
Prisão de MCs Ryan SP e Poze: o que o iCloud armazena e por que ele pode revelar toda a rotina do usuário Reprodução/Redes sociais A operação que revelou, nesta quarta-feira (15), um esquema de organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão começou com a análise de arquivos armazenados no iCloud, da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos em uma operação anterior. A investigação resultou na prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros. 🔎 O iCloud é o serviço de armazenamento em nuvem da Apple que permite guardar fotos, vídeos, senhas, notas, documentos e outros arquivos. Para quem usa dispositivos da marca, ele mantém esses dados sincronizados automaticamente entre iPhone, iPad e Mac a partir de uma única conta. O serviço é semelhante ao Google Drive e ao Dropbox. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quando alguém tem acesso ao iCloud, seja pelo site ou diretamente por um dispositivo, como o iPhone, é possível ver informações como a data de criação de um arquivo e a última vez em que ele foi modificado, explica José Adorno, especialista em tecnologia e no ecossistema da Apple. "Como o serviço reúne fotos, e-mails, calendário, notas e outros dados, fica relativamente fácil traçar uma espécie de 'rotina' da pessoa a partir dessas informações", afirma Adorno. Segundo o especialista, o iCloud é um serviço seguro, acessado por meio da Conta Apple, e os dados armazenados nele são criptografados. Ainda assim, mediante ordem judicial, a Apple pode fornecer essas informações às autoridades. "Caso a pessoa ative a opção de Proteção de Dados Avançados (camada extra de proteção), nem mesmo a empresa consegue acessar essas informações. Porém, nem tudo o que é salvo no iCloud conta com essa camada extra de proteção, como e-mails, contatos e calendário", completa. Quando o usuário apaga um arquivo do iPhone, se esse conteúdo estiver sincronizado com o iCloud, ele é removido automaticamente de todos os dispositivos vinculados à mesma conta, como Mac e iPad, além da própria nuvem. No entanto, parte desses dados, como fotos e vídeos, pode permanecer na lixeira por até 30 dias antes de ser excluída definitivamente. Por que o iCloud foi importante na operação? Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado Reprodução/YouTube e Instagram Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros. Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de "mapa" da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização. A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas. LEIA TAMBÉM: Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA Gemini, IA do Google, aumenta integração com Gmail e YouTube para personalizar respostas VÍDEO: robô chinês corre 100 metros em 10 segundos e se aproxima da marca de Usain Bolt Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil
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