sábado, 17 de fevereiro de 2024

Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs'


Nesta semana, a empresa se tornou a 4ª mais valiosa do mundo após superar a Alphabet e a Amazon. Investimentos em chips usados no treinamento de modelos de inteligência artificial têm contribuído para o crescimento. Prédio da Nvidia em Taiwan REUTERS/Ann Wang A alta demanda por chips usados por modelos de inteligência artificial mexeu com o ranking das empresas mais valiosas do mundo: a Nvidia, que domina o segmento, tomou a 4ª posição da lista, superando Amazon e Alphabet (controladora do Google). O feito aconteceu na quarta-feira (14), quando a Nvidia alcançou a marca de US$ 1,8 trilhão (quase R$ 9 trilhões) em valor de mercado, crescendo 49% só em 2024. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é ainda maior: 223%. O crescimento também deixou ainda mais rico o fundador e presidente-executivo da empresa, o taiwanês Jensen Huang. Sua fortuna aumentou em US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) neste ano, totalizando US$ 64 bilhões (R$ 318 bilhões). Ele é o 23º mais rico do mundo, segundo a Bloomberg. Entenda nesta reportagem: O que faz a Nvidia? Por que a Nvidia está crescendo? O que vem a seguir? O boom da Nvidia em 2024 Ana Moscatelli/Arte g1 O que faz a Nvidia? A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify. A companhia controla cerca de 80% do mercado de chips de inteligência artificial de ponta, segundo a Reuters. Seus principais produtos neste setor são as unidades de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês) H100 e A100. E a fabricação de GPUs vai além da inteligência artificial: a Nvidia produz versões para computadores pessoais desses componentes, importantes especialmente para o funcionamento de games. Foi nesse setor, inclusive, que a empresa ficou mundialmente conhecida. SORA: modelo de IA da dona do ChatGPT cria vídeos realistas a partir de texto Por que a Nvidia está crescendo? Os resultados da Nvidia são explicados principalmente pelos altos investimentos de outras companhias em sistemas de inteligência artificial. O departamento que produz chips usados por este setor foi um dos destaques do balanço mais recente da empresa: 💰 A Nvidia faturou US$ 18,1 bilhões no trimestre encerrado em outubro de 2023, o que representou crescimento de 206% sobre o mesmo período do ano anterior 💵 Do faturamento total, US$ 14,5 bilhões vieram do setor de data center, que inclui chips usados para inteligência artificial 📈 O lucro líquido, que desconta as despesas da empresa, cresceu 1.259% e chegou a US$ 9,2 bilhões Na próxima quarta-feira (21), a Nvidia divulgará um novo balanço, agora sobre ao trimestre encerrado em janeiro. A projeção de analistas é de que o faturamento da empresa cresceu 118% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo a CNBC. "A Nvidia é uma das poucas que vende chips usados no treinamento de modelos de inteligência artificial como Llama 2 [da Meta] e GPT-4 [da OpenAI]", disse ao g1 Matheus Popst, sócio da gestora de investimentos Arbor Capital. "Agora, o mercado está tentando entender o quão grande será o mundo de IA". A construção desses sistemas depende de milhares de chips como o H100. A Meta, por exemplo, pretende chegar a 350 mil unidades do componente até o fim de 2024, segundo a Reuters. O preço de cada H100 não é revelado pela empresa, mas gira entre US$ 16 mil e US$ 100 mil, ainda de acordo com a Reuters. A relação do crescimento da Nvidia com mais investimentos do mercado em inteligência artificial é confirmada pelo presidente-executivo da empresa, Jensen Huang. "Nações e provedores regionais de soluções em nuvem estão investindo em nuvens de IA para servir à demanda local, e empresas de software empresarial estão adicionando copilotos e assistentes de IA às suas plataformas", disse Huang em outubro, quando o balanço mais recente foi anunciado. Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, em foto de 12 de fevereiro de 2024 Reuters/Amr Alfiky Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos O que vem a seguir? A Nvidia pode enfrentar um cenário menos favorável nos próximos meses: além de AMD e Intel, duas fabricantes tradicionais de chips, a empresa terá que lidar com o surgimento de componentes produzidos por seus clientes. Microsoft, Google, Amazon e Meta são algumas das que já anunciaram planos de fabricar seus chips de inteligência artificial e se tornarem menos dependentes de terceiros. Por isso, a Nvidia planeja entrar em um novo setor, o de componentes sob medida para empresas de computação em nuvem. Segundo a Reuters, a ideia é criar uma alternativa de receita para contornar a redução dos gastos com chips de uso geral, como o H100. Algumas empresas têm deixado esses componentes e apostado em chips personalizados conforme suas necessidades porque, entre outros fatores, a mudança ajuda a reduzir o consumo de energia e, consequentemente, os custos de operação. O setor de chips personalizados para data centers deve crescer em 2024 e ser avaliado em US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões), segundo a Reuters. A alta deve continuar em 2025 e poderá contribuir para novos resultados expressivos da Nvidia. LEIA TAMBÉM: Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Dumbphones: o que são os 'celulares burros' que têm adeptos pelo mundo

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Robô da criadora do ChatGPT que gera vídeos com IA a partir de textos comete gafes; veja exemplos

Em um dos comandos solicitados, é pedido para que a IA crie um vídeo com uma bola de basquete passando pelo aro e explodindo. Mas, no conteúdo gerado, o objeto acaba se duplicando e vaza o aro. Empresa admite que tecnologia pode errar. Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes A OpenAI, dona do robô ChatGPT, anunciou na quinta-feira (15) seu mais novo modelo de inteligência artificial (IA) que gera vídeos de até 60 segundos a partir de texto curtos. A tecnologia, batizada de Sora, impressiona por criar imagens realistas, só que, em alguns casos, ela apresenta erros bizarros. A própria OpenAI admite que a IA ainda não está precisa e compartilha alguns exemplos em que ela comete gafes (veja no vídeo acima). Em um dos comandos, é pedido para que o Sora gere um vídeo de bola de basquete passando pelo aro e explodindo. No vídeo, porém, a bola acaba se duplicando e vaza o aro. Em outro exemplo, é dado este comando: "[Criar um vídeo de] arqueólogos descobrindo cadeira de plástico no deserto". Como reposta, a inteligência artificial cria um vídeo em que a cadeira voa, se replica sozinha e, por fim, parece um papel (veja no vídeo acima). Segundo a OpenAI, o Sora pode ter dificuldade para reproduzir a física de uma cena complexa e pode não entender lógicas de causa e efeito. "Por exemplo, uma pessoa pode dar uma mordida em um biscoito, mas depois o biscoito não ter marca de mordida", explica. "O modelo também pode confundir detalhes espaciais de um 'prompt', por exemplo, misturando direita e esquerda, e pode ter dificuldades com descrições precisas de eventos que ocorrem ao longo do tempo, como seguir uma trajetória específica de câmera." LEIA TAMBÉM: Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Por que as gigantes de tecnologia fazem demissões em massa apesar de lucros recordes Zuckerberg testa Apple Vision Pro, critica rival e diz que prefere óculos da Meta Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT ChatGPT: como usar o robô no dia a dia ChatGPT: como usar o robô no dia a dia

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

OpenAI, dona do ChatGPT, lança modelo que cria vídeos realistas com inteligência artificial


Segundo a empresa, o Sora consegue criar vídeos de até 60 segundos a partir de descrições em texto. Sora é o modelo da OpenAI capaz de criar vídeos Divulgação/OpenAI A OpenAI, criadora do robô ChatGPT, revelou nesta quinta-feira (15) um modelo de inteligência artificial que cria vídeos realistas a partir de comandos em texto. Batizada de Sora, a ferramenta foi liberada para análises de especialistas e não foi liberada ao público. "A Sora pode criar vídeos de até 60 segundos com cenas altamente detalhadas, movimentos de câmera complexos e vários personagens com emoções vibrantes", explicou a OpenAI. A empresa disse que disse que vai adotar várias medidas de segurança antes de disponibilizar o Sora em seus produtos. Isso inclui o trabalho com especialistas em áreas como desinformação, conteúdo de ódio e preconceito. A empresa também divulgou exemplos de vídeos criados com inteligência artificial. Eles não existem e foram criados a partir de instruções que incluem personagens e estilo de vídeo, por exemplo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

Inteligência artificial: mulheres negras sofrem mais erros em abordagens de reconhecimento facial do que brancos


Em entrevista ao podcast O Assunto, pesquisadores chamam atenção para falhas em tecnologia usada para capturar foragidos. O reconhecimento facial na segurança pública tem sido usado em capitais como Recife, Olinda, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, que usaram a tecnologia para capturar foragidos durante o carnaval. Mas pesquisadores da área vem chamando atenção para falhas de verificação em diferentes grupos populacionais. "Principalmente mulheres negras sofrem com mais erros desse sistema do que homens brancos", destaca Daniel Edler, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP. "Os sistemas de vigilância e avaliação de monitoramento não são ferramentas neutras, ainda mais quando usadas pela polícia", diz. "Se você tiver um sistemas que é treinado basicamente com rostos de universitários americanos você vai ter rostos de homens brancos - e um sistema muito bem treinado para identificar homens brancos." Suspeitos foram encontrados pelas câmeras de reconhecimento facial SSP-BA Leia também Com mais de mil prisões na BA, sistema de reconhecimento facial é criticado por 'racismo algorítmico'; inocente ficou preso por 26 dias Atualmente, a margem de erro nos sistemas de reconhecimento facial é de 8%. Segundo o pesquisador, até mesmo uma precisão de 99,9% poderia ter um efeito danoso em grandes centro urbanos, onde uma malha de câmeras pode, facilmente, "capturar dez milhões de rostos por dia". "A gente ainda teria dez mil casos de erros por dia. É ruim para a operação policial, porque o policial vai deixar a base da patrulha desprotegida [para fazer a abordagem] e há, obviamente, um problema de direitos humanos." Especialista explica como funciona o reconhecimento facial Especialista fala sobre como é o reconhecimento facial na segurança pública Ouça a entrevista completa no podcast O Assunto

Nvidia supera Google e Amazon, e se torna 4ª empresa mais valiosa do mundo


Otimismo com a fabricante de chips é motivada, sobretudo, pela corrida das empresas com a inteligência artificial. Sede da Nvidia, em Santa Clara, Califórnia, nos Estados Unidos REUTERS/Robert Galbraith A fabricante de chips para computação móvel Nvidia se tornou a quarta mais valiosa do mundo nesta quarta-feira (14), desbancando gigantes de tecnologia, como Amazon e Alphabet (controladora do Google). As ações da Nvidia subiram cerca de 2,5% no último pregão, em um dia marcado por um otimismo dos investidores globais com as ações de empresas de tecnologia. em especial as que estão bem-posicionadas em inteligência artificial. (saiba mais abaixo) A alta fez valor de mercado da companhia atingir a marca de US$ 1,825 trilhão (mais R$ 9 trilhões). Com esse número, a Nvidia ultrapassou os US$ 1,821 trilhão da Alphabet e os US$ 1,776 trilhão da Amazon. É, assim, a terceira empresa mais valiosa dos Estados Unidos. Agora, a Nvidia fica atrás somente de: Microsoft, com valor de mercado de mais de US$ 3 trilhões; Apple, com valor de mercado de US$ 2,843 trilhões; e Saudi Aramco, com valor de mercado de US$ 2,061 trilhões. Empolgação com a inteligência artificial A Nvidia é uma das empresas que mais surfam a onda da inteligência artificial, justamente por conta dos produtos de hardware e software que oferece, importantes para o funcionamento das máquinas. Assim, com empresas de diferentes segmentos em uma corrida para implementar a inteligência artificial aos seus negócios, as fabricantes desses produtos tendem a se beneficiar pela alta na demanda — o que muito agrada aos investidores. Somente entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, as suas ações já disparam mais de 55%. No acumulado em 12 meses, a alta é ainda mais impressionante, quase 210%. No começo deste mês, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo para as ações da empresa em 21% — o que, na prática, significa que o banco acredita que os papéis ainda devem se valorizar. Avaliações como essa, de grandes bancos e casas de análise, são tidas como reforço positivo para investidores que procuram papéis para apostar. Em relatório, Toshiya Hari, analista da instituição, disse acreditar que a Nvidia "permanecerá como o padrão ouro do setor em um futuro próximo devido às suas robustas ofertas de hardware e software e, principalmente, ao ritmo em que continua a inovar". LEIA TAMBÉM: Por que as gigantes de tecnologia fazem demissões em massa apesar de lucros recordes *Com informações da agência de notícias Reuters

Teve o celular roubado? Veja como proteger acesso a apps de bancos


Em 2023, mais de 200 mil roubos e furtos de celulares foram registrados apenas na cidade de São Paulo. Veja dicas de segurança para proteger senhas e dados pessoais, além de orientações sobre o que fazer se o smartphone for roubado ou furtado. Em um mês de funcionamento do aplicativo "Celular Seguro" foram registrados mais de 12 mil alertas de bloqueio Os roubos e furtos de celulares para acessar aplicativos de bancos instalados nos aparelhos e tirar o dinheiro das vítimas se tornou comum no Brasil. Em 2023, foram mais 200 mil roubos e furtos de celulares somente na cidade de São Paulo, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz com base em dados da Secretaria da Segurança Pública do estado. Diante do crescente problema, o governo federal criou o programa Celular Seguro, que tem o objetivo de inibir o acesso de criminosos aos aplicativos com bloqueios realizados por bancos parceiros – saiba como se cadastrar. O g1 ouviu especialistas para reunir dicas para manter aplicativos de banco e smartphone seguros, além de orientações sobre o que fazer em caso de furto ou roubo e de transferências bancárias indevidas. Confira abaixo. Como se proteger? Para se proteger desse tipo golpe, é fundamental redobrar os cuidados com as configurações de segurança do celular e dos aplicativos. Isso porque o aparelho guarda muitas informações que podem permitir que os criminosos recuperem ou mudem as senhas usando, por exemplo, dados armazenados em e-mails, redes sociais ou outras ferramentas disponíveis no smartphone. O presidente da Associação Brasileira de Proteção de Dados (ABPDados), Renato Opice Blum, explica que, quando um aparelho é roubado desbloqueado, fica mais fácil para os bandidos violarem certas medidas de segurança ou redefinirem senhas de acesso. "Em tese, se o celular tiver bloqueado, com uma senha relativamente complexa e com a atualização do sistema operacional, isso por si só já impediria ou deixaria muito difícil o acesso indevido. Mas se o criminoso acessar o celular, ele vai ter também acesso ao SMS da pessoa, muitas vezes ao e-mail e pode conseguir alterar as senhas ou receber a dupla autenticação para ingressar nos aplicativos", afirma. Veja abaixo dicas de especialistas e recomendações da Febraban (Federação Brasileira de Bancos): Use sempre uma configuração de bloqueio da tela de início do celular e opte pela opção de bloqueio automático mais rápida (30 segundos, por exemplo); Mantenha o sistema operacional do celular atualizado e verifique sempre se há atualizações de aplicativos pendentes; Nunca utilize o recurso de “lembrar/salvar senha” em navegadores e sites; Jamais anote senhas em blocos de notas, e-mails, mensagens de WhatsApp ou outros locais do celular; Procure usar senhas fortes e não repetir o código de acesso ao seu banco para uso em outros aplicativos, e-mail ou sites de compras; Utilize ferramentas de segurança adicionais como biometria, reconhecimento facial e dupla autenticação (a segunda senha) em apps e também no e-mail; Nas configurações do aparelho, desative as notificações e funções que são exibidas independentemente do bloqueio de tela inicial; Coloque um PIN também no chip do celular. Dessa forma, se o aparelho for reiniciado, será necessário inserir o código pessoal para uso da linha e envio e recebimento de SMS. O que fazer se o celular for roubado? A primeira providência a ser tomada no caso de roubo ou perda, estando o aparelho desbloqueado ou não, é apagar os dados remotamente. Isso pode ser feito acessando as páginas que a Apple (no caso do iPhone) e o Google (para celulares com o sistema Android) criaram para localizar dispositivos perdidos. Veja como fazer no iPhone Veja como fazer no Android Tela de controle do Google permite rastreamento de celular e exclusão de dados Reprodução Só depois de ter os dados apagados, comunique a operadora de que o aparelho foi roubado, para que sua linha seja bloqueada. Se você fizer isso antes de deletar os dados e a linha for cancelada e seu smartphone ficar sem internet, o comando para limpar o dispositivo não vai chegar. Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger As entidades de defesa do consumidor recomendam ainda entrar em contato com o banco para o bloqueio do app e da conta, seja pelo Celular Seguro ou diretamente com a empresa, e que seja registrado também um boletim de ocorrência. Em resumo, a vítima deve: Acessar as páginas criadas pela Apple (no caso do iPhone) e pelo Google (para celulares com o sistema Android) para limpar todo o conteúdo do aparelho de maneira remota. Notificar imediatamente o banco para que medidas de segurança sejam adotadas, como bloqueio do app do banco, da senha de acesso e da própria conta; Avisar à operadora de telefonia para o bloqueio imediato do chip e do IMEI (Identidade Internacional de Equipamento Móvel); a partir do bloqueio, o aparelho ficará impedido de se conectar a redes móveis; Trocar as senhas e as configurações de autenticação das contas e dos aplicativos instalados no smartphone, incluindo redes sociais e e-mail; Acessar a ferramenta Registrato do Banco Central para verificar se os seus dados não foram utilizados para abertura de contas ou empréstimos. Vítima pode pedir ressarcimento do banco, diz Idec O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) afirma que é responsabilidade dos bancos garantir a segurança dos aplicativos e das operações financeiras e explica que as vítimas que tiverem suas contas limpas por esse tipo de golpe têm direito a pedir ressarcimento de um eventual prejuízo. "O consumidor pode e deve entrar e contato com o banco para ser ressarcido, inclusive porque o banco tem todo o aparato tecnológico para identificar movimentações sucessivas ou em valor considerável que fogem do padrão da pessoa, e tem condições de bloquear esse tipo de transação", afirma o advogado do Idec Michel Roberto de Souza. Segundo ele, cabe ao banco comprovar que não existiu alguma falha de segurança e que a culpa teria sido exclusiva do consumidor. Os consumidores que enfrentarem algum problema com o banco neste tipo de situação podem fazer também uma reclamação contra a instituição financeira no site do Banco Central e no Procon. "Sempre há a possibilidade também de entrar com uma ação no juizado especial de pequenas causas. No valor de até 20 salários mínimos a pessoa não precisa ser acompanhada de um advogado, pode se dirigir pessoalmente", lembra Souza. LEIA TAMBÉM: Entenda o que são os 'celulares burros' e por que o modelo tem adeptos pelo mundo 'Subway Money': golpistas criam deepfakes de famosos para prometer dinheiro em jogo falso Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa O que fazer se seu celular for roubado VÍDEO: Saiba o que fazer se seu celular for roubado Entenda o que são os 'celulares burros' Entenda o que são os 'celulares burros' e por que o modelo tem adeptos pelo mundo

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Por que as gigantes de tecnologia fazem demissões em massa apesar de lucros recordes


A indústria da tecnologia dos EUA atravessa um bom momento e ainda assim continua a realizar demissões em massa. Analisamos o que está por trás dessa nova onda. Google, Amazon, Meta, Microsoft e outras empresas protagonizaram ondas de demissões em massa Getty Images via BBC Elas ditam o ritmo das bolsas dos Estados Unidos e são extremamente valorizadas em Wall Street. As empresas de tecnologia conhecidas como as "Sete Magníficas" não param de crescer em vendas, lucro e valor. Segundo analistas, todas venderão 12% a mais este ano e outros 12% em 2025. Muito acima de empresas semelhantes de outras indústrias. Alphabet (controladora do Google), Apple, Amazon, Meta e Microsoft ganharam juntas cerca de US$ 327 bilhões em 2023, 25,6% a mais do que no ano anterior. Um número próximo, por exemplo, do PIB total da Colômbia ou do Chile. E ainda assim esse grupo exclusivo, ao qual também pertencem Tesla e Nvidia, passa por uma fase de demissões, em alguns casos em massa, e que se somam às realizadas no ano passado. Após uma primeira redução de sua força de trabalho em julho de 2023, a Microsoft voltou a demitir em 2024, cortando 1.900 funcionários depois de fechar um acordo de compra da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões. O mesmo acontece com a Amazon, que eliminará 35% da força de trabalho da plataforma Twitch e mais uma centena de funcionários da Amazon Prime depois de realizar um corte de 9.000 pessoas no ano passado. As empresas de tecnologia contrataram muitos funcionários durante a pandemia Getty Images Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Além das gigantes, muitas outras empresas menores se juntaram à onda. No total, quase 32.000 trabalhadores foram demitidos de 122 empresas de tecnologia desde o início do ano, de acordo com o site Layoff.fyi, citado pela Reuters. E ainda restam mais de 10 meses pela frente. O Paypal terá este ano 2.500 funcionários a menos, o Spotify 1.500, o eBay 1.000 e o Snapchat 500 – para dar exemplos de empresas bem conhecidas da indústria da tecnologia. Esse cenário tem levado muitos a comparar o que está acontecendo com o início dos anos 2000, quando a ascensão da internet levou à bolha pontocom, ou o frenesi especulativo e à subsequente queda nos preços das ações de muitas empresas baseadas na Internet durante o final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Para Mathieu Racheter, analista-chefe da consultoria Julius Baer, a comparação não se sustenta porque o valor das ações das empresas de tecnologia de megacapitalização ainda não atingiu o nível da bolha das líderes dos anos 2000. Baer acrescenta que as "Sete magníficas" geram muito dinheiro, o que ajudaria em caso de possíveis problemas. Mas o que está, então, por trás dessa segunda onda de cortes? 1. Inteligência artificial e mudanças estratégicas "A história do setor tecnológico inclui a ascensão e a queda de grandes empresas que acabam sendo afetadas pela disrupção e sendo substituídas por outras mais inovadoras da geração seguinte", lembra Brice Prunas, gerente de Inteligência Artificial da empresa de gestão de ativos ODDO BHF AM. Foi assim que aconteceu com a bolha pontocom. E, nesta década, o boom dos modelos de Inteligência Artificial (IA) representa uma revolução. "Tomemos como exemplo a empresa para aprender línguas Duolingo. Parte de seu pessoal demitido (ou "desvinculado" para usar o termo usado pela empresa) são escritores e tradutores, que serão substituídos por algoritmos", explica o site Quarck. O boom da inteligência artificial levou o setor de tecnologia a uma reorientação Getty Images A IA é rápida. O que um redator humano leva entre 60 e 90 minutos para escrever, a IA pode fazer em 10 minutos ou menos. No início deste ano, um relatório da Goldman Sachs disse que a IA poderia substituir o equivalente a 300 milhões vagas de emprego em tempo integral. "Já vimos isso na bolha tecnológica dos anos 2000, as disrupções sempre levam as empresas a uma realocação dentro de sua estrutura", diz Javier Molina, analista sênior de mercados da eToro. “De um lado, vemos mudanças estratégicas e fechamento de divisões e, de outro, uma reorientação para a Inteligência Artificial. Isso leva à eliminação de certos empregos em muitos processos que são automáticos", diz Molina. É a forma de aumentar a produtividade. LEIA TAMBÉM: Conheça a Gemini Advanced, versão avançada da IA mais poderosa do Google Entenda o que são os 'celulares burros' e por que o modelo tem adeptos pelo mundo 2. A lembrança de 2022 e o encerramento de projetos O setor de tecnologia eliminou 168.032 empregos em 2023 e foi responsável pelo maior número de demissões em todas as indústrias, de acordo com um relatório da consultoria Challenger, Gray & Christmas, Inc. Em meio à onda de euforia pelo sucesso que alcançaram durante a pandemia, muitas empresas do Vale do Silício aumentaram as contratações e expandiram seus planos de crescimento com a ideia de que o vento continuaria soprando a seu favor. Mas não foi assim que aconteceu e, quando os ventos mudaram, começaram as demissões em massa em 2022, que continuaram por grande parte de 2023. Outra das razões que conspirou contra os novos projetos foi o aumento da taxa de juros do Federal Reserve, o Banco Central americano, em resposta à inflação descontrolada. Tomar dinheiro emprestado é agora mais caro e muitas empresas de tecnologia requerem muito capital, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento. "Os recentes aumentos nas taxas de juros acentuaram a situação limite de muitos projetos, que em outros tempos podiam investir, aspirando crescer e alcançar lucros em uma fase posterior", diz Andrés Allende, gerente do fundo DIP Value Catalyst da A&G funds. “No entanto, agora, o efeito dominó do financiamento mais caro secou os investimentos. Isso leva ao fechamento de mais e mais projetos tecnológicos", acrescenta. Com os cortes, as empresas buscam estar o mais saudável possível em um momento de incerteza econômica. "Abaixo das 'mega-caps' (empresas de megacapitalização), muitas empresas menores estão passando por momentos muito difíceis, o que explica as reduções nos quadros de funcionários", diz Prunas, da ODDO. 3. Um ciclo brutal E até mesmo as mega-caps recorreram a cortes de custos para saciar a demanda por maiores lucros de seus investidores. Mas é que “os ciclos em tecnologia costumam ser assim, bruscos... mas também mais rápidos e flexíveis. Em breve, muitas dessas empresas e projetos serão adaptados e voltarão a inovar. Aqueles que sobreviverem podem voltar a ter oportunidades muito promissoras", explica Allende. "Até que o novo ciclo ganhe vida - já começamos a ver alguns sinais - as dificuldades do setor de tecnologia podem impactar de forma relevante o consumo e o investimento em outros setores, já que muitas vezes os empregos em tech tem níveis de renda muito acima da média", acrescenta o especialista da A&G. Os analistas concordam que é preciso diferenciar o que acontece nas pequenas empresas, que é uma questão de sobrevivência, do que acontece com as gigantes da tecnologia, que têm mais margem e grandes quantidades de capital para enfrentar as turbulências. LEIA TAMBÉM: Conheça o satélite da Nasa que deve trazer detalhes inéditos sobre os oceanos Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa Por que seres humanos estão implantando chips no próprio corpo Assista ao vídeo abaixo para saber as diferenças entre o iPhone 15 e o Galaxy S24 Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...