sábado, 22 de junho de 2024

Nova funcionalidade do Instagram mostra publicamente quem comentou nos Stories


Recurso chamado "Hype" está disponível para alguns usuários. Dono do Story pode decidir se deixa o comentário público ou se o apaga. Meta afirma que medida foi criada para dar mais engajamento aos posts. Instagram começa a disponibilizar recurso que permite postar publicamente em Stories de usuários Reprodução Uma nova funcionalidade do Instagram permite que usuários comentem publicamente nos Stories de seguidores. Chamada de "Hype", o usuário tem a opção de publicar um comentário aberto em um Story e qualquer seguidor pode ver qual foi a reação postada. A imagem de perfil de quem fez o comentário aberto é mostrada na parte inferior do Story. Ao tocar, é possível ver quem é a pessoa e o que foi publicado. O recurso é similar aos comentários em fotos publicadas na rede social, que ficam abertas ao público. Os usuários que já possuem o recurso recebem um aviso ao publicar um Story, indicando que os comentários poderão ser publicados na postagem: "Adicione comentários aos stories dos seus amigos. Os comentários ficam visíveis para qualquer pessoas que visualizar o story" (veja abaixo). Mensagem que indica que o 'Hype' está ativo aparece para os usuários, avisando que um comentário no Story ficará público Reprodução O dono do perfil é quem pode escolher se ativa o recurso e também se apaga as mensagens deixadas publicamente nos Stories. Também é possível bloquear usuários e ajustar as configurações para que apenas seguidores possam deixar uma reação. Além de ver os comentários públicos, qualquer pessoa pode, também, interagir com eles. Há uma diferença ao se enviar uma mensagem pública e uma privada nesta novidade. Ao publicar no "Hype" abertamente no Instagram, a mensagem que aparece é "escrever comentário", que é mostrada quando surge a opção de escrever o texto. Já ao enviar uma mensagem privada, ou DM, aparece "escrever mensagem". É importante ficar atento para não se confundir e publicar para todos os usuários do Instagram uma mensagem que seria privada. O comentário ficará disponível para todos os usuários pelo tempo que o Story ficar no ar – são 24 horas caso o dono da publicação não apagar antes. Posts podem ficar públicos nos Stories do Instagram Reprodução LEIA TAMBÉM: Brasil envia 4x mais áudios no WhatsApp do que qualquer outro país, diz Mark Zuckerberg Ligação, áudio ou texto? As regras de etiqueta para conversas por WhatsApp no ambiente de trabalho O recurso foi anunciado em 2023 e ficou em fase de testes pela Meta. Durante o anúncio, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, disse que a Meta identificou uma mudança de comportamento dos usuários da rede social em 2022, que estavam enviando mais mensagens privadas nos Stories do que fazendo postagens nas publicações dos seguidores. Com o "Hype", a ideia da companhia é criar engajamento e encorajar a criação de conteúdos originais.

Mouse que se move sozinho? Empresas tentam flagrar truques de quem finge trabalhar em home office


Colocar objeto sobre o teclado do computador e fazer falsas apresentações de PowerPoint são algumas das estratégias usadas por trabalhadores para simular que estão ativos. Funcionários adotam truques para fingir trabalho em home office Jeswin Thomas/Unsplash Quem trabalha em home office sabe que uma ida ao banheiro pode ser o suficiente para o computador entrar em modo de suspensão. E para as plataformas de comunicação da empresa mostrarem que você está "inativo", ou seja, sem trabalhar. Mas funcionários encontraram táticas para driblar esse sistema – e por mais tempo que o de uma pausa para o xixi 🫢. Os truques vão desde deixar um objeto sobre o teclado do computador a comprar aparelhos específicos que fazem o mouse ficar em movimento constante (leia mais abaixo). O objetivo é parecer ativo aos olhos dos chefes mesmo que estejam envolvidos em outras atividades não associadas ao trabalho. Nos Estados Unidos, empresas têm adotado estratégias para descobrir essas armadilhas da era do teletrabalho e tentar flagrar se os funcionários em home office estão fingindo que trabalham. O banco Wells Fargo, por exemplo, demitiu recentemente uma dezena de colaboradores por "simulação de atividades no teclado do computador". Algumas companhias também têm investido em instrumentos sofisticados e softwares de vigilância, cuja procura explodiu desde a pandemia. Estas ferramentas são instaladas nos computadores da empresa e controlam a produtividade dos funcionários, através do monitoramento de seu local de trabalho, da atividade do teclado ou mesmo por meio da geolocalização. Uma empresa de marketing com sede na Flórida teria instalado em seus computadores um programa que realiza capturas de tela a cada 10 minutos para vigiar a atividade dos trabalhadores, segundo a revista Harvard Business Review. LEIA TAMBÉM: Médica do Samu deixava garrafa d'água sobre teclado de computador para fingir que estava trabalhando Compras no horário de trabalho? Com impulso do home office, prática ganha força, vira hábito e aumenta consumo 🟢 Ativo... só que não Tutoriais no TikTok ou YouTube ensinam como aparecer artificialmente ativo por meio, por exemplo, de falsas apresentações de PowerPoint para "quando precisa de um cochilo". "Clique em 'slideshow' e tudo funcionará", garante Sho Dewan, um influenciador que se apresenta como um ex-recrutador que compartilha os segredos dos Recursos Humanos das empresas, em um vídeo no TikTok com milhões de visualizações. Outra dica frequentemente compartilhada: abra um programa de escrita e coloque um objeto para pressionar uma tecla. A página é preenchida milhares de vezes com o mesmo caractere, mas o funcionário aparece ativo. Contudo, o instrumento mais popular é o que permite mover o mouse e que pode ser comprado por 11 dólares (aproximadamente R$ 60 na cotação atual). "Apertem o botão ao se levantar da mesa e o cursor se moverá aleatoriamente pela tela, por horas se necessário", diz um usuário em uma avaliação do produto na Amazon. Entretando, o risco de ser descoberto ao utilizar esses truques é significativo. Em uma publicação na rede social Reddit, um funcionário conta que foi demitido quando seu coordenador descobriu que ele usava um simulador de movimento de mouse. Ao notarem que um software foi utilizado para simular este movimento, alguns internautas sugerem nos comentários que se recorra a um objeto físico e material que mexa o mouse de forma "indetectável". Cultura da produtividade Alguns profissionais de recursos humanos consideram que a adoção dessas técnicas, pelos funcionários e pelas empresas, gerou a multiplicação da "encenação da produtividade", o que leva o colaborador a fingir, inclusive de forma teatral, sua atividade. Em uma pesquisa citada pela Harvard Business Review, algumas empresas destacam que monitorar secretamente seus funcionários pode ser perigoso para os empregadores. "Descobrimos que os funcionários vigiados são muito mais propensos a realizar pausas sem consulta, danificar bens no escritório, roubar materiais e trabalhar de forma deliberadamente mais lenta" do que aqueles que não são sujeitos a este tipo de prática, segundo a revista. Para A.J. Mizes, diretor de uma empresa de consultoria trabalhista, o uso de simuladores de atividades demonstra a existência de uma "cultura de trabalho focada muito mais em indicadores de desempenho do que na produtividade construtiva e nas relações humanas". "Em vez de estimular a inovação e a confiança, esta abordagem de vigilância não fará mais do que levar os funcionários a encontrar novas formas de parecerem ocupados", disse o executivo, criticando uma "tendência preocupante de vigilância excessiva". VEJA MAIS: 'Short friday': sair mais cedo do trabalho às sextas já é realidade para alguns brasileiros Menos faltas e mais foco: o que diz quem passa pelo teste da semana de 4 dias no Brasil Assista: Short friday: sair mais cedo do trabalho às sextas já é realidade em algumas empresas O que diz quem passa pelo teste da semana de 4 dias no Brasil

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Anatel publica medidas para combater venda online de celulares sem certificação de uso no país


De acordo com texto publicado pela Anatel nesta sexta-feira (21), empresas que vendem celulares não homologados na internet poderão ser multadas em R$ 200 mil por dia. Pessoa mexendo no celular Reprodução/TV Gazeta A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (21), uma série de medidas para coibir a venda online de celulares sem certificação de uso no país. A Anatel decidiu publicar as regras diante do aumento expressivo da venda de aparelhos não homologados, que já são cerca de 25% dos celulares comercializados no país. No primeiro trimestre deste ano, foram vendidos 8,5 milhões de smartphones legais. E 2,9 milhões não homologados. De acordo com as regras publicadas pela Anatel nesta sexta, as empresas que vendem celulares em sites ou aplicativos de e-commerce devem: incluir o número do código de homologação do aparelho celular no anúncio de venda verificar se o código corresponde ao da base de dados da Anatel impedir a venda e retirar o cadastro de celulares que não sigam essas regras A Anatel informou ter um sistema para fiscalizar os anúncios dos aparelhos irregulares. Segundo a agência, a empresa de venda online que não seguir as novas determinações no prazo de 15 dias será multada em R$ 200 mil por dia. Se o descumprimento persistir, o valor da multa pode chegar a R$ 6 milhões e pode haver o bloqueio da plataforma de venda. Objetivo é proteger redes e usuários O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, disse que o objetivo das medidas publicadas pela Anatel é proteger as redes de telecomunicação e os usuários. "Tem diversos objetivos. Um é o de proteger o próprio funcionamento das redes para evitar interferências, pra evitar riscos de segurança cibernética, porque no processo de certificação também são verificadas questões de segurança cibernética", afirmou. "Há uns anos, vocês vão lembrar que tinha um problema de bateria que explodia, carregador na tomada que dá choque. Então, para proteger o cidadão, para proteger o usuário e a usuária, existe também esses processos de certificação", completou Baigorri. Origem chinesa Cerca de 25% dos smartphones vendidos no Brasil não têm homologação da Anatel A maioria dos aparelhos não certificados pela Anatel tem origem chinesa e entra no país de forma ilegal, sem o devido recolhimento de impostos. Os preços dos produtos chegam a ser 30% mais baratos do que os de empresas que seguem todas as regras. Como não passam por testes de segurança, esses celulares oferecem perigos, como: superaquecimento e explosão de bateria devido ao uso de material de baixa qualidade níveis inseguros de radiação de ondas eletromagnéticas possibilidade de instalação de softwares maliciosos com acesso indevido a dado pessoais dos usuários Além disso, esses aparelhos não oferecem garantia por não terem representante da marca no Brasil. Já os celulares homologados pela Anatel têm um código de 12 dígitos. Esse selo de certificação garante que o celular está de acordo com as regras e normas de segurança e qualidade da agência.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Como limitar quem pode te adicionar em grupos no WhatsApp? E como bloquear um número?


Usuários têm reclamado por serem incluídos em grupos e receberem mensagens de desconhecidos que tentam promover o chamado 'jogo do tigrinho'. Aplicativo permite restringir essas ações e denunciar contas suspeitas. Contatos suspeitos têm incluído usuários em grupos do 'jogo do tigrinho' no WhatsApp; veja como se proteger Reprodução/WhatsApp Além das inúmeras contas criadas no Instagram, o "jogo do tigrinho" também está sendo promovido no WhatsApp. Usuários reclamam que estão sendo incluídos em grupos e recebendo mensagens de desconhecidos que divulgam o "Fortune Tiger", nome oficial do jogo. A Meta, dona do WhatsApp, recomenda que usuários que configurem o aplicativo para limitar em quais grupos podem ser adicionados. Outra saída é bloquear e denunciar contatos suspeitos. Veja abaixo como fazer. Como limitar quem pode te adicionar em grupos O WhatsApp já tem uma função que permite limitar quem pode te adicionar em grupos. Usando essa opção, esses contatos indesejados ficam impossibilitados de te colocar em grupos de divulgação do jogo do tigrinho. 🤖 Veja abaixo como configurar no Android: Abra o WhatsApp e toque nos três pontinhos no topo do aplicativo (⋮); Em seguida, vá em "Configurações" e "Privacidade"; Desça a tela e toque em "Grupos". Na caixa "Quem pode me adicionar aos grupos", defina "Meus contatos" ou "Meus contatos, exceto..."; 🍎 Veja abaixo como configurar no iPhone (iOS): Abra o WhatsApp e toque em "Configurações"; Em seguida, toque em "Privacidade"; Vá em "Grupos" e na caixa "Quem pode me adicionar aos grupos", selecione "Meus contatos" ou "Meus contatos, exceto..."; Como bloquear contatos desconhecidos (spam) O WhatsApp não tem um recurso de bloquear por antecipação os números desconhecidos. Assim, a melhor saída é denunciar o número desconhecido para a plataforma. Veja abaixo como fazer: Na tela da conversa, clique nos três pontinhos (⋮); Clique "Mais" e, em seguida em "Denunciar"; Escolha se você quer bloquear o contato e apagar a conversa – esta opção fica ativada por padrão, por isso, considere tirar prints das mensagens antes de confirmar o bloqueio; Selecione "Denunciar"; Informe por que o número está sendo bloqueado, como "conteúdo indesejado" – se você não optar por bloquear o contato, esta tela não será exibida. ASSISTA TAMBÉM: Cozinheira faz alerta sobre vício em cassinos online Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes

Brasileiros reclamam de serem colocados sem querer em grupos do 'jogo do tigrinho' no WhatsApp; veja como se proteger


Números estrangeiros desconhecidos também têm adicionado pessoas em comunidades do app para promover caça-níqueis on-line. Meta, dona do WhatsApp, recomenda restringir quem pode te adicionar a grupos. Comunidades no WhatsApp que promovem o jogo do tigrinho Reprodução/WhatsApp d Não é só no Instagram que a promoção do "jogo do tigrinho" tem incomodado usuários. As queixas também citam o WhatsApp: "Toda hora sou incluída em grupo de WhatsApp divulgando o tigrinho"; "Quantas contas de tigrinho terei que bloquear até pararem de me colocar em grupos no WhatsApp?". As pessoas reclamam que têm sido adicionadas sem querer a grupos e comunidades do WhatsApp (que podem ter até 5.000 integrantes) voltados a promover o "Fortune Tiger", o nome oficial do jogo. Os grupos que promovem o jogo caça-níquel geralmente seguem um padrão: usam números estrangeiros, com nomes que envolvem código e foto de perfil com o desenho de um tigre. A Meta, dona do WhatsApp, disse ao g1 que "trabalha ativamente" para impedir o envio de conteúdo indesejado, mas que, assim como acontece com SMS e ligações, "outros usuários do WhatsApp ou empresas que têm seu número de telefone podem entrar em contato com você". A empresa também recomenda configurar a conta para restringir quem pode te adicionar a grupos (veja abaixo como fazer isso). Contatos suspeitos têm incluído usuários em grupos do 'jogo do tigrinho' no WhatsApp; veja como se proteger Reprodução/WhatsApp "Já fui adicionada em uns três grupos de WhatsApp. Em geral, criam grupo, me adicionam e, depois, vira uma comunidade do WhatsApp. Todos do Fortune Tiger e com números estrangeiros", conta a jornalista Paula Silva, de 30 anos. "Venho sendo adicionado em muitos grupos. Num primeiro momento, comecei a sair imediatamente. Hoje, o negócio se tornou tão constante que eu já nem tenho dado tanta atenção e demoro mais de um dia para conferir e efetivamente sair", diz o analista de marketing Evandro Lira, de 29 anos. Nas redes sociais, também há relatos de abordagens feitas por SMS e até por ligações. No Instagram, também da Meta, são inúmeras reclamações de pessoas que foram seguidas ou marcadas em fotos por contas suspeitas. As contas identificadas pelo g1 no Instagram afirmam que oferecem bônus em dinheiro e que milhares de pessoas já ganharam com o jogo, mas têm perfis privados ou sem nenhuma publicação. Elas também divulgam nomes de usuário de outros perfis que promovem o jogo. Defina quem pode te colocar em grupos de WhatsApp O WhatsApp já tem uma função que permite limitar quem pode te adicionar em grupos. Usando essa opção, esses contatos indesejados ficam impossibilitados de te colocar em grupos de divulgação do jogo do tigrinho. 🤖 Veja abaixo como configurar no Android: Abra o WhatsApp e toque nos três pontinhos no topo do aplicativo (⋮); Em seguida, vá em "Configurações" e "Privacidade"; Desça a tela e toque em "Grupos". Na caixa "Quem pode me adicionar aos grupos", defina "Meus contatos" ou "Meus contatos, exceto..."; 🍎 Veja abaixo como configurar no iPhone (iOS): Abra o WhatsApp e toque em "Configurações"; Em seguida, toque em "Privacidade"; Vá em "Grupos" e na caixa "Quem pode me adicionar aos grupos", selecione "Meus contatos" ou "Meus contatos, exceto..."; Como bloquear contatos desconhecidos (spam) O WhatsApp não tem um recurso de bloquear por antecipação os números desconhecidos. Assim, a melhor saída é denunciar o número desconhecido para a plataforma. Veja abaixo como fazer: Na tela da conversa, clique nos três pontinhos (⋮); Clique "Mais" e, em seguida em "Denunciar"; Escolha se você quer bloquear o contato e apagar a conversa – esta opção fica ativada por padrão, por isso, considere tirar prints das mensagens antes de confirmar o bloqueio; Selecione "Denunciar"; Informe por que o número está sendo bloqueado, como "conteúdo indesejado" – se você não optar por bloquear o contato, esta tela não será exibida. ASSISTA TAMBÉM: Cozinheira faz alerta sobre vício em cassinos online Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes

Apple vai oferecer curso gratuito de inteligência artificial no Brasil; veja como participar


Iniciativa faz parte do programa Apple Developer Academy e os alunos aprovados vão aprender como criar e treinar modelos de inteligência artificial do zero, frameworks de IA, entre outros tópicos. Apple vai oferecer curso gratuito de inteligência artificial no Brasil; veja como participar Divulgação/Apple A Apple anunciou nesta terça-feira (18) que vai oferecer um curso gratuito de conceitos básicos de inteligência artificial (IA) em seis países, incluindo o Brasil. As aulas são apenas presenciais e começam no segundo semestre deste ano. A empresa ainda não informou as datas e o número de vagas também não foi divulgado. A bolsa faz parte do Apple Developer Academy, programa da big tech que oferece cursos e treinamentos sem custo de desenvolvimento, design e empreendedorismo. Além da Apple, Google, Microsoft e IBM são outras empresas de tecnologia que oferecem certificações gratuitas de IA (veja ao final da reportagem). O Apple Developer Academy foi criado em 2013 e, naquele ano, a Apple escolheu o Brasil para a estreia. Segundo a empresa, durante esses 10 anos, mais de 3 mil brasileiros entraram no mercado de trabalho atuando em várias áreas da tecnologia. Os alunos aprovados no curso de IA vão aprender sobre conceitos básicos das tecnologias e frameworks de IA, Core ML e como criar/treinar modelos de inteligência artificial do zero. Eles também poderão estudar programação, além de design, marketing e habilidades profissionais. "Os estudantes vão aprender com o currículo guiado e tarefas de projetos que incluem a ajuda de mentores e mais de 12 mil ex-alunos da Academy no mundo todo", explica a big tech. "Com as novas tecnologias e APIs da Apple apresentadas na WWDC 2024, os estudantes também terão um acesso ainda maior às ferramentas que permitem criar projetos e apps excepcionais", completou. Inscrição As aulas serão ministradas em instituições de ensino parceiras da Apple no Brasil (veja a lista abaixo). Cada uma delas tem um site dedicado ao programa em que os interessados podem acompanhar a abertura das inscrições. Instituto Eldorado (Campinas/SP) Mackenzie (São Paulo) PUC-RS (Porto Alegre) PUC-PR (Curitiba) Senac (São Paulo) Universidade Católica de Brasília (UCB) (Brasília) PUC-RJ (Rio de Janeiro) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) (Fortaleza) Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (Recife) Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) (Manaus) A Apple afirma que ex-alunos do Apple Developer Academy também podem participar do processo seletivo. Além do Brasil, o curso estará disponível na Indonésia, Itália, Arábia Saudita, Coreia do Sul e EUA. Outros cursos de IA gratuitos IBM SkillsBuild: plataforma on-line com curso gratuito para quem desejar aprender o básico de inteligência artificial. Aborda fundamentos da IA, criação de chatbots e tecnologia para robôs cognitivos, entre outros temas. Introdução aos Modelos de Linguagem (LLM) do Google: curso gratuito e em português com apresentação de LLMs e como e onde eles podem ser aplicados. "O curso também aborda as ferramentas do Google que ajudam no desenvolvimento dos apps de IA generativa", explica a empresa. Fundamentos de carreira em IA generativa (Microsoft e LinkedIn): neste curso gratuito, os conteúdos abordam o que é inteligência artificial e IA generativa, ética na era da IA generativa e como aproveitar o Microsoft Copilot no dia a dia. I2A2 - Institut d'Intelligence Artificielle Appliquée: instituto que oferece vários cursos gratuitos de inteligência artificial, com possibilidade de intercâmbio para o Canadá. LEIA TAMBÉM: 'Ganho mais de R$ 20 mil por mês': como é trabalhar na área da inteligência artificial ASSISTA TAMBÉM: Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg

terça-feira, 18 de junho de 2024

Dos games à IA: como a Nvidia se tornou a empresa mais valiosa do mundo, superando 'big techs'


Desenvolvedora de chips de inteligência artificial fez fama primeiro nos jogos e virou a número 1 entre empresas listadas na bolsa de valores na última terça (28). Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 Ann Wang/Reuters A alta demanda por chips usados em inteligência artificial fez da Nvidia, que domina o segmento, a empresa mais valiosa do mundo na última terça-feira (18), entre as listadas em bolsa de valores. A companhia americana foi avaliada em US$ 3,33 trilhões (o equivalente a R$ 18 trilhões), superando a Microsoft e a Apple. Com isso, o cofundador e presidente-executivo da empresa, o taiwanês Jensen Huang, passou a ser o 11º mais rico do mundo, segundo a Forbes, com uma fortuna de US$ 118,7 bilhões. Entenda nesta reportagem: O que faz a Nvidia? Por que a Nvidia está crescendo? Quem comanda a Nvidia? O que vem por aí? O que faz a Nvidia? A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial, como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify. A companhia controla cerca de 80% do mercado de chips de inteligência artificial de ponta, segundo a Reuters. Seus principais produtos neste setor são as unidades de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês) H100 e A100. E a fabricação de chips vai além da inteligência artificial: a Nvidia produz versões para computadores pessoais desses componentes, importantes especialmente para o funcionamento de games. Foi nesse setor, inclusive, que a empresa ficou mundialmente conhecida. Principal produto da Nvidia, o H100, é de longe o microchip mais demandado do setor e custa dezenas de milhares de dólares por unidade. Segundo a empresa especializada TrendForce, o ChatGPT requer cerca de 30 mil GPUs para funcionar. "Os GPUs são mais difíceis de encontrar do que drogas", ironizou no ano passado Elon Musk, fundador da Tesla, em um evento organizado pelo "Wall Street Journal". A Nvidia concebe seus processadores, mas não os fabrica em um local próprio, assim como fazem a AMD ou a Apple. A maior parte de seus produtos é fabricada pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, ou TSMC, referência mundial nesse setor. 🎮🎮🎮 Antes de dominar os chips de inteligência artificial, a empresa era completamente dedicada às placas de vídeo, que servem para melhorar a qualidade dos gráficos em jogos e vídeos. A Nvidia lançou sua primeira GPU em 1999, com o boom da internet, e desenvolveu produtos para "data centers", infraestruturas deslocalizadas que permitem a uma empresa obter uma potência de processamento de dados reservada até então a pesquisadores ou grandes empresas tecnológicas. As duas principais concorrentes da Nvidia no mercado de placas gráficas são duas empresas americanas: AMD (Advanced Micro Devices) e Intel. Mas, segundo a consultora Jon Peddie Research, a Nvidia produziu 88% das GPUs autônomas entregues no mundo no primeiro trimestre de 2024. Como escolher uma placa de vídeo para jogar Por que a Nvidia está crescendo? Os resultados da Nvidia são explicados principalmente pelos altos investimentos de outras companhias em sistemas de inteligência artificial. "A Nvidia é uma das poucas que vende chips usados no treinamento de modelos de inteligência artificial como Llama 2 [da Meta] e GPT-4 [da OpenAI]", disse ao g1 Matheus Popst, sócio da gestora de investimentos Arbor Capital, em fevereiro passado. "Agora, o mercado está tentando entender o quão grande será o mundo de IA". A construção desses sistemas depende de milhares de chips como o H100. A Meta, por exemplo, pretende chegar a 350 mil unidades do componente até o fim de 2024, segundo a Reuters. O preço de cada H100 não é revelado pela empresa, mas gira entre US$ 16 mil e US$ 100 mil, ainda de acordo com a agência de notícias. 💰No 1º trimestre de 2024, a Nvidia reportou alta de 628% no lucro líquido, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 14,9 bilhões (R$ 76,7 bilhões). Quem comanda a Nvidia? O imigrante taiwanês Jen-Hsun Huang, que hoje é conhecido pelo nome Jensen Huang, fundou a Nvidia em 1993, junto com dois sócios. Atualmente, Huang é dono de cerca de 3% da companhia, que se entrou para a bolsa de valores em 1999. O imigrante ex-lavador de pratos que fundou a Nvidia Segundo a BBC, o nome da empresa mistura NV, para "nova/próxima visão" (a visão do que está por vir); VID, uma referência a vídeo — uma relação com as placas gráficas para computadores que foram o negócio que deu fama à empresa— e palavra "invidia", que é usada em latim para se referir à inveja. Jensen Huang, CEO da Nvidia Eric Risberg/AP Segundo a agência France Press, Huang é um empresário atípico, de modos diretos e aparência descontraída. Assim como a vestimenta preta usada por Steve Jobs, cofundador da Apple, as roupas de couro que Huang frequentemente usa durante suas apresentações tornaram-se uma marca registrada. Huang é partidário da "tolerância ao risco" e propenso a que uma empresa "seja suficientemente flexível para mudar de trajetória rapidamente". Pouco depois do nascimento da Nvidia, o grupo desistiu de um contrato com os fabricantes dos famosos consoles Sega, para se reorientar a um novo processador capaz de competir no mercado de computadores pessoais (PCs). Nessa mudança, a empresa quase faliu, segundo a AFP. O que vem por aí? A Nvidia pode enfrentar um cenário menos favorável nos próximos meses: além de AMD e Intel, duas fabricantes tradicionais de chips, a empresa terá que lidar com o surgimento de componentes produzidos por seus clientes. Microsoft, Google, Amazon e Meta são algumas das que já anunciaram planos de fabricar seus chips de inteligência artificial e se tornarem menos dependentes de terceiros. A plataforma de chips de inteligência artificial (IA) de próxima geração da Nvidia se chama Rubin e será lançada em 2026, anunciou o presidente-executivo, Jensen Huang, no último dia 2. Huang disse que a empresa agora planeja lançar uma nova família de chips de IA todos os anos, acelerando seu cronograma de lançamentos anterior de aproximadamente a cada dois anos. A companhia planeja entrar em um novo setor, o de componentes sob medida para empresas de computação em nuvem. Segundo a Reuters, a ideia é criar uma alternativa de receita para contornar a redução dos gastos com chips de uso geral, como o H100. Algumas empresas têm deixado esses componentes e apostado em chips personalizados conforme suas necessidades porque, entre outros fatores, a mudança ajuda a reduzir o consumo de energia e, consequentemente, os custos de operação. O setor de chips personalizados para data centers deve crescer em 2024 e ser avaliado em US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões), segundo a Reuters. A alta deve continuar em 2025 e poderá contribuir para novos resultados expressivos da Nvidia. LEIA TAMBÉM: 'Modo ladrão' no Android, IA no Gmail e mais: as novidades do Google para o Brasil iPhone terá ChatGPT integrado, nova Siri e mais recursos de IA Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...