quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Por que Taylor Swift ameaça processar jovem que monitora voos de seu jatinho nas redes sociais


Advogados enviaram notificações que citam 'danos diretos e irreparáveis' à cantora causados por contas mantidos pelo estudante Jack Sweeney, que ficou conhecido por monitorar pousos e decolagens de jatos de Elon Musk. Taylor Swift no Grammy 2024 Valerie Macon / AFP A cantora Taylor Swift ameaçou processar um estudante da Flórida que publica nas redes sociais informações sobre voos da artista e de outros famosos em seus jatos particulares, segundo o Washington Post. Por meio de seus advogados, ela enviou notificações que pedem a suspensão de atividades dos perfis que acompanham seus voos. As contas reúnem registros disponíveis na internet sobre pousos e decolagens da aeronave da cantora. Os perfis são mantidos por Jack Sweeney, de 21 anos, que ficou famoso por monitorar voos do jato particular de Elon Musk. O jovem criou contas no Facebook e no Instagram, já bloqueadas, mas tem outras no Bluesky, no Mastodon e no Telegram. Na primeira notificação, enviada em dezembro de 2023, os advogados afirmaram que Taylor "não teria escolha a não ser buscar todo e qualquer recurso legal" se Sweeney não parasse com o seu "comportamento de perseguição e assédio". O documento alega que as postagens trouxeram "danos diretos e irreparáveis, bem como sofrimento emocional e físico" para Taylor e sua família, além de causarem à cantora "constante estado de medo por sua segurança pessoal". Os advogados apontaram que não há interesse público nessas informações e que a cantora precisa lidar com vários casos de stalking ("perseguição", em inglês). Em janeiro deste ano, uma nova notificação advertiu que as postagens de Sweeney constituíam uma "conduta de assédio". Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Dados são públicos As contas de Sweeney que monitoram usam dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) ou de entusiastas do setor que usam equipamentos para rastrear sinais de aeronaves. Elas não informam quem são os passageiros dos aviões ou qual é o destino deles após o pouso. No caso de Taylor, o perfil acompanhava voos de duas aeronaves da Firefly Entertainment, empresa da cantora – uma delas foi vendida na última semana, segundo registros da FAA. Sweeney, que também criou páginas para acompanhar voos de famosos como Donald Trump, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, disse ao Washington Post que vê as notificações como uma tentativa de assustá-lo. Segundo o estudante, os perfis apenas mostram apenas uma aproximação das cidades em que Taylor pode estar, o que pode coincidir com a programação de sua turnê ou qualquer evento público que ela tenha comparecido. "Essa informação já está disponível", afirmou. LEIA TAMBÉM: Entenda o que são os 'celulares burros' e por que o modelo tem adeptos pelo mundo Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa As gêmeas roubadas após nascimento que se reencontraram graças a vídeo no TikTok Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Como detectar golpes com ofertas falsas de emprego no WhatsApp e o que fazer para evitá-las


Com 2 bilhões de usuários, o WhatsApp se tornou uma das principais plataformas de mensagens usadas por golpistas em tod o mundo. Com 2 bilhões de usuários, o WhatsApp é uma plataforma de mensagens muito visada por golpistas Dado Ruvic/Reuters A mensagem, enviada por um número de um país desconhecido e oferecendo pagamento por um trabalho fácil, chegou também no WhatsApp de David Guzmán. Como aconteceu com milhares de pessoas na América Latina, esse tipo de mensagem tornou-se constante. "Recebi diversas vezes mensagens de um número que não conheço, da China ou da região", disse Guzmán à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Um dia eu pensei 'Bem, por que não tentar?'. A mensagem diz que estão convidando você para trabalhar em uma plataforma em Wuhan, na China, e menciona uma rede social similar ao TikTok", explica o jovem de 24 anos. O trabalho consistia em "curtir" os vídeos e enviar uma captura de tela como prova. Em troca, receberia um pagamento em sua conta bancária. "Então eu disse: 'Não há problema em dar algumas curtidas, certo? Qual é a pior coisa que pode acontecer?'" Primeiro, deram o equivalente a cerca de 6 dólares (cerca de R$ 30) por cumprir "tarefas" que lhe foram atribuídas por uma pessoa do outro lado da linha, que usava um espanhol artificial, como se tivesse passado por um tradutor online. "É muito estranho conversar com eles", diz Guzmán. Eles solicitaram as informações da sua conta bancária para fazer pagamentos. "Me mandaram a primeira recompensa e me disseram que eu era adequado para o trabalho. Me enviaram um canal no Telegram. E não era só eu, mas 500 participantes. São muitos grupos e muito grandes", lembra. A reportagem identificou que tentativas de golpes como esse também são frequentes no Brasil. Mas então o trabalho começou a ficar estranho. Além de passarem dois trabalhos de "curtidas", pediram uma terceira tarefa: investir o dinheiro ganho em uma suposta plataforma de criptomoedas. Números estrangeiros no WhatsApp inundam brasileiros com mensagens; veja como denunciar GOLPE DA RENDA EXTRA: entenda riscos de aceitar fazer pequenas tarefas pelo celular Golpista entra em contato para tentar oferecer "emprego" em redes sociais Reprodução "Continuei com as curtidas e, nesse esquema, eles fazem você sentir que está ganhando algo como se estivesse trabalhando para isso. Acho que é aí que está o truque, um estímulo mental para as pessoas que estão trabalhando. O Telegram está cheio de emojis e mensagens motivadoras", explica. Depois pediram que entrasse no "próximo nível deste trabalho", onde teria que investir mais. Pediram quase US$ 60 (R$ 300) para entrar. Guzmán diz que precisou pedir dinheiro emprestado a conhecidos para fazer o pagamento. "Você ganhou!", eles responderam. Mas para receber seus ganhos, ele teve que "investir" mais US$ 12 (R$ 60). Até então, já havia enviados quase US$ 70 (R$ 330). "Mandei o dinheiro para eles e demorou cerca de 3 minutos para me responderem. Pareceu que tinha sido uma hora e que eu tinha perdido o dinheiro", lembra Guzmán. Mas eles enviaram cerca de US$ 110 (R$ 550) para a conta dele. "Eu tinha cerca de 1.900 (pesos) na conta, devolvi o que havia emprestado e fiquei com cerca de 900." E optou por não continuar no "emprego" ou reinvestir os novos valores que lhe foram indicados. "Eles insistiram para que eu enviasse pelo menos metade, em espanhol mal traduzido", lembra ele. Os vários golpes A experiência de Guzmán faz parte de uma série de golpes que circulam em plataformas como o WhatsApp. Em quase todos eles, o primeiro objetivo é que quem recebe a mensagem caia na armadilha e responda. Outros tipos de golpes incluem a oferta de empregos em empresas conhecidas, com salários muito atrativos, com o objetivo de obter o máximo de informações sobre a pessoa. Esses dados podem ser usados de duas formas: uma delas é o roubo de identidade, já que os golpistas conseguirem obter muitas informações pessoais sensíveis que podem ser utilizadas para fazer transações financeiras, como solicitação de crédito ou acesso à conta bancária da vítima. Outro uso desses dados é vendê-los a empresas que utilizam esses metadados para fins publicitários ou de marketing. Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger "Antes, era só clicar na oferta e levar você a um site fraudulento, que se fazia parecer oficial, para roubar seus dados. Agora são outros estímulos", explica a especialista em segurança cibernética Verónica Becerra, da empresa Offensive Hacking & Redes de Segurança. "Você faz isso e eles realmente te dão dinheiro, mas quando você começa a subir um nível, um terceiro nível, eles começam a cobrar para que você supostamente receba mais dinheiro. E é aí que vem o golpe", acrescenta. Embora nem todas as vítimas entreguem grandes quantias, os cibercriminosos levam em conta que obterão grandes valores mesmo que apenas parte das pessoas aceite continuar na pirâmide. A implementação de novas ferramentas de inteligência artificial também gerou novas formas de golpes. Quando um usuário do WhatsApp (ou de outras plataformas) atende a uma chamada de vídeo de um número desconhecido, seu rosto pode ser gravado e usado em um deepfake. Por meio dele, os golpistas podem fazer parecer que a pessoa está dizendo algo que nunca disse. Os cibercriminosos podem extorquir dinheiro dos contatos da vítima ou fingir uma falsa urgência para pedir dinheiro. "Ouvi falar de um caso em que, ao atender uma videochamada, alguém exibiu um vídeo pornográfico, fazendo parecer que essa pessoa estava assistindo. E então a extorquiram", diz Becerra. Como evitar esses golpes? Segundo a especialista em cibersegurança, o WhatsApp é um dos meios mais utilizados para esses crimes, não porque a plataforma em si tenha vulnerabilidades de segurança, mas porque é a mais usada no mundo com mais de 2 bilhões de usuários. E isso significa que existe um universo maior de possíveis vítimas. Porém, um primeiro ponto para evitar possíveis riscos é manter aplicativos como este atualizados com as versões mais recentes, pois podem haver novas configurações de segurança. Mais importante ainda é não responder a números desconhecidos, pois com apenas algumas perguntas tentarão obter o máximo de informações pessoais possíveis. "Eles conseguem dados suficientes sobre você, como contas bancárias, endereço, muitas coisas", alerta Becerra. "O que tenho visto é que os mais jovens não se importam se a sua informação for roubada. Nas redes sociais chegam a dizer 'Não importa, porque já me deram muito dinheiro'. O que não sabem é a quantidade de dinheiro que pode ser obtida com alguns dados", acrescenta. "Já entre os mais velhos, o problema muda para a desinformação e o pouco conhecimento sobre esse tipo de ferramenta. É por isso que os cibercriminosos se aproveitam delas." Golpe desvia PIX copia e cola em compras on-line pelo computador Empresas normalmente não abordam candidatos a empregos por meio do WhatsApp. Menos ainda se a pessoa nunca se candidatou ao cargo. E se você realmente se candidatou à vaga ou tem interesse em alguma, é aconselhável ligar diretamente para as empresas para perguntar sobre as ofertas oficiais. Empresas sérias não usam números com prefixos internacionais estranhos ou contas de e-mail em serviços de massa (Gmail, Outlook ou outros). Outra recomendação é ativar a verificação dupla para sua conta do WhatsApp ou outras plataformas, o que evita que um golpista tente roubar uma conta por meio de roubo de identidade. "É uma camada adicional de segurança para o acesso à sua plataforma." Joshua Breckman, porta-voz da Meta (controladora do WhatsApp), explica à BBC que a criptografia ponta a ponta dos chats da plataforma não permite que a empresa analise o conteúdo das conversas para detectar golpes. Mas recomenda a leitura de um guia que o WhatsApp preparou sobre golpes e seguir as instruções para denunciar números suspeitos neste link. "Investimos em campanhas de marketing na América Latina nos últimos anos para educar os usuários sobre como detectar golpes e dar mais visibilidade às ferramentas disponíveis no aplicativo (listadas no link do site acima). Essas campanhas são transmitidas em canais de televisão, rádio e imprensa", disse Breckman. Becerra afirma ainda que é aconselhável não haver informações sensíveis nos chats, como fotos de documentos pessoais, senhas de contas de serviços ou dados pessoais, já que os cibercriminosos costumam buscar esse tipo de informação nas conversas. E embora seja importante ter um backup do seu histórico na nuvem, você deve ter senhas fortes nesses serviços (Google Drive, iCloud ou outros). Se a senha for fraca, os golpistas também poderão encontrar ali as informações pessoais da vítima que procuram. E, se o roubo de informações já ocorreu, também é aconselhável ir à polícia "para registrar, caso ocorra um crime grave", afirma Becerra. "Você também deve evitar dar muitas informações nos chats, até mesmo para contatos", acrescenta. "Nem sempre você tem certeza de quem está do outro lado." LEIA TAMBÉM: Entenda o que são os 'celulares burros' e por que o modelo tem adeptos pelo mundo Como é o chip cerebral implantado pela empresa de Elon Musk em uma pessoa As gêmeas roubadas após nascimento que se reencontraram graças a vídeo no TikTok Como é o novo golpe que desvia PIX de compras online e o como evitá-lo

Meta vai identificar imagens criadas por IA no Facebook, Instagram e Threads


Etiquetas de inteligência artificial (IA) vão aparecer 'nos próximos meses' e em 'todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo'. Fachada da Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, em foto de 7 de março de 2023 Jeff Chiu/AP A gigante norte-americana Meta anunciou, nesta terça-feira (6), que vai identificar "nos próximos meses" qualquer imagem gerada por inteligência artificial (IA) que apareça em suas redes sociais Facebook, Instagram e Threads. A empresa já identifica imagens feitas por robôs com a ajuda de sua própria ferramenta, Meta IA, lançada em dezembro. "Nos próximos dias, iremos rotular imagens que os usuários publicarem no Facebook, Instagram e Threads sempre que pudermos detectar indicadores, conforme as normas da indústria, que revelem se são geradas por IA", disse o responsável por assuntos internacionais da Meta, Nick Clegg, em um blog. Daqui para frente, "queremos fazer o mesmo com conteúdos criados com ferramentas de outras empresas" como Google, OpenAI, Microsoft, Adobe, Midjourney ou Shutterstock, acrescentou Clegg. "Estamos construindo essa ferramenta no momento e começaremos a aplicar, nos próximos meses, etiquetas em todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo", destacou. O aumento da IA generativa faz crescer a preocupação de que as pessoas usem essas ferramentas para gerar caos político, especialmente por meio da desinformação. Quase metade da população mundial irá às urnas em 2024. Além do risco político, o desenvolvimento de programas de IA generativa pode resultar em um fluxo incontrolável de conteúdos degradantes, segundo muitos ativistas e reguladores. Como exemplo estão as deepfakes pornográficas de mulheres famosas, um fenômeno que também afeta muitas pessoas anônimas. Antes de sua remoção, a deepfake da cantora Taylor Swift foi vista 47 milhões de vezes na rede social X (ex-Twitter), no final de janeiro. Segundo a imprensa norte-americana, a publicação permaneceu no ar na plataforma por cerca de 17 horas. Embora Nick Clegg tenha afirmado que a ferramenta "não eliminará" totalmente o risco de produção de imagens falsas, "certamente minimizará" sua proliferação "dentro dos limites do que a tecnologia permite atualmente". "Não é perfeito, não vai cobrir tudo, a tecnologia não está totalmente pronta. Mas, até agora, é a tentativa mais avançada a fornecer transparência significativa para todo mundo", garantiu Clegg à AFP. "Eu espero profundamente que, fazendo isso, tomando esse caminho, iremos incentivar o restante da indústria (...) a trabalhar junto e realmente tentar desenvolver os padrões comuns que precisamos", defendeu o líder da Meta, afirmando estar disposto a "compartilhar" sua tecnologia aberta "da forma mais ampla possível". Em meados de janeiro, a empresa californiana OpenAI, criadora do ChatGPT, também anunciou o lançamento de ferramentas para combater a desinformação e salientou seu desejo de não permitir o uso de suas tecnologias para fins políticos. "Queremos garantir que nossa tecnologia não seja usada de maneira que prejudique" o processo democrático, explicou a OpenAI, destacando que seu gerador de imagens DALL-E 3 contém "ressalvas" para evitar que os usuários gerem imagens de pessoas reais, especialmente candidatos. LEIA TAMBÉM: 'Surpreendente' e 'estranho': o que dizem as avaliações sobre os óculos Vision Pro, da Apple Facebook, 20 anos: 4 formas como rede social mudou o mundo Realidade virtual como aliada dos cuidados paliativos Vídeos de pessoas usando óculos de realidade virtual fora de casa viralizam nas redes Vídeos de pessoas usando óculos de realidade virtual fora de casa viralizam nas redes Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Veja como é pesquisar no Bing com ChatGPT Veja como é pesquisar no Bing com ChatGPT

Número de denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online é o maior em 18 anos, diz Safernet


Segundo levantamento, 71.867 novas denúncias desse tipo de crime foram recebidos pela ONG em 2023. No Dia da Internet Segura, relatório da instituição destaca importância da proteção da infância e do enfrentamento à violência sexual na web. Imagem de arquivo mostra homem usando celular Reprodução/Fantástico O número de denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online, em 2023, foi o maior já registrado em 18 anos pela Safernet, ONG que atua em defesa dos direitos humanos na internet. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Segundo o levantamento, 71.867 novas denúncias desse tipo de crime foram recebidas pela ONG no ano passado. O crescimento em relação a 2022, quando foram feitos 40.572 registros, foi de 77,13%. Para o presidente da Safernet, Thiago Tavares, três fatores contribuíram para o aumento dos casos: Demissões em massa anunciadas pelas big techs, que atingiram as equipes de segurança, integridade e moderação de conteúdo de algumas plataformas. A proliferação da venda de packs com imagens de nudez e sexo auto-geradas por adolescentes; A introdução da Inteligência Artificial (IA) generativa para a criação desse tipo de conteúdo. O relatório divulgado nesta terça-feira (6), Dia da Internet Segura, ressalta a importância da proteção da infância e do enfrentamento à violência sexual online (veja como denunciar mais abaixo). 16% das crianças e adolescentes no Brasil dizem que já receberam conteúdo sexual na internet, mostra pesquisa Segundo a Safernet, é recomendado que a expressão "pornografia infantil" seja substituída por "imagens de abuso e exploração sexual infantil" ou "imagens de abusos contra crianças e adolescentes". Isso porque a imagem de nudez e sexo envolvendo uma criança ou adolescente (por lei, pessoas de 0 a 18 anos incompletos), por definição, não é consensual. Logo, não se trata de pornografia, mas de imagens de crianças e adolescentes sendo sexualmente abusadas e exploradas. Xenofobia e intolerância religiosa Mãe segura mãos de criança, em imagem de arquivo Reprodução/EPTV As denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online, somadas a outras violações de direitos humanos na internet recebidas pela Safernet, também registraram outro recorde histórico. Em 2023, a Safernet recebeu um total de 101.313 denúncias novas. O recorde anterior era de 2008, quando a ONG recebeu 89.247 denúncias. Ainda de acordo com a pesquisa, entre os crimes de ódio online, houve crescimento de 252,25% de denúncias de xenofobia e de 29,97% de denúncias de intolerância religiosa. O relatório da Safernet de 2022 já apontava para uma alta da xenofobia online. As denúncias desse tipo na internet haviam crescido 874% em 2022, em comparação com 2021. Xenofobia, intolerância religiosa e misoginia lideraram o aumento de 39,3% no total de denúncias de discurso de ódio na internet registrados pela Safernet, entre 1º de janeiro e 31 de outubro daquele ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Quedas Houve queda no número de denúncias de três crimes de ódio entre 2023 e 2022: Racismo: - 20,36% LGBTfobia: - 60,57% Misoginia: - 57,56% Segundo a Safernet, a queda nas denúncias desse tipo de crime em 2023 já era esperada, uma vez que as denúncias de crimes de ódio aumentam em anos eleitorais, comportamento registrado em 2018, 2020 e 2022. Como denunciar Criança com mão no rosto, em imagem de arquivo Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo É possível realizar denúncias de páginas que contenham imagens de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil. O processo é 100% anônimo. Em caso de suspeita de violência sexual contra crianças ou adolescentes, deve ser acionado o Disque 100 ⚠️ O Helpline, o canal de ajuda da Safernet, também registrou este ano aumentos em pedidos de ajuda relacionados a aliciamento sexual infantil online, que registrou um aumento de 125%, e de casos relacionados a imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet (aumento de 5,88%). Mark Zuckerberg pede desculpas por danos causados em suas redes sociais LEIA TAMBÉM: 'Packs': grupos vendem pacotes de fotos e vídeos pornográficos em redes sociais, inclusive de menores de idade Leia outras notícias da região no g1 DF.

'Surpreendente' e 'estranho': o que dizem as avaliações sobre os óculos Vision Pro, da Apple


Dispositivo de realidade virtual começou a ser vendido nos EUA por cerca de R$ 17 mil e recebeu primeiras análises de sites especializados. Segundo eles, o produto é ótimo para assistir filmes, mas navegação e chamadas de vídeo não funcionam tão bem. Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple Os óculos de realidade virtual Vision Pro começaram a ser entregues na última sexta-feira (2) para os clientes nos Estados Unidos. E veículos especializados que tiveram acesso ao produto divulgaram suas avaliações. A análise do site The Verge classificou o Vision Pro como um produto "surpreendente", enquanto a da CNBC afirmou que ele "é o produto mais interessante da Apple em anos". Ambos destacaram a qualidade da tela e dos alto-falantes do aparelho. Por outro lado, as avaliações concluíram que a navegação por gestos e as chamadas de vídeo feitas no Vision Pro nem sempre funcionam tão bem. Também houve críticas ao recurso que simula transparência no visor para outras pessoas verem os olhos de quem está usando o Vision Pro. O Vision Pro está sendo vendido nos EUA pelo preço salgado de US$ 3.499 (cerca de R$ 17 mil, em conversão direta) e ainda não há previsão de quando ele será lançado no Brasil. Veja abaixo os principais destaques das análises sobre o produto. 🎥 Chamadas de vídeo Os óculos da Apple usam um sistema de 12 câmeras embutidas para criar personagens virtuais que refletem movimentos dos usuários. São as chamadas Personas, representações que são usadas em chamadas de vídeo, ainda em versão beta. Quem está do outro lado da conversa, não vê o usuário do Vision Pro, e sim um personagem virtual gerado pelos óculos. A experiência foi considerada "estranha" pelo Washington Post. "A minha [Persona] parecia uma versão muito mais velha de mim", disse, por sua vez, o repórter da CNBC. Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro fora de casa viralizam nas redes sociais Personas são representações virtuais dos usuários criadas com o Apple Vision Pro Divulgação/Apple 👀 Efeito de transparência Com ajuda do EyeSight, O Vision Pro permite que pessoas ao seu redor vejam o que seriam seus olhos mesmo quando você está usando os óculos. Como o visor não é transparente, o recurso captura imagens dos seus olhos com as câmeras e as exibe na tela externa do aparelho. Mas o efeito não funciona da melhor forma: "Quando as pessoas veem seus olhos, é uma imagem fantasmagórica e de baixa resolução que parece computação gráfica. O efeito é estranho – a ideia de que você fará contato visual real com alguém é uma fantasia", disse a análise do The Verge. EyeSight, recurso do Apple Vision Pro, permite escolher se outras pessoas verão olhos de quem está usando os óculos Divulgação/Apple 📱 Aplicativos Outro ponto que gerou reclamações foi a baixa oferta de aplicativos. Ainda que a Apple afirme que o dispositivo é compatível com mais de 1 milhão de apps de iOS e iPadOS, a maioria deles não tem versões próprias para o visionOS, sistema da empresa para os óculos de realidade virtual. Alguns serviços de streaming só podem ser utilizados no Vision Pro pelo navegador, que oferece uma experiência limitada. Mas, para plataformas compatíveis com o visionOS, os analistas disseram que o produto é ótimo. Filmes em 3D exibidos nos óculos da Apple são de "cair o queixo", afirmou o site Tom's Guide. 🎧 Áudio e vídeo A experiência multimídia do Vision Pro foi elogiada, especialmente por conta da nitidez das telas 4K, chamada de "incrível" pelo CNET, e da sensação de sons em 360° criada pelo áudio espacial. O dispositivo tem telas super nítidas e coloridas e alto-falantes ótimos, segundo a CNBC. Os alto-falantes do Vision Pro "fazem um trabalho convincente de áudio espacial", segundo a análise do The Verge. "As coisas realmente parecem estar acontecendo onde aparentam estar acontecendo, o que é um truque legal", afirmou o site. O repórter do Washington Post, por sua vez, afirmou que o Vision Pro tem as telas mais nítidas que ele já viu, mas alertou que, ao usar o dispositivo, "você ainda verá alguns espaços pretos em sua visão periférica". Apple Vision Pro Reprodução / Apple ⚙️ Desempenho Equipado com os chips M2, que roda o sistema, e R1, que analisa o que é capturado pelas câmeras, o Vision Pro é bastante rápido, segundo as avaliações. Para otimizar o processamento, o aparelho só deixa nítida a área para qual o usuário está virado, desfocando o que está ao redor. Mas, depois de algum tempo de uso, os óculos podem esquentar bastante e desligar se a temperatura ficar muito alta. A dificuldade de usar o teclado virtual do Vision Pro e o peso do aparelho (mais de 600 gramas) também foram alertas dos sites especializados. Em resumo, quem já testou o Vision Pro o aponta como o aparelho mais ambicioso já lançado pela Apple sob o comando de Tim Cook, presidente-executivo da empresa desde 2011. Mas ainda há dúvidas se a aposta dará certo. "Esse é o melhor [sistema] de navegação por gestos e olhos de todos os tempos", disse o The Verge. Mas o site acredita que, ainda assim, "o mouse, o teclado e a tela touch continuarão imbatíveis nos próximos anos". LEIA TAMBÉM: Facebook, 20 anos: 4 formas como rede social mudou o mundo O pedido de desculpas de Mark Zuckerberg a famílias de crianças prejudicadas por redes sociais Xiaomi lança Redmi Note 13 com câmera de até 200 MP; veja preços no Brasil Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro viralizam

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Brasileiros importaram US$ 12,3 bilhões em criptoativos em 2023; valor é recorde para um ano


Informações foram divulgadas nesta segunda pelo Banco Central. Criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais — ou seja, não são ativos físicos. Criptomoedas, bitcoin, criptoativos Reprodução/TV Globo A importação dos chamados "criptoativos", os ativos virtuais que são protegidos por criptografia, cresceu em 2023 e bateu recorde ao somar US$ 12,3 bilhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. Os criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais — ou seja, não são ativos físicos. As operações podem ser feitas entre pessoas físicas ou empresas, sem a necessidade de passar por uma instituição financeira. Entre os criptoativos, estão, por exemplo, as criptomoedas, como o Bitcoin. A categoria também envolve outros produtos como tokens (contratos que representam a custódia de algum ativo) e stablecoins (moedas vinculadas a outros ativos, como o dólar por exemplo), entre outros. Segundo o BC, a importação dos criptoativos é caracterizada pela mudança de propriedade de um não residente (vendedor) para um residente (comprador). A compra de criptoativos do exterior é uma das divergências contábeis que o Banco Central tem com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), responsável por divulgar os dados da balança comercial brasileira. Em todo ano passado, pela metodologia do MDIC, a balança comercial teve um superávit de US$ 98,8 bilhões, recorde histórico. Já nas contas do Banco Central, o resultado positivo do último ano, embora ainda recorde, foi menor: US$ 80,5 bilhões. "Não há registros aduaneiros para criptomoedas, não incluídas na estatística de comércio exterior de mercadorias. Para inclusão na balança comercial do balanço de pagamentos, as transações com criptoativos são estimadas com base em contratos de câmbio", explicou o BC, no ano passado. Bitcoin bate US$ 42 mil, maior patamar em 20 meses BC e Receita Federal Com a sanção do marco legal dos criptoativos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2022, o Banco Central passou a ser responsável por regular a prestação de serviços de criptoativos, além de regular, autorizar e supervisionar as prestadoras de serviços. Na semana passada, a Receita Federal informou que identificou 25.126 pessoas físicas que tinham bitcoins (moeda virtual) ao final de 2022, e que não informaram o montante na declaração de Imposto de Renda de 2023. O número diz respeito a pessoas que tinham ao menos 0,05 bitcoin, o equivalente a cerca de R$ 10 mil em valores atuais. Segundo o órgão, os dados foram obtidos utilizando "técnicas tradicionais e de inteligência artificial". "No total, essas pessoas físicas teriam investimento de aproximadamente R$ 1,06 bilhão não informado à Receita Federal", acrescentou o Fisco. Pelas regras, todas as pessoas físicas que estavam obrigadas a declarar Imposto de Renda em 2023, e possuíam criptomoedas, tinham obrigatoriamente de prestar informações sobre esses ativos virtuais, independente do valor.

Metrô, academia e shopping: Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro fora de casa viralizam nas redes sociais


Em uma das publicações, é possível ver uma pessoa usando os óculos enquanto dirige um Tesla. A Apple, porém, não recomenda o uso em carro em movimento e em outros veículos. No metrô, na academia e até dirigindo: Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro na rua viralizam nas redes sociais Reprodução/TikTok Na última sexta-feira (2), a Apple começou a entregar os seus mais novos óculos de realidade virtual, o Apple Vision Pro, para os compradores nos EUA. As primeiras experiências de uso logo viralizaram nas redes sociais, uma vez que muitas pessoas têm aproveitando o produto na rua mesmo. No X (ex-Twitter) e no TikTok, é possível encontrar registros de norte-americanos usando os óculos na calçada, atravessando a rua, no metrô, na academia, no shopping e, pasmem, até dirigindo. O g1 procurou a Apple para comentar sobre esses vídeos e entender se os dispositivos também podem ser usados em ambientes externos. A empresa enviou um link com instruções de uso (veja aqui). Sobre dirigir com o Vision Pro, a Apple afirma: "Nunca use o dispositivo ao operar um veículo em movimento, bicicleta, maquinaria pesada ou em qualquer outra situação que exija atenção à segurança". Notar os donos do Vision Pro "gesticulando no ar" também tem causado certa estranheza, mas isso tem uma explicação (entenda abaixo). Em várias dessas publicações, as pessoas aparecem com o Vision Pro conectado a um fio, que serve para alimentar a bateria do produto. Em seu site, a empresa diz que o equipamento pode ser usado enquanto carrega. Initial plugin text Initial plugin text Detalhes do Vision Pro 🕶️ O sistema do Vision Pro, chamado de visionOS, foi desenvolvido com base em outros sistemas operacionais (software) da própria Apple, como iOS, macOS e iPadOS. Ao todo, são três opções de armazenamento interno: 256 GB, 512 GB e 1 TB. E a bateria suporta até 2 horas de uso geral no sistema e 2,5 horas para consumo de vídeo. Ele é equipado com dois processadores: sendo o M2 para executar o sistema e o R1 para processar imagens. Por que elas ficam 'gesticulando no ar' 🤏 A Apple explica que, para permitir a navegação e interação, os óculos são controlados pelos olhos, mãos e voz do usuário. A ideia, segundo a empresa, é fazer com que a pessoa interaja "com o conteúdo digital de uma forma que pareça estar fisicamente presente em seu espaço". Por exemplo, para abrir um aplicativo, basta você tocar com os dedos "no ar", fazendo o movimento de pinça (🤏). E, ainda com esse comando, você consegue aproximar a imagem de um vídeo. O produto também não bloqueia a visão total do usuário, o que permite visualizar o que acontece no "mundo real". Tudo isso é possível porque ele está equipado com câmeras e sensores, que conseguem rastrear o movimento de quem o utiliza. Além disso, o Vision Pro tem um recurso chamado EyeSight que, na prática, deixa os óculos transparentes quando uma pessoa se aproxima da outra que está usando os dispositivos. Com isso, quem está do outro lado consegue ver os olhos de quem usa o Vision Pro. Por enquanto, o novo equipamento da Maçã só está disponível nos EUA. Por lá, ele é vendido por cerca de US$ 3.499 (algo em torno de R$ 17.400, na conversão atual). Ainda não há detalhes para o lançamento no Brasil. Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple

China desenvolve sistema de vigilância para monitorar estrangeiros no país

Captura de tela de um painel de software de vigilância que permite monitorar estrangeiros NetAskari Quando um pesquisador de ciberse...