terça-feira, 19 de março de 2024

O TikTok é mesmo um perigo para o Ocidente?


Projeto de lei em tramitação no Congresso americano pode acabar proibindo o aplicativo nos Estados Unidos. O TikTok é mesmo um perigo para o Ocidente? AFP A China criticou um projeto de lei em tramitação no Congresso americano que pode acabar proibindo o TikTok nos Estados Unidos, chamando o mesmo de injusto. É a iniciativa mais recente para fazer frente a uma discussão que dura anos sobre os riscos de segurança do aplicativo que pertence a uma empresa chinesa. Autoridades, políticos e equipes de segurança em vários países ocidentais foram proibidos de instalar o TikTok em seus telefones de trabalho. Mais quais são as três grandes preocupações de segurança cibernética em relação ao aplicativo? E como a empresa responde a elas? 1. TikTok coleta uma quantidade 'excessiva' de dados O TikTok afirma que a coleta de dados do aplicativo está "alinhada com as práticas do setor". Os críticos frequentemente acusam o TikTok de coletar grandes quantidades de dados. Um relatório de segurança cibernética publicado em julho de 2022 por pesquisadores da Internet 2.0, uma empresa cibernética australiana, é geralmente citado como evidência. Os pesquisadores estudaram o código-fonte do aplicativo — e informaram que ele realiza "coleta excessiva de dados". Analistas afirmam que o TikTok coleta detalhes como localização, que dispositivo específico está sendo usado e que outros aplicativos há nele. No entanto, um teste semelhante conduzido pelo Citizen Lab concluiu que "em comparação com outras plataformas populares de rede social, o TikTok coleta tipos semelhantes de dados para monitorar o comportamento do usuário". Da mesma forma, um relatório do Instituto de Tecnologia da Geórgia, do ano passado, concluiu que "o principal fato aqui é que a maioria das outras redes sociais e aplicativos fazem as mesmas coisas". 2. TikTok pode ser usado pelo governo chinês para espionar usuários O TikTok afirma que a empresa é totalmente independente — e “não forneceu dados de usuários ao governo chinês, nem forneceria se fosse solicitado”. Embora isso irrite os especialistas em privacidade, a maioria de nós aceita que entregar grandes quantidades de dados privados é parte do acordo que fazemos com as redes sociais. Em troca dos serviços gratuitos, eles coletam conhecimento sobre a gente, e utilizam o mesmo para vender publicidade na sua plataforma — ou vendem os nossos dados para outras empresas que tentam fazer propaganda para a gente em outro lugar na internet. O problema que os críticos têm com o TikTok é que o mesmo é propriedade da empresa de tecnologia ByteDance, com sede em Pequim, na China — o que faz dele o único aplicativo popular que não é americano. Facebook, Instagram, Snapchat e YouTube, por exemplo, coletam quantidades semelhantes de dados, mas são empresas fundadas nos EUA. A ByteDance, empresa de tecnologia de Xangai, é dona do TikTok e do Douyin GETTY IMAGES Durante anos, legisladores dos EUA, assim como a maior parte do resto do mundo, adotaram uma certa confiança: que os dados coletados por estas plataformas não vão ser utilizados para razões nefastas que possam colocar em risco a segurança nacional. Um decreto assinado em 2020 pelo então presidente americano, Donald Trump, alegou que a coleta de dados pelo TikTok poderia potencialmente permitir à China "rastrear a localização de funcionários públicos e terceirizados, criar dossiês de informações pessoais para chantagem e realizar espionagem comercial". Até agora, as evidências apontam que este é apenas um risco teórico — mas os temores são alimentados por uma lei chinesa vaga aprovada em 2017. O artigo sete da Lei Nacional de Inteligência da China afirma que todas as organizações e cidadãos chineses devem "apoiar, ajudar e cooperar" com os esforços de inteligência do país. Esta frase é frequentemente citada por pessoas que suspeitam não apenas do TikTok, mas de todas as empresas chinesas. Mas os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia argumentam que esta frase foi retirada de contexto — e observam que a lei também inclui ressalvas que protegem os direitos dos usuários e das empresas privadas. Desde 2020, os executivos do TikTok têm tentado repetidamente tranquilizar as pessoas de que os funcionários chineses não podem acessar os dados de usuários que não são chineses. Mas, em 2022, a ByteDance admitiu que vários dos seus funcionários baseados em Pequim acessaram os dados de pelo menos dois jornalistas nos EUA e no Reino Unido para rastrear suas localizações e verificar se estavam se encontrando com funcionários do TikTok suspeitos de vazar informações para a imprensa. A porta-voz do TikTok afirma que os funcionários que acessaram os dados foram demitidos. A empresa insiste que os dados dos usuários nunca foram armazenados na China —e está construindo data centers no Texas para processar os dados dos usuários dos EUA, e em locais na Europa para os dados dos cidadãos europeus. Na União Europeia, a empresa também foi muito mais longe do que qualquer outra rede social — e recrutou uma empresa independente de segurança cibernética para supervisionar toda a utilização de dados nas suas instalações europeias. O TikTok afirma que "dados dos nossos usuários europeus são preservados em um ambiente de proteção especialmente concebido — e só podem ser acessados por funcionários autorizados, sujeitos a uma supervisão e verificação rigorosa e independente". 3. TikTok e 'lavagem cerebral' O TikTok argumenta que suas diretrizes "proíbem desinformação que possa causar danos à nossa comunidade ou ao público em geral, o que inclui a prática de comportamento não autêntico coordenado". Em novembro de 2022, Christopher Wray, diretor do FBI, a polícia federal americana, disse ao Congresso dos EUA que "o governo chinês poderia… controlar o algoritmo de recomendações, o que poderia ser usado para operações de influência". A acusação foi repetida muitas vezes. Essas preocupações ganham força pelo fato de que o aplicativo irmão do TikTok, o Douyin — que só está disponível na China — é fortemente censurado e supostamente desenvolvido para viralizar conteúdo educacional e seguro para sua base de usuários jovens. Todas as redes sociais são fortemente censuradas na China, com um exército de policiais que patrulham a internet excluindo conteúdos que criticam o governo ou provocam agitação política. A versão chinesa do TikTok, chamada Douyin, compartilha o mesmo formato do aplicativo GETTY IMAGES No início da ascensão do TikTok, houve casos de censura no aplicativo: uma usuária nos EUA teve sua conta suspensa por discutir o tratamento dado por Pequim aos muçulmanos em Xinjiang. Após uma forte reação negativa do público, o TikTok pediu desculpas e reativou a conta. Desde então, houve poucos casos de censura, além de decisões controversas de moderação com as quais todas as plataformas têm de lidar. Os pesquisadores do Citizen Lab realizaram uma comparação entre o TikTok e o Douyin. E concluíram que o TikTok não aplica a mesma censura política. “A plataforma não aplica uma censura óbvia das postagens”, informaram os pesquisadores em 2021. Os analistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia também pesquisaram temas como a independência de Taiwan ou piadas sobre o primeiro-ministro chinês, Xi Jinping. "Vídeos em todas essas categorias podem ser facilmente encontrados no TikTok. Muitos são populares e amplamente compartilhados", concluíram. Risco teórico O panorama geral é, portanto, de receios teóricos — e de riscos teóricos. Os críticos argumentam que o TikTok é um “cavalo de Troia” — embora pareça inofensivo, pode se revelar uma arma poderosa em tempos de conflito, por exemplo. O TikTok já está proibido na Índia, que tomou medidas em 2020 contra o aplicativo e dezenas de outras plataformas chinesas. Mas uma eventual proibição do TikTok pelos EUA pode ter um grande impacto na plataforma, uma vez que normalmente os países aliados costumam acompanhar tais decisões. Isso ficou evidente quando os EUA lideraram, com sucesso, os apelos para impedir a participação da gigante chinesa de telecomunicações Huawei na infraestrutura 5G — mais uma vez, com base em riscos teóricos. É importante observar, é claro, que estes riscos são uma via de mão única. A China não precisa se preocupar com os aplicativos dos EUA porque o acesso dos cidadãos chineses está bloqueado há muitos anos. CEO do TikTok é questionado sobre sua nacionalidade no Senado dos EUA CEO do TikTok é questionado sobre sua nacionalidade no Senado dos EUA

Como criminosos podem se aproveitar de testes de DNA para roubar dados genéticos


Um hacker teve acesso às informações pessoais de 6,9 milhões de perfis de usuários de uma empresa que oferecia testes. O cotonete esconde informações genéticas preciosas. O que poderá acontecer se esses dados caírem nas mãos erradas? Getty Images via BBC O que você tem de mais pessoal que um criminoso possa roubar? Sua aliança de casamento? Seu celular? E o seu código genético? Em outubro de 2023, um hacker que se identificou como Golem anunciou em um conhecido fórum online de cibercriminosos um surpreendente conjunto de dados roubados da 23andMe, um dos maiores nomes do setor de testes domésticos de DNA. A empresa reconheceu posteriormente que o hacker teve acesso às informações pessoais de 6,9 milhões de perfis de usuários. O ataque parecia ser etnicamente dirigido. Golem se vangloriou de ter conseguido acesso às contas de pessoas com antecedentes judeus asquenazes (com origem na Europa central e oriental), que haviam enviado seu DNA para a 23andMe. Ele ofereceu os dados à venda para quem tivesse condições de pagar. Começaram a circular notícias indicando que o vazamento de dados de sexta-feira, 6 de outubro de 2023, pode até ter tido motivações antissemitas. Uma postagem supostamente atribuída a Golem ofereceu para venda "agrupamentos étnicos direcionados, conjuntos de dados individualizados, estimativas indicadas de origem, detalhes de haplogrupos, informações de fenótipos, fotografias, links para centenas de possíveis parentes e, o principal, perfis de dados brutos". Havia uma escala de preços graduada, que variava de 100 perfis por US$ 1 mil (cerca de R$ 4,94 mil) até 100 mil perfis por US$ 100 mil (cerca de R$ 494 mil). Veja como se proteger e o que fazer se for vítima de vazamentos de dados "Estão em oferta os perfis de DNA de milhões de pessoas, desde os principais magnatas corporativos do mundo até famílias frequentemente mencionadas em teorias da conspiração", prosseguia a postagem, que já foi apagada. Quatorze milhões de pessoas colocaram sua saliva em ampolas e enviaram seu DNA para a 23andMe para análise, em busca de informações sobre sua saúde e ancestralidade. Muitas dessas pessoas não pensaram muito sobre o que estavam fornecendo para aquela empresa. Minha série de programas de rádio sobre as consequências inesperadas dos testes domésticos de DNA para a BBC Rádio 4 chama-se The Gift ("O Presente"), porque muitas pessoas dão esses kits casualmente aos amigos e parentes como presentes de Natal e de aniversário. A empresa define sua missão como "ajudar as pessoas a ter acesso, compreender e se beneficiar do genoma humano". Eu mesmo fiz um teste com a 23andMe enquanto gravava a série. Ele revelou minha própria ancestralidade judia asquenaze. Mas, agora, talvez os meus dados façam parte de um pacote que um hacker tentou vender. Esta situação me fez imaginar se informações sensíveis como nosso código genético poderão, algum dia, ser mantidas em segurança online. Vazamentos de dados acontecem a todo momento, segundo o analista de ameaças Brett Callow, da empresa de cibersegurança Emsisoft. Para ele, "esses incidentes são muito comuns e nenhuma companhia está imune". Mas as informações genéticas formam um tipo de dados muito especial. Você pode alterar suas senhas, seu número de cartão de crédito ou seus dados bancários se eles caírem nas mãos de um hacker. Mas você não pode mudar a sua sequência de DNA. "Quando os seus dados de DNA vazam, não existe absolutamente nada que você possa fazer a respeito", afirma Callow. A busca específica de qualquer grupo com base no que o seu DNA revela sobre sua ancestralidade étnica seria algo profundamente preocupante. A possibilidade de busca de indivíduos com antecedentes judeus ou chineses no vazamento da 23andMe foi levantada por uma série de figuras importantes nos Estados Unidos, como o procurador-geral do Estado de Connecticut e um membro do Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões do Senado americano. Muitas das teorias da conspiração antissemitas envolvem menções a aspectos genéticos dos judeus. Durante o Holocausto, os nazistas forçaram os judeus a usar estrelas amarelas nas roupas para que pudessem ser imediatamente identificados. Agora, um vazamento de dados que incluísse estimativas de etnia fornecidas em relatórios de ancestralidade poderia fazer com que as pessoas judias que fizessem um teste de DNA passassem a ter uma "estrela amarela digital" permanente ao lado dos seus nomes, fotografias e localização geográfica. Como funcionam os testes de DNA que prometem revelar quem são seus ancestrais Vazamentos de dados acontecem a todo momento, mas informações genéticas formam um tipo de dados especial Divulgação Antissemitismo ou autopromoção? Com os dados de metade dos clientes da 23andMe agora nas mãos dos cibercriminosos, o vazamento claramente afetou muito mais do que apenas os seus clientes judeus asquenazes. Afinal, em postagens posteriores no fórum dos hackers, Golem supostamente ofereceu os dados de usuários britânicos, alemães e chineses do 23andMe, além da própria executiva-chefe da empresa, Anne Wojcicki, e do seu ex-marido, do fundador da Google, Sergey Brin, de Elon Musk e de membros da família real britânica. Para Callow, este não foi um ataque antissemita. "Não acredito que o ataque tivesse motivação racial, étnica ou algo similar", afirma ele. "A referência às pessoas judias nessa postagem foi para atrair a atenção, para conseguir mais visualizações." A especialista em hackers Lily Hay Newman, da revista americana Wired, concorda. "É comum tentar embalar e anunciar seus dados para tentar fazer com que outros criminosos os comprem, para que eles pareçam valiosos e atraentes", explica ela. Quando surgiu a notícia do vazamento de dados da 23andMe, a reação ficou relativamente ofuscada. Afinal, a atenção dos grupos judeus estava voltada para os ataques lançados pelo Hamas contra Israel naquele fim de semana e para o aumento dos incidentes de ódio antissemita nas semanas que se seguiram. As senhas mais comuns em vazamentos de dados no Brasil em 2023 Jornalistas especializados em tecnologia que monitoram o fórum de hackers pediram comentários para a 23andMe e a empresa emitiu uma declaração. Segundo ela, nenhum dado genético bruto vazou, mas categorias genéricas, como sexo, ano de nascimento, resultados de ancestralidade genética e localização geográfica, haviam caído nas mãos de um chamado "interveniente ameaçador". Enviei um pedido de entrevista para a 23andMe. Eles se recusaram a apresentar alguém, indicando um blog postado no site da empresa que vem sendo atualizado desde que surgiu a notícia do vazamento de dados. "O interveniente ameaçador conseguiu ter acesso a menos de 0,1%, ou cerca de 14 mil contas de usuários do total de 14 milhões de clientes da 23andMe por preenchimento de credenciais", segundo a declaração da empresa. "Ou seja, os nomes de usuários e senhas que eram usados no site 23andMe.com eram os mesmos usados em outros websites que foram anteriormente comprometidos ou disponibilizados de outra forma." Em outras palavras, o problema foi que os clientes da 23andMe reutilizaram senhas que os hackers haviam conseguido extrair de outros sites. O preenchimento de credenciais não é atividade hacker, estritamente falando. "São os criminosos usando credenciais de login roubadas, como um nome de usuário e senha ou endereço de e-mail e senha, para entrar pela porta da frente da conta", explica Newman. "Para isso, de fato, não é preciso agir como hacker." "Mas realmente sabemos que é muito difícil para os usuários administrar as senhas e que a culpa não deve ser colocada nos usuários", prossegue ele. O vazamento da 23andMe acabou envolvendo muito mais que as 14 mil contas que a empresa afirmou inicialmente que estavam comprometidas. Depois de se infiltrar nessas contas, o hacker conseguiu acumular um conjunto de dados muito maior com uma função do site chamada Parentes de DNA. Esta função permite que os titulares das contas se conectem com parentes genéticos. É uma função popular e é devido a ela que muitas pessoas acabam fazendo esses testes. Em resposta às questões dos jornalistas do site TechCrunch em dezembro de 2023, a 23andMe admitiu que, de fato, foram vazados os dados de 6,9 milhões de usuários — cerca de uma a cada duas pessoas que haviam enviado seu DNA para a empresa. Como lembrar de muitas senhas e torná-las seguras Verificação em duas etapas Quando os bancos de dados guardam informações muito sensíveis, geralmente é preciso mais de uma senha para ter acesso. Imagine quando você entra na sua conta bancária online, por exemplo. A maioria de nós já se acostumou com a verificação em duas etapas, que usa uma confirmação adicional como um código recebido em uma mensagem de texto ou um aplicativo autenticador. Mas o acesso às contas da 23andMe não exigia a verificação em duas etapas até outubro de 2023 — mesmo com todos os dados de ancestralidade genética acoplados às informações geográficas e biográficas ali armazenadas. E esta não foi a primeira vez em que as empresas de testes de DNA tiveram seus bancos de dados invadidos. Em 2018, vazaram os endereços de e-mail e senhas de mais de 92 milhões de usuários da companhia MyHeritage. Mas o vazamento da 23andMe em outubro de 2023 foi o primeiro caso em que os hackers ofereceram os dados para venda. No ano passado, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos tomou ações contra duas empresas de testes de DNA diretos aos consumidores, a CRI Genetics e a 1Health/Vitagene, por falhas na segurança dos dados de DNA. Independentemente da motivação, qualquer vazamento envolvendo dados genéticos pode ter consequências muito amplas. "Não há forma de saber quem tem acesso agora, quantas pessoas têm acesso ou o que eles podem decidir fazer com isso no futuro", segundo Callow. "Em muitos casos, os dados genéticos realmente sugerem prognósticos de saúde. É algo que pode afetar a empregabilidade de longo prazo de uma pessoa ou talvez a probabilidade de morrer cedo ou de sofrer uma doença debilitadora. Potencialmente, esses dados podem ser de interesse para empregadores ou seguradoras." Como ativar autenticação de dois fatores de WhatsApp, Instagram e Google As informações fornecidas pelas empresas fornecedoras de testes domésticos de DNA aos seus usuários incluem dados sobre sua herança genética e indicadores de saúde Getty Images via BBC Em uma era em que cada vez mais decisões financeiras são tomadas por algoritmos que buscam todas as fontes possíveis de informações sobre um indivíduo, existe a séria possibilidade de prejuízos financeiros e discriminação decorrente de um vazamento de dados genéticos. As companhias de seguros-saúde dos Estados Unidos são impedidas de usar informações genéticas para calcular riscos, mas não existe lei federal que proíba seu uso para o seguro de vida. Com isso, fica fácil imaginar o cenário: dados genéticos vazados podem aumentar os prêmios de seguro ou fazer com que a cobertura seja negada para certos clientes devido aos seus genes – ou pode ser rejeitada a concessão de hipoteca ou empréstimo bancário de longo prazo porque os dados vazados sugerem maior probabilidade de que o tomador do empréstimo desenvolva mal de Alzheimer e venha a falecer antes de poder pagar totalmente o valor emprestado. A 23andMe afirmou que o vazamento de dados dos seus perfis de usuários não incluiu o vazamento de perfis de DNA brutos. Mas o hacker ainda teve acesso aos relatórios de ancestralidade que fornecem estimativas de etnicidade, localização geográfica, ligações a árvores genealógicas e outras informações pessoais. "Sempre que as nossas informações pessoais são expostas, vazadas, hackeadas e entram no ecossistema criminal, elas alimentam o roubo de identidade", afirma Newman. "Mesmo informações amplas, dados geográficos, informações regionais ou questões étnicas podem alimentar a customização de golpes para tentar enganar você." A 23andMe agora enfrenta diversas ações judiciais coletivas nos Estados Unidos, em consequência do vazamento de dados. Em janeiro, a empresa admitiu que os hackers começaram a se infiltrar nas contas dos seus clientes em abril de 2023 e conseguiram prosseguir por cinco meses sem que fossem detectados. "Proteger a segurança e a privacidade dos dados dos nossos clientes permanece sendo total prioridade da 23andMe e continuaremos a investir na proteção dos nossos sistemas e dados", afirma a empresa. Agora, o sistema exige a verificação em duas etapas para que todos os clientes tenham acesso às suas contas, da mesma forma que seus concorrentes, a Ancestry e a MyHeritage. Nenhuma dessas empresas fazia essa exigência antes de outubro de 2023. Mas os pesquisadores também identificaram recentemente outras formas que podem possibilitar a reunião de informações genéticas das pessoas, mantidas pelos serviços genéticos diretos ao consumidor final. Um estudo de cientistas da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, demonstrou que é possível reconstruir partes do genoma de uma pessoa se o "adversário" carregar diversos genomas falsificados para identificar coincidências com "parentes". Ativos empresariais Mesmo se fosse possível manter dados sensíveis como o nosso código genético em segurança contra os hackers, não há garantia de que, quando concordamos em compartilhá-los com uma empresa, eles irão permanecer na posse dela. "Essas companhias podem ser compradas – as informações poderiam ser adquiridas desta forma", argumenta Callow. Em dezembro de 2020, a empresa de investimentos de Nova York Blackstone comprou a Ancestry, um dos maiores concorrentes da 23andMe, por US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 23,2 bilhões). "Além dos dados, essas empresas realmente têm muito pouco valor", afirma Callow. "Elas são totalmente impulsionadas pelos dados. Os detalhes genéticos agora podem ser vendidos, comercializados, adquiridos com outros ativos e propriedade intelectual das empresas. O DNA tem valor e esse valor pertence à empresa, não a você." A Blackstone recusou um pedido de comentários apresentado pela BBC a este respeito. Embora a ideia de que meus genes agora existem como ativo de uma empresa é um tanto perturbadora. Mas eu sabia o risco que poderia estar correndo antes de enviar o meu DNA para a Ancestry e a 23andMe. Nenhuma das pessoas com quem conversei para minha série para a BBC lamentou ter realizado um teste de DNA doméstico. Saber quem seus genes dizem que eles são e como eles estão conectados ao mundo mudou a vida deles e valeu a pena qualquer possível risco. Mesmo se você não tiver feito algum desses testes, é provável que você tenha algum parente próximo que tenha feito — e uma versão muito próxima do seu código genético pode estar armazenada em um banco de dados corporativo. Os seus genes talvez já estejam espalhados por aí, de alguma forma. Quem sabe onde eles irão parar? Ouça a série The Gift, da BBC Rádio 4 (em inglês), que deu origem a esta reportagem, no site BBC Sounds. O episódio especial intitulado Hacked trata do vazamento de dados da 23andMe e discute se as informações genéticas podem ser mantidas em segurança online. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais

segunda-feira, 18 de março de 2024

SpaceX, de Elon Musk, está construindo rede de satélites espiões para agência de inteligência dos EUA, diz agência


Fontes ouvidas pela agência Reuters dizem que os equipamentos podem monitorar alvos no solo e enviar esses dados para a inteligência e as autoridades militares dos EUA. Starship na base áerea da SpaceX, no Texas, antes de terceiro lançamento, em foto de 13 de março de 2024 Reuters/Joe Skipper A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, está construindo uma rede de centenas de satélites espiões sob um contrato secreto com uma agência de inteligência dos EUA, revelaram fontes familiarizadas com o programa à agência Reuters. A rede está sendo construída pela unidade de negócios Starshield da SpaceX por um contrato de US$ 1,8 bilhão assinado em 2021 com o National Reconnaissance Office (NRO), uma agência de inteligência que gerencia satélites espiões, explicaram as fontes. 🚀 SpaceX faz seu melhor voo teste da Starship, mas não completa trajeto Os planos mostram a extensão do envolvimento da SpaceX nos projetos militares e de inteligência dos EUA e ilustram um investimento mais profundo do Pentágono em vários sistemas de satélites em órbita baixa da Terra destinados a apoiar as forças terrestres. Se for bem-sucedido, o programa aumentaria significativamente a capacidade do governo e das forças armadas dos EUA de identificar rapidamente alvos potenciais em praticamente qualquer lugar do mundo. Os satélites podem rastrear alvos no solo e compartilhar esses dados com a inteligência e as autoridades militares dos EUA. Em princípio, isso permitiria que o governo capturasse rapidamente imagens contínuas de atividades no solo em praticamente qualquer lugar, auxiliando as operações militares e de inteligência. Cerca de uma dúzia de protótipos foram lançados desde 2020, entre outros satélites nos foguetes Falcon 9 da SpaceX, disseram três das fontes. O contrato sinaliza a crescente confiança por parte da inteligência do governo dos EUA em uma empresa cujo proprietário entrou em conflito com o governo Biden e gerou polêmica sobre o uso da conectividade por satélite Starlink na guerra da Ucrânia, disseram as fontes. A Reuters não conseguiu determinar quando a nova rede de satélites entrará em operação e não conseguiu estabelecer quais outras empresas fazem parte do programa com seus próprios contratos. A SpaceX, maior operadora de satélites do mundo, não respondeu a vários pedidos de comentários sobre o contrato, seu papel nele e detalhes sobre lançamentos de satélites. O Pentágono encaminhou um pedido de comentário à NRO e à SpaceX. Em uma declaração, o NRO reconheceu sua missão de desenvolver um sofisticado sistema de satélites e suas parcerias com outras agências governamentais, empresas, instituições de pesquisa e nações, mas se recusou a comentar as descobertas da Reuters sobre o envolvimento da SpaceX no esforço. "O National Reconnaissance Office está desenvolvendo o sistema de inteligência, vigilância e reconhecimento baseado no espaço mais capaz, diversificado e resiliente que o mundo já viu", disse um porta-voz. Todas as fontes pediram para permanecer anônimas porque não estavam autorizadas a discutir o programa do governo dos EUA. LEIA TAMBÉM: TikTok sob pressão: quem é o dono do app e por que a rede desperta desconfiança de políticos nos EUA 'As gerações futuras nunca vão entender': trend relembra relações inusitadas entre imagens; faça quiz do g1 e teste seus conhecimentos Câmara dos EUA aprova projeto de lei que pode banir TikTok no país

domingo, 17 de março de 2024

Espaço de beleza calcula prejuízo de pelo menos R$ 10 mil após ataque hacker nas redes sociais; veja como se proteger

Especialista diz que um dos primeiros erros do empreendedor é associar e-mails e dados pessoais com os negócios da empresa. Espaço de beleza calcula prejuízo de R$ 10 mil após ataque hacker; veja como se proteger Tabata Maffini trabalha na área da beleza há mais de 10 anos e, desde 2017, tem o seu próprio espaço em São Paulo (SP). No entanto, mesmo sendo uma empresa pequena, o crescimento nas redes sociais chamou a atenção de criminosos que dão golpes cibernéticos. O ataque foi em 2021. Tabata demorou cerca de oito horas para conseguir recuperar o acesso. Os hackers não aplicaram golpe diretamente nos clientes, mas causaram prejuízo para a empresa, que deixou de vender. “Como a gente ficou algumas horas fora do ar, gerou transtorno para o agendamento de clientes. Então, eu estipulo mais ou menos uns R$ 10 mil, R$ 15 mil que a gente tenha perdido nesse tempo, em agendamentos.” O Brasil é o segundo maior alvo de hackers no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo a empresa multinacional de cibersegurança Trend Micro. Quando se trata de ataques cibernéticos, as pequenas empresas são mais vulneráveis. Por menores que sejam os valores dos golpes, eles podem gerar um ganho em massa para os criminosos, por causa da fragilidade dos sistemas de segurança. Veja dicas para se proteger: O professor de cibersegurança da USP, Luis Mateus da Silva Matos, diz que um dos primeiros erros do empreendedor é associar e-mails e dados pessoais com os negócios da empresa. Foi o caso da Tabata. A equipe da empresa também precisa ser instruída a não clicar em links suspeitos tanto em postagens de redes sociais como em e-mails, alerta o especialista. Além disso, é preciso ter cautela com os remetentes de cobranças e boletos. Segundo o professor, eles podem ser falsificados e se transformar em porta de entrada para os golpes. Depois das invasões, a Tabata adotou a autenticação em dois fatores, que usa uma segunda verificação da identidade do usuário no momento do login. Assim, mesmo que o criminoso saiba a senha, ele será barrado. Tabata Maffini Academy Endereço: Rua Martinico Prado, 167 - Vila Buarque, São Paulo /SP – CEP: 01224-010 Telefone: (11) 98398-8927 E-mail: thayse@brotocomunicacao.com.br Instagram: https://www.instagram.com/tabatamaffiniacademy/ FIAP Endereço: Av. Lins de Vasconcelos, 1222, CEP: 01538-001 Telefone: (11) 3385-8010 Site: fiap.com.br Instagram: https://instagram.com/fiapoficial/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/school/fiap/

sábado, 16 de março de 2024

TikTok sob pressão: quem é o dono do app e por que a rede desperta desconfiança de políticos nos EUA


Proposta de banir a rede social do país avança sob o temor de espionagem de dados pela China. Empresa diz que intenção de parlamentares é beneficiar a concorrência. Câmara dos EUA aprova lei que pode banir TikTok do país O TikTok está na mira dos políticos dos Estados Unidos, onde avança um projeto de lei que pode banir a rede social no país. Há alguns anos o aplicativo que tem ao menos 1 bilhão de usuários no mundo, sendo 170 milhões nos EUA, se vê sob pressão no mercado americano. O cerco apertou na última quarta-feira (13), quando foi aprovada na Câmara a proposta que exige que a chinesa ByteDance, dona do TikTok, consiga um novo proprietário para o aplicativo nos EUA ou deixe de atuar no país. O texto seguiu para análise no Senado. O que dizem os EUA - O projeto de lei se baseia no temor de que dados de usuários do TikTok nos EUA possam ser espionados pelo governo da China, uma desconfiança lançada ainda durante o governo de Donald Trump e que acabou se espalhando por outros países. A suposta parcialidade do TikTok no conteúdo exibido também é questionada por alguns políticos. O atual presidente, Joe Biden, já afirmou ser a favor do projeto de lei. Na última semana, no entanto, ele passou a ter um perfil verificado no TikTok de sua campanha à reeleição. O que dizem a China e a ByteDance - O governo chinês se queixa de que os EUA nunca forneceram evidências de que o TikTok ameace a segurança nacional. A ByteDance diz que não armazena dados de usuários na China e entende que o projeto de lei, na verdade, visa beneficiar suas concorrentes. Executivos do Facebook/Instagram e do Google, dono do YouTube, já expressaram preocupação com o crescimento meteórico do TikTok nos últimos anos. Enquanto as principais "big techs" americanas têm seus passos acompanhados de perto por investidores, já que possuem ações na bolsa de valores, existem poucas informações oficiais sobre o faturamento e outros números do aplicativo de vídeos chinês. Esta reportagem vai abordar: Quanto vale o TikTok? Quem são os donos do TikTok? Quem é o "chefão" do TikTok? Qual a desconfiança sobre o TikTok? Onde ficam os dados de usuários do TikTok? Onde o TikTok foi banido/restrito? Quanto vale o TikTok? A ByteDance não tem ações na bolsa de valores e, portanto, não é obrigada a publicar balanços financeiros. Mas fontes disseram ao jornal "Financial Times", na última sexta-feira (15), que a rede social faturou US$ 120 bilhões (R$ 600 bilhões) em 2023, sendo US$ 16 bilhões (R$ 80 bilhões) apenas nos EUA. O jornal afirma que o dinheiro vem principalmente de plataformas populares na China, como o Douyin, versão do TikTok voltada para o mercado asiático. Como comparação, a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, teve US$ 135 bilhões (R$ 674 bilhões) de faturamento no ano. Ainda segundo o "Financial Times", o TikTok ainda não registrou lucro por conta dos investimentos em sua expansão global, mas o grupo que controla a plataforma teria tido um ganho de US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões) em 2023. Quem são os donos do TikTok? O TikTok é controlado pela ByteDance, empresa chinesa fundada por um grupo liderado por Zhang Yiming, presidente do conselho da companhia até 2021, e Liang Rubo, que ocupa o cargo atualmente. A ByteDance, por sua vez, afirma que é repartida entre três grupos de proprietários: investidores (60%), fundadores (20%) e funcionários (20%). A empresa diz que "não pertence nem é controlada por nenhuma entidade governamental ou estatal". Zhang Yiming, cofundador da ByteDance, em Palo Alto, na Califórnia, EUA, em março de 2020 REUTERS/Shannon Stapleton Quem é o chefão do TikTok? O TikTok é comandado desde 2021 por Shou Zi Chew, um ex-banqueiro de 41 anos que, antes de assumir a rede social, também trabalhou como diretor financeiro da fabricante de celulares Xiaomi. O executivo nasceu em Singapura e, devido à desconfiança sobre uma ligação da rede social com a China, foi questionado algumas vezes sobre a sua nacionalidade em depoimento ao Congresso dos EUA, em fevereiro último. Chew teve que negar algumas vezes que não tem nem nunca solicitou cidadania chinesa e que não possui relação com o Partido Comunista Chinês, que governa a China. CEO do TikTok é questionado sobre sua nacionalidade no Senado dos EUA Em outra audiência, em março de 2023, ele afirmou que a empresa não trabalha com o governo chinês nem nunca recebeu pedidos para compartilhar informações de usuários com autoridades chinesas. "A ByteDance não pertence ao governo chinês nem é controlada por ele", disse Chew. Saiba mais sobre o CEO do TikTok Shou Zi Chew, presidente-executivo do TikTok, em audiência no Congresso dos EUA em março de 2023 Evelyn Hockstein/Reuters Qual a desconfiança sobre o TikTok? As acusações contra o TikTok ganharam força durante o governo do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que apontava que a China poderia se aproveitar do poder da empresa para conseguir informações sobre usuários americanos. Em 2020, Trump ordenou o banimento do TikTok e do WeChat, uma espécie de "WhatsApp chinês", a menos que eles conseguissem novos donos para operarem nos EUA. A medida acabou derrubada na Justiça horas antes do prazo definido para o bloqueio do serviço no país. No mesmo ano, a campanha do então candidato à presidência Joe Biden chegou a pedir que seus funcionários deletassem o aplicativo, por segurança. Em 2021, ao assumir a Casa Branca, Biden ordenou uma investigação sobre os supostos riscos de apps ligados a governos de adversários estrangeiros. No ano passado, o Ministério das Relações Exteriores da China se queixou de que os EUA ainda não tinham fornecido evidências de que o TikTok ameaçava a segurança nacional. Rival de Biden nas eleições deste ano, Trump agora diz que ainda considera a plataforma uma ameaça, mas que os "jovens podem ir à loucura" com o banimento. Algoritmo em xeque - Assim como aconteceu com o Twitter (agora X), criticado por permitir a livre circulação de posts que incentivavam a violenta invasão do Capitólio dos EUA, em janeiro de 2021, o "feed" do TikTok também é alvo de questionamentos. Em 2019, o jornal britânico "The Guardian" apontou que a empresa orientava funcionários a barrarem a circulação de vídeos que desagradassem o governo chinês. Em novembro de 2023, a suspeita se virou ao conteúdo relacionado à guerra entre Israel e o Hamas: vídeos com hashtags pró-Palestina tinham muito mais visualizações que vídeos pró-Israel. O TikTok negou priorizar qualquer lado no conflito, mas isso não impediu políticos americanos de apontarem que o serviço é usado para promover interesses chineses. Depois da repercussão, a rede social deixou de exibir um contador de visualizações de hashtags. Um porta-voz disse ao "Washington Post" que a decisão foi tomada para a plataforma ficar em linha com padrões de outras redes. Biden e Trump Jornal Nacional/Reprodução Onde ficam os dados de usuários do TikTok? O TikTok diz que não armazena dados de usuários na China. Segundo a plataforma, as informações ficam em servidores nos Estados Unidos, em Singapura e na Malásia. A rede social afirma ainda que o conteúdo é protegidas por "fortes controles de segurança físicos e lógicos, incluindo pontos de entrada fechados, firewalls e tecnologias de detecção de intrusões". Em 2022, após questionamentos do governo Trump, o TikTok passou a armazenar dados de usuários nos EUA junto à empresa americana Oracle. A empresa criou uma subsidiária chamada U.S. Data Security (USDS) para evitar sua venda para uma companhia dos EUA. O TikTok diz ainda que os dados só podem ser acessados por um grupo restrito de funcionários, que ficam sujeitos a controles de segurança quando precisam visualizar esse tipo de informação. Onde o TikTok foi banido/restrito? A decisão mais próxima de um banimento geral do TikTok foi tomada pelo estado americano de Montana, que anunciou uma regra para proibir o aplicativo que valeria a partir deste ano. Mas a rede social conseguiu derrubar a medida em uma decisão provisória da Justiça. Ainda sob alegação de risco à segurança nacional, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Bélgica, Nova Zelândia e Índia, além da União Europeia, chegaram a vetar o TikTok em celulares oficiais, usados por funcionários de governo. Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas

'As gerações futuras nunca vão entender': trend relembra relações inusitadas entre imagens; faça quiz do g1 e teste seus conhecimentos

Qual relação entre Rock in Rio e Christiane Torloni? Por que Dragon Ball está ligado ao atentado terrorista de 11 de setembro? Faça quiz e descubra. A trend “As gerações futuras nunca vão entender a relação entre esses dois personagens” tomou conta das redes sociais. Em resumo, a brincadeira envolve mostrar duas fotos que estão relacionadas, mas só quem lembra do episódio envolvendo as duas imagens em questão vai entender. O g1 resolveu participar da brincadeira e preparou um quiz com alguns casos que fizeram sucesso nos últimos anos – alguns deles inclusive foram noticiados no portal. 🤔 Qual a relação entre o festival Rock in Rio e a atriz Christiane Torloni? Por que o desenho Dragon Ball está ligado ao atentado terrorista de 11 de setembro? E o personagem Pinóquio e uma célebre imagem de uma mulher grávida? Será que você consegue acertar a relação entre os elementos? Faça o quiz e descubra. Qual a relação entre as imagens?

sexta-feira, 15 de março de 2024

Dona do Facebook consegue decisão temporária que permite uso da marca Meta no Brasil


Justiça de São Paulo concedeu liminar que reverteu determinação que proibia a empresa de usar a marca no país. Medida anterior foi tomada a pedido da empresa brasileira Meta Serviços em Informática. Fachada da Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, em foto de 7 de março de 2023 Jeff Chiu/AP A Meta, controladora de Instagram, Facebook e WhatsApp, conseguiu uma liminar que suspende temporariamente a decisão que a obrigava a deixar de usar a marca no Brasil. O desembargador Heraldo de Oliveira Silva reverteu a determinação feita no início de março pela Justiça de São Paulo, em favor da empresa brasileira Meta Serviços em Informática. A decisão atendeu a alegação da Meta americana de que a proibição "pode repercutir diretamente na disponibilização dos seus serviços de redes sociais no país". Entenda o caso A Meta brasileira acionou a Justiça por entender que está sendo prejudicada desde que a empresa de Mark Zuckerberg trocou de nome, em outubro de 2021. Na ação, a Meta Serviços em Informática disse que tinha mais de 100 processos judiciais em que consta como ré de forma indevida, porque eles deveriam ser destinados à empresa americana. Em sua decisão anterior, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu 30 dias para que a Meta Platforms deixasse de usar a marca no país e definiu multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A Meta Serviços em Informática diz que foi fundada em 1990 e que pediu registro da marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) em 1996, sendo concedido em 2008. A controladora de Instagram, Facebook e WhatsApp passou a se chamar Meta Platforms em 28 de outubro de 2021, em meio a uma mudança na empresa para apostar no chamado metaverso. LEIA TAMBÉM: Câmera do celular pode ser invadida com aplicativo espião; veja como se proteger O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade Vestido que muda de cor: roupa digital altera o visual com um toque Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

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