quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Microsoft desativa serviços usados por Israel após identificar uso para vigilância em Gaza e na Cisjordânia


Sede da Microsoft em Issy-les-Moulineaux, perto de Paris, na França, em 18 de abril de 2016 REUTERS/Charles Platiau A Microsoft informou nesta quinta-feira (25) que desativou um conjunto de serviços de computação em nuvem e de inteligência artificial usados por uma unidade do Ministério da Defesa de Israel (IMOD). A medida foi tomada após o jornal The Guardian apontar no início de agosto que as Forças de Defesa de Israel estavam usando o sistema Azure, da Microsoft, para "armazenar arquivos de chamadas telefônicas obtidas por meio de vigilância ampla ou em massa de civis em Gaza e na Cisjordânia". Em comunicado, a Microsoft disse que fez uma revisão com base em demonstrações financeiras, documentos internos, comunicações por e-mail e mensagens, entre outros registros. A análise não levou em conta dados privados da conta do Ministério de Defesa de Israel. A empresa disse que a revisão ainda está em andamento, mas já encontrou evidências que apoiam as alegações da reportagem do Guardian, incluindo detalhes sobre o uso do armazenamento do Azure na Holanda e de serviços de IA pela unidade do ministério israelense. "A Microsoft não é um governo nem um país. Somos uma empresa. Como toda empresa, decidimos quais produtos e serviços oferecer aos nossos clientes", disse Brad Smith, presidente da Microsoft. "Não fornecemos tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis. Aplicamos esse princípio em todos os países do mundo e insistimos nele repetidamente por mais de duas décadas". Ainda segundo o comunicado, a Microsoft informou o Ministério de Defesa de Israel sobre a decisão de interromper parte das assinaturas e serviços do órgão. A empresa disse que a medida não vai impactar sua atuação no Oriente Médio.

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