segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Como tirar fotos embaixo d'água com o celular


Mulher fotografada embaixo d'água Freepik Tirar fotos com o celular embaixo d’água parece um sonho. Mas, mesmo com a promessa de proteção contra água e respingos, a grande maioria dos telefones não foi feita para mergulhar. Se molhar demais, dá até para perder a garantia do telefone. É necessário usar uma capinha protetora. Entre as diversas marcas que vendem smartphones no Brasil, somente duas (Realme e Oppo) dizem ser possível fotografar embaixo d'água com um modo especial em alguns modelos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outras, como Motorola e Jovi, até oferecem um nível maior de proteção contra água em determinados telefones. Mas não recomendam usá-los para fotografia submersa. Os fabricantes dos smartphones vendem resistência a água e poeira, geralmente, com dados de proteção IP66, 67, 68, 69 (veja ao final o que esses números significam). Ter resistência à água não significa que o aparelho seja à prova d’água e a proteção é limitada a certas condições, segundo as marcas. Essa proteção é feita somente para garantir que o smartphone siga funcionando depois de um acidente – como cair na privada ou em uma poça na rua, por exemplo. O que fazer para fotografar embaixo d’água? A recomendação básica é utilizar uma caixa estanque, que vai proteger o smartphone da água. Modelos dessas caixas que servem em qualquer aparelho são mais difíceis de encontrar, com valores de R$ 400 a mais de R$ 1.000 nas lojas da internet. Caixa estanque universal para celular Divulgação É mais comum achar capas protetoras para cada telefone, mas isso varia de acordo com cada aparelho. Outra alternativa recomendada pelos fabricantes é usar bolsas de proteção, de plástico, com um fecho reforçado. Sempre existe o risco de furar (ou fechar de forma errada) a bolsa e encharcar o aparelho. Se for no mar, a água salgada pode corroer os componentes internos e inutilizar o telefone. Os fabricantes também indicam o uso dessas capas na praia para proteger da umidade e da areia. Capa de proteção para água com celular dentro Divulgação Dois modelos da Oppo permitem usar o celular sem capinha para fotos submersas – Reno 13 e Reno 13F. O Realme 14 Pro também oferece uma função similar. A Oppo diz que é possível ativar o modo subaquático na câmera dos smartphones, que alerta o consumidor dos riscos, trava a tela e permite clicar usando apenas os botões de volume. Isso deve ocorrer sempre dentro dos limites (água doce apenas, sem sal do mar ou químicos de uma piscina). Após a foto, dá para remover o excesso de água ao desativar o modo subaquático, que faz os alto-falantes vibrarem para expulsar o líquido das frestas. A marca diz ainda para usar o telefone de novo apenas depois que secar. Qual o nível de proteção do seu aparelho? Telefones mais antigos tinham partes móveis, como tampas, gavetas para cartões de memória e baterias removíveis. E eram mais suscetíveis a danos por umidade. Os aparelhos mais modernos têm poucas partes móveis e fica tudo “travado” em uma única peça. Esse tipo de projeto ajuda a impedir entrada de água, mas ainda deixa alguns espacinhos livres: as aberturas dos alto-falantes, do microfone, da gaveta para o cartão SIM da operadora e o conector do cabo de energia. Os fabricantes de smartphones passaram a certificar os equipamentos pela classificação IP. Esse é um código criado pela IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional, em inglês) que ajuda a identificar a proteção e a resistência dos aparelhos contra poeira, impacto e líquidos. O primeiro dígito da classificação informa a proteção contra objetos sólidos. O segundo dígito, a proteção contra água. Aparelhos mais caros são resistentes à água, com a classificação IP67 (profundidade máxima de 1 metro por até 30 minutos), IP68 (profundidade máxima de 1,5 metro por até 30 minutos) e até IP69 (proteção contra jatos de água em alta pressão e alta temperatura). Essa informação costuma estar nas especificações técnicas no site das marcas. O que significam os números na proteção IP? Apesar dessas proteções, um mergulho no rio ou piscina pode estragar mesmo o aparelho e levar à perda da garantia. "O dispositivo pode ficar encharcado", complementa a Samsung. "A exposição a condições fora desses parâmetros não está coberta pela garantia", comenta a Motorola. Celulares mais básicos contam com a classificação IP53 ou IP54, que garante proteção contra poeira, borrifos ou respingos de água. Se mergulhar em água, eles podem parar de funcionar. Veja a seguir uma lista de bolsas protetoras (R$ 55 a R$ 80 nas lojas consultadas em agosto), uma capa universal para celulares (R$ 400) e três smartphones com proteção IP69 (de R$ 3 mil a R$ 4 mil). Bolsa impermeável universal para celular Bolsa à prova d'água Itwit Caixa estanque Shellbox Jovi V50 Moto Edge 60 Pro Oppo Reno 13F Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Saiba o que fazer se o celular cair na água

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