um novo cenário devido à IA", completa Mauricio. Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, a crise pode durar alguns anos. Paulo Vizaco, da Kingston, afirma que o cenário ainda é incerto. "Tudo é muito novo [o crescimento rápido da IA e o aumento da demanda]. Será preciso acompanhar o mercado com atenção", diz. "Os preços já subiram nas últimas semanas. No médio prazo, precisaremos acompanhar o comportamento do mercado para entender o que irá acontecer. Na Kingston, nosso planejamento de longo prazo atua justamente para minimizar esses problemas e manter o abastecimento no Brasil o mais estável possível durante esse período", diz Vizaco. Já a SK Hynix, empresa sul-coreana de chips, afirmou a analistas que a escassez de memória pode durar até o fim de 2027, segundo a Reuters. Um executivo do setor ouvido pela agência Reuters já adiantou que o problema deve atrasar futuros projetos de data centers. Memória RAM é uma características responsáveis por aumentar a velocidade do computador. Michal A. Valasek/FreeImages 🤔 O que é a memória RAM Também chamada de Random Access Memory (RAM), essa tecnologia é responsável por guardar, de forma temporária, os dados que o dispositivo está usando naquele momento. Ao abrir um jogo ou app, as informações necessárias para ele funcionar ficam na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados; por isso, ela é conhecida como uma memória de curto prazo. 💾 Entenda a diferença entre memória RAM e armazenamento A RAM é medida em Megabytes (MB) ou em Gigabytes (GB). Quanto mais GB, melhor será o desempenho do dispositivo. Um celular com 12 GB de RAM consegue executar mais tarefas ao mesmo tempo do que um com apenas 3 GB. Embora seja mais associada a celulares e computadores, a memória RAM está presente em uma série de outros dispositivos do dia a dia, como: 🤳 smart TVs; 📱 tablets; 🎮 consoles de videogames; ⌚ relógios inteligentes; 🧹 aspiradores robô; 🚗 carros; 🖨️ impressoras. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

domingo, 4 de janeiro de 2026

FAFO: Entenda o que significa gíria usada por Trump em post após captura de Maduro


Trump diz que Estados Unidos vão administrar a Venezuela No mesmo dia em que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Donald Trump usou uma gíria das redes sociais para provocar o adversário na conta da Casa Branca no X. A publicação traz uma foto de Trump com a sigla “FAFO” e a legenda “No games” (em português, “sem jogos”). Mas o que significa FAFO? FAFO é a abreviação da frase em inglês "F*ck Around and Find Out". A expressão é equivalente ao ditado "quem brinca com fogo, se queima". Trump posta o termo "FAFO" se referindo à prisão de Maduro Reprodução / x 🔴AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real O termo surgiu como uma gíria militar e se popularizou na internet. Hoje, é usado, principalmente, em plataformas como Reddit, X e TikTok em vídeos de assuntos políticos e outros que geram o sentimento de vingança. O uso vai de temas mais sérios, como a prisão de assaltantes, a vídeos com tom mais leve e humorístico. Um exemplo é a trend em que pais mostram a reação dos filhos após fazerem algo que haviam sido avisados a não fazer, como provar sal. (Veja no vídeo abaixo). Initial plugin text A expressão já havia sido usada antes por Trump. Segundo o site USA Today, o presidente fez uma postagem semelhante ao se referir à Colômbia, em janeiro. Na ocasião, Trump, ameaçou impor tarifas e sanções à Colômbia como punição pelo país ter se recusado a aceitar voos militares transportando deportados. Além de Trump, outros membros do governo americano também usam o termo. Em setembro, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que tinha apenas uma mensagem aos inimigos do país: “FAFO”. Captura de Maduro O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano. Em pronunciamento, Trump afirmou que os EUA vão comandar a Venezuela até a transição de governo e também controlar o petróleo do país. Também voltou acusar Maduro de chefiar um cartel de narcotráfico na região. O presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. Maduro caminha pela pista logo após chegar a Nova York

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

'Fazer muita coisa ao mesmo tempo é uma grande falácia': neurocientista explica efeitos de ser 'multitarefa'

"Fazer muita coisa ao mesmo tempo é uma grande falácia". A afirmação é do neurocientista Fernando Gomes, entrevistado de Natuza Nery no episódio do podcast O Assunto da sexta-feira (2). Na conversa, Fernando explicou quais as consequências para o cérebro humano, e para o corpo, de se ter uma rotina "multitarefa". (OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA NO PLAYER ACIMA) Neurocientista e neurocirurgião, Fernando é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele diz que o cérebro humano tem a habilidade de fazer até nove itens "abertos ao mesmo tempo", mas explica: "quando você faz mais de uma coisa ao mesmo tempo, o produto final nem sempre é o melhor do que quando você faz uma tarefa por vez". Ele exemplifica o que acontece quando uma pessoa "pula" de uma tarefa para outra, mudando rapidamente seu foco de atenção: "Existe o um gasto metabólico muito grande. Você precisa de oxigênio, você precisa de glicose. E todo o fluxo sanguíneo cerebral terá que ser mudado conforme você permite que a sua atenção passe a funcionar não de uma forma concentrada e sustentada em uma só tarefa, mas em duas", diz. Fernando resume as consequências desse processo: "Isso cansa. Leva o cérebro a um processo de exaustão." Segundo ele, estimular o cérebro o tempo todo - navegando durante horas em redes sociais, por exemplo - afeta a memória a longo prazo e pode impactar também no aprendizado. Na conversa, o professor cita também um estudo publicado pela Universidade Stanford em 2009. "Esse estudo mostra que, apesar de conseguirmos realizar mais de uma coisa ao mesmo tempo, a pessoa que faz muitas coisas ao mesmo tempo tende a apresentar problemas relacionados com atenção seletiva e também com processo de memorização", lembra. Fernando fala que fazer várias coisas ao mesmo tempo aumenta o "grau de alerta" do cérebro, impactando o funcionamento deste que é o principal órgão do nosso sistema nervoso. Segundo ele, este processo leva ao acionamento do eixo hipotálamo e da hipófise adrenal, jogando mais adrenalina no organismo. "O que faz com que a pessoa fique com aquela percepção de maior atenção que a longo prazo se transforma numa liberação crônica e mais elevada do cortisol", diz. O cortisol é conhecido como "hormônio do estresse". "A gente acha que fazer muita coisa ao mesmo tempo é um sinal de heroísmo. E, na verdade, a gente está subutilizando o nosso cérebro. E estamos nos ajoelhando a um elemento externo que nos cobra algo que só a gente mesmo pode falar: 'não!'". A importância do sono e de fazer "faxina mental" Na conversa com Natuza, Fernando destaca também a importância do sono e de fazer uma "faxina mental". "É preciso entender que há um pilar da saúde: o sono. O período do sono é um período mágico para o cérebro", diz. O professor explica que, mesmo neste momento, o cérebro segue funcionando. "Durante o período do sono, as experiências do dia anterior são organizadas no hipocampo e nos circuitos neurais. Durante o sono, o sistema glinfático, que basicamente faz a limpeza do tecido cerebral, entra em ação com mais vigor, levando neurotoxinas e produtos do metabolismo para fora da caixa craniana. Então, primeira coisa, entender que o sono é sagrado." "É como se a gente pudesse descarregar toda a entrada que tivemos de dado e de informações", diz, sobre a importância de ter momentos de tédio e de "faxina mental", sem estímulos. OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI A epidemia do cérebro sobrecarregado O que você precisa saber: Experimento mostra como cérebro reage a palavras positivas e negativas Seu cérebro para de se desenvolver aos 25 anos? O mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros Ultraprocessados fazem cérebro adolescente 'reagir mal', diz estudo Como os jogos ajudam a estimular o raciocínio e fortalecer o cérebro Como o machismo deixa 'cicatrizes' no cérebro das mulheres O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Grok, IA de Musk, admite falhas após gerar imagens sexualizadas de menores


Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration O Grok, chatbot de inteligência artificial da xAI, de Elon Musk afirmou nesta sexta-feira (2), que "falhas nos mecanismos de proteção" levaram à geração de imagens sexualizadas de menores que foram publicadas na rede social X. Segundo a empresa, melhorias estão sendo implementadas para evitar esse tipo de ocorrência. Ministros franceses denunciaram o caso à Arcom, órgão regulador da mídia na França, para verificar se o conteúdo estava em conformidade com a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, informou a agência de notícias Reuters. Em comunicado divulgado na sexta-feira (02), eles afirmaram que o conteúdo “sexual e sexista” era “manifestamente ilegal”. As imagens publicadas no X, geradas após comandos de usuários no Grok, mostravam menores usando “roupas mínimas”. “Identificamos falhas nos mecanismos de proteção e estamos corrigindo isso com urgência”, publicou o chatbot, acrescentando que material de abuso sexual infantil é “ilegal e proibido”. Grok já exaltou Hitler em postagens e apagou conteúdo após denúncias Musk lança Grok 3, inteligência artificial com 'capacidade de raciocínio potente'

Starlink vai baixar altitude de satélites para reduzir risco de colisão


Satélites da Starlink são vistos no céu de South Funen, na Dinamarca, em abril de 2020 Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen via Reuters A Starlink vai diminuir a órbita de todos os seus satélites que orbitam a 550 km acima da superfície terrestre para aproximadamente 480 km nos próximos meses para reduzir risco de colisão, informou o vice-presidente da companhia Michael Nicolls, nas redes sociais. ➡️A Starlink é um braço da SpaceX, empresa de exploração espacial de Elon Musk. Com a Starlink, o grupo trabalha para lançar e formar uma "constelação" de satélites para levar conexão de internet a áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura. A decisão aconteceu depois de um dos satélites da empresa ter sofrido, em dezembro, uma anomalia no espaço, gerando uma “pequena” quantidade de detritos e interrompendo as comunicações com a espaçonave a uma altitude de 418 km — um acidente raro nas operações da Starlink. Atualmente, a empresa tem cerca de 4.400 satélites que orbitam a 550 km acima da superfície da Terra. Com a diminuição da órbita, a empresa tem o objetivo de reduzir a probabilidade de colisões, já que “o número de objetos de detritos e de constelações de satélites planejadas é significativamente menor abaixo de 500 km”, escreveu Nicolls. "Os satélites Starlink têm confiabilidade extremamente alta, com apenas dois satélites inoperantes em uma frota de mais de 9.000 satélites em operação. Ainda assim, se um satélite vier a falhar em órbita, queremos que ele reentre o mais rápido possível", afirmou o vice-presidente. "Essas medidas irão melhorar ainda mais a segurança da constelação, especialmente diante de riscos difíceis de controlar, como manobras não coordenadas e lançamentos realizados por outros operadores de satélites", acrescentou.

Ligações indesejadas e robocalls: veja o que mudou nas regras sobre telemarketing em 2025


23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério O brasileiro sofreu, durante o ano de 2025, com a enxurrada de ligações automáticas mudas, conhecidas como ‘robocalls’. Cerca de 10 bilhões de robocalls são feitas todos os meses no Brasil, o que representa aproximadamente metade de todas as ligações realizadas no país. Responsável por regular o setor, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotou em 2025 novas regras e medidas voltadas a diminuir o incômodo causado por ligações indesejadas. Uma delas foi a criação de um selo de verificação para ligações feitas por empresas, como bancos e call centers, que realizam mais de 500 mil chamadas por mês. O selo identifica as ligações dessas empresas e ajuda a bloquear chamadas consideradas fraudulentas (veja mais abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Por que recebemos ligações mudas que desligam sozinhas Selo de ligação segura só vai aparecer em alguns celulares Outra medida foi a ampliação da plataforma “Não Me Perturbe”, que permite ao consumidor optar por não receber chamadas comerciais. Desde novembro, todas as operadoras são obrigadas a aderir ao sistema. Ao mesmo tempo, a Anatel adotou uma decisão que gerou críticas de órgãos de defesa do consumidor: o fim da exigência do prefixo 0303, usado para identificar ligações de telemarketing. Veja, a seguir, os detalhes de cada medida: Selo de verificação 'Não Me Perturbe’ Fim da exigência do prefixo 0303 Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls" Fantástico Selo de verificação Desenvolvido pela Anatel em parceria com operadoras, o novo selo de verificação identifica chamadas legítimas de grandes empresas, como bancos e call centers, por meio de um ícone redondo com o símbolo ✔ que aparece ao lado do número. O selo indica que o número foi autenticado, ou seja, verificado por um sistema que confirma a identidade de quem está ligando. O processo também contribui para o bloqueio de ligações fraudulentas. A medida busca aumentar a segurança do consumidor e reduzir golpes como o spoofing, quando criminosos falsificam números para se passar por empresas reais, e as robocalls, que desligam automaticamente após serem atendidas. O programa ainda está em fase de implementação. A expectativa da Anatel é que empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês passem a autenticar as chamadas a partir de janeiro. O consumidor não precisa fazer ou pagar nada para receber ligações autenticadas. A contratação do recurso cabe às empresas que fazem as chamadas. Nem todos os aparelhos e redes são compatíveis com o selo. Veja as exigências, segundo a Anatel: ➡️O celular precisa estar conectado a uma rede 4G ou 5G. ➡️É necessário ter uma das seguintes versões do sistema operacional: Apple com iOS 18.2 ou superior — disponível do iPhone 11 ao 17; Samsung com Android 10 ou superior — disponível nos modelos Galaxy S23 e S22, entre outros; Outros aparelhos com Android a partir do 11 — disponível nos modelos Motorola Razr 50 ou Motorola Edge 50 Neo, entre outros. Fim das robocalls? Veja se seu celular é compatível com ferramenta contra golpes A forma de exibição do selo varia de acordo com o fabricante do aparelho: 📱 Android: o selo aparece na tela antes de atender (veja na imagem abaixo); 🍏 iOS o selo aparece apenas no histórico da chamada. A autenticação faz parte da primeira etapa de um projeto mais amplo da Anatel contra fraudes telefônicas, chamado Origem Verificada. Como é uma ligação de número autenticado no Android g1/Thalita Ferraz ‘Não me Perturbe’ A Anatel também decidiu, em 2025, que todas as operadoras, inclusive as de pequeno porte, devem aderir à plataforma "Não Me Perturbe". As empresas tiveram até 2 de novembro para se adequar à norma e agora estão proibidas de oferecer serviços por telefone a consumidores cadastrados na lista do “Não Me Perturbe”. Antes disso, a plataforma era adotada apenas por participantes do Sistema de Autorregulação das Telecomunicações (SART), que reúne operadoras como Claro, Vivo, TIM, Oi, Algar, Ligga e Sky, além de instituições financeiras. Agora, o “Não Me Perturbe” passa a funcionar como a plataforma oficial do setor para combater chamadas indesejadas. Segundo a Anatel, o “Não Me Perturbe” ajuda a bloquear ofertas de serviços de telecomunicações, como telefone, TV e internet, e de instituições financeiras, como empréstimos e cartões de crédito. O cadastro pode ser feito no site www.naomeperturbe.com.br. Apesar disso, a medida não elimina o problema das ligações excessivas. Especialistas ouvidos pelo g1 em fevereiro explicaram que as ligações continuam porque empresas de vendas e golpistas ignoram o cadastro do “Não Me Perturbe”. Fim da exigência do prefixo 0303 Além dessas ações, a Anatel atendeu, em agosto, a um pedido de operadoras e representantes do setor e acabou com a exigência do prefixo 0303 para ligações de telemarketing. Ele entrou em vigor em 2022 para ser usado exclusivamente em atividades de telemarketing ativo, como a oferta de produtos e serviços por ligações ou mensagens telefônicas. O código ajudava consumidores a identificar chamadas indesejadas. Segundo a Anatel, no entanto, o prefixo passou a gerar uma “estigmatização” das chamadas feitas com o 0303. De acordo com a agência, ao identificarem o prefixo, muitas pessoas bloqueavam o número ou simplesmente não atendiam às ligações. Entidades de defesa do consumidor, como o Procons Brasil e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), criticaram a decisão. Segundo as associações, o fim do prefixo beneficia o setor de telemarketing e pode facilitar a disseminação de fraudes, já que o consumidor perde um indicativo claro sobre a origem da ligação.

O cérebro multitarefa (e a importância do ócio) - O Assunto #1630

Neste primeiro episódio de 2026, O Assunto responde a uma pergunta: qual é a importância de fazer uma “faxina mental” e dar tempo de descanso para o seu cérebro? Em conversa com Natuza Nery, o neurocientista Fernando Gomes responde a esta e a outras questões relacionadas ao principal órgão do sistema nervoso humano. Fernando detalha como o cérebro humano funciona – e qual é a nossa real capacidade de fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo. O médico explica o que acontece quando há superestímulo – embora nosso cérebro possa alternar o foco de atenção, o modo “multitarefa” pode levar a problemas como estresse, ansiedade e perda de memória, além de alterações na pressão arterial. Na conversa, Fernando fala da crença cultural de que mulheres são, naturalmente, mais aptas a realizar várias tarefas ao mesmo tempo. O neurocientista avalia que o ato de fazer muita coisa ao mesmo tempo é uma "grande falácia" do ponto de vista biológico. Por fim, Fernando ressalta a importância do ócio e de manter a qualidade do sono para a saúde cerebral. Convidado: Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP. A epidemia do cérebro sobrecarregado O que você precisa saber: Experimento mostra como cérebro reage a palavras positivas e negativas Seu cérebro para de se desenvolver aos 25 anos? O mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros Ultraprocessados fazem cérebro adolescente 'reagir mal', diz estudo Como os jogos ajudam a estimular o raciocínio e fortalecer o cérebro Como o machismo deixa 'cicatrizes' no cérebro das mulheres O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...