quinta-feira, 13 de junho de 2024

Inteligência artificial melhora o uso de exoesqueletos


Simulações no computador treinam o equipamento, que pode ser utilizado sem a necessidade de horas de ajustes. Pesquisadores da North Carolina State University fizeram a demonstração de um novo método que, usando simulações para treinar a inteligência artificial (IA), consegue melhorar significativamente o desempenho de exoesqueletos – estruturas que servem de suporte para aumentar a capacidade do corpo humano – ajudando seus usuários a poupar energia em ações como caminhar, correr ou subir escadas. Inteligência artificial para exoesqueletos: pesquisadores da North Carolina State University demonstraram método que aumenta a eficiência desse tipo de equipamento Divulgação: Hao Su, NC State University “Exoesqueletos têm um enorme potencial para aumentar a capacidade humana de locomoção, mas ainda são subutilizados, porque há limitações para testes e a criação de protótipos. A ideia central da pesquisa é fazer com que a inteligência artificial aprenda como as pessoas andam, correm ou sobem escadas através de simulações no computador, sem a necessidade do experimento, o que agiliza todo o processo”, afirmou Hao Suo, um dos autores do trabalho, publicado ontem na revista “Nature”. Normalmente, o usuário leva horas ajustando o exoesqueleto para adequar a tecnologia à quantidade de força demandada para realizar os movimentos. Com as correções sendo feitas num simulador, o novo método permite que o equipamento seja adotado imediatamente. “Descobrimos uma forma de controlar o exoesqueleto que pode beneficiar bastante indivíduos com dificuldades de mobilidade”, festejou Shuzen Luo, primeiro autor do estudo. Os participantes gastaram 24.3% menos energia para andar; 13.1% menos energia para correr; e 15.4% menos para subir escadas. Por enquanto, os testes vêm sendo realizados com idosos com problemas neurológicos, mas os pesquisadores pretendem estendê-los a amputados. Cientistas da mesma universidade desenvolveram um sistema – também baseado em IA – para rastrear sensores minúsculos que monitoram doenças do intestino, sem a necessidade de exames invasivos. O paciente ingere uma cápsula, onde está o sensor, e depois coloca uma veste que cria um campo magnético capaz de interagir com esse dispositivo. A inteligência artificial analisa os sinais recebidos pela pílula e monitora, por exemplo, a concentração de amônia, um marcador associado a úlceras e câncer gástrico. Veste monitora cápsulas que são engolidas e contêm sensores que avaliam a saúde do intestino Divulgação: Khan Lab at USC Veja também: VÍDEO: conheça o maior exoesqueleto de quatro pernas do mundo Conheça o maior exoesqueleto de quatro pernas do mundo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...