quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Telegram não é paraíso da anarquia, diz CEO, em primeiro comunicado após deixar prisão


Indiciado na França por crimes que acontecem no app de mensagens, Durov critica uso de leis 'pré-smartphone' para sua responsabilização. E disse esperar que episódio ajude a tornar a plataforma mais segura. Pavel Durov, presidente-executivo e dono do Telegram, no Mobile World Congress, em Barcelona, em 2016 Albert Gea/Reuters O dono do Telegram, Pavel Durov, se manifestou nesta quinta-feira (5) após ficar preso por quatro dias na França. Ele disse que a acusação de que a falta de moderação na plataforma contribui para a prática de crimes foi "surpreendente por vários motivos". O executivo foi preso em 24 de agosto após descer de seu jato particular no aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris. No dia 28 do mesmo mês, ele foi indicado por 12 crimes que, segundo a promotoria, acontecem dentro do aplicativo e foi proibido de deixar o país. Autoridades francesas alegam que a recusa do Telegram em colaborar com investigações contribui para a prática de crimes como abuso sexual infantil, tráfico de drogas e fraude, dentro da plataforma. "Usar leis da era pré-smartphone para acusar um CEO de crimes cometidos por terceiros na plataforma que ele gerencia é uma abordagem equivocada", afirmou Durov, em seu canal no Telegram, em sua primeira manifestação pública após a prisão. "Construir tecnologia já é difícil o bastante. Nenhum inovador jamais construirá novas ferramentas se souber que pode ser pessoalmente responsabilizado por potencial abuso dessas ferramentas". Para Durov, a prisão foi surpreendente porque o Telegram tem um representante legal na União Europeia que responde às solicitações de países do bloco.

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