quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Quem posta memes com fotos de terceiros pode ser processado? Entenda o que diz a lei


Legislação proíbe uso indevido de imagem e permite responsabilizar quem expõe pessoas na internet sem autorização. Compartilhamentos já trouxeram consequências graves para quem virou meme. Chloe e Zoe se tornaram memes quando ainda eram crianças Reprodução "Li comentários do tipo: se fosse meu (filho), eu matava". Este é o relato de Evelyn Orozimbo, que recebeu ofensas sobre a aparência de sua filha após publicar no Instagram um vídeo da criança recém-nascida, em setembro de 2022. A postagem viralizou, o que se tornou um problema: a filha de Evelyn tinha virado meme. "Estavam falando da aparência da minha filha quando ela era recém-nascida. Não teve elogios em nenhum momento, só comentários negativos sobre ela", disse Evelyn à BBC News Brasil. A imagem da menina foi compartilhada em páginas de humor e em vídeos de influenciadores como meme de um "bebê feio". E Evelyn passou a ser criticada por ter exposto a criança na internet. Mas, em casos como esse, os possíveis danos causados para a vítima são responsabilidade de quem compartilha o meme. É o que explicam ao g1 as advogadas especializadas em direito digital Patrícia Peck, presidente do Instituto iStart de Ética Digital, e Kelli Angelini, autora do livro "Segredos da internet que crianças e adolescentes ainda não sabem". "A propagação de memes na internet pode parecer divertida ou inofensiva, mas tem sérias consequências", diz Peck. "É necessário ter cuidado ao utilizar a imagem de terceiros sem a permissão deles". "Quem utiliza a imagem de alguém indevidamente está ferindo o direito de imagem garantido por lei, e quem usa essa imagem indevidamente para ofensas, xingamentos, humilhações acarreta danos e gera o dever de indenizar", afirma Angelini. Alguns memes são quase inofensivos e rendem até uma grana. Foi o que aconteceu com Chloe, que ficou famosa com o seu olhar de julgamento, e Zoe, que apareceu sorridente em frente a um incêndio: as famílias das meninas ganharam milhares de dólares com os retratos. Mas, em outros casos, as consequências são mais sérias. Lara da Silva teve depressão após viralizar com o bordão "Já acabou, Jéssica?". E a família de Nissim Ourfali se assustou com a repercussão de um vídeo produzido para uma festa. Nas duas situações, as redes sociais foram processadas. REDES SOCIAIS: a mãe que denunciou o uso da foto de sua filha como meme O que diz a lei? Segundo as advogadas ouvidas pelo g1, a legislação brasileira é clara ao proibir o uso indevido de imagem: 🔒 A Constituição diz que "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação"; 🤬 O Código Penal prevê os crimes contra a honra, incluindo calúnia, difamação e injúria; 📷 O Código Civil determina que "a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas" em algumas situações; 🧒 E o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê o "direito ao respeito", o que abrange a proteção da "integridade física, psíquica e moral" de uma vítima menor de idade. A legislação determina ainda que, nos casos que envolvam crianças ou adolescentes, as redes sociais também têm o dever de cuidado e são responsáveis por remover o conteúdo. "A responsabilidade é imensamente maior quando falamos da imagem de criança ou adolescente. Além de serem considerados vulneráveis, há legislação específica, o ECA, que os protege e dita regras", explica Peck. "Os pais têm direito de expor os filhos enquanto não atingirem a maioridade. Essa exposição não dá a ninguém o direito de xingar ou ofender a crianças", diz Angelini. 'Ele quis me aniquilar viva': saiba o que é pornografia de revanche O que fazer se for vítima? A medida a ser adotada pode variar de acordo com cada caso, mas, em geral, é preciso seguir os passos abaixo se você quiser levar um caso para a Justiça: 📝 Junte provas: faça prints das postagens e dos comentários, salve os links em que o conteúdo foi publicado e salve dados sobre quem fez o compartilhamento – também é possível fazer uma ata notarial em um cartório para formalizar a ocorrência; ⚠️ Denuncie para a rede social: indique que você está sendo vítima de ofensas e solicite a remoção da postagem e a derrubada do perfil – veja como denunciar; ⚖️ Acione a Justiça: se você entender teve seus direitos violados, é possível iniciar um processo na esfera criminal (analisa crimes contra a honra e pode determinar multas e prisão) ou na esfera civil (pode estabelecer indenização por danos morais). Se você não souber quem são os autores das ofensas, é possível solicitar à Justiça que a rede social ou a operadora informe registros como o IP, número de identificação que pode ajudar a descobrir a identidade da pessoa. Este tipo de dado só pode ser fornecido mediante ordem judicial. O que fazer para se proteger? É importante pensar bem antes de publicar qualquer algo na internet (especialmente relacionado a crianças), já que, em muitos casos, o conteúdo pode ser acessado por qualquer um. Além disso, há ferramentas para limitar o acesso ao que você compartilha. O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) tem uma cartilha com dicas para proteger sua privacidade na internet. Confira abaixo as principais recomendações. 📱 Ajuste as configurações de segurança e privacidade: redes sociais costumam ter recursos para controlar quem poderá ver suas postagens; 👀 Controle quem poderá te seguir: para evitar uma exposição muito grande do que você compartilha, verifique a identidade da pessoa que pediu para te seguir e evite aceitar desconhecidos; 🖼️ Tome cuidado mesmo se não estiver nas redes: apague fotos e vídeos particulares caso seu celular seja usado por terceiros ou proteja os arquivos em pastas com senha. 👥 Respeite o espaço alheio: evite gravar vídeos que possam expor terceiros e peça autorização para postar imagens em que outras pessoas apareçam. LEIA TAMBÉM: O que fazer se publicarem seus nudes? Veja como juntar provas e denunciar o crime Os casos nudes feitos com inteligência artificial que preocupam autoridades Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Como 'pai' do ChatGPT voltou ao comando da OpenAI dias após ser demitido


Considerado 'porta-voz da Inteligência Artificial', Sam Altman havia sido demitido da empresa que cofundou por decisão do conselho, que alegou ter perdido confiança em sua liderança. Sam Altman havia sido demitido da OpenAI no dia 17 de novembro Reuters via BBC Sam Altman vai reassumir o cargo de CEO da OpenAI, dona do ChatGPT, apenas alguns dias após ter sido demitido pelo conselho da empresa. O anúncio foi feito pela OpenAI por meio de um comunicado. O acordo "em princípio" envolve a nomeação de novos membros para o conselho, acrescentou a companhia. A demissão de Altman — que cofundou a OpenAI e é considerado por muitos como "o porta-voz da Inteligência Artificial" — ocorreu repentinamente na última sexta-feira (17/11), provocando surpresa e caos. Funcionários da OpenAI chegaram a ameaçar fazer um pedido de demissão em massa a menos que ele fosse reintegrado. "Estou ansioso para voltar à OpenAI", disse Altman em uma postagem no X (antigo Twitter). "Eu amo a OpenAI, e tudo o que tenho feito nos últimos dias foi para manter esta equipe e sua missão unidas", acrescentou ele. Google vai excluir contas inativas; veja como não perder acesso Na semana passada, o conselho da empresa decidiu remover Altman do cargo, o que levou à renúncia do cofundador Greg Brockman. A decisão foi tomada por três membros do conselho que não são funcionários — Adam D'Angelo, Tasha McCauley e Helen Toner — e por um terceiro cofundador, Ilya Sutskever, cientista-chefe da empresa. Mas, nesta segunda-feira (20/11), Sutskever pediu desculpas no X e assinou a carta dos funcionários pedindo ao conselho que revertesse a decisão. A Microsoft, que utiliza a tecnologia da OpenAI em muitos de seus produtos — e é a maior investidora da companhia — ofereceu, então, a Altman um cargo para liderar "uma nova equipe de pesquisa avançada em IA". Nesta quarta-feira (22/11), a OpenAI disse que concordava, em princípio, com o retorno de Altman e que iria parcialmente reconstituir o conselho de diretores que o havia demitido. O ex-CEO da Salesforce, Bret Taylor, e o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Larry Summers, se juntarão ao diretor atual, Adam D'Angelo, na OpenAI, informou a empresa. Em uma postagem no X, Brockman também disse que retornaria à empresa. Emmett Shear, que havia sido nomeado como CEO interino da OpenAI, disse estar "profundamente satisfeito" com o retorno de Altman após cerca de "72 horas muito intensas de trabalho". O chefe da Microsoft, Satya Nadella, elogiou as mudanças no conselho da OpenAI. "Acreditamos que este é um primeiro passo essencial rumo a uma governança mais estável, bem informada e eficaz." O projeto de Sam Altman para escanear a íris de toda a humanidade Muitos funcionários, em post nas redes sociais, mostraram entusiasmo com a reviravolta: "Estamos de volta — e seremos melhores do que nunca", escreveu o funcionário Cory Decareaux no LinkedIn. "Estes foram os dias mais loucos — mais loucos do que eu poderia imaginar. Este é um exemplo de como funciona uma cultura empresarial unida." Outros, no entanto, insinuam que o episódio foi prejudicial para a OpenAI, que — ao criar o chatbot ChatGPT — se tornou, possivelmente, a empresa de IA mais importante do mundo. "A OpenAI não pode ser a mesma empresa que era até sexta-feira à noite. Isso tem implicações não apenas para potenciais investidores, mas também para recrutamento", disse Nick Patience, da S&P Global Market Intelligence, à BBC News. Muitos negócios e projetos agora dependem da tecnologia da OpenAI. Um deles, Be My Eyes ("seja meus olhos", em tradução livre), trabalha com a empresa para desenvolver um assistente alimentado por IA para pessoas cegas ou com visão parcial. Seu CEO, Michael Buckley, escreveu no LinkedIn que havia sido "bombardeado por telefonemas de empresas rivais [de IA] em busca de oportunidades de negócios", mas disse que a parceria com a OpenAI seria mantida porque a companhia "priorizara a acessibilidade", embora fosse "quase sem sentido do ponto de vista das receitas." REDES SOCIAIS: a mãe que denunciou o uso da foto de sua filha como meme 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft Entenda o caso A batalha na cúpula da OpenAI começou quando o então conselho da empresa anunciou que estava demitindo Altman, alegando ter "perdido confiança" em sua liderança. O conselho o acusou de não ser "consistentemente franco em suas comunicações" — mas, mesmo após as reviravoltas do caso desde sexta-feira, ainda não está claro no que exatamente ele não estava sendo franco. Qualquer que seja a explicação, ficou claro que os funcionários da OpenAI estavam profundamente insatisfeitos com a saída de Altman — mais de 700 deles assinaram uma carta aberta ameaçando deixar também a empresa a menos que o conselho renunciasse. A carta afirmava que a Microsoft teria assegurado a esses funcionários que haveria vagas para todos eles caso quisessem se juntar à gigante de tecnologia. Posteriormente, a Microsoft confirmou que equipararia o salário de todos. Essa ameaça parece ter sido superada pelo retorno dramático de Altman. A turbulência dos últimos dias, no entanto, levantou questões a respeito de como um grupo de apenas quatro pessoas poderia tomar decisões que abalaram um negócio de tecnologia multibilionário. Em parte, isso se deve à estrutura e ao propósito incomuns da OpenAI. A empresa começou em 2015 como uma organização sem fins lucrativos — muitas instituições de caridade têm esse status, por exemplo — com a missão de criar "inteligência artificial geral segura que beneficie toda a humanidade". Seus objetivos não incluíam cuidar dos interesses dos acionistas ou maximizar sua receita. Em 2019, ela criou uma subsidiária com fins lucrativos, mas seu propósito permaneceu inalterado, e o conselho da empresa continuou no comando. Não está claro se as tensões sobre a direção futura da OpenAI contribuíram para essa crise ou quais compromissos — se houve algum — assumidos por Altman para garantir seu retorno. Mas muitos nomes da indústria, entre os quais o CEO da Tesla, Elon Musk, instaram os membros do conselho a "dizer algo". Isso, porém, ainda não aconteceu. Em reação no X à notícia da reintegração e do novo conselho, Toner, uma das que tomou a decisão de demitir Altman, disse apenas "e, agora, todos vamos dormir". Reportagem adicional de Liv McMahon. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Como foi o segundo lançamento da Starship, nave mais poderosa do mundo 'Perdi R$ 1.728 com golpe da renda extra': entenda o risco das pequenas tarefas pelo celular 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft Arte/g1 Conheça o ChatGPT, a tecnologia que viralizou por ter resposta para (quase) tudo ChatGPT: como usar o robô no dia a dia

'Passei umas cinco vezes': mulher é vítima do golpe da maquininha ao comprar panela de pressão na porta de casa e perde R$ 9 mil


Criminoso vendeu a panela de pressão por R$ 60, mas a maquininha não estaria funcionando. Aposentada passou o cartão cinco vezes e não viu o valor que estava sendo debitado. Mulher é vítima do golpe da maquinha ao comprar panela na porta de casa e perde R$ 9 mil Uma moradora de Osasco, na Grande São Paulo, conta como foi vítima do golpe da maquininha do cartão de crédito na porta da própria casa. A aposentada Araci Garcia Guidi diz que um homem bateu no portão da sua casa vendendo panelas de pressão e que o preço estava atrativo. "Um rapaz bem distinto e com um carrão do ano", recorda ela. O golpista ofereceu panela por R$ 60 no cartão, mas a transação parecia que não dava certo. Câmeras de segurança flagraram o veículo usado pelo golpista. TV Globo/Reprodução "Na primeira vez não deu certo, ele falou que não estava entrando. Seria problema com a senha, algo assim. Digitei a primeira, a segunda, a terceira... passei uma cinco vezes", conta Araci. Ela fala que não viu o dinheiro que estava passando. O homem, ao saber que a filha da aposentada estava chegando, foi embora. Só depois a família foi saber que foi vítima de golpe e um prejuízo de R$ 9 mil. Golpe do aluguel, da maquininha, do 0800, da venda de carro: veja como os bandidos se reinventam para fazer novas vítimas Mulher é vítima do golpe da maquinha ao comprar panela de pressão na porta de casa e perde R$ 9 mil Reprodução/TV Globo Eliane Guidi, filha de Araci, é quem controla as contas da mãe, que foi gerente de um hotel durante décadas. Hoje, ela vive com cerca de R$ 5 mil que recebe de aposentadoria. “O banco ficou mandando mensagens de possível fraude, possível golpe, que eles estariam bloqueando o cartão”, conta Eliane, sobre quando percebeu que a mãe caiu em um golpe. Aposentada foi vítima do golpe da maquininha e perdeu R$ 9 mil. TV Globo/Reprodução LEIA TAMBÉM: ‘A senhora tá esperta’, diz falso atendente para repórter ao tentar aplicar golpe do 0800 Criminosos fingem ser donos de apartamento e aplicam golpe do falso aluguel; veja como funciona Novo golpe desvia PIX copia e cola em compras on-line pelo computador; veja como se proteger WhatsApp clonado: o que fazer se for vítima e como prevenir golpes Veja a íntegra do programa: Edição de 21/11/2023 Confira as últimas reportagens do Profissão Repórter abaixo:

‘Tropa do cartão clonado’: jovens dançam com dinheiros e cartões ao som de músicas que fazem apologia ao crime


Uma mulher que aparece dançando é procurada pela equipe e, após ser indagada, nega cometer esse tipo de crime. ‘Tropa do cartão clonado’: em trend, jovens dançam com dinheiros e cartões músicas que fazem apologia ao crime O Profissão Repórter desta terça-feira (21) mostrou uma trend nas redes sociais, em que jovens fazem vídeos dançando e rindo com dinheiros e cartões ao som de músicas sobre cartões clonados (veja no vídeo acima). Uma mulher que aparece dançando é procurada pela equipe e, após ser indagada, nega cometer esse tipo de crime. "Os cartões são meus. Não é clonado, não. Na época era meio que moda. Uma moda meio tola, mas, na época, era o assunto do momento”, diz. A jovem revela que não pensou na hora que seu vídeo pudesse tomar tamanha repercussão. "Todo mundo vai ver e achar que eu estou clonando cartão [...] “Não pensei nisso na hora que eu gravei. Foi uma trend infeliz. Para mim, era só uma dancinha e uma encenação”, relata. ‘Tropa do cartão clonado’: em trend, jovens dançam com dinheiros e cartões músicas que fazem apologia ao crime Reprodução/TV Globo Golpe do aluguel, da maquininha, do 0800, da venda de carro: veja como os bandidos se reinventam para fazer novas vítimas Venda de cartões clonados no Telegram Criminosos vendem cartões clonados livremente em grupos do Telegram: 'Envio em até 1h após a confirmação do pagamento' A publicação feita pela jovem serviu de ponto de partida para que a reportagem descobrisse um grupo que atua livremente no Telegram, aplicativo de mensagens instantâneas, realizando a venda de cartões clonados. “Na hora de você fazer uma compra, lembrando: sempre 4G, nunca wi-fi, porque o wi-fi guarda os registros, ‘beleza’?” – disse o criminoso com instruções de uso do cartão clonado. O vendedor de cartões clonados instrui por mensagem de texto que o comprador tem até 1 semana após a primeira compra para gastar toda a quantia total no cartão antes dele ser bloqueado. “O envio do cartão virtual em até 1h após a confirmação do pagamento”, afirma. Segundo mensagem de texto dos golpistas, todos os cartões clonados acompanham nome completo, número do cartão, código de segurança (aqueles três dígitos no verso), validade e CPF da vítima. Nos grupos do Telegram também podem ser encontrados comprovantes de PIX com os dados das vítimas, para comprovar a veracidade dos cartões clonados. Em grupos do Telegram, criminosos vendem cartões clonados livremente Reprodução/TV Globo O advogado especialista em golpes, José Milagre diz que a plataforma é muito utilizada pelos criminosos. “É indisfarçado hoje que o crime também está utilizando o Telegram. É lá que são negociadas as informações. Ou seja, se antigamente, nós falávamos em deep web, que são estruturas da web que não são acessíveis por meio convencional. São aplicativos convencionados baixados, grupos são criados e por lá é feito todo o assédio até a essas vítimas", destaca. Em grupos do Telegram para vendas de cartões clonados, criminosos divulgam dados de vítimas A equipe entrou em contato com o Telegram e foi direcionada pelo próprio aplicativo a uma página, que permite falar com um robô. Foram encaminhados os conteúdos que foram encontrados e denunciados na reportagem. O Telegram deu a seguinte resposta final para a solicitação: "Todos os links que você enviou já foram bloqueados. Compartilhar informações privadas é uma violação dos termos de serviço do Telegram e os moradores removem ativamente esse conteúdo", informou o Telegram. Após a notificação do aplicativo, foi possível constatar que as páginas que a equipe denunciou já não estavam mais ativas. No entanto, outras surgiram. LEIA TAMBÉM: ‘A senhora tá esperta’, diz falso atendente para repórter ao tentar aplicar golpe do 0800 Criminosos fingem ser donos de apartamento e aplicam golpe do falso aluguel; veja como funciona Novo golpe desvia PIX copia e cola em compras on-line pelo computador; veja como se proteger WhatsApp clonado: o que fazer se for vítima e como prevenir golpes Veja a íntegra do programa: Edição de 21/11/2023 Confira as últimas reportagens do Profissão Repórter abaixo:

Criminosos vendem cartões clonados livremente em grupos do Telegram: 'Envio em até 1h após a confirmação do pagamento'


Profissão Repórter desta terça-feira (21) falou sobre os golpes virtuais, que estão em números recorde no Brasil. Criminosos vendem cartões clonados livremente em grupos do Telegram: 'Envio em até 1h após a confirmação do pagamento' O Profissão Repórter desta terça-feira (21) mostrou os golpes virtuais, que estão em números recorde no Brasil. A equipe destacou criminosos que vendem cartões clonados livremente no Telegram, aplicativo de mensagens instantâneas. O ponto de partida foi um vídeo nas redes sociais de uma moça dançando com vários cartões. Os comentários falavam sobre a possível venda de cartão clonado, e tinha um comentário específico que direcionava para um grupo de Telegram, e lá um rapaz oferecia: “se você quer ter acesso a um cartão clonado, você pode acessar esse grupo”. Curiosamente, a repórter Ariane Veiga entrou no grupo e começou a conversar com a pessoa que fazia a divulgação. “Na hora de você fazer uma compra, lembrando: sempre 4G, nunca wi-fi, porque o wi-fi guarda os registros, ‘beleza’?” – diz a mensagem de voz do criminoso com instruções de uso do cartão clonado. O vendedor de cartões clonados instrui por mensagem de texto que o comprador tem até 1 semana após a primeira compra para gastar toda a quantia total no cartão antes dele ser bloqueado. “O envio do cartão virtual em até 1h após a confirmação do pagamento", diz o golpista. Segundo mensagem de texto dos golpistas, todos os cartões clonados acompanham nome completo, número do cartão, código de segurança (aqueles três dígitos no verso), validade e CPF da vítima. Nos grupos do Telegram também podem ser encontrados comprovantes de PIX com os dados das vítimas, para comprovar a veracidade dos cartões clonados. Em grupos do Telegram, criminosos vendem cartões clonados livremente Reprodução/TV Globo O advogado especialista em golpes, José Milagre diz que a plataforma é muito utilizada pelos criminosos. “É indisfarçado hoje que o crime também está utilizando o Telegram. É lá que são negociadas as informações. Ou seja, se antigamente, nós falávamos em deep web, que são estruturas da web que não são acessíveis por meio convencional. São aplicativos convencionados baixados, grupos são criados e por lá é feito todo o comércio e até mesmo o assédio a essas vítimas, por esses aplicativos que não tem nenhuma regra de investigação, nenhuma regra de exclusão desses grupos, sob uma sensação de anonimato porque os números normalmente, não são identificáveis de primeiro momento e é isso que abastece o crime digital hoje", destaca. Vítimas são pegas de surpresa Em grupos do Telegram para vendas de cartões clonados, criminosos divulgam dados de vítimas A equipe foi até São Bernardo do Campo no endereço de uma mulher que os dados estavam sendo compartilhados em um grupo do Telegram, que o Profissão Repórter estava infiltrado. A vítima, a comerciante, Suellen Amorim se mostrou surpresa diante da situação. “Sério? Estranho porque eu não recebi nenhum tipo de cobrança", disse a vítima. Suellen decidiu checar se estava com o nome sujo e descobriu que não. A equipe entrou em contato com o Telegram e foi direcionada pelo próprio aplicativo a uma página para falar com um robô. Por esse canal, foram encaminhados os conteúdos que foram encontrados e denunciados na reportagem. E o Telegram deu a seguinte resposta final para a solicitação: "Todos os links que você enviou já foram bloqueados. Compartilhar informações privadas é uma violação dos termos de serviço do Telegram e os moradores removem ativamente esse conteúdo", informou o Telegram. Após a notificação do aplicativo, foi possível constatar que as páginas que a equipe denunciou já não estavam mais ativas. No entanto, outras surgiram. Em grupos do Telegram, criminosos vendem cartões clonados livremente Reprodução/TV Globo Golpe do aluguel, da maquininha, do 0800, da venda de carro: veja como os bandidos se reinventam para fazer novas vítimas Golpes Brasil: estelionatos e fraudes eletrônicas aumentam Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública/2023, Em 2018, foram registrados no Brasil cerca de 426 mil de golpes. No ano passado, foram mais de 1,8 milhão, um crescimento de 326% em 5 anos. Os casos de fraude por meio eletrônico cresceram quase 70% entre 2021 e 2022. Em São Paulo, o advogado José Milagre criou um grupo para investigar esse tipo de crime. "A gente recebe em média 50, 60 demandas pelo nosso atendimento, a maioria envolve golpe financeiro, dentre eles, a fraude eletrônica e o estelionato. Então, nós temos hoje golpes ligados a PIX, ligados a falso intermediário. Gente que perdeu cerca de R$ 26 mil, R$ 5 mil", destaca o advogado. Jorge ainda dá orientações para vítimas que possam ter seus dados divulgados pelos criminosos. "É importante que aquelas pessoas que realmente não participaram registrem ocorrência demonstrando que tiveram conhecimento dessa informação. Procuram até instituição financeira para identificar se abriram uma conta ou se só usaram os dados em print". Golpes no Brasil: país registra aumento de estelionatos e fraudes eletrônicas Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: ‘A senhora tá esperta’, diz falso atendente para repórter ao tentar aplicar golpe do 0800 Criminosos fingem ser donos de apartamento e aplicam golpe do falso aluguel; veja como funciona Novo golpe desvia PIX copia e cola em compras on-line pelo computador; veja como se proteger WhatsApp clonado: o que fazer se for vítima e como prevenir golpes Veja a íntegra do programa: Edição de 21/11/2023 Confira as últimas reportagens do Profissão Repórter abaixo:

'Fui à polícia para que parem de usar foto da minha filha como meme'


Evelyn denunciou o uso da foto da filha dela nas redes sociais. A mãe afirma que seu desejo é que as pessoas parem de usar a imagem da criança de forma jocosa. Mãe fez desabafo nas redes após a imagem da filha se tornar meme Reprodução - Arquivo Pessoal Em julho, a atendente Evelyn Orozimbo, de 26 anos, publicou um vídeo com um desabafo sobre uma situação que a revoltava desde o ano passado: os compartilhamentos da imagem da filha dela nas redes. “Xingaram a aparência dela, desejaram coisas horríveis e li comentários do tipo: se fosse meu (filho), eu matava”, diz Evelyn em trecho do vídeo. Ela gravou o desabafo em um momento de desespero, após notar que a imagem da filha recém-nascida estava sendo propagada de maneira jocosa na internet. “Isso me abalou muito, fiquei muito mal. Eu me senti impotente e culpada, porque não conseguia ter o controle dessas publicações com a imagem dela”, conta a atendente à BBC News Brasil. Toda essa situação começou em setembro de 2022, quando Evelyn publicou uma montagem de vídeos com a evolução dos primeiros meses de vida da filha. Evelyn publicou o registro em um perfil no Instagram que mantinha para compartilhar a rotina como mãe. Ela diz que o vídeo começou a viralizar semanas depois de ser publicado, bateu 7 milhões de visualizações e se tornou um problema para ela. “Quando fui ver o motivo de o vídeo viralizar, era porque estavam falando da aparência da minha filha quando ela era recém-nascida. Não teve elogios em nenhum momento, só comentários negativos sobre ela”, conta. “Não sei de onde veio isso ou quem começou a compartilhar e fez com que ele viralizasse de forma tão negativa”, acrescenta. A filha dela virou meme e alvo de comentários ofensivos. A mãe passou a receber críticas por ter exposto a criança na internet. Em pouco tempo, a imagem da menina recém-nascida foi parar em publicações de páginas de humor e vídeos de influenciadores digitais. A garota se tornou um exemplo de “bebê feio”. "Fiquei pensando que se não tivesse postado aquele vídeo, nada disso teria acontecido”, diz Evelyn. Ela denunciou o caso à polícia, mas diz que nada foi feito. Agora, levará o caso à Justiça. Leia também Conheça o supercomputador brasileiro, um dos mais rápidos do mundo Entenda a 'treta do ChatGPT' e a troca de cadeiras na empresa A propagação do meme Evelyn e a filha: nas redes sociais, jovem costumava compartilhar a rotina da maternidade Reprodução - Arquivo Pessoal Desde que o vídeo viralizou, os compartilhamentos com prints da imagem da recém-nascida aumentaram cada vez mais. Evelyn viu esses prints em posts no X (antigo Twitter). Em algumas publicações, a imagem da criança estava alterada, com nariz, olhos e boca aumentados. A forma como a imagem da filha passou a ser usada causou indignação em Evelyn. “Acho que essas pessoas são covardes, principalmente porque estão na internet.” “Foi horrível. Senti muita raiva e ódio. Queria xingar as pessoas que estavam fazendo isso com a imagem da minha filha”, desabafa Evelyn. Na época, a menina estava perto de completar um ano, e Evelyn diz que o meme a fez pensar em não comemorar a data. “Fiquei muito mal emocionalmente e quase desisti da festa que estava organizando”, diz ela, que no fim decidiu manter a celebração. Ela acreditou que os compartilhamentos da imagem da filha e os comentários ofensivos iriam parar ao longo dos meses. “Mas as coisas só pioraram.” Ofensas e compartilhamentos de imagem da recém-nascida de forma jocosa vão se tornar alvos de ação judicial Getty Imagens Evelyn conta que chegou a pedir a algumas pessoas para removerem os posts com o rosto da filha, mas diz que foi ignorada. Há um ano, ela registrou um boletim de ocorrência sobre o caso na Polícia Civil do Rio de Janeiro, Estado em que a família mora. No documento, ela denuncia que a foto da filha estava sendo usada de forma pejorativa e sem o consentimento dos responsáveis pela criança. Mas Evelyn diz que nada foi feito após essa denúncia. “Quando eu fui procurar saber o que tinha acontecido, vi que arquivaram o procedimento sem me dar nenhum retorno." A Polícia Civil disse à BBC News Brasil em nota que o caso “foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”, sem dar mais detalhes sobre a investigação. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou não ter localizado nenhum processo com o nome de Evelyn. Segundo o órgão, o caso pode estar em segredo de justiça, “situação em que não aparece na busca.” ‘Me criticaram por ter compartilhado a foto da minha filha’ Mesmo após a denúncia na polícia, o meme continuou se espalhando. A situação piorou, diz Evelyn, quando começaram a usar a imagem da criança em vídeos de “pegadinhas” no TikTok e no Instagram em que uma pessoa mostra a foto a um familiar para mostrar um “bebê feio” para registrar sua reação. “Quando me alertaram que estavam usando a foto da minha filha assim, eu não quis ver, mas a proporção foi tão grande que acabei vendo”, conta. Foi nesse período, no fim de julho deste ano, que Evelyn desabafou em um vídeo em que contou sobre o que estava passando e pediu que parassem de usar a imagem da filha. “Então, errada é a mãe (por ter publicado um vídeo da filha) e certos são os que estão xingando ou atacando”, comenta em parte do desabafo. “Já não basta a culpa, ainda tenho que lidar com pessoas falando: 'ah, é meme, é engraçado'. Claro, meu amor, não é o seu filho, não é seu parente, não é nada seu”, afirma no vídeo. O desabafo teve 9,7 milhões de visualizações e mais de 640 mil curtidas somente no TikTok. Vídeo com o desabafo de Evelyn viralizou nas redes e teve quase 10 milhões de visualizações no TikTok Reprodução - Arquivo Pesspal Foi a partir disso, diz Evelyn, que as pessoas começaram a dar atenção ao que ela estava passando. “Deu muita repercussão. Teve gente que me criticou por ter compartilhado a foto da minha filha, mas recebi muita força também.” Por causa desse vídeo, a história dela chegou aos representantes da Associação Nacional das Vítimas de Internet (Anvint), que presta apoio a vítimas de crimes de internet. A associação passou a dar assistência jurídica a Evelyn, que diz que vai entrar com processos na Justiça. “Queremos responsabilizar as pessoas que postaram (o meme) de forma ofensiva”, diz a advogada Iolanda Garay, presidente da Anvint. Garay frisa que o caso envolve a exposição indevida de uma criança. "A Constituição diz que a imagem das pessoas é inviolável. Além disso, os direitos de imagem são também alvo da proteção do Código Civil, que veda a exposição ou utilização da imagem de alguém sem permissão, caso o uso indevido atinja a sua honra." No caso de uma criança, ressalta a advogada, a situação é ainda pior porque se trata de um indivíduo em desenvolvimento. "O direito ao respeito, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, traz uma cúpula adicional de proteção ao menor em diversas esferas, garantindo como invioláveis a integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, o que abrange a preservação da imagem.” Ela considera que o compartilhamento da imagem da criança em tom jocoso é também um tipo de racismo. "Se fosse uma bebê loirinha de olhos azuis, você acha que isso de 'bebê feio' estaria acontecendo? A maioria das crianças expostas nesse tipo de publicação têm traços de origem preta", diz Garay. Segundo a advogada, o caso da exposição da imagem da garota pode ser considerado “crime contra a honra e crime de perseguição, além de intimidação sistemática (ato de violência física ou psicológica)”. Garay acrescenta que cabem pedidos de indenização por danos morais em casos assim. As plataformas nas quais o meme foi compartilhado também devem ser alvos de processos, diz Garay, porque muitas publicações não foram removidas, mesmo após Evelyn denunciar. O perito em crimes digitais Wanderson Castilho, também membro da Anvint, afirma que as redes sociais ajudam, de certa forma, a propagar conteúdos que deveriam ser tirados do ar. “Essa demora (para remover ou avaliar conteúdos denunciados) é uma das grandes revoltas das vítimas”, diz Castilho. "Além disso, o algoritmo ajuda a propagar o sofrimento dessa vítima, porque quanto mais interação e gente compartilhando, maior será a quantidade de gente que o algoritmo vai alcançar." Em alguns casos, afirma o perito, a plataforma concorda que uma determinada publicação infringiu as regras e a apaga. Mãe pensou em desistir de comemorar um ano da filha por conta das críticas nas redes Reprodução - Arquivo Pessoal Mas na maioria das vezes, diz Castilho, a publicação permanece mesmo após denúncias. Isso porque, segundo o perito, em muitos casos não há um padrão que aponte exatamente quais publicações serão excluídas somente por meio de uma denúncia na plataforma, sem precisar recorrer à Justiça. “E assim (sem apagar por meio de denúncia na plataforma), casos como o da filha da Evelyn tomam proporções inimagináveis”, declara Castilho. O perito frisa que os pais têm o direito de compartilhar fotos dos filhos nas redes. No entanto, recomenda que tenham mais controle sobre o alcance dessas imagens. “Existem vários modos de essas fotos serem usadas de formas maléficas, como em forma de meme, falsificações ou até em sites de pedofilia”, diz. "Então, para os pais que gostam de compartilhar, a dica é deixar os perfis privados, somente para as pessoas mais próximas e conhecidas." O especialista ressalta que não recomenda nenhum tipo de exposição em perfis abertos. "Mas pode ser considerado crime atacar uma pessoa que compartilhou foto da filha ou achar que pode propagar ofensa em cima dessa mãe ou dessa criança”, acrescenta. A BBC News Brasil procurou o Twitter para comentar sobre o caso, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. A Meta, responsável pelo Facebook e o Instagram, informa, em nota, que sempre revisa conteúdos por meio de uma combinação de tecnologia de inteligência artificial e equipes humanas. Isso, segundo a empresa, ajuda a “detectar, analisar e remover conteúdos" que violam suas políticas. “Também incentivamos as pessoas a denunciarem conteúdos e contas através das ferramentas disponíveis dentro dos próprios aplicativos”, acrescenta a Meta. Em relação ao WhatsApp, que também é da Meta, a companhia diz que não tem acesso aos conteúdos das mensagens trocadas entre usuários e não faz essa moderação. Apesar disso, a Meta informa que o aplicativo de mensagens “não permite o uso do seu serviço para fins ilícitos ou difamatórios, ou de direitos de privacidade.” "Nos casos de violação destes termos, o WhatsApp toma medidas em relação às contas como desativá-las ou suspendê-las”, informa a companhia. Já o TikTok diz em nota que trabalha constantemente para garantir que a plataforma seja um ambiente em que todos se sintam acolhidos. “Nossas diretrizes deixam claro o que pode e o que não pode ser publicado, incluindo o tema de assédio e bullying”, diz a empresa. “Quando um conteúdo é identificado como uma potencial violação, ele pode ser removido por meio da tecnologia ou marcado para análise adicional por nossa equipe de moderação.” ‘Me sinto um pouco mais forte’ Após o vídeo de desabafo, os compartilhamentos de imagens da filha de Evelyn diminuíram, e muitos conteúdos com o rosto da criança foram apagados pelos usuários que fizeram essas publicações. Mas ela diz que só ficará em paz quando tiver a certeza de que não há mais nenhuma imagem da filha compartilhada de forma jocosa nas redes. “Com o apoio que recebi, me sinto um pouco mais forte sobre isso e tenho um pouco mais de esperança", diz Evelyn. "Acho que agora as coisas podem melhorar e as pessoas podem parar de compartilhar a foto da minha filha.” Ela conta que ainda sofre com os danos psicológicos causados pela forma como a filha se tornou meme nas redes. “Não tenho mais nem forças para me justificar que não estou errada por ter postado a minha filha”, diz. "Era um vídeo comum. Os errados são os monstros que começaram a atacar a aparência da minha filha, sem pensar que existe uma família, uma mãe e uma criança por trás disso." Hoje, ela diz que evita ao máximo compartilhar publicações com a filha para não enfrentar mais nenhum tipo de problema. “Mas agora entendo também que não fui a errada disso. As pessoas não podem usar a imagem de uma criança assim e achar que a internet é terra sem lei”, declara. Veja o vídeo abaixo e conheça os novos golpes do pix e dicas para se proteger Como é o novo golpe que desvia PIX de compras online e o como evitá-lo Entenda a briga na OpenAI, gigante da inteligência artificial 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft

TVs 4K e 8K: saiba no que prestar atenção para não errar na escolha


Lista traz 17 modelos de televisores de 42 a 85 polegadas com diversas tecnologias de tela, incluindo LED, OLED e NeoQLED. Guia de Compras: TVs 4K e 8K para comprar na Black Friday Gabriel Wesley Marques/g1 A contagem regressiva para a Black Friday, que acontece nesta sexta-feira (24), já começou, e a TV é um dos itens mais procurados pelos brasileiros durante o período de promoções. ✅ Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Pensando nisso, o Guia de Compras selecionou 17 modelos de smart TVs com resolução 4K e 8K, com tamanhos de tela entre 42 e 85 polegadas. Outros guias: COMO LIMPAR A TELA DA TV: conheça 5 dicas rápidas SMART TV 4K, 8K, QLED, OLED: saiba como escolher Ventilador de mesa ou de coluna: como escolher o modelo ideal TODOS OS GUIAS 📺 Os preços dos aparelhos, consultados nas lojas on-line em meados de novembro, começavam em R$ 1.300 e iam até R$ 28.000 – um modelo da Samsung de tela de 75 polegadas, com tecnologia NeoQLED usada no painel, e bordas ultrafinas. Veja a lista a seguir com os modelos de TVs 4K e 8K e se atente às dicas do que observar na hora da compra ao final da reportagem. TVs 4K: AOC 50'' DLED 50U6125 LG UHD UR7800 43'' LG UHD ThinQ AI 50UR8750PSA 50'' LG UHD ThinQ AI 55UR8750PSA 55" LG UHD 60UQ8050 60" LG UHD ThinQ AI 65UR8750PSA 65" LG LCD 75UR8750PSA 75" LG ThinQ AI 75UR8750PSA 75" LG ThinQ AI 86UR8750PSA 86" Philco QLED 65" PTV65G3BGTSSBL Philips 50" 50PUG7408/78 Samsung Q70C 85" QLED TCL 75C835 QLED 75" TCL LED 65" 65P735 TVs 8K: Samsung NeoQLED, QN55QN700B 55" 8K Samsung 65QN800C 8K 65” NeoQLED Samsung NeoQLED 75QN800C 8K 75" 💡 No que prestar atenção na hora da compra: 4K: também chamado de Ultra HD ou UHD pelas fabricantes, tem uma resolução de 3.840 x 2.160 pixels (pontos na tela), maior que as TVs antigas com resolução HD (1.280 x 720 pixels) ou Full HD (1.920 x 1.080 pontos). Tem também as telas 8K, de altíssima definição. As TVs 4K usam um recurso de processamento de imagem chamado upscaling: independente de onde vem o vídeo (TV aberta, cabo ou streaming) elas aprimoram (ou fazem o melhor possível para isso) a qualidade final para 4K. TIPO DE TELA: as tecnologias usadas nas telas que controlam brilho e contraste aprimoram a qualidade da imagem. Veja as diferenças entre MiniLED, microLED, OLED, QLED e LED. NanoCell é uma tecnologia mais recente que usa um filtro de cores com nanopartículas na tela. Na prática, isso gera imagens mais vívidas e coloridas. TAMANHO DE TELA: hoje não existe mais tela grande (acima de 42 polegadas) sem ter recursos smart. As smart TVs rodam sistemas WebOS (LG), Tizen (Samsung), Roku (Philco e TCL) e até Android (Philips e TCL) para acessar serviços de streaming para ver séries e filmes. Algo que pode acontecer a médio prazo é o fabricante deixar de dar suporte a novos apps – e aí a solução é usar um TV stick, que transforma a televisão em smart (ou complementa seus recursos) – o que é uma boa ajuda para TVs menores ou mais antigas que são modelos não-smart (com TV aberta apenas). Vale ressaltar que, para ver streaming em 4K, o recomendado é ter uma conexão à internet pelo menos de 25 Mbps. HDMI: quanto mais entradas HDMI, melhor. Elas permitem conectar sticks, consoles, computadores e outros dispositivos à TV. Vale checar por também se o modelo é compatível com HDMI ARC (para ligar vários dispositivos de áudio) e vem com conexão de áudio óptico (também chamado de toslink). Portas USB também são úteis para mostrar fotos e vídeos pessoais na tela da TV. SOM: recursos como Dolby Atmos prometem som de cinema nas TVs. Também vale checar se o modelo tem suporte a bluetooth (para usar com fones de ouvido sem fio) e conexões para soundbars/caixas de som externas com cabo. IMAGEM: HDR/HDR10/HDR10+ são tecnologias de aprimoramento de brilho, contraste e cores nas imagens das TVs. HLG e Dolby Vision são equivalentes ao HDR. FREQUÊNCIA: também conhecida como taxa de atualização, é o número de vezes por segundo que a imagem (quadro) é recriada na tela. Ela é medida em hertz (Hz) e, em geral, as smart TVs possuem telas de 60 Hz (60 quadros por segundo). As que têm 120 Hz ou mais podem fazer muita diferença na hora de jogar com PC ou console de games ligado à TV. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.  Veja seleção de cupons de desconto válidos até 31/12/23: Initial plugin text

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