domingo, 24 de agosto de 2025

Computador quântico: especialista aponta como Alagoas pode se beneficiar da super tecnologia que promete revolucionar o mundo


O computador quântico é um quadradinho cuja a potencialidade é gigantesca Adobe Stock 🌀Imagine um computador capaz de resolver em segundos cálculos de alta complexidade. Uma máquina com um potencial gigantesco de descriptografar emaranhados de códigos na velocidade do pensamento. Esse computador já existe e promete revolucionar o mundo tal qual o conhecemos. 🧬 Os computadores quânticos, que utilizam as leis da física quântica para ampliar o seu poder de processamento, já estão sendo aperfeiçoados em países como Estados Unidos, China, Alemanha. Mas o Brasil não está de fora dessa corrida. A computação quântica aplicada em áreas específicas pode gerar ganhos e avanços extraordinários. Por isso, muitos estados brasileiros já estão investindo em pesquisa e capacitação de pessoas para trabalhar com a tecnologia. É o caso de Alagoas, que já investe em pesquisa nessa área. 👨🏻‍🔬Mas como esses computadores operam e o que faz deles máquinas tão excepcionais? Para responder a essas e outras perguntas, o g1 entrevistou o pesquisador do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônico (IEEE), Gabriel Gomes de Oliveira, que falou sobre vantagens e desafios da computação quântica. O g1 conversou também com o pesquisador e engenheiro de machine learning do Centro de Inovação Edge da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Davi Barros. Ele deu uma panorama de como a tecnologia pode ser usada em diferentes setores de Alagoas. "Alagoas tem apresentado muito interesse em avançar no caminho das energias limpas pela via da energia solar. Creio que esse é um ponto em que a computação quântica tem a contribuir, tanto com o desenvolvimento de novos materiais quanto na resolução do problema da otimização da infraestrutura de geração e transporte dessa energia gerada. E ressaltando que os frutos dessa nova tecnologia podem ser colhidos mesmo antes que Alagoas possa ter seu próprio computador quântico. Computador quântico precisa ficar em temperatura que atingem o zero absoluto Getty Images A potencialidade dos computadores quânticos é indiscutível, a começar por seu processador, que é do tamanho de uma pastilha e que tem a capacidade de realizar cálculos complexos de forma exponencial. Contudo, o armazenamento e o processamento de informações dependem de um super resfriamento, o que está longe de ser barato. Esses computadores funcionam em temperaturas próximas do zero absoluto, a mais baixa possível no universo. "Átomos, íons e moléculas são extremamente pequenos e a técnica para a manipulação envolve ciência de ponta. Em outras palavras, as limitações envolvendo o substrato físico da computação quântica são enormes, exigindo ainda muita pesquisa nessa área", observou o engenheiro da Edge, Davi Barros. Mas para entender como opera uma máquina quântica é preciso entender o funcionamento dos computadores clássicos. 💠O computador clássico utiliza bits, que são unidades de informação que atuam em estado binário, podendo ser 0 ou 1. Esses computadores realizam cálculos de forma sequencial, ou seja, um passo de cada vez. Cálculos mais complexos podem levar bilhões de anos para serem resolvidos com um computador convencional. 💠O computador quântico utiliza qubits, que atuam em superposição de estados (podendo ser 0 e 1 simultaneamente), o que possibilita a realização de cálculos em paralelo e simulações complexas na velocidade do pensamento. Tudo isso utilizando princípios da física quântica. 📈Na prática, essa super capacidade possibilita uma alta capacidade de resolução, a simulação de sistemas quânticos de forma precisa e a criação de padrões complexos a partir da análise de conjuntos de dados. Esses computadores têm a capacidade de revolucionar diversas áreas da ciência, como aponta o pesquisador do CTI Renato Archer. "Atualmente a computação quântica é utilizada para inúmeros fins de pesquisa, possibilitando a criação de medicamento mais avançados, qualificando o processo de cura de pacientes e até mesmo na área da segurança cibernética. A perspectiva é que a computação quântica se torne cada vez mais eficiente e utilizada", disse Gabriel Gomes de Oliveira. Computação quântica e avanço de setores Computação quântica pode ser usada para o desenvolvimento de energias limpas, aponta pesquisador Divulgação OCB Alguns setores podem ser beneficiados com o emprego da computação quântica, como é o caso da indústria. No ano passado, o setor representou cerca de 14% do PIB total de Alagoas, sendo um importante motor de desenvolvimento econômico do estado. Davi Barros destaca que a computação quântica pode ser aplicada em diferentes setores do estado. "Acredito que a computação quântica possui aplicações muito promissoras nas áreas de química, ciência de materiais, logística, indústria pesada, segurança digital, finanças, etc. O desenvolvimento do pessoal capacitado a lidar com software pode ser feito desde já, uma vez que o acesso a computadores quânticos na nuvem já é uma realidade", disse. Mas quais são os desafios para tornar a computação quântica comercialmente viável? Gabriel Gomes de Oliveira responde. "Tem o custo, a escalabilidade e até mesmo estrutura de resfriamento, haja visto que muitos tipos de supercondutores exigem condições extremas, como temperaturas variando de 0 até -273,15 °C. Ainda falta mão de obra especializada, sem falar nos desafios de hardware, como por exemplo, a correção de erros quânticos, o desafio de software e algoritmos", exemplificou. 🔹Como tornar seguro? um dos computadores quânticos do laboratório do Google em Santa Bárbara Google via BBC Com uma sobreposição quântica, esses computadores são capazes de descriptografar em segundos códigos complexos e documentos secretos, o que coloca em risco a proteção de dados. Para o Gabriel Gomes de Oliveira esse problema será resolvido com o próprio uso da tecnologia quântica. "A economia digital não permanecerá 'desprotegida' por muito tempo. Apesar da habilidade dos computadores quânticos de comprometer a criptografia atual representar uma ameaça concreta e próxima, a comunidade global de segurança já está empenhada no desenvolvimento e na implementação de soluções de criptografia pós-quântica. A segurança e a proteção de dados continuarão a se desenvolver, ajustando-se a essa nova era tecnológica para preservar a privacidade e a integridade de nossa vida digital", afirmou. 🌏Ao redor do mundo Os primeiro protótipos de computadores quânticos surgiram na década de 1980, o que foi se aprimorando com o tempo e com o trabalho colaborativo de vários pesquisadores. LEIA TAMBÉM O chip quântico do Google que resolve em 5 minutos problema que levaria 10 septilhões de anos Processador Eagle: como funciona o computador quântico mais avançado da IBM Computadores quânticos: entenda por que eles são a próxima revolução da tecnologia Hoje, gigantes como a Microsoft, Google, IBM e Amazon, estão entre os principais líderes em pesquisa e desenvolvimento da computação quântica. A China também se destaca nessa corrida ao produzir computadores quânticos em ritmo frenético. Com tantas pesquisas e investimentos bilionários não vai demorar muito para que a humanidade desfrute dos benefícios gerados pela revolução tecnológica quântica. "A perspectiva é que a computação quântica se torne cada vez mais eficiente e utilizada e que atinja a sua maturidade, segundo algumas pesquisa e pesquisadores, em 2030", apontou Gomes de Oliveira Computador quântico: como funciona a tecnologia que promete revolucionar a vida na Terra Veja os vídeos mais recentes do g1 AL Leia mais notícias da região no g1 AL

Adultização reacende debate sobre regulação das redes, mas clima no Congresso ainda é desfavorável


A polêmica da adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais mobilizou o Congresso sobre o tema e reacendeu o debate sobre uma eventual regulamentação mais ampla do ambiente digital. No entanto, esse passo ainda parece distante, apesar de projetos já terem sido apresentados aos parlamentares. A adultização teve maior repercussão depois que o youtuber Felca publicou um vídeo denunciando o fenômeno e, em seguida, o influenciador Hytalo foi preso sob acusação de exploração de menores. Isso levou a Câmara dos Deputados a aprovar, na última quarta-feira (20), um projeto que combate a adultização de crianças nas redes sociais. O texto, que já havia sido analisado pelo Senado em 2022, precisará voltar para a Casa antes de seguir à sanção presidencial. A votação foi praticamente consensual. Deputados de diferentes partidos destacaram a necessidade de proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais. O projeto prevê mecanismos de verificação de idade, exigência de supervisão parental e multas que podem chegar a R$ 50 milhões em caso de descumprimento pelas plataformas. Câmara aprova projeto contra adultização nas redes sociais Debate sobre regulação mais ampla O avanço do projeto abriu espaço para que o debate transbordasse para a discussão mais ampla da regulação das redes sociais. Nesse campo, porém, o ambiente no Congresso é de impasse. "A regulamentação das redes sociais é um tema inescapável para o Congresso, a abordagem faz parte da agenda, só que está engavetada. É um tema que divide opiniões, são visões distintas, e agora, com o tema da adultização das crianças, isso ganha notoriedade”, afirma o cientista político Augusto Prando. “É necessário um consenso mínimo, para se votar, mas pelo visto já existem alguns obstáculos desde então. Não querem fazer a discussão da adultização com regulamentação, porque entende que isso se tornaria uma censura”, conclui. Parlamentares da direita rejeitam qualquer tentativa de impor regras gerais mais restritivas, afirmando que isso pode se transformar em censura. “O que está em jogo é muito mais do que um projeto: é a preservação das liberdades fundamentais e a proteção da economia nacional”, afirmou a bancada do PL em nota. Já integrantes da esquerda sustentam que a liberdade de expressão não pode se sobrepor a outros direitos e que, por serem ambientes controlados por empresas privadas, as redes precisam ser reguladas. “A regulamentação das redes sociais é inescapável, mas está engavetada porque divide opiniões. A adultização deu notoriedade ao tema, mas ainda há resistência para avançar”, avalia o cientista político Augusto Prando. Para a advogada Samara Ohanne, “sem mobilização social, o Congresso dificilmente aprovaria o texto da adultização”. Ela defende que a proteção de crianças e adolescentes abre caminho para um debate mais amplo sobre responsabilidade das plataformas. Lei 'Felca': Câmara aprova projeto que combate pedofilia e 'adultização' de crianças em São Vicente, SP Vanessa Rodrigues/AT e Reprodução/Youtube/Felcaseita Projetos travados O principal projeto de regulação das redes em tramitação é o PL das Fake News, aprovado no Senado mas parado há mais de dois anos na Câmara. O texto prevê responsabilização de plataformas por conteúdos pagos, transparência em regras de moderação, retirada imediata de conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes, além de remuneração por conteúdos jornalísticos. No ano passado, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a articular uma votação, mas adiou ao avaliar que não havia votos suficientes. “Inequivocamente, existe uma pressão muito grande das Big Techs [grandes empresas de tecnologia]. É um momento delicado, em que o setor privado exerce grande influência na tomada de decisões”, disse o professor da USP Rubens Breçak. Ações no Judiciário Diante do impasse no Legislativo, o Supremo Tribunal Federal tem puxado mudanças. Em junho, a Corte atualizou o Marco Civil da Internet e decidiu que as plataformas podem ser responsabilizadas por não removerem conteúdos criminosos após notificação extrajudicial — sem necessidade de ordem judicial imediata. Segundo especialistas, a decisão pressiona o Congresso a se movimentar e aproxima o Brasil de modelos adotados na Europa, onde a regulação é mais rígida. Próximos passos Enquanto isso, a pauta contra a adultização continua a avançar no Legislativo. O projeto aprovado na Câmara terá de ser reavaliado pelo Senado e, se confirmado, seguirá para sanção presidencial. Em paralelo, especialistas defendem que o tema deve servir de impulso para retomar a discussão mais ampla sobre regulação das redes. “A sociedade muda mais rápido que as normas. O desafio é atualizar a legislação sem comprometer a liberdade de expressão, mas garantindo a proteção de direitos”, resume Prando.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

'Algoritmo não diferencia afeto de exploração', diz especialista sobre risco de expor fotos de crianças nas redes

Na última quarta-feira (20), a Câmara aprovou o projeto de lei que combate a "adultização" de crianças em redes sociais. O tema ganhou destaque após um vídeo do youtuber Felca denunciar a exploração digital de crianças e adolescentes. Publicar e expor a imagem de crianças e adolescentes em redes sociais representa um perigo que precisa ser conhecido e medido, como explicou a psicóloga Nay Macedo em entrevista ao podcast O Assunto da segunda-feira (18). "Grande parte dos adultos, familiares, escolas ou amigos vão compartilhar essas imagens com boas intenções", diz Nay, que é especialista em proteção infanto-juvenil na era digital. Mas ela faz um alerta importante: "O problema é que o algoritmo não diferencia o que é afeto do que é exploração. Ele só vê o engajamento. Então ele distribui mais para quem interage mais, inclusive para predadores e violadores." Ouça, no player acima, a partir de 32:23. Nay Macedo explica que há "muitas evidências demonstrando que o que engaja mais [nas redes sociais] tem a ver com crianças e adolescentes". Com isso, imagens de menores podem aparecer para mais usuários, viralizar e, com isso, chegar a potenciais abusadores. Conteúdo autogerado Na conversa com Victor Boyadjian no podcast, a especialista explicou também que boa parte das imagens usadas para abastecer grupos de exploração sexual infantil, além de roubos de dados e fraudes, são "conteúdo autogerado". Mas o que isso significa? São imagens e informações publicadas pelos próprios usuários - incluindo familiares e responsáveis por menores. Publicadas em perfis abertos, as imagens podem ser acessadas por qualquer pessoa, e chegam às mãos de criminosos. Diante desse cenário, a conscientização é fundamental, segundo Nay. Ela reforça que, embora muitas vezes o conteúdo seja postado com boas intenções, é preciso entender os riscos e tentar minimizá-los. Nay Macedo lista algumas recomendações: Ao decidir postar uma foto, ter a consciência de que a exposição online não é 100% segura, mesmo em perfis fechados; Manter perfis fechados, aceitando apenas contatos conhecidos (Nay relembra que, apesar disso, muitos agressores são conhecidos e próximos das vítimas); Evitar postar fotos de crianças com uniformes escolares, informações de localização ou da rotina, que permitam "rastrear" os menores; Não compartilhar imagens em trajes que possam deixar a criança vulnerável; Explicar à criança, à medida que ela cresce, o direito dela de opinar sobre a própria imagem e respeitar a vontade do menor de idade, caso ele não queira ser exposto; Utilizar alternativas mais seguras para o compartilhamento, como álbuns digitais fechados, mensagens diretas ou chamadas de vídeo. Ouça a íntegra do episódio aqui. O que você precisa saber: REDES SOCIAIS: Vídeo viral levanta debate sobre exploração de crianças e adolescentes Denúncias de exploração sexual na internet mais do que dobram em seis dias INFLUENCIADOR: Por que Hytalo Santos foi preso? Veja os argumentos do juiz do caso Defesa de Hytalo diz que decisão é 'ilegal' e que vai pedir habeas corpus ENTENDA: O que é 'adultização' e por que ela traz danos à infância? Como proteger a imagem de crianças na internet O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Facebook remove grupo italiano que compartilhava fotos íntimas de mulheres na internet: 'Homens escreviam sem esconder nome e rosto'


Facebook Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images O Facebook removeu um grupo italiano em que homens compartilhavam imagens íntimas de mulheres, muitas vezes sem o consentimento delas, com milhares de pessoas online. O grupo 'Mia Moglie' — que em inglês significa 'minha esposa' — tinha cerca de 32 mil membros antes de ser fechado nesta semana. A descoberta gerou indignação entre italianos, que estão preocupados com o crescimento de outros grupos semelhantes em sua ausência. A Meta, dona do Facebook, afirmou ter encerrado a página "por violar nossas políticas de Exploração Sexual de Adultos". Capturas de tela feitas antes da remoção do grupo no Facebook pareciam mostrar fotos de mulheres em diferentes estados de nudez, às vezes dormindo ou em momentos íntimos. Sob as publicações, havia inúmeros comentários sexualmente explícitos de homens. Alguns diziam que queriam "estuprar" a mulher, enquanto outros elogiavam o caráter secreto de algumas das fotografias. A página foi denunciada pela escritora Carolina Capria, que publicou online dizendo ter se sentido "enjoada" e "assustada" com o que viu. "Essa ligação entre violência e sexualidade está tão enraizada em nossa cultura que, em um grupo público, homens escrevem sem esconder seus nomes e rostos", afirmou. Fiorella Zabatta, do partido European Greens, disse nas redes sociais que aquilo "não era apenas diversão inofensiva", mas sim um "estupro virtual". "Essas plataformas precisam ser combatidas, essa ideia tóxica de masculinidade deve ser combatida, e todos nós precisamos agir: a sociedade civil e a política também." Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como juntar provas, denunciar e pedir remoção O revenge porn, compartilhamento de imagens ou vídeos sexualmente explícitos que deveriam permanecer privados, foi criminalizado na Itália em 2019. Segundo a imprensa italiana, mais de mil pessoas já denunciaram o grupo à unidade policial que investiga crimes cibernéticos. Em nota, a Meta acrescentou: "não permitimos conteúdos que ameacem ou promovam violência sexual, agressão sexual ou exploração sexual em nossas plataformas". A descoberta da página italiana no Facebook levou alguns a traçarem paralelos com o caso Pelicot, na França. No ano passado, Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão por drogar, abusar e convidar estranhos a estuprar sua então esposa, Gisèle Pelicot. Apesar de virtual, Capria disse que o episódio mostrava que o caso Pelicot não foi uma anomalia, já que, em ambos, havia "um homem que acredita poder controlar sua esposa, e para quem a sexualidade está intrinsecamente ligada à opressão". O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade ‘Violentada a cada clique’, vítimas contam consequências da pornografia de revanche Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar

Acordo de fim da cobrança de roaming entre países do Mercosul é aprovado no Congresso


Buenos Aires Andres Idda Bianchi/Pexels O fim da cobrança de roaming entre países do Mercosul foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira (20). Ele entrará em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial da União. O "roaming" internacional é uma cobrança específica que acontece quando uma pessoa utiliza serviços móveis, como dados ou telefonia, fora da área de cobertura da operadora. Agora, as empresas deverão cobrar do usuário em visita a um país do bloco os mesmos preços dos serviços móveis pagos no país de origem. Atualmente, fazem parte do Mercosul, além do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. A medida que põe fim à cobrança (PDL 159/2022) é fruto de um acordo feito em 2019, durante a Cúpula do bloco econômico, em Santa Fé, na Argentina. Ela precisava ser aprovada pelo Congresso e a Câmara deu aval em dezembro do ano passado. Leia também: Desde 2023, Brasil e Chile não têm mais cobrança de 'roaming' Mais sobre tecnologia: Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Dias após pedir renúncia do CEO, Trump diz que Intel concordou em dar 10% da empresa aos EUA


Intel AP Photo/Richard Drew O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a fabricante de chips Intel concordou em dar ao governo dos EUA uma participação de 10% em seus negócios. Falando com repórteres na sexta-feira (22), Trump disse que o acordo surgiu de uma reunião na semana passada com o CEO da Intel, Lip Bu Tan. O encontro aconteceu dias depois de o presidente ter pedido a renúncia de Tan devido aos seus laços anteriores com a China. "Eu disse que acho que seria bom ter os Estados Unidos como seu parceiro", disse Trump. "Ele concordou, e eles concordaram em fazer isso." O anúncio oficial deve ser feito ainda nesta sexta-feira, de acordo com um funcionário da Casa Branca que não estava autorizado a falar publicamente antes do anúncio e falou sob condição de anonimato. Trump negocia com Intel O governo Trump está em negociações para garantir uma participação de 10% na Intel em troca da conversão de subsídios governamentais prometidos à Intel durante o governo do presidente Joe Biden. Se o acordo for concluído, o governo dos EUA se tornará um dos maiores acionistas da Intel e apague as linhas tradicionais que separam o setor público do setor privado em um país que continua sendo a maior economia do mundo. Veja mais: Principal executivo da Intel deixa cargo por causa de relacionamento com funcionária

O que significa o ícone de óculos nos Stories do Instagram?


O que significa o ícone de óculos nos Stories do Instagram? Reprodução/X Um ícone de óculos ao lado do círculo de stories do Instagram tem gerado dúvidas entre usuários da rede social (veja ao final da reportagem). O símbolo não é um recurso novo: ele apenas indica que o conteúdo foi publicado a partir dos óculos inteligentes da Meta, conhecidos como Ray-Ban Meta. Isso significa que somente quem tem o dispositivo da Meta pode postar stories que exibem o ícone para seus seguidores. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban e lançados em 2021, eles ainda não são vendidos oficialmente no Brasil, mas podem ser encontrados em países como os EUA e na Europa. Em comunicado, a empresa afirma que eles também são encontrados no Canadá e na Austrália. Nos Estados Unidos, eles custam a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.630, na cotação atual). Óculos RayBan em parceria com a Meta poderão fazer transmissões ao vivo no Instagram e no Facebook Carlos Barria/Reuters Além de postar fotos e vídeos no Instagram e no Facebook, a Meta explica que os óculos permitem fazer videochamadas e transmissões ao vivo. O dispositivo traz uma câmera de 12 megapixels, cinco microfones e alto-falantes integrados. Com eles, o usuário também pode acionar por voz a Meta AI, assistente virtual de inteligência artificial da empresa. Comentário sobre ícone de óculos no Instagram. Reprodução/Threads Comentário sobre ícone de óculos no Instagram. Reprodução/Threads Comentário sobre ícone de óculos no Instagram. Reprodução/X Comentário sobre ícone de óculos no Instagram. Reprodução/Threads Comentário sobre ícone de óculos no Instagram. Reprodução/Threads LEIA TAMBÉM: Quase 7 em cada 10 denúncias de crimes digitais no Brasil são de exploração sexual infantil O que está em jogo nas regras sobre redes sociais que o Congresso deverá analisar Morte de influenciador em live: o que é a Kick, rede social que abrigou transmissão Conheça os Ray-Ban Stories, 'óculos inteligentes' desenvolvidos pelo Facebook Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...