domingo, 31 de dezembro de 2023
Lula sanciona lei que regulamenta apostas esportivas, mas veta isenção de IR para ganhos de até R$ 2,1 mil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, a lei que regulamenta o mercado de apostas esportivas online no Brasil, as chamadas bets.
A sanção foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" neste sábado (30).
A lei sancionada tributa empresas e apostadores, bem como define regras para a exploração das apostas e define a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade.
Aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 21 de dezembro, a lei é uma das medidas defendidas pela equipe econômica do governo para elevar a arrecadação federal. Nos cálculos iniciais do governo, a cobrança com jogos e apostas virtuais deve trazer aos cofres públicos pelo menos R$ 10 bilhões.
Como grupo de jovens engenheiros tornou Taiwan uma potência em microchips
Taiwan passou de um país pobre e produtor de cana-de-açúcar a um país rico graças à visão de um grupo de jovens engenheiros que trouxeram para a ilha o que aprenderam nos Estados Unidos. Os microchips foram os responsáveis pela incrível ascensão econômica de Taiwan Getty/BBC Quando Shih Chin-tay embarcou, aos 23 anos, em um avião para os Estados Unidos no verão de 1969, ele voou para um mundo diferente daquele que conhecia. Criado em uma vila de pescadores cercada por canaviais, ele tinha feito faculdade em Taipei, capital de Taiwan, até então uma cidade de ruas empoeiradas e prédios de apartamentos cinzas onde as pessoas raramente possuíam carros. Shih dirigia-se à Universidade de Princeton. Os EUA tinham acabado de enviar um homem à Lua e de lançar o Boeing 747. A economia americana era maior do que as da União Soviética, Japão, Alemanha e França juntas. "Quando pousei, fiquei chocado", disse Shih, hoje com 77 anos. "Eu disse a mim mesmo: 'Taiwan é tão pobre que preciso fazer algo para tentar ajudar a melhorar a situação'." E conseguiu. Shih e um grupo de jovens e ambiciosos engenheiros transformaram a ilha que exportava açúcar e camisetas em uma potência eletrônica. Taipei hoje é rica e moderna. Os trens de alta velocidade percorrem a costa oeste da ilha a 350 km/h. Taipei 101, um dos edifícios mais altos do mundo, ergue-se sobre a cidade, um emblema da prosperidade local. Muito disso se deve a um aparelho tão pequeno quanto uma unha. O semicondutor de silício fino, hoje conhecido como chip, está no centro de todas as tecnologias que usamos, de iPhones a aviões. Taiwan fabrica atualmente mais da metade dos chips que alimentam nossas vidas, e a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), a maior fabricante, é a nona empresa mais valiosa do mundo. Shih Chin-tay liderou a entrada de Taiwan na fabricação de microchips na década de 1970 BBC Taiwan virou quase insubstituível, mas também vulnerável. A China, temendo ficar sem os chips mais avançados, está gastando bilhões para roubar o posto de Taiwan. E poderia até tomar a ilha, como tem ameaçado fazer. Mas o caminho de Taiwan para o estrelato não será fácil de reproduzir: a ilha possui uma receita secreta, aperfeiçoada durante décadas de trabalho minucioso de seus engenheiros. Além disso, a manufatura depende de uma teia de laços econômicos que a crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China ameaça desfazer. Em busca de uma indústria nacional Quando Shih chegou a Princeton, "a América estava apenas começando a revolução dos semicondutores", diz ele. Fazia apenas uma década que Robert Noyce tinha criado o "circuito integrado monolítico", reunindo componentes eletrônicos em uma única placa de silício, uma das primeiras versões do microchip que iniciou a revolução dos computadores pessoais. Nos dois anos após a formatura, Shih projetou chips de memória na Burroughs Corporation, segunda na fabricação de computadores, atrás apenas da IBM. Na época, Taiwan buscava uma nova indústria nacional após a crise do petróleo atingir suas exportações. O silício parecia uma possibilidade, e Shih achou que poderia ajudar: "Pensei que era hora de ir para casa". No final da década de 1970, ele se juntou aos melhores e mais brilhantes engenheiros eletrônicos de Taiwan em um novo laboratório de pesquisa: o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial, que viria a desempenhar um papel enorme na reformulação da economia da ilha. Morris Chang criou o modelo que Taiwan utiliza hoje e que transformou o país numa fábrica mundial de microchips Getty/BBC O trabalho começou em Hsinchu, uma pequena cidade ao sul de Taipei, hoje o centro mundial de eletrônicos, dominado pelas enormes fábricas da TSMC. Essas fábricas de chips, cada uma do tamanho de vários campos de futebol, estão entre os lugares mais limpos do planeta. Os detalhes mais finos da fabricação são um segredo bem guardado, e não é permitido a entrada de câmeras. A mais nova fábrica, a "Fab 18", construída no sul de Taiwan a um custo de quase US$ 20 bilhões, começará em breve a produzir chips de três nanômetros destinados à próxima geração de iPhones. Tudo isso vai muito além do que Shih e seus colegas imaginaram quando abriram uma fábrica experimental na década de 1970. Eles estavam esperançosos porque tinham autorização para produzir a tecnologia de um grande fabricante de eletrônicos dos EUA. Mas, para surpresa de todos, a fábrica local superou a empresa-mãe. É difícil explicar o motivo, até hoje. E a fórmula precisa para o sucesso de Taiwan segue desconhecida. A lembrança de Shih é mais prosaica: "A produção era melhor do que a planta original da RCA, com custos mais baixos. Isso deu ao governo confiança de que talvez pudéssemos fazer algo de verdade." O governo taiwanês forneceu o capital inicial, primeiro para a United Micro-Electronics Corporation e, depois, em 1987, para o que se tornaria a maior fábrica de chips do mundo, a TSMC. Para dirigi-la, eles recrutaram Morris Chang, um engenheiro sino-americano e ex-executivo da gigante de eletrônicos Texas Instruments. Foi um golpe de sorte, de genialidade ou de ambas as coisas: o homem, hoje com 93 anos, é conhecido como o pai da indústria de semicondutores de Taiwan. Naquela época, Chang rapidamente percebeu que enfrentar gigantes americanos e japoneses em seu próprio jogo era uma aposta perdida. Em vez disso, a TSMC só fabricaria chips para outros e não projetaria seus próprios equipamentos de informática. Esse modelo, inédito em 1987, mudou o cenário da indústria e abriu caminho para que Taiwan se tornasse líder de um movimento. E o momento não poderia ter sido melhor. A nova geração de startups do Vale do Silício — incluindo Apple, Qualcomm e Nvidia — não tinha fundos para construir fábricas próprias. Ao mesmo tempo, tinha dificuldade de encontrar fabricantes de chips, sem os quais não poderia funcionar. Onde tudo começou: sede da TSMC no Hsinchu Science Park Getty "Eles deveriam ter ido às grandes empresas de semicondutores e perguntado se tinham alguma capacidade de produção ociosa que pudessem utilizar", diz Shih. "Mas foi aí que a TSMC apareceu." E as empresas "sem fábrica" da Califórnia puderam fazer parcerias com fabricantes de chips taiwaneses, que não tinham interesse em roubar seus projetos ou competir com eles. "A regra número um na TSMC é não competir com seus clientes", diz Shih. A receita secreta O mundo produz mais de um bilhão de chips por ano. Um carro moderno tem entre 1,5 mil e 3 mil chips. O iPhone 12 tem cerca de 1,4 mil semicondutores. Um déficit em 2022, impulsionado pelo aumento da demanda por eletrônicos durante a pandemia, afetou tanto as vendas de máquinas de lavar roupa quanto as da gigante de automóveis BMW. O extraordinário sucesso de Taiwan (a ilha transporta mais da metade desses bilhões de chips, e quase todos os mais avançados) foi alimentado por seu domínio de volume. Em outras palavras, a manufatura taiwanesa é incrivelmente eficiente. A fabricação de chips de silício é cara e trabalhosa. Começa com um grande lingote de silício ultra-puro a partir de um único cristal. Cada lingote pode levar vários dias para crescer e pode pesar até 100kg. Depois de cortar o bloco em folhas finas com um cortador de diamantes, uma máquina usa luz para gravar circuitos minúsculos em cada placa. Uma única folha pode conter centenas de microprocessadores e bilhões de circuitos. O que importa, em última análise, é o desempenho, ou seja, a área de cada placa que pode ser usada como chip. Na década de 1970, as empresas americanas tinham retornos tão baixos quanto 10%, na melhor das hipóteses chegando a 50%. Na década de 1980, os japoneses tinham uma média de 60%. A TSMC superou todos eles com um rendimento em torno de 80% da placa. Ao longo do tempo, os fabricantes taiwaneses conseguiram espremer cada vez mais circuitos em espaços incrivelmente pequenos. Usando as mais recentes máquinas de litografia de luz ultravioleta extrema, a TSMC pode gravar 100 bilhões de circuitos em um único microprocessador, ou mais de 100 milhões de circuitos por milímetro quadrado. Mas por que as empresas taiwanesas são tão boas nisso? Ninguém parece saber ao certo. Para Shih, a resposta é simples: "Tínhamos instalações totalmente novas, com os equipamentos mais modernos. Contratamos os melhores engenheiros. Mesmo os operadores de máquinas eram altamente qualificados. E não apenas importamos tecnologia, mas absorvemos lições de nossos professores americanos e aplicamos melhorias contínuas." Um jovem que passou vários anos trabalhando em uma das maiores empresas de eletrônicos de Taiwan concorda: "Acho que as empresas de Taiwan são ruins em fazer grandes avanços em tecnologia, mas são muito boas em pegar a ideia de outra pessoa e melhorá-la. Isso pode ser feito por tentativa e erro, modificando continuamente pequenos detalhes." Isso é importante porque, em uma fábrica de semicondutores, as máquinas precisam ser constantemente calibradas. Fazer microchips é engenharia. Mas também é mais do que isso. Alguns compararam o processo à culinária, como um jantar gourmet. Se você der a dois chefs a mesma receita e os mesmos ingredientes, o melhor cozinheiro preparará o melhor prato. Em outras palavras, Taiwan tem uma receita secreta. Mas o jovem, que não quis revelar seu nome ou o nome da empresa, diz que as empresas taiwanesas têm outra vantagem: "Em comparação com os engenheiros de software nos EUA, mesmo nas melhores empresas, os engenheiros aqui são muito mal pagos", disse ele. "Mas, em comparação com outras indústrias de Taiwan, o salário é bom. Então, se você trabalha para uma grande empresa de eletrônicos, após alguns anos você consegue pegar um financiamento, comprar um carro ou se casar. E assim as pessoas aguentam." A torre Taipei 101 na moderna capital taiwanesa Getty/BBC De acordo com o engenheiro, todos os seis dias de sua semana de trabalho começavam com uma reunião às 07h30 e normalmente duravam até as 19h. Também ligavam para ele aos domingos e feriados, caso houvesse qualquer problema na fábrica. "Se as pessoas não estivessem dispostas a fazer o trabalho, a empresa estaria acabada. Essas empresas têm sucesso porque as pessoas estão dispostas a aguentar as dificuldades." O escudo de silício Em dezembro de 2022, a TSMC inaugurou uma fábrica de US$ 40 bilhões no estado americano do Arizona. A notícia foi comemorada pelo presidente Joe Biden como um sinal de que a manufatura de alta tecnologia estava retornando ao solo americano. Desde então, as manchetes têm sido um pouco menos positivas. "Eles não nos ouviram: por dentro da conturbada fábrica de chips do Arizona", diz uma. Outra observou que "a TSMC está lutando para recrutar trabalhadores em meio resistência dos sindicatos". E a produção de chips, que era esperada para começar no ano que vem, foi adiada para 2025. Chang, ex-presidente da TSMC, mostrou-se profundamente cético desde o início do projeto. No ano passado, ele descreveu a expansão da produção de chips para os EUA como um "exercício inútil, caro e perdulário", porque fabricar chips no país seria 50% mais caro do que em Taiwan. Mas a destreza de Taiwan para fabricar chips colocou-a no centro da guerra tecnológica entre EUA e China. Washington quer impedir Taiwan de fornecer à China os chips mais avançados, temendo que Pequim possa usá-los para acelerar programas de armas e avançar na inteligência artificial. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que estrangulou o fornecimento de gás para a Europa, os políticos americanos estão nervosos a respeito de Taiwan. Eles temem que a enorme concentração da produção de chips de ponta na ilha torne a economia dos EUA refém de uma hipotética invasão chinesa. Mas as empresas taiwanesas veem pouca vantagem econômica em transferir a produção para fora da ilha. Fazem-no com relutância e sob pressão política. O povo taiwanês se incomoda com a ideia de que tenha que se sentir culpado pelo próprio sucesso e que Taiwan tenha que enfraquecer voluntariamente o que muitos consideram seu "escudo de silício", enquanto o resto do mundo questiona se vale a pena proteger a ilha e sociedade democrática local da agressão chinesa. Shih diz que aqueles que buscam reestruturar à força a produção global de chips fazem uma interpretação errada do sucesso do projeto. "Se olharmos para a história dos semicondutores, nenhum país domina essa indústria", diz ele. "Taiwan pode dominar o setor manufatureiro, mas há uma cadeia de suprimentos muito grande e a inovação em todas as partes dela contribui para o crescimento da indústria." Grande parte do silício bruto do mundo vem da China, ainda que a maior parte vá para a indústria solar. Alemanha e Japão dominam os produtos químicos necessários para processar as placas. Carl Zeiss, uma empresa alemã de optoeletrônica, mais conhecida por fabricar óculos e lentes para câmeras, produz os dispositivos ópticos usados em máquinas de litografia fabricadas por uma empresa holandesa líder, a ASML. O processo de fabricação trabalhoso é baseado em projetos originários de empresas americanas ou da Arm, com sede no Reino Unido. Shih duvida que Pequim seja capaz de recriar essa cadeia de suprimentos — de materiais a design e produção de ponta — dentro da China. "Se quiserem criar um modelo diferente, desejo-lhes sorte", diz, encolhendo os ombros. "Porque se você quer realmente inovar, você precisa trabalhar em conjunto com todo o mundo. Não se trata apenas de uma empresa ou de um país." Ele tem as mesmas dúvidas sobre a exclusão da China, como os Estados Unidos vêm fazendo. "Acho que é provavelmente um grande erro", diz ele. "Quando olho para trás, sinto-me afortunado por ter testemunhado o extraordinário crescimento da economia de Taiwan e deste longo período de paz. Agora vejo conflitos em outras partes do mundo e me preocupa que isso possa chegar à Ásia", diz. "Espero que as pessoas apreciem o valioso esforço que fizemos e não o destruam."
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
Google reconhece que rastreava milhões de pessoas secretamente e fecha acordo para evitar processo

Segundo acusação, aplicativos da empresa permitiam monitorar atividades, mesmo com a configuração do navegador em modo privado. O logotipo do Google é visto em um dos complexos de escritórios da empresa em Irvine, Califórnia, nos Estados Unidos Mike Blake/Reuters/Arquivo O Google reconheceu que rastreava secretamente o uso da internet de milhões de pessoas que pensavam estar navegando de forma privada. Com isso, foi suspenso o julgamento de uma ação coletiva movida contra a empresa na Justiça dos Estados Unidos. Os autores do processo alegavam que análises, cookies e aplicativos do Google permitiam o rastreamento de suas atividades mesmo quando configuravam o navegador Chrome do Google para o modo "incógnito" e outros navegadores para o modo de navegação "privada". Eles afirmaram que isso transformou o Google em uma "coletânea incontrolável de informações", permitindo à empresa conhecer seus amigos, hobbies, comidas favoritas, hábitos de compras e "coisas potencialmente embaraçosas" que procuram online. O julgamento, agendado para 5 de fevereiro de 2024, foi suspenso nesta quinta-feira (28) depois que advogados do Google e dos consumidores disseram ter chegado a um acordo preliminar. Os termos do acordo não foram divulgados, mas os advogados esperam apresentá-lo para aprovação judicial até 24 de fevereiro de 2024. O processo buscava pelo menos US$ 5 bilhões de indenização. Nem o Google nem os advogados dos consumidores autores da ação responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Leia também: Instagram permite ver seu histórico de curtidas e comentários; veja como acessar Espiar celular é crime? Tire suas dúvidas Celular Seguro: serviço do governo para inibir roubos já bloqueou mais de 4,3 mil aparelhos Assista o vídeo abaixo e saiba como é a vida de quem vende nude na internet Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo O que mais bombou no Google em 2023? Assista o vídeo para saber As buscas na internet que bombaram no ano de 2023
Quer liberar espaço no celular para tirar fotos de Ano Novo? Veja medidas de emergência

Desinstalar aplicativos e apagar arquivos de WhatsApp são algumas opções para os aparelhos que estão com a memória lotada. Memória do celular lotada? Desinstalar aplicativos e apagar arquivos de WhatsApp são algumas opções para liberar espaço. Katerina Holmes/Pexels Está precisando de espaço no celular para armazenar as fotos de Ano Novo? Há medidas de emergência que podem te ajudar. Quando a memória de um celular está cheia, a ação mais importante é ir até o menu de "Configurações" ou "Ajustes" do seu aparelho e ver o que mais está ocupando espaço de armazenamento – aplicativos, fotos, vídeos e áudios costumam comprometer bastante a memória. É recomendável que, de forma regular, esse tipo de conteúdo seja mandado para a nuvem. Dessa forma, você mantém mais espaço disponível. O que fazer para liberar espaço Em uma situação de emergência, siga as dicas a seguir. 👋 Tchau, aplicativos – a primeira coisa a se fazer é apagar aplicativos que você sabe que não utilizará mais – ou que você usa de vez em quando. É natural esquecermos no telefone apps que baixamos para uma finalidade específica e que estão lá há muito tempo sem qualquer utilização. ✅ WhatsApp cheio – lembra da imensa quantidade de imagens e outros arquivos de mídia no seu WhatsApp? Então, se você quer mais espaço no seu celular de forma rápida, livre-se deles o quanto antes. Acredite: todos consomem muito. Caso você não queira fazer essa seleção de material no aplicativo, pode optar por uma solução mais direta e apagar conversas inteiras que não precisam mais estar registradas. 🔊 Áudio inútil – aqui a situação é semelhante ao que ocorre com outros aplicativos que não são de áudio. Tem álbuns baixados que você não ouve há tempos? Apague-os. 📄Histórico de navegação – para facilitar sua vida na hora de navegar, seu celular guarda o histórico dos sites que você visitou. Por um lado, é bom, por outro, parte do espaço acaba consumida. Apague o histórico para aumentar a capacidade de memória. Leia também: Como economizar a bateria do celular Por que carregador de celular esquenta e como evitar explosão Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Entenda Celular está quase sem bateria e sem carregador? Veja o que fazer Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião
quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
Avião espacial ultrassecreto dos Estados Unidos é lançado com sucesso com ajuda da SpaceX

Esta é a sétima missão do X-37B, que faz parte de um programa especial de segurança nacional dos EUA. Governo norte-americano divulgou poucos detalhes sobre a nave. Espaçonave ultrassecreta dos EUA é lançada por um foguete da SpaceX, em 28 de dezembro de 2023 REUTERS/Joe Skipper O avião espacial ultrassecreto dos Estados Unidos, X-37B, foi lançado com sucesso ao espaço na noite desta quinta-feira (28). A espaçonave foi lançada do topo de um foguete SpaceX Falcon Heavy, na Flórida. O X-37B faz parte de um programa especial de segurança nacional dos Estados Unidos. O Pentágono divulgou poucos detalhes sobre a espaçonave. Por este motivo, o avião é considerado ultrassecreto. O lançamento ocorreu após mais de duas semanas de atrasos. Três contagens regressivas anteriores foram abortadas devido ao mau tempo e problemas técnicos não especificados. Está é a sétima missão da espaçonave, que poderá orbitar em um ponto mais alto do que nas missões anteriores — a 35 mil km acima da Terra. No entanto, o governo norte-americano não forneceu informações sobre a qual altitude o avião ficará. Em um comunicado, o Gabinete de Capacidades Rápidas da Força Aérea se limitou a afirmar que a nova missão envolveria testes de “novos regimes orbitais, experimentando futuras tecnologias de reconhecimento do domínio espacial”. Analistas chegaram a afirmar que a espaçonave poderá explorar regiões do espaço na vizinhança da Lua. Por outro lado, quanto mais perto o X-37B se aproximar da Lua, mais difícil será o retorno em segurança para a Terra. A nave também está realizando um experimento da Nasa para estudar como as sementes das plantas são afetadas pela exposição prolongada ao ambiente hostil da radiação no espaço. A capacidade de manter plantações no espaço tem implicações importantes para manter os astronautas nutridos durante futuras missões de longo prazo, como para a Lua ou Marte. A primeira missão do X-37B foi feita em 2010. De lá para cá, foram mais de 3.700 dias no espaço. A expectativa é que a operação desta vez dure até 2026. O X-37B Avião espacial X-37B Adam Shanks/Força Espacial dos EUA O X-37B foi construído para implantar várias cargas úteis no espaço e realizar experimentos tecnológicos em voos orbitais de longa duração. O veículo construído pela Boeing tem aproximadamente o tamanho de um pequeno ônibus. O design lembra um ônibus espacial. No final da missão, a nave desce de volta pela atmosfera para pousar em uma pista semelhante a um avião. VÍDEOS: mais assistidos do g1
Os desafios da brasileira que vai comandar aplicativo rival do Tinder a partir desta terça

Lidiane Jones vai substituir a fundadora do Bumble, Whitney Wolfe Herd, no comando da plataforma. Ela contou ao g1 sobre como foi deixar o Brasil e quais são os planos para o aplicativo. Lidiane Jones, CEO do Bumble Divulgação/Slack O aplicativo de namoro Bumble é conhecido por permitir que apenas as mulheres iniciem a conversa depois do match. A plataforma era liderada por Whitney Wolf Herd, que chegou a ser a bilionária mais jovem do mundo. Nesta terça-feira (2), ela é substituída pela brasileira Lidiane Jones. Lidiane estava desde 2020 na empresa de software Salesforce e, há 1 ano, comanda o aplicativo de mensagens corporativas Slack, um dos produtos da empresa. Antes, ela trabalhou em companhias como Microsoft e Apple. Como CEO do Bumble, ela vai encontrar o seguinte cenário: 👥 2,6 milhões de assinantes no 3º trimestre de 2023 (ou 3,8 milhões ao incluir outros apps da empresa, como o Badoo) – a companhia não divulga quantas pessoas usam apenas a versão gratuita; 💵 Faturamento de US$ 276 milhões no 3º trimestre de 2023, aumento de 18% sobre o mesmo período de 2022; 💰 US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) em valor de mercado, segundo a Bloomberg; ⚔️ Dono do Tinder, o rival Match Group tinha 15,7 milhões de assinantes e faturamento de US$ 455 milhões no 3º trimestre de 2023 (o grupo também é dono de outros apps de namoro) – vale cerca de US$ 9,5 bilhões (ou R$ 45 bilhões), segundo a Bloomberg; 🏅 O Bumble é o 5º app de namoro com mais downloads no mundo e 2º da categoria em que usuários mais gastam, perdendo apenas para o Tinder, segundo dados de 2022 da ferramenta de análise de mercado Data.ai. Em entrevista ao g1, Lidiane contou sobre os desafios de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos logo após terminar a escola e falou dos planos do Bumble, que deve apostar mais em inteligência artificial. "O que me atraiu foi a oportunidade que vejo de [estimular] relacionamentos mais saudáveis no mundo todo, não só na questão romântica", disse Lidiane, em referência aos outros produtos do Bumble, que podem ser usados para encontrar amigos e até mesmo empregos. O que é o Bumble? O Bumble é um aplicativo de relacionamento que diz ter como objetivo "criar um espaço de namoro online empoderador para as mulheres". Como em outras plataformas, é possível criar um perfil com seus interesses e definir a faixa etária e a distância das pessoas que serão sugeridas para você. A principal diferença é que, depois do match (quando duas pessoas demonstram interesse uma pela outra), a conversa só pode ser iniciada pela mulher, que tem 24 horas para enviar uma mensagem – em matches entre pessoas do mesmo sexo, ambas podem tomar a iniciativa. O app foi fundado em 2014 por Whitney Wolf Herd, que também é cofundadora do Tinder. Naquele ano, ela processou o Tinder por assédio sexual, em um caso envolvendo seu ex-chefe e ex-parceiro, Justin Mateen, que viria a pedir demissão posteriormente. Com a chegada de Lidiane, Whitney vira presidente do conselho do Bumble. Golpe desvia PIX copia e cola em compras pelo computador; veja como se proteger Bumble Divulgação/Bumble Quem é Lidiane Jones? Lidiane Jones é uma cientista da computação nascida na cidade de São Paulo. Ela se mudou para os Estados Unidos depois de concluir os estudos e conseguir entrar na Universidade de Michigan, onde se formou em 2002. A executiva contou ao g1 que prestou vestibular para universidades no Brasil, mas que decidiu estudar fora por entender que os EUA estavam em outro estágio na área de desenvolvimento de software. "A inovação no Brasil era como implementar o software que estava sendo desenvolvido nos Estados Unidos. Mas eu queria desenvolver, e não implementar software. Foi uma das razões maiores para querer vir para cá [os EUA]", disse Lidiane. Criada em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, Lidiane tinha 12 anos quando começou a aprender sobre computadores. "Quando eu comecei a programar, sentia que estava fazendo mágica. Você faz as ações de fundo, e quem está usando fica encantado com um joguinho ou algo assim". GEMINI: conheça a inteligência artificial mais poderosa do Google Daí para a primeira experiência em uma "big tech" nos EUA, foi preciso persistência. Ela foi entrevistada para uma vaga de estágio na Apple, mas não teve resposta. Depois, recebeu uma bolsa para visitar a WWDC, conferência da empresa para desenvolvedores, onde conseguiu correr atrás do seu sonho. "Fui para a Apple, conheci a pessoa que tinha me entrevistado e falei: 'Lembra de mim? Você vai me dar o estágio?'. E ele: 'Bom, se você veio até aqui, eu te dou o estágio'", contou. Depois dessa experiência, Lidiane atuou com desenvolvimento de software na Microsoft, onde ficou 13 anos. Ela ainda foi vice-presidente de produto na empresa de equipamentos de áudio Sonos, antes de assumir um cargo parecido na Salesforce. "Quando você vem de uma situação com poucos recursos, precisa fazer cada oportunidade contar", disse Lidiane. "Sempre tive que trabalhar bastante para conseguir as coisas, e não mudei. Acho que vem bastante do meu crescimento no Brasil, dos meus pais que também tiveram que batalhar bastante". EditorialAutomáticoSELECIONAR IMAGEMTítuloMulticontent *Insira o título do multicontent a ser anexado O que vai mudar no Bumble? Ao anunciar a mudança no comando, o Bumble destacou que as experiências anteriores de Lidiane tiveram foco em "reimaginar e elevar a experiência do consumidor" e que ela ajudará a empresa a "adotar a inovação em inteligência artificial em seu portfólio de aplicações". Segundo Lidiane, a inteligência artificial será o primeiro foco de sua gestão. "Estou trabalhando com inteligência artificial há mais de 10 anos, desde a minha época da Microsoft. Tenho aprendido e usado muito dessa inovação", afirmou. A executiva não detalhou o que mudará no app, mas disse que a ideia melhorar a construção de perfil dos usuários e a descoberta de pessoas na plataforma. "A inteligência artificial é utilizada só para ajudar a conexão. Não acredito que ela vá repor o contato humano", adiantou. O Bumble também deve investir mais em sua expansão fora dos EUA e em outros produtos como o aplicativo Bumble For Friends, voltado para quem busca fazer novas amizades. O objetivo é mostrar que o mercado potencial da plataforma vai além de usuários de aplicativos de namoro. "Geralmente, a preocupação de investidores é como definir o mercado, a nova geração de usuários. É por isso que estou superanimada. Eu tenho a oportunidade de vir para o Bumble e ajudar a definir esse mercado". LEIA TAMBÉM: Suicídio, venda secreta de terreno e empréstimo: o drama das vítimas do golpe do namoro virtual Veja como usar o Celular Seguro, app do governo contra roubos de smartphones RISCO À INTERNET: Entenda o alerta da Anatel contra construção de usina no Ceará As buscas que bombaram no Google em 2023 As buscas na internet que bombaram no ano de 2023 Teve um nude vazado? Veja como denunciar Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar
Smartwatch ou smartband? Conheça as diferenças entre os acessórios para o celular

Aparelhos ajudam a monitorar a saúde e acompanhar exercícios, mas os relógios oferecem recursos mais avançados, como medir pressão arterial e realizar eletrocardiogramas. Guia de Compras: diferenças entre smartband e smartwatch Juan Silva/g1 Smartwatches (relógios) e smartbands (pulseiras) auxiliam a criar hábitos: cuidar melhor da saúde, acompanhar o sono com maior detalhe, ter um detalhamento aprimorado dos exercícios em casa ou na academia. 🍾 E, com a chegada do ano novo, esses itens tecnológicos podem ajudar a cumprir algumas metas – seja perder peso, entrar em forma ou apenas contar os passos dados todos os dias. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp SMARTWATCH: g1 testa e compara relógios da Apple, Huawei e Samsung SMARTBAND: avaliação de 3 modelos da pulseira inteligente Esses equipamentos também são ótimos complementos ao celular, já que não é preciso tirar o telefone do bolso para ver uma mensagem ou notificação. Vale notar que autoridades de Saúde e os próprios fabricantes alertam que os dados de monitoramento desses aparelhos não substituem acompanhamento médico. As principais diferenças entre smartwatch e smartband estão no design e no número de funções oferecidas. SMARTBANDS: As pulseiras inteligentes são modelos mais básicos (e baratos), com uma tela pequena e recursos de acompanhamento esportivo, com medição de batimentos cardíacos e da oxigenação do sangue. Exemplo de smartband: tela menor, maior duração da bateria, menos recursos que os relógios Henrique Martin/g1 Mas não têm GPS integrado nem recursos avançados presentes nos relógios, como eletrocardiograma. A ausência do GPS faz com que rastrear exercícios ao ar livre, por exemplo, dependa do smartphone estar junto o tempo todo. Esses dispositivos mostram quanto seu dono esteve ativo durante o dia e acompanham alguns exercícios, como caminhada ou corrida, por exemplo. Eles até avaliam a quantidade de stress, "mandando" dar uma pausa para respirar fundo de tempos em tempos e levantar da cadeira para esticar as pernas. Por conta dos recursos limitados e da tela menor, a bateria da smartband dura por mais tempo, chegando a quase duas semanas, segundo as estimativas dos fabricantes. ⌚️ SMARTWATCHES: Os relógios conectados têm um visual mais parecido com um modelo convencional e podem funcionar sem um celular por perto, armazenando músicas e até recebendo ligações, dependendo do aparelho. Outra diferença está nas notificações: nas smartbands, elas são apenas avisos para checar o telefone na maioria dos modelos. Nos smartwatches, dá para responder e interagir com elas. Smartwatch: tela maior, menos bateria, mais recursos para acompanhamento de exercícios Henrique Martin/g1 As funções de saúde nos relógios também são mais avançadas, com a capacidade de realizar eletrocardiogramas, medir composição corporal –porcentagem de gordura, massa muscular e água no corpo – e até mesmo monitorar a pressão arterial (requer ajuda de acessórios para calibrar). O acompanhamento de exercícios é mais completo e alguns modelos permitem medir informações de mais de 100 tipos de atividades. Mas as baterias podem durar menos: de um a três dias, dependendo do modelo escolhido. 🚴🏼♀️ Existe ainda a categoria dos smartwatches esportivos. Esses produtos são voltados a atletas que querem acompanhar de perto os resultados dos exercícios – seja a rota completa de uma corrida de rua ou uma trilha de mountain bike, checando os picos de frequência cardíaca e avaliando o desempenho por completo ao final. O diferencial dos smartwatches esportivos fica nos tipos de sensores dos relógios, que são mais sofisticados e fornecem resultados mais precisos que um relógio conectado convencional. Smartwatch esportivo: maior precisão nos resultados Henrique Martin/g1 O acabamento também é diferente: como muitos modelos são voltados a atividades externas, a caixa do relógio e o vidro que protege a tela são reforçados. O Guia de Compras selecionou 10 modelos de relógios e pulseiras inteligentes. No final de dezembro, as smartbands custavam até R$ 500, e os smartwatches, entre R$ 800 e R$ 9.200. Os valores foram consultados nas principais lojas da internet. Smartbands Huawei Band 8 Xiaomi Mi Smart Band 7 Smartwatches Apple Watch série 9 Motorola Moto Watch 100 Samsung Galaxy Watch 6 Classic Xiaomi Redmi Watch 3 Smartwatches esportivos Apple Watch Ultra 2 Garmin Forerunner 55 Polar Ignite 3 Samsung Galaxy Watch 5 Pro Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Como escolher um smartwatch
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