segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Austrália planeja proibir uso de redes sociais por crianças e adolescentes


Anúncio foi feito nesta terça (10) pelo primeiro-ministro Anthony Albanese. Ainda sem definição, idade mínima para acessar plataformas será entre 14 e 16 anos. O primeiro-ministro informou que será iniciado um teste de verificação de idade para redes sociais nos próximos meses Christian Wiediger / Unsplash O governo da Austrália planeja criar uma lei ainda neste ano para proibir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes, anunciou nesta terça-feira (10) o primeiro-ministro, Anthony Albanese, de acordo com a agência Reuters. Ele não especificou os limites de idade para a proibição, mas explicou que estava "analisando a faixa entre 14 e 16 anos". O primeiro-ministro informou que será iniciado um teste de verificação de idade nos próximos meses — antes da implementação da medida. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Eu quero ver as crianças longe dos dispositivos e nos campos de futebol, nas piscinas e nas quadras de tênis. Queremos que elas tenham experiências reais com pessoas reais, porque sabemos que as redes sociais estão causando danos sociais,” disse Albanese à emissora nacional ABC News. Albanese, que é de centro-esquerda, expressou preocupação com os impactos do cyberbullying na saúde mental das crianças e com a fácil exposição a conteúdos nas redes sociais que podem prejudicá-las. O anúncio da medida surgiu após o regulador de segurança online do país ter solicitado, em julho, que as empresas de internet criem um código aplicável detalhando como impedir que crianças vejam pornografia e outros materiais inadequados. Flórida restringe redes sociais para menores de 16 anos Diversos países têm tentado restringir o uso de redes sociais por menores, mas desafios legais e tecnologias, como redes privadas virtuais que disfarçam locais, têm dificultado os esforços dos governos. “Este é um problema global que governos ao redor do mundo estão tentando enfrentar. Sabemos que não é simples e não é fácil, caso contrário, os governos já teriam respondido antes,” disse Albanese.

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