segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Funcionários do Google, Meta, OpenAI e outras pedem que CEOs usem influência para pressionar governo contra o ICE


Homem é baleado e morre durante operação do ICE em Minneapolis Mais de 400 funcionários de gigantes de tecnologia dos Estados Unidos assinaram um abaixo-assinado pedindo que CEOs de big techs usem sua influência política para pressionar a Casa Branca contra a atuação violenta do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). O movimento ocorre em meio a uma escalada de críticas à agência, envolvida na morte de dois americanos durante protestos e denunciada por usar crianças como “isca” em operações de imigração (veja mais abaixo). A carta é assinada por trabalhadores de empresas como Google, Meta, Microsoft, Amazon, Spotify, YouTube, OpenAI, Apple, TikTok, PayPal e Nvidia, entre outras. No texto, os signatários convocam líderes das big techs a ligarem para a Casa Branca pedindo que o ICE deixe as suas cidades, cancelem contratos empresariais com a agência e denunciem publicamente a violência atribuída ao órgão (veja na íntegra abaixo). “Queremos ter orgulho de trabalhar na área de tecnologia… Podemos e devemos usar nossa influência para acabar com essa violência”, afirma o texto. Os trabalhadores dizem que a indústria de tecnologia tem peso político real em Washington e citam como exemplo outubro passado, quando executivos do setor ligaram para a Casa Branca após Trump ameaçar enviar a Guarda Nacional a São Francisco — e o presidente recuou. Aumento da truculência Manifestantes carregam cartazes condenando o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) perto do local onde um homem identificado como Alex Pretti foi morto a tiros por agentes federais que tentavam detê-lo, em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 24 de janeiro de 2026. REUTERS/Tim Evans O cenário ficou mais tenso após a morte de Renee Good, no dia 7 de janeiro, durante confrontos com agentes federais em manifestações contra ações do ICE em Minneapolis. Desde então, milhares de moradores foram às ruas para protestar contra a truculência da agência e a apreensão de imigrantes. Na última quinta-feira (22), pelo menos quatro crianças foram detidas por agentes federais, e uma delas teria sido usada como “isca” para tentar atrair seus familiares. A operação ocorreu na terça (20), mas só foi divulgada dias depois. No sábado (25), a tensão aumentou ainda mais após a morte de Alex Pretti, cidadão americano baleado por agentes federais durante um protesto contra as políticas de imigração do presidente Donald Trump, o que gerou nova onda de revolta e manifestações. Carta na íntegra (trechos traduzidos): A indústria de tecnologia exige que o ICE saia de nossas cidades. Somos profissionais da indústria de tecnologia nos Estados Unidos. Todos nós testemunhamos o assassinato brutal de um cidadão americano pela ICE nas ruas de Minneapolis. Depois, o governo Trump mentiu descaradamente sobre o ocorrido. Não chegamos a essa situação da noite para o dia. Há meses, Trump envia agentes federais às nossas cidades para criminalizar a nós, nossos vizinhos, amigos, colegas e familiares. De Minneapolis a Los Angeles e Chicago, vimos bandidos armados e mascarados espalharem violência desenfreada, sequestros, terror e crueldade sem fim à vista . Isso não pode continuar, e sabemos que a indústria de tecnologia pode fazer a diferença. Quando Trump ameaçou enviar a Guarda Nacional para São Francisco em outubro, líderes da indústria de tecnologia ligaram para a Casa Branca. Funcionou: Trump recuou. Hoje, convocamos nossos CEOs a pegarem o telefone novamente: Liguem para a Casa Branca e exijam que a ICE deixe nossas cidades. Cancelar todos os contratos da empresa com a ICE. Denuncie publicamente a violência do ICE. Queremos ter orgulho de trabalhar na área de tecnologia. Queremos ter orgulho das empresas para as quais trabalhamos. Podemos e devemos usar nossa influência para acabar com essa violência. Veja mais: Meta, TikTok e YouTube serão julgados por acusação de viciar jovem de 19 anos; caso pode abrir enorme precedente Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência americana

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