sábado, 3 de maio de 2025

China nega exigir acesso a dados de usuários após União Europeia impor multa ao TikTok


Autoridade reguladora do bloco europeu condenou a companhia chinesa ByteDance, dona da rede social, a pagar 530 milhões de euros por, segundo acusação, transferir dados de usuários da Europa a China, nesta sexta-feira (2). Foto de arquivo: Um homem sai da sede do TikTok em Culver City, na Califórnia, EUA, em 17 de janeiro de 2025 REUTERS/David Swanson/File Photo A China negou que exige que companhias como o TikTok entreguem os dados de seus usuários neste sábado (3), um dia depois da União Europeia impor uma multa milionária à rede social por proteção deficiente dos dados dos usuários europeus. "A China nunca exigiu nem exigirá a empresas ou indivíduos que recolham ou armazenem dados por meios ilegais", declarou o Ministério de Relações Exteriores chinês. A multa milionária de 530 milhões de euros - o equivalente a R$ 3,3 bilhões -, após acusar o TikTok por transferir dados de usuários da Europa a China, foi imposta pela autoridade irlandesa de proteção de dados (DPC), que atua em nome do bloco europeu, já que a sede do TikTok na Europa está no país. Segundo o regulador, o "TikTok não abordou o possível acesso das autoridades chinesas aos dados pessoais (dos europeus) em virtude das leis chinesas". A multa é a segunda maior já imposta pela União Europeia. Neste sábado, o Ministério de Relações Exteriores chinês também pediu à União Europeia e à Irlanda que "proporcionem um entorno empresarial justo, equitativo e não discriminatório para as empresas de todos os países". O TikTok, cuja empresa matriz é a companhia chinesa ByteDance, anunciou que apelará da decisão. Vários países já bloquearam a rede social por alguns períodos - como Paquistão, Nepal e o território francês da Nova Caledônia. Em 2025, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei que pedia que a ByteDance se desfizesse do controle do TikTok no país ou seria expulso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou duas vezes o prazo limite para a venda da rede social, que conta com 170 milhões de usuários americanos, e que vencerá em 19 de junho.

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