quinta-feira, 5 de março de 2026
Anthropic retoma conversa com os EUA sobre uso militar de sua IA, diz jornal
Entenda embate entre governo dos EUA e Claude, rival do ChatGPT
A Anthropic, empresa que criou o assistente de inteligência artificial Claude, retomou a conversa com o governo dos Estados Unidos sobre o uso militar de suas ferramentas, revelou nesta quinta-feira (5) o jornal Financial Times.
O acordo voltou a ser discutido depois de um impasse na última semana sobre como modelos da Anthropic poderiam ser usados pelas Forças Armadas dos EUA.
A empresa não quer que elas sirvam para vigilância em massa de cidadãos e sistemas de armamento autônomos, por exemplo. Mas o governo americano quer que eles sejam usados para qualquer finalidade "lícita".
Sem um acordo, o presidente americano Donald Trump determinou na sexta-feira (27) que agências federais do país interrompessem o uso de programas de IA da Anthropic.
O secretário de Guerra de Trump, Pete Hegseth, ameaçou classificar a empresa como um risco para a cadeia de fornecimento, o que forçaria empresas do ramo militar a cortar laços com a empresa.
Mesmo com a ordem contrária, os EUA usaram o Claude na ofensiva militar contra o Irã, segundo o The Wall Street Journal. O assistente costuma ajudar o Exército americano a fazer avaliações de inteligência, identificar alvos e simular cenários de batalha
Agora, com um possível acordo, militares americanos poderiam voltar a usar livremente modelos de inteligência artificial da Anthropic, e a empresa correria menos risco de ser considerada um risco.
A rival OpenAI, dona do ChatGPT, também poderia ter os planos afetados depois de anunciar na última semana um acordo que liberou o uso de seus modelos de IA pelo Pentágono.
Avaliada em US$ 380 bilhões, a Anthropic foi a primeira a assinar um contrato com a defesa dos EUA para uso de modelos de IA para fins militares. O acordo de US$ 200 milhões foi firmado em julho de 2025 e, depois, foi assinado com outras empresas como a OpenAI e o Google.
LEIA TAMBÉM:
Irã tem novo apagão de internet em meio a conflito com EUA e Israel
'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais
'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026
Assinar:
Postar comentários (Atom)
China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país
Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...
-
IBM Sergio Perez/Reuters A IBM comunicou na última terça-feira (18) que vai encerrar o seu laboratório de pesquisa no Brasil. A dec...
-
Garota frustrada vendo redes sociais no celular Freepik 😤 Você abre o Instagram, o TikTok ou o X só para ver memes, mas acaba no me...
-
Trabalhadores de app sofrem com baixos salários, jornadas longas e custos próprios, apontou relatório Rowan Freeman/Unsplash Explora...
Nenhum comentário:
Postar um comentário