sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Meta AI: o que é e como usar a nova inteligência artificial do WhatsApp, que viralizou por conta de erros


Tecnologia funciona como um ChatGPT da Meta capaz de textos e imagens, mas pode errar com cálculos matemáticos básicos e imagens. A empresa admite que a ferramenta pode não ser perfeita e diz que está comprometida em aprimorá-la. Meta AI no WhatsApp: o que é a nova ferramenta de inteligência artificial e como utilizar Seu WhatsApp atualizou e passou a mostrar um círculo azul e rosa na busca? Esta é a Meta AI, nova inteligência artificial do aplicativo de mensagens, que começou a ser liberada há algumas semanas e que foi criticada após cometer vários erros. ➡️ O Meta AI é um assistente de IA gratuito e integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook. A novidade funciona como um ChatGPT nos serviços da Meta e, a partir de descrições simples, promete criar textos, planejar atividades e criar imagens, por exemplo. Mas a ferramenta nem sempre entrega o resultado esperado e pode falhar para fazer alguns cálculos matemáticos e gerar imagens. Ao pedir a foto do "Homem-Aranha plantando bananeira", o recurso é literal e mostra o super-herói com a planta, e não de cabeça para baixo. A Meta disse ao g1 que, ao lançar seu recurso de inteligência artificial, informou que ele poderia não ser perfeito. "Assim como em outros sistemas de IA generativa, os modelos podem oferecer respostas imprecisas ou inapropriadas, como indicamos dentro dos aplicativos. Estamos comprometidos em aprimorar essas funcionalidades à medida que elas evoluam e recebemos feedbacks de nossos usuários", afirmou a empresa, em nota. Homem-Aranha plantando bananeira e Calma, Calabreso entre os erros de IA Reprodução A empresa afirma que usa dados públicos de usuários no Instagram e no Facebook, como fotos e publicações, para treinar e melhorar a sua inteligência artificial. É possível impedir a empresa de usar as informações (saiba mais abaixo). Estas são algumas das tarefas que o Meta AI promete fazer: 🧠 responder a perguntas e fornecer informações de assuntos variados; 🎨 criar conteúdos, como texto, imagens e poemas; 🔢 fazer cálculos simples, como adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e raiz quadrada. Ela também pode ajudar com cálculos mais complexos; ⌨️ conversar e "manter conversas naturais" com o usuário; 🗣️ fazer tradução de texto. Como usar a IA do WhatsApp? Abra o WhatsApp e vá em "Pergunte à Meta AI ou pesquise", no topo do app; Nesse campo, digite uma pergunta ou toque no ícone de avião para abrir um chat e interagir com a IA; Você também pode tocar em uma das sugestões disponíveis, como "Hotéis para quem ama praia", "Como ganha no jogo de xadrez", "Ideias de limpeza". Elas ficam localizadas abaixo da barra de pesquisa. Meta AI, assistente com inteligência artificial integrado ao WhatsApp, ao Instagram e ao Facebook Divulgação/Meta Posso desativar o Meta AI no WhatsApp? O Meta AI fica junto das suas conversas na tela inicial do aplicativo. Você pode apagar esse chat, mas não é possível desativar a IA, como informou a Meta ao g1. "Ele tem como objetivo ser um assistente útil e está disponível na barra de pesquisa para ajudar com suas perguntas. Você não pode desativá-lo nesta experiência, mas pode pesquisar da maneira habitual para acessar uma variedade de resultados", disse a companhia. O que pode ser feito é impedir o uso dos seus dados para treinar a inteligência artificial da Meta. Para isso, é preciso preencher um formulário voltado para o WhatsApp e outro, para Instagram e Facebook. Coleta de dados para IA A Meta anunciou em setembro a atualização de sua política de privacidade para prever a coleta de dados de usuários para treinar IA. As novas regras entraram em vigor no início de outubro, e os usuários podem pedir para que suas informações não sejam usadas para este fim. A mudança foi feita depois que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aprovou uma adequação proposta pela Meta. Inicialmente, a empresa tinha mudado sua política sem informar os usuários com antecedência. A ANPD, então, determinou que os termos fossem suspensos e que a Meta apresentasse um plano para se adequar às regras brasileiras. Com a mudança, os termos da Meta agora indicam que a empresa usa informações públicas de usuários no Facebook e no Instagram para "desenvolver e melhorar modelos de IA generativa". Como impedir a coleta de seus dados Para impedir o uso de seus dados, é preciso acessar o formulário disponível neste link. Insira o e-mail da sua conta e, se desejar, explique como o processamento de dados pessoais para treinar inteligência artificial afeta você. Em seguida, confirme em "Enviar". O pedido vale todos os seus perfis de Instagram e Facebook que possam estar integrados ao e-mail pela Central de Contas. Para saber quais perfis estão vinculados, clique neste link. Com a solicitação, a Meta deixa de usar suas informações públicas do Instagram e do Facebook que estejam em seus perfis para treinar modelos de inteligência artificial generativa da empresa. Mas lembre-se: mesmo com sua oposição ou se você não usar redes sociais da Meta, a empresa ainda usa informações sobre você se elas estiverem em fotos ou publicações de outra pessoa. A empresa também usa outras informações públicas na internet e diz que não treina sua inteligência artificial com conteúdos de mensagens privadas. LEIA TAMBÉM: Quer viajar para o espaço? 'Passeio' para turistas custa a partir de R$ 1 milhão; veja valores pagos por ricaços 83% das crianças e adolescentes que usam internet no Brasil têm contas em redes sociais WhatsApp vai permitir salvar contatos pelo computador; veja como fazer DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem e recursos interativos Por que os jovens estão deixando de usar aplicativos de relacionamento? O que são os supertênis, armas para atletas profissionais e amadores 'voarem'

Celulares de Trump e de J.D. Vance foram alvo de ataque de hackers chineses, diz jornal


A equipe de campanha da chapa republicana à Casa Branca foi informada esta semana que hackers podem ter obtido acesso aos dados dos telefones, segundo o 'New York Times'. Pessoas ligadas à campanha de Kamala Harris também foram alvo, diz o 'Wall Street Journal'. Donald Trump e J.D. Vance, candidatos a presidente e vice-presidente pelo partido republicano, respectivamente, no palco na Convenção Nacional Republicana em 15 de julho de 2024. ANGELA WEISS/AFP Hackers chineses que teriam invadido o sistema da empresa de telecomunicações dos Estados Unidos Verizon tinham como alvo dados dos telefones usados ​​pelo ex-presidente Donald Trump e seu companheiro de chapa, o senador J.D. Vance, segundo o jornal americano "The New York Times". Em reportagem publicada nesta sexta-feira (25), o jornal informou que investigadores estão trabalhando para determinar que dados - se houve efetivamente uma violação - foram obtidos. As fontes falaram ao "Times" sob condição de anonimato. De acordo com autoridades, a equipe de campanha da chapa republicana à Casa Branca foi informada esta semana que o candidato presidencial e seu companheiro de chapa estavam entre várias pessoas, dentro e fora do governo, cujos números de telefone foram alvos da infiltração nos sistemas telefônicos da Verizon. Pouco depois, o jornal "Wall Street Journal", disse que pessoas afiliadas à campanha presidencial da vice-presidente Kamala Harris também podem ter sido alvos dos ataques hackers. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No entanto, ainda não está claro se os hackers conseguiram, por exemplo, obter acesso a mensagens de texto, especialmente àquelas enviadas por canais não criptografados. Um porta-voz da campanha republicana não confirmou ou negou que os telefones usados ​por Trump e Vance foram alvos, mas criticou a Casa Branca e a vice-presidente Kamala Harris, e procurou culpá-los pelo incidente em uma declaração. A equipe de campanha da candidata democrata ainda não se pronunciou. Celulares de Trump e de J.D. Vance foram alvos de ataque de hackers chineses, diz jornal O FBI e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA disseram, em declaração conjunta nesta sexta, que estão investigando o acesso "não autorizado" à infraestrutura de telecomunicações comerciais por pessoas associadas à China. A Verizon disse estar ciente de uma tentativa sofisticada de supostamente atingir empresas de telecomunicações dos EUA e coletar informações e que está trabalhando com as autoridades policiais. Um porta-voz da Embaixada Chinesa em Washington negou ao "Wall Street Journal" que o governo chinês seja responsável pelas supostas violações. No início deste ano, autoridades de segurança descobriram a presença de um grupo de hackers afiliado à China, chamado Salt Typhoon, em sistemas de telecomunicações americanos, mas os investigadores determinaram apenas recentemente que os hackers estavam mirando números de telefone específicos. De acordo pessoas familiarizadas com a investigação, a infiltração dos hackers se estende além da campanha política de 2024, com diversas pessoas supostamente sendo alvos, e a apuração sobre a extensão do hacking e qualquer dano à segurança nacional está em seus estágios iniciais. Últimas pesquisas Kamala Harris e Donald Trump em debate presidencial nos EUA Reprodução/TV Globo A menos de duas semanas da eleição nos Estados Unidos, Kamala Harris e Donald Trump estão em uma "situação rara de empate": ambos aparecem com 48% de intenção de voto cada, segundo pesquisa de intenção de voto do jornal "The New York Times" e do Siena College divulgada nesta sexta-feira (25). A votação ocorrerá em 5 de novembro. O resultado "é uma evidência de um eleitorado que está tanto polarizado quanto paralisado", segundo o The New York Times. "O eleitorado raramente pareceu tão igualmente dividido". Também nesta sexta, uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que Trump e Kamala abocanharam dois eleitorados tradicionais dos partidos alheios: o republicano cresceu entre os homens latinos, enquanto a democrata, entre mulheres brancas. Nas últimas semanas, Trump e Kamala têm intensificado os eventos eleitorais nos estados-chave: Trump distribuiu lanches em um McDonald's da Pensilvânia no último final de semana, enquanto Kamala "colou" em artistas para animar eleitores - teve até o ex-presidente Barack Obama, que tem a acompanhado em eventos, cantando música do Eminem em comício em Detroit, no Michigan. Nos últimos dias, Kamala mudou sua retórica de campanha e passou a fazer ataques mais intensos contra Trump, chamando-o de fascista. Trump, por sua vez, recebeu nova acusação de assédio sexual por uma modelo. LEIA TAMBÉM: SANDRA COHEN: Trump e Kamala disputam as atenções no Texas; entenda a estratégia de cada campanha INFOGRÁFICO: Veja como Kamala Harris e Trump estão nas pesquisas eleitorais nesta reta final FAMOSOS: Eminem, Taylor Swift, Elon Musk e 50 Cent: reta final entre Kamala e Trump mobiliza apoio de famosos; veja quem apoia qual candidato

Empresa chinesa começa a vender bilhetes para voo espacial suborbital por R$ 1,2 milhão


Deep Blue Aerospace, uma das líderes do setor espacial comercial na China, iniciou a venda de bilhetes para voos suborbitais, marcados para 2027. Empresa chinesa oferece voo espacial suborbital por cerca de R$ 1,2 milhão Timothy A. Clary/AFP Uma empresa chinesa iniciou nesta quinta-feira (24) a venda de dois bilhetes para um voo espacial suborbital previsto para 2027. Os ingressos oferecidos pela empresa Deep Blue Aerospace custam 1,5 milhão de yuans cada (US$ 210 mil ou R$ 1,2 milhão na cotação atual), para uma viagem na qual os passageiros experimentarão cinco minutos de ausência de gravidade. 🚀 Quer viajar para o espaço? Veja valores pagos por ricaços A Deep Blue Aerospace é uma das líderes da China no crescente setor espacial comercial. As autoridades fomentam o desenvolvimento destas companhias para tentar competir com empresas como a americana SpaceX, de Elon Musk, ou a Blue Origin, de Jeff Bezos, que oferece voos turísticos suborbitais. Ao todo, foram realizados 26 lançamentos por empresas comerciais na China em 2023, segundo a mídia oficial. Entre eles, o Zhuque-2, projetado pela companhia privada LandSpace e o primeiro foguete do mundo a orbitar o planeta com motores de metano líquido, uma tecnologia promissora que permite reduzir custos. Em maio, a empresa CAS Space anunciou que oferecerá voos de turismo espacial no país em 2028. O que é voo suborbital O voo suborbital é um tipo de voo em que uma nave consegue viajar para além da atmosfera terrestre. Ele é parecido com o arremesso de uma bola de basquete em direção à cesta. A cápsula em que estão os tripulantes atinge uma altitude máxima e, em seguida, retorna ao solo em uma trajetória parecida. Por alguns instantes, os passageiros também têm a sensação de gravidade zero. Esse tipo de voo costuma durar poucos minutos. Entenda a diferença entre voo orbital e voo suborbital g1

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Meta AI, de WhatsApp e Instagram, gera respostas erradas, mas não é possível desativar recurso; veja como limitar


Recurso começou a ser liberado para alguns usuários no Brasil, mas ainda tem dificuldade para fazer cálculos matemáticos simples e criar imagens a partir de expressões locais. Meta AI no WhatsApp: o que é a nova ferramenta de inteligência artificial e como utilizar O Meta AI, uma espécie de ChatGPT para WhatsApp, Instagram e Facebook, começou a ser liberado para alguns usuários no Brasil. A novidade, que tem viralizado por confundir comandos e até dar informações erradas, não pode ser desativada (saiba mais abaixo). O recurso foi lançado como uma ferramenta capaz de consegue criar textos, planejar atividades e criar imagens a partir de comandos simples, como fazem o ChatGPT, o Copilot e o Gemini. Mas os relatos de erros cometidos por ele têm sido comuns. A Meta disse ao g1 que, ao lançar seu recurso de inteligência artificial, informou que ele poderia não ser perfeito. "Assim como em outros sistemas de IA generativa, os modelos podem oferecer respostas imprecisas ou inapropriadas, como indicamos dentro dos aplicativos. Estamos comprometidos em aprimorar essas funcionalidades à medida que elas evoluam e recebemos feedbacks de nossos usuários", afirmou a empresa, em nota. Meta AI no WhatsApp vai usar seus dados para treinar robôs? Meta AI não pode ser desativado O chat do Meta AI fica junto das suas conversas na tela inicial do WhatsApp. Você pode apagar esse chat, mas não é possível desativar a IA, como informou a Meta. "Ele tem como objetivo ser um assistente útil e está disponível na barra de pesquisa para ajudar com suas perguntas. Você não pode desativá-lo nesta experiência, mas pode pesquisar da maneira habitual para acessar uma variedade de resultados", disse a companhia. O que pode ser feito é impedir o uso dos seus dados para treinar a inteligência artificial da Meta. Para isso, é preciso preencher um formulário voltado para o WhatsApp e outro, para Instagram e Facebook. Erros do Meta AI Nas redes sociais, usuários apontam que o Meta AI apresenta dificuldade com cálculos matemáticos simples. Em um exemplo, o recurso errou ao afirmar que 9,11 é maior do que 9,8 (o mesmo que 9,80). Meta AI erra cálculo matemático Reprodução/X A ferramenta também não conseguiu entregar o que era esperado ao pedir para criar a "imagem do Homem-Aranha plantando bananeira". Em vez de mostrar o super-herói de cabeça para baixo, ela foi literal e o mostrou com a planta. O g1 tentou um comando mais detalhado e pediu para o Meta AI colocar o Homem-Aranha em uma posição de "plantar bananeira, de cabeça para baixo". O recurso retornou com imagens destorcidas. Homem-Aranha plantando bananeira Reprodução/X Outro relato mostra que o Meta AI não consegue apresentar pessoas famosas na internet. Um usuário perguntou sobre a influenciadora Dora Figueiredo, mas a ferramenta do WhatsApp disse que ela é uma personalidade da politica brasileira. Em outro momento, ela disse que o bordão "Calma, Calabreso" foi criado pela atriz e humorista Tatá Werneck que, segundo a IA, interpretou Dora Figueiredo. Meta Ai diz que Dora Figueiredo é uma 'política brasileira', mas ela é uma influenciadora Reprodução/Bluesky E, por falar no bordão, a IA afirmou que o apresentador Raul Gil criou a frase "Calma, Calabreso", o que também é falso. O termo "Calabreso" foi criado pelo ator e humorista Toninho Tornado e ficou mais conhecido no BBB 24, quando, em uma discussão, o participante Davi usou a expressão "Calma, Calabreso", no "BBB 24". Meta AI diz que a expressão 'Calma, Calabreso' foi criado pelo apresentador Raul Gil, o que também é falso Reprodução/Bluesky

Meta AI no WhatsApp vai usar seus dados para treinar robôs?


Ferramenta de inteligência artificial generativa está sendo disponibilizada pouco a pouco para os brasileiros desde o início do mês. Lançamento precisou ser postergado após decisão do governo brasileiro sobre uso de dados pessoais. Meta AI, recurso de inteligência artificial integrado a WhatsApp, Instagram e Facebook BBC Com a chegada gradual da ferramenta Meta AI ao WhatsApp dos brasileiros, uma pergunta vem à tona: a empresa usará dados pessoais dos usuários para treinar seus robôs? A ferramenta usa a inteligência artificial (IA) generativa. Nesse tipo de sistema, um robô pode gerar textos, imagens ou áudios em resposta a uma solicitação do usuário. No caso da Meta AI no WhatsApp, uma pessoa pode pedir dicas, fazer perguntas ou solicitar traduções. O recurso está disponível em mais de 20 países. Para gerar conteúdo, esses robôs de IA generativa precisam ser treinados — recebendo uma grande quantidade de dados e catalogando-os. De acordo com publicações da Meta, o conteúdo da conversa com um robô é usado para treinar a IA, mas esse conteúdo não é associado a informações pessoais. Por exemplo, se uma mulher chamada Ana que mora em Maceió solicitar várias informações sobre filmes, esses pedidos vão ajudar a treinar o robô, mas o sistema não vai registrar que foi a Ana de Maceió que pediu isso. A empresa garante que, no WhatsApp, todas as mensagens e ligações pessoais — por exemplo, conversas com amigos — não são acessadas por ela e nem pela ferramenta de IA. Essas comunicações são criptografadas. Mas a política de privacidade da empresa prevê o uso dos chamados metadados, que incluem a localização, o tipo de celular e versão do aplicativo do usuário. Para Rafael Zanatta, codiretor da organização Data Privacy Brasil, essas informações podem ser usadas pela empresa com fins comerciais. "A Meta tem um histórico de exploração dos metadados. Ela sempre diz que os dados são protegidos e que a criptografia ponta a ponta está mantida. Mas ela faz criptografia para o conteúdo da conversa, e não para os metadados. E aí ela explora economicamente esses metadados", explica Zanatta. Por ser um dos países que mais usa o WhatsApp, o volume de metadados que podem ser coletados é imenso, ele diz. E isso pode ser usado para direcionar a publicidade ou encontrar padrões de consumo, por exemplo. "Tem estudos de economia que mostram que você consegue catalogar a população a partir dos metadados do celular dela. Se ela está num Wi-Fi potente no iPhone, ela pertence a uma classe bem específica. Ou se está no 3G, em mobilidade urbana, usando um celular velho", exemplifica. A ferramenta Meta AI está disponível para parte dos usuários brasileiros no Whatsapp desde o início de outubro, embora essa estreia estivesse inicialmente prevista para julho. O lançamento da ferramenta precisou ser postergado após um órgão brasileiro questionar como a empresa, dona também das redes Facebook e Instagram, pretendia usar postagens feitas pelos usuários para treinar robôs de IA. Na época, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibiu a empresa de usar dados pessoais dos brasileiros para abastecer suas ferramentas de IA com informações. No fim de agosto, a proibição foi suspensa, após a Meta cumprir requisitos da agência — como dar maior transparência sobre o uso de dados e permitir que os usuários exerçam o "direito de oposição" ao uso de dados pela IA. Meta AI, assistente com inteligência artificial integrado ao WhatsApp, ao Instagram e ao Facebook Divulgação/Meta O direito de oposição é previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) brasileira e prevê que um usuário peça que seus dados não sejam mais usados por alguma empresa ou instituição. A Meta disponibiliza um formulário online para que uma pessoa se oponha ao uso de suas mensagens com o robô no WhatsApp. No formulário, é preciso fornecer o número de telefone associado à conta do WhatsApp, incluindo código de país (DDI) e de área (DDD). O formulário pode ser acessado também através do aplicativo, ao abrir o contato da Meta AI e clicar no ícone de informação (🛈), clicar em "Saiba Mais" e depois "Enviar uma solicitação de objeção". A BBC News Brasil perguntou à Meta especificamente se o direito de oposição impede a coleta de metadados, mas a empresa não respondeu a essa pergunta. Diante de perguntas sobre o uso de dados pessoais pela ferramenta, a assessoria de imprensa da Meta enviou um link com informações sobre o uso de inteligência artificial no WhatsApp. Há também a possibilidade de fazer isso para o Instagram e Facebook, em outro formulário. A ANPD exige que os usuários tenham acesso fácil a esse direito, por meio de "formulário simplificado". Entretanto, a BBC News Brasil precisou passar por várias páginas até chegar aos formulários acima. G1 em 1 Minuto: Como limitar quem pode te colocar em grupos no WhatsApp? Golpe do 'PIX errado': bancos alertam para aumento de ocorrências; saiba como se proteger

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Quer viajar para o espaço? 'Passeio' para turistas custa a partir de R$ 1 milhão; veja valores pagos por ricaços


Preços variam de acordo com a duração e o alcance das missões, que têm sido realizadas principalmente por SpaceX, Blue Origin e Virgin Galactic. Sarah Gillis, Jared Isaacman, Scott Poteet e Anna Menon, tripulantes da missão Polaris Dawn, realizada pela SpaceX Divulgação/Polaris Dawn O voo em que turistas flutuaram no espaço foi um marco do turismo espacial, que tem crescido a cada ano. Com cinco dias de duração, a missão Polaris Dawn levou quatro passageiros para dar algumas voltas em torno da Terra, em setembro. A viagem foi feita pela SpaceX, do bilionário Elon Musk, uma das empresas que estão disputando esse mercado e diz mirar uma futura colonicação de Marte. A companhia deu um passo importante em 13 de outubro, quando o foguete Super Heavy impulsionou a nave não-tripulada Starship e fez um pouso inédito na plataforma de lançamento. Isso é importante porque a reutilização de equipamentos pode baratear as viagens, segundo especialistas. Até agora, o turismo espacial tem ricaços como protagonistas: passageiros ou mesmo financiadores da empreitada. Mas, afinal, quanto custa viajar para o espaço? O valor por passageiro da missão Polaris Dawn, que usou a nave Crew Dragon, não foi revelado ao público, mas a estimativa é de que tenha custado algumas centenas de milhões de dólares, segundo a Reuters. 💲 A projeção é baseada no preço de outra viagem com a Crew Dragon. Em 2021, a SpaceX vendeu passagens para a missão Ax-1 por US$ 55 milhões (R$ 300 milhões) cada uma, de acordo com o Washington Post. Na ocasião, quatro empresários ficaram por 16 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A Polaris Dawn foi financiada por um dos tripulantes, o bilionário Jared Isaacman, criador do serviço de pagamentos Shift4 Payments e dono de uma fortuna de US$ 1,5 bilhão, de acordo com a Forbes. Turistas fazem primeira caminhada espacial de missão privada Quem é o 1º turista espacial brasileiro, que participou de missão da Blue Origin E os voos curtos ao espaço? Os voos da SpaceX para turistas espaciais costumam ser mais caros porque duram mais e alcançam distâncias maiores. Mas voos rápidos ao espaço, como os realizados pela Blue Origin, de Jeff Bezos, e pela Virgin Galactic, de Richard Branson, têm preços menores. As missões da Blue Origin são feitas com a nave New Shepard e costumam durar 10 minutos. Já os voos da Virgin Galactic usam a aeronave VSS Unity e têm cerca de 15 minutos de duração cada. 💲 Em 2021, a Blue Origin leiloou uma passagem para seu primeiro voo tripulado por US$ 28 milhões (R$ 150 milhões). O dono do lance vencedor viajaria com Bezos, mas desistiu da viagem naquele momento e foi substituído por um estudante de 18 anos. "Agradeço a cada funcionário da Amazon, a cada cliente. Vocês pagaram por isto tudo aqui", disse Bezos, em uma entrevista após a viagem. Um ano depois, a viagem da Blue Origin estava mais barata: duas passagens de outra missão foram compradas por US$ 1,25 milhão (R$ 6,8 milhões) cada pela iniciativa de criptmoedas MoonDAO. Veja os melhores momentos do voo espacial de Jeff Bezos 💲 Já a Virgin Galactic, do também bilionário Richard Branson, cobra US$ 600 mil (R$ 3,2 milhões) por cada passagem. Mas quem reservou lugar no início das vendas há quase 20 anos pagou "apenas" US$ 200 mil (R$ 1 milhão). Cerca de 800 pessoas estão na fila de espera da Virgin Galactic, segundo informou a empresa à agência AP em agosto de 2023. Para diminuir o tamanho da fila, a empresa planeja usar duas unidades de um novo avião, batizado de Delta. O objetivo é que, a cada ano, eles sejam usados para fazer 125 voos e transportar 750 passageiros. Veja como foi o 1º voo comercial da Virgin Galactic Enquanto viajar ao espaço ainda é privilégio de poucos, muitos fãs dessas missões têm comparecido aos locais de lançamento para assistir às decolagens ao vivo. E também precisam pagar pela visita. A Nasa oferece pacotes para ver lançamentos de foguete no Cabo Canaveral, região da Flórida onde a maioria das naves dos EUA é lançada. Os eventos previstos aparecem neste site: https://www.kennedyspacecenter.com/launches-and-events. Biolionário Jared Isaacman olhando para a Terra através do domo da cápsula da SpaceX, na primeira missão a enviar apenas civis ao espaço, sem um astronauta profissional, em 2021 Redes sociais/Inspiration4 ASSISTA: foguete de missão não tripulada da Space X consegue pousar de volta na plataforma de lançamento Em teste da SpaceX, propulsor da Starship pousa com sucesso na torre de lançamento ASSISTA: foguete de missão não tripulada da Space X consegue pousar de volta na plataforma de lançamento Tripulação da SpaceX se emociona ao ver Terra do espaço com a trilha de '2001'

83% das crianças e adolescentes que usam internet no Brasil têm contas em redes sociais, diz pesquisa


Entre crianças de 9 e 10 anos, índice é de 60%, ainda que principais plataformas digam que não aceitam usuários com menos de 13 anos. Levantamento TIC Kids Online Brasil 2024 ouviu jovens de 9 a 17 anos e seus pais ou responsáveis. 29% das crianças e adolescentes relatam ter passado por situações ofensivas na internet, segundo pesquisa TV Globo / Reprodução Entre as crianças e os adolescentes que usam internet no Brasil, 83% têm perfis em plataformas como WhatsApp, Instagram, TikTok e YouTube, revelou a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, divulgada nesta quarta-feira (23). Entre as crianças de 9 a 10 anos que estão na internet, 60% têm conta em pelo menos uma rede social, ainda que as principais plataformas afirmem que não aceitam usuários com menos de 13 anos. Crianças e adolescentes com perfil em plataformas digitais A pesquisa diz ainda que 8% dos adultos acreditam que a criança ou o adolescente pelo qual são responsáveis tenha vivido situação incômoda na internet. Mas, entre os jovens, o índice é maior: 29% dos usuários de 9 a 17 anos relatam ter passado, na rede, por situações ofensivas, que não gostaram ou chatearam na rede. Entre os jovens de 11 a 17 anos que passaram por situações ofensivas, 31% afirmam ter contado para pais ou responsáveis, 29% para amigos da mesma idade e 17% para irmãos ou primos. Outros 13% relataram não ter falado para ninguém sobre a situação. Segundo o levantamento, 93% da população de 9 a 17 anos no Brasil usa a internet. Veja outros destaques da pesquisa sobre crianças e adolescentes que acessam a rede: 98% acessam pelo celular, mas só 37% acessam pelo computador; 71% usam o WhatsApp todos os dias ou quase todos os dias – o índice é de 66% para o YouTube, de 60% para o Instagram e de 50% para o TikTok; 30% já tiveram contato pela internet com alguém que não conheciam pessoalmente; 24% tentaram passar menos tempo na internet, mas não conseguiram. A TIC Kids Online Brasil 2024 é feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) a partir de entrevistas face-a-face com 2.424 crianças e adolescentes e 2.424 pais ou responsáveis, entre março e agosto de 2024. Quais plataformas crianças e adolescentes usam todos os dias ou quase todos os dias?

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...