quarta-feira, 6 de maio de 2026

União Europeia planeja eliminar uso de tecnologia chinesa e isso pode custar mais de US$ 400 bilhões, diz estudo


Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters A União Europeia (UE) planeja eliminar gradualmente o uso de equipamentos de fornecedores chineses para reforçar a sua segurança digital e isso pode custar ao bloco mais de US$ 400 bilhões nos próximos cinco anos, afirmou nesta quarta-feira (6) a Câmara de Comércio da China na União Europeia (CCCEU). Segundo um estudo da entidade, a Alemanha deve arcar com quase metade desse valor, disse a agência de notícias Reuters. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A medida foi bastante criticada pela Huawei, que está entre as empresas que mais devem ser afetadas. Já o governo chinês ameaçou, na semana passada, adotar medidas contra a UE. Vídeos em alta no g1 O estudo da CCCEU, realizado pela KPMG, afirmou que a substituição forçada de fornecedores chineses em 18 setores custaria à UE 367,8 bilhões de euros (US$ 432,83 bilhões) entre 2026 e 2030. Segundo o relatório, o bloco teria de substituir hardware, registrar perdas contábeis em ativos e lidar com menor eficiência e atrasos na digitalização. Dois dos setores mais afetados seriam energia e telecomunicações, pilares das transições digital e verde planejadas pela UE. Seis países da UE enfrentariam perdas superiores a 10 bilhões de euros — Alemanha, França, Itália, Espanha, Polônia e Países Baixos. Para a Alemanha, a conta seria de 170,8 bilhões de euros. Os governos da UE e o Parlamento Europeu estão nos estágios iniciais do longo processo legislativo necessário para que as novas regras se tornem lei, um processo que provavelmente resultará em alterações. A Comissão Europeia também recomendou na segunda-feira restringir o uso de recursos da UE para projetos que envolvam inversores de energia de “fornecedores de alto risco”, o que, segundo o órgão, poderia levar ao desligamento remoto das redes elétricas de um Estado-membro da UE.

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