quarta-feira, 5 de março de 2025

Dona do Instagram e Facebook amplia ferramenta para reconhecer celebridades e combater anúncios falsos


Empresa já testou tecnologia de reconhecimento facial em alguns países e expandirá o uso no Reino Unido, na União Europeia e na Coreia do Sul para incluir mais celebridades. Deepfake com imagem do jogador de futebol Lionel Messi Reprodução/EPTV A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, vai ampliar o uso de uma ferramenta de reconhecimento facial para detectar anúncios fraudulentos que utilizam imagens de celebridades no Reino Unido, na União Europeia e na Coreia do Sul. A empresa já testou a ferramenta em outros países e agora planeja expandir a aplicação da medida para incluir mais celebridades, que podem ativar ou não a função. A Meta anunciou a tecnologia em outubro do ano passado. Os anúncios falsos que apresentam imagens manipuladas de celebridades são comuns nas redes sociais, estimulando os usuários a compartilhar informações pessoais e enviar dinheiro. Quando a personalidade habilitar a nova função, a ferramenta vai escanear sua foto de perfil e compará-la com rostos que aparecerem em anúncios suspeitos. Eles serão bloqueados automaticamente se o uso indevido for confirmado. Segundo David Agranovich, diretor de ameaças cibernéticas da Meta, personalidades no Reino Unido e na UE receberão notificações nas próximas semanas para habilitar o uso da ferramenta de proteção contra as chamadas "celeb-bait". "Acreditamos que esta ferramenta nos ajudará a identificar o uso incorreto de imagens de figuras públicas, mesmo que o anúncio utilize inteligência artificial generativa", disse Agranovich. A Meta também anunciou que integrará o reconhecimento facial em suas ferramentas de recuperação de contas para todos os usuários. Aqueles que optarem por utilizar a ferramenta poderão verificar sua identidade gravando um breve vídeo se a conta estiver bloqueada. A empresa disse que os dados faciais serão utilizados apenas para este processo de verificação e eliminados na sequência. A Meta afirma que a tecnologia cumpre com as regulamentações europeias de proteção de dados. A dona do Facebook e Instagram interrompeu o reconhecimento facial em suas plataformas em 2021, devido a preocupações com a privacidade, mas restabeleceu a iniciativa no ano passado para combater anúncios fraudulentos. Golpistas recorrem ao "deepfake" pra enganar quem usa a internet e as redes socais

Nenhum comentário:

Postar um comentário

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...